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	<title>Arquivos Ano 001, N 012 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2019 21:34:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 012]]></category>
		<category><![CDATA[brasil colonial]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[escravidão]]></category>
		<category><![CDATA[Raizza Prudêncio]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Raizza Prudêncio</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Design e Tecnologia no Tempo da Escravidão, é uma exposição permanente do Museu Afro Brasil na cidade de São Paulo, localizado no complexo do Parque Ibirapuera. Em meio às discussões sobre a questão do Trabalho no Brasil, e toda a esfera de direitos trabalhistas sendo modificada no momento político em que nós vivemos, é válido ressaltar o acervo, a história e memória que essa exposição nos revela. </p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Nesse acervo encontramos a reescrita de uma história brasileira, mostrando e valorizando a contribuição negra no desenvolvimento de artefatos e tecnologias que deram sustentação para o sistema escravocrata brasileiro, e que as mazelas de sua estrutura ainda permanecem enraizados em nossa cultura e nas relações de trabalho no Brasil.</p>



<p>Podemos encontrar também a aproximação do conceito de Design para demonstrar como as contribuições dos povos escravizados foram sucateadas a idéia de uma narrativa cultural em que os mesmos não possuíam conhecimento próprio, rompendo com a mesma e valorizando toda uma inteligência e uma preocupação estética na construção projetual no período colonial.</p>



<p>Abaixo algumas imagens do Arquivo Pessoal do Acervo:&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/IMG_20190621_164314029.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="2013" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=2013" class="wp-image-2013" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/IMG_20190621_164518321-2.jpg?fit=606%2C808&amp;ssl=1" alt="" data-id="2014" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=2014" class="wp-image-2014" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/IMG_20190621_165258491.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" data-id="2015" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=2015" class="wp-image-2015" /></figure></li></ul>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Raizza Prudêncio</strong> é graduada em Artes e Design pela Universidade Federal de Juiz de Fora e graduanda em Design Gráfico e Design de Produto<em>&nbsp;</em>pela Universidade Federal de Juiz de Fora.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/06d43-lacunas.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1764" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/91ea2-rafael-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1777" data-recalc-dims="1" /></figure>
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		<title>Sobre Homens e Ratos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2019 21:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 012]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Portes]]></category>
		<category><![CDATA[Homens]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[ratos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Guilherme Portes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Dizem que há por debaixo da cidade uma quantidade gigantesca de ratos, e que se ela vier à superfície, não haverá mais espaço para a população humana.</p>



<p>Dizem que eles nos deixam caminhar e  namorar e viajar e trabalhar e acumular e matarmos uns aos outros e nos queimarmos à vontade. É tudo um deleite, para todos.</p>



<p>O grande parque central esboça uma possibilidade de virem à tona, com seus transeuntes roedores nem sempre visíveis a olhos anestesiados.</p>



<p>Os menores pipocam &#8211; voam mesmo! &#8211; pelos canteiros de folhagem quase rasteira. Viram brincadeira de criança. Até porque, adulto também brinca. </p>



<p>E são esses os se afligem quando, raramente, veem os maiores.</p>



<p>As fétidas mães das pipoquinhas rodam o parque às braçadas.</p>



<p>Os carteadores jogam livremente, tranquilamente, quase impunemente sob seus olhos. Pertinho do escorregador e do paço municipal. </p>



<p>Passar por uma pinguela não significa que o riacho é fundo.</p>



<p>Há muito tempo se diz que os ratos não podem morrer na calçada.</p>



<p>Se você já se deparou com essa situação pode significar três coisas: a primeira é que o cadáver ainda está fresco e que cometeram o erro de não serem ágeis o suficiente para recolher o corpo. A segunda é que algo de muito mais perturbador está acontecendo bem ao seu lado, algo muito mais inacreditável e que aquele corpo ali, bem à sua frente, é apenas uma distração. Por sua vez na última possibilidade, o tal corpo pode ter sido assassinado por você. Isso! Sabe quando você até saliva sabendo que cumpriu o seu dever? Que tocou com sua própria mão os olhos cegos da justiça? Isso! Matar um rato é a coisa mais justa que se pode sentir aos lábios de um bom ser humano!</p>



<p>Porém… &#8211; ahh porém! &#8211; e se justamente aquele rato que passou pela pinguela do rio raso, e que no meio do caminho foi assasinado pela audaz justiça humana pudesse ter sido apenas um deles que não tinham mais serventia, ou que cometeu um pequeno delito? Poderia também ser só um ser humano que tentou se passar por eles.</p>



<p>O certo é que ele foi colocado ali enquanto os maiores continuavam invisíveis.</p>



<ul class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ba11c-whatsapp-image-2019-09-01-at-13.01.05.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="2021" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=2021" class="wp-image-2021" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-01-at-13.02.45-2.jpeg?fit=606%2C411&amp;ssl=1" alt="" data-id="2022" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=2022" class="wp-image-2022" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/WhatsApp-Image-2019-09-01-at-13.02.45.jpeg?fit=606%2C412&amp;ssl=1" alt="" data-id="2023" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=2023" class="wp-image-2023" /></figure></li></ul>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Guilherme Portes</strong> é artista, professor e arte-educador graduado em artes. Desenvolve pesquisas com fotografia analógica.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d9cf0-classico.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1770" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2c261-aldeia-apiwtxa-jpeg-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2025" data-recalc-dims="1" /></figure>
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		<title>Into the Wild: A Liberdade Está Aqui</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2019 21:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 012]]></category>
		<category><![CDATA[BAUMAN]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Into the Wild]]></category>
		<category><![CDATA[Na natureza Selvagem]]></category>
		<category><![CDATA[pós-modernidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Contém spoilers.</em></p>



<p class="has-drop-cap">Christopher Mccandless foi um viajante norte-americano que morreu dentro de um ônibus abandonado no parque nacional de Denali, no Alaska, depois de caminhar por dois anos sozinho na selva da região ,com pouca comida e quase nenhum equipamento.</p>



<p>Essa é a primeira frase na Wikipedia que pretende descrever o jovem que teve sua vida retratada no filme: <em><strong>Into the Wild</strong></em>, de Sean Pen, inspirado na obra literária homônima do jornalista <strong>Jon Krakauer</strong>. O texto, traz, de maneira resumida, a biografia de Chris e a influência que sua figura como Alexander Supertramp deixou como legado. A bem da verdade, o  verbete basicamente aponta sua trajetória como <strong>irresponsável, egoísta e superficial,</strong> contrapondo com alguns lampejos de inspiração, denotando uma visão conservadora do autor deste pequeno texto na wikipedia em relação à vida de Chris.</p>



<p style="background-color:#936d05" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Bem, se você já viu este filme, é provável que tenha uma visão contrária, inspiradora e revolucionária de Chris, e, talvez, até perceba em sua trajetória como Supertramp, o despertar para questões que se acomodaram em nossa sociedade. Pois então, vamos confrontar as duas visões?</p>



<p>Não pretendo aprofundar os conceitos tratados pelos autores citados para que o texto não seja mais denso do que o habitual, no entanto, tratando-se de cultura, na pós-modernidade, cabem algumas considerações de alguns autores.</p>



<p>De acordo com Bauman (1925 &#8211; 2017), citando um argumento de Levinas (1906-1995) em <em><strong>Vida para Consumo &#8211; a transformação das pessoas em mercadoria</strong></em>, <strong>(2007)</strong>:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p><em>&#8220;a sociedade é vista basicamente como um dispositivo para reduzir a responsabilidade pelo outro, essencialmente incondicional e ilimitada, a um conjunto de prescrições e proscrições mais de acordo com a capacidade humana de se arranjar.&#8221;</em></p></blockquote>



<p>Pode parecer complexo em uma leitura despretensiosa, mas veja bem, o que realmente está sendo tratado aqui é que <strong>existe uma tendência humana a se arranjar socialmente dentro de suas limitações para sobreviver, e que, assim, a sociedade é uma ferramenta que tem a finalidade de reduzir nossas responsabilidades individuais sobre os outros através de, digamos, regras de convivência.</strong> Isso para um filósofo de meados do séc XX. O que é ruim.</p>



<p>Por outro lado, Bauman diz que este argumento teve sua credibilidade solapada pelo consumismo exagerado no século XXI. Ele argumenta que, entre outras coisas, <strong>existe um processo em expansão que libera, cada vez, mais algumas parcelas da sociedade (que optam por outras possibilidades de explorar a conduta humana), da padronização, da supervisão, e do policiamento explicitamente sociais</strong>. Este processo acaba relegando um conjunto crescente de responsabilidades antes socializadas ao encargo de indivíduos. De maneiras diferentes, mas pela mesma razão. O que me lembra Marcuse. E é ainda pior.</p>



<p style="background-color:#b58500" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Sendo assim, além de sermos coagidos a adotar alguns comportamentos, somos, ainda, estimulados a adotar tantos outros, <strong>como se essas escolhas fossem realmente nossas.</strong> Como se a luta para desmantelar o sistema, não fosse uma estratégia do próprio sistema para fazer você acreditar que não está contribuindo para que ele se mantenha fortemente estabelecido.</p>



<p>Eu sei, parece uma coisa meio &#8220;conspiracionista&#8221;. Mas voltemos para o filme.</p>



<p>Em <strong><em>Into the Wild</em></strong>, ou no bom português, <strong><em>Na Natureza Selvagem</em></strong>, Chris abandona sua família (exemplo perfeito da família nuclear moderna) e embarca em uma aventura de auto-conhecimento, em busca da experiência mais verdadeira de liberdade e felicidade.</p>



<p>Acontece que, em sua trajetória &#8211; inspirado, entre tantas outras coisas, pela leitura de clássicos como Jack London, Henry David Thoreau e Tolstoi &#8211; Chris encontra várias outras pessoas com as quais se identifica, e nessas amizades,  a semente da grande conclusão final é plantada. </p>



<p>Então, muito distante dessas pessoas e da sociedade, ele se percebe igualmente distante da verdadeira felicidade, e a fatídica frase: <strong><em>a felicidade só é real compartilhada</em></strong>, é escrita por suas mãos fracas nas entrelinhas de um dos livros que o inspirou, denotando a profundidade do entendimento que a liberdade o ofereceu.</p>



<p class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Mas essa não é a parte mais importante do filme para mim.</p>



<p>Nas cenas finais, o filme retrata Chris refletindo sobre sua trajetória por meio de uma cena que apresenta, para mim, a parte mais importante do complexo raciocínio.</p>



<p>Na beleza da epifania da vida diante da morte, Mccandless encontra o que realmente procurava, e, antes de abandonar a existência, após concluir que a felicidade só é real compartilhada, podemos entender que <strong>Chris percebeu que muitas vezes nossas buscas são esvaziadas de sentido quando nos damos conta daquilo que realmente importa para nós.</strong></p>



<p>Imaginando-se retornando para casa e encontrando seus pais, uma emblemática frase pleiteia a dúvida sobre as suas acepções de liberdade e felicidade na esfera individual.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-style-large is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow"><p>&#8220;Se eu estivesse sorrindo, e correndo para seus braços, vocês poderiam ver, o que vejo agora?&#8221;</p></blockquote>



<p>Assim, a liberdade se torna o caminho mais eloquente em busca daquilo que é verdadeiro e profundo na existência humana. Que ademais da regulação normativa e de todas as estratégias sistêmicas de coagir e estimular nossas ideologias e modos de viver, existe algo que é essencial à cada ser humano, que pode ser encontrado nos confins remotos da natureza em uma experiência solitária, mas que, na realidade, muitas vezes não precisamos ir tão longe para perceber o que de fato é real, profundo e verdadeiro para experimentarmos o que é a felicidade de fato.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/03ca9-into-the-wild.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1969" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou do texto? Cadastre-se gratuitamente e receba as próximas edições da Trama por e-mail!</p>





<hr class="wp-block-separator" />



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/06d43-lacunas.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1764" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><em>Clique na imagem e acesse nossa loja virtual.</em></figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/de720-foto-carol8.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1651" data-recalc-dims="1" /></figure>
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		<title>Hope</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Sep 2019 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 012]]></category>
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		<category><![CDATA[Gabriel Lopes Garcia]]></category>
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		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Que seria do ser humano<br>Nos dias mais difíceis<br>Nas lutas mais ásperas<br>Nos revezes mais doídos<br>Se lhe faltasse a chama<br>Persistente da esperança?<br>Sobrevivência requisita acreditar<br>Vislumbrar tempos melhores<br>Divulguemos o Manifesto!<br>Abrir o sorriso<br>Asserenar a mente<br>Confiar no Pai do Céu<br>Amar e Servir<br>Inflar-se de novo vigor<br>A cada vez que o vento<br>Sussurrar carícias dúlcidas<br>Erguer-se valorosamente<br>Após as quedas do caminho<br>Sonhar o inédito viável<br>Descobrir a vida feliz<br>Nas situações mínimas<br>Amizadear sinceramente<br>Amadurecer os sentimentos<br>Renovar os motivos de prosseguir<br>Já ensinava o mestre&nbsp;<em>King</em><br><em>I have a dream!</em>&nbsp;</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gabriel Lopes Garcia </strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>



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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/alto-juruá.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2029" /></figure>
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		<title>Terra (não mais) Dourada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2019 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 012]]></category>
		<category><![CDATA[Larissa valladares]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Terra]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Larissa Valladares</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> A injustiça inflama o corpo<br> Borbulhando em dor e desespero<br> Implodindo em chamas e fumaça<br> Que sobem e ultrapassam a nitidez<br> Clamando aos céus por misericórdia<br> Mas até quando o terá?<br> <br><br> Finito e sagrado o abrigam&nbsp;<br> Criando o ponto de ligação celular&nbsp;<br> Mutável, adaptável<br> Todos pedem água para si&nbsp;<br> Mas poucos por justiça para todos&nbsp;<br> <br><br> O abrigo materno padece<br> A mãe que sofre pela negligência de seus filhos<br> Filhos! Filhos? Não<br> Devastada ternura<br> Carbonizada ligação<br> <br><br> Já não são mais filhos da Terra<br> Provocaram seu próprio aborto<br> Sujaram os seios da inocência<br> Romperam com a integridade<br> E ainda cobram que seja&nbsp;<br> Mãe gentil dos filhos deste solo&nbsp; </pre>



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<p><strong>Larissa Valladares</strong> é filha, admiradora dos “pormenores” da vida e aspirante ao serviço social.</p>



<p class="has-small-font-size">Fotografia por: <a href="http://www.instagram.com/paulo.ermantino/">Paulo Ferreira da Silva</a></p>



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		<title>Futuras Vanguardas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2019 16:19:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 012]]></category>
		<category><![CDATA[estereoscopia]]></category>
		<category><![CDATA[foto]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia estereoscópica]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Diante do infinito processo de construção, desconstrução e reconstrução de valores estéticos, morais e econômicos,&nbsp;juntamente com o grande desenvolvimento tecnológico da atualidade,&nbsp;a sociedade contemporânea&nbsp;se vê perseguida&nbsp;pelo desejo de&nbsp;alcançar um resultado satisfatório na busca pela tridimensionalidade,&nbsp;o&nbsp;&nbsp;que marca uma transição sem volta com a oferta de imagens 3D pelo mercado.&nbsp;</p>



<p>Essa busca, que ganha hoje posição de destaque, já foi explorada em diversos momentos históricos de maneiras tão intensas quanto atualmente,&nbsp;e a fotografia contribuiu como ferramenta extremamente&nbsp;valiosa nesse sentido a partir do desenvolvimento da fotografia estereoscópica.&nbsp; A fotografia estereoscópica é uma forma de fotografia tridimensional obtida por meio de uma câmera com duas lentes que reproduzem duas imagens ligeiramente diferentes de um mesmo objeto, permitindo que o fenômeno da visão binocular humana converta as duas imagens em apenas uma com ilusão tridimensional.&nbsp;</p>



<p>No Brasil, a técnica chega por volta de 1855&nbsp;e encontra no Rio de Janeiro sua principal morada.&nbsp;Popularizou-se por meio de figurinhas e cartões colecionáveis, mas a produção de tais fotos sempre foi privilégio de poucos.&nbsp;</p>



<p>Admirado com a beleza das fotografias e com a sensação proporcionada por tal invento, João Lopes Lisboa (meu avô), começa a partir de 1947 a produzir fotografias estereoscópicas em Juiz de Fora, construindo um acervo muito rico tanto em termos de documentação histórica quanto de valores artísticos.&nbsp;</p>



<p>Existem poucos relatos acerca da produção de fotografias estereoscópicas na cidade, o que torna ainda mais valioso o trabalho deste juizforano de coração, pois atuou como fotógrafo amador sem fins lucrativos, visando apenas o prazer do ato de reproduzir a realidade por meio de uma das mais belas ilusões.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/09366-joacc83o-lopes.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1987" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bc677-joao-lopes-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1988" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4a7f9-joao-lopes-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1989" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/benki-pyiaco-1.jpg?fit=606%2C608&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2027" /></figure>
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