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	<title>Arquivos Cuidado - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>CARTA CONVITE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Apr 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 085]]></category>
		<category><![CDATA[Claudia Castro]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Moreira Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Novos Rumos da Humanidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Juliana Moreira Alves</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>para Ana e Mari</em></p>



<p>A vida não está para poucas emoções.</p>



<p>Dizem que eu tenho facilidade em nomear o indizível, e, assim, faço aqui uma tentativa de dizer o que não está fácil dizer, e até o que não está fácil sentir; mais que nada, como um exercício para mim mesma de organizar e elaborar tantas informações, sensações e descobertas.</p>



<p>Esse longo período que estamos percorrendo &#8211; e que é diferente do que estamos acostumados &#8211; entristece imensamente, claro, pela carga de vidas perdidas que traz e por carregar um vírus sobre o qual não temos o menor controle. No entanto, tendo a acreditar que o que mais nos aflige é estarmos diante do fato de que temos agora novos rumos como humanidade. Parece que estamos mudando a nossa essência, e isso nos tira o chão.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/dde7c-claudia1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14939" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Ilustração: Claudia Castro</figcaption></figure>



<p>O chão pode ser o bar, pode ser a rua, pode ser o mar. Ainda bem que, este último, somente nos tiram muito de vez em quando &#8211; quando decidem que nem lá a gente pode entrar mais. E confesso que esse limite do “não mar” me aflige muito, dentre tantos outros. Mas, enfim, tentando aqui nomear coisas, sinto e reparo atenta, dentro de casa na maior parte do tempo, que o chão é outro. O chão é o afeto e a capacidade imensa de amar e de ter compaixão que nós temos como seres humanos que somos, e que temos somente por existir e estarmos aqui nesse momento.</p>



<p>Esse impulso interno imenso é o nosso chão, e isso, nem a impermanência de tudo e de todos consegue carregar. Às vezes, a gente até acha que a força se foi; mas não foi, não. Ela vem sendo é testada com toda força. É a força que desafia a força.</p>



<p>Os cabos de guerra vêm e vão a cada dia e, para estar lá, puxando a corda, a gente precisa estar cada vez mais bem nutridos e muito bem cuidados. Eu sou muito apaixonada pelo cuidado. Estar bem cuidado, na verdade, já inclui estar bem nutrido. Para mim, cuidar é curar. Se cuidar, cuidar de tudo e de todos que estão por perto. Digo por perto porque todos nós estamos sempre perto de algo ou de alguém e, se assim fazemos, todos nós, sem exceção, estaremos sempre bem cuidados. &nbsp;</p>



<p>Eu só escrevi aqui na revista uma única vez e foi sobre cuidar. Agora, de novo. O cuidado é sagrado. Inundar o universo com espaços para cuidar e ser cuidado é um convite que gostaria de fazer.</p>



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<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/dee1b-juliana-moreira-alves-e-claudia-castro.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14936 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Juliana Moreira Alves</strong></strong> é jornalista graduada pela Universidade Católica de Pernambuco e hoje atua na iniciativa privada, na área de investimento social com projetos de cultura.</p>



<p><strong>Claudia Castro</strong> é artista plástica e ilustradora. É carioca mas vive em Lisboa há dois anos, onde tem o Ateliê Semente. Seu trabalho pode ser visto no <a href="http://instagram.com/atelie_sementearte">Instagram</a>.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<hr class="wp-block-separator aligncenter is-style-wide" />



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<p></p>
</div></div>



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		<title>Sob o Holofote do Cuidado</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Sep 2019 21:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 013]]></category>
		<category><![CDATA[cariri]]></category>
		<category><![CDATA[Cuidado]]></category>
		<category><![CDATA[Fundação casa]]></category>
		<category><![CDATA[Juliana Moreira Alves]]></category>
		<category><![CDATA[Leonardo Boff]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Juliana Moreira Alves</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong><em>A essência humana, assim o viu a ancestral sabedoria dos mitos, reside mais no cuidado do que na razão e na vontade. </em></strong></p>



<p>A frase é do teólogo e filósofo brasileiro Leonardo Boff. Está na sua obra<em> Saber Cuidar. Ética do humano – compaixão pela terra, 1999.&nbsp;</em></p>



<p class="has-drop-cap">Desde 2003, pelo menos, esse livro mora em minha casa. Ele me foi emprestado na época por uma antiga terapeuta e acabou ficando por aqui. Ao longo desse tempo, já fui e voltei nele várias vezes, inclusive, sublinhei trechos e circulei &#8211; de lápis bem clarinho &#8211; , enfim, fiz coisas que nunca poderia ter feito no livro do outro. Acabei de me dar conta disso. Pode ser que lá no fundo eu já soubesse que ele nunca voltaria para a sua dona de origem, mas isso definitivamente não é uma boa justificativa.&nbsp;</p>



<p>Vexatório começar assim, pois o assunto é simplesmente o cuidado.</p>



<p style="background-color:#866200" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Pois bem, há alguns dias tive a sorte de poder assistir de corpo presente e escuta ativa a uma palestra do filósofo colombiano Bernardo Toro e, nessa mesma semana, pude também participar de uma conversa com Alemberg Quindins, criador da Fundação Casa Grande Memorial do Homem Kariri, um espaço cultural para crianças, que fica no sertão do Ceará.</p>



<p>Esses dois encontros que aconteceram em dias seguidos foram – inspiracionais na sua essência – como holofotes para mim. Holofotes dos postes da rua mesmo, com uma luz branca bem forte, que ilumina tanto que deixa a gente sem enxergar por um tempo. E foi esse intervalo, que fiquei sem enxergar, que foi dedicado às minhas próprias inquietações que estavam ali, meio pendentes, meio não, mas certamente a espera da luz branca, forte e que dá vertigem.</p>



<p>No centro das inquietações estava o cuidado que, não faz muito tempo, questionei se não estava obsessiva por ele, ou na dúvida mesmo sobre como ele pode integrar a vida diante desse tempo – da realidade atual. No entanto, esses dois senhores que ouvi dizem que eu não devo ter dúvidas e que a obsessão é necessária. Para complementar, um deles ainda menciona o cuidado como um conceito feminino. Eu acredito.</p>



<p style="background-color:#9a7100" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Tudo que existe deve ser cuidado. Estar atento é fundamental e não é sempre relaxante, pois o exercício da existência por si já é bastante vigoroso. O auto-cuidado, aliás, faz parte desse pacote e nos torna seres muito mais potentes e nutridos para nossas contribuições.&nbsp;</p>



<p>Quando volto ao trecho do livro do Leonardo Boff que iniciei o texto, enxergo a nossa sorte em relação a residência da essência humana. Faz sentido pra mim e acho bonito. Penso nas minhas escolhas até agora e nos espaços que ocupo e me fortaleço. Entre tantos assuntos eu escolhi profissionalmente colaborar com a cultura e a partir dela tenho a oportunidade de atuar sob o holofote do cuidado.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Juliana Moreira Alves</strong> é jornalista graduada pela Universidade Católica de Pernambuco e hoje atua na iniciativa privada, na área de investimento social com projetos de cultura.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#883900;text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Você pode ajudar a manter a Revista Trama seguindo a Bodoque no Instagram. Compartilhe com seus amigos! Ajude o projeto a continuar!</p>



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</div></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5f5c8-benki-pyiaco-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2027" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</p>
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