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	<title>Arquivos Ano 002, N 037 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Bolsonaro, acabou. Você não é Presidente mais.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Carta aberta]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Carta aberta</p>



<p>Ao Exmo. Senhor Presidente da República Federativa do Brasil</p>



<p>Digníssimo Presidente da República, em primeiro lugar, gostaria que soubesse que uso esse pronome de tratamento cordialmente devido a importância do cargo de chefe de Estado, e não em respeito à sua pessoa.</p>



<p>Nesse exato momento, o país se prepara para sofrer um dos maiores golpes da sua história nos campos da saúde pública, política e economia. O avanço da COVID-19 promete mudar não só o Brasil mas o mundo como conhecemos em um futuro próximo. Tal ruptura é inevitável. Acontece que, na fila de países que estão diante dessa inevitável mudança, enfrentando essa pandemia, nós não ocupávamos o primeiro lugar. Nem o segundo ou o terceiro. Tivemos tempo pra observar como a doença se proliferou na China, (segunda maior potência mundial), Coréia do Sul, na Itália, Australia, Estados Unidos e outros países da Europa.&nbsp;</p>



<p>Conectados como nunca, acompanhamos diariamente as medidas tomadas localmente e o tom de alerta com que as outras nações denunciavam o fenômeno em seu território. Para completar, ao confirmarmos o primeiro caso em terras tupiniquins, <strong>não foi preciso mais do que 48h para que uma equipe de pesquisadoras brilhantes, conseguisse sequenciar o genoma do vírus (aquelas que você cortou as bolsas, lembra?).</strong> Isso sem contar que, a partir daí, grandes especialistas, (que dedicaram toda sua vida na construção de uma carreira sólida na área da saúde e pesquisa científica), alertaram inúmeras vezes para o perigo que se aproximava. Mas você não os ouviu. Você nunca ouve ninguém além dos patetas aos quais chama de filhos, a claque de políticos e asseclas que o rodeiam ou o seu próprio ego, sempre ferido.</p>



<p>Entretanto, suas declarações têm me preocupado mais do que o normal. Não que isso seja uma novidade, claro, afinal de contas, é de conhecimento público suas falas racistas, misógenas, homofóbicas e criminosas &#8211; como quando disse que, caso se tornasse  presidente, no dia seguinte fecharia o Congresso, (Algo que ainda não tirou de vista não é verdade?). Inclusive elas estão todas disponíveis na internet, para quem tiver estômago para assistir.</p>



<p>Enfim, desde a década de 1990, seja na câmara dos deputados ou no programa da Luciana Gimenez ao lado da Geisy Arruda e da Thammy Gretchen, sua fama de falastrão é atestada em todo território nacional. O problema agora é que, temos um fator que representa enorme diferença nessa conta, e envolve pessoas além de mim e de seus opositores. Temo dizer que seu fã-clube pessoal, (carinhosamente apelidado de gado), está debandado para outros pastos. A mim me parecem igualmente insatisfeitos com você.</p>



<p>Nos últimos dias, cada vez mais as informações passadas por vossa excelência se distanciam da realidade. E essa distância é cada vez mais percebida pela sua pequena parcela do povo. <strong>Aparentemente seu terraplanismo ideológico parece ter, finalmente, saído do armário para eles.</strong> Digo isso porque o caráter negacionista de suas afirmações diante de uma doença tão grave, além das constantes mentiras e tentativas de mobilizar as pessoas umas contra as outras, estão ruindo diariamente, diante da ameaça em comum. Podemos ouvir, novamente o som estridente das panelas reluzindo quase todas as noites. Dessa vez para você. E mesmo assim, ciente dessa situação, do alto de sua farta ignorância (da qual parece se orgulhar), você insiste em manter os velhos hábitos e os ataques  e mentiras corriqueiras.</p>



<p><strong>Diz a sabedoria popular que os tempos de crise expõem o pior e o melhor de cada indivíduo</strong>. Por este motivo, é comum, nesses momentos, observar mudanças radicais de comportamento em diferentes pessoas. Alguns, considerados sempre amáveis e cordiais, se mostram falsos e traiçoeiros. Outros, tidos como mal caráter ou inconsequentes, se revelam solidários e prestativos. <strong>Já você continua exatamente do mesmo jeito.</strong> Com ou sem crise, sendo um Zé ninguém ou o Presidente da República Federativa do Brasil, sua arrogância, egoísmo e anseio por vingança, o mantém afogado na vaidade, (triste fardo que carrega, tamanha sua prepotente insignificância). </p>



<p><strong>O que precisamos agora é de coesão social Presidente.</strong> Precisamos de alguém com a envergadura moral que você não tem, e que não se esconda atrás de discursos antí-comunistas fajutos. Presisamos de um Presidente que se apresente ao serviço de forma inteligente e competente. Duas qualidades que, infelizmente, você não tem.</p>



<p>Digo, ainda, que acho realmente um pena você demonstrar, cada dia mais, ser inepto, ignorante e despreparado. <strong>Pobre do país que elegeu um governante que escolheu ser vulnerável diante de uma pandemia sem precedentes na história recente da humanidade.</strong></p>



<p>De todo modo, queria só deixar registrado que <strong>vamos sair dessa. </strong>Não graças ao seu esforço, claro. Mas graças ao povo brasileiro, que entre erros e acertos, se mostra solidário e altruísta com seus pares, e aos poucos, reage ao impacto da grande ficha que acabou de cair. Em outras palavras: Bolsonaro, acabou. Você não é Presidente mais. Precisa desistir.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>20. Disseminar</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[Em Tempos de Estricnina]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Darlan Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Darlan Lula</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Quando descobriu que estava doente, esmurrou a parede, quebrou os pratos na cozinha, pegou a cadeira ao lado e jogou sobre o tampo da mesa de vidro, que se estilhaçou no chão feito sua vida cão. Não poderia acreditar que entre tantas pessoas no mundo ele pudesse ser contemplado com tamanha aberração. Como poderia aguentar essa força da natureza assolando seu corpo? Estava ensandecido. Furioso. Não poderia deixar barato. Se tivesse que sofrer, alguém teria que ir junto. Resolveu sair à rua. Pegou alguns lenços em sua gaveta de roupas, assoou o nariz em um deles e saiu. Em cada ponto de ônibus, em cada corrimão, em cada lugar em que as pessoas pudessem passar e tocar as suas mãos, ele aplicava o lenço. Foi a supermercados. Tocou em tudo que poderia tocar. Começou a serenar o coração, ficou mais tranquilo, com um sorriso discreto no canto dos lábios. Agora sim, a ordem do mundo, para ele, estava começando a voltar ao normal. Não sabia qual poderia ser o seu destino, mas também, como uma roleta-russa, dava oportunidade para que as pessoas também pudessem ter o seu momento de terror. E aquilo o reconfortava. Foi a parques, percorreu ruas, pegou ônibus, com os lenços cheios de muco servindo como arma. Frequentou igrejas abertas. Tripudiou de Deus, excomungou os seus. <strong>Se o Mito podia, por que ele não? </strong>O que o diferenciava? Percorreu bairros. Como um candidato a mudar vidas, distribuía sua “glória” democraticamente, atingindo a todos. Aquela cidade veria que ele não poderia ser o único contemplado. Ah, não! Não mesmo! Quando já não aguentava mais, tarde da noite, saltando de um ônibus, um senhor, morador de rua, o interrompe pedindo algum dinheiro para comprar um prato de comida. Ele abraça o mendigo, passando as mãos pelo seu rosto, e o convida a ir a uma padaria na esquina para comprar algo. E os dois, felizes, seguem.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/03666-darlan-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8077" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>Darlan Lula </strong></strong>é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia.&nbsp;<a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Vivendo no Fim dos Tempos &#8211; dia 001</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[vivendo no fim dos tempos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Trama_ PodCast</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Olá queridxs!</p>



<p class="has-drop-cap">Essa é a série que a Bodoque desenvolveu com a finalidade de propor reflexões diárias em tempos de cólera.Diante da situação de emergência de saúde mundial, consideramos extremamente importante contribuir para que as pessoas possam usufruir de seu tempo de reflexão forçado de maneira acolhedora, inteligente e responsável. Portanto, as edições diárias do Vivendo no fim dos tempos vão trazer reflexões a partir da ótica cultural sobre as mazelas atuais da humanidade.</p>



<p>Então, já sabe: coloque os fones de ouvido, e boa audição!</p>



<figure class="wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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</div></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Vivendo no Fim dos Tempos </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma série do podCast da Trama que tem como objetvo refletir sobre diferentes eventos e fenômenos sociais da atualidade dentro de uma perspectiva cultural.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>A Peste</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius Lara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Vinícius Lara</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Estamos de quarenta, Maria.
Pelas contas de meu ábaco, só nos veremos novamente
em 2024, ou 2036, ou em 1944.
Até lá pretendo já ter me formado em alguma coisa,
E desejo também que você vença seu medo.


Pensei em cavar um <em>bunker</em> para proteção
particular ante a possibilidade de um encontro
fortuito nessa ou naquela livraria, mas, quer saber?
Não é preciso. A guerra está ganha.&nbsp;
Posso profetizar de trás para frente.
Já não uso botas, meus pés doem,
caminho de sandálias bem debaixo do Sol.
Como o oceano nos separa, não nos veremos,
Porém, caso isso aconteça por algum acidente,
finja que sou uma alma penada. Pode ficar desnorteada.
Sei que você não é pedra, é argila fresca.
Só que sou cinzel. E sou martelo. E pólvora.


Não se lembre, ou melhor, lembre sim.
Sem os apegos pequenos o tempo é uma peneira grossa.
Observa o incêndio que purifica o campo.
A tormenta que deságua no mar.
Os russos admiradores de Nicolau II..


Não sou seu pai. Nem seu pai é.
Nem o pai de seu pai. Continua buscando, então.
O que são alguns anos para quem esperou 59?
Até logo, Maria, já não há tempo para Onan
Brincar com o gozo do desamparo.
Até breve.</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong>Vinícius Lara </strong></strong>é historiador, fotógrafo amador e um apaixonado pelo absurdo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Trabalhadores precários são levados ao limite pelo novo coronavírus</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[Corona vírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por Janine Berg*</em></p>



<p class="has-drop-cap">Se você é freelancer, quem paga sua licença médica? Se você trabalha em uma loja de varejo com contrato de zero horas e a loja fecha, está sem sorte?</p>



<p>A maioria dos relatos da mídia sobre os efeitos no emprego da pandemia de COVID-19 se concentrou na possibilidade de demissões e nas&nbsp;<a href="https://iloblog.org/2020/03/20/precarious-workers-pushed-to-the-edge-by-covid-19/">consequências financeiras para os funcionários</a>.</p>



<p>Houve menos discussões sobre o que acontece com os trabalhadores que não são demitidos oficialmente, mas cujos contratos não são renovados, cujas horas são reduzidas a zero ou cuja agência de emprego simplesmente lhes pede desculpas, dizendo não haver mais trabalho disponível.</p>



<p>Dependendo do país, o trabalhador pode não estar coberto pelo seguro-desemprego ou outras proteções essenciais, como licença médica remunerada.</p>



<p>Nas últimas décadas, em países de todo o mundo, houve um aumento importante no número de pessoas em trabalho temporário, trabalho de meio período, trabalho temporário em agências e outras formas de trabalho subcontratado, bem como novas formas de trabalho, como na “economia dos bicos”, onde os trabalhadores quase sempre são classificados como autônomos.</p>



<p>No entanto, como muitos países estabelecem limites de elegibilidade para a seguridade social – horas mínimas trabalhadas semanalmente, salário mínimo, número mínimo de meses de trabalho, número mínimo de períodos de contribuição – muitos trabalhadores ficam sem proteção adequada, o que os coloca em risco.</p>



<p>À medida que o número de trabalhadores em acordos não convencionais aumenta, a cobertura do seguro-desemprego diminui, mesmo em países com sistemas bem estabelecidos.</p>



<p>Na década de 1990, quando esses acordos tiveram ascensão, a OIT adotou uma série de normas internacionais de trabalho para promover o tratamento igualitário de trabalhadores de meio período, trabalhadores de agências e trabalhadores em casa.</p>



<p>O Artigo 6 da Convenção da OIT sobre Trabalho em Tempo Parcial, de 1994 (No.175), por exemplo, declara que “os esquemas legais de seguridade social devem ser adaptados para que os trabalhadores em regime de meio período desfrutem de condições equivalentes às dos trabalhadores em período integral comparáveis”.</p>



<p>O artigo também afirma que os países com limiares em vigor para acesso a direitos devem “rever esses limiares periodicamente”.</p>



<p>Mais recentemente, a recomendação da OIT sobre pisos de proteção social, de 2012 (nº 202), disse que os países deveriam garantir pelo menos um nível básico de seguridade social a todos, e garantir progressivamente níveis adequados de proteção ao maior número possível de pessoas, o mais rápido possível.</p>



<p>À luz da crise da COVID-19, agora é um bom momento para seguir esse conselho, reestruturar e reconstruir os sistemas que temos em funcionamento.</p>



<p>É claro que todos os trabalhadores – independentemente de seus contratos de trabalho – precisam ter acesso a cuidados de saúde, ficar em casa quando estiverem se sentindo mal, não irem trabalhar doentes e se beneficiarem do apoio à renda em caso de redução relacionada à crise diante da queda do tempo de trabalho ou da perda de emprego.</p>



<p>Em nosso mundo diverso, precisamos de formas flexíveis de trabalho, mas essa flexibilidade não deve ser feita às custas das proteções necessárias para os trabalhadores. Vamos torcer para que a COVID-19 dê ao mundo o alerta de que precisa.</p>



<p><em>*economista sênior da Organização Internacional do Trabalho (OIT</em>)</p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/artigo-trabalhadores-precarios-sao-levados-ao-limite-pelo-novo-coronavirus/">Nações Unidas Brasil</a></em></strong> <strong><em>em 20/03/2020 &#8211; Atualizado em 20/03/2020.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3d7d7-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8105" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>As histórias e legados dos surtos e pandemias</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Corona vírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[Hélio Rocha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Hélio Rocha</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A humanidade, de tempos em tempos, convive com surtos epidemiológicos que cumprem ciclos desastrosos em números de doentes e vidas humanas perdidas. Alguns, inclusive, vêm e vão com uma mesma doença, causados por novas mutações nos microorganismos que a causam. Até hoje, ao menos cinco grandes pandemias já tomaram o mundo (algumas continentais, mas aqui adapta-se o termo atual “pandemia” ao contexto do que era “o mundo”, quando do ocorrido): a peste bubônica, a cólera, a influenza, a varíola e a AIDS. E em todas elas a humanidade saiu-se melhor do que era antes.</p>



<p>A mais recente e que se encontra no imaginário das pessoas é a AIDS, que aí está, ainda sem cura, mas tratável em longo prazo como um diabetes. Quando surgiu, no final dos anos 70, disseminou-se pelos países desenvolvidos e vitimou sobretudo os mais ricos, chegando à Europa e aos Estados Unidos, ao Brasil, a dezenas de países nos cinco continentes onde se conta diversos casos em que uma pessoa morreu de AIDS. Na África e na Ásia, até os anos 1990, foi, pelo contrário, uma doença dos miseráveis, que a adquiriam por meio de qualquer contato com secreções (sangue em hospitais precários, por exemplo), ao invés do que ocorria nos países ocidentais, onde os doentes contraíam o vírus HIV, seu causador, em grande parte nas relações sexuais. Com anos de estudos e conscientização, hoje ela encontra-se controlada e a sociedade mais responsável e tolerante em relação às práticas sexuais.</p>



<p>Mas, voltando no tempo, a peste bubônica jamais será superada como a maior tragédia sanitária da humanidade, tendo tomado de assalto a Europa em 1348, trazida pelos ratos que vinham juntos com as cargas que faziam a Rota da Seda, do Oriente até a Europa. O que para os asiáticos era corriqueiro, visto já terem os anticorpos para a bacteria <em>yersina pestis</em>, para os europeus era a devastação. A pulga que vinha com o rato picava o ser humano e infectava os trabalhadores dos portos no Mediterrâneo. Assim que deixou de ser um problema portuário e passou a ser um caso de transmissão comunitária, passando de pessoa para pessoa por meio do contato próximo, viajou a Europa e levou 75 milhões de vidas em seis meses. Na época, isso era um terço da população mundial, que só voltou aos níveis populacionais anteriores no século XVII, ou seja, mais de 300 anos.&nbsp;</p>



<p>A <em>yersina pestis </em>obstruía os vasos linfáticos e causava a formação de bulbos de sangue nas regiões onde mais eles mais se concentram, como axilas e pescoço. Duas soluções eram simples: desinfetar as cidades e acabar com os ratos, como prevenção, e cortar os bulbos para deixar escorrer o sangue, em seguida tratá-lo com desinfecção e curativo, esperando o organismo reagir (morreriam, ainda, muitos, mas aumentaria as chances de cura de quase zero para metade, vá lá). Incapaz de conceber a peste fora do ponto de vista religioso, a sociedade europeia não se deu conta de que o problema eram os ratos e não permitia a intervenção nas feridas, acreditando que elas transmitiam a peste, sempre mesclando parca ciência com alguma ideia de forças demoníacas, etc. A saída da peste foi, depois, fundamental para que a ciência se tornasse independente da religião, pavimentando o caminho para o renascimento.</p>



<p>A influenza é hoje a nossa gripe. Agora que todos somos especialistas em virologia, afinal, em tempos de internet, somos todos especialistas no assunto da moda (e, sem ninguém sair de casa, nem mesmo os que colocam assuntos em pauta, não haverá tão cedo concorrência), já começamos a ouvir sobre a “cepa”. Ou, a mutação pela qual o vírus passa quando atinge determinado lugar, ou clima, ou conjunto de organismos, para continuar se espalhando. É leviano, por exemplo, afirmar se a cepa do coronavírus na Itália seria diferenciada em relação a outras regiões, estando na origem da tragédia do país latino. Porém, caso se descubra que foi, têm-se aí o exemplo da cepa, e em 1918 a cepa do vírus influenza que chegou à Europa, vindo do interior dos Estados Unidos, devastou o continente logo em seguida à Primeira Guerra Mundial, espalhando-se depois por todo o mundo. Sem quaisquer conhecimentos epidemiológicos, o mundo desabou, com 100 milhões de mortos (proporcionalmente menos que a peste). Anos mais tarde, os países mais atingidos tomariam a iniciativa de desenvolver sistemas coletivos de saúde, estruturas sanitárias e estudos epidemiológicos, de modo que a chamada Gripe Espanhola não se repetisse.</p>



<p>O desenvolvimento da saúde preventiva a partir de medidas sanitárias foi tão grande que, no final do século XX, houve as primeiras “extinções” de doenças. Duas delas eram o terror dos países subdesenvolvidos, ou das colônias do século XIX e primeiras décadas do século XX. A cólera, infecção intestinal causada pelas bactérias <em>vibrio cholerae</em>, matou milhares e pessoas no século XIX, desde as colônias até as cidades europeias, em menor quantidade, por meio da contaminação pela água, àquela época consumida sem preocupações com contaminação. Quando a medicina sanitária começou a identificar tais problemas, a doença foi gradativamente desaparecendo, até que hoje se tornou um problema raríssimo, restrito a algumas regiões do Sudeste Asiático. A varíola, por sua vez, é ainda hoje a doença que mais matou na história. Seu “paciente zero”, mais por tradição que por precisão, é o faraó Ramsés V, que reinou em mais ou menos 1150 antes de Cristo e tem em seu corpo mumificado as marcas da doença, que causava bolhas na pele. Estima-se que ela matou 400 mil pessoas ao ano, entre os séculos XVIII e XIX, e 400 milhões de pessoas no século XX, isto é, dois “Brasis”.</p>



<p>E nesse contexto veio a vacina. Não apenas a da varíola. A primeira vacina. O pesquisador britânico Edward Jenner percebeu, no século XVIII, que as vacas eram acometidas por uma sepa mais suave do vírus <em>variola major, </em>o<em> vaccinia</em>, e, estudando o fato de que as pessoas que trabalhavam na ordenha das vacas não registravam casos de varíola em toda a Europa e por muitas gerações, Jenner resolveu investigar se a causa não estava no contato constante com uma versão mais amena do vírus. E, assim, (temerariamente, pensando com os padrões éticos atuais) foi testando o vírus em crianças para avaliar a imunidade futura ao <em>variola major. </em>Ele percebeu que as crianças inoculadas controladamente com o <em>vaccinia</em> já não o contraíam naturalmente, quando ele as punha em contato com sangue de feridas da varíola (deus!). Chamado à atenção pela Real Academia de Ciências do Reino Unido, por seus métodos antiéticos, resolveu aplicar seus estudos no próprio filho (só piora!), e obteve resultados excelentes (tecnicamente falando).</p>



<p>Estava criada a vacina, inicialmente aplicada à varíola. Jenner não foi reconhecido em seu tempo, por razões óbvias, mas seus estudos foram aproveitados no século XX até que em 1980 a doença foi declarada erradicada. Hoje, é bom que se diga, vacinas são desenvolvidas e testadas em laboratório, não sendo o desenvolvimento de uma vacina a aventura sanitária do dr. Jenner. Aquele experiento foi perigoso, mas, uma vez realizados, seu legado aperfeiçoado não é.</p>



<p>Portanto, da peste veio a liberdade do estudo científico, da cólera e da Gripe Espanhola veio a medicina sanitarista, da varíola veio a vacina, da AIDS veio o maior cuidado com a troca de líquidos corporais e novas discussões, ainda em processo, sobre a sexualidade.&nbsp;</p>



<p>O que virá da Covid-19? Como afirma um pesquisador com quem muitas vezes converso, “o vírus vai contar sua narrativa”, e só saberemos ao final. Por hora, talvez se possa afirmar que ele trabalha em duas frentes: a insuficiência dos sistemas de saúde liberais (e a comparação com o sistema de Estado chinês) e a condição individual de isolamento em que vivíamos quando não estávamos isolados, agora revertida pela solidariedade em que buscamos viver, ainda que distantes. Mas é palpite. Só o tempo dirá.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/55fcb-hecc81lio-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8072" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:15px"><strong><strong>Hélio de Mendonça Rocha </strong></strong>é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Askesis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">O melhor de mim
Ainda está por vir
Peregrino da alvorada
Transito no labirinto vasto
De minh`alma desconhecida
Não sei dizer como, por ora
Apenas existe no âmago
Uma certeza fulgurante
Subjetivamente validada
A chama crepita no peito
O brilho se faz no olhar
Eu me busco no futuro
Exercício espiritual
Sou herdeiro do Universo
Completamente tomado de vazio
Possuidor de coisa nenhuma
Servo e servidor
Senhor de domínio incomparável
Rei das próprias ações
Vassalo do amor incondicional
Elo da vida fraternal
Sensível ao belo
Compassivo por excelência
Posso tocar com o desejo
O que a vontade me guiará
O silêncio me confidenciou</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3605e-gabriel-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8111" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>Gabriel Garcia </strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Profecia da Quarentena</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Couto]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Guilherme Couto</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Que a verdade venha à tona!
Minha mãe já havia me avisado
Dos perigos de pegar carona</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Guilherme Couto</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong> é uma pessoa jovem. Ele crê que, em toda parte, há arte.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Solidão I</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[entre nossas linhas]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Entre Nossas Linhas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Sozinha em mais um bar
Apresentado por Você
Bebo mais um copo
E de gole em gole vou me sentindo cheia
E ao mesmo tempo
completamente vazia
Imersa nessa solidão
A qual chamo de liberdade
E da qual apanho de tempos em tempos
Ainda não sei se dádiva
Ou se tortura
Mas tento fazer dela minha melhor companhia,
e se já não é, a única.&nbsp;
-A.</pre>



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