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	<title>Arquivos Coronavírus - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>CHEGUEI EM CASA, SEU MOÇO!</title>
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		<pubDate>Sun, 29 Nov 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 073]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Sérgio Augusto Vicente</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8220;Ai! Ai! Finalmente, cheguei em casa, moço!&#8221; Olhei espantado para o prédio ao lado da calçada pela qual passava na Avenida Rio Branco, enquanto via um ser misterioso se dirigir a mim com essas palavras. Um prédio imponente, portaria 24 horas, ampla garagem. Jardim na frente. Idosos tomando sol atrás das grades.</p>



<p>&#8220;Ai! Ai! Finalmente, cheguei em casa, moço!&#8221; Trânsito frenético. Transeuntes com máscaras no nariz, outros com máscara no queixo e alguns com máscaras invisíveis na cara, desfrutando a brisa puramente poluída de nossa urbe interiorana.</p>



<p>&#8220;Ai! Ai! Finalmente, cheguei em casa, moço!&#8221; Na porta da loja de cosméticos, fila para comprar&#8230; cosméticos. Na esquina, um grupo ria descontraidamente, com tapinhas nas costas e olho no olho. Metade com máscara, outra metade sem.</p>



<p>&#8220;Ai! Ai! Finalmente, cheguei em casa, moço!&#8221; A essa altura, o prédio a que me referi há pouco, já estava relativamente distante.</p>



<p>&#8220;Ai! Ai! Finalmente, cheguei em casa, moço!&#8221; Aquela voz se repetia insistentemente na minha cabeça.</p>



<p>&#8220;Ai! Ai! Finalmente, cheguei em casa, moço!&#8221; Entro na padaria pra&#8230; comprar pão. Caminho no sentido de casa. Ando alguns metros apressadamente. Reduzo a velocidade dos passos. Andar com máscara me deixa mais ofegante. Abro a porta do prédio, passo álcool em gel nas mãos. Entro no elevador, saio do elevador, passo álcool nas mãos. Abro a mochila, pego a chave, abro a porta, tiro o sapato, deixo-o ao lado da porta, onde fica um pano com solução de água sanitária. Tiro a roupa, isolo-a num saco plástico, tomo banho, higienizo mochila, celular, carteira e o cantinho da mesa onde estavam os objetos pessoais. Despejo os pães dentro de um pote plástico e descarto a embalagem. Higienizo as mãos novamente. Nunca se sabe onde o inimigo invisível a olho nu está.</p>



<p>Estava com fome, mas a exaustão era maior. Preferi deitar um pouquinho. &#8220;Ai! Ai! Finalmente, cheguei em casa!&#8221;</p>



<p>De repente, me pego sonhando: &#8220;Ai! Ai! Finalmente, cheguei em casa, moço!&#8221; Aquela voz volta a ressoar. De quem é essa bendita voz, afinal? Era daquele moço desconhecido. Isso mesmo! Desconhecido&#8230; Mas já posso adiantar que a voz que até no sonho me ressoa não era de nenhum dos moradores daquela confortável propriedade privada cercada de grades e câmeras por todos os lados. Era a de um homem sujo, mal-cheiroso, desdentado, com fome, que sentava em sua caixa de papelão para “descansar” no passeio público, bem ao lado do portão do condomínio. Percebi uma certa ironia naquela fala. Talvez porque ainda houvesse alguma dose de consciência humana naquele corpo maltratado.</p>



<p>&#8220;Ai! Ai! Finalmente, cheguei em casa!&#8221; Podia eu simplesmente dizer isso, como o fiz, assim como o fazem aqueles que todos os dias saem exaustos de sua pesada rotina de trabalho. Levantei, tomei café. Comi, comi, comi. O estômago pesou, mas não me senti saciado&#8230;</p>



<p>Os inimigos invisíveis rondam por aí: o vírus, a desigualdade social e o embrutecimento humano. O vírus, julgam não existir, porque não se pode vê-lo a olho nu. A desigualdade social, julgam que é problema do indivíduo. Cada um que trabalhe e ascenda por meio de seus próprios esforços. E por último, o embrutecimento humano, o mais invisível deles e a causa de todos os males, segue em ritmo galopante.</p>



<p>O homem que finge acreditar ter chegado à sua casa, também membro da espécie humana e habitante desse mesmo planeta, embora empurrado cada vez mais para a &#8220;borda&#8221; terrestre, infelizmente, não pode contar com as mãos infinitamente sujas, porém &#8220;invisíveis&#8221; do mercado.</p>



<p>Muitos, enquanto isso, habitando, armados, inseguros, vigilantes e temerosos, os lugares que pagam o direito de usar, fantasiam e imaginam a segurança da fortaleza de seus castelos de papel, fingindo dividir seu mundo entre os lados de dentro e de fora. Para os problemas complexos, simples solução: para ladrão, portaria e revólver; pra pobreza, a fome, a peste, o genocídio. E pro vírus&#8230;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong> é bacharel, licenciado, mestre e doutorando em História pela UFJF. Dedica-se ao estudo da história social da cultura no Brasil, abrangendo temas como trajetórias individuais e de grupos, sociabilidades, associativismo, história intelectual, história social da literatura, acervos documental e bibliográfico, patrimônio cultural, memória e educação. Professor de História e historiador. Atualmente, trabalha no Museu Mariano Procópio (Juiz de Fora – MG).</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Crônica de um hipocondríaco em meio à crise</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Nov 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 072]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Hipocondria]]></category>
		<category><![CDATA[Matheus Mendes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Matheus Mendes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Antes de começar, seria preciso dizer que isso não é exatamente uma crônica, mas sim um diário &#8211; embora crônicas e diários íntimos tenham curiosamente se misturado nesses dias. Seria preciso dizer, também, que isso não é um diário de verdade, porque eu não escrevo diários. Sou preguiçoso e desinteressante. Meus dias se resumiriam a duas linhas: “hoje acordei cansado. Tomei café. Almocei e, depois de lavar as louças, liguei a tevê e assim fiquei até que meus olhos ardessem. Quando vi, já eram nove horas da noite.” Assim, se digo que se trata de um diário, é porque me falta a habilidade necessária para escrever uma crônica. A forma crua do diário, pelo menos, reduz as exigências de estilo e engenho, porque não se escreve para ninguém (pelo menos, não aparentemente). Um diário, nesse sentido, foi a forma que encontrei para reduzir as preocupações delirantes que envolvem normalmente a arte literária. E, ao final, acabei percebendo que escrevera uma crônica, o que não deixa de ser interessante. Enfim.</p>



<p> O fato mesmo é que, como muitos de nós, eu estou só há um mês. Ou melhor, estou trancado em casa, eu e minha mãe, sem a perspectiva de ver qualquer outra pessoa. Nem o resto da família, nem amigos, nem namorada (a qual vejo de mês em mês, pois moramos em cidades diferentes). Na realidade, estou assim há sete meses, agora me dou conta. O mundo lá fora parece apenas uma bela imagem para a proteção da tela de um computador.</p>



<p>Eventualmente, preciso sair e ir à rua. Mas, quando isso acontece, é de uma forma tão rápida que parece não ter ocorrido. Eu saio de casa, tomo o rumo de meu destino e não me ligo a nada que possa me interessar no meio do caminho. Assim, quando volto, parece que não saí; mas, sim, que me teletransportei de um ponto ao outro dessa cidade, e que a carga de nervosismo adquirida no caminho por ver que a maior parte da gente se lixa para o que ocorre é o efeito colateral da minha mágica locomoção. E é então que, depois de retirar a máscara, higienizar tudo o que comprei na rua com doses excessivas de álcool, lavar as mãos milimetricamente por vinte segundos, retirar a roupa e ir praticamente nu para o banheiro, ligo o chuveiro e posso tomar banho &#8211; o que é parte essencial para retirar os possíveis coronavírus instalados em meus cabelos (os quais, aliás, só crescem, porque a barbearia é um desses lugares terminantemente proibidos pra mim).</p>



<p>Então, aí, já percebo que minha respiração retorna a ritmos menos sincopados e se torna mais eficiente. Em pouco tempo, já me sinto melhor, porque me sinto protegido. Sinto-me melhor porque a casa se tornou o lugar mais seguro nesses últimos meses. A rua, que nós, brasileiros, tanto amamos, se antes era perigosa pela possibilidade sempre presente da violência urbana, agora representa o lugar dessa ameaça ominosa de um vírus desconhecido. Ele pode estar em qualquer lugar; logo, ele está em toda parte. Pelo menos é assim que enxergo, em parte por compartilhar dessa condição levemente situada entre a paranoia e a histeria a que chamamos de hipocondria e, em parte, por ser metade verdade. Porque se o vírus é algo que não se vê e se é algo de que não se tem conhecimento algum, a única forma de falar sobre isso é paranoicamente, não é mesmo? Caso o contrário, deve se calar até que a ciência supere o estado de paranoia que governa a sua iniciativa &#8211; o que, normalmente, ninguém faz. Mas confesso que a hipocondria agrava a minha situação.</p>



<p class="has-text-align-center">(Evidentemente)</p>



<p>Dois dias depois da minha saída, começo a manifestar exatamente todos os sintomas da covid e, por mais que eu tenha consciência de que tais sintomas são criações da minha cabeça (porque eu claramente havia tomado mais que todos os cuidados), não abro mão de me queixar com figuras que, ou representam uma autoridade médica, ou uma instância afetiva, como bem sabe minha namorada e família. Mas não é possível evitar, não consigo. Não se trata de uma escolha. De repente, quando vejo, já enviei dez mensagens pelo <em>whatsapp</em>.</p>



<p>No outro dia, como deve de ser, já não há mais sintomas, porque afortunadamente essas pessoas receberam-me bem. Às vezes com ceticismo, mas bem. E, no fundo, o que desejo como hipocondríaco é que alguém dê um contorno a esse sentimento difuso que sinto no corpo, esse sentimento patogenicamente prometeico que possui a estranha capacidade de se transformar nas mais exóticas doenças.</p>



<p>As pessoas costumam menosprezar as queixas dos hipocondríacos; muitas vezes, desconhecendo essa condição que é bem comum na maior parte da população, mas que não deixa de gerar sofrimento e de levar a ações realmente arriscadas, como tomar remédios sem receita, ou ir à hospitais sem necessidade – o que, hoje em dia, pode aumentar nossa exposição ao coronavírus. De qualquer forma, o menosprezo só acentua a queixa. Então, se o objetivo é se livrar de um hipocondríaco, apenas o ouça: é simples.</p>



<p>No meu caso, com sorte, ficarei mais um tempo sem sair &#8211; o que, se é ruim para minha saúde afetiva, livra-me por algum tempo da dúvida hipocondríaca. </p>



<p>(Quer dizer, isso se não começo a simular infartos por estar demasiadamente sedentário).</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Matheus Mendes </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é mestre em Ciência Política pelo Instituto de Estudos Sociais e Políticos da UERJ e leitor contumaz de ficção.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/8f5b0-begaleria8-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10819" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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		<title>Editorial &#8211; Ninguém aguenta mais falar de Coronavírus</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/10/04/editorial-ninguem-aguenta-mais-falar-de-coronavirus/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Oct 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 065]]></category>
		<category><![CDATA[Artigo]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[Editorial]]></category>
		<category><![CDATA[Jornalismo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=12242</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Carol Cadinelli</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-left">Falar ou não falar sobre o Coronavírus: eis a questão.</p>



<p>Bem, a pandemia não é notícia nova. Para mim, já são seis meses e meio de quarentena-na-medida-do-possível &#8211; que, no meu caso, é bem mais que o possível para a maioria da população; para uma galera, já são bem mais.</p>



<p>As notícias sobre vacinas, discussões sobre tratamentos possíveis, informações sobre medidas políticas e individuais para a prevenção de contágio, essas também já não são novidade; mesmo as notícias novas, sobre avanços no desenvolvimento das vacinas, já chegam velhas aos nossos ouvidos. Tudo parece igual, e parece que nunca vai acabar &#8211; ou que já acabou.</p>



<p>Pois bem. Ainda não acabou, não, essa tal de quarentena. A gente ainda deveria estar em casa tanto quanto possível; usando máscara nas poucas vezes que sai; passando álcool gel nas mãos, e higienizando tudo que é superfície; mantendo distância. Mas em vários lugares, é como se tivesse acabado. </p>



<p>Vou contar dos locais em que vivo: </p>



<p>Em Juiz de Fora, os bares já estão abertos; e vocês não imaginam a minha surpresa no sábado passado, ao finalmente levar minha cachorra pra passear na pracinha (depois de muito relutar) &#8211; eu toda cheia de dedos, máscara e distanciamento -, vendo o nível de lotação das mesas do tradicional Bar du Leo. Depois da surpresa, veio a inveja de quem estava ali, tomando uma geladinha, comendo o melhor pastel da cidade, com tranquilidade. Em outros contextos, vejo os amigos falando de tomar uma caip ali no Rise, como costumávamos fazer todas as quintas-feiras. Tudo bem que ninguém aguenta mais ficar presa (eu inclusa) e que os bares estão tomando suas medidas de segurança. Mas queria, eu, me sentir segura pra essas coisas. </p>



<p>Em Guarulhos, o forró no Bar do Vandeko embalava as minhas noites em casa de quarta a domingo. Ir ao supermercado demandava uso de máscara; mas só, também. De resto, todo mundo de cara livre &#8211; o que me faz questionar como a minha sogra anda conseguindo vender as tantas máscaras que produz. As conduções para e de São Paulo, cheias. As tabacarias do Alvorada, cheias também. </p>



<p>A questão é que, independente do que as pessoas andam fazendo, as notícias permanecem as mesmas: &#8216;Brasil chega a 5 milhões de casos do COVID&#8217;; &#8216;Já são quase 150 mil mortes por Coronavírus no Brasil&#8217;; &#8216;Ministério da Saúde permanece sem ministro&#8217;; &#8216;A vacina inglesa continua em fase de testes&#8217;; &#8216;Tratamentos experimentais continuam sendo aplicados em pacientes com Coronavírus&#8217;. Na verdade, existem umas diferenças dessas manchetes que eu tirei de trás da minha orelha para as manchetes reais: elas continuam chamando o COVID de &#8220;Novo Coronavírus&#8221;. Mas novo pra quem, gente? Já estamos em outubro, e embarcadas nessa onda desde fevereiro. Presas em casa desde março. A gente não aguenta mais falar de COVID. </p>



<p>Mas se não falamos, estamos sendo omissas. Se não falamos, é como se tivesse acabado, e todos pudéssemos retomar nossas rotinas pré-pandêmicas &#8211; o que já vem ocorrendo na maioria dos locais, para preocupação daqueles que ainda buscam se proteger, proteger aos seus, e das autoridades de saúde em geral [não vamos entrar aqui nos específicos relacionados às opiniões de vocês-sabem-quem].</p>



<p>Tenho motivos para acreditar que o desejo mais honesto da maioria de nós, jornalistas, nesse momento, é poder não falar nunca mais sobre o Coronavírus. Mas enquanto jornalistas, não podemos nos dar ao luxo de ficarmos omissas diante de uma situação que coloca em risco as vidas de milhões de pessoas &#8211; ainda que ninguém mais aguente falar disso, inclusive nós. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz, atua e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama e escritora nas horas vagas.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
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		<title>O mundo acabou, pelo menos como o conhecemos.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 038]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[papa]]></category>
		<category><![CDATA[Urbi et Orbis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Um dia vamos nos dar conta que o mundo acabou de vez dessa vez. Muito além de tantas vidas que findaram e tantas outras ameaçadas, nossos sistemas políticos, econômicos e modos de vida acabaram. Nossos hábitos mais corriqueiros. Nossos ódios e amores mais banais. Nosso dia-a-dia atribulado, com cada mínima janela de tempo preenchida com trabalho ou atividades, foi bruscamente interrompido. Fomos obrigados a parar. Em breve veremos que essa ruptura <strong>estilhaçou a maneira como nos sustentamos em nossas máscaras sociais.</strong></p>



<p>Nesse momento em que nossas crenças são colocadas em xeque. Onde os fatos não importam tanto quanto as narrativas que podemos construir sobre eles. Em dias onde a solidão não pode ser adiada por aplicativos, nós ainda tentamos nos apegar ao que é parco, banal e pueiril. Muitos de nós ainda estão tentando fazer as mesmas coisas, esperando os mesmos resultados, como se houvesse alguma possibilidade de voltar no tempo. Sinto dizer, mas não há. </p>



<p>Sozinhos em nossos claustros, no vazio das redes sociais, o essencial, (invisível aos olhos), marca presença constante e incomoda de maneira angustiante. Nem os vídeos de gatinho podem mais nos distrair.  </p>



<p>Em uma praça São Pedro escura, sob chuva e completamente vazia, o Papa Francisco, solitário, iniciou a oração <em>Urbi et Orbis</em> (para a cidade e o mundo). Esse ritual é reservado para a Páscoa e para o Natal, concedendo indulgência plenária aos fiéis que tenham se confessado, comungado e não cometido pecado mortal, além de dar a bênção do Santíssimo. </p>



<p>Todas as nossas vaidades, soberbas e iniquidades foram golpeadas junto com a o silencio estarrecedor durante a cerimônia do Papa. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/b66bc-image-13.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8590" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/a1b7e-image-12.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8589" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/9fa4c-image-14.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8591" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Bolsonaro, acabou. Você não é Presidente mais.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Mar 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 037]]></category>
		<category><![CDATA[Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Carta aberta]]></category>
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		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/22/bolsonaro-acabou-voce-nao-e-presidente-mais/">Bolsonaro, acabou. Você não é Presidente mais.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Carta aberta</p>



<p>Ao Exmo. Senhor Presidente da República Federativa do Brasil</p>



<p>Digníssimo Presidente da República, em primeiro lugar, gostaria que soubesse que uso esse pronome de tratamento cordialmente devido a importância do cargo de chefe de Estado, e não em respeito à sua pessoa.</p>



<p>Nesse exato momento, o país se prepara para sofrer um dos maiores golpes da sua história nos campos da saúde pública, política e economia. O avanço da COVID-19 promete mudar não só o Brasil mas o mundo como conhecemos em um futuro próximo. Tal ruptura é inevitável. Acontece que, na fila de países que estão diante dessa inevitável mudança, enfrentando essa pandemia, nós não ocupávamos o primeiro lugar. Nem o segundo ou o terceiro. Tivemos tempo pra observar como a doença se proliferou na China, (segunda maior potência mundial), Coréia do Sul, na Itália, Australia, Estados Unidos e outros países da Europa.&nbsp;</p>



<p>Conectados como nunca, acompanhamos diariamente as medidas tomadas localmente e o tom de alerta com que as outras nações denunciavam o fenômeno em seu território. Para completar, ao confirmarmos o primeiro caso em terras tupiniquins, <strong>não foi preciso mais do que 48h para que uma equipe de pesquisadoras brilhantes, conseguisse sequenciar o genoma do vírus (aquelas que você cortou as bolsas, lembra?).</strong> Isso sem contar que, a partir daí, grandes especialistas, (que dedicaram toda sua vida na construção de uma carreira sólida na área da saúde e pesquisa científica), alertaram inúmeras vezes para o perigo que se aproximava. Mas você não os ouviu. Você nunca ouve ninguém além dos patetas aos quais chama de filhos, a claque de políticos e asseclas que o rodeiam ou o seu próprio ego, sempre ferido.</p>



<p>Entretanto, suas declarações têm me preocupado mais do que o normal. Não que isso seja uma novidade, claro, afinal de contas, é de conhecimento público suas falas racistas, misógenas, homofóbicas e criminosas &#8211; como quando disse que, caso se tornasse  presidente, no dia seguinte fecharia o Congresso, (Algo que ainda não tirou de vista não é verdade?). Inclusive elas estão todas disponíveis na internet, para quem tiver estômago para assistir.</p>



<p>Enfim, desde a década de 1990, seja na câmara dos deputados ou no programa da Luciana Gimenez ao lado da Geisy Arruda e da Thammy Gretchen, sua fama de falastrão é atestada em todo território nacional. O problema agora é que, temos um fator que representa enorme diferença nessa conta, e envolve pessoas além de mim e de seus opositores. Temo dizer que seu fã-clube pessoal, (carinhosamente apelidado de gado), está debandado para outros pastos. A mim me parecem igualmente insatisfeitos com você.</p>



<p>Nos últimos dias, cada vez mais as informações passadas por vossa excelência se distanciam da realidade. E essa distância é cada vez mais percebida pela sua pequena parcela do povo. <strong>Aparentemente seu terraplanismo ideológico parece ter, finalmente, saído do armário para eles.</strong> Digo isso porque o caráter negacionista de suas afirmações diante de uma doença tão grave, além das constantes mentiras e tentativas de mobilizar as pessoas umas contra as outras, estão ruindo diariamente, diante da ameaça em comum. Podemos ouvir, novamente o som estridente das panelas reluzindo quase todas as noites. Dessa vez para você. E mesmo assim, ciente dessa situação, do alto de sua farta ignorância (da qual parece se orgulhar), você insiste em manter os velhos hábitos e os ataques  e mentiras corriqueiras.</p>



<p><strong>Diz a sabedoria popular que os tempos de crise expõem o pior e o melhor de cada indivíduo</strong>. Por este motivo, é comum, nesses momentos, observar mudanças radicais de comportamento em diferentes pessoas. Alguns, considerados sempre amáveis e cordiais, se mostram falsos e traiçoeiros. Outros, tidos como mal caráter ou inconsequentes, se revelam solidários e prestativos. <strong>Já você continua exatamente do mesmo jeito.</strong> Com ou sem crise, sendo um Zé ninguém ou o Presidente da República Federativa do Brasil, sua arrogância, egoísmo e anseio por vingança, o mantém afogado na vaidade, (triste fardo que carrega, tamanha sua prepotente insignificância). </p>



<p><strong>O que precisamos agora é de coesão social Presidente.</strong> Precisamos de alguém com a envergadura moral que você não tem, e que não se esconda atrás de discursos antí-comunistas fajutos. Presisamos de um Presidente que se apresente ao serviço de forma inteligente e competente. Duas qualidades que, infelizmente, você não tem.</p>



<p>Digo, ainda, que acho realmente um pena você demonstrar, cada dia mais, ser inepto, ignorante e despreparado. <strong>Pobre do país que elegeu um governante que escolheu ser vulnerável diante de uma pandemia sem precedentes na história recente da humanidade.</strong></p>



<p>De todo modo, queria só deixar registrado que <strong>vamos sair dessa. </strong>Não graças ao seu esforço, claro. Mas graças ao povo brasileiro, que entre erros e acertos, se mostra solidário e altruísta com seus pares, e aos poucos, reage ao impacto da grande ficha que acabou de cair. Em outras palavras: Bolsonaro, acabou. Você não é Presidente mais. Precisa desistir.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>COVID-19: de gênio e tolo, todo mundo tem um pouco</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/15/covid-19-de-genio-e-tolo-todo-mundo-tem-um-pouco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 036]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/15/covid-19-de-genio-e-tolo-todo-mundo-tem-um-pouco/">COVID-19: de gênio e tolo, todo mundo tem um pouco</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Essa não é a primeira epidemia da história da humanidade. Certamente também não será a última. Peste Negra (de 1333 a 1351), Cólera (de 1817 a 1824), Tuberculose (de 1850 a 1950), Varíola (de 1896 a 1980), Gripe Espanhola (de 1918 a 1919), TIFO (de 1918 a 1922), Febre Amarela (1960 a 1962), além do Sarampo, Malária, AIDS e Ebola, assolaram a humanidade e colocaram em teste nossos sistemas políticos, econômicos e sociais.</p>



<p>Entretanto, das epidemias modernas, como a SARS-COV (2002), a MERS-COV (2012), e o atual COVID-19, <strong>o sintoma que prevalece e preocupa é a desinformação.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Mundo politicamente estranho</h3>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Não é novidade que vivemos em uma era estranha e controversa. O avanço a passos largos de ideias políticas autoritárias ao redor do mundo, oferece risco aos avanços sociais conquistados e alimenta uma lógica beligerante e segregadora no tecido social.</p>



<p>Acontece que, se olharmos bem ao redor, podemos dizer que uma das principais estratégias deste modelo de dominação está no uso da  informação, ou na falta dela. Em outras <strong>palavras, desinformar se tornou a arma de guerra mais poderosa de todos os tempos.</strong></p>



<p>Devo admitir: o <em><strong>modus-operandi</strong></em> deste projeto é brilhante. É brilhante porque parte da percepção de que, ademais do <strong>fato em si</strong> ocorrido, <strong>as interpretações acerca de determinado evento, correm à revelia dos agentes envolvidos.</strong> Então, o que resta são relatos, (geralmente imprecisos), e as possibilidades de interpretação. É neste momento que uma gigantesca máquina de pseudo-notícias se torna responsável para levar aos leitores um volume inacreditável de informações falsas, ou meias verdades. E é deste modo que o estrago é feito. Ele é feito porque é sabido que cada pessoa, na busca diária por encontrar seu viés de confirmação, acaba encontrando o dado ou notícia que vai, finalmente, <strong>confirmar sua visão de mundo e lhe trazer conforto.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A máquina de desinformação</h3>



<p>Desse modo, podemos dizer que esse modelo atual tecnológico que utilizamos exaustivamente para trocar informações, favorece comportamentos cada vez mais polarizados e cristaliza ainda mais as convicções pessoais sobre política, economia, estética e moralidade. <strong>É assim que se institui o estado de insegurança social a partir do medo.</strong></p>



<p>E é por isso que estamos diante da epidemia que foi responsável evidenciar a profundidade das fissuras sociais que criamos. Porque, para cada dado estatístico, fato confirmado e estudo científico, <strong>haverá centenas de notícias e informações falsas supostamente confiáveis</strong>, geralmente partindo de pessoas que  gozam de certa credibilidade em nosso convívio social. É assim que surge a oportunidade de validar precárias visões de mundo, que se baseiam em interpretações imprecisas sobre os fatos e oferecem risco à humanidade. Nesse sentido, apesar de estarmos cientes de que não há motivo para paranóia ou obsessão com medidas restritivas,<strong> não podemos ignorar a proporção do problema que enfrentamos.</strong></p>



<p>Posto isso veja bem leitor: <strong>tivemos cerca de dois meses para observar o comportamento do COVID-19 pela China e Itália.</strong> Centenas de cientistas dedicados a encontrar soluções para a erradicação do vírus compartilham diariamente os resultados de suas pesquisas pra tentar evitar que a Pandemia se torne a mais bem sucedida da história recente da humanidade. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Sem pânico, mas esteja alerta</h3>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Não se apavore, mas não finja que nada está acontecendo. Desça de sua posição ceticista arrogante para enxergar o risco que estamos correndo. Informe-se através de fontes confiáveis. Se baseie em informações oficiais e respeite diretrizes internacionais de contenção do vírus. Dados recentes comprovam a eficácia do isolamento social e de medidas individuais como a higienização cuidadosa das mãos, tossir no cotovelo e evitar aglomerações.</p>



<p>Essa não é a pior epidemia da história, <strong>entretanto a maneira como lidamos com ela pode mostrar que tipo de epidemia nos tornamos. </strong>Porque é certo que todos nós vamos morrer um dia. Mas muitos não precisam morrer de Coronavírus. </p>



<p>Veja a eficácia do isolamento social, demonstrada pelo Dr Átila Iamarino (Biólogo, Doutor em microbiologia e virologista)</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Por que o CORONAVÍRUS pode parar a sua vida? #FiqueEmCasa" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/Y10vCOXxtds?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Veja como o isolamento social é a forma mais eficiente de se combater o vírus na matéria do Washington Post:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.washingtonpost.com/graphics/2020/world/corona-simulator/?itid=hp_hp-top-table-main_virus-simulator520pm%3Ahomepage%2Fstory-ans"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72014-captura-de-tela-2020-03-15-acc80s-17.45.32.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8454" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p>Acompanhe em tempo real os números oficias de contaminação ao redor do mundo:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://experience.arcgis.com/experience/685d0ace521648f8a5beeeee1b9125cd"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/71e5d-captura-de-tela-2020-03-15-acc80s-17.43.04.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8453" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Por que voltamos a ser afetados?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 031]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[China]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[doença]]></category>
		<category><![CDATA[economia mundial]]></category>
		<category><![CDATA[vírus]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Hélio Rocha</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/09/porque-voltamos-a-ser-afetados/">Por que voltamos a ser afetados?</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Aqueles um pouco mais velhos, recém passados dos trinta ou com um pouco mais, hão de lembrar de quando o Brasil quebrou duas vezes, nos anos 1990, primeiro em consequência da crise nos países emergentes asiáticos, como Coréia do Sul e nas áreas chinesas de economia capitalista, Taiwan, Macau e Hong Kong, e uma segunda quando a Argentina veio à sua pior bancarrota após a dolarização da economia. Na ocasião, por duas vezes o país teve que recorrer ao Fundo Monetário Internacional (FMI) e multiplicou sua já alta dívida externa, que só veio a ser paga em 2006 pelo ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva (PT, 2003-2010).</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Pois agora, depois de anos superando com suavidade as crises econômicas decorrentes de problemas nos países desenvolvidos ou vizinhos, o Brasil volta a sofrer com a conjuntura internacional, dessa vez com o coronavírus que já adoeceu mais de 30 mil pessoas e vitimou fatalmente quase 800. Não tanto pelas vidas perdidas, que não importam muito no capitalismo, mas mais pelo temor pela desaceleração da economia chinesa devido aos esforços estatais e privados pela contenção da disseminação do vírus, os mercados vêm abaixo há três semanas e inevitavelmente vão afetar a expectativa de crescimento do Brasil, que já estava relativamente baixa, em 2,5%.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Vale lembrar que esses 2,5% previstos por Governo e analistas, geralmente, não passam de iscas do mercado para o consumidor e os investidores mais modestos, ao lançarem um número mais alto que, ao longo do ano, vai se deteriorando com as intempéries da economia. Tudo afeta a economia, desde o prefeito eleito de uma grande cidade (e suas expectativas de privatização, por exemplo, que atraem mercados privados sedentos de novos negócios), até uma doença que se espalha num dos países dos quais o Brasil é maior exportador e importador. </p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Para onde vão a soja e os minérios brasileiros se os chineses estiverem investindo em pesquisa e remédios? Eis aí a questão, que é acompanhada de outras como de onde o Brasil vai tirar os seus microchips para montagem de peças e assessórios de informática.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Acontece que, se há muitos anos não vivíamos tão fortemente o impacto da economia internacional, por que estamos passando por isso agora? A resposta está na desindustrialização e no resfriamento do mercado interno, graças a incontáveis medidas adotadas desde o Governo Michel Temer (MDB, 2016-2018) que reatrelaram o Brasil de forma pouquíssimo soberana ao mercado internacional (privatizações, fragilização das leis do trabalho, etc). Sem produção e consumo internos, o país perde a sua principal âncora econômica, que o ajudou a passar por uma turbulência mais grave, por exemplo, em 2008.</p>



<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;A própria China está enfrentando a doença com canalização de esforços estatais e de sua indústria privada interna para construção de estruturas públicas (um hospital foi erguido em questão de dias) e recrutamento de profissionais e insumos de saúde com suporte do dinheiro do Estado. Ou seja, a segunda economia mundial só vai sobreviver graças à sua produção e mercado internos, e ainda pode salvar a economia dos países do terceiro mundo que lhe são dependentes, caso passe por esse problema rapidamente.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Não restam dúvidas de que, caso ocorresse no Brasil a epidemia do coronavirus, em tempos inclusive de esvaziamento do Sistema Único de Saúde (SUS), o Brasil ficaria de pires na mão à mercê de ajudas internacionais. O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) provavelmente soltaria sua pirotecnia a respeito de uma ajuda qualquer de Israel, mas na verdade sofreríamos porque estaríamos privados da ajuda de Cuba.</p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Hélio de Mendonça Rocha</strong></strong></strong></strong> </strong></strong></strong>é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b537e-fotos-carol-copy.jpg20-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6951" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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