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	<title>Arquivos escrever - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Por que escrevo?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 May 2023 18:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 165]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gustavo Tamagno Martins </p>
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<p>Uma das principais curiosidades que as pessoas têm sobre quem escreve, e muitas vezes receiam ou não têm oportunidade de pedir, é o motivo pelo qual elas escrevem. A outra diz respeito a como essa pessoa transforma suas ideias em texto. Nas escolas, onde tenho o privilégio de conversar com estudantes, sempre procuro responder &#8211; ou pelo menos abordar essas questões. “Por que escrever?”. Fernando Sabino  já dizia , é uma questão tão complexa quanto se perguntassem: “Por que viver? Por que amar? Por que morrer?” O ato de escrever vai além dessa enigmática, também varia de pessoa para pessoa. Para a Rachel de Queiroz, por exemplo, a escrita significava um desejo interior de dar o seu testemunho do seu tempo, da sua gente e principalmente de si mesma.&nbsp;</p>



<p>Inicialmente, José Saramago declarou que escrevia para se tornar imortal, depois, concluiu que escrevia mesmo era para compreender… O que exatamente? Não sabemos ao certo! Para Drummond, a escrita o permitia exprimir algumas de suas inquietações e os seus problemas íntimos. Quando projetados no papel, revelava ele, serviam como uma espécie de psicanálise dos pobres, sem divã, sem nada. Para Moacyr Scliar, escrever se tornou a consequência de uma vida ligada a contações de histórias e muitas leituras. Entre tantos conceitos, Clarice declarou que, assim como viver, escrever era o que a renovava conforme o tempo ia passando.&nbsp;</p>



<p>João Cabral de Melo Neto foi mais metódico, ele explicava que se escreve por dois motivos: ou por excesso de ser ou por falta de ser. Escrevemos por estarmos transbordando ou simplesmente para nos sentirmos completos. Fernando Pessoa foi mais direto, mas não menos intenso, ao afirmar que escrevia para salvar a alma. Aliás, todos esses ricos depoimentos estão inseridos na coletânea organizada por José Domingos de Brito que, por óbvio, leva o nome de “Por que escrevo?”.&nbsp;</p>



<p>E afinal, por que eu, Gustavo, escrevo? De certo modo, compactuo com as definições de todos esses grandes mestres da escrita. Escrever é a minha terapia. Quando jogo minhas palavras ao mundo, me sinto mais leve. A escrita é a válvula de escape que encontrei para contornar a minha timidez. Assim como os artistas pretendem se expressar com suas criações, percebo os textos como o meu modo mais íntimo de falar com as pessoas, e quiçá, também  tocá-las. Para concluir, não posso deixar de citar ainda o grande Flávio Ferrarini, que resume tudo isso: &#8220;escrevo não porque quero, mas porque preciso, como preciso respirar. Não vivo para escrever, mas escrevo para viver”.&nbsp;</p>



<p></p>



<p></p>



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<p><strong>Gustavo Tamagno Martins</strong>&nbsp;</p>



<p>Gustavo Tamagno Martins é jornalista e escritor gaúcho, nascido em Caxias do Sul, na Serra Gaúcha. Aos 23 anos, já tem três livros publicados: “O cemitério misterioso”, “O sótão das lembranças” e &#8220;O colecionador de momentos e outras crônicas&#8221;. Sempre foi apaixonado por livros, câmeras fotográficas, filmadoras e microfones. Em 2021, foi escolhido como o patrono da 1ª Feira do Livro ao Ar Livre de Nova Pádua. Já atuou como fotógrafo, redator publicitário, social media, planejador de Marketing e repórter. Participou com uma crônica na antologia poética “Árvore da Vida”.  </p>



<p>Instagram: <strong><a href="https://www.instagram.com/gustavotm27/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@gustavotm27</a></strong></p>



<p></p>
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		<title>Nada Demais, Apenas a Rotina.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[cotidiano]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[escrever]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Rotina]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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<p class="has-drop-cap">São 6h da manhã e o celular desperta. Eu acordo. Lavo o rosto, escovo os dentes e coloco as minhas lentes, agora, é possível ver a paisagem para além da janela. Desço as escada, confiro o relógio (tic-tac) e percebo que não tenho tempo para o café. Pois é, mais uma vez eu escolhi ficar meia hora a mais na cama. O trajeto até o trabalho é longo e eu não posso atrasar. Ah, eu esqueci de mencionar: é segunda-feira (talvez uma terça, mas se preferir, pode ser uma quarta).&nbsp;</p>



<p>Ligo o carro, escolho a estação da rádio que me acompanhará durante o caminho. A música sempre é uma ótima amiga nos momentos de solidão, além disso, sinto que existe uma aura inexplicável envolvendo os sons que tocam na rádio. Não sei como colocar em palavras, mas creio ter a ver com o contexto e com a surpresa de ouvir algo que você não estava esperando. É sobre ser surpreendida pelo acaso e experimentar o não planejar. Eu sigo o meu caminho, canto, as vezes xingo mentalmente, bocejo, conto até dez&#8230; São 40 minutos até o meu destino. Lá eu chego, sirvo o meu café, sento-me e escrevo. Escrevo, bebo um gole de café, escrevo, um gole de água, escrevo, vou ao banheiro, escrevo e é meio dia. Bato o ponto, almoço, rio, ouço histórias (as vezes reclamo) e então bato o ponto de novo. Hora de voltar a escrever e tentar esquecer o sono com muito (mais) café (e água, pois também sei da importância de manter o corpo hidratado).&nbsp;</p>



<p>Ainda bem que, no meio de tantas palavras escritas, sobra um tempo para a comunicação verbalizada e para as gargalhadas com os amigos. Depois de escrever sobre incontáveis assuntos é hora de voltar. Dessa vez eu não quero surpresas, só quero a companhia dos meus artistas preferidos, enquanto volto sozinha para a casa. O trajeto, agora, dura uma hora. Quando o sol se põe muitas pessoas saem dos seus trabalhos ansiosas para chegar às suas respectivas casas. Nesse momento eu normalmente observo e penso: “sou apenas mais uma”. As vezes vou mais longe: “somos, todos, apenas mais um, vivendo em um planeta que está boiando em um imenso oceano de vácuo (e matéria escura, eu li isso em um blog outro dia)”.&nbsp;</p>



<p>Nem percebi que já estava em casa.</p>



<p>Entre uma conversa e outra com a família, entre um sanduíche e outro, é hora de dormir. Quando eu deito a cabeça no travesseiro, reflito: <em>“mais um dia normal, em que nada de impressionante aconteceu. E tá tudo bem, né? </em><strong><em>Afinal, quem criou essa ideia, ou necessidade, de que a vida precisa ser surpreendentemente incrível sempre?</em></strong><em>”</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/11e83-fotos-carol-copy.2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4976" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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