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	<title>Arquivos Darla Lula - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>15. Reflito, existo, resisto</title>
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		<pubDate>Sun, 02 Feb 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 030]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Darlan Lula</p>
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<p class="has-drop-cap">Caminho pela Paulista. Tarde de domingo. Apesar do dia, a vida ferve em Sampa. Encontro todos os tipos, para qualquer gosto, qualquer situação que a vida ofereça. Ando de cabeça erguida, olhando para os arranha-céus que riscam a paisagem com sua concretude, cidade de solicitudes estancadas. Percebo que estou sozinho em minhas reflexões, celular no bolso, desplugado das redes, avesso momentaneamente a instantâneas informações que muitas vezes não nos dizem nada. Como conseguimos chegar até aqui, penso eu? Como pudemos fazer com que as coisas chegassem a esse ponto? Será que as mesmas pessoas que conseguiram construir esse muro virtual trazido para a realidade estão felizes, estão conscientes do que construíram, através de uma falsa carcaça democrática? Não sei. Só entendo o que eu vejo: um mendigo com blusa verde-amarela surrada gritando que comunistas têm que arder no inferno, uma senhora alheia a isso fumando um cigarro barato ao lado olhando para as nuvens que correm devagar sob um vento fresco da tarde que se põe, um adolescente cheio de piercings e tatuagens andando de skate pela avenida entre os carros, um entregador de comidas de aplicativo correndo com sua bicicleta em busca do parco dinheiro para alimentar sua família (que nunca terá condições de usar sequer qualquer <em>delivery</em> para esse fim), um homem alinhado de terno apressado com cabelo laqueado e celular em punho franzindo os cenhos preocupado com algo. A cidade não para. E meus pensamentos seguem o fluxo dessa urbe intensa, frenética, anestésica. Vivo me perguntando como, num país tão diverso como o nosso, ainda podemos excluir dos aparatos governamentais tanta gente, tanto povo que necessita de ajuda? Enquanto me imagino como um meu irmão, dois garotos passam de mãos dadas, um deles com o cabelo longo e rosa. O mundo pulsa, a vida segue seu fluxo. Por quanto tempo poderemos aguentar que uma mulher negra seja discriminada num banco, que um admirador de nazistas possa exercer um cargo de chefia no governo brasileiro, que uma atriz namoradinha do Brasil negue os seus e se volte contra os próprios companheiros de profissão? O que fizemos de errado? Como fazer para consertar isso? Preciso me cuidar. Enquanto as nuvens na minha cabeça me dominam, quase sou atropelado por um senhor careca, que não gosta nada de ser atrapalhado por um pedestre desatento. A noite cai. E tudo que eu consigo pensar é se conseguiremos viver dessa forma sem adoecermos, sem termos para onde ir a não ser a alienação que nos deixa imunes a esse buraco negro. Será que podemos? Podemos entrar em nossa bolha alienatória e esquecermos que estamos vivendo dentro deste contexto sem sermos atingidos? Para se manter a sanidade, é preciso se desligar de vez em quando. Mas até quando? Qual o limite entre a alienação e o desprezo pelo próximo? A dor é profunda e não consigo me conter. Começo a chorar em pleno coração de Sampa. O que fizemos? Como deixamos tudo isso acontecer? Sinto-me culpado. Eu vivo para mim mesmo, para os meus e dane-se o resto? Olho para os céus e por mais que eu olho só vejo cinza e nuvens, a escuridão. Com os olhos marejados, coração constipado, sobrevivente de demônios interiores, avisto um prédio onde estão projetadas frases enormes na parede lateral que se alternam: “Após teto para educação e saúde, Congresso analisa deixá-las sem piso”; “Sinais de alerta de fascismo” e outras tantas frases. Paro por uns instantes. Isso aqui é um ato de resistência. Um facho de esperança penetra em minhas retinas como essas frases, que constroem dentro de mim a ideia de que podemos, cada um do seu jeito, criar alternativas para sermos melhor do que tudo isso que encontramos, para projetarmos em nós mesmos os alicerces de algo em que todos, sem exceção, estejam inseridos. Sento no chão, junto ao passeio e me encosto no poste. A vida tem sim, solução.</p>



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<p><strong>Darlan Lula</strong> é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia. <a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg6_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4981" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>14. Tudo bem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 029]]></category>
		<category><![CDATA[Em Tempos de Estricnina]]></category>
		<category><![CDATA[Darla Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<category><![CDATA[tudo bem]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Darlan Lula</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Abriu os olhos pesarosos com dificuldade. Ao acostumar-se com a claridade entrando pelas frestas da persiana, sentiu no dorso da sua mão esquerda um incômodo. Um robusto pernilongo sugava com deleite e precisão clínica o seu viscoso sangue. Podia ver a cirúrgica agulha natural fincando-se em sua entranha, tornando o bicho ainda mais gordo. Num átimo, com a mão direita, desferiu um golpe certeiro no invasor, esmagando-o e fazendo escorrer pelos seus poros antes limpos o vermelho intenso de seu interior. Esmagado. Sucumbido. Era o seu aniversário. Exatamente há um ano ele perdia alguém que se jogou no abismo. No dia do seu aniversário. O destino lhe entregara, naquele dia, ao final da festa, a notícia de que sua filha havia pulado do 17º andar, mergulhando todos na saudade de seu sorriso largo. Olhou o relógio de cabeceira. Eram nove e vinte e sete. Às dez horas, teria que estar em sala de aula. Professor em fim de período. Inúmeros afazeres. Pequena pausa naquele dia de oximoros. Bilhete da esposa na porta da geladeira, mensagem do filho no celular, a ajudante da casa num sorriso sincero e abraço afetuoso. Por dentro, consumia-se como nuvem que se forma para a tempestade. Só pensava na filha e em suas últimas palavras com ele: “Tudo bem, pai. Vida que segue”. Por que não a ouviu àquela noite? O seu incômodo estava visível, rosto melancólico. Mas ela sempre foi imediatista. Sempre quis tudo ao seu tempo. Os colegas do Departamento tinham preparado uma surpresa. “Parabéns pra você, nesta data querida, muitas felicidades…”. Um bolo, uma vela com uma enorme interrogação – sua vida ali, exposta para qualquer um. Ele sorria feliz. Adoravam-no. Era um exemplo de superação. Câncer derrotado. Justamente ele que precisava tanto de sua voz. Mas nada disso o abalou. Superou. Só não podia com aquilo. Enganavam-se todos! Em aula, mais uma festa dos alunos, todos queriam cumprimentá-lo, festejá-lo, aninhá-lo. Os votos estavam dados, e a aula retomava a sua linha de raciocínio. Almoço com a esposa, rápido, mas pleno de simbologia. Um beijo terno de anos de amor ininterruptos, felicitações íntimas e discretas. À noite, fariam um pequeno jantar em família. Era um dia cheio. Correu para a reunião do Conselho Universitário, dez minutos atrasado. Regozijaram-se pela presença do decano aniversariante do dia. Seus cabelos brancos algodoados demonstravam o quanto de respeito ele amealhara durante esses anos todos de compromisso. A votação foi dura naquela tarde. No final do dia, uma chuva rala e bafienta atravessou a cidade, molhou seu corpo cansado, sua alma impregnada. Não saía de sua cabeça a imagem dela. Um ano e tudo voltava com muita força, com muita intensidade. O cardápio da noite fora escolhido especialmente para agradá-lo. Vinho tinto chileno cabernet para atiçar o seu paladar, os afagos e palavras doces de mulher e filho. No quintal, sentado em uma cadeira de vime, ao lado de seu labrador, acolhido pela quentura branda da noite, ele pensava. O tempo estava fechado, nuvens carregadas, e uma fenda entre as nuvens denunciava um pequeno facho luminoso, insistente na penumbra. Vida que segue.</p>



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<p><strong>Darlan Lula</strong> é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia. <a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg6_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4981" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>13. Novela chamada Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jan 2020 20:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 028]]></category>
		<category><![CDATA[Em Tempos de Estricnina]]></category>
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		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Darlan Lula</p>
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<p class="has-drop-cap">Entrei no boteco, cheio, conseguindo entrar desapercebido, porque havia uma discussão acalorada no balcão. Pedi uma cerveja gelada. Um dos clientes discutia com animosidade sobre a iminência de uma terceira guerra mundial. É impressionante como em um estabelecimento desses todos sabem o que acontece pelo mundo, com propriedade de quem estudou em Harvard o assunto ou de quem foi laureado com um PhD com louvores. E ai de quem disser que o outro não entende do assunto. Aí o clima esquenta e pode acontecer de uma verdadeira bomba atômica cair e não sobrar casco sobre casco, cerveja estupidamente gelada ou um chouriço implorando para ser comido dentro da estufa. Um cliente, barba amarfanhada, barriga saliente, blusa regata, discutia com um outro, engomadinho, bigode aparado, cabelo laqueado:</p>



<p>-Esse Trump tá certo, caralho. Tem mais é que colocar esse terrorista que morreu no seu devido lugar.</p>



<p>-Mas, cara, pensa bem, ele não colocou o cara no seu lugar, mas sim matou o general de um outro país, gerando ainda mais revolta. Ele não queria diminuir o risco? Pois acabou fazendo o contrário, aumentou o risco; o Irã está babando e querendo vingança.</p>



<p>-General merda nenhuma. Bolsonaro falou que esse filho da puta nem general era. Terrorista tem mais é que morrer mesmo. Eu apoio os Estados Unidos. Eles estão mais que certos.</p>



<p>-Bem típico mesmo, né? Violência gerando violência, turbulência atrás de turbulência. Não pode haver uma tentativa de se resolver as coisas na paz.</p>



<p>-Paz porra nenhuma, bicho. Pra se achar a paz é necessário a guerra.</p>



<p>Confesso que em meio a essa discussão a cerveja era a minha melhor companheira. Fiquei imaginando como fazer para que o cara de blusa regata mudasse de opinião. Era muito difícil. Quase impossível. Em meio a um país onde a maior fonte de informação é a de redes sociais, sem autoria muitas vezes, falsa e travestida de ironia e brincadeira, todos se acham trajados da mais absoluta certeza e veracidade dos fatos. Não há o que discutir. Isso é mera formalidade para passar o tempo enquanto se come um tira-gosto e se bebe uma cerveja gelada. É mera formalidade em qualquer canto do país, desde as cadeiras catedráticas de uma instituição educacional até na arquibancada de um estádio, ou num ponto de ônibus. Quando estava metido nessas reflexões, a coisa esquentou de vez. Parece que o cliente mauricinho deu a entender que o barrigudo era um jumento sem pai nem mãe. Aí aconteceu o que eu imaginei. Coitado do chouriço! No chão, pisoteado. Cerveja escorrendo na parede. Casco na testa de um, vidro quebrado no chão. A paz que vira guerra no balcão, microcosmo de um Brasil cindido. O que fazer? Tome algo bem forte. E espere o próximo capítulo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Darlan Lula</strong> é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia. <a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bc88e-publi-bodoque-natal.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5708" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg6_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4981" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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