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	<title>Arquivos Arte educação - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Ano passado eu morri</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Jun 2022 18:07:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 124]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte educação]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[emancipação intelectual]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando eu era pequeno, morava com minha mãe, irmã e irmão no porão da casa do meu avô &#8211; um pequeno quarto com dois beliches, uma pequena sala, cozinha e banheiro. Ainda criança (por volta da quarta série), comecei a trabalhar na fábrica de meia do meu tio &#8211; uma pequena estrutura improvisada de telhas de amianto, madeira e metal, erguida à beira do barranco do quintal da casa. A tarefa inicial era simples: pegar um grande saco de buxinhas de cabelo e virar para o &#8220;lado certo&#8221;. Os sacos eram enormes, certamente haviam milhares de buxinhas para virar. Eu passava horas as virando, e me lembro bem, cada saco virado valia exatos R$0,25. Eu nunca tive uma real noção da nossa condição até me tornar adulto.</p>



<p>No período do ensino médio, minha mãe ainda se sacrificava em tempo integral pra criar os três filhos com alguma dignidade e oferecer a eles alimento, estudo e um futuro diferente do seu presente extenuante. Eu, dividia minha rotina entre o trabalho na fábrica de meia (agora com outras demandas e responsabilidades), a escola e os afazeres domésticos &#8211; como fazer o almoço, cuidar da casa, etc. Meus irmãos também compartilhavam dessa rotina de trabalho e estudo. Nesse período, eu trabalhava de manhã na fábrica, subia correndo para tomar banho e esquentar o almoço, ia para a aula e, no fim da tarde, voltava para a fábrica, onde mantinha a produção funcionando até 22:00 ~ 00:00 . No dia seguinte, de manhã bem cedo, começava tudo de novo. Eu nunca me senti triste, desamparado ou indignado com aquela situação, por pior que as dificuldades da vida começassem a transparecer aos meus olhos.</p>



<p>Quando entrei pra faculdade, descobri um universo de possibilidades. Andei quilômetros a pé enquanto trabalhava na fábrica de meia pela manhã (ou à tarde, dependia do horário das aulas), ia para faculdade, ia para bolsa de Conservação e Restauro no Museu de Arte Murilo Mendes e, à noite, trabalhava em um conhecido <em>call center</em> da cidade até 01:00 da manhã, saindo correndo à tempo de não perder o último ônibus para casa. Eu nunca tive a capacidade de imaginar uma realidade diferente daquela.</p>



<p>Após me formar, fui contratado pelo museu onde estagiava. Fundei a Bodoque e, com o tempo tive a oportunidade de conhecer um mundo onde eu não era apenas coadjuvante da minha própria vida, mas podia vislumbrar conquistas e realizações que iam muito além do que jamais fui capaz de imaginar. Foram 11 anos atuando na curadoria do MAMM, como educador no Memorial da República e como coordenador na Bodoque. Fundei a Trama, o Museu de Artes e Ofícios de Juiz de Fora, o Laboratório de Experimentação em Artes Visuais e Design (ARTE Lab), o Fundo Cultural Bodoque, uma editora artesanal, uma Escola Livre, dei palestras, aulas, orientei inúmeros bolsistas, escrevi quatro livros (os quais ainda não publiquei) e me dediquei à minha produção artística.</p>



<p>Ano passado, eu morri. Me vi preso entre escombros represados ao meu redor, que nunca tive sensibilidade pra enxergar. A Bodoque encolheu. O MAOB suspendeu suas atividades. A Trama parou e eu me escondi de mim.</p>



<p>Voltar a publicar a Trama depois desse longo hiato é <strong>uma conquista que resulta de um esforço coletivo de pessoas que acreditam na arte e na cultura como ferramentas de emancipação intelectual, mobilidade social e, mais do que tudo, formação humana.</strong> Cada contribuição presente nessa edição diz muito mais do que suas palavras e imagens buscam expressar. Elas contam histórias de pessoas que não desistiram, que não se resignaram e que separam uma parte do seu tempo para celebrar a grandeza da cultura e sua capacidade de resistir à crueza da vida. Cada contribuição presente nessa edição estabelece um marco que destaca a presença e a batalha individual de&nbsp;colegas que lutam para afirmar a própria identidade, para superar barreiras de preconceito, para transformar a própria realidade e, acima de tudo, para recolher parte dos escombros espalhados ao seu redor.</p>



<p>Cada contribuição conta uma história diferente, que vai muito além do que está escrito. A minha vem te mostrar um pouco da vista da janela improvisada de uma pequena fábrica de meias.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:26% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/fredsfoto.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23797 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/fredsfoto.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/fredsfoto.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/fredsfoto.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/fredsfoto.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/fredsfoto.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Frederico Lopes</strong> é artista, curador e educador, graduado em artes pela Universidade Federal de Juiz de Fora, especialista em gestão cultural pela FAGOC. Atuou no setor de curadoria e expografia do Museu de Arte Murilo Mendes de 2013 a 2017. Integrou a equipe de implementação do Memorial da República Presidente Itamar Franco, onde também trabalhou na curadoria e na coordenação da divisão de educação até 2021. É fundador da Instituição Cultural Bodoque Artes e ofícios (2012), da Revista Trama (2019), do Museu de Artes e Ofícios de Juiz de Fora (2020) e do Laboratório de Criação em Artes Visuais e Design (ARTELAB &#8211; 2020). É membro do Conselho Curador do Memorial da República Presidente Itamar Franco e suplente da vice-presidência do Conselho Municipal de cultura.</p>
</div></div>



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									Ano passado eu morri
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<h3 class="has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background wp-block-heading">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode divulgar seus<strong> produtos, marca e eventos</strong> na Trama em todas as publicações! </p>



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		<title>NEITHER, OU ARTE É GALERIA INTEIRA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jul 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 099]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte educação]]></category>
		<category><![CDATA[Crítica através da Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Galeria de Arte]]></category>
		<category><![CDATA[Instalação Artística]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Juliana Monteiro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>Quem examinar com atenção a arte dos dias atuais será confrontado com uma desconcertante profusão de estilos, formas, práticas e programas. De início, parece que, quanto mais olhamos, menos certeza podemos ter quanto àquilo que, afinal, permite que as obras sejam qualificadas como ‘arte’, pelo menos de um ponto de vista tradicional. Por um lado, não parece haver mais nenhum material particular que desfrute do privilégio de ser imediatamente reconhecível como material da arte: a arte recente tem utilizado não apenas tinta, metal e pedra, mas também ar, luz, som, palavras, pessoas, comida e muitas outras coisas.</em><br><br>(ARCHER, M. Arte contemporânea: uma história concisa.<br>Ed. Martins Fontes. São Paulo, 2012. Prefácio.)</p>



<p>Após oportunidade de uma breve visitação a um dos maiores complexos a céu aberto de arte contemporânea no Brasil &#8211; e em Minas Gerais, região essa que contempla o instituto de arte o qual fiz parte -, não poderia deixar de fazer um recorte e me aproveitar disso para fomentação das ideias desse presente trabalho.</p>



<p>O objeto dessa análise foi escolhido em meio a um conjunto de possibilidades instigantes e desafiadoras na medida em que o contexto no qual se insere essa obra permite uma multiplicidade de olhares. Possibilidades essas vindas de um grande parque repleto de arte contemporânea e amostras botânicas: dado nome, Inhotim. A experiência prática acontece desde o entrar no complexo até a definição de escolha da obra para análise em questão.</p>



<p>Ao entrar em Inhotim, é possível decidir por qual caminho seguir e, com o auxilio de um mapa, identificar as obras que suscitam maior interesse no expectador, ou seja, àquele que constroi uma expectativa referente a alguma coisa.&nbsp;São tantos caminhos, tantas obras, tantos olhares além dos veres, que, certamente, o tempo que tive para tal não foi suficiente para enxergar todas as obras além. Em certos momentos, era preciso apenas ver sem prejudicar ou determinar um único sentido; a provocação fazia-se permanente mesmo sendo necessário um passo mais alargado: muito ainda por se ver e admirar. Não então, olhar. Olhar com os olhos de quem busca suprir alguma certa curiosidade, ou mesmo identificação.</p>



<p>Para chegar até o meu objeto de escolha, perpassei monumentos únicos e surpreendentes, tanto quanto o meu objeto de escolha. Mas não tanto a serem os meus objetos de escolha.</p>



<p>Ao me deparar com a galeria Doris Salcedo (Colômbia), entendi aquele espaço como algo inacabado &#8211; ou até mesmo abandonado. Era um lugar em cimento queimado, um tanto quanto alto, e distante dos demais. Ao redor havia bastante natureza, como em qualquer pedacinho daquele imenso jardim. Cheguei perto, aguardei a auxiliar da Galeria abrir a grande porta de correr, feita de vidro. Abriu. Havia outra grande porta, também de correr, também de vidro. Autorizaram-me a abertura da segunda porta, e me joguei naquela sala branca repleta de grades encravadas na parede de gesso. Algumas se sobressaiam; outras, eram tão profundas que não era possível ver de longe. Foi preciso me aproximar.</p>



<p>Estando no centro da sala, as paredes pareciam me sufocar naquele ambiente fechado. As luzes eram daquele estilo mais esbranquiçada, fria.&nbsp;Assim como o ar condicionado do ambiente, que mantinha o local em plenas condições, visto que os materiais usados eram o Aço e o Gesso, tudo parecia frio, como se quisesse me empurrar para fora daquela situação. Não consegui permanecer por muito tempo: além do ver, olhares e sentimentos se atravessaram naquele momento, eu simplesmente quis sair daquela condição o quanto antes. Mas, entretanto, para tal, era preciso que alguém se submetesse a abrir a porta para mim. Em instantes, era como se eu não tivesse controle sobre a minha vida e sobre o destino da mesma.</p>



<p>Ao sair, fui direto olhar o texto de apoio sobre a obra, para tentar entender um pouco sobre o que se tratava ou encontrar algo que pudesse nortear aquelas sensações que me causaram. Então, entendi que as obras de Salcedo consistem num grande diálogo entre contextos políticos e sociais. Mas, sobretudo nessa obra, <em>Neither (2004)</em>, Salcedo procura a intervenção na arquitetura, além de misturar a questão de segregação e das condições dos campos de concentração. Ainda, critica as questões entre as paredes que protegem e as grades que prendem e separam; critica também a questão das segregações das grandes cidades. É a fruição <em>pura</em> dentro da galeria.</p>



<p>Diante de todas essas constatações e experimentações, porque então escolher algo que me causou essas sensações estranhas e de sufocamento? Por que não falar de algo que seja positivo, alegre, ou mesmo discutir o belo? Não sei. Acredito que a arte, uma vez que provoca momentos de tanta intensidade (mesmo que num curto espaço de tempo), também cumpre sua função de mexer com o dessa vez, espectador – aquele que assiste a um espetáculo, obra de arte. <strong>A arte é, além de produto final, momento, estranhamento, identificação. Ou não. Ou nada. Ou simplesmente não ser nada naquele momento para aquele espectador</strong>. Para mim, foi agonia, aflição e admiração. Um cubo branco, de luz fria, com grades embutidas de forma a obter uma repetição, um ar condicionado, eu.&nbsp; Portas que se abrem e fecham com mecanicidade, e um outro ser humano como comandante do meu sair e entrar.</p>



<p>E então, podemos entender que do lado de fora daquela galeria que eu acabara de sair havia tamanha liberdade, diametralmente em contraponto com que havia sido vivenciado ali, naqueles instantes tão recentes. Talvez servindo de entendimento empírico ao que aquelas palavras descritas no apoio da obra queriam dizer. A vida em sociedade é, mesmo, uma dualidade de prisões e liberdades. Prisões sociais, padrões, instituições, governo, sistema como um todo. A liberdade pura fica por conta da natureza que nos cerca, nos acolhe e nos fornece ar para viver e enfrentar todas essas questões. E ainda assim, como nos ensinado pela filosofia, ler a palavra livres mudando o sentido &#8211; da esquerda para a direita – a própria liberdade se manterá presa à sua própria essência servil.</p>



<p>Uma vez discorrido todos esses pareceres realizados sobre a obra já mencionada, é possível resgatar conceitos que estão diretamente relacionados com a arte contemporânea e que nos faz entender e nos aproximar mais ainda dos aspectos que a obra carrega consigo, além dos seus múltiplos sentidos e significados. O advento das novas tecnologias e uso de novos materiais, além da mistura deles, nos faz perceber a ruptura desses artistas com as classificações habituais pré-estabelecidas nas artes de períodos anteriores ao pós-modernismo. <strong>Agora, a arte é metal, é gesso, é parede, é galeria inteira. A arte está na intenção e no fazer artístico. Arte é visceral</strong>.</p>



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<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="884" height="589" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72f83-galeriadorissalcedo.jpg?resize=884%2C589" alt="" class="wp-image-16862" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72f83-galeriadorissalcedo.jpg?w=884&amp;ssl=1 884w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72f83-galeriadorissalcedo.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72f83-galeriadorissalcedo.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72f83-galeriadorissalcedo.jpg?resize=144%2C96&amp;ssl=1 144w" sizes="(max-width: 884px) 100vw, 884px" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Galeria Doris Salcedo &#8211; Inhotim</figcaption></figure>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:43.14288%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/96bdc-neither.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/96bdc-neither.jpg?w=950?strip=info&#038;w=863 863w" alt="" data-height="485" data-id="16863" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16863" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/eebea-neither.jpg" data-width="863" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/96bdc-neither.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:13.74422%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/bc352-neither2.jpg?w=950?strip=info&#038;w=345 345w" alt="" data-height="613" data-id="16864" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16864" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/eff54-neither2.jpg" data-width="345" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/bc352-neither2.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:43.11289%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/82125-neither3.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/82125-neither3.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/82125-neither3.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1090 1090w" alt="" data-height="613" data-id="16865" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=16865" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5db78-neither3.jpg" data-width="1090" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/07/82125-neither3.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



<p class="has-text-align-center"><em>Neither – nenhum dos dois (2004), de Doris Salcedo (Colômbia)</em></p>



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<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p>ARCHER, M.&nbsp;<strong>Arte contemporânea:</strong>&nbsp;uma história concisa. Ed. Martins Fontes. São Paulo, 2012. Prefácio.&nbsp;</p>



<p>ARGAN, G. C. – A crise da arte como “Ciência Europeia” – Lichtenstein, R. – O templo de Apolo; Warhol, A. – Marilyn Monroe. Cap.7.</p>



<p>DIDI-HUBERMAN, G. <strong>O que vemos, o que nos olha. </strong>Ed.34. Tradução Paulo Neves. 1ª Edição 1998 – 1ª reimpressão 2005.</p>



<p>ROCHLITZ, Rainer. <strong>Descrever e avaliar.</strong> Texto extraído de: Rochlitz, Rainer. L’art au banc d’essai. Esthétique et critique. Paris: Gallimard,1998, pp.113-117. Tradução Paulo Adalberto Haeser.</p>



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<p style="font-size:19px"><strong><strong>Juliana Monteiro </strong></strong>é arte educadora, formada no Bacharelado Interdisciplinar e em Licenciatura em Artes Visuais (IAD-UFJF).  Carrega em si, desde sempre, a curiosidade e a vontade de explorar as diversas linguagens da arte.</p>
</div></div>



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