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	<title>Arquivos dia a dia - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Devaneios &#8211; um presente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Sep 2023 18:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 182]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[caminhar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Carlos Monteiro</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Como dizia o Apparicio Torelly o, autointitulado, ‘Barão de Itararé’, referência e reverência eterna: “Um homem que acorda desse jeito, recitando versos indígenas, não tem o direito de achar a vida totalmente ruim”, não mesmo! Nem de longe.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Assim foi Léa Garcia, orgulhosa de sua ancestralidade, acordava sorrindo para a arte. Assim foi Gerson King Combo o rei que se orgulhava de sua negritude. Acordava cantando a alma carioca em black e soul, brother.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Esquecer, jamais, lembrar cada vez mais, porque depois dos navios negreiros, outras correntezas persistem. Tudo planejado, equipamento na mira, tripé, mudanças necessárias na última hora, já que nesses momentos, como em outros, planejamento, manual, imagens fantasiosas, aditivos, o dia de ontem, nada disso garante o nosso sucesso. Nada! A possível sustentável leveza do ar, do ser e do estar, quem sabe até, do permanecer. Pegar o amanhecer no olho, a beleza à unha ou transformar o mais ou menos em ‘uau!’, é missão, é propósito. Está escrito nas estrelas, está sim!&nbsp;</p>



<p>Não se afobe, não, que nada é ‘pra’ já, a Terra que fotografo redonda, sim meu caros, a Terra é redonda, dá aquelas voltas diárias exatamente como a Lusitânia iluminada pela Galeria Silvestre, há milênios, e em uma dessas voltas todos nos encontraremos com todas, todos e todes, é isso! É disso que estou falando. Nada é ‘pra’ já, nem os escafandristas inocentes do Leblon que olham o navio passar. Será bailarina?&nbsp;</p>



<p>Espero o desenrolar do dia, atento aos imprevisíveis sinais que não quero perder, como o amigo que tenho, não admite perder os sinais dos encantamentos que vai colecionando dia a dia, somados em camadas, novos arquivos, como insetos em volta da lâmpada; pirilampos apaixonados que morrem pelo brilho da luz. Esperando mais luz, pegando o trem das estrelas. Quase, quase conseguindo, o sol hoje despontando mais ou menos, vou à luta, libero o olhar, solto a mão no disparador, deixo a máquina fazer a sua parte, e tem o resto, mas o poeta recomendou, o poeta esse fingidor, o resto deixa ‘pra’ lá; tudo, tudo vai dar pé, então vamos “&#8230;Dançar como dança um black / Amar como ama um black / Andar como anda um black / Usar sempre o cumprimento black / Falar como fala um black / Eu te amo, brother.”&nbsp;</p>



<p>Viva Léa Garcia, viva Gerson King Combo!&nbsp;</p>



<p></p>



<p>&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Carlos Monteiro </strong>é carioca, nascido em Santa Teresa, é flamenguista e portelense. Carlos Monteiro é fotógrafo, jornalista, cronista e publicitário desde 1975. Trabalhou nos principais veículos nacionais &#8211; Revista O Cruzeiro, JB, Jornal dos Sports, História e Glória do Rock, revista Foca além de outros como freelancer. No Jornal O Dia, publicou a foto-galeria, ‘Alvoradas Cariocas’, retratando o amanhecer. Atualmente colabora com o Correio da Manhã, a Revista 29H, a Revista da Família, a Revista Publicittà, o Portal Mirada Cultural, o Portal Anna Ramalho, a Rede Lume de Jornalistas, o Portal Pro Coletivo, o Portal Os Divergentes, o Portal Jornal Digital, o Portal São Paulo Sao, além de atuar como publicitário na Agência Saravah e para alguns outros veículos. Tem três foto-livros, publicados, retratando o Rio.</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/carlosmonteiro_br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@carlosmonteiro_br&nbsp;</a>&nbsp;</p>
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		<title>Cuidado onde Pisa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Aug 2023 18:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 177]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[dia a dia]]></category>
		<category><![CDATA[escola]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Joel Tavares</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/08/20/cuidado-onde-pisa/">Cuidado onde Pisa</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando eu tinha dez anos de idade, uns meninos do meu colégio me aplicaram uma cama-de-gato. Um deles ficou agachado atrás de mim e o outro me empurrou, gritando “CUIDADO ONDE PISA!”, para que eu caísse de costas. Essa brincadeira, comum entre a garotada, gerava boas risadas. Entretanto, nesse dia foi diferente.&nbsp;</p>



<p>Mal começaram a rir com os dedos apontados para a vítima estatelada no chão e suas faces assumiram um tom grave. O sangue esvaia pela região dorsal da minha cabeça, tingindo de vermelho o piso amarelo-claro do pátio. Fiquei convulsionando de boca aberta e olhos revirados em tela branca até a ambulância chegar.&nbsp;</p>



<p>Depois daquele incidente, além de cinquenta pontos na parte posterior do crânio, eu manifestei um distúrbio psicológico raro entre os jovens. Meu terapeuta disse que era um “caso atípico de ptofobia”. Normalmente, o medo de cair é desenvolvido por idosos que tiveram um trauma relacionado à queda. Eles têm dificuldades para andar devido ao medo. Precisam de acompanhantes e algo para se apoiarem enquanto se movimentam.&nbsp;</p>



<p>Comigo a ptofobia deu-se da seguinte forma: eu era capaz de me locomover sem ajuda, mas quando estava próximo a um local onde poderia haver risco de queda (escadas, buracos, beiradas e etc) eu me afastava espasmódicamente. Era como se meu cérebro acionasse um alerta, me mantendo longe do perigo.&nbsp;</p>



<p>Fiquei famoso na cidade. Apareci no jornal, em programas de TV e ganhei um apelido: Escadinha (eu detestava). Meus pais receberam uma indenização generosa da escola e das famílias de Carlos Silva e Ricardo Maia, meus nêmesis juvenis, que tiveram que mudar de cidade por conta das ameaças dos vizinhos. O “Escadinha” virou um mártir e os dois se transformaram no símbolo da violência.&nbsp;</p>



<p>A escola continua de pé em seus muros de concreto. Formei-me lá.&nbsp;</p>



<p>Onze anos depois, fomos para a capital. Eu não suportava ser chamado de “Escadinha” e meus pais assentiram com a mudança.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Porém, esse foi o início de um terrível pesadelo.&nbsp;</p>



<p>As pessoas na cidade afundavam seus rostos em celulares e andavam apressadas nas ruas, logo, elas esbarravam!&nbsp;</p>



<p>Sim! Era mais comum receber uma trombada na Avenida Presidente Vargas do que num Maracanã lotado. E a cada encontrão, um precipício se abria atrás de mim. Parecia que eu iria despencar e arrebentar minha cabeça no chão como uma pinhata.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O medo de cair tornou-se insuportável e aterrorizante.&nbsp;</p>



<p>Um dia, eu perdi por completo o controle que possuía sobre os abismos de minha mente. Sequer eu consegui aguardar, na calçada, o semáforo fechar, sem avistar alguém insinuando suas intenções de me empurrar na frente de um ônibus a 90 km/h.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não me chamem de louco! Por mais que eu estivesse sendo dominado pelo pavor, ainda conseguia distinguir o real do ilusório. Algumas pessoas me perseguiam com olhares zombeteiros, sorrisos malignos e pérfidos propósitos, quer você acredite ou não! Disputavam silenciosamente quem iria operar a minha destruição como naquele dia no colégio.&nbsp;</p>



<p><em>CUIDADO ONDE PISA!</em>&nbsp;</p>



<p>Um raio gélido subiu por minha coluna até a lesão em minha cabeça e meu espírito esmoreceu.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Por Deus, eu juro que sentia o contato de mãos em minhas espáduas. Meus cotovelos giravam para trás golpeando os pseudo-fantasmas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Corri para longe do meio-fio e do perigo iminente, me esgueirando por um muro de um prédio, até acender a luz vermelha do sinal de trânsito. Mas isso só piorou a questão dos olhares. Eu não conseguia esconder meu terror. Sentia calafrios. Meus lábios tremiam. <em>Eles perceberam</em>! Passavam os olhos sobre mim como se eu fosse uma aberração.&nbsp;</p>



<p><em>ESCADINHA! ES-CA-DI-NHA!</em>&nbsp;</p>



<p>— Tá tudo bem, amigo? — disse um homem barbudo, vestindo um moletom surrado. Ele se aproximou tocando meu ombro.&nbsp;</p>



<p>— Tá. — contraí o corpo e fugi pelo muro.&nbsp;</p>



<p>— Você tá tremendo.&nbsp;</p>



<p>— Não se-se preocupe. Tô-tô bem. — eu bodejava.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O sinal fechou.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;— O-o-obrigado.&nbsp;</p>



<p>Caminhei trêmulo pela faixa de pedestres. Minhas costas concavaram-se como um casco de tartaruga.&nbsp;</p>



<p>— Acho que você não está nada bem. — o homem seguia ao meu encalço, bradando atrás de mim. Minha vista embaçava. Não sabia se era sequela de meu medo recente ou a voz do meu perseguidor.&nbsp;</p>



<p><em>CUIDADO ONDE PISA!</em>&nbsp;</p>



<p>— Eu te-te conheço? — perguntei olhando por cima de minha corcunda.&nbsp;</p>



<p>— Conhece sim, Escadinha.&nbsp;</p>



<p><em>Escadinha? ESCADINHA! ES-CA-DI-NHA!</em>&nbsp;</p>



<p>— Você… de-de-de onde eu te conheço?&nbsp;</p>



<p>Faltavam uns 10 metros para a calçada. O suor se acumulava sobre minhas sobrancelhas e inundava meus cílios, que não conseguiam contê-lo. Meus olhos ardiam. Eu limpava-os com as costas das mãos. Os joelhos dobravam a cada passo. Sentia-me como Quasímodo, rondando tétrico pelos telhados de Notre Dame.&nbsp;</p>



<p>— Nós brincávamos no colégio. Depois aconteceu um acidente, nossas famílias se desentenderam e minha vida mudou da água pro esgoto. Acho que toda ação tem uma consequência, certo?&nbsp;</p>



<p><em>Carlos?</em>&nbsp;</p>



<p>— Carlos era o meu melhor amigo. Foi morto por um agiota semana passada. Tava atolado em dívidas. Assim como eu. E não adianta fugir desses caras. Eles te perseguem onde quer que você vá.&nbsp;</p>



<p>— Ri-ricardo? — virei-me em direção a ele assim que subi na calçada. Eu arfava. Minha roupa colava no corpo como se fosse uma segunda pele.&nbsp;</p>



<p>Ricardo se deteve ao meu lado. O rosto estendeu num esgar sombrio.&nbsp;</p>



<p>— Bem, Escadinha, eu vou por ali. Em breve vamos nos esbarrar, tenho certeza.&nbsp;</p>



<p>Ele tinha uma expressão cínica. Estendeu a mão na altura da minha cintura.&nbsp;</p>



<p>O sinal abriu.&nbsp;</p>



<p>O barulho das buzinas e dos motores dos carros fizeram meus pensamentos girarem como uma máquina de lavar. A cabeça pesou em direção ao solo e foi como se a mão de Ricardo se afastasse de mim, inversamente ao efeito de <em>zoom</em>. A proximidade do meio-fio me causou vertigens.&nbsp;</p>



<p><em>VOU CAIR!</em>&nbsp;</p>



<p>Os joelhos cederam e fui tombando de lado em direção ao asfalto da avenida. O horizonte passava pastoso e lento. A buzina de um ônibus preencheu o mundo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Foi então que Ricardo me segurou e me puxou bruscamente para perto de si, evitando o desastre.&nbsp;</p>



<p>— Ei! Cuidado onde pisa.&nbsp;</p>



<p>Deu dois tapinhas em meu ombro e caminhou, no sentido contrário ao meu, assobiando uma canção de Bobby Parker.&nbsp;</p>



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<p><strong>Joel Tavares</strong> é ator, escritor, roteirista e poeta. Em 2020, seu conto &#8220;O homem moderno&#8221; foi publicado online através da Pipa Agência de Conteúdos, que foi contemplada no edital da SECEC-RJ com o projeto “Contos Confinados”. Seu conto “O ratinho poeira” foi encenado no “Festival Up”, através de uma montagem lúdica de teatro de sombras. No mesmo ano, venceu o prêmio de Melhor Roteiro no “Festival Filma em Casa” pelo curta-metragem &#8220;Isolados em Nós&#8221;, prêmio escolhido pela roteirista indicada ao Emmy, Thelma Guedes.</p>



<p>Instagram: <a href="https://www.instagram.com/soujoeltavares/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@soujoeltavares</a></p>



<p><a href="https://www.instagram.com/soujoeltavares/#"></a></p>



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		<title>Autossabotagem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Aug 2023 18:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 177]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[dia a dia]]></category>
		<category><![CDATA[lirica]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[luta]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[por mim]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Chrys Oliveira</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Amanheceu, abri os olhos,&nbsp;</p>



<p>Água no rosto, um gole de café.&nbsp;</p>



<p>No bolso ordenado irrisório&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Mais um dia e me apego na fé&nbsp;</p>



<p>A ideia que não foi dita,&nbsp;</p>



<p>A ligação que não foi feita,&nbsp;</p>



<p>A oportunidade perdida,&nbsp;</p>



<p>A frustração se deleita&#8230;&nbsp;</p>



<p>Pausa nos pensamentos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Está tudo deprimente demais.&nbsp;</p>



<p>Relaxa, checa as redes sociais.&nbsp;</p>



<p>Quantas vidas expostas&#8230;&nbsp;</p>



<p>Alguém publicou:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&#8220;E fora do virtual, tá tudo bem?&#8221;&nbsp;</p>



<p>A pergunta ficou sem resposta.&nbsp;</p>



<p>Fecho o app. Não quero falar disso também.&nbsp;</p>



<p>Silêncio no espaço físico.&nbsp;</p>



<p>Minha mente tão barulhenta,&nbsp;</p>



<p>Do sossego não sobra um resquício remói; grita; atormenta&#8230;&nbsp;</p>



<p>&#8220;E se?&#8221; Perguntinha que precede cogitações na qual não&nbsp;&nbsp;</p>



<p>importa o tempo verbal:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Presente, pretérito ou futuro&nbsp;</p>



<p>É ela a raiz de todo o caos&nbsp;</p>



<p>Desordem nos sentimentos&nbsp;</p>



<p>Balbúrdia no sentir&nbsp;</p>



<p>Pandemônio no raciocínio&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Tudo a se esvair&#8230;&nbsp;</p>



<p>De repente, conto de um a dez&nbsp;</p>



<p>Lembro de inspirar e expirar&nbsp;</p>



<p>Acalmo, sorrio e percebo:&nbsp;</p>



<p>Um novo dia acabou de começar&nbsp;</p>



<p>Novas oportunidades, ressignificação…&nbsp;</p>



<p>Última olhada no espelho e saí.&nbsp;</p>



<p>A convicção de que as coisas fluirão,&nbsp;</p>



<p>Afinal, sempre fui eu por mim.&nbsp;</p>



<p></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Chrys Oliveira</strong> é professora e poetisa nas horas vagas. Escreve por prazer, apenas. Graduada em Licenciatura Plena em Letras e pós-graduada em Literatura Brasileira possui diversas poesias publicadas em antologias nacionais, optando estar sempre acompanhada de outros poetas para não deixar escapar seus devaneios literários em uma obra individual.&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/prof.christyaneferreira/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@prof.christyaneferreira</a> </p>
</div>
</div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://open.spotify.com/episode/5P6bxSaRg2cK48jDngP6CY?si=0xXOqkk_QzGWuUYT-GgGtg"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31307" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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		<title>Mil Placebos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 May 2023 18:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 164]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[depressão]]></category>
		<category><![CDATA[dia a dia]]></category>
		<category><![CDATA[tecnologia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Matheus Borges</p>
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<p><em>Mil Placebos”, do escritor gaúcho Matheus Borges, abre uma discussão sobre tecnologia, violência, depressão e solitude;</em></p>



<p><strong>Trecho 1</strong>&nbsp;</p>



<p>Eu tinha dezessete anos e há dois era membro do fórum Bit Talk. Minha atividade se dava ao longo de muitas horas diárias sob o pseudônimo Eyeball Kid. Chegava da escola ao meio-dia, tirava o computador do modo de espera e ligava o monitor. Em poucos segundos, saudado pela tela de boas-vindas, digitava nome de usuário e senha. A barra de carregamento se enchia de azul e um universo se abria para mim, dividido em áreas de interesse, tópicos e subfóruns. Dali eu seguia durante a tarde até de madrugada, acompanhando discussões a respeito dos mais variados assuntos. Criptografia em diferentes linguagens, compressão de arquivos de vídeo e som, processamento de dados, músicos obscuros fadados ao fracasso, filmes perdidos. Alguns dos interlocutores:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Dot King, técnico em informática e proprietário de um pequeno comércio de computadores no estado de Washington. Era o moderador do subfórum de hardware e acessórios, um homem atencioso que não ignorava nenhuma das inúmeras mensagens que recebia todos os dias.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>G Schmid, especialista em assuntos relacionados a áudio. Vivia na Holanda e seu tópico preferido eram microfones e equipamentos de gravação. Costumava gravar os sons de florestas e lugares remotos. Processava-os, remixava-os e os disponibilizava em arquivos mp3, disseminados pela comunidade sob o título Schmid Nature Tapes.&nbsp;</p>



<p>Scarface Ron, editor de filmes e videoclipes que já tinha trabalhado em algumas grandes produções de Hollywood. Seu trabalho mais conhecido, fazia questão de ressaltar, foi <em>A Rocha</em>, o filme de 1996 estrelado por Sean Connery e Nicolas Cage, em que atuou no departamento de pós-produção.&nbsp;</p>



<p>Além desses inúmeros profissionais, o Bit Talk também abrigava grupos de jovens entusiastas. Pessoas como eu, adolescentes curiosos querendo saber mais sobre a maior quantidade de assuntos possíveis. Todos os dias, trocávamos textos, links, notícias. Tópicos não necessariamente relacionados a informática. Ficção científica, teoria das cordas, ufologia, criptozoologia, mitologia antiga. A terra oca e a terra plana. Todos os tipos de pseudociências desacreditadas, mitos contemporâneos e folclores pós-modernos. Gostávamos de compreender antigas divindades germânicas e também a mecânica envolvida nos telescópios de longo alcance. Admirávamos os avanços da ciência moderna, bem como os renegados que tentavam refutá-la, evocando sempre um espírito de aventura. Passávamos noites tentando compreender a origem e o propósito de obscuros trechos em vídeo que surgiam de uma hora para a outra, cativando nosso senso de mistério. Imagens de câmeras de vigilância, fotografias em baixa resolução. Rostos sombrios em danças estranhas, códigos que talvez remetessem a inacessíveis tramas elaboradas em segredo – por criminosos, governantes ou entidades sobrenaturais.&nbsp;</p>



<p>Eu era um dos pouquíssimos brasileiros no fórum. Lembro de apenas outros dois, com quem nunca mantive contato. Seria lógico que procurássemos uns aos outros devido à proximidade geográfica e o que ocorria, na verdade, era exatamente o contrário. Não cruzávamos caminhos e evitávamos qualquer tipo de aproximação. Não havia, porém, nenhum grau de intencionalidade nesse distanciamento. Reagíamos a forças naturais, como polos de cargas opostas. Cátodos e ânodos em constante atrito e submetidos à força de repulsão.&nbsp;</p>



<p>Trecho 2</p>



<p>Minha mãe, ao perceber que eu a observava, virou-se para mim, tentando não manifestar o que sentia, mas eu era capaz de perceber. Estava assustada, comovida, surpresa. Ao mesmo tempo, desejava que eu me sentisse seguro, do mesmo jeito que almejava solidez em meio às recentes tempestades que acometiam nossa família. Ela pegou minha mão e me disse:&nbsp;</p>



<p>“Isso que você tem, isso que você está sentindo. Não tem nada de errado com isso. É algo difícil de lidar e talvez você até se sinta diferente dos outros. Diferente, sim. Mas não errado”.&nbsp;</p>



<p>Acenei positivamente com a cabeça, os olhos fitando a seta inerte do velocímetro. A descoberta de minha personalidade esquizoide, minha inclusão num grupo social, definido por critérios médicos, foi um dos raros momentos de epifania e autodescoberta que já vivenciei. A partir daí, artigos sobre o transtorno se tornaram parte de minha rotina, leituras canônicas para preencher a monotonia das horas. Imaginei querer compreender a ordem regente dos acontecimentos de minha vida e encontrar respostas para os meus problemas. Na verdade, eu buscava desvelar as motivações ocultas do meu comportamento. E ele se mostrara bem mais complexo do que eu era capaz de supor. Mesmo hoje, mesmo sabendo tudo o que sei a meu respeito, ainda sinto uma profunda desconfiança de mim mesmo. Então é preciso retornar a determinado artigo para me certificar de que sou capaz de entender o que faço e penso.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“O indivíduo esquizoide está desligado da realidade exterior a tal nível que ele ou ela sente que a mesma é perigosa. É uma resposta humana natural fugir de fontes de perigo e se voltar àquelas mais seguras. O esquizoide, portanto, está preocupado primeiramente em evitar o perigo e em garantir segurança”.&nbsp;</p>



<p>Meu pai, enquanto isso, procurava um novo emprego. Exausto, percorria inúmeros corredores apenas para constatar que já estava fora da faixa etária aceitável para contratação. Estávamos os dois um pior que o outro, forçados a aceitar eventos tão difíceis de engolir num período de tempo tão curto. A morte de alguém da mesma idade é algo extremamente confuso a um adolescente de dezessete anos. Pedir emprego a executivos vinte anos mais jovens é uma tarefa humilhante a um homem de cinquenta.&nbsp;</p>



<p>Minha lembrança do verão daquele ano é sobretudo química: um de nós tomava venlafaxina e o outro, citalopram. Éramos dois zumbis, sonolentos ou insones, sobretudo aéreos. O ambiente não era, portanto, o mais agradável.&nbsp;</p>



<p> Trecho 3&nbsp;</p>



<p>Um dia, ao acordar, dei com as malas fechadas de Iggy, empilhadas num canto da sala, as mesmas malas que haviam permanecido abertas durante os últimos meses. Iggy surgiu, vindo da cozinha. Disse-me com satisfação que o tempo de aproveitamento máximo de sua bolsa havia chegado ao fim e que era hora de encontrar novos rumos, enfrentar novos desafios. Partiria em alguns dias rumo a Paris, onde o pai se encontrava para ministrar um congresso de medicina.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Fiquei surpreso, mas não abatido. Minha experiência acadêmica não estava me satisfazendo de forma alguma. Meus colegas não demonstravam o menor entusiasmo e os professores conduziam aquelas patéticas reuniões com o máximo de descaso possível, contando os minutos que passavam devagar, como se cumprissem penas numa penitenciária de segurança máxima, ignorando que poucos alunos eram capazes de verdadeiramente absorver o conhecimento apresentado daquela maneira. Via de regra, todos eram aprovados. E o alto índice de aprovação alimentava o mito de que aquela era uma das melhores universidades privadas do Brasil.&nbsp;</p>



<p>Tudo isso fazia com que as aulas fossem uma experiência terrível. Naqueles momentos, eu percebia que o tempo, experimentado de maneira objetiva e linear, já não servia para mim. Percebi que o tempo real era devagar demais. A maneira como tinha aprendido a extrair as informações, desde o começo da adolescência, era muito diferente do tempo real.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Enquanto o método de ensino dos professores universitários propunha explorar um assunto durante duas horas com discursos longos e pouco espaço para variações, meu método de colheita de informações ia e voltava a diferentes tópicos em um espaço de tempo menor. O fato desses tópicos se relacionarem entre si me possibilitava estabelecer uma linha própria de raciocínio, fazendo com que eu chegasse mais rápido às minhas próprias conclusões, tornando o processo mais eficiente, com menor desperdício de energia. Duas horas de exploração vagarosa apenas jogava um objeto no vácuo, deixando-o livre para flutuar para cada vez mais longe. Eu, ao contrário, gostava de ter o objeto próximo de mim, entre meus dedos, sob um microscópio, observando-o sob todos os ângulos possíveis.&nbsp;</p>



<p>Quando chegou o dia da partida de Iggy, ajudei-o a carregar as malas até o táxi. Era seis horas de uma manhã cinzenta com nuvens pesadas, em que lufadas de vento assoviavam ao nosso redor. Mesmo depois de uma grande xícara de café, Iggy lutava para resistir ao sono. Eu ainda vestia minhas roupas de dormir, mesmo que não tivesse dormido um segundo sequer na madrugada anterior. Encaixamos a bagagem no porta-malas do veículo e nos despedimos ali mesmo com um aperto de mãos. Nossa despedida foi pragmática, da mesma maneira como havia sido nossa convivência ao longo dos meses anteriores. Desejamos um ao outro que o futuro nos trouxesse bons resultados. Em outras palavras, eram votos recíprocos de felicidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Iggy sorria, confiante de que um dia nos encontraríamos novamente. Pensei em me oferecer para acompanhá-lo até o aeroporto mas, antes que pudesse dizer ou fazer qualquer coisa, Iggy já havia colocado seus headphones e o táxi deu partida, avançando devagar nas ruas semidesertas em que se ensaiavam os movimentos de mais um dia de trabalho. Parado na calçada, observei o automóvel se afastar e novamente me senti sozinho, mais sozinho que em qualquer outro momento da vida, mais sozinho que na noite em que dormi pela primeira vez no apartamento compartilhado. Eu agora poderia encontrar um novo colega ou ter o imóvel inteiro para mim mesmo, incluindo o quarto vazio de Iggy. Nenhuma das duas opções me parecia muito agradável.&nbsp;</p>



<p>Considerando a partida de Iggy e, principalmente, minha insatisfação com o ambiente acadêmico, preferi abandonar a universidade, não sentindo qualquer tipo de remorso. A decisão não significou nada para mim, pois já fazia algum tempo que eu vinha acumulando mais faltas do que boas notas, do que notas ruins, do que qualquer tipo de nota. Abandonar as aulas de vez exigiu apenas que eu transformasse esse padrão pontilhado em linha reta. Quando comuniquei minha decisão, meus pais ficaram muito preocupados com meu estado psicológico.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>De hora em hora, eu recebia mensagens de minha mãe em seu habitual tom diplomático, não aprovando nem reprovando minha saída do meio acadêmico – o mesmo tom que costumava usar quando acreditava que eu estava prestes a enlouquecer. Uma noite, meu pai apareceu sem avisar e, sentado no sofá da sala, disse-me com palavras brandas que abandonar a vida acadêmica não me faria bem. Sem uma graduação, eu não encontraria espaço no mercado de trabalho, que já era competitivo o bastante para profissionais instruídos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Expliquei a ele meus motivos. Ainda que não tenha entrado em detalhes, fui bastante enfático. Disse a ele que a experiência não vinha sendo satisfatória, que nada daquilo tinha serventia alguma para mim. Eu ainda não tinha muita noção do que queria para o futuro, mas estava certo do que não queria. Sua resposta, após uma longa pausa, foi a de que eu deveria conversar com meu psiquiatra, trocar meu remédio, talvez eu pudesse estar atravessando naquele momento “uma crise de depressão”. A depressão, segundo a compreensão do meu pai, muitas vezes se manifestava de maneiras sorrateiras e não tão pronunciadas quanto àquele verão em que nós dois tínhamos sofrido juntos. Existiam também alternativas, segundo ele. Havia um grande número de médicos e pesquisadores desenvolvendo novos medicamentos a partir de substâncias naturais.&nbsp;</p>



<p>Já fazia algum tempo que eu não visitava o consultório do psiquiatra. Havia estado lá duas ou três vezes e a companhia daquele homem me provocava um tédio imenso, bem como seus conselhos e conclusões, dirigidas ao ideal platônico de paciente, nunca a mim ou a qualquer indivíduo em particular. As consultas eram tão infrutíferas quanto as aulas e todas compartilhavam desse mesmo aspecto terrível de impessoalidade autoritária, exigindo que eu apresentasse bons resultados, a fim de validar as teses aplicadas em mim, o paciente e aluno.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Não contei nada disso ao meu pai. Disse a ele que, apesar de todas as dúvidas que eu alimentava em relação ao futuro, apesar da incerteza e do fantasma da depressão, apesar de tudo isso, eu estava bem, estava me sentindo muito bem, no controle da situação e capaz de tomar decisões por mim mesmo.&nbsp;</p>



<p></p>



<p></p>



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<p><strong>Matheus Borges</strong><a href="https://www.instagram.com/matheusmedeborg/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> (@matheusmedeborg)</a> nasceu em Porto Alegre, 1992. É formado no curso de realização audiovisual da Unisinos e egresso da oficina literária de Luiz Antonio de Assis Brasil. Suas histórias já foram publicadas em revistas literárias no Brasil e no exterior, bem como em coletâneas e antologias. No cinema, atuou como roteirista em &#8220;A Colmeia&#8221;, longa-metragem vencedor de cinco prêmios na edição 2021 do Festival de Cinema de Gramado. Atualmente, é mestrando no programa de pós-graduação em letras da UFRGS. O romance <a href="https://loja.umlivro.com.br/mil-placebos-6326439/p" target="_blank" rel="noreferrer noopener">“Mil Placebos”</a> (Uboro Lopes, 192 pág.) é seu livro de estreia. &nbsp;</p>
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