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	<title>Arquivos Ano 004, N 148 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>O Senhor do Tempo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Monica Prado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>É importante refletir a respeito do tempo cronológico e o tempo psicológico&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Escrevendo este artigo, relembrei do filme e do livro ‘Alice no País das Maravilhas’ , principalmente o diálogo em que ela fala com o Chapeleiro&nbsp; sobre o tempo e a ilusão.&nbsp;</p>



<p>O mundo está em transformação energética evolutiva e muitos estão sentindo essa vibração.Já perceberam que o tempo está passando aceleradamente e que o ser humano não consegue concluir as demandas rotineiras e profissionais no término do dia?&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Estamos a serviço do tempo e só ficamos consciente dele quando há um impedimento a realização em que estamos na direção certa de ser bem-sucedido.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Estamos passando por uma transição da temporalidade para atemporalidade (significa não ser afetado pelo tempo).&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Portanto, é importante refletir a respeito do tempo cronológico e o tempo psicológico, é necessário rever as atividades, avaliar e mudar a diretriz desse movimento para que possa encontrar uma maneira síncrona de estar equiparado ao tempo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A terra está girando muito rápido de acordo com os cientistas e especialistas. Esta rotação planetária acelerada, a que tudo indica, está acontecendo por causa do aquecimento global.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Essa mudança direcional foi devido ao degelo (derretimento do gelo), entre outros fatores que desviaram o eixo da rotação da terra.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Mas como encarar este desafio? O que é o tempo para você? Você tem uma percepção sobre a passagem real do tempo?&nbsp; Qual é seu relacionamento com o momento presente no tempo?&nbsp; Muitas perguntas a serem refletidas, não é?&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Embora o ser humano viva nesse paradoxo da temporalidade, na verdade não podemos negar essa realidade que faz com que se transite entre o passado e o presente.O tempo é um encadeamento interminável de momentos, que podem ser positivos ou negativos. Vivemos no tempo do relógio.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Você percebeu que durante a pandemia o tempo foi desenfreado e implacável?&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>As evidências circunstanciais demonstraram isso, ao se olhar no espelho e vê sua aparência antes e depois, ao acordar num determinado horário e perceber o salto que o tempo dá num pequeno intervalo que nem percebemos, pessoas que não via há um bom tempo que estavam saudáveis e de repente não estavam mais lá, ou que tinha uma jovialidade, vivacidade e foi acometido por alguma doença inesperada, pessoa que tiveram um envelhecimento precoce, enfim&#8230;Estamos reféns do tempo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Leia o trecho a seguir pelo chapeleiro, um dos personagens do livro “Alice no país das maravilhas”:&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“O Tempo não suporta ser marcado como se fosse gado. Mas se você vivesse com ele em boas pazes, ele faria qualquer coisa que você quisesse com o relógio. Por exemplo: vamos dizer que fossem nove horas da manhã, que é hora de estudar. Você teria apenas que insinuar alguma coisa no ouvido do Tempo, e o ponteiro correria num piscar de olhos: uma hora e meia, hora do almoço”.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O paradoxo do sentido e do tempo de acordo com Deleuze:&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“A questão não tem resposta, visto que é próprio do sentido não ter direção alguma, não ter uma só face correta, mas sempre duas a um mesmo tempo, em um passado-futuro infinitamente subdividido e prolongado. ”&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O importante é fazer com que sua vida esteja no agora, se dissolva no tempo, procure se dar mais tempo, esteja alinhado nesse momento presente de graça com o seu ser, sua essência.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não crie barreiras que dificulte sua jornada. O agora é tudo e sempre foi e sempre é.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Monica Prado</strong>&nbsp;é Empresária na área de moda , produtora de moda, consultora de moda, jornalista e palestrante e com mais de 26 anos de experiência&nbsp; clinicando como Terapeuta. Escritora autodidata, colunista da Revista Metropolitana, Jornal do Povão (SE), Jornal do Povão ( MG), além da participação semanalmente do programa de rádio com abordagens e temáticas diversas sobre bem estar, comportamento, consciência , espiritualidade, saúde psicoemocional, dualidade, autoconhecimento entre outros. Bacharel em Musicoterapia pela Universidade Católica do Salvador (UCSAL) com especialidade na área geriátrica, neurológica e gestacional ,criadora do método Modaterapia em que no campo da terapia observa e&nbsp; percebe a ótica da imagem e o comportamento das pessoas em relação à moda. Transcreve conhecimentos e experiências dos atendimentos em consultório&nbsp; ajudando no empoderamento feminino, elevando a auto estima da mulher,&nbsp; fertilizando a vida através das suas experiências singulares, o bem estar e aceitação de si mesma.&nbsp;&nbsp;</p>
</div>
</div>



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<h3 class="has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background wp-block-heading">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



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		<title>O  exótico e o erótico: um diálogo sobre a transgeneridade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 18:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
		<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ariel Von Ocker</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>INTRODUÇÃO</strong>&nbsp;</p>



<p>Não é possível uma escrita de qualquer natureza que, realizada por mãos humanas, não traga consigo indícios de uma autoria. Essa autoria, por sua vez, se concretiza pelo fato de que a escrita não emerge do vácuo, mas de uma conjuntura discursiva e social na qual a pessoa escritora emite seu discurso. Desse modo, o que é dito e quem o diz estão intrinsecamente ligados. Escrevo isso rompendo propositalmente algumas regras do gênero textual, já que o que objetivo realizar é uma (trans)reflexão. E eu própria me insiro aqui como uma pessoa trans, cuja vivência não se distancia do processo de pesquisa. Ao contrário, são os pormenores do mundo como <em>episteme</em> os que me direcionam para o rumo que tomo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em 2021, publiquei um artigo junto ao Instituto Brasileiro de Psicanálise Clínica cujo título era O Fetiche do Corpo Trans. Não sem que o esperasse, as críticas sobre meu pensamento foram bastante emblemáticas. Na mesma medida, pude ver também que as primeiras se baseavam quase completamente em um sentimento pessoal e afetivo em relação aos acordos sociais ali subjetivamente violados (por mim) ao tratar de tais temas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não são raros os relatos semelhantes vindos dos meus pares na escrita e na pesquisa. Por isso, no presente artigo, tratarei da relação sociocultural estabelecida no imaginário acerca das pessoas trans. Objetivo questionar determinadas verdades estabelecidas no seio do patriarcado e desestabilizar alguns estereótipos fundados na misoginia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>1.O GÊNERO NO MUNDO OCIDENTAL</strong>&nbsp;</p>



<p>Judith Butler (2014), em seu artigo Regulações de Gênero assume que:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-left has-small-font-size">Dizer que gênero é uma norma não é exatamente o mesmo que dizer que existem visões normativas de feminilidade e masculinidade, mesmo que tais visões normativas claramente existam. Gênero não é exatamente o que alguém &#8220;é&#8221; nem é precisamente o que alguém &#8220;tem&#8221;. Gênero é o aparato pelo qual a produção e a normalização do masculino e do feminino se manifestam junto com as formas intersticiais, hormonais, cromossômicas, físicas e performativas que o gênero assume. Supor que gênero sempre e exclusivamente significa as matrizes &#8220;masculino&#8221; e &#8220;feminina&#8221; é perder de vista o ponto crítico de que essa produção coerente e binária é contingente, que ela teve um custo, e que as permutações de gênero que não se encaixam nesse binarismo são tanto parte do gênero quanto seu exemplo mais normativo.&nbsp;</p>



<p>Em outras palavras, podemos tomar que o gênero, diferentemente do que é reiterado nos discursos mais conservadores, não é algo inerente ao sujeito. Antes, é uma construção socialmente compreensível.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No entanto, quando nos detemos sobre as expectativas sociais que forjam a noção de gênero enquanto performance de um ser no mundo, nos deparamos com um segundo problema: a construção do sujeito no mundo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-left has-small-font-size">Nesse sentido o binário de gênero se constitui numa relação oposicional, ou seja, em formato de identidade e alteridade. De acordo com Nadja Hermann (2014, p. 479), a formação de binários oposicionais é uma herança metafísica ocidental, onde a dualidade se constitui entre o eu (identidade) e o outro (alteridade) – sendo este último tudo aquilo que foge do ideal, que ultrapassa o limite da identidade e chega ao estranho. Traduzindo esse conceito para construção binária do gênero, homem e mulher se encontram em posições representadas anatomicamente de maneira estável e socialmente delimitadas em papéis masculinos e papéis femininos. Ser homem implica em não ser mulher, em rejeitar todo e qualquer marcador identitário inscrito no universo feminino (DOS REIS e PINHO, 2016, p. 11)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ou seja, construção identitária dos gêneros e seus respectivos papéis é realizada de modo oposicionista, e não complementar, tal que há uma relação de disparidade de direitos, deveres e privilégios reservados a cada indivíduo segundo o grupo no qual se insere. Isso é estruturado mediante pactos sociais bastante estabelecidos e ratificados por atos de fala como: coisa de homem; mulherzinha; viadagem; traveco; coisa de menina etc.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>2.O FETICHISMO E A SEXUALIDADE</strong>&nbsp;</p>



<p>O fetiche está culturalmente associado à pluralidade de práticas, corpos e locais vistos como proibidos ao ato sexual. Dessa maneira, são proeminentes as fantasias emergentes no mundo contemporâneo e endossadas pela força das industrias pornográficas. Relações inter-raciais (que dialogam perigosamente com o racismo estrutural), alusões à pedofilia, atos sexuais em lugares públicos, <em>frottage</em>, exibicionismo&#8230;entre outros são alguns exemplos das práticas mais buscadas nos sites voltados a esse conteúdo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>É, portanto, necessário dizer que isso é um mecanismo de duas faces. Por um lado, tais práticas emergem de uma conjuntura social na qual a sexualidade é vivenciada de distintas maneiras –e quase sempre sob uma égide heteronormativa cristã-. Por outro, é mister percebermos que a construção da sexualidade adolescente (assinalada pelos ideais acima mencionados) é influenciadas pela indústria <em>porn</em>.&nbsp;</p>



<p>Essa mesma indústria, entrementes, opera com grande visibilidade em produções nas quais são explorados os corpos de sujeitos transgêneros, cuja posição em tela é a de objeto do prazer de um sujeito. Majoritariamente, esse sujeito é homem e cis. Isso reafirma a estética de uma masculinidade autopensada para a dominação, inclusive a nível sexual.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A partir dessa ideia, o erotismo consumado no ato sexual é semiotizado como uma reencenação dos papeis de gênero, cuja premissa que assim os divide é baseada na submissão do feminino. Assim, o corpo trans encontra um lugar de grande interesse pelo público masculino, sobretudo os corpos divididos de modo binário: homem trans ou mulher trans. Isso porque ambos os estatutos apresentam uma forma desestabilizante dos estigmas próprios de cada performance; especialmente em termos fisiológicos e em relação aos papeis sociais delus esperados.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em outras palavras, o interesse sexual do público masculino cis pelos corpos trans parece derivar de uma curiosidade em relação à visão de um “homem com vagina” e uma “mulher com pênis” tanto pelo aspecto físico que tais corpos encenam socialmente quanto pelo fato de que, à vista dos olhares conservadores, a vivência trans não torna um corpo biologicamente pertencente a um sexo como socialmente entendido dentro do gênero oposto ao que se associa aquela forma biológica. Ou seja, se do homem cis é esperada a agressividade e a força –e isso representa uma série de atos de erotização- da mulher trans é esperada sensibilidade e fraqueza: o que se interpreta não como propriamente feminino, mas como uma redução da masculinidade embotada e submissa do “homem” travestido de mulher.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Evidentemente, essa relação é calcada na desumanização do corpo transgênero, cuja individualidade é reduzida a um objeto do prazer, um receptáculo da agressividade sexual do homem cis. Esse cenário, pois, é reiteradamente exposto e explorado no mundo da pornografia ainda sobre um outro viés justaposto à presente ordem: o tabu.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Culturalmente, o mundo ocidental se baseia em binômios: bem e mal; céu e inferno; santo e pecador; homem e mulher. A partir daí,&nbsp; os lugares reservado a cada núcleo são sacramente vigiados pelos “panótipos da moral”. No entanto, um corpo trans contesta, pela sua própria existência, o sentido apriorístico dessas normas compartilhadas. Portanto, semelhantes indivíduos são compreendidos no mundo social como “imundos”, “marcados”, “mutilados” e “pecadores”. Destarte, as características componentes da individualidade dos corpos disruptivos são entendidas como “contaminantes” da suposta “pureza natural” dos corpos cis.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Portanto, a relação sexual com um corpo trans representa um lugar de proibição, cuja prática pode ser realizada, mas não com afetividade. O corpo pode ser livremente acessado, mas nunca tal relação pode ser publicizada. Enfim, a existência de indivíduos em tal posição é despersonalizada e reduzida às características que os constituem como sujeitos trans, sem considerar qualquer outro elemento subjacente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>3.A MASCULINIDADE DOMINANTE</strong>&nbsp;</p>



<p>Como assinala Silva (2000):&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-left has-small-font-size">Até o século XVIII, não era possível encontrar um modelo de sexualidade humana conforme entendemos hoje. Foucault (1986) vai ressaltar que o próprio termo sexualidade é um termo surgido no século XIX, portanto pertencente às sociedades modernas e pós-modernas.&nbsp;</p>



<p>Desse modo, o mesmo autor destaca que:&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-left has-small-font-size">O modelo de perfeição estava representado na anatomia masculina, onde a regra fálica<strong><sup>5</sup></strong>, distinguia perfeitamente o domínio de superioridade e inferioridade masculina e feminina respectivamente. Concebida como um homem invertido e inferior, a mulher será um sujeito menos desenvolvido na escala da perfeição metafísica.&nbsp;</p>



<p>Isso implica um outro grande problema a ser confrontado socialmente: a égide dominante da masculinidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Com efeito, é preciso termos claro que a influência da masculinidade no <em>modus pensandi</em> do mundo em que essa reflexão se insere está muito além de dizermos apenas que os homens detêm o monopólio do poder. Trata-se de percebermos que todo o imaginário ocidental é concebido com base nos trabalhos masculinos. Todo o modo como o mundo religioso, político, administrativo, cultural e social foi pensado a partir de estruturas fálicas de poder. Não em vão, os liames de tal teia social foram posicionados de acordo com os interesses particulares desse grupo específico. Como consequência, o pensamento dos sujeitos que emergem de tal contexto, no labor de se (des)construírem, precisam, antes de mais nada, desvincularem-se dos primeiros pressupostos sobre os quais esses se alicerçaram.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O pensar, como apontam, Barbosa e Zolin-Vesz (2020), está diretamente relacionado com a língua e a língua portuguesa, na qual escrevo e na qual pensamos, é de natureza binária. Portanto, o próprio sistema linguístico condiciona um modo de se conceber o mundo e nele nos posicionarmos. Assim sendo, o esforço de romper com tais estruturas esbarra no conjunto de regras organizacionais que o concebeu e do qual ele não se desvencilha. Ou seja, não há como dissociar o pensamento da língua, mas, uma vez que a língua é limitada por suas próprias estruturas, o pensar também o é.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>4.CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong>&nbsp;</p>



<p>No presente artigo, discuti a posição das pessoas trans (de um modo bastante genérico) na sociedade ocidental, com enfoque especial para o Brasil contemporâneo, onde se inserem as presentes reflexões.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Apresentei alguns elementos que elaboram e sustentam os ideais de gêneros binários com base no referencial teórico adotado, ao mesmo tempo em que debati a maneira como a divisão de papeis sociais foi estruturada, segundo uma lógica de oposição, e não de complementação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ao mesmo tempo, também objetivei elencar alguns pontos de reflexão acerca do papel da indústria pornográfica na ratificação e manutenção dos lugares sociais através da semiotização do ato sexual como uma performance de subjugação e dominação de corpos de diversas naturezas pelos corpos masculinos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>À guisa de conclusão, apresento também uma última reflexão: em que medida o pensamento como tal, na sua expressão esforço para romper com as estruturas falo-antropológicas que o condicionam em nossa sociedade, de fato logra separar-se da estrutura primeira que o condicionou?&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong>&nbsp;</p>



<p>BARBOSA, J. J. dos S. &amp; ZOLIN-VESZ, F. O DISPOSITIVO PEDAGÓGICO DAS REVISTAS CONTIGO! E ROLLING STONE EM RELAÇÃO A PABLLO VITTAR. <strong>Revista Margens Interdisciplinar</strong>. Disponível em: <a href="https://periodicos.ufpa.br/index.php/revistamargens/article/view/9645" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://periodicos.ufpa.br/index.php/revistamargens/article/view/9645</a>. Acesso em: 30 de set. de 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>BUTLER, J.. Regulações de Gênero. <strong>Cad. Pagu</strong> (42)  Jan-Jun 2014. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/cpa/a/Tp6y8yyyGcpfdbzYmrc4cZs/?lang=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.scielo.br/j/cpa/a/Tp6y8yyyGcpfdbzYmrc4cZs/?lang=pt</a>. Acesso em 28 de set. de 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>DOS REIS, N.; PINHO, R. GÊNEROS NÃO-BINÁRIOS: IDENTIDADES, EXPRESSÕES E EDUCAÇÃO. <strong>Reflexão e Ação</strong>, v. 24, n. 1, p. 7-25, 28 abr. 2016. Disponível em: <a href="https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/7045" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://online.unisc.br/seer/index.php/reflex/article/view/7045</a>. Acesso em 28 de set. de 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>SILVA, S. G. da. Masculinidade na história: a construção cultural da diferença entre os sexos. <strong>Psicol. cienc. prof</strong>. 20 (3) • Set 2000. Disponível em: <a href="https://www.scielo.br/j/pcp/a/7ftQZzgJTGcvJmzWDv7gD5d/?lang=pt" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.scielo.br/j/pcp/a/7ftQZzgJTGcvJmzWDv7gD5d/?lang=pt</a>. Acesso em: 29 de set. de 2022.</p>



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<p><strong>Ariel Von Ocker</strong> é escritora, psicanalista e poliglota. Autora com sete livros publicados, atua desenvolvendo pesquisas na área da psicanálise, literatura sob perspectivas historiográficas e análise do discurso. </p>
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<p>&nbsp;</p>



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		<title>Os robôs vão substituir você</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 18:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Artecast Bodoque</p>
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<p>Chegamos ao tempo tão imaginado pela literatura e pela ficção, onde o desenvolvimento tecnológico avançou a tal ponto em que máquina voadores arranham os céus fazendo imagens de alta resolução, onde o espaço sideral começa a ser explorado de maneira ostensiva e onde os robôs começam a disputar espaço com nós, humanos. No episódio de hoje o Beto e o Fred batem um papo super bacana sobre como a arte e a inteligência artificial podem contribuir para o desenvolvimento criativo da humanidade ou apenas roubar o seu emprego.</p>



<p>Siga o artecast aqui na sua plataforma preferida!</p>



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<p><strong>O Artecast Bodoque</strong> é um projeto que pretende promover conversas e ensaios com discussões no campo das Artes, Cultura e Criatividade. O PodCast conta com vários programas, convidados e é recheado de bom humor e profundidade!&nbsp; Você pode acompanhar os episódios nas principais plataformas digitais e no <a href="https://anchor.fm/bodoque-artes-e-oficios" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anchor!</a></p>
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		<title>A máquina</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 18:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Posso dizer que antes da Máquina as coisas não andavam muito bem. Promessas enfáticas na TV de minuto em minuto nos traziam esperança. Qualquer cidadão de bem da Vila livre só pensava nisso, sonhávamos com o momento da chegada da Máquina. Era fácil crer que tudo iria melhorar.   Infelizmente não falo por todos os moradores, … </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Posso dizer que antes da Máquina as coisas não andavam muito bem. Promessas enfáticas na TV de minuto em minuto nos traziam esperança. Qualquer cidadão de bem da Vila livre só pensava nisso, sonhávamos com o momento da chegada da Máquina. Era fácil crer que tudo iria melhorar.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Infelizmente não falo por todos os moradores, sempre tem os baderneiros, são do contra e acham que tudo que é novo vem para o mal. Não nego que houve felicidade geral quando eles foram colocados nos eixos dias antes da Máquina chegar. Eram expostos no jornal da Vila, presos e até apanhavam na praça. Todos deviam concordar, quem está contra a ordem está contra o crescimento e o futuro. Deus estava de olho em tudo, certamente iriam ao inferno.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; No dia da chegada da Máquina todos os cidadãos de bem da Vila livre estavam na praça principal, exceto as mulheres, essas não contavam, não é que atrapalhassem, mas também não ajudavam por não entenderem muito de assunto algum. Aqui no vilarejo elas se resumiam a trabalhos domésticos, a maior ascensão que poderiam ter era cuidar da casa dos grandes chefes ou olhar seus filhos, que com a benção divina seriam os futuros chefes da próxima geração.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Foram estourados foguetes. Houve passos coreografados por alguns grupos mais empenhados, foi um dia lindo. O céu estava bem azul e o clima estava agradável. Contagem regressiva, risos largos, olhos brilhantes.&nbsp;</p>



<p>E lá estava, a Máquina.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Chegando lentamente.&nbsp;</p>



<p>Um barulho estrondoso, quase como um avião nos céus.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A máquina era certamente coisa de Deus. Também vinha dos céus.&nbsp;</p>



<p>Fiquei anestesiado com aquela imensidão. Sempre ouvi falar de coisas maravilhosas do mundo, mas nunca havia saído de Vila livre, a burocracia sempre era grande e poucos conseguiam sair, só os grandes chefes tinham passagem aberta. Concordo, eles mereciam pelo total empenho que demonstravam na organização da nossa Vila.&nbsp;</p>



<p>Todos com as cabeças voltadas para o alto e aquela máquina imensa sobrevoando em chegada, cobrindo o azul, sua sombra escureceu um pouco o grande vilarejo. Parou no ar, alta, fixa e imponente como uma nave mãe. Ali se estabeleceria pelos dias seguintes. Talvez por toda vida.&nbsp;</p>



<p>Seis da manhã a máquina alarmava. Todos de Vila livre acordavam e começavam a sua contribuição para o bem comum. Não era só nosso “ganha pão”, cada um fazia o que lhe era designado com fervor, porque só assim a Vila livre iria crescer. Só parávamos às dez da noite, depois casa e cama. Uma vez no mês era permitido até nos divertirmos, não que passar o dia empenhado no trabalho regido pela Máquina não fosse empolgante, era sim. Acredito que todos do vilarejo também concordavam. Mas digo, uma diversão regada a álcool, jogos de TV e até mulheres. Não as mulheres de casa, mas as selecionadas pelos grandes chefes. Só essas tinham direito de sair à rua à noite e beber com homens sem serem expostas no jornal da vila no dia seguinte.&nbsp;</p>



<p>Nem sei como posso descrever o que mudou com a máquina. É algo como uma sensação que vem de dentro e nos move, nos engrandece e toma conta de tudo, ela está ali tão distante, entretanto a enxergo como uma representante de mim mesmo e de toda a minha vida. Devemos graças aos nossos grandes chefes que conseguiram com tamanha inteligência nos fazer servir a Máquina. Que bom que eles recebem tudo do melhor, tem acesso a coisas que nem imaginamos, eles merecem tudo o que nosso trabalho lhes possa proporcionar.&nbsp;</p>



<p>Com o passar dos anos vimos que não somente nós precisávamos da Máquina, ela também precisava de cada um de nós. Nosso trabalho árduo e incansável a fez crescer de tal modo que já cobria toda a Vila Livre. Cada vez se exigia mais dos moradores e tínhamos força e vontade para isso.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em um dos poucos dias no ano em que passeava no parque de crianças da vila com o meu garoto, o vi parado admirando a imensidão da Máquina. Minha felicidade em sentir a continuação de um grande projeto naqueles pequenos olhos era inexorável. Esbocei um riso orgulhoso e então ele se voltou para mim com uma fala:&nbsp;</p>



<p>&#8211; Papai, sinto saudades de quando podíamos ver o céu de verdade.&nbsp;</p>



<p>Que ironia, crianças são assim, inesperadas e tolas. Nunca entenderiam que o céu de verdade ofusca a nossa visão. Quando garoto, eu já quis tocar o céu.&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong><em>Fernanda Paz</em></strong> é natural de Teresina, Piauí. Escritora, Artista Visual e Professora Especialista em Educação Infantil; Atuou em curtas-metragens e montagens teatrais; Produtora na empresa FragmentadoLab. Publicações: <em>O Buraco e Outras Histórias</em> (Editora Multifoco),  <em>Antologia Transcultural de Poesia Feminina</em> (Org. Marleide Lins), <em>Blasfêmeas: Elas Entre Poemas e Prosas</em> (Org. Francisco Carlos Pontes), <em>Olhos de vidro</em> (Editora Quimera), <em>Bloco de notas</em> (Editora Área de Criação).</p>
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		<title>Detalhes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 18:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Denise de Moura Vicentim</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Apesar de ser apaixonada por cores, amo a fotografia preto e branco, o qual passam ora uma sensação de passado, ora atemporalidade. Sem dúvida poesia. Como seria possível enxergar tanta beleza em um mundo preto e branco? A fotografia despida de cor sobressalta a personalidade. Simples e mágico assim. Chamando os olhos para aquilo que se há de mais essencial… o registro do detalhe que muitos não reparam. O registro de um momento. O peso de cada imagem e como se apresenta no encontro com as memórias pessoais, reconhecendo na experiência individual alguns objetos e situações, e à nossa curiosidade em tentar descobrir mais sobre aquele pequeno ponto de observação, a partir das pistas deixadas pela artista. Há também um aspecto emocional intangível nas fotografias. Parando de tentar capturar a realidade fielmente e tentando representar o sentimento, o humor ou o momento, as imagens tornam-se emocionalmente muito mais potentes. Embora, em alguns aspectos, as fotografias em preto e branco sejam uma representação menos verdadeira do mundo, a ideia é buscar o poder de transmitir as emoção de uma forma profundamente humana e imediata em três cliques diários o que outras mídias não podem.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" data-id="28056" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/1632881769165-Denise-Vicentim.jpg?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28056" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/1632881769165-Denise-Vicentim.jpg?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/1632881769165-Denise-Vicentim.jpg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/1632881769165-Denise-Vicentim.jpg?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/1632881769165-Denise-Vicentim.jpg?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/1632881769165-Denise-Vicentim.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Denise de Moura Vicentim</strong> é artista, designer, arte terapeuta, diretora de arte, produtora de eventos culturais e artísticos. Formada em Artes Visuais pela Universidade Federal do Amazonas, desde muito antes de compreender sua própria existência, ja fazia arte. Tentou fazer Psicologia mas a veia ja estava enraizada nas tintas. Iniciou seu trabalho na produção de eventos culturais e artísticos em 2009, com exposições na Galeria do Largo em Manaus &#8211; Am; Em 2010 participou na edição de imagens de uma regista de Montreau; em 2013 entrou para o Serviço Social do Comércio para o desenvolvimento de eventos voltados as seguimentos artísticos em Artes Visuais e Cinema; em 2017 assumiu o cargo de coordenação também nas linguagens de Literatura, Dança, Teatro e Circo e desde então produz e fomenta arte nos mais variados eixos e temáticas na cidade de Manaus. </p>
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		<title>Witchcraft</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 18:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Pedro Henrique Tavares Neves</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O trabalho consiste em releituras de ideias previamente expostas no barroco e nas gravuras de autores como Doré e Rembrandt. Explorando temas como a espiritualidade pagã e iconoclastia, principalmente de imagens relacionadas ao cristianismo, pretendo trazer questionamentos sobre o que é sagrado e o que é profano. Corpos nus de mulheres e homens em festas em meio a animais e fumaça se envolvem em celebrações da liberdade do corpo e da alma, encontrando assim a conexão com o espiritual e a ancestralidade.&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Pedro Henrique Tavares Neves</strong> é artista visual desde 2014, bacharel pela EBA &#8211; UFMG e ex-cartazista de eventos musicais. Tatuador há dois anos, seu trabalho consiste em misturar os temas de horror com a beleza da figura humana e a solenidade dos grandes clássicos. Um constante desenvolvimento pessoal e artístico o move, talvez para  sempre. <a href="https://www.instagram.com/pedrotavarestattoo/https://www.instagram.com/pedrotavarestattoo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@pedrotavarestattoo</a></p>
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		<title>Para José</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2022/12/04/para-jose/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 18:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Rafaela Mar</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Me chama de sua,&nbsp;</p>



<p>me bagunça,&nbsp;</p>



<p>me arruma,&nbsp;</p>



<p>(A Liniker sabe bem do que falo),&nbsp;</p>



<p>me bate na bunda,&nbsp;</p>



<p>me morda,&nbsp;</p>



<p>me arranha&nbsp;</p>



<p>e me desnuda.&nbsp;</p>



<p>Esse romance não é só de carnaval.&nbsp;</p>



<p>Quando eu vi que não era passageiro&nbsp;</p>



<p>ou um motorista de ônibus,&nbsp;</p>



<p>eu disse:&nbsp;</p>



<p>Porque amanhã, meu amor,&nbsp;</p>



<p>se eu não te vejo,&nbsp;</p>



<p>se eu não te roubo um beijo&#8230;&nbsp;</p>



<p>E, se não amanhecer amanhã, meu amor&nbsp;</p>



<p>para você ou para mim?&nbsp;</p>



<p>Me diga o que eu faria depois de te amar,&nbsp;</p>



<p>se não te olhar, te ver suspirar e sorrir?&nbsp;</p>



<p>Me diga, o que eu faria,&nbsp;</p>



<p>se não ir ao seu encontro?&nbsp;</p>



<p>Tomaríamos um café,&nbsp;</p>



<p>um sorvete,&nbsp;</p>



<p>veríamos um programa de tv,&nbsp;</p>



<p>depois banho&nbsp;</p>



<p>janta,&nbsp;</p>



<p>cama,&nbsp;</p>



<p>amor e cigarros.&nbsp;</p>



<p>Mas se não amanhecer amanhã, meu amor&nbsp;</p>



<p>para você ou para mim?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Me diga o que eu faria.&nbsp;</p>



<p>&#8230; depois desci do ônibus arrastada pela onda&nbsp;</p>



<p>de automóveis do trânsito de Itabira.&nbsp;</p>



<p>E agora José, o que eu faço?&nbsp;</p>



<p>Se eu gritasse, se eu gemesse,&nbsp;</p>



<p>se eu tocasse a valsa vienense,&nbsp;</p>



<p>se eu dormisse, se eu cantasse,&nbsp;</p>



<p>se eu morresse…&nbsp;</p>



<p>mas eu não morro, José.&nbsp;</p>



<p>Eu te amo.&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Rafaela Mar</strong> tem 23 anos e é natural de João Monlevade/MG. Apaixonada pelas artes, deu início a graduação em Artes Plásticas/LIC na Guignard/ UEMG neste ano de 2021, e é  graduada em História/LIC pela UFOP. Busca se lançar para o mundo, conhecendo gente, animais, plantas, etc, apesar do Bozo a aborrecer todo dia. A &#8220;Mar&#8221;, meu pseudônimo, é quem compartilha esse meu lado com o mundo. Viciada em séries de época, crônicas, Cássia Eller e Drummond, porém com o tempo muda de vícios (vulgo libriana), por isso, por enquanto, sua cor favorita é o roxo de fim de tarde de outono.                Luta e defende a educação pública, de qualidade, que forme sujeites políticos e críticos, de si e do mundo.</p>
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		<title>Abstração pictórica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 18:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ara Celis Vilela</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>As obras da artista Ara Celis Vilela tem como estilo o abstracionismo que dialoga com os temas contemporâneos. Traz como característica central o metalizado obtido através das folhas de ouro que em conjunto com as cores expressa todas os seus sentimentos e emoções.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-10 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="534" data-id="28024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.001-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=950%2C534&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28024" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.001-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.001-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.001-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.001-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.001-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=600%2C338&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.001-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="534" data-id="28022" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.005-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=950%2C534&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28022" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.005-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.005-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.005-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.005-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.005-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=600%2C338&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.005-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="534" data-id="28023" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.006-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=950%2C534&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28023" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.006-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.006-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.006-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.006-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.006-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=600%2C338&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.006-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="534" data-id="28021" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.007-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=950%2C534&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28021" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.007-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=1024%2C576&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.007-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.007-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=768%2C432&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.007-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=1536%2C864&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.007-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?resize=600%2C338&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/Apresentac_a_o.007-Copia-Ara-Celis-Sousa-Abilhoa.jpeg?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</figure>



<p></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-14 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-11 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/arasas.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28131" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/arasas.png?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/arasas.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/arasas.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/arasas.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/arasas.png?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/arasas.png?resize=800%2C800&amp;ssl=1 800w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Ara Celis Vilela</strong> é uma artista autodidata e iniciou sua carreira artística em 2003, tendo o estilo figurativo muito forte e presente em suas obras. Após alguns anos afastada das telas, ela retornou aos seus estudos e pesquisas voltadas ao estilo abstrato e à partir deste momento tornou o estilo de expressar suas emoções e sentimentos. Utiliza várias técnicas em suas criações e a sua marca característica é representada pelo ouro através das folhas de ouro original ou não. A artista participou de algumas exposições virtuais e presenciais em São Paulo, Rio de Janeiro e USA.&nbsp;</p>
</div>
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		<title>Como me tornei ateu</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 18:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Lopes Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Noite&nbsp;</p>



<p>Escuro&nbsp;</p>



<p>Zumbido&nbsp;</p>



<p>Ouvido&nbsp;</p>



<p>Mosquito&nbsp;</p>



<p>Picada&nbsp;</p>



<p>Coceira&nbsp;</p>



<p>Sangue&nbsp;</p>



<p>Parede&nbsp;</p>



<p>Darwin&nbsp;</p>



<p>Ou&nbsp;</p>



<p>Deus?&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-15 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-12 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26355" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Gabriel Lopes Garcia</strong>&nbsp;é  poeta, professor e divulgador científico. Na coluna Póesis, usa da linguagem poética para expressar sua reverência pelo Universo e o sentimento do sagrado que lhe habita a intimidade. Elabora sensibilidades estéticas-éticas, segue o fluxo de ideias prazerosas, reinventa semânticas, faz silêncio e verbo conjugarem harmonicamente. Ele não escrevo poesias. Se escreve nelas.</p>
</div>
</div>
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		<title>Painéis Guerra e Paz completam 65 anos “mais atuais que nunca”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Dec 2022 06:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 148]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Os painéis do pintor brasileiro Candido Portinari, Guerra e Paz, foram inaugurados em 1957 na sede da ONU em Nova Iorque. As pinturas foram doadas como um presente do Governo Brasileiro para a nova organização.</strong></p>



<p><strong>João Candido Portinari, o único filho do pintor e gestor da coleção de obras do pai, explica que Guerra e Paz continua mais atual do que nunca em um mundo “convulsionado, ameaçador e obscuro” e ressalta as virtudes retratadas na obra: não-violência, justiça social, fraternidade entre povos, solidariedade e respeito pela vida.</strong></p>



<p><strong>Ele conta que existem planos para exibir Guerra e Paz em uma nova turnê, que idealmente passaria por Itália e também China.&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="430" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/image1170x530cropped-2022-11-28T141840.721.jpg?resize=950%2C430&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28053" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/image1170x530cropped-2022-11-28T141840.721.jpg?resize=1024%2C464&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/image1170x530cropped-2022-11-28T141840.721.jpg?resize=300%2C136&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/image1170x530cropped-2022-11-28T141840.721.jpg?resize=768%2C348&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/image1170x530cropped-2022-11-28T141840.721.jpg?resize=1536%2C695&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/image1170x530cropped-2022-11-28T141840.721.jpg?resize=600%2C272&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/image1170x530cropped-2022-11-28T141840.721.jpg?w=1650&amp;ssl=1 1650w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: Este 2022 marca 65 anos após a inauguração, nas Nações Unidas, dos painéis “Guerra e Paz” do pintor brasileiro Candido Portinari.<br>Foto: © Lois Conner/ONU</figcaption></figure>



<p>Este 2022 marca 65 anos após a inauguração, nas Nações Unidas, dos painéis “Guerra e Paz” do pintor brasileiro Candido Portinari.</p>



<p>O legado de um dos artistas mais destacados do Século 20 no Brasil é administrado pelo “Projeto Portinari”, presidido pelo único filho do pintor, João Candido Portinari. Em&nbsp;<a href="https://news.un.org/pt/story/2022/11/1805947">entrevista à ONU News</a>, ele conta que o pai foi o grande ausente da inauguração onde estiveram funcionários da organização, figuras da diplomacia brasileira e amigos do pintor.</p>



<p>“Estavam presentes os embaixadores Jaime de Barros, Ciro de Freitas Vale e o secretário-geral na época e Prêmio Nobel da Paz, Dag Hammarskjöld. Ele, Dag Hammarskjöld, declarou Guerra e Paz como sendo a obra monumental mais importante doada à ONU. Ciro de Freitas Vales declarou que sentia muito a ausência de Portinari. E todos deviam acreditar que o Brasil estava oferecendo ali o melhor que tinha para dar. ”</p>



<p>O gestor da coleção de obras de Portinari falou ainda sobre a fase da restauração de Guerra e Paz. Graças a esse processo, os painéis foram exibidos em cidades brasileiras como São Paulo e Belo Horizonte. As obras de arte também encheram os olhos de admiradores em Paris, França.</p>



<p><strong>Mais atual do que nunca&nbsp; &#8211;&nbsp;</strong>No retorno para a segunda inauguração em Nova Iorque, em 2015, o evento foi marcado por elogios na Sala da Assembleia Geral. O momento também contou com minutos de silêncio dedicados ao pintor dos murais que levam a revisitar valores que João Candido ressalta que valem a pena eternizar.</p>



<p>“De não-violência, de justiça social, de fraternidade entre povos, solidariedade, e de respeito pela vida. É isso que passa. Hoje, isso adquire um significado mais pungente ainda com o que estamos assistindo nesse mundo tão convulsionado, tão ameaçador, tão obscuro que nós estamos entrando agora. Isso já vinha a um certo tempo com essas migrações de multidões desesperadas e em balsas, morrendo desesperadas pelo caminho: crianças, idosos e mulheres desesperadas. Guerra e Paz está mais atual do que nunca, mais de meio século depois.”</p>



<p><strong>Novas exibições &#8211;</strong>&nbsp;A perspectiva é agora levar Guerra e Paz da Assembleia Geral a mais um movimento por diferentes lugares do mundo. Entre as aspirações está apresentá-los à audiência italiana e, idealmente, na China.</p>



<p>“Guerra e Paz são dois grandes embaixadores da ONU. Agora, a compreensão desse fato está se tornando tão evidente que a organização, inclusive, está nos cedendo a guarda de Guerra e Paz novamente. Desta vez, para levá-los à Itália, e quem sabe, isso é um sonho ainda, à China. São dois grandes projetos nos quais nós estamos empenhados no Projeto Portinari, nesse exato momento, agora.”</p>



<p><strong>Portinari &#8211;</strong>&nbsp;Nascido em 1903, Candido Portinari faleceu com 59 anos devido à exposição ao chumbo e outros metais tóxicos presentes nas tintas que usava.</p>



<p>João Candido disse que a mensagem dos painéis do seu pai é a essência da missão das Nações Unidas. Ela evoca um Portinari com atributos como curiosidade insaciável, experimentador e pessoa com necessidade de fazer o melhor, influenciado por gênios incluindo Pablo Picasso.</p>



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<p><em>Artigo publicado originalmente em&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/209278-paineis-guerra-e-paz-completam-65-anos-mais-atuais-que-nunca" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ONU Brasil</a>&nbsp;no dia </em> 28/11/2022</p>



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<p style="font-size:16px"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
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