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	<title>Arquivos 13demaio - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>13 de Maio de 1888: entre rupturas e permanências </title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 May 2023 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 163]]></category>
		<category><![CDATA[13demaio]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[pretos]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Jéssica Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Após 135 anos da Lei Áurea, estamos aqui para refletirmos sobre o Treze de Maio de 1888. Uma data que durante muito tempo foi comemorada pela população negra por simbolizar a sua “liberdade”. Assim que a Lei foi assinada, houve comemorações em diversas cidades e festas que duraram por muitos dias.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Apesar da importância histórica que este dia carrega, ao longo das décadas historiadores e pesquisadores sobre o tema vem expondo que a história que nos foi contada não é exatamente a história de uma “Princesa Redentora” e bondosa que, ao se compadecer do sofrimento vivido pelos escravizados, decidiu libertá-los ao acaso.&nbsp;</p>



<p>A Princesa Isabel e os abolicionistas, assim como outros personagens da História do Brasil, tiveram suas narrativas construídas sob o estigma dos chamados “heróis nacionais”. Eram na sua grande maioria homens brancos pertencentes às classes sociais mais altas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Enquanto estas pessoas são escolhidas como “salvadoras”, outros personagens da nossa história como: Luiz Gama, José do Patrocínio, André Rebouças, Adelina, Maria Firmina dos Reis, e muitos outros, são ignorados pela “História Oficial”.&nbsp;</p>



<p>Todo este discurso foi amplamente difundido por todo o período da Era Vargas (1930-1945) e durante a Ditadura Civil-Militar (1964-1985), que tentaram fazer as pessoas acreditarem que no país se vivia de fato uma “harmonia entre as raças” ou uma “democracia racial”.&nbsp;</p>



<p>O “mito das três raças”, defendido por Gilberto Freyre, enaltecia os três troncos raciais que teriam formado o país, tudo isso reforçando as hierarquias existentes. Os diferentes grupos culturais seriam sublinhados, contanto que todos permanecessem nos lugares sociais aos quais fossem designados – senhores e suas famílias na casa-grande, escravizados e seus descendentes na senzala.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Uma mestiçagem a brasileira, na qual negros e indígenas eram bem-vindos, desde que abraçassem sem questionar, os lugares e os limites sociais impostos por essa “democracia racial”, que nunca precisou de leis explícitas como a Lei Jim Crow, nos Estados Unidos, ou o Apartheid, na África do Sul, para segregar.&nbsp;</p>



<p>Tais fatos demonstram o que o Treze de Maio significa hoje para a população afro-brasileira.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Durante a Era Vargas, elementos culturais da população negra foram colocados na ilegalidade através de aparatos repressivos. Os militares, anos mais tarde, consideravam como “subversivos”, aqueles que denunciassem o racismo na sociedade, principalmente pessoas dos Movimentos Negros. E recorrentemente, somos bombardeados com notícias sobre assassinatos de pessoas pretas no Brasil, ignorados pelo Estado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Hoje, a data não é mais utilizada como motivo de comemoração. Ela serve para nos lembrar da falsa liberdade que nos foi dada e das suas consequências que perduram.&nbsp;</p>



<div style="height:47px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Bibliografia&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>ALBUQUERQUE, Wlamyra. <em>“A vala comum da ‘raça emancipada’”: abolição e racialização no Brasil, breve comentário</em>. História Social, n°19, 2010, 91-108.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>SANTOS, Ynaê Lopes dos. <em>Racismo brasileiro: Uma história da formação do país</em>. &#8211; 1. ed. – São Paulo: Todavia, 2022.&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Jéssica Lopes</strong>, licenciada em História pela Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro, UNIRIO. Mestranda do Programa de Pós-Graduação de História da Universidade Federal de Juiz de Fora, UFJF, associada ao Laboratório de Patrimônios Culturais e pesquisa sobre o Associativismo Negro do século XX. Professora de História do Brasil no pré-vestibular Movimento Ética na Política&nbsp;</p>
</div>
</div>



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<p>&nbsp;</p>
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