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	<title>Arquivos História das Mulheres - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Para mulheres: Relembrar existências faz existir</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Ariadne Bedim]]></category>
		<category><![CDATA[História das Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Jeanne Baret]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ariadne Bedim</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/08/para-mulheres-relembrar-existencias-faz-existir/">Para mulheres: Relembrar existências faz existir</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Essa é uma carta para mulheres.</p>



<p>Vivo na busca de memórias que possam ressignificar o presente e o futuro em simbiose com a lembrança de mulheres fortes que compõem a nossa história. Percebo que muitas delas foram esquecidas, anônimas ou até (des)conhecidas. Grande parte das conquistas e direitos que temos, como mulheres, provém da luta e do sangue de nossas ancestrais. Faz-se necessário, portanto, um mergulho interno à nossa identidade para compreender a história, de modo que possamos reconhecer as demandas e conquistas<br>das nossas em território brasileiro, para depois expandir e navegar por horizontes.</p>



<p>Milton Nascimento, a voz do Brasil, já cantarolava: “Maria, Maria é um dom, uma<br>certa magia, uma força que nos alerta”. O Brasil é território de Marias. Maria da Penha,<br>Maria Bonita, Maria Felipa e Maria Padilha. Na comemoração de Independência da Bahia, neste ano, conheci e pude relacionar histórias de algumas heroínas que fizeram parte desse momento histórico e ganharam mais visibilidade. Entre os nomes citados, estava Maria Quitéria.</p>



<p>Nascida em 27 de julho de 1792, na cidade baiana de Feira de Santana, Maria Quitéria fugiu de casa com 19 anos, cortou o cabelo e vestiu as roupas do seu cunhado, José Cordeiro de Medeiros, se apresentou voluntariamente para o Exército, fingindo-se de<br>homem, com o nome de Medeiros. Com o objetivo de se juntar às tropas que lutavam<br>contra os portugueses, foi para o campo de batalha em uma época que a mulher não<br>tinha autonomia em qualquer campo de atuação e participou de várias batalhas em<br>defesa do Brasil e da Bahia. Uma das principais mulheres da cultura nordestina, morreu<br>praticamente cega e no anonimato, em Salvador, no dia 21 de agosto de 1853. Depois de<br>143 anos, ela recebeu do Estado brasileiro o título de Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.</p>



<p>O machismo e a misoginia praticados por homens que se portavam/portam como<br>seres dominantes e superiores impediam/impedem o crescimento das mulheres, limitam sua liberdade e dificultam a ocupação de cargos profissionais por mulheres, em todos seus recortes e existências. Sempre foi dessa forma e permanece. Lutamos para que possamos ser fortes e reconhecidas da forma que quisermos, sem termos que nos munir de vestes masculinas para, unicamente, receber aprovações ou ter grandes conquistas. Conhecendo Maria Quitéria, mulher brasileira, nordestina e porreta, é possível relacioná-la com outras mulheres.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a0504-jeanne-e-maria.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-12614" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Jeanne Baret e Maria Quitéria<br>Arte digital por Ariadne Bedim</figcaption></figure></div>



<p>Jeanne Baret possui muitos pontos em comum com a história de Maria Quitéria, primeiro pelo dia e mês de nascimento. Em 27 de julho de 1740, Jeanne nasceu. Seus pais eram humildes camponeses e a ensinaram a identificar as plantas por suas propriedades curativas; assim, ela se tornou botânica. Em uma época que as mulheres eram proibidas de viajar à bordo de um navio, ela se disfarçou como um rapaz com o nome de Jean e foi para uma viagem ao redor do mundo. Durante a viagem, Jeanne realizou várias descobertas &#8211; entre elas, a da Bougainvillea brasiliensis, uma trepadeira com flores brilhantes e belas, nativa da América do Sul. Jeanne Baret morreu em 5 de agosto de 1807, na região da Nova Aquitânia, sendo conhecida apenas por ter sido a amante do naturalista e botânico Philibert Commerson. Séculos depois, ela foi reconhecida como a primeira mulher a circum-navegar o mundo contribuindo com diversas descobertas botânicas.</p>



<p>As semelhanças entre essas histórias moldam a existência de mulheres daquela época, permeadas por esforços constantes para conquistar seu lugar. A luta pelo que elas acreditavam, traduzidas em seus feitos, foi combustível para a concretização de tais narrativas. Mulheres vestiram-se de espada, escudo e atravessaram o mundo no século XVIII. A nossa batalha é por nós e por elas; as que vieram e as que virão, para que não tenhamos que fingir quem não somos. Sejamos mulheres cientistas, pesquisadoras,<br>botânicas, navegantes e guerreiras; sejamos.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:29% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/91a15-aridne.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11096" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Ariadne Bedim </strong>é jornalista formada na Universidade Federal de Juiz de Fora &#8211; UFJF, doula, fotógrafa documental e afetiva, umbandista, encantada pela antropologia visual e audiovisual.&nbsp;</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/11/e9be3-nana1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10139" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p></p>
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