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	<title>Arquivos Arte de rua - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>“O céu está mais colorido por causa do mano Scank ; e a favela agora chora: sangue”</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/o-ceu-esta-mais-colorido-por-causa-do-mano-scank-e-a-favela-agora-chora-sangue/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[Arte de rua]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[street art]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Iury do Vale Borel</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/02/885da-image1-1024x451-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7524" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_i0J6oMaf6g"></a></p>



<p>para alguns a definição de resistência se enquadra na relação de conceitos abaixo:</p>



<p>resistência<a href="https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&amp;sxsrf=ACYBGNSGnkWb8Ay7TPIWaWxbUJyv8-m7tQ:1581788797238&amp;q=como+se+pronuncia+resist%C3%AAncia&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOMIfcToyC3w8sc9YSmLSWtOXmM04uINKMrPK81LzkwsyczPE5LgYglJLcoVEpDi4-IpSi3OLC45vAoka8WuxFpQousUxLOIVS45PzdfoThVoQCmVwFZKQCzbtjhZwAAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiS0_m6jtTnAhWBA9QKHdU8Az0Q3eEDMAB6BAgHEAg"></a></p>



<p><em>substantivo feminino</em></p>



<ol type="1"><li>1.<br>&nbsp;ato ou efeito de resistir.</li><li>2.<br>&nbsp;propriedade de um corpo que reage contra a ação de outro corpo.</li></ol>



<p>Corpo esse que pode não ser capaz de resistir à tudo, como aconteceu na madrugada de quinta feira (13 de janeiro) em que o artista urbano Scank e seu amigo Jerry foram surpreendidos por 5 homens armados que os espancaram e findaram a vida de Scank.</p>



<p>“foi morto a tiros enquanto trabalhava com um amigo, na madrugada desta quinta-feira (13)”</p>



<p>(http://www.nordesteusou.com.br)</p>



<h3 class="wp-block-heading">“Meu filho não andava naquela região, ele foi ali somente para fazer o trabalho dele”, afirmou a mãe de Jailson Leonice Gaudino. “Não sei como aconteceu. Só me falaram que mataram ele pelas costas, com um único tiro. Ele fazia as pinturas dele e, nas horas vagas, me ajudava com as vendas e entregas das minhas quentinhas. Eu tinha três filhos, agora tenho só dois. Muito triste essa situação”, <a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/grafiteiro-e-espancado-e-morto-a-tiro-enquanto-trabalhava-no-imbui/">afirmou.</a></h3>



<p>E assim resiste a arte de rua, tendo a vida de protagonistas ceifadas pela ignorância e ódio. Jailson ou Scank, como era chamado, levava consigo uma escola de caligrafia urbana que enchia os olhos de qualquer um que reparasse, assim como fez o Bahia Esporte Clube que se solidarizou com a fatalidade emitindo uma nota. O clube demonstrou&nbsp; admiração pelo artista quando comprou uma das vacas da <a href="https://www.cowparade.com.br/cowparade-salvador-2019">CowParade</a>, a “Bahianinha”,&nbsp; comprada e exposta atualmente no Centro de Treinamento do Bahia, em Dias D’ávila.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2cfec-image2-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7525" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Como a caminhada do Scank, outras tantas foram interrompidas pela brutalidade alheia: Pixadores como Caixa do Rio, Jets e Anormal mortos pela polícia de São Paulo e Perigo. Entre outros que também tiveram a vida ceifada e ainda não se sabe os autores. Artistas de elite que mantiveram no movimento de pixação até o final da vida, que na maioria das vezes não conseguiram celebrar a oportunidade de viver de sua arte.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0d2f8-image3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7526" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Alguns que “escaparam por pouco” como Nuno do Rio, inclinaram-se a produzir em prol do movimento, ainda que sem expor a integridade física. Para alguns que vi se afastarem da cena da pixação, a maturidade foi o que trouxe outros tipos de reflexão, que lançam em jogo os valores da vida de cada um, família, emprego, integridade física.</p>



<p>Para cada história de um ou uma escritora de rua, o conjunto de escolhas transforma a realidade da cena e arte de rua, a resistência tem sido um gesto que define essas histórias, consequentemente a resistência tem sido o maior ícone dessa modalidade de arte.</p>



<p>Acredito na resistência e na arte de cada um, penso nela como os pequenos ou grandes momento de contraposição à humanidade e seu fluxo existencial. Entretanto reconheço que as artes marginais oriundas das favelas, guetos, barracões, sofrem uma pressão desproporcional. Sendo essa pressão mais aguda para mulheres que compõem a arte de rua (ou seja em qualquer situação).</p>



<p>A arte sempre servirá como uma importante ferramenta para o nosso melhor entendimento sobre os aspectos sociais, temos muito a aprender quando não apenas vemos as obras, mas quando estamos desejosos e dispostos a enxergar a carga de conhecimentos que as suas linguagens desejam nos oferecer. Letras expostas na cidade despertam em pessoas, em sua maioria, os autodenominados “cidadãos de bem”, algum tipo de sentimento que abrem as portas para crimes como os que vem tirando a vida de jovens artistas.</p>



<p>Finalizo trazendo uma reflexão sobre nosso atual estado da arte e a ausência de empatia da classe artística para com os artistas de rua: Assim como a pixação, as expressões artísticas trazem novas perspectivas e consigo muitas reações, infelizmente parte das reações se dão pela ignorância de negar o potencial daquela arte para sociedade.</p>



<p>A arte contracultural serve para muitos como espaço produtivo, oportuno para questionar as certezas da humanidade, são inúmeras as transformações que o movimento da pixação proporcionou às vidas acolhidas, exemplos como do mano Scank que demonstrou progredir e ascender níveis na arte, ainda pouco atingidos até o momento final de sua vida. Até quando essas vidas sofrerão pela ignorância e o racismo cultural?</p>



<p>Esse texto foi construído por um esforço coletivo para reunir um pouco da memória de Jailson Galdino Souza dos Santos, 27 anos, conhecido popularmente como Scank. Mais uma vítima da arrogância dos homens que deixa um legado de resistência e amor a arte.<br><br>Salve para a enciclopédia humana da pixação, Ronaldo Gentil.</p>



<p><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/era-o-melhor-caligrafo-de-salvador-diz-professora-sobre-artista-morto-a-tiro/">Manifestações</a> pela Morte do artista:</p>



<p><strong>_O pichador Djan Cripta</strong> também manifestou tristeza pela morte do artista. &#8221; É muito triste porque a expectativa que a gente tava nele era muito grande, um talento sem igual. Tinha certeza que ele ia despontar. Mas é isso, a gente vai seguir na luta com a memória dele&#8221;, comentou.</p>



<p>_<strong>Roca Alencar</strong>: “Ele era alguém que você via o brilho no olhar. Desde 2011, vínhamos ajudando a alavancar a carreira dele porque ele era um grande talento, era genial. Era o melhor calígrafo de Salvador”, comentou a professora universitária Roca Alencar.</p>



<p><strong>_Vírus</strong> escreveu que a morte de Scank significava a perda de um dos &#8220;maiores artistas plásticos/pichador de todos os tempos&#8221;. O pichador era irmão mais velho do cantor.</p>



<p><strong>_Coletivo Lama </strong>também se manifestou sobre o falecimento. &#8220;Ainda não caiu nossa ficha também. Qualquer pessoa que acompanhe minimamente a pixação sabe da relevância dele para o movimento em Salvador e no Brasil. Mais do que isso era nosso amigo e também um dos organizadores de tudo que fizemos até hoje com esse coletivo. Não temos palavras para descrever o que sentimos nesse momento&#8221;,</p>



<p>Livro: Rio de Riscos &#8211; Nuno DV <a href="https://issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_sitehttps:/issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_site">https://issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_sitehttps://issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_site</a></p>



<p>Reportagens</p>



<p><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/grafiteiro-e-espancado-e-morto-a-tiro-enquanto-trabalhava-no-imbui">https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/grafiteiro-e-espancado-e-morto-a-tiro-enquanto-trabalhava-no-imbui</a></p>



<p>O Artista</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SCANK+OBZO///071" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/_i0J6oMaf6g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Scank 163" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/PfnA40Sv3Cw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><a href="https://www.cowparade.com.br/cowparade-salvador-2019">https://www.cowparade.com.br/cowparade-salvador-2019</a></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong> Iury do Vale Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se pichador e desenhista industrial pela Universidade Federal do Espírito Santo, mas prefire resumir como ativista gráfico. Acredita na arte como meio de transformação e empoderamento do ser e de comunidades. Logo que inserido nos movimentos de arte de rua, buscou o relacionamento do dualismo presente em sua trajetória, coexistir o erudita acadêmico com o grafista marginal. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana. <strong>Descriminalize a arte</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Resistir, uma escolha inevitável na história oculta da arte.</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/01/26/resistir-uma-escolha-inevitavel-na-historia-oculta-da-arte/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 029]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte de rua]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Grafitti]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Iury do Vale Borel</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O que se passa com a arte brasileira agora reflete o momento político, um regime totalitarista incubado, continua colocando a arte contra parede por meio dos novos (ou nem tão novos assim) formatos de censura e criminalização. Música, Literatura, Filme, não importa o suporte, a ideologia que rege o estado conflita com a liberdade de expressão e a arte do povo.</p>



<p>Claramente usada como controle, a censura evita que a sociedade caminhe por campos que alimentam a reflexão e as novas perspectivas sobre a própria humanidade. Existe no censurador uma intenção de ocultar as faces da sociedade, silenciando a crítica direta que a arte faz.&nbsp; Seja de uma forma clara ou discreta, a censura ataca a arte e criminaliza seus agentes para silenciar ideias, o samba e a capoeira viveram grande parte de sua existência considerados crime, vadiagem ou desobediência civil.<br></p>



<p>João da Baiana (1887-1974), por exemplo, precisou de ajuda de um congressista para não ser mais preso nas ruas. Feito pelo senador José Gomes Pinheiro da Fonseca (1851-1915), fã de samba e um dos políticos mais importantes da época, escreveu uma dedicatória no pandeiro de João. Quando era parado pela polícia, o músico mostrava o instrumento com a assinatura. Funcionava como um salvo-conduto.&nbsp;</p>



<p>A postura de criminalizar o samba vai teoricamente até a Presidência de Getúlio Vargas, que passou a valorizar elementos da cultura brasileira para reforçar o nacionalismo, uma de suas bandeiras. Porém, alguns sambistas ainda sofreram com a censura. Músicas que ironizavam o trabalhismo, um dos pilares do Estado Novo, sofreram intervenção.</p>



<p>Em 2018 o diretor de cinema Kleber Mendonça Filho, denuncia a ação do Minc sobre a ordem de devolver todo o dinheiro recebido pelo edital em 2010 para o longa “O Som Ao Redor” que complementou seu orçamento com recursos estaduais advindos do Funcultura (edital de cultura de Pernambuco). Uma regra no edital federal vetava a complementação com outros recursos advindos do Governo Federal, mas não falava nada sobre fontes estaduais, municipais ou da iniciativa privada. As vezes a abordagem do estado atinge a identidade cultural de forma massiva como é caso do funk.</p>



<p>Líder em projetos higienistas, o PSL&nbsp; (partido social liberal) abriga o deputado federal de Minas Gerais Charlles Evangelista, que criou o projeto de lei que pretende criminalizar “qualquer estilo musical que contenha expressões pejorativas ou ofensivas”. O projeto de número 5194/2019 foi apresentado em 2019 e passará por comissões na Câmara dos Deputados. Você pode ler o projeto completo diretamente no<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2221575"> site da Câmara</a>.</p>



<p>Se formos levar em consideração a<a href="https://gov-rj.jusbrasil.com.br/legislacao/819271/lei-5543-09"> Lei 5.543/09, que define o funk como um movimento cultural e musical de caráter popular</a>, descriminalizar ou acabar com o Funk iria de contra dois de seus artigos: um deles diz que o poder público tem que assegurar a realização das manifestações que envolvem o funk, ou seja, os bailes estão inclusos e acabar com eles é um ato anticonstitucional. Outro artigo da mesma lei ainda proíbe a discriminação contra o funk e seus personagens.</p>



<p>Ainda sim tramitam casos como o de Rennan da Penha, que&nbsp; não foi o único funkeiro perseguido. Antes dele, MC Tikcão, MC Smith e Rômulo Costa também foram perseguidos pela Justiça.&nbsp; Esses são exemplos de um modelo de iniciativa que o governo aborda quando se trata de cultura popular, oriundos das ruas ou das partes periféricas das cidades. Nada tão complexo de perceber e compreender. Resistir é um papel triunfal na arte periférica.</p>



<p>Mesmo com a ideia de uma Arte que seja abrangente à todas expressões que se denominam&nbsp; arte, mesmo que um músico e uma pintora se considerem artistas, ainda sim são minorias&nbsp; dificilmente se verá músicos lutando por causas de pintores ou vice versa. O que quero apontar é a ausência de sentimento de unidade com o corpo de artistas para o fortalecimento da arte em geral. Quem deveria apoiar, tem limitado, quem deveria estar unido, segue em um covarde fortalecimento da situação de opressão das artes periféricas, Cada projeto de artista que participa de circuito de financiamento da arte pelo Governo, reafirmar que o estado pode criar arte e entregar a arte pelo seu modo, o pouco notado, modo de “saneamento” da cultura brasileira, proposto pelo guru ideológico do desgoverno atual, Olavo de Carvalho.</p>



<p>Permita-se uma analogia sobre Orwell em “The Road to Wagon Pier”&nbsp; quando visita locais insalubres de trabalho para registro e documentação da situação:</p>



<p>Aqui estou eu, um típico membro da classe média. É fácil pra mim dizer que quero me livrar das distinções de classe, mas quando tudo que eu penso e faço é o resultado das distinções de classe. l &nbsp;</p>



<p>Projetos como “A Arte em Nossa”, oferecido pela Prefeitura de Vitória no ES tem o caráter de higienização quando declara capaz de julgar as artes que devem estar presentes na cidade, as ações do projeto são: apagar trabalho de artistas de rua e sobrepor com algum projeto de pintura, o famoso “atropelo”. Além da estratégia higienista, Vitória se destaca com uma das multas mais altas do país sobre flagrantes de pichação,&nbsp; R$ 9.007,80. Um caso de destaque foi o do jovem de 13 anos que pintou de batom um monumento cedido a cidade que fica instalado na área nobre. A comunidade denunciou o jovem e a polícia o levou para delegacia por crime ambiental em flagrante. A lei determina que se o infrator for criança ou adolescente, os pais ou responsáveis poderão ser responsabilizados pela infração. Os valores das multas serão integralmente repassados ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (Fundambiental).A prefeitura ainda duplica o valor se a pichação for praticado contra grafite, monumento ou coisa tombada em virtude de seu valor artístico, arqueológico ou histórico, ou contra bem público.</p>



<p>Uma das exceções em iniciativas como multiplicidade&nbsp; das arte em apoio próprio da arte maior é a do cinegrafista e repórter Marlon Max que produziu esse<a href="https://www.youtube.com/watch?v=oj6iomEBVJU"> <strong>vídeo</strong></a> que retrata a realidade de que o gosto de arte fica para agentes indefinidos, ou seja, na sociedade de Vitória não se sabe que define o que é ou não arte, fica na mão de fiscais da Secretaria de Meio Ambiente definir se um graffiti na rua é crime ou não.</p>



<p>Como disse: estratégias novas e nem tão novas assim, mas sempre covarde, pois muitos artistas precisam do recurso público para existir, e o governo em sua sede de corromper entrega para o artista puxar o gatilho contra a arte. Pensar em unir atualmente tem sido uma exigência para se estabilizar diante tantas armadilhas no fazer arte.&nbsp;</p>



<p><strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p><strong>The Road to Wigan Pier</strong>, George Orwell (1937)</p>



<p><strong>Pixação: arte ou crime?</strong></p>



<p>Marlon Max</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Pixação: arte ou crime?" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/oj6iomEBVJU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>Notícia de apoio</strong></p>



<p><a href="http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/05/lei-contra-pichacao-em-vitoria-preve-multa-de-r-9-mil-infratores.html">http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/05/lei-contra-pichacao-em-vitoria-preve-multa-de-r-9-mil-infratores.html</a></p>



<p><strong>Blog Patricio Junior &#8211; Um país que criminaliza a arte enquanto aplaude o crime</strong></p>



<p><a href="https://patriciojr.com.br/um-pais-que-criminaliza-a-arte-enquanto-aplaude-o-crime-kleber-mendonca-filho-minc-9d3d92d439e7">https://patriciojr.com.br/um-pais-que-criminaliza-a-arte-enquanto-aplaude-o-crime-kleber-mendonca-filho-minc-9d3d92d439e7</a></p>



<p><strong>Entenda o caso da prisão do DJ Rennan da Penha</strong></p>



<p>Autor: Gabriela Ferreira</p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-kondzilla-com"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://kondzilla.com/m/entenda-o-caso-da-prisao-do-dj-rennan-da-penha/#materia
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>&nbsp;Iury do Vale Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se pichador e desenhista industrial pela Universidade Federal do Espírito Santo, mas prefiro resumir como ativista gráfico. Acredita na arte como meio de transformação e empoderamento do ser e de comunidades. Logo que inserido nos movimentos de arte de rua, buscou o relacionamento do dualismo presente em sua trajetória, coexistir o erudita acadêmico com o grafista marginal. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana.Descriminalize a arte</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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