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	<title>Arquivos Dan Bilzerian - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Viver é etcétera</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jul 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 054]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Bilzerian]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gyovana Machado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Tradição, a grosso modo, diz respeito a 2 pressupostos antropológicos:&nbsp; 1. Pessoas são mortais; 2. Há uma demanda de nexo geracional passado pelo conhecimento.&nbsp; A&nbsp; raiz etimológica da palavra tradição no grego (<em>paradosis</em>) possui 2 sentidos: 1. Transmissão de práticas e/ou valores espirituais; 2. Conjunto de crenças. Transpondo essas informações iniciais para o ato e/ou forma na própria existência, nos deparamos com manifestações plurais da <em>tradição </em>no ato do viver, ou seja, da vida em movimento, da experiência como ação.&nbsp;</p>



<p>Em 1926, com o livro &#8220;<em>Israel: Its Life and Culture&#8221;, </em>o autor Johs Pedersen diagnosticou que, na cultura Israelita, a memória dentro da liturgia religiosa era um fator de grande relevância dado que, a instrumentalização do termo, teria como significado o <em>pensamento em ação. </em>O <em>lembrar</em>, dessa forma, se encontra num propósito maior da experiência humana, pois diz respeito ao encontro -ou contínua busca- da totalidade que, por sua vez, confere significado a experiência temporal inerente a todo ser humano. Pessoas são mortais.&nbsp;</p>



<p>Somada a essa análise, o autor indica que, em seus estudos sobre a presença do<em> lembrar</em> no Antigo Testamento, existe um vínculo com a expressão <em>pôr no coração/guardar no coração </em>o que, antropologicamente, destaca o coração como centro da atividade intelectual, como repositório da narrativa geracional conferida pelos antepassados; ao passo que é relacionado também ao coração, a característica da sensibilidade. Ou seja, nesse mesmo centro citado, coexistem a força da tradição e a sensibilidade. A olho nu, a sensibilidade pode nos soar como fragilidade, no entanto, a cultura Israelita potencializou a palavra para que ela atravessasse o tempo dentro da própria temporalidade de cada corpo. Nesse sentido, o lembrar é esperança e, o esquecer, destruição.&nbsp;</p>



<p>Seguindo numa reflexão daquilo que confere uma boa experiência com o viver -ou até mesmo o que o possibilita-, lembro me da ideia de <em>felicidade</em>. Para Aristóteles (filósofo grego durante o período clássico/ 385 a.C. &#8211; 323 a.C.) <em>felicidade</em> estaria ligado a diversos outros conceitos -tais como amizade e prazer- pois, segundo o filósofo, o homem direcionava as suas ações visando esse fim. Já Epicuro (filósofo grego do período helenístico/ 341 a.C. &#8211; 270 a.C.) diria que, a <em>felicidade</em>, se alcançaria pela ataraxia, ou seja, uma alma que não se perturba, onde há ausência de dor, inclusive física. Observe que, até o momento, existe um ponto de convergência entre as variáveis apresentadas que é a ideia de plenitude e, a busca por essa dentro do espaço temporal em que exercemos a vida, é rodeado de aspectos que nos desafiam, mas também encorajam. Viver é complexo. Para não só adoçar a experiência, mas também para me reconhecer nela, lanço mão da erudição ambientada pelo sertão de Guimarães Rosa.&nbsp;</p>



<p>&#8220;Sempre sei, realmente. Só o que eu quis, todo o tempo, o que eu pelejei para achar, era uma coisa só &#8211; a inteira &#8211; cujo significado e vislumbrado dela eu vejo que sempre tive. A que era: que existe uma receita, a norma dum caminho certo, estreito, de cada uma pessoa viver &#8211; e essa pauta cada um tem &#8211; mas a gente mesmo, no comum, não sabe encontrar; como é que, sozinho, por si, alguém ia poder encontrar e saber?&#8221;</p>



<p>Guimarães Rosa.</p>



<p>Em &#8220;Sempre sei&#8230;&#8221; o autor falará da busca pela inteireza, o que não anula o fato dele sempre ter o tido ou vislumbrado. A inquietação do querer, procurar e já ter o faz questionar a complexidade do encontro d<em>A</em> <em>coisa</em> que não se acharia deslocado da experiência de grupo. Acredito que este poema é -no texto aqui construído- chave interpretativa de uma noção profunda de tradição. O que cerca a vida não se confunde com ela, mas a adorna. Tradição/memória/lembrar, felicidade, enfim, tudo isso adorna a vida. Não é via de regra para que não sufoque a autonomia de cada indivíduo, mas também não é um vácuo absoluto pois é meio de esperança e, a ausência dessas composições, pode significar uma descaracterização da sensibilidade humana. Concluo: viver é etcétera (Guimarães Rosa).</p>



<p class="has-small-font-size"><em>*imagem: <a href="https://www.behance.net/gallery/51413929/collage-set-4"><strong>collage set #4 in Behance by</strong>&nbsp;</a><a href="http://www.behance.net/klawerzeczy"><strong>Klawe Rzeczy</strong></a></em></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/c748b-biogyo.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8843" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Gyovana Machado </strong></strong>é Cristã, graduanda em História pela UFJF e formada no Seminário Teológico Rhema Brasil.&nbsp;</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria: Artistas pra seguir nessa quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/08/443e6-galeriaiury3-1021x1024-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10527" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>A Forma do invisível</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/07/05/a-forma-do-invisivel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Jul 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 052]]></category>
		<category><![CDATA[Dan Bilzerian]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=10865</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Gyovana Machado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A pergunta que elucida os contornos iniciais de qualquer reflexão passa, direta ou indiretamente, no questionamento sobre a forma. Ou seja, levantando a poeira da constante construção interna que somos, possuímos um desafio inerente até chegar a algo visível; e, isso, não diz respeito a apenas uma movimentação autônoma de reação ao mundo, mas também a uma série comportamental que delimita e amplia a nossa percepção sobre o outro. Vou explicar.</p>



<p>O mergulho naquilo que não conhecemos por experiência física -mas sim, metafísica- é um desafio revelador de todas as constantes e rupturas que nos constituíram pela trajetória até então vivida. Passando pelo fio do diálogo, a vida é traçada por uma constante, a saber, o outro. A maneira com que estabeleço e disponho de proporções reflexivas compartilhadas, dirá os rumos que me levaram até aquele momento. Em tudo, percebe se o peso da forma com que manifesto aquilo que é suscitado internamente e, em linhas gerais, aponto a preocupação com a forma e/ou estilo (não apenas narrativo) como um movimento contínuo de caracterização do invisível.</p>



<h2 class="wp-block-heading">&#8220;O que é o invisível?&#8221;</h2>



<p>Penso ser tudo aquilo que ainda não ganhou face pois, não diz de uma inexistência, mas, sobretudo, de um silêncio externo -que pode ser seletivo ou não-. Damos face ao referido toda vez que o expomos para além da nossa experiência de existência, ou seja, a forma do invisível é uma manifestação plural que congrega uma conscientização presente e/ou passível a explicação histórica. E por qual motivo &#8220;histórica&#8221;? A assimilação de que sua vida não é um ponto de exceção e paralela a humanidade, mas fruto do que foi construído por essa ao longo do tempo, caracteriza essa experiência por histórica. O diálogo com os que não mais estão aqui, são sentidos pela experimentação, gostos e desgostos da realidade a qual somos submetidos diariamente.&nbsp;</p>



<p>Dan Bilzerian se tornou notícia na última semana. Milionário, exibe uma vida de luxo e ostentação nas redes sociais, sendo plano de carreira para muitos outros homens. Quais são as ferramentas e propagandas que este indivíduo dispõe para refletir a vida ideal? Fotos em automóveis caros, uso de bebidas, festas, corpos sarados, etc. No entanto, se tornou uma polêmica pelo uso de mulheres como<em> souvenirs</em>, objetos decorativos presentes em todas as suas manifestações da &#8220;vida ideal&#8221;. A objetificação do corpo feminino passa por uma narrativa histórica, mas, certamente, não é do conhecimento e, muito menos, do interesse de Dan B, afinal, a desconstrução desses usos e abusos geraria uma ressignificação pública e privada sendo que, a vida ideal por ele apresentada, frente a esse confronto, seria como folha atingida por um canhão. Assim sendo, respondeu a circunstância com um &#8220;suck my dick&#8221; em uma de suas redes socias. Demonstra, em forma visível, que o seu intelecto está intimamente ligado e limitado aos impulsos sexuais que o seu pênis indica.&nbsp;</p>



<p>A narrativa do referido é histórica, mas como a sua experiência é a norma com que lê o mundo e &#8220;coisifica&#8221; aquilo que lhe bem apraz, este possui pouquíssimas probabilidades de romper com o pacto do machismo estrutural e da misoginia adaptada a realidade do capitalismo onde, o bem maior, é a possessão e domínio do outro. Por consequência, temos o silenciamento da experiência alheia ao nosso viver. Além de um mecanismo violento de dominação, se constitui por ser uma ferramenta que mata, lentamente, aquele que a utiliza pois, a solidão, é a forma com que o invisível se manifesta quando não encontra o seu destino.&nbsp;</p>



<p>O caso de Dan é um exemplo visível, mas cabe ressaltar que esta análise sobre as mentalidades poderia se ampliar para todos os casos de preconceito, racismo, homofobia, entres outros. Longe de ser uma justificativa para esses comportamentos, penso em ataques concentrados também no âmbito da mentalidade que faz com que absurdos sejam aceitos acriticamente por parte da sociedade.&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/c748b-biogyo.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8843" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Gyovana Machado </strong></strong>é Cristã, graduanda em História pela UFJF e formada no Seminário Teológico Rhema Brasil.&nbsp;</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria: Artistas pra seguir nessa quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/08/443e6-galeriaiury3-1021x1024-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10527" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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