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	<title>Arquivos Bodoque artes e ofícios - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Editorial &#8211; Por que lutamos?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Nov 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 073]]></category>
		<category><![CDATA[Bodoque artes e ofícios]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/29/editorial-por-que-lutamos/">Editorial – Por que lutamos?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Definitivamente 2020 não foi um ano fácil. Muito embora ainda estejamos a pouco mais de um mês de seu fim, podemos imaginar que, em linhas gerais, não há horizonte otimista pela frente.</p>



<p>Em todo o mundo, vimos a maior crise sanitária dos últimos 100 anos devastar o empilhamento de convenções que lutamos para manter de pé. O cenário político que a pandemia encontrou, também não era o mais favorável. Após o fenômeno de ascensão de líderes de extrema-direita em inúmeros países, (entre eles o Brasil), o andamento da consolidação dessas estruturas políticas nefastas valida diariamente discursos de ódio contra minorias, modos de viver e pensar a vida, além de implementar uma retórica beligerante contra artistas e trabalhadores da cultura, tendo como mote o argumento da existência de uma guerra cultural, na qual lutamos sem ter escolha. Essa mesma retórica implementou a política da &#8220;vista grossa&#8221; para grandes latifundiários, grileiros e fomentadores do agro pop brasileiro, sendo responsável pela destruição de grande parte de nossas florestas e ricos biomas que lutamos por décadas para preservar. Outro fenômeno que ganhou força foi a banalização da violência, que, além de caracterizar homens e mulheres negras como grupo de risco, em seu cotidiano, desde o seu nascimento, ganhou força na omissão de figuras públicas em ataques e mortes que acontecem à olhos vistos, os quais lutamos tanto para evitar que ocorressem. Essa mesma banalização garante que povos indígenas tenham suas terras invadidas e suas existências minimizadas em prol de uma ideia de progresso que fomenta arquétipos que o mundo moderno lutou tanto para superar. Como podemos perceber, cada trajetória encontra seus próprios motivos para lutar, mas nem toda luta vale a pena. Cada batalha que pretende impor a sobreposição de uma cultura por outra através da violência não faz sentido em si. Cada vitória de quem luta pra oprimir tradições culturais que não fazem parte do escopo de sua base ideológica é, na verdade, uma derrota para o aprofundamento de nossa humanidade. Quem luta contra, poucas vezes percebe aquilo que realmente está a favor.</p>



<p>E por aqui, seguimos lutando, certos de que toda luta a favor da diversidade&nbsp; da pluralidade de maneiras de exercer a vida, do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas para mudança de olhares e transformação integral dos sujeitos, são lutas que sustentam o propósito de uma existência mais humanizada, digna e solidária.</p>



<p>A Equipe da Trama agradece cada autor que enviou a sua contribuição nesse ano de muitas lutas, pois graças a vocês, conquistamos muitas vitórias. Também somos gratos a cada leitor, para o qual dedicamos nosso esforço criativo. Estamos prontos para 2021.</p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:28% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295 size-full" data-recalc-dims="1"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><p style="font-size:17px"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco, Museu de Arte Murilo Mendes e é fundador da Bodoque Artes e ofícios e da Revista Trama.</p></p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: Artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.twitter.com/stabenowcaroli"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f4e77-galeriacarol4.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10520" data-recalc-dims="1"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1"/></figure>





<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Narrativas políticas e arquétipos do cristianismo: uma reflexão</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/02/narrativas-politicas-e-arquetipos-do-cristianismo-uma-reflexao-editorial/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Aug 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 056]]></category>
		<category><![CDATA[Bodoque artes e ofícios]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Trama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Qual a distância que&nbsp;nos&nbsp;separa&nbsp;do&nbsp;que dizemos? Ou melhor: o que de fato precisamos fazer para&nbsp;<strong>alinhar nosso discurso à nossa ação</strong>?</p>



<p>Analisando a ascensão de correntes ideológicas que fundamentam os discursos da extrema direita no Brasil e no mundo,&nbsp; vemos diuturnamente a elevação da Fé e da moral judaico-cristã  <strong>capitalizada por interesses políticos</strong>. Ou pelo menos alguns elementos identitários destes grupos, melhor dizendo. </p>



<p>É claro que esse não é um fenômeno inédito na história da humanidade. Entretanto, ao buscarmos a compreensão da tradição cultural do cristianismo no contexto atual e sua constante necessidade de reinvenção e adaptação às transformações sociais, por exemplo, percebemos que o discurso capitalizado politicamente<strong> diverge do que seria a prática cristã segundo Cristo</strong>.&nbsp; Podemos até arriscar afirmar que esse&nbsp;seja&nbsp;o&nbsp;ponto&nbsp;crucial da&nbsp;<em>praxis</em>&nbsp;Cristã na&nbsp;contemporaneidade: <strong>entender o papel e o impacto da fé cristã em um contexto em que se discute questões como o racismo, a LGBTfobia, o empoderamento das mulheres e contra o autoritarismo</strong>. Isso porque, ademais das orientações institucionais que fundamentam as bases teológicas das igrejas em suas infinitas denominações, <strong>não existe&nbsp;fórmula para coerência</strong> nesse sentido.&nbsp;Inclusive, tratando-se de ética e moralidade, não existe um&nbsp;caminho em linha reta, em uma perspectiva geral, que seja bem definido&nbsp;e que dê conta das mazelas das existências em sociedade. Aliás, nunca houve. Não podemos nos esquecer da contradição dos cristãos que atestam a legalidade das guerras, da dominação de territórios, do assassinato dos povos indígenas, da escravização de pessoas (sobretudo homens e mulheres negras), dos fascismos, do apartheid&#8230; enfim, acho que se houvesse algum tipo de manual de ética e moralidade alinhado às ações, alguém já o teria usado.</p>



<p>Tratando o aspecto cultural da tradição cristã inserida no contexto atual, precisamos, antes de mais nada, entender que faz parte do processo de cognição humana consolidar padrões de comportamento a partir de suas referências para construir opinião,&nbsp;ou tirar conclusões&nbsp;acerca de determinado&nbsp;assunto/experiência.&nbsp;<strong>Esse constante confronto entre a experiência diária da vida com vivências e conceitos já fixados é o que faz com que continuemos nosso incessante processo de aprendizado.</strong> Acontece que, muitas vezes, o assunto/experiência em questão&nbsp;<strong>jamais foi, em qualquer momento, objeto concreto de análise&nbsp;e/ou reflexão.</strong>&nbsp;Ainda assim, é&nbsp;bastante&nbsp;comum nos depararmos com indivíduos que se sentem extremamente capazes de discorrer opiniões e se&nbsp;posicionar sobre todo fato&nbsp;ou&nbsp;acontecimento&nbsp;que lhes chega à sua percepção.&nbsp;Aliás, é preciso ressaltar que, na era da internet,&nbsp;das&nbsp;mídias&nbsp;sociais&nbsp;e das <em>fake-news</em>, o que existe é uma&nbsp;<strong>necessidade&nbsp;desesperada&nbsp;de posicionar-se e emitir opiniões sobre assuntos que sequer fizeram ou fazem parte da vivência individual em algum momento da vida.</strong> </p>



<p>A parte boa dessa história&nbsp;é nos apercebermos <strong>completamente cercados pelo contraditório</strong>, pela experiência de <strong>ter que lidar com a complexidade das relações e&nbsp;dos infinitos modos&nbsp;de se entender a vida.</strong> Por esse motivo, a&nbsp;possibilidade de se perceber errado em relação a algo deveria ser o maior combustível para continuar a busca pela verdade na prática religiosa &#8211; neste caso, no cristianismo.&nbsp;A&nbsp;parte ruim é que o que vemos, em grande parte, são indivíduos destituídos de pensamento crítico, cujas reflexões se estendem,&nbsp;como alcance máximo<strong>,&nbsp;pela&nbsp;superfície</strong>&nbsp;de&nbsp;todas as coisas.</p>



<p>Em&nbsp;consequência&nbsp;disto,&nbsp;parece haver uma <strong>barreira intransponível ao redor dos elementos que compões a identidade cultural cristã média</strong>, que se caracteriza essencialmente por seus costumes, mas que se encontra, ao mesmo tempo, cercada de mistério e ausências. Estatisticamente, uma grande maioria zela por convicções e ideologias sem sequer conhecê-las em profundidade, ao mesmo tempo em que defende pontos de vista que <strong>se consolidaram na esfera dos costumes</strong> e que nada têm a ver especificamente com a jornada de desenvolvimento da espiritualidade cristã &#8211; aliás, muitas vezes vemos pessoas capazes de agir em direção contrária a&nbsp;ela, sempre acreditando estar coerente. Convicção que muito se assemelha à dos fariseus, diga-se de passagem. Em comparação com indivíduos realmente engajados em refletir acerca das nuances práticas do dia-a-dia cristão no mundo atual, é possível afirmar que alguns agem de maneira proposital, se valendo de elementos identitários que se consolidaram como tradição cultural no cristianismo para buscar a criação de uma imagem pessoal daquilo que contemplam como ideal (em termos de comportamento) sem jamais ter tido de fato a intenção de&nbsp;vir a ser. Ou seja, trabalhar&nbsp;na superfície da imagem social do que é ser cristão tradicionalmente, oferece os benefícios de se pertencer à esse grupo, sem o ônus de ter a preocupação&nbsp;de s<em>er</em> em profundidade.&nbsp;Ou seja,&nbsp;<strong>aparentar&nbsp;ser o que se propõe&nbsp;já é o suficiente neste caso.</strong> Parece um bom negócio se tratando de política, sobretudo em um país em que mais de 80% da população se autodeclara cristã.</p>



<p>Por&nbsp;outro lado, não podemos desconsiderar que há também quem se esforce para seguir o caminho de um cristianismo em Cristo e <strong>tropeça  diariamente na&nbsp;conversão&nbsp;do discurso para ação</strong>. Neste ponto, infelizmente, precisamos entender a limitação de ser e estar no mundo. A incompletude do ser, que leva milhões de pessoas a procurar o refúgio espiritual no cristianismo, ao encontrar&nbsp;a ideia de Cristo em suas potencialidades, encontra&nbsp;também o imenso abismo que reside&nbsp;na impossibilidade de ser como Ele &#8211;&nbsp;uma vez que, segundo a própria teologia Cristã, <strong>é&nbsp;impossível&nbsp;para o ser humano ser&nbsp;bom,&nbsp;justo ou fiel, pois&nbsp;esta parte de&nbsp;si foi deixada&nbsp;nos limites do Jardim do Éden, após a transgressão do pecado original.</strong>&nbsp;Na&nbsp;Epístola aos Romanos, o apóstolo Paulo, em belíssima reflexão, coloca que:&nbsp;<em>Porque eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não habita bem algum; com efeito o querer o bem&nbsp;está&nbsp;em mim, mas o efetuá-lo não está. Pois não faço o bem que quero, mas o mal que não quero, esse&nbsp;pratico.</em>&nbsp;(Romanos 7:18-19)</p>



<p>Posto isto, o que fazer? Se o que é dito não condiz com o que se faz. Se, ao tentar fazer o que se fala, o fracasso é o resultado esperado. Como obter paz nessa busca e alinhar as ações de forma eloquente ao que é dito/pensado?</p>



<p>Tomás de&nbsp;Kémpis, pensador&nbsp;cristão que viveu entre os anos de 1380 e 1471, no livro<em>&nbsp;A Imitação de Cristo,</em>&nbsp;&nbsp;apresenta uma possível pista da trilha que pode levar ao caminho da coerência na prática religiosa, ademais de sua instrumentalização como discurso político e sua simplificação prática enquanto tradição cultural:&nbsp;<em>Toda a nossa paz, porém, nesta vida miserável, consiste mais na humilde resignação, que em não sentir as contrariedades. Quem melhor sabe sofrer maior paz terá. Esse é vencedor de si mesmo e senhor do mundo, amigo de Cristo e herdeiro do céu.&nbsp;</em></p>



<p>Nesse sentido, há a aparente necessidade de entender que a Fé é, em si, uma questão de&nbsp;<strong>intencionalidade&nbsp;</strong>e que, em sua essência, é preciso regar toda e qualquer semente que torne cada ação verdadeira na esfera da intenção; e é importante não cristalizar qualquer prática que seja forjada&nbsp;meramente em convicções ideológicas, tampouco em tradições institucionais empilhadas em convenções de grupos que acreditam que seus costumes são, de fato, a realidade da fé Cristã. O que precisa ser entendido é que a <strong>eloquência de cada ação, consiste justamente no esvaziamento dessas convicções</strong> para que a prática cristã seja erigida na certeza de que Cristo é quem aponta o caminho, e que qualquer variável externa a isso deve se submeter à um código de ética em constante processo de adaptação &#8211; revisado, naturalmente, pelo exemplo de Cristo para a fé cristã. </p>



<p>Desse modo, supondo que a exegese diária da prática cristã impulsionar essa busca, as narrativas que flertam  com a dominação pelo medo, adornadas por pautas de costumes que se valem de arquétipos culturais do cristianismo, podem começar a perder força, enquanto <strong>o indivíduo ganha autonomia em sua jornada espiritual e intelectual, </strong>podendo, finalmente, se tornar capaz de extrair coerência nas próprias ações dentro desse contexto. Sendo capaz de olhar pra si e para sua jornada espiritual identificando projetos de poder que distorcem a verdade de sua busca, além de compartilhar suas vivências artísticas e culturais dentro de um cenário complexo culturalmente e humanamente diversificado e plural.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:28% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p></p><p style="font-size:17px"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco, Museu de Arte Murilo Mendes e é fundador da Bodoque Artes e ofícios e da Revista Trama.</p><p></p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: Artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.twitter.com/stabenowcaroli"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f4e77-galeriacarol4.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10520" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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		<title>Editorial &#8211; O ofício das Artes</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 052]]></category>
		<category><![CDATA[Bodoque artes e ofícios]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Trama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Nessa semana a Bodoque iniciou as atividades do seu <strong><a href="https://www.instagram.com/maobodoque/">Museu de Artes e ofícios</a></strong> nas redes sociais. É certo que ainda não temos uma previsão concreta para a inauguração do espaço no meio virtual que disponha de um site robusto onde podemos começar a disponibilizar nosso acervo digital, mas, ainda assim, demos um importante passo.</p>



<p>Desde que iniciamos o processo de reposicionamento da marca, a Bodoque tem deixado de ser conhecida apenas como um atelier de encadernação e experimentações artísticas para dar lugar à uma imagem e atuação de Fundação Cultural, ou melhor dizendo, uma Instituição Cultural. Começamos com a Trama a 52 edições atrás, e já implementamos nossa estamparia, estúdio de design, produtora de conteúdo para o youtube &#8211; BodoqueTV e para plataformas de streaming em formato de podcasts e o Fundo Cultural Bodoque. Além disso, estamos caminhando para começar as atividades ainda esse ano da editora, da nossa escola de artes e ofícios e finalmente do Museu de Artes e ofícios Bodoque.</p>



<p>Todas essas novas atividades da Bodoque, na realidade, se configuram como a realização de antigos anseios individuais e coletivos, de pessoas que sempre enxergaram na arte e na cultura, valiosas ferramentas para mobilidade social e transformação de olhares e visões de mundo.</p>



<p>No caso do Museu, temos uma missão específica em questão: pesquisar, preservar e comunicar a memória dos ofícios artísticos e artesanais que se estabeleceram por meio da relação mestre e aprendiz na região da zona da mata, buscando traçar um itinerário de práticas, relações e linguagens com o objetivo de salvaguardar valores culturais presentes em tais ofícios para a promoção da dignidade humana, da universalidade do acesso, do respeito à diversidade cultural, da democratização de saberes artísticos, históricos e sociais presentes nessas práticas.  Isso porque o valor do trabalho se encontra presente em um processo que muitas vezes corre à revelia do olhar de quem adquire determinado objeto, bem ou serviço. Mais do que isso,<strong> o trabalho é um valor em si</strong>, cuja herança cultural demonstra a riqueza da trajetória de cada indivíduo pela vida, deixando, de certa forma, sua contribuição para a coletividade humana.</p>



<p>Por isso, ao buscar constituir um acervo expressivo, físico e digital, a partir da documentação de regitros audiovisuais dos atores sociais envolvidos em ofícios artísticos e artesanais na região da Zona da Mata pretendemos, através da preservação e divulgação dos saberes tradicionais que compõe a identidade cultural da região, estabelecer um diário cultural do trabalho em sua riqueza e diversidade.</p>



<p>Se você se interessou pelo projeto do MAOB, siga nosso perfil no <a href="https://www.instagram.com/maobodoque/">Instagram</a> e acompanhe o andamento do nosso trabalho.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a9005-04.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10910" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:28% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><p style="font-size:17px"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco, Museu de Arte Murilo Mendes e é fundador da Bodoque Artes e ofícios e da Revista Trama.</p></p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria: Artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.twitter.com/stabenowcaroli"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f4e77-galeriacarol4.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10520" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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		<title>Editorial &#8211; O ano que tramamos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2020 21:40:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 050]]></category>
		<category><![CDATA[Bodoque artes e ofícios]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Trama]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Hoje acordei pensativo e distante. Eu sei que, para quem se dedica à atividades intelectuais e criativas, isso poderia ser considerado uma terça-feira&#8230; no entanto, devo dizer que hoje é por um motivo especial.</p>



<p>Há exatamente um ano atrás, eu estava lançando a primeira edição da revista Trama: Arte, Cultura e Criatividade, pela Bodoque. Para falar a verdade, talvez tenha sido o início mais despretensioso de todas as iniciativas que já realizei pelo atelier (hoje, instituição cultural). Me lembro como se fosse hoje, das motivações iniciais que me inquietaram e me impeliram a implementar esse projeto. Na ocasião, uma frustração crescente acompanhava a escalada dos ataques à cultura na esfera política, sobretudo no que diz respeito a governança nacional. Posso dizer, com tranquilidade, que apesar do desânimo à época, sempre acreditei na mobilização e na integração social para conquistar força e coesão na defesa de suas pautas. No meu caso, a defesa da Cultura e das Artes como campo do conhecimento.&nbsp;</p>



<p>Essa motivação integradora sempre foi o combustível principal de minhas atividades. Desde o início de minha carreira como trabalhador da cultura, busquei encontrar caminhos para que essa mobilização encontrasse solo fértil para florescer. Por outro lado, devo dizer também que essa luta sempre me pareceu muito solitária, e que os esforços para unir os fios no campo das artes, aqui em Juiz de Fora, encontravam diversas barreiras. Confesso que, diante do ego artístico somado à dificuldade de alinhar objetivos em comum, o sonho de criar perspectivas mais solidárias e capazes de estabelecer estruturas mais colaborativas de trabalho, muitas vezes, me pareceu perda de tempo.&nbsp;</p>



<p>Mas nessa caminhada, conheci muitos artistas, intelectuais e trabalhadores da cultura comprometidos com seus projetos, que se doaram para iniciativas coletivas propostas por suas próprias instituições, pela Bodoque, ou por outras instituições culturais públicas da cidade, como o Museu de Arte Murilo Mendes ou Memorial da República Presidente Itamar Franco. Além disso, em tantas outras iniciativas também tive a oportunidade de acompanhar como observador, ou de atuar como coadjuvante, emprestando minha força de trabalho em prol do beneficio comum e da valorização da Cultura, como os demais integrantes.</p>



<p>Embora muitas dessas empreitadas tivessem logrado êxito, ainda me sentia frustrado com a falta de estruturas e movimentos que pudessem efetivamente criar uma rotina colaborativa de ações artísticas em prol da valoração da arte e dos profissionais da cultura em caráter permanente. E é por isso que acordei pensativo e distante no dia de hoje.&nbsp;</p>



<p>Passado um ano da primeira edição da revista que fundei os alicerces, fico impactado ao ver que uma construção suntuosa e imponente se ergueu. Não por minhas próprias mãos. Sua arquitetura só foi possível porque a proposta foi bem sucedida em sua missão de busca por integração. Logo, diferentemente das primeiras edições, (em que eu virava noites trabalhando para engajar artistas a cederem suas contribuições, editando, revisando, criando as artes e toda a identidade visual, bem como a questão técnica da plataforma digital), hoje, sete pessoas emprestam sua força de trabalho e suas identidades voluntariamente para a permanência do projeto, além de centenas de artistas, intelectuais e trabalhadores da cultura em geral que enviam suas contribuições para a revista fortalecer a revista.&nbsp;</p>



<p>Assim, diferente da perspectiva caseira e provinciana das primeiras prospecções, hoje podemos fazer contatos institucionais com a autoridade de quem faz um trabalho de excelência, dando o máximo de seu potencial. E essa determinação e suor do trabalho, ela é observável na delicadeza e no cuidado de cada nova edição que vai ao ar.&nbsp;</p>



<p>Hoje, com quase 500 contribuições disponíveis para consulta e pesquisa na plataforma da revista Trama, percebo que o meu sonho de integração nunca foi solitário. Percebo que nossa luta diária para proporcionar um espaço de diálogo acessível, democrático, inclusivo, representativo, e, sobretudo, comprometido com a defesa da importância da arte e da cultura, carrega muitas vitórias coletivas. Isso porque <strong>a arte e a cultura são sim responsáveis pela transformação de olhares, para a ascensão social e econômica e para construção de uma sociedade mais justa, mais digna, mais verdadeira e plural</strong>.</p>



<p>Agradeço com o coração cheio de alegria, meu irmão Henrique, o Kariston, à Carol Stabenow, o Pedro, a Carol Cadi, a Deborah e a Lorraine, por acreditarem na potência da revista e no cumprimento de sua missão através dos seus esforços de trabalho. Agradeço à minha esposa Poliana, por suportar os domingos em que estive e estarei ausente, comprometido com a empreitada. Quero agradecer a cada autor que se solidarizou com a nossa causa, e contribuiu pra construção do nosso acervo de edições. E agradeço a você leitor, que acolheu a Trama aos domingos como fonte de informação e conhecimento. É isso o que faz com que tenhamos a plena sensação de que estamos realmente fazendo alguma diferença através desse projeto, transformando vidas e olhares através da força da Cultura.</p>



<p>E por falar em mudança de olhar, gostaria de completar dizendo que eu também já não sou mais o mesmo. Estou 50 edições à frente de mim, porque, no ímpeto de transformar olhares através da Trama, quem teve o olhar transformado fui eu.&nbsp;</p>



<p>Que tenhamos mais cinquenta anos tramando! Que sejamos grandes, fortes e unidos pelo amor à vida, às artes e à liberdade!</p>



<p> <strong>Viva a Trama viva de nossas vidas!</strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:28% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><p style="font-size:17px"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco, Museu de Arte Murilo Mendes e é fundador da Bodoque Artes e ofícios e da Revista Trama.</p></p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria: Artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.twitter.com/stabenowcaroli"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f4e77-galeriacarol4.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10520" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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		<title>O Fazer artístico na Encadernação</title>
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		<pubDate>Sun, 30 Jun 2019 20:07:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 003]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Bodoque artes e ofícios]]></category>
		<category><![CDATA[caderno artesanal]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[encadernação]]></category>
		<category><![CDATA[processo criativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Bodoque Artes & ofícios Quem acompanha nosso trabalho, é artista ou tem amigos artistas, sabe que o ato criador transita – em muitos casos – entre o rigor técnico e os infindos caminhos conceituais que podem ser abordados. Todas as etapas do processo criativo caminham para transformar um amontoado de materiais em uma proposição … </p>
<p class="link-more"><a href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/06/30/o-fazer-artistico-na-encadernacao/" class="more-link">Leia mais<span class="screen-reader-text"> "O Fazer artístico na Encadernação"</span></a></p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>por: Bodoque Artes &amp; ofícios</p>



<p class="has-drop-cap">Quem acompanha nosso trabalho, é artista ou tem amigos artistas, sabe que o ato criador transita &#8211; em muitos casos &#8211; entre o rigor técnico e os infindos caminhos conceituais que podem ser abordados. Todas as etapas do processo criativo caminham para transformar um amontoado de materiais em uma proposição artística eloquente. </p>



<p>No caso da encadernação não é diferente. Nosso atelier surgiu com a proposta de utilizar o caderno como suporte para criação artística, o que nos apresenta um tremendo desafio: explorar de maneira consciente e corajosa, os limites dos conceitos de encadernação/caderno e o que pode vir a ser uma obra de arte.</p>



<p>Abaixo você pode conferir uma de nossas pesquisas em Artes visuais sobre o caderno. A arte da capa da encadernação foi feita inspirada nas obras da artista Fayga Ostower, que teve por meio de sua produção artística uma importante presença no cenário das artes no Brasil, deixando relevante contribuição.</p>



<p>Confira clicando <a href="https://www.youtube.com/watch?v=05vzxs-NooQ&amp;t=37s">aqui!</a></p>



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		<title>Biografia: Henri Cartier Bresson</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 06 Jun 2019 16:19:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 001]]></category>
		<category><![CDATA[artes]]></category>
		<category><![CDATA[artista]]></category>
		<category><![CDATA[biografia]]></category>
		<category><![CDATA[Bodoque artes e ofícios]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">http://bodoqueonline.art.blog/?p=33</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/06/henri_cartier_bresson_bicycle.jpg?resize=792%2C530&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34" width="792" height="530" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/06/henri_cartier_bresson_bicycle.jpg?w=828&amp;ssl=1 828w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/06/henri_cartier_bresson_bicycle.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/06/henri_cartier_bresson_bicycle.jpg?resize=768%2C515&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 792px) 100vw, 792px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p><em>por: Frederico Lopes</em></p>



<p></p>



<p class="has-drop-cap">Henri&nbsp;Cartier&nbsp;Bresson é considerado por muitos críticos e profissionais do campo das Artes como o pai do fotojornalismo e um dos fotógrafos mais influentes do século XX.&nbsp;Nascido na França em 1908, sua família possuía uma empresa no ramo têxtil e ainda menino recebeu como presente uma câmera&nbsp;<em>Box&nbsp;</em><em>Brownie</em><em>,&nbsp;</em>que foi para ele como um divisor de aguas, marcando sua vida de uma vez por todas. A partir&nbsp;dai, Bresson tornou-se um amante fiel à arte da fotografia e logo passou a experimentar outras câmeras, técnicas e possibilidades.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/06/henri-cartier-bresson.jpg?resize=566%2C836&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-74" width="566" height="836" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/06/henri-cartier-bresson.jpg?w=731&amp;ssl=1 731w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/06/henri-cartier-bresson.jpg?resize=203%2C300&amp;ssl=1 203w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/06/henri-cartier-bresson.jpg?resize=693%2C1024&amp;ssl=1 693w" sizes="(max-width: 566px) 100vw, 566px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Nesse sentido,&nbsp;Cartier&nbsp;Bresson&nbsp;enveredou-se rumo ao fotojornalismo e&nbsp;foi um&nbsp;profissional&nbsp;extremamente importante para o&nbsp;mesmo, mas se tornou famoso de fato por retratar eventos corriqueiros do dia-a-dia, principalmente entre 1930 &#8211; 1960, pois,&nbsp;o fez com tamanha sensibilidade e competência que&nbsp;é de fato um dos fotógrafos mais influentes do mundo cuja obra, apesar de não ser considerada tecnicamente por muito perfeita, são de uma genuína beleza.&nbsp;</p>



<p>O fotografo foi muito influenciado pelos trabalhos do húngaro André&nbsp;Kértsz&nbsp;e pela produção de&nbsp;Artes Plásticas da época, chegando inclusive a ingressar em um curso de Artes em um estúdio parisiense.&nbsp;</p>



<p>Após a segunda grande guerra, Bresson criou a famosa agência fotográfica:&nbsp;<em>Magnum</em><em>,&nbsp;</em>em parceria com&nbsp;Bill&nbsp;Vandivert, Robert Capa, George&nbsp;Rodger&nbsp;e David Seymour. Nesta época, suas produções se tornam mais requintadas, publicando fotos celebres nas revistas&nbsp;<em>Life, Vogue e&nbsp;</em><em>Harper’s</em><em>&nbsp;</em><em>Bazaar</em>. Foi ainda o fotografo europeu pioneiro na revelação do universo cotidiano da União Soviética em pleno regime comunista, com autorização para tal feito naturalmente em 1954 depois da morte de Stalin.&nbsp;</p>



<p>Seu trabalho influenciou toda uma geração de fotógrafos que viram em sua obra um olhar singelo que transpira verdade, flagrando as manifestações mais espontâneas dos sentimentos inerentes ao homem, ainda que tais sentimentos estejam submergidos em uma densa camada de cotidiano.&nbsp;</p>



<p>Henri&nbsp;Cartier&nbsp;Bresson cria em 2000 uma fundação morre em 2004, aos 95 anos, na Provença em seu país natal.&nbsp;</p>
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