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	<title>Arquivos max Weber - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Cultura, pertencimento e Fake News.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 02 Feb 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 030]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gyovana Machado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Em &#8220;A Objetividade do Conhecimento&#8221; (1904), Max Weber propõe:</p>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-right has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><strong>“C</strong>ultura é um segmento de significação que permanece irredutível à natureza e qualquer proposição de retorno à natureza é absolutamente contrária a uma civilização concreta”.&nbsp;</p>



<p>Passível a troca mediante o contato, &#8220;cultura&#8221; em Weber ressignifica a forma com que se estuda a organização das sociedades na sociologia, percebendo o indivíduo em sua peculiaridade de ação para, então, entender o conjunto de toda a obra.</p>



<p>&nbsp;Nesse sentido, a comunicação se torna ferramenta essencial para a construção da &#8220;ação social&#8221;. Explicando a realidade mas não a sendo -efetivamente-, o autor divide as ações em quatro: Ação tradicional, ação afetiva, ação racional com relação a valores e ação racional com relação a fins. O motivo pelo qual se divide dessa forma, reside no fato de que existem distintas racionalidades, ou seja, formas diferentes de se interpretar e relacionar.&nbsp;</p>



<p>Tendo em vista a fluidez do conceito -quando aplicado-, podemos destacar que, no campo da manifestação de criatividade humana, a cultura atravessa os limites que foram criados culturalmente, instigante, não? A ideia de que se produz para os pares, sofre uma mutação quando encarada por essa perspectiva. Produz se para alguém. Há aqueles que dizem que, racionalizar a arte, faz com que essa seja esvaziada de sentido, mas que sentido há na falta de relacionamento com o que se vê e/ou escuta?&nbsp;</p>



<p>Não questiono a &#8220;aura&#8221; da obra, pois escrevendo para o seu próprio tempo, Walter Benjamin na primeira metade do século XX, esclarece que em tempos de reprodução mecânica, a arte surge enquanto prática política e, dessa forma, compreende se uma função quando não é racionalizada, todavia, não o é pela ausência de valor que se constrói pela reprodução, objeto de crítica pelo autor.&nbsp;</p>



<p>Quando se redescobre na imagem e/ou canção (ou em todas as outras formas de expressão artística) um sentido para além do que aparentemente se percebe, racionalizamos e nos relacionamos com o que nos é servido e, então, produzimos um sentido individual que se caracteriza no palco do pertencimento. Cultura.&nbsp;</p>



<p><strong>A não banalização desse diálogo revela uma forma específica de organização social. A arte comunica e, por efeito, produz uma ação.&nbsp;</strong></p>



<p>O pertencimento está ligado aquilo que cada indivíduo projetou como lar, não no sentido físico de alguma construção, mas de receptividade e afeto. É o que, de fato, pode gerar raízes. Ter a arte absorvida pelo outro nessa dimensão, deve provocar um ímpeto de responsabilidade em nós, aquele que exclui o projeto autoritário de &#8220;uma arte nacional&#8221; e que exclui também o pioneirismo tolo sem referência e, quando digo isso, me refiro aquele que é amante do egoísmo que, por sua vez, auxilia na manutenção das calúnias e fake news pelas redes. Se a sua arte está na escrita, peço que tenha um cuidado ainda maior com esse último ponto.&nbsp;</p>



<p>Construir uma mentira não é difícil, sustentá-la, sim. A cada vez que reafirmamos o <em>pseudo-pioneirismo</em> que construímos, demandamos uma nova mentira, que afeta não só o meu círculo social mas tudo aquilo que tenho como oposto ao que julgo -de forma caluniosa e anti ética-. Assim sendo, é necessário sacrificarmos a ação social, a comunicação e, por fim, o indivíduo, toda vez que nos manifestamos em prol de um pioneirismo fajuto e tolo. É uma morte lenta. Fuja dela.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gyovana Machado</strong> é graduanda em História pela UFJF, formada no Seminário Teológico Rhema Brasil, líder de música em A Igreja.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg6_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4981" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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