<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Iury Borel - Revista Trama</title>
	<atom:link href="https://revistatrama.artebodoque.com/tag/iury-borel/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistatrama.artebodoque.com/tag/iury-borel/</link>
	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Sun, 14 Apr 2024 21:29:02 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.6</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">207943372</site>	<item>
		<title>Letra Popular</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/21/letra-popular/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/21/letra-popular/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Jun 2020 21:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 050]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[letristas]]></category>
		<category><![CDATA[vernacular]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=10382</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Iury do Vale Borel</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/21/letra-popular/">Letra Popular</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_i0J6oMaf6g"></a><em><em><em>o&nbsp; terceiro da&nbsp; série de 3 textos sobre parte do movimento da cultura popular até a relação da produção vernacular brasileira. </em><strong><em>Essa é uma literatura interativa, clique nos links.</em></strong></em></em></p>



<p class="has-text-align-center">Pintura tipográfica popular urbana,mais um capítulo de resistência da arte.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-drop-cap">A forma de expressão visual daquilo que podemos considerar uma das maiores obras da humanidade, a cidade, é repleta de pregnâncias em sua maioria acentuadas, tal como nosso contraste social. A economia,&nbsp;motor que movimenta essa obra,&nbsp;faz as cidades pulsarem, desenhando em cada período a identidade estética vigente &#8211; tanto nos estilos gráficos quanto nos meios de produção.</p>



<p>Na urgência desses espaços, o cidadão adapta sua necessidade ao recurso existente. Talvez você veja algum anúncio até terminar essa leitura; bom, essas peças gráficas fazem parte do seu dia-dia. Anúncios, como são chamados, são projetados cada vez mais para performar o conteúdo com o público certo. Uma bela estratégia de ser vista, mas que nem todo mundo pode pagar ou sequer sabe como funciona. Porém, o que não falta são postes com cartazes colados em lambe-lambe, de cartomantes a montadores de móveis, placas improvisadas, muros com&nbsp; letreiros ou pinturas  &#8211; das mais rudimentares a elaboradas obras gráficas. A realidade do borracheiro que usa de um conhecimento próprio para escrever em um pneu é a expressiva maioria na sociedade brasileira.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e4613-iury-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="10383" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10383#main" class="wp-image-10383" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/090a0-iury-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="10384" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10384#main" class="wp-image-10384" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/13664-iury3.jpg?w=950" alt="" data-id="10385" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10385#main" class="wp-image-10385" data-recalc-dims="1" /></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption">Cenas dos documentários <a href="https://www.youtube.com/watch?v=XbzG-YYdH0Y">Design Vernacular</a> (2018) e<a href="https://www.youtube.com/watch?v=uWT0-ZMdWTQ"> Praça da Sé (1976)</a>, disponíveis no youtube.</figcaption></figure>



<p>Algumas são as formas de ampliar essa ciência popular para outros negócios: o banner do salão pequeno de bairro, uma placa para no portão informando que ali há uma costureira, professor particular ou até mesmo Chup Chup. Na intenção de comunicar seja qual for sua demanda, o brasileiro “se vira como pode”. Segundo Walker (2001, p. 10), observa-se que as características da linguagem escrita são moldadas por variáveis sociais, econômicas, educacionais e tecnológicas, de acordo com determinada sociedade, linguagem ou tempo.</p>
</div></div>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A sociedade se modifica e, assim, sua economia.</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0ab1c-iury4.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10388" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Cena do documentário <a href="https://www.youtube.com/watch?v=uWT0-ZMdWTQ">Praça da Sé (1976)</a></figcaption></figure>



<p>Se tratando da mudança que a sociedade vem passando, as necessidades vão se tornando mais complexas &#8211; como a de se comunicar de forma visual no meio urbano. Assim surge o profissional letrista, ascendente de um conhecimento mais escolarizado sobre as técnicas da pintura, construindo uma hierarquia entre as pinturas de letras amadoras, com trabalhos elaborados que destacam no confronto visual das cidades. Nas regiões mais isoladas do Brasil se observa que as letras feitas por esse pintores também têm suas relevâncias e especificidades, como registra o projeto <a href="https://www.letrasqflutuam.com.br/">Letras que Flutuam</a>. Se você se interessar ver esse paralelo entre a pinturas de letras nos centros urbanos e de regiões isoladas, minhas sugestão é conhecer também os <a href="http://www.designvernacular.com.br/abridoresdeletras/">Abridores de Letras</a>.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8ca58-iury5.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="10389" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10389#main" class="wp-image-10389" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/aca8e-iury6.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-id="10390" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=10390#main" class="wp-image-10390" data-recalc-dims="1" /></figure></li></ul><figcaption class="blocks-gallery-caption">Abridores de Letras de Pernambuco</figcaption></figure>



<p>O esforço que o povo faz, especificamente a periferia, de disputar com o erudito, é o que gera a fagulha a de sua ascensão criativa sempre brilhante; em outras palavras, a necessidade de sobreviver. Observamos o que vem das ruas e encontramos o pulso de uma arte efêmera, que comunica e expressa por meio de técnicas e tática populares, passadas de forma humana para outras gerações, um ou grupo ensinando a outro, quando não autodidata. Tal fenômeno é&nbsp; praticamente resistir às pressões econômicas. Para Dohmann (2007), essa tipografia pode receber o adjetivo de <a href="https://www.instagram.com/cidadevernacular/?hl=pt-br">vernacular</a>.</p>



<p class="has-text-align-center"><em><img fetchpriority="high" decoding="async" width="293" height="354" src="https://lh4.googleusercontent.com/FVc-6ZRExH1jolXF1kGdpuhwNb2Eo9swE2pOuP7JO0GkZGFs-oJOWcOAu6xw20yZbC3Lyf1M7JPcc-WKSXheqXKSvmQz_voGvh56IaRRmW6wMgvtc0M5YBtP2kUs-D7UzmXnQuc7"></em></p>



<p class="has-text-align-right"><em>“aquele que surge do intermédio entre a necessidade de transmitir algo e uma carência de conhecimento mais apurado, construída a partir da restrita bagagem cultural de indivíduos que desconhecem os postulados das técnicas acadêmicas e escolarizadas.” Dohmann (2007, p. 38)</em></p>



<p>Depois desta leitura, sugiro que exercite seu olhar para a rua buscando reparar nas escritas populares que brigam pela sua atenção com a arquitetura, os outdoors e até mesmo com a tela do celular. Sendo tão disputada assim nossa atenção, o pobre de recurso e capital compensa no capricho, criatividade e na experimentação, transmitindo seu conhecimento adquirido em uma rede fraternal.</p>



<p>Tudo isso nos mostra uma beleza sem igual, em contrapartida de uma atmosfera de abandono existente nos grandes centros. Ainda sim, a arte vernacular se torna referência para muitos <a href="https://www.instagram.com/pintoresdeletras/?hl=pt-br">projetos de design</a><a href="https://www.instagram.com/cartelitopopular/?hl=pt-br">, coletivos</a>, <a href="https://www.instagram.com/letreros_cadena/?hl=pt-br">empresas</a>, estratégias de marketing, &nbsp;<a href="https://www.instagram.com/letrasqflutuam/?hl=pt-br">pesquisas acadêmicas</a>, textos para revistas, e, claro, para artistas:</p>



<p>Uma boa dica é: Valorize a arte popular, letristas populares, abridorxs de letras. Segue abaixo uma lista com alguns artistas que tem essa corrente como referência para sua pesquisa:</p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.instagram.com/mg_carteles/?hl=pt-br">MG Carteles</a></p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.instagram.com/dcargamaxima/?hl=pt-br">Carga Máxima</a></p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.instagram.com/cumbiayamor/?hl=pt-br">Cumbia&nbsp; Y Amor</a>&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.instagram.com/k.kosugue/?hl=pt-br">k.kosugue</a></p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.instagram.com/thiago.nevs/?hl=pt-br">Thiago_nevs</a></p>



<p class="has-text-align-center"><a href="https://www.instagram.com/filipegrimaldi/?hl=pt-br">Filipe Grimaldi</a></p>



<p><a href="https://www.researchgate.net/profile/Fatima_Finizola">Fátima Finizola</a>, que enriquece muito esse assunto e foi a primeira pessoa que vi citar “Circularidade Cultural“, já proporciona reflexões sobre o fenômeno tipográfico vernacular:</p>



<p class="has-text-align-right"><em>“Como uma manifestação de design informal, surgida antes mesmo da oficialização da profissão do Brasil e no mundo, os registros dos primeiros artefatos de comunicação urbana elaboradas de forma manual remetem a períodos históricos distante, difíceis de precisar.” </em><br><em><a href="https://www.researchgate.net/publication/236647396_Alem_das_Letras_a_tipografia_vernacular_como_expressao_cultural">(Finizola, 2011)</a></em></p>



<p>“Circularidade Cultural“para Finizola é a troca de experiências permitindo que por vez o erudito se torne popular, e que o popular seja assimilado pela linguagem oficial, se tornando também erudito. Fluxos como esses fazem a humanidade expandir em suas percepções, conecta as experiências e assim seus agentes, caminhando para a unidade que coexista tantas distintas experiências. Eu mesmo me deleito com essa troca:</p>



<p class="has-text-align-center"><img decoding="async" width="164" height="164" src="https://lh5.googleusercontent.com/fIlaxBclcqRI4P0VrViJiXBWbb1GaCkSeV_X5YOBcgIjm4T7BE5X5q_mGm0HFkEJ5kQJBLfpDpj5LEZxliQ83f2hcYa8Vz5sp-fVX81r6t4XhZHuAgbs1QJoNJv0NSJ3BsfLurRd"><img decoding="async" width="164" height="163" src="https://lh5.googleusercontent.com/qqUAV8oLfwxqvD6nz9GVrw3iuVn5gES388aMWplYSNPF16epA4zMxkWwElK6vxThCFiWTTIX3kbnB5k5G_VYEepjDEMa0TWMEg9n90JAelU0fLYyy-8-2uvGG2pCRounLRhmu3WB"><img loading="lazy" decoding="async" width="164" height="163" src="https://lh6.googleusercontent.com/CDR9fLuWCvDVR_c7e3e-5FNciDa7yvYyc6J_3bmh67RMMH2baA98tk2FTLuQleOrxgd2yKBTpd77MJwsy7xX5etHoBgvICYixFfuRO75nfm34DrLhWVurJcLfMgM1X8HM-bWc2vn"></p>



<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZhjOb3JodCU">O Brasil </a>que a maioria dos brasileiros pode tangenciar certamente se fez em extrema criatividade, passada de gerações, em pontos distintos na sua imensidão. Empoderar o povo com tecnologia, conhecimento estratégico e fornecer recursos materiais necessários sejam talvez algumas das ações que as forças da arte vernacular devem buscar para o povo. Contribuir para que a periferia resista é, certamente, uma de suas grandes realizações e potências.</p>



<p class="has-text-align-center">Poder Para o Povo</p>



<p class="has-text-align-center">Viva a Cultura Popular</p>



<p class="has-text-align-center">Viva a Tipografia Popular</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.youtube.com/watch?v=TH4xNys97sg&#038;t=567s
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Bibliografia de apoio</strong></p>



<p><a href="https://www.researchgate.net/publication/330912909_Sign_Painters_of_Pernambuco_A_Brief_History_of_the_Origins_Aesthetics_and_Techniques_of_their_Practice_in_the_Northeast_of_Brazil"><strong>Sign Painters of Pernambuco: A Brief History of the Origins, Aesthetics and Techniques of their Practice in the Northeast of Brazil</strong></a></p>



<p><a href="https://www.researchgate.net/publication/269163454_The_Iconography_of_Truck_Art_in_the_Brazilian_State_of_Pernambuco"><strong>The Iconography of Truck Art in the Brazilian State of Pernambuco</strong></a></p>



<p><a href="https://www.researchgate.net/publication/236213500_Identificacao_de_padroes_na_linguagem_grafica_verbal_pictorica_e_esquematica_dos_letreiramentos_populares_Identification_of_patterns_in_verbal_pictorial_and_schematic_graphic_language_of_popular_lette"><strong>Identificação de padrões na linguagem gráfica verbal, pictórica e esquemática dos letreiramentos populares Identification of patterns in verbal, pictorial and schematic graphic language of popular letterings</strong></a></p>



<p><a href="https://www.researchgate.net/publication/236647396_Alem_das_Letras_a_tipografia_vernacular_como_expressao_cultural"><strong>Além das Letras: a tipografia vernacular como expressão cultural</strong></a></p>



<p><a href="https://www.researchgate.net/publication/216776013_Tipografia_Vernacular_Urbana_Uma_analise_dos_letreiramentos_populares"><strong>Tipografia Vernacular Urbana | Uma análise dos letreiramentos populares</strong></a></p>



<p><a href="https://drive.google.com/file/d/1TOhwGOQMgZKDd7pHMz-xqRph0DbX8LSm/view?usp=sharing"><strong>Paisagens tipográficas &#8211; lendo as letras nas cidades.&nbsp; Anna Paula S. Gouveia, André Luiz T. Pereira, Priscila L. Farias, Gabriela G. Barreiros [Senac/SP]</strong></a></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Iury Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se ativista gráfico pela Universidade Federal do Espírito Santo.  Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua, que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana.<strong> Descriminalize a arte</strong>.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://twitter.com/stabenowcaroli"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5bb86-galeriacarol3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10519" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/21/letra-popular/">Letra Popular</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/21/letra-popular/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">10382</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Folia Revolucionária</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/26/folia-revolucionaria/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/26/folia-revolucionaria/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Apr 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 042]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[MCP]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=9048</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Iury do Vale Borel</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/26/folia-revolucionaria/">Folia Revolucionária</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_i0J6oMaf6g"></a><em><em>o segundo da&nbsp; série de três textos sobre parte do movimento da cultura popular até a relação da produção vernacular brasileira.</em></em></p>



<p class="has-text-align-center">A resistência é o gingado dos foliões do Brasil.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-drop-cap">O nordeste ensina a resistência ao Brasil, a ginga desse povo brasileiro que escapa até hoje das ondas de controle malignos das massas. Vide os números da última eleição, em que Bolsonaro perde no nordeste com <a href="https://g1.globo.com/politica/eleicoes/2018/eleicao-em-numeros/noticia/2018/10/29/haddad-ganha-no-nordeste-e-bolsonaro-nas-demais-regioes-do-pais.ghtml">30% dos votos</a>, igualmente em Pernambuco, o Leão do Norte, um povo com valorosa coragem e rica cultura.</p>



<p>A <a href="https://bodoqueonline.art.blog/2020/03/29/aboio-o-canto-esquecido/">cultura popular brasileira,</a> por diversas&nbsp; vezes, se inclinou a “driblar” ordens, leis para sobreviver. Sempre à margem do cerco do poder, movimentos como a capoeira respiravam em outras manifestações populares, como as marchas em Pernambuco que, mais tarde, graças a essa mistura, se tornou o Frevo. Houve, por exemplo, antes do carnaval que conhecemos atualmente, outras manifestações populares que precisam ser “reeducadas” para atender ao formato da desejada sociedade padrão.</p>



<p>Frevo é como o &#8220;<strong>xeque</strong>&#8221; em que o rei escapa, mas que ali segue o povo ciente que seus movimentos ameaçam reis, imperadores e presidentes.</p>



<p>Antes de ficar famoso, o frevo se manifestava como um momento de extrema preocupação dos militares aquartelados. Liderando os blocos das marchas, os capoeiras dançavam com suas navalhas nos calcanhares próximos aos batalhões, atordoando e muitas vezes ferindo os militares:</p>
</div></div>



<p class="has-text-align-right has-normal-font-size"><em>“tudo no frevo nasceu assim, de segundas intenções, de necessidade de burlar a vigilância policial, e dar expansão a sentimentos nacionalistas exacerbados, em fase explosiva, numa época onde tudo era, por igual, de lutas as mais cruentas, de batalhas as mais dramáticas, de resistência as mais heróicas, contra o jugo português”. </em><br><em>&#8211; DUARTE, Ruy (1968)</em></p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="669" height="505" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=669%2C505&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35609" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?w=669&amp;ssl=1 669w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=300%2C226&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=205%2C155&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=480%2C362&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/image-1.png?resize=600%2C453&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 669px) 100vw, 669px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Jean-Baptiste Debret, 1826</figcaption></figure>



<p>O nome <a href="https://www.youtube.com/watch?v=wUpoddXSUfc">Frevo</a> apareceu pela primeira vez no jornal em 1905, made in Brazil do jeito que tinha que ser: misturado, fervoroso e agitado. Esse fenômeno sinaliza que, para qualquer lugar do nordeste que olharmos, encontraremos uma escola de resistência exclusiva de um povo que deu trabalho para as forças de gentrificação e higienização cultural do país. Uma liberdade que era aparentemente programada e, na prática, controlada, pois houve sempre a mão invisível controlando o país seja pelo imperador importado ou pelas famílias herdeiras do país. Percebemos os vetores de opressão à cultura popular na proibição do samba, capoeira, ou na censura de desfiles, Uma questão importante se origina desse fato:</p>



<p class="has-text-align-right"><strong><em>Percebemos os vetores de opressão à cultura popular na proibição do samba, capoeira, ou na censura de desfiles, mas sabemos ver hoje o tratamento que as comunidades que guardam sua cultura como referência recebem no cotidiano atual?</em></strong></p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/7c1e9-iury8.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9054" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image is-resized"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/698c2-iury11.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9055" style="width:470px;height:auto" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Pierre Verger, 1947.</p>



<p>O brasileiro encontrou na folia um jeito de mostrar o volume de sua voz, a unidade de sua massa. No Brasil, antes do Carnaval ser comemorado como é hoje, era uma festa que correspondia o<a href="https://www.youtube.com/watch?v=9x0kk63rFIU"> Entrudo</a>. Em meados do século XIX, o governo proibiu a brincadeira que servia de base para o Entrudo, as Limas de Cheiro, um costume português trazido para o Brasil.  Consistia em jogar ovos feitos de cera com água de cheiro nas pessoas. Com o tempo, as águas de cheiro foram substituídas por ácido nítrico dissolvido em água, implantando-se assim o caos e a necessidade do governo controlar tal costume. O governo marginalizou a festa, criou leis e penalidades e assim foi substituído o jeito de fazer a folia pelo princípio que é o carnaval que vemos hoje. Mas o que se ouve é que Pernambuco não se moldou ao jeito de fazer Carnaval que o imperador desejava.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/54465-iury4-ok.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9057" data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">&#8216;Entrudo &#8211; Rua do Ouvidor&#8217; &#8211; Angelo Agostini, 1884</figcaption></figure>



<p>A cultura popular acompanha uma linha marginal de valiosas qualidades, guarda consigo  diversos gestos de imaturidade comportamental. Isso é exemplificado pelas violentas brigas e graves danos causados pelas pseudo guerrilhas que marcaram os Entrudos, em seguida o Frevo pelo Carnaval e até brigas de torcidas. Movimentos de agitadores que se perdem na causa e efeito de sua violência, não se sabe se luta para resistir ou resiste por lutar, presente em uma sociedade, carregada de motivos coletivos ou individuais para sua revolta.</p>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/3c33c-iury2.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9058" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/dbcb9-iury3.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9059" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/b62f4-iury4.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9060" data-recalc-dims="1"/></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">&#8216;Frevo&#8217; &#8211; Cândido Portinari, 1958</p>



<p>O pernambucano, novamente, tem uma história de revoltas e resistência que absurdamente é disfarçada pelas grades curriculares obrigatórias que são formuladas pelo Brasil. Não se fala dessa coragem, desse espírito de revolução que o pernambucano precisou ter em sua história. Talvez lamentemos no futuro não aprender e ser honesto com a história que se conta nas escolas. Revolução Praieira (1848) tempo depois da Confederação do Equador (1823), um desdobramento da Revolução Pernambucana (1817).</p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/90697-iury6-1.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9062" data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">&#8216;Execução de Frei Caneca&#8217; (detalhe) &#8211; Murillo de La Greca, 1924</figcaption></figure>



<p>As intercessões entre a cultura popular e a realidade social geram momentos na sociedade que a arte pode apontar o dinamismo do grupo em questão. Por exemplo: são tantos os gestos opressivos do estado brasileiro ao longo da história que os movimentos culturais populares cresceram à margem da cultura dominante.</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-right"><em>“paz, calma, divertimento, é a sugestão da Escola de Samba; <br>luta, guerra, briga é a sugestão do frevo&#8230; <br>&#8230;E tudo está certo:&nbsp; o samba foi feito para divertir e o frevo para ferir.” <br>DUARTE, Ruy (1968)</em></p>



<p>A capoeira, o samba, o funk, o pixo, os terreiros, resistem em suas áreas pelas beiradas, driblando, fugazes resistindo ao gosto da <em>família de bem</em>.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2020/04/d653a-iury1.jpg?w=950" alt="" class="wp-image-9063" data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">Augustus Earle</figcaption></figure>



<p>O Brasil, de tanto ter que fazer do seu jeito, tem resistência e autonomia marcados na identidade de sua cultura popular. A construção de uma história em que o povo é o protagonista das mais eufóricas alegorias da liberdade: o momento da folia do carnavalesco, a fé no terreiro que resiste aos ataques desde sempre, ao olhar da família que junto desenha, cria e reforma sua morada sem conhecer engenheiro ou lição de cálculo. O brasileiro que comunicou a economia, a poesia e a transformação por meio de suas letras deixou a marca do brasileiro, um país vernacular. </p>



<p>Aprender com o vernacular, pra mim, tem sido aprender sobre o frevo de Capiba, Nelson Ferreira e Ruy Duarte, sem deixar de buscar na arquitetura das palafitas, ou no artesanato do couro pelas lentes de Thomaz Farkas, as qualidades da inteligência de projeto e produção de um meio singular de sobrevivência. Os letristas que durante décadas preservam uma cultura de comunicação, sinalização e por que não de marketing dos comércios urbanos; mostram a forma que o brasileiro encontrou de construir seu caminho com seu próprio saber.</p>
</div></div>



<p><strong>Bibliografia de apoio</strong></p>



<p>Duarte, Ruy (1968). História Social do Frevo. Rio de Janeiro: Leitura</p>



<p><a href="http://atarde.uol.com.br/cinema/noticias/1893252-em-nome-da-america-traz-reflexao-geopolitica-para-cachoeira">http://atarde.uol.com.br/cinema/noticias/1893252-em-nome-da-america-traz-reflexao-geopolitica-para-cachoeira</a></p>



<p><a href="https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/reginaldo-correa-de-moraes/um-livro-um-filme-um-mundo-em-comum">https://www.unicamp.br/unicamp/ju/artigos/reginaldo-correa-de-moraes/um-livro-um-filme-um-mundo-em-comum</a></p>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-full is-resized is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35611" style="width:221px;height:221px" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=40%2C40&amp;ssl=1 40w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=275%2C275&amp;ssl=1 275w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=205%2C205&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=480%2C480&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2024/04/iury-b.png?resize=800%2C800&amp;ssl=1 800w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Iury Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se ativista gráfico pela Universidade Federal do Espírito Santo. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua, que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana.<strong> Descriminalize a arte</strong>.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/vianablack/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/99218-beto4-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9049" data-recalc-dims="1"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1"/></figure>





<hr class="wp-block-separator has-css-opacity"/>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/26/folia-revolucionaria/">Folia Revolucionária</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/04/26/folia-revolucionaria/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">9048</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Aboio: o canto esquecido.</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/29/aboio-o-canto-esquecido/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/29/aboio-o-canto-esquecido/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Mar 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 038]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[MCP]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=8551</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Iury do Vale Borel</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/29/aboio-o-canto-esquecido/">Aboio: o canto esquecido.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_i0J6oMaf6g"></a><em>uma série de 3 textos levarão da contextualização do movimento da cultura popular até a relação da produção gráfica vernacular.</em></p>



<pre class="wp-block-verse">Vamos crianças, vamos
Vamos todos aprender
No tesouro que achamos
A receita do bem viver
Vamos criança, vamos
Bem depressa aprender
A receita do bem viver</pre>



<pre class="wp-block-verse has-text-align-right">É preciso conquistar
Com coragem e união
A flor da felicidade
Que deseja, deseja o coração</pre>



<pre class="wp-block-verse">Vamos crianças, vamos
Vamos todos aprender
No tesouro que achamos
A receita do bem viver
Vamos criança, vamos
Bem depressa aprender
A receita do bem viver</pre>



<pre class="wp-block-verse has-text-align-right">Primeiro a Verdade amar
Amar sempre a Igualdade
Progresso conquistar
Pelo bem, pelo bem da Humanidade</pre>



<p class="has-text-align-center has-normal-font-size"><em>Receita do Bem Viver -MCP (O Movimento de Cultura Popular do Recife (1959-1964).</em></p>



<p><a href="https://teses.usp.br/teses/disponiveis/8/8138/tde-08012015-105321/publico/2014_FabioSilvaDeSouza_VCorr.pdf">MCP</a>, pense você em tal sigla carregava a energia de evolução humana além dos tempos e que mantinha um time dos sonhos para qualquer era.  nomes como <a href="https://vimeo.com/247319655">Paulo Gil Soares</a>, <a href="http://www.academia.org.br/academicos/ariano-suassuna/biografia">Ariano Suassuna</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=5yRyAXPXHmA">Paulo Freire</a>, etc.</p>



<p></p>



<p style="background-color:#252626;color:#ffffff" class="has-text-color has-background has-text-align-right has-normal-font-size">“os jovens intelectuais que militaram no MCP&#8230;. desenvolveram propostas programáticas e ações político-culturais que contribuíram para a percepção de que as classes populares deveriam ser sujeitos da sua história e protagonistas da construção de sua identidade.”</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Viva a Cultura Popular</strong></h3>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/fbebb-o-processo-do-diabo.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8552" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Leonel Albuquerque, Mariene Gouveia, Leda Alves, Maria de Jesus Porto Carreiro (Baccarelli), José Pimentel e Clênio Wanderley (&#8216;O processo do diabo&#8217; / &#8216;A caseira e a catarina&#8217;)<br>Foto: <strong>Reprodução</strong></figcaption></figure>



<p>A guerra travada entre o artesanatoXtecnologia nunca fez sentido se observar que aqueles que lutaram pelo controle social, se dizendo patriotas quando na real, nacionalista, desencontraram da cultura popular brasileira que resiste a 500 anos à opressão dos classistas supremacistas que em carregam a desigualdade social, trata-se da higienização cultural do povo brasileiro.</p>



<p><a href="https://www.infoescola.com/historia/governo-de-joao-goulart/">Jango</a> era um político pró-provo com heranças do Getulismo, estourou o plano Trienal e iniciou um período de intensas brigas com a direita com suas &#8220;Reformas Populares&#8221;, principalmente agrária, o estopim para o grandes donos de Terra mobilizarem as forças armadas brasileiras.&nbsp;</p>



<p>Podemos aprender com um recorte muito rico na história da educação e valorização da arte popular no Brasil. O aqui citado MCP, serviu de apoio para uma corrente de intelectuais que defenderam com astúcia os retalhos da cultura, pré-artesanato e a identidade artística brasileira iluminados pela ideologia da educação como direito universal primário nos primeiros anos da década de 1960.</p>



<p>Visto Paulo Freire, um dos coordenadores estratégicos do MCP. Interventores como eles alavancaram a alfabetização nos sertões de Pernambuco implantando uma estrutura educacional  correlacionada com a cultura popular.</p>



<p style="background-color:#252626;color:#ffffff" class="has-text-color has-background has-normal-font-size">Promover e incentivar, com a ajuda de particulares e dos poderes públicos, a educação de crianças e adultos; atender ao objetivo fundamental da educação que é o de desenvolver plenamente todas as virtualidades do ser humano, através da educação integral; proporcionar a elevação do nível cultural do povo, preparando-o para a vida e para o trabalho; colaborar para a melhoria do nível material do povo, através da educação especializada; e formar quadros destinados a interpretar, sistematizar e transmitir os múltiplos aspectos da cultura popular.<a href="http://forumeja.org.br/df/sites/forumeja.org.br.df/files/dabelardo.pdf"> (MEMORIALDO MCP, 1986</a>, p.23-24).</p>



<p>Abelardo da Hora, comunista e presidente da Sociedade de Arte Moderna de Recife,  foi um dos envolvidos nessa forte união dos setores pela educação. Cresceu como nunca em Recife de Miguel Arraes na década de 1960 as unidades escolares e o consequente aumento de alfabetizados gerou insatisfação aos conservadores da política e sociedade pernambucana, pois vislumbravam a formação de um novo campo eleitoreiro. processo interrompido antes da metade da década pela intervenção militar. </p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1d46f-castelo-branco.jpg?resize=364%2C420&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8553" width="364" height="420" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Charge sobre castelo branco <br>“Janc vê o elogio/’. Janc. 1964</figcaption></figure>



<p>Para quem serviam os generais Arthur da Costa e Silva, Castelo Branco e Cordeiro de Farias quando se amotinaram contra a constituição e implantaram o regime militar?  O que havia com as propostas de reformas de Jango? Por que um programa de alfabetização seria tão ofensivo ao progresso militar a ponto de seu imediato encerramento</p>



<p style="background-color:#252626;color:#ffffff" class="has-text-color has-background has-normal-font-size">O Movimento de Cultura Popular do Recife foi extinto com o <a href="https://www.youtube.com/watch?v=LMF0LaWzjto&amp;t=611s">golpe militar,</a> em março de 1964. Dois tanques de guerra foram estacionados no gramado da sua sede, no Sítio da Trindade. Toda a documentação do Movimento foi queimada, obras de artes destruídas e os profissionais envolvidos foram perseguidos e afastados dos seus cargos.</p>



<p>A intencionalidade do MCP não era apenas ensinar ler e escrever de maneira elementar, <strong>mas promover educação conscientizadora para exercício da cidadania.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ba0c1-jango-mcp.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8554" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Em pé, Paulo Freire explica ao presidente João Goulart e a políticos nordestinos a sua pedagogia do oprimido, observado por Miguel Arraes (à sua esquerda) e outras autoridades / Acervo Fórum de Educação de Jovens e Adultos</em></figcaption></figure>



<p>O respeito pela identidade do pobre (que não podia sequer&nbsp; votar por ser analfabeto) o fez mergulhar na identidade oprimida e machucada para descobrir o meio ideal de comunicação. A meta era acessar uma esfera de pessoas por vez abandonadas pela evolução que a civilização e o progresso haviam prometido. Paulo Freire abraçou a sabedoria daquele povo que não sabia escrever o nome mas entendia sobre a sobrevivência&nbsp; em um cenário duro e miserável.</p>



<p>A história é uma verdadeira sábia que nos conta os fatos, deixando pra cada um a interpretação desejada. O ataque sofrido pela educação e a arte em 64 ainda são incalculáveis, talvez um grande efeito ainda hoje, similar o da chamada Bomba de efeito moral que abala o coletivo em função de dispersão, “desnorteando” e provocando contusões graves em quem estiver por perto.&nbsp; O desmonte de iniciativas que buscavam erradicar a miséria, o anafalbetismo, a segregassão social teve como finalidade calar um povo e deixando assepsiado da sua própria cultura. Não se pode esperar uma política progressista coletiva das gerações nascidas no golpe, pois nada podia se dizer naquelas épocas e assim “nada se aprendia”.&nbsp;</p>



<p>Não houve no brasil uma força que colocasse o regime militar em xeque, houve na verdade uma entrega lenta para uma cúpula pseudo-democrática. A Cultura Popular foi queimada e enterrada, ou quando não encaixotada e ocultada.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/731d8-lina.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8555" data-recalc-dims="1" /><figcaption>L’Espresso .1964 notícia o cancelamento da exposição “Nordeste do Brasil”</figcaption></figure>



<p>O aparente carma da arte brasileira de evidenciar a riqueza cultural antropofágica como em<a href="https://brasilescola.uol.com.br/literatura/semana-arte-moderna-1922.htm"> 22</a> na semana moderna, na exposição <a href="https://jeffcelophane.wordpress.com/2012/01/30/a-arte-popular-coletada-por-lina-bobardi-revive-em-exposicao-na-bahia/">“Nordeste do Brasil”</a> de 60 organizada por Lina Bo Bardi, ou nas obras de<a href="https://www.youtube.com/watch?v=RyTnX_yl1bw"> Glauber Rocha</a> e <a href="https://www.youtube.com/watch?v=yHOnuQ8AMW4">Paulo Gil</a> trazem consigo o forte pulso das forças conservadoras que insistem distanciar a realização da <em>massa</em> em se tornar o <strong>povo</strong> que sabe guiar sua sociedade, o povo que sabe e escolher o que é melhor para o próprio povo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/b0f9d-deus-e-diabo.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8556" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Poster- Deus e o Diabo na Terra do Sol. 1964  Glauber Rocha</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/aa821-lina-002.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8557" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Fragmentos: Artefatos populares, o olhar de Lina Bo Bardi&#8221; &#8211; divulgação</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8648a-lina-003.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8558" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Planta do térreo e conjunto da exposição &#8216;Nordeste&#8217; realizada no &#8216;Museu de Arte Popular do Unhão&#8217; em Salvador, 1963 &#8211; acervo Instituto Lina Bo Bardi</figcaption></figure>



<p>A <a href="https://vimeo.com/231401835"><strong>Cultura conservadora</strong></a> tem mostrado que precisa destruir as demais para imperar sem abalos. Tirar do povo a capacidade de autonomia, o senso de julgamento, o orgulho da identidade, são processos que o modelo político vigente adotou para anestesiar a massa e torná-la consequentemente enfraquecida. Para além de ensinar o sertanejo ler e escrever, o MCP ascendeu a consciência de ser participante político com valores.&nbsp;</p>



<p>Se o design e a arte não caminham juntos à educação que reconheça e valorize a cultura popular, de que servirão? O Brasil é refém de um perverso controle que é brutal com o pobre e toda sua cultura, descriminalizando, ofendendo e atropelando a raiz do povo.&nbsp;</p>



<p>Minha mãe sempre me dizia que eu deveria encontrar as minhas respostas morais no meu coração, se fosse pro Brasil esse ensinamento teríamos de ouvir o nordeste e aprender com Pernambuco. Temos os melhores modelos educacionais para nós mesmo, temos uma arte que nos ilumina, uma identidade plena que precisa ser vista para ser lembrada, pois não é por que não passa na TV que não existe. Nada por acaso.</p>



<p><strong>Documentário Indicado</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading"><a href="https://www.youtube.com/watch?v=v0gIEyUzgUU">MIGUEL ARRAES E OS MOVIMENTOS SOCIAIS EM PE [1950/1960]</a></h3>



<p>e todos outros “linkados” anteriormente</p>



<p><a href="https://vimeo.com/9023278">Aboio / Cattle Callers</a></p>



<p><strong>Bibliografia de apoio</strong></p>



<p>Bardi, Lina Bo, 1914-1992. Tempos de grossura: o design no impasse;</p>



<p>Finizola, 2018. A Tradição do Letreiramento Popular em Pernambuco &#8211; origens, forma e prática;</p>



<p>Finizona e Coutinho, 2013. Abridores de Letras de Pernambuco &#8211; um mapeamento da gráfica popular;</p>



<div style="height:227px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>+</p>



<p><strong>Outros acessos&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-rede-gazeta"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="VW95zBf1vb"><a href="https://www.redegazeta.com.br/exposicao-de-janc-homenageia-aniversario-da-rede-gazeta/">Janc expõe 40 anos de charges e caricaturas publicadas em A Gazeta</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Janc expõe 40 anos de charges e caricaturas publicadas em A Gazeta&#8221; &#8212; Rede Gazeta" src="https://www.redegazeta.com.br/exposicao-de-janc-homenageia-aniversario-da-rede-gazeta/embed/#?secret=VW95zBf1vb" data-secret="VW95zBf1vb" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-link is-provider-blog-do-jeffcelophane"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<a href="https://jeffcelophane.wordpress.com/2012/01/30/a-arte-popular-coletada-por-lina-bobardi-revive-em-exposicao-na-bahia/">A Arte Popular coletada por LIna Bobardi revive em exposição na&nbsp;Bahia</a>
</div></figure>



<p><a href="https://www.revistacontinente.com.br/secoes/lancamento/o-tpn-e-seu-maestro-hermilo-borba-filho">https://www.revistacontinente.com.br/secoes/lancamento/o-tpn-e-seu-maestro-hermilo-borba-filho</a></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>&nbsp;Iury do Vale Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se pichador e desenhista industrial pela Universidade Federal do Espírito Santo, mas prefire resumir como ativista gráfico. Acredita na arte como meio de transformação e empoderamento do ser e de comunidades. Logo que inserido nos movimentos de arte de rua, buscou o relacionamento do dualismo presente em sua trajetória, coexistir o erudita acadêmico com o grafista marginal. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana. <strong>Descriminalize a arte</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/29/aboio-o-canto-esquecido/">Aboio: o canto esquecido.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/29/aboio-o-canto-esquecido/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">8551</post-id>	</item>
		<item>
		<title>“O céu está mais colorido por causa do mano Scank ; e a favela agora chora: sangue”</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/o-ceu-esta-mais-colorido-por-causa-do-mano-scank-e-a-favela-agora-chora-sangue/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/o-ceu-esta-mais-colorido-por-causa-do-mano-scank-e-a-favela-agora-chora-sangue/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[Arte de rua]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[street art]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=7518</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Iury do Vale Borel</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/o-ceu-esta-mais-colorido-por-causa-do-mano-scank-e-a-favela-agora-chora-sangue/">“O céu está mais colorido por causa do mano Scank ; e a favela agora chora: sangue”</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/02/885da-image1-1024x451-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7524" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_i0J6oMaf6g"></a></p>



<p>para alguns a definição de resistência se enquadra na relação de conceitos abaixo:</p>



<p>resistência<a href="https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&amp;sxsrf=ACYBGNSGnkWb8Ay7TPIWaWxbUJyv8-m7tQ:1581788797238&amp;q=como+se+pronuncia+resist%C3%AAncia&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOMIfcToyC3w8sc9YSmLSWtOXmM04uINKMrPK81LzkwsyczPE5LgYglJLcoVEpDi4-IpSi3OLC45vAoka8WuxFpQousUxLOIVS45PzdfoThVoQCmVwFZKQCzbtjhZwAAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiS0_m6jtTnAhWBA9QKHdU8Az0Q3eEDMAB6BAgHEAg"></a></p>



<p><em>substantivo feminino</em></p>



<ol type="1"><li>1.<br>&nbsp;ato ou efeito de resistir.</li><li>2.<br>&nbsp;propriedade de um corpo que reage contra a ação de outro corpo.</li></ol>



<p>Corpo esse que pode não ser capaz de resistir à tudo, como aconteceu na madrugada de quinta feira (13 de janeiro) em que o artista urbano Scank e seu amigo Jerry foram surpreendidos por 5 homens armados que os espancaram e findaram a vida de Scank.</p>



<p>“foi morto a tiros enquanto trabalhava com um amigo, na madrugada desta quinta-feira (13)”</p>



<p>(http://www.nordesteusou.com.br)</p>



<h3 class="wp-block-heading">“Meu filho não andava naquela região, ele foi ali somente para fazer o trabalho dele”, afirmou a mãe de Jailson Leonice Gaudino. “Não sei como aconteceu. Só me falaram que mataram ele pelas costas, com um único tiro. Ele fazia as pinturas dele e, nas horas vagas, me ajudava com as vendas e entregas das minhas quentinhas. Eu tinha três filhos, agora tenho só dois. Muito triste essa situação”, <a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/grafiteiro-e-espancado-e-morto-a-tiro-enquanto-trabalhava-no-imbui/">afirmou.</a></h3>



<p>E assim resiste a arte de rua, tendo a vida de protagonistas ceifadas pela ignorância e ódio. Jailson ou Scank, como era chamado, levava consigo uma escola de caligrafia urbana que enchia os olhos de qualquer um que reparasse, assim como fez o Bahia Esporte Clube que se solidarizou com a fatalidade emitindo uma nota. O clube demonstrou&nbsp; admiração pelo artista quando comprou uma das vacas da <a href="https://www.cowparade.com.br/cowparade-salvador-2019">CowParade</a>, a “Bahianinha”,&nbsp; comprada e exposta atualmente no Centro de Treinamento do Bahia, em Dias D’ávila.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2cfec-image2-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7525" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Como a caminhada do Scank, outras tantas foram interrompidas pela brutalidade alheia: Pixadores como Caixa do Rio, Jets e Anormal mortos pela polícia de São Paulo e Perigo. Entre outros que também tiveram a vida ceifada e ainda não se sabe os autores. Artistas de elite que mantiveram no movimento de pixação até o final da vida, que na maioria das vezes não conseguiram celebrar a oportunidade de viver de sua arte.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0d2f8-image3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7526" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Alguns que “escaparam por pouco” como Nuno do Rio, inclinaram-se a produzir em prol do movimento, ainda que sem expor a integridade física. Para alguns que vi se afastarem da cena da pixação, a maturidade foi o que trouxe outros tipos de reflexão, que lançam em jogo os valores da vida de cada um, família, emprego, integridade física.</p>



<p>Para cada história de um ou uma escritora de rua, o conjunto de escolhas transforma a realidade da cena e arte de rua, a resistência tem sido um gesto que define essas histórias, consequentemente a resistência tem sido o maior ícone dessa modalidade de arte.</p>



<p>Acredito na resistência e na arte de cada um, penso nela como os pequenos ou grandes momento de contraposição à humanidade e seu fluxo existencial. Entretanto reconheço que as artes marginais oriundas das favelas, guetos, barracões, sofrem uma pressão desproporcional. Sendo essa pressão mais aguda para mulheres que compõem a arte de rua (ou seja em qualquer situação).</p>



<p>A arte sempre servirá como uma importante ferramenta para o nosso melhor entendimento sobre os aspectos sociais, temos muito a aprender quando não apenas vemos as obras, mas quando estamos desejosos e dispostos a enxergar a carga de conhecimentos que as suas linguagens desejam nos oferecer. Letras expostas na cidade despertam em pessoas, em sua maioria, os autodenominados “cidadãos de bem”, algum tipo de sentimento que abrem as portas para crimes como os que vem tirando a vida de jovens artistas.</p>



<p>Finalizo trazendo uma reflexão sobre nosso atual estado da arte e a ausência de empatia da classe artística para com os artistas de rua: Assim como a pixação, as expressões artísticas trazem novas perspectivas e consigo muitas reações, infelizmente parte das reações se dão pela ignorância de negar o potencial daquela arte para sociedade.</p>



<p>A arte contracultural serve para muitos como espaço produtivo, oportuno para questionar as certezas da humanidade, são inúmeras as transformações que o movimento da pixação proporcionou às vidas acolhidas, exemplos como do mano Scank que demonstrou progredir e ascender níveis na arte, ainda pouco atingidos até o momento final de sua vida. Até quando essas vidas sofrerão pela ignorância e o racismo cultural?</p>



<p>Esse texto foi construído por um esforço coletivo para reunir um pouco da memória de Jailson Galdino Souza dos Santos, 27 anos, conhecido popularmente como Scank. Mais uma vítima da arrogância dos homens que deixa um legado de resistência e amor a arte.<br><br>Salve para a enciclopédia humana da pixação, Ronaldo Gentil.</p>



<p><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/era-o-melhor-caligrafo-de-salvador-diz-professora-sobre-artista-morto-a-tiro/">Manifestações</a> pela Morte do artista:</p>



<p><strong>_O pichador Djan Cripta</strong> também manifestou tristeza pela morte do artista. &#8221; É muito triste porque a expectativa que a gente tava nele era muito grande, um talento sem igual. Tinha certeza que ele ia despontar. Mas é isso, a gente vai seguir na luta com a memória dele&#8221;, comentou.</p>



<p>_<strong>Roca Alencar</strong>: “Ele era alguém que você via o brilho no olhar. Desde 2011, vínhamos ajudando a alavancar a carreira dele porque ele era um grande talento, era genial. Era o melhor calígrafo de Salvador”, comentou a professora universitária Roca Alencar.</p>



<p><strong>_Vírus</strong> escreveu que a morte de Scank significava a perda de um dos &#8220;maiores artistas plásticos/pichador de todos os tempos&#8221;. O pichador era irmão mais velho do cantor.</p>



<p><strong>_Coletivo Lama </strong>também se manifestou sobre o falecimento. &#8220;Ainda não caiu nossa ficha também. Qualquer pessoa que acompanhe minimamente a pixação sabe da relevância dele para o movimento em Salvador e no Brasil. Mais do que isso era nosso amigo e também um dos organizadores de tudo que fizemos até hoje com esse coletivo. Não temos palavras para descrever o que sentimos nesse momento&#8221;,</p>



<p>Livro: Rio de Riscos &#8211; Nuno DV <a href="https://issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_sitehttps:/issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_site">https://issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_sitehttps://issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_site</a></p>



<p>Reportagens</p>



<p><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/grafiteiro-e-espancado-e-morto-a-tiro-enquanto-trabalhava-no-imbui">https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/grafiteiro-e-espancado-e-morto-a-tiro-enquanto-trabalhava-no-imbui</a></p>



<p>O Artista</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="SCANK+OBZO///071" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/_i0J6oMaf6g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Scank 163" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/PfnA40Sv3Cw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><a href="https://www.cowparade.com.br/cowparade-salvador-2019">https://www.cowparade.com.br/cowparade-salvador-2019</a></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong> Iury do Vale Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se pichador e desenhista industrial pela Universidade Federal do Espírito Santo, mas prefire resumir como ativista gráfico. Acredita na arte como meio de transformação e empoderamento do ser e de comunidades. Logo que inserido nos movimentos de arte de rua, buscou o relacionamento do dualismo presente em sua trajetória, coexistir o erudita acadêmico com o grafista marginal. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana. <strong>Descriminalize a arte</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/o-ceu-esta-mais-colorido-por-causa-do-mano-scank-e-a-favela-agora-chora-sangue/">“O céu está mais colorido por causa do mano Scank ; e a favela agora chora: sangue”</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/o-ceu-esta-mais-colorido-por-causa-do-mano-scank-e-a-favela-agora-chora-sangue/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">7518</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Resistir, uma escolha inevitável na história oculta da arte.</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/01/26/resistir-uma-escolha-inevitavel-na-historia-oculta-da-arte/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/01/26/resistir-uma-escolha-inevitavel-na-historia-oculta-da-arte/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jan 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 029]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte de rua]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Grafitti]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[resistência]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=6846</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Iury do Vale Borel</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/01/26/resistir-uma-escolha-inevitavel-na-historia-oculta-da-arte/">Resistir, uma escolha inevitável na história oculta da arte.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O que se passa com a arte brasileira agora reflete o momento político, um regime totalitarista incubado, continua colocando a arte contra parede por meio dos novos (ou nem tão novos assim) formatos de censura e criminalização. Música, Literatura, Filme, não importa o suporte, a ideologia que rege o estado conflita com a liberdade de expressão e a arte do povo.</p>



<p>Claramente usada como controle, a censura evita que a sociedade caminhe por campos que alimentam a reflexão e as novas perspectivas sobre a própria humanidade. Existe no censurador uma intenção de ocultar as faces da sociedade, silenciando a crítica direta que a arte faz.&nbsp; Seja de uma forma clara ou discreta, a censura ataca a arte e criminaliza seus agentes para silenciar ideias, o samba e a capoeira viveram grande parte de sua existência considerados crime, vadiagem ou desobediência civil.<br></p>



<p>João da Baiana (1887-1974), por exemplo, precisou de ajuda de um congressista para não ser mais preso nas ruas. Feito pelo senador José Gomes Pinheiro da Fonseca (1851-1915), fã de samba e um dos políticos mais importantes da época, escreveu uma dedicatória no pandeiro de João. Quando era parado pela polícia, o músico mostrava o instrumento com a assinatura. Funcionava como um salvo-conduto.&nbsp;</p>



<p>A postura de criminalizar o samba vai teoricamente até a Presidência de Getúlio Vargas, que passou a valorizar elementos da cultura brasileira para reforçar o nacionalismo, uma de suas bandeiras. Porém, alguns sambistas ainda sofreram com a censura. Músicas que ironizavam o trabalhismo, um dos pilares do Estado Novo, sofreram intervenção.</p>



<p>Em 2018 o diretor de cinema Kleber Mendonça Filho, denuncia a ação do Minc sobre a ordem de devolver todo o dinheiro recebido pelo edital em 2010 para o longa “O Som Ao Redor” que complementou seu orçamento com recursos estaduais advindos do Funcultura (edital de cultura de Pernambuco). Uma regra no edital federal vetava a complementação com outros recursos advindos do Governo Federal, mas não falava nada sobre fontes estaduais, municipais ou da iniciativa privada. As vezes a abordagem do estado atinge a identidade cultural de forma massiva como é caso do funk.</p>



<p>Líder em projetos higienistas, o PSL&nbsp; (partido social liberal) abriga o deputado federal de Minas Gerais Charlles Evangelista, que criou o projeto de lei que pretende criminalizar “qualquer estilo musical que contenha expressões pejorativas ou ofensivas”. O projeto de número 5194/2019 foi apresentado em 2019 e passará por comissões na Câmara dos Deputados. Você pode ler o projeto completo diretamente no<a href="https://www.camara.leg.br/proposicoesWeb/fichadetramitacao?idProposicao=2221575"> site da Câmara</a>.</p>



<p>Se formos levar em consideração a<a href="https://gov-rj.jusbrasil.com.br/legislacao/819271/lei-5543-09"> Lei 5.543/09, que define o funk como um movimento cultural e musical de caráter popular</a>, descriminalizar ou acabar com o Funk iria de contra dois de seus artigos: um deles diz que o poder público tem que assegurar a realização das manifestações que envolvem o funk, ou seja, os bailes estão inclusos e acabar com eles é um ato anticonstitucional. Outro artigo da mesma lei ainda proíbe a discriminação contra o funk e seus personagens.</p>



<p>Ainda sim tramitam casos como o de Rennan da Penha, que&nbsp; não foi o único funkeiro perseguido. Antes dele, MC Tikcão, MC Smith e Rômulo Costa também foram perseguidos pela Justiça.&nbsp; Esses são exemplos de um modelo de iniciativa que o governo aborda quando se trata de cultura popular, oriundos das ruas ou das partes periféricas das cidades. Nada tão complexo de perceber e compreender. Resistir é um papel triunfal na arte periférica.</p>



<p>Mesmo com a ideia de uma Arte que seja abrangente à todas expressões que se denominam&nbsp; arte, mesmo que um músico e uma pintora se considerem artistas, ainda sim são minorias&nbsp; dificilmente se verá músicos lutando por causas de pintores ou vice versa. O que quero apontar é a ausência de sentimento de unidade com o corpo de artistas para o fortalecimento da arte em geral. Quem deveria apoiar, tem limitado, quem deveria estar unido, segue em um covarde fortalecimento da situação de opressão das artes periféricas, Cada projeto de artista que participa de circuito de financiamento da arte pelo Governo, reafirmar que o estado pode criar arte e entregar a arte pelo seu modo, o pouco notado, modo de “saneamento” da cultura brasileira, proposto pelo guru ideológico do desgoverno atual, Olavo de Carvalho.</p>



<p>Permita-se uma analogia sobre Orwell em “The Road to Wagon Pier”&nbsp; quando visita locais insalubres de trabalho para registro e documentação da situação:</p>



<p>Aqui estou eu, um típico membro da classe média. É fácil pra mim dizer que quero me livrar das distinções de classe, mas quando tudo que eu penso e faço é o resultado das distinções de classe. l &nbsp;</p>



<p>Projetos como “A Arte em Nossa”, oferecido pela Prefeitura de Vitória no ES tem o caráter de higienização quando declara capaz de julgar as artes que devem estar presentes na cidade, as ações do projeto são: apagar trabalho de artistas de rua e sobrepor com algum projeto de pintura, o famoso “atropelo”. Além da estratégia higienista, Vitória se destaca com uma das multas mais altas do país sobre flagrantes de pichação,&nbsp; R$ 9.007,80. Um caso de destaque foi o do jovem de 13 anos que pintou de batom um monumento cedido a cidade que fica instalado na área nobre. A comunidade denunciou o jovem e a polícia o levou para delegacia por crime ambiental em flagrante. A lei determina que se o infrator for criança ou adolescente, os pais ou responsáveis poderão ser responsabilizados pela infração. Os valores das multas serão integralmente repassados ao Fundo Municipal do Meio Ambiente (Fundambiental).A prefeitura ainda duplica o valor se a pichação for praticado contra grafite, monumento ou coisa tombada em virtude de seu valor artístico, arqueológico ou histórico, ou contra bem público.</p>



<p>Uma das exceções em iniciativas como multiplicidade&nbsp; das arte em apoio próprio da arte maior é a do cinegrafista e repórter Marlon Max que produziu esse<a href="https://www.youtube.com/watch?v=oj6iomEBVJU"> <strong>vídeo</strong></a> que retrata a realidade de que o gosto de arte fica para agentes indefinidos, ou seja, na sociedade de Vitória não se sabe que define o que é ou não arte, fica na mão de fiscais da Secretaria de Meio Ambiente definir se um graffiti na rua é crime ou não.</p>



<p>Como disse: estratégias novas e nem tão novas assim, mas sempre covarde, pois muitos artistas precisam do recurso público para existir, e o governo em sua sede de corromper entrega para o artista puxar o gatilho contra a arte. Pensar em unir atualmente tem sido uma exigência para se estabilizar diante tantas armadilhas no fazer arte.&nbsp;</p>



<p><strong>Referências&nbsp;</strong></p>



<p><strong>The Road to Wigan Pier</strong>, George Orwell (1937)</p>



<p><strong>Pixação: arte ou crime?</strong></p>



<p>Marlon Max</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Pixação: arte ou crime?" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/oj6iomEBVJU?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>Notícia de apoio</strong></p>



<p><a href="http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/05/lei-contra-pichacao-em-vitoria-preve-multa-de-r-9-mil-infratores.html">http://g1.globo.com/espirito-santo/noticia/2016/05/lei-contra-pichacao-em-vitoria-preve-multa-de-r-9-mil-infratores.html</a></p>



<p><strong>Blog Patricio Junior &#8211; Um país que criminaliza a arte enquanto aplaude o crime</strong></p>



<p><a href="https://patriciojr.com.br/um-pais-que-criminaliza-a-arte-enquanto-aplaude-o-crime-kleber-mendonca-filho-minc-9d3d92d439e7">https://patriciojr.com.br/um-pais-que-criminaliza-a-arte-enquanto-aplaude-o-crime-kleber-mendonca-filho-minc-9d3d92d439e7</a></p>



<p><strong>Entenda o caso da prisão do DJ Rennan da Penha</strong></p>



<p>Autor: Gabriela Ferreira</p>



<figure class="wp-block-embed-wordpress wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-kondzilla-com"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://kondzilla.com/m/entenda-o-caso-da-prisao-do-dj-rennan-da-penha/#materia
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>&nbsp;Iury do Vale Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se pichador e desenhista industrial pela Universidade Federal do Espírito Santo, mas prefiro resumir como ativista gráfico. Acredita na arte como meio de transformação e empoderamento do ser e de comunidades. Logo que inserido nos movimentos de arte de rua, buscou o relacionamento do dualismo presente em sua trajetória, coexistir o erudita acadêmico com o grafista marginal. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana.Descriminalize a arte</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg7_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4982" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/01/26/resistir-uma-escolha-inevitavel-na-historia-oculta-da-arte/">Resistir, uma escolha inevitável na história oculta da arte.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/01/26/resistir-uma-escolha-inevitavel-na-historia-oculta-da-arte/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">6846</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
