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	<title>Arquivos Ano 002, N 039 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Fontes: minha cabeça</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gyovana Machado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>&#8220;(&#8230;) pois se tudo é opinião, nada é verdade.&#8221;</em></p>



<p class="has-drop-cap">Este título surgiu como uma brincadeira entre família. É, no momento, a forma mais pacífica e assertiva de lidar com as mensagens e informações que chegam nos celulares de meus pais diariamente. Mas cá entre nós: mesmo entre risos e piadas, o problema é sério!&nbsp;</p>



<p>No mundo do século XXI, a ideia de verdade se desgarrou e anda se desgarrando -afinal, é uma construção- dos dados técnicos que a embasam. Ao passo que encorajamos a ideia do público enquanto espaço potencial de produção (sobretudo os espaços virtuais), a tal da &#8220;minha opinião&#8221; se alimenta e se torna disforme ao bom senso, mas ainda sim, consegue se capilarizar ganhando projeção não mais simbólica, mas se institucionalizando como assinatura equivalente aos dados e/ou conhecimento científico. A regra do jogo é clara: não há regra.&nbsp;</p>



<p>Notamos isso não apenas no âmbito dos debates acalorados das redes sociais, mas em debates grandes, ou melhor, O Grande Debate.&nbsp;</p>



<p>Advogada, mestre em direito penal pela USP e professora na pós graduação da Universidade Presbiteriana Mackenzie, Gabriela Prioli trazia o vigor do debate público, coeso e embasado nos dados técnicos científicos no programa ao qual era vinculada, no entanto, em um debate sobre justiça e lei (retorne a primeira frase desse parágrafo e ligue os pontos) fazendo oposição a Tomé Abduch, cuja formação se encontra na área de engenharia civil, a mesma se sentiu na responsabilidade de elevar o nível técnico do debate para que este pudesse ser encaminhado sem o acirramento de polarizações construídas por camadas de achismo, todavia foi interrompida e constrangida pelo intermediador -SIM, O INTERMEDIADOR DO DEBATE- repetidas vezes, como se o predicado por ela conquistado fosse uma questão de -também- opinião.&nbsp;</p>



<p>Se tudo é opinião, nada é verdade. Joguemos ao vento as literaturas clássicas para aqueles que se dedicam a área das humanidades e nos tornemos confeiteiros, de uma vez por todas. Surreal, mas este é o conselho do assessor do atual presidente da República e que também é irmão do atual ministro da <strong>Educação.</strong>&nbsp;</p>



<p>A opinião não constitui fonte científica, portanto, não é uma verdade. O conhecimento científico se difere por inúmeras questões, as que valem ressaltar são: sistematização e análise. Ainda que a opinião possa se desgarrar da integridade e ética social, o conhecimento científico não parte de uma análise feita aos pares, antes mesmo de ser compartilhado, nasce na escuta, no envolvimento e observação social. Longe de ser um momento onde o cientista se isola da realidade para falar sobre ela, é um momento rico justamente por propiciar ao cientista o oposto, ou seja, enquanto se estuda fenômenos de natureza social, biológica, fisiológica, econômica, política, etc etc etc, você os vive, os sente, interage com o seu objeto de análise. Enquanto instituição, a opinião apenas mostrará sua precariedade de ação a longo prazo, pois esse é o momento onde pesquisas com reconhecimento e especialização técnica tem os seus frutos, logo, quando este último não vier à tona, entraremos em um colapso moral, ético. É o estado do caos, que -curiosamente- se tornará matéria para uma análise científica.&nbsp;</p>



<p>Interessante como as situações ocorrem em escala (pois a realidade está para todos, mas se apresenta de forma diferente para todos). Por esses dias me envolvi em um debate, ou ao menos tentei me envolver, no que diz respeito a uma publicação de instagram -eu, que já havia mandado essas tribulações para o caixa prego em nome de minha saúde mental-. Fui surpreendida por uma série de mensagens onde a ideia central era: &#8220;eu não quero pensar, pois não vou mudar o que penso.&#8221; O que deveras me comoveu e ao mesmo tempo me encheu de inquietação, afinal, se as pessoas abdicam da reflexão, do pêndulo crítico por possuir narrativa pobre mas uma vaidade em excesso, como elas dialogam e constroem personalidade além das construções fenotípicas (ao que pode se enxergar fisicamente)? Ainda é válido o comportamento de arguição racional no século XXI, ou a pós verdade tornou isso algo obsoleto/fora de moda? Ao menos, descobri que sou cafonérrima para a onda de influenciadores digitais jovens adultos preocupados em legislar sobre a vida do outro.&nbsp;</p>



<p>Soma se a tudo isso, o fato de que o mundo se racionalizou por funções de gênero específicas e, quando mulheres decidem ultrapassar essa barreira da aceitação masculina, são interrompidas, constrangidas, na tentativa de que essas &#8220;voltem ao seu lugar de origem&#8221;. Mas cabe protestar nesse texto que: o lugar da mulher é aquele que ela deseja se especializar e/ou atuar. Ponto.&nbsp;</p>



<p>Estamos no século XXI, acho que já é a terceira ou quarta vez que digo isso, mas o faço para reforçar o tom do surrealismo, afinal, pensava se em viagens coletivas ao espaço, mas por hoje, preciso afirmar -por verdade científica-: FOI UMA DITADURA. HOUVE TORTURA. COVID-19 NÃO É UMA GRIPEZINHA. AQUECIMENTO GLOBAL EXISTE. SUA OPINIÃO NÃO CONSTITUI VERDADE E, POR FIM, A TERRA É REDONDA, CARAMBA!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Gyovana Machado </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é graduanda em História pela UFJF, formada no Seminário Teológico Rhema Brasil, líder de música em A Igreja.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Nossa Conversa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius Lara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Vinícius Lara</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Tropecei no degrau do banheiro.
- A vida é assim.
 Sinto como se as coisas estivessem piorando.
 -  É absurdo.
 Deveria diminuir, mas ainda sinto saudades.
 -  O mundo, sozinho, não tem sentido.
 Ainda sonho também…
 -  Do jeito que está, isso me assusta.
 Quem sabe aquela viagem não volta.
 -  Nada volta.
 Me causa pavor.
 -  E com motivos. Neste momento pessoas sofrem.
 Que fazer?
 -  Fazer.
 É Deus que nos salva, então?
 -  deus não, o homem. deus se distraiu.
 Como nos salva?
 -  Agindo. Só nós sabemos agir.
 Com ódio pelo mal.
 -  Contra a saudade.
 Combatendo a má política.
 -  Domesticando a lembrança.
 E a guerra?
 -  Esta distância é a mais cruel.
 Lutamos contra o pecado, pelo menos?
 -  Sempre contra a ideia de que há algum pecado no amor.
 Isso não faz o menor sentido!
 -  Não faz sentido.
 Sabe, eu guardo seus patuás, do tempo em que orava.
 -  Hoje é você quem pede por nós.
 Tenho medo, porque afastamento não significa fim.
 -  Não existe fim. A liberdade é o peso de ser, você sabe.
 Sinto saudades.
 -  A vida é assim.
 A vida é assim...</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:26% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/41684-bio-vin-lara.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8647" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Vinícius Lara </strong></strong>é historiador, fotógrafo amador e um apaixonado pelo absurdo.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O que a natureza me ensinou sobre aceitar a transitoriedade da vida</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/05/o-que-a-natureza-me-ensinou-sobre-aceitar-a-transitoriedade-da-vida/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Couto]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Hadassah Sorvillo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Morar em um sítio afastado da cidade grande, possui os seus benefícios. Apesar de algumas facilidades, que encontramos nos grandes centros urbanos, não estarem na lista; <strong>viver perto da natureza é um constante processo de aprendizado.&nbsp;</strong></p>



<p>Atualmente vivo em um sítio a 113km de distância de São Paulo. Tenho a sorte de não só viver em meio à natureza, mas também de ter um trabalho que me possibilita o <em>home office</em>, o que torna a experiência e convívio ainda mais íntimos.&nbsp;</p>



<p>É engraçado notar como desenvolvemos habilidades e passamos a lidar com mais desenvoltura com o ambiente em que vivemos, depois de um certo tempo imersos nele.&nbsp;</p>



<p>Depois de quase 20 anos morando em um sítio com a mata fazendo borda, não aprendi somente a sentir o cheiro da chuva se aproximando, saber quando chega o outono observando a mudança da luz do sol durante as tardes ou quando plantar rabanetes na horta. Também aprendi a decifrar algumas linguagens e processos, algumas lições sobre a vida que a natureza conta através dos seus signos.&nbsp;</p>



<p>Uma das lições que estou recebendo no momento <strong>é sobre a imperfeição e a importância de aceitar a transitoriedade da vida</strong>. E gostaria de compartilhar com você.</p>



<p>Sou uma pessoa que gosta de entender as coisas, daquele tipo de gente que se sente confortável e segura tendo respostas para tudo. Gosto de planejar, ter metas, sentir que estou indo de um ponto A até ao ponto B.&nbsp;</p>



<p>Mudanças, imprevisibilidade, “dar um jeitinho”, esperar para ver como as coisas se desenrolam; esses tipos de situações sempre me deixam estressada e com a ansiedade apitando. No entanto, quanto mais eu tento evita-las mais eu sofro.</p>



<p>Foi aí, de uns tempos para cá, que percebi que preciso encontrar um equilíbrio. <strong>Compreender que as mudanças existem e passar a encarar a minha impotência em relação a muitas coisas não como algo a ser evitado e temido, mas como um processo natural da vida</strong>. E tudo isso começou com bambus.</p>



<p>Durante a temporada de chuvas fortes, normalmente no verão, é comum que as árvores sofram danos por conta da força do vento. Algumas perdem galhos inteiros, flores e folhas caem aos montes ou até mesmo, no pior dos casos, há árvores que tombam.</p>



<p>O vento é um fenômeno natural instável e com variações aleatórias de velocidade e intensidade. <strong>E se pararmos para pensar a vida é muito parecido com o vento, instável e cheia de variações.&nbsp;</strong></p>



<p>Na botânica há algo chamado de plasticidade fenotípica das espécies, que em resumo é a <strong>capacidade das árvores de se adaptarem às condições ambientais sem sofrerem danos em suas estruturas</strong>. Não sou especialista na área, mas li alguns artigos que explicam que as árvores com plasticidade elevada são mais resistentes aos ventos fortes. Essas árvores tendem a possuir mais estabilidade sob condições adversas, <strong>elas se ajustam às alterações do ambiente.&nbsp;</strong></p>



<p>Bambus não são árvores, na verdade são gramíneas, &#8211;&nbsp; isso mesmo, grama -, apesar de terem o tamanho de uma árvore as características são diferentes, já vou chegar neles. &nbsp;</p>



<p>Durante uma tarde tempestuosa de março, eu estava olhando pela janela da cozinha de casa e fiquei observando a reação das plantas que crescem aqui no sítio. O vento incidia forte em direção às árvores. Muitas delas estavam rígidas, como se estivessem enfrentando com o máximo de força contra as investidas da tempestade. No entanto, elas pareciam estar sofrendo na tentativa de não serem afetadas.&nbsp;</p>



<p>Por outro lado, em um outro canto do terreno, os bambus, diferente da maioria das árvores, dançavam ao vento. Eles pareciam suscetíveis, aceitando as rajadas e tombando de um lado para o outro, praticamente entregues. E eu vi uma beleza frágil e ao mesmo tempo potente neles. <strong>Os bambus surgiam como bailarinos que se adaptavam e faziam par com o vento, era uma dança de extremos, uma dança em meio aos caos</strong>.&nbsp;</p>



<p>A tempestade daquele dia durou até a madrugada. Na manhã seguinte, uma árvore tinha tombado e outras haviam perdido os galhos. Me dirigi até os bambus e observei que eles estavam intactos, tirando algumas folhas que forravam o chão, a estrutura não havia sofrido dano algum. Foi alí que eu aprendi uma lição.&nbsp;</p>



<p>Os bambus possuem a característica de <strong>se moverem com o vento e de não irem contra ele, são flexíveis</strong>. Por outro lado, eles possuem uma raiz forte. Li certa vez que se olharmos para o tamanho de um bambu podemos comparar a mesma medida do tronco para o tamanho da raiz que está escondida sob a terra. Em resumo, eles estão bem fincados e possuem uma estrutura que os mantem firmes. No entanto, as raízes fortes não os impedem de serem adaptáveis e flexíveis. Eles não lutam para permanecerem firmes em si mesmos.</p>



<p><strong>Nós temos a tendência errada de achar que é a estabilidade é algo a ser conquistado a qualquer custo.</strong> Acreditamos que as certezas trazem tranquilidade e que quanto mais respostas tivermos, mais estaremos seguros e felizes. Criamos, então, regras para os nossos relacionamentos, cronogramas para as nossas rotinas, metas para as nossas vidas e objetivos a longo prazo. Tentamos seguir as nossas certezas à risca. Varremos para debaixo do tapete qualquer situação que nos tire da zona de conforto. Resistimos bravamente aos ventos e buscamos uma solução e solidez para tudo.&nbsp;</p>



<p><strong>No entanto qualquer sensação de segurança é precária, pois a vida é isso, mudança e imperfeição.</strong>&nbsp;</p>



<p>Bem, não estou dizendo que não é importante termos algumas seguranças, como: um trabalho, uma casa para morar, comida todos os dias, relacionamentos saudáveis&nbsp; e por aí vai. Na verdade, é importante, até mesmo para a nossa saúde física e emocional. Objetivos e sonhos também são importantes, pois nos ajudam a ter um foco. No entanto, o pensamento que tudo está ganho, que sempre teremos o que temos hoje ou que conseguiremos chegar a determinado objetivo com 100% de acerto, é uma ilusão.&nbsp;</p>



<p><strong>As tempestades e os ventos surgem de forma súbita e incontrolável para lembrar-nos que a única constância da vida é a mudança.&nbsp;</strong></p>



<p>Uma doença, ser demitido, a perda de uma pessoa amada, uma crise mundial, um plano pessoal que acabou dando errado e um acidente por exemplo, são choques consideráveis e na maioria das vezes não temos o controle destes.&nbsp;</p>



<p>Quando as mudanças surgem é normal sentirmos uma angústia inicial. No entanto o desespero se instala de vez a partir do momento em que passamos a enfrentar a tempestade com resistência. Quando tentamos segurar em vão aquilo que está escorrendo pelas nossas mãos. Criamos, então, uma rigidez interna que provoca o atrito com as mudanças. São como as árvores que batem de frente com o vento, elas acabam tombando por não se adaptarem.&nbsp;</p>



<p>Estou aprendendo que é preciso <strong>aceitar as mudanças com mais resiliência</strong>, assim como os bambus aceitam a ação do vento. <strong>O que não quer dizer necessariamente que precisamos concordar com tudo o que acontece</strong>. É compreensível ficarmos chateados, frustrados e tristes.&nbsp;</p>



<p>No entanto, quando as mudanças ocorrem é preciso ser realista ao que está acontecendo com as nossas vidas naquele momento. Entender que há forças incontroláveis e nós podemos escolher entre resistir e sofrer em demasia pelo fato de elas aconteceram, ou resistir sim, na nossa estrutura pessoal, como o bambu que fica firme na terra por conta das suas raízes longas, mas deixar o tronco flexível ao tempo.&nbsp;</p>



<p>É preciso parar de lutar e conscientizar-se. Bem, estou aqui e estou enfrentando isto. Independente de qual seja o vento que a vida soprou, não o ignoro, reconheço, irei aprender algo e terei um papel ativo em decidir como será depois.&nbsp;</p>



<p>Eu sei, parece fácil falar e difícil de fazer. Concordo, é muito difícil encarar o transitório e imperfeito com serenidade. Mas, por outro lado, pensar o contrário&nbsp; &#8211; que nada irá mudar &#8211; é contar uma grande mentira para nós mesmos. E por mais que não consigamos mudar as nossas percepções de uma hora para a outra, é preciso colocar em prática o exercício de abraçar a impotência.&nbsp;</p>



<p>Estou aprendendo com o meu jardim que nem sempre preciso encarar a vida como uma prova de resistência ou uma agenda cheia de tarefas que precisam ser cumpridas ao pé da letra. Isso não me fará mais segura e feliz. Eu também posso encontrar paz em uma dança solitária com as incertezas, em uma página em branco que se mantêm em aberto todas as manhãs. Aceitar que eu não sei de tudo. O que tenho hoje, amanhã poderei não ter mais. Que os meus planos podem mudar de acordo com o vai e vem da vida. Por isso que preciso desenvolver a minha capacidade de adaptação e resiliência para permanecer inteira. Como os bambus.&nbsp;</p>



<p><strong>Por mais que incomode o vento irá passar, de uma forma ou de outra, mas a pergunta que fica é: o quanto deixaremos ele levar de nós?&nbsp;</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Hadassah Sorvillo</strong> </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é amante das palavras e da natureza. Formada em publicidade e gastronomia, equilibra seus dias na rotina como freelancer de conteúdos digital e cozinheira. Também compartilha receitas e descobertas culinárias no <a rel="noreferrer noopener" href="http://temperodahady.com/" target="_blank">temperodahady.com</a></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Sensatez Líquida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">De acordo com o verbete da palavra sensatez no dicionário Michaelis, seu significado indica cautela e ponderação no trato e resolução de assuntos difíceis ou delicados; precaução, prudência, sabedoria. Ou seja, quer dizer que o<strong> exato contrário de sensatez estaria no absurdo.</strong></p>



<p>Culturalmente é considerado insensato aquele que se desprende da lógica da normalidade social, se descolando de noções consolidadas e aparentando estar alheio à própria consciência. Uma comparação eloquente poderia ser com aquele que é considerado louco ao longo da história. A diferença que, em teoria, a insensatez tem prazo, é como um desvio. A loucura se constitui como um condição patológica.</p>



<p>Para falar de insensatez temos que recorrer à um empilhamento de convenções conceituais que construíram nossas noções de sensatez, precaução, prudência e normalidade.</p>



<p>Nessa lista de possibilidades, consideramos que é prudente que não toma decisões que podem culminar em danos físicos, morais ou até mesmo ao patrimônio próprio ou de terceiros. Decisões que podem colocar em risco um estado de suposto bem-estar pessoal, bem como coletivo, podem ser consideradas insensatas. Sendo assim, quem considera as possíveis consequências de suas ações antes de efetivá-las, ou, até mesmo analisa melhor as referências existentes  para projetar um caminho que parece mais seguro de alguma maneira estaria mais próximo da sensatez.</p>



<p>Veja bem, ainda temos o caso do indivíduo que analisa as próprias opções e o cenário em que elas precisam ser tomadas antes de fazê-las, mas, ainda assim, decide deliberadamente pelos opções menos eloquentes, que ferem ou apresentam riscos reais , não pode estar gozando de plenas faculdades mentais de acordo com os padrões culturais, pelo menos aqui no Brasil.</p>



<p>Diante desses cenários, é preciso ter em mente que para que nossas possíveis decisões possam ser consideradas sensatas é preciso haver<strong> um nível razoável de consenso sobre as opções em que esse cenário se apresenta.</strong> Assim, dependemos, obrigatoriamente de identificar e considerar nossas possíveis referências. E, infelizmente, nessa espécie de brecha lógica que a insensatez encontrou um campo fértil para se instalar.</p>



<p>Vivemos em uma sociedade onde a interpretação dos fatos e a construção de narrativas estão substituindo a visão do próprio fato em si. <strong>Ou seja, as narrativas criadas são consideradas o próprio fato.</strong> Assim, o caminho lógico para se tomar decisões sensatas já se inicia a partir de dados contaminados. E esse é o grande problema.</p>



<p>Se temos distorções sobre o que de fato ocorre, suas motivações, contextos e consequências, corremos o risco de que decisões insensatas sejam consideradas prudentes e corretas, criando cenários devastadores no contexto social e político. </p>



<p>Isso faz com que as ideias mais estapafúrdias e delirantes, sejam levadas em consideração como se fossem razoáveis.</p>



<p>Nesse contexto, o cinismo e o mal-caratismo ditam as regras do convívio social, colocando visões sensatas sobre a realidade na posição de insensatez. Essa inversão se tornou um projeto de poder, cujas ferramentas vão desde a destruição de reputações à criação e distribuição industrial de notícias falsas. Sob essa ótica, o espectador comum se encontra em uma posição confusa, sem condições de verificar a confiabilidade das afirmações para distinguir aquilo que é sensato ou não em suas decisões.</p>



<p>Esse acaba sendo um retrato triste do Brasil atual, onde as pessoas &#8220;descobrem&#8221;, aos poucos, que a  Terra é plana, onde Cristo endossa assassinatos,  onde uma pandemia mundial se torna uma farsa ou um resfriadinho.</p>



<p> Hoje, no Brasil, é possível que a sensatez esteja no poste mijando no cachorro.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>A tirania higienista</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[democracia]]></category>
		<category><![CDATA[Hélio Rocha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Hélio Rocha</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Muito tenho dito nesta série de artigos sobre a crise da Covid-19 sobre a imensa possibilidade de que venhamos a sair deste mal melhores do que entramos, sob diversas perspectivas, a julgar por como o ser humano passou por outras situações parecidas em episódios de pandemias anteriores. Isto além da competência do sistema de saúde brasileiro que, ao contrário do que apregoam os incautos e mal intencionados, é um dos mais bem configurados do mundo na atenção ao cidadão, restando-lhe problemas colaterais ao subdesenvolvimento.</p>



<p>Sobre esta questão, falo mais tarde&#8230;</p>



<p>O que importa, hoje, é fazer a ponderação daquilo em que podemos sair piores, isto é, de que sequelas sociais pode nos deixar a pandemia de 2020 e como elas se manifestarão num futuro próximo.</p>



<p>Pois bem, com todos enclausurados em suas casas, o recurso imediato de entretenimento, sobretudo para os mais velhos, é a TV, não importa se aberta ou fechada. E, neste contexto, mistura-se a imprescindível prestação de serviços para a informação da sociedade, sobre os cuidados e procedimentos necessários para conter a propagação do vírus, com conteúdos apocalípticos de cientistas prevendo a morte de milhões em rede nacional, além do reforço dos jornais diários (já carentes de reportagens para cobrir o tempo muitas vezes já expandido pelo cancelamento de outras atrações) à compulsão asséptica que já nos toma de assalto.</p>



<p>Se ao princípio a recomendação era a de manter o distanciamento e lavar as mãos, evitando aglomerações e mantendo-se cada um em sua casa, a ordem agora, conforme os jornais, é desinfetar as caixas que se recebe em casa, é não encontrar com o entregador dos sistemas de delivery, é usar lencinhos para pegar em maçanetas etc, repetindo o mantra desse higienismo midiático que vira e mexe estava em voga nos programas matinais “para senhoras”, agora o carro-chefe da programação.&nbsp;</p>



<p>Já dizia Foucault que a escola, o hospital e a prisão têm origem num mesmo mecanismo, o panóptico, que consiste em apreender, controlar e supervisionar as atividades dos seres humanos para disciplinar os corpos e punir os desviantes. Por isso somos conduzidos ao modelo contemporâneo de escolas, surgido na modernidade, em que nos sentamos em fileiras olhando para um professor em pé: ali estão disciplina, controle e supervisão. Por isso nos consultamos ou somos internados deitados em fileiras de macas cercados por pessoas de roupa branca e máscaras no rosto (sobretudo os mais pobres), supervisionados em consultas particulares diuturnamente pela tirania do corpo são. Por isso, finalmente, o indivíduo sobre o qual a sociedade não tem mais controle, o desviante, deve ser apreendido por algum tempo, ou por tempo indeterminado, para a supervisão na supressão completa de suas liberdades, de modo que o panóptico lhe seja onipresente, isto é, na prisão.</p>



<p>A tirania do disciplinamento e padronização dos corpos pode tomar uma expressão higienista última nesse episódio da Covid-19, em que o simples sujeito que vai ao mercado sem máscaras, por que lhe é desconfortável, pode ser implicado à morte de milhares de pessoas, a despeito do sistema financeiro que não despendeu, até agora, em todo o mundo 1 bilhão para fabricação e compra de equipamentos para atendimento de pacientes graves. A estratégia do capitalismo, repetidamente, é a de transferir ao indivíduo a responsabilidade pelo cuidado coletivo, negligenciando o reduzido poder desta se comparado ao da distribuição (ainda que emergencial) das riquezas por meio do investimento do capital privado no sistema de saúde, que em questão de semanas já não fará distinção entre público e privado.</p>



<p>Há a chance de deixarmos a crise da Covid-19 vigiando-nos uns aos outros ao abrir uma maçaneta, ou fazendo fila no lavabo do restaurante para passar água e sabão nas nossas latinhas, ou ainda substituindo nossos beijos e abraços por frias saudações à distância, sob o argumento de que “a sociedade agora está consciente dos perigos invisíveis”, ou o que quer que seja.&nbsp;</p>



<p>Enquanto isso, gozando do sucesso em individualizar responsabilidades sobre danos coletivos, o grande capital seguirá capitalizando seus lucros, quiçá com a supervalorização das ações dos setores farmacêutico e de materiais de assepsia.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/55fcb-hecc81lio-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8072" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:15px"><strong><strong>Hélio de Mendonça Rocha </strong></strong>é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>URBI ET ORBI</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Kariston França</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>URBI ET ORBI&nbsp;</p>



<p>Eu tinha planos, ia escrever sobre o problema do estado atrelado a religião como um todo.</p>



<p>Mas como nem tudo são flores na vida de Joseph Klimber, o texto saiu da ficção. Sim. Saiu, e para nosso desespero, se tornou o mais infeliz departamento do nosso governo &#8211; Um Serviço Essencial para a população (?!).</p>



<p>Se a SECOM pode ser comparado ao ministério da verdade (1984 &#8211; o livro de George Orwell), a religião (em específico a bancada evangélica brasileira), seria parte de seus colaboradores?</p>



<p>Quero ressaltar algo antes de seguirmos nesta reflexão: sou um cristão protestante que viveu a maior parte da sua vida em uma comunidade de tradição histórica. Então o que coloco aqui não é um ponto contra a fé em nenhuma religião, mas uma crítica contra um modelo de sociedade cuja história sempre, e digo mais uma vez, SEMPRE, nos provou que dá errado.</p>



<p>Os interesses são diferentes, (ou deveriam ser), ou na verdade ambos, Estado e Religião, deveriam sim ter um interesse em comum: cuidar das pessoas, dar dignidade, oportunidade, segurança, provisão e um ambiente de confiança e transparência.</p>



<p><strong>Mas, como nem tudo são flores na vida de Joseph Klimber, os dois se tornaram egoístas, sedentos por sangue e dinheiro.</strong></p>



<p>O nosso desgoverno cedeu a pressão de seus coronéis e seus rebanhos (lê-se gados). Obviamente, ele liberou que toda expressão religiosa continue com seus eventos, o que é interessante pensar visto que <strong>a religião acontece na relação entre um imanente e o transcendente.</strong></p>



<p>Qual o papel então das lideranças religiosas?</p>



<p>Entender que seu espaço físico não é mais sagrado do que a própria vida é o primeiro passo. Ou seja, <strong>A VIDA É DIVINA, É HUMANA, É SAGRADA</strong>, não são tijolos que tornam a experiência completa, são as pessoas que se encontram sozinhas e se conectam ao mistério individual e coletivo.</p>



<p>O papel então tem de ser o de abrir mão de suas influências como portadores do sobrenatural, e entender que o sobrenatural é natural quando aceitamos, na divindade da vida, os fardos e desgastes das rotinas. Ou então, quando entendemos que a ganância fomenta as aglomerações que geram status de fé, de confiança inabalável.</p>



<p>Fato é que, as lideranças religiosas anseiam a manutenção de suas estruturas, e por isso, temos líderes evangélicos se esgoelando nas redes sociais lutando contra a ciência, o mundo (que não é mau),e a população (que se assemelha a uma voz uníssona e divina), em busca de uma perpetuação da sua influência e domínio diante do governo como coronéis da democracia.</p>



<p>A tecnologia por muitas vezes nos afastou e por outras nos aproximou, então qual o empecilho em fazer uma live? Ou não fazer e incentivar o livre pensar e a contemplação individual dos seus fiéis? Será que o divino não acontece através do wifi, do 4g?</p>



<p>Não, o divino pertence a cada um de nós. Preserve-o. <strong>Não se submetam aos malucos e irresponsáveis que acham que ir aos templos é mais sagrado do que estar em casa, se cuidando, cuidando de sua família, de seus amigos.</strong></p>



<p>Resista ao cabresto da religiosidade que mata desde o início do mundo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/b5310-bio-ka.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8637" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Kariston França</strong> </strong></strong>é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Time is money</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gabriel Garcia</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/05/time-is-money/">Time is money</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Ciranda cirandinha
Vamos todos cirandar
Ciranda financeira eletrônica
Deus mercado vai te matar


O anel que tu me&nbsp;destes
Era caro e se roubou
A ganância do tio Patinhas
O banco logo penhorou


Portanto coach agiota
Empreendedor resiliente
Diga uma dica bem idiota
Diga adeus e vá-se embora</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3605e-gabriel-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8111" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Gabriel Garcia </strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>ONU convida comunidade criativa a enviar peças sobre o coronavírus; saiba como participar</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 18:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[mulher]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Você tem o poder de mudar o mundo por meio da criação de artes e peças de comunicação? Então a <a rel="noreferrer noopener" href="https://www.un.org/partnerships/news/coronavirus-response-open-brief" target="_blank">ONU precisa de sua ajuda</a> para impedir o avanço da COVID-19, a doença provocada pelo novo coronavírus.</p>



<p>Estamos vivendo em tempos sem precedentes. A Organização Mundial da Saúde (OMS) está liderando e coordenando a resposta de saúde global ao coronavírus, ajudando a garantir que todos os países estejam prontos para prevenir, detectar e responder à pandemia.</p>



<p>Para ser eficaz, precisamos de pessoas em todos os lugares para adotar precauções de saúde pública, agir de forma solidária e impedir a disseminação de informações falsas.</p>



<p>As Nações Unidas precisam de sua ajuda na adaptação de mensagens críticas de saúde pública, em um trabalho que envolva e informe pessoas de diferentes culturas, idiomas, comunidades e plataformas. O trabalho pré-selecionado alcançará a todos, em qualquer lugar.</p>



<p>A ONU revisará continuamente as contribuições e selecionará as melhores, tornando-as visíveis em todo o mundo.</p>



<p>Não é tarde demais. Ninguém pode fazer tudo, mas todos podem fazer alguma coisa. Juntos, podemos salvar vidas.</p>



<p><strong><a href="https://www.talenthouse.com/i/united-nations-global-call-out-to-creatives-help-stop-the-spread-of-covid-19" rel="noreferrer noopener" target="_blank">Saiba como contribuir clicando aqui.</a></strong>&nbsp;<strong>Atenção ao prazo: dia 9 de abril.</strong></p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/onu-convida-comunidade-criativa-a-enviar-pecas-sobre-o-coronavirus-saiba-como-participar/">Nações Unidas Brasil</a></em></strong> <strong><em>em 03/04/2020 &#8211; Atualizado em 03/04/2020.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3d7d7-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8105" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Meu nome é</title>
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		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Couto]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Guilherme Couto</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Guilherme Martins Torto


&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
Ou melhor, &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Couto
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
Ou pior, &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Solto
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
Ou pior, &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Couto
&nbsp;&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
Ou melhor,&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Solto

&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;
Guilherme Martins Solto</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Guilherme Couto</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong> é uma pessoa jovem. Ele crê que, em toda parte, há arte.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/05/meu-nome-e/">Meu nome é</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>Vivendo no Fim dos Tempos &#8211; dia 007</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Apr 2020 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 039]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[Profetas do apocalipse]]></category>
		<category><![CDATA[vivendo no fim dos tempos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Trama_ PodCast</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/05/vivendo-no-fim-dos-tempos-dia-007/">Vivendo no Fim dos Tempos – dia 007</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Olá queridxs!</p>



<p>Essa é a série que a Bodoque desenvolveu com a finalidade de propor reflexões em tempos de cólera.</p>



<p class="has-drop-cap">Diante da situação de emergência de saúde mundial, consideramos extremamente importante contribuir para que as pessoas possam usufruir de seu tempo de reflexão forçado de maneira acolhedora, inteligente e responsável. Portanto, as edições do Vivendo no fim dos tempos vão trazer reflexões a partir da ótica cultural sobre as mazelas atuais da humanidade.</p>



<p>Então, já sabe: coloque os fones de ouvido, e boa audição!</p>



<figure class="wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: Vivendo no Fim dos Tempos - dia 007 - Profetas do Apocalipse" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/episode/0ZzXfdf6LAOKkoCNYrIDkF?si=8wOpBt7BR_OA0xbOTp_F2g&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Vivendo no Fim dos Tempos </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma série do podCast da Trama que tem como objetvo refletir sobre diferentes eventos e fenômenos sociais da atualidade dentro de uma perspectiva cultural.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/05/vivendo-no-fim-dos-tempos-dia-007/">Vivendo no Fim dos Tempos &#8211; dia 007</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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