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	<title>Arquivos Mulher Rural - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes são essenciais para estratégias de recuperação à crise</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/10/18/mulheres-rurais-indigenas-e-afrodescendentes-sao-essenciais-para-estrategias-de-recuperacao-a-crise/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Oct 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 067]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher Rural]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres Indígenas]]></category>
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		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/10/18/mulheres-rurais-indigenas-e-afrodescendentes-sao-essenciais-para-estrategias-de-recuperacao-a-crise/">Mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes são essenciais para estratégias de recuperação à crise</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Por ocasião do Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado no dia 15 de outubro, 11 organizações e as embaixadoras da campanha #MulheresRurais, Mulheres com Direitos, se uniram à ação &#8220;15 dias de iniciativas transformadoras&#8221;, compartilhando histórias e mensagens sobre direitos e autonomia econômica;&nbsp;o papel produtivo da mulher rural em sistemas agroalimentares; redução de lacunas e uma vida livre de violência. Leia os relatos da&nbsp;Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO).</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/77d53-capa_fao.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-12406" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Foto |  FAO</figcaption></figure>



<p>Por ocasião do Dia Internacional da Mulher Rural, celebrado no dia 15 de outubro, 11 organizações e as embaixadoras da campanha #MulheresRurais, Mulheres com Direitos, se uniram à ação &#8220;15 dias de iniciativas transformadoras&#8221;, compartilhando histórias e mensagens sobre direitos e autonomia econômica;&nbsp;o papel produtivo da mulher rural em sistemas agroalimentares; redução de lacunas e&nbsp;<a href="http://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1314723/">uma vida livre de violência</a>.</p>



<p>Segundo dados da Comissão Econômica para a América Latina e o Caribe (CEPAL), na região, a pobreza extrema no meio rural pode chegar a 42%, um número totalmente inédito. Segundo essas estimativas, 10 milhões de habitantes rurais –dos quais quase 6 milhões são mulheres– poderiam entrar em uma situação em que a renda não chega nem mesmo para cobrir as necessidades básicas de alimentação.</p>



<p>Durante a pandemia, as mulheres rurais, indígenas e afrodescendentes que trabalham nas áreas rurais, continuaram seu trabalho para atender à demanda por alimentos nas cidades, nas comunidades rurais e em suas próprias famílias.</p>



<p>Porém, muitas ainda realizam suas atividades produtivas enfrentando desigualdades como o trabalho informal, a sobrecarga do trabalho doméstico não remunerado, a dificuldade de acesso a recursos produtivos como terra, água, insumos agrícolas, financiamento, seguros e capacitação.</p>



<p>Elas também enfrentam barreiras para comercializar seus produtos nos mercados, além do aumento da violência de gênero que tem sido visto durante a pandemia nos países da região.</p>



<p>Para Rafael Zavala, Representante da FAO no Brasil, a mobilização de diversas organizações no âmbito da campanha de #MulheresRurais, coloca em evidência a crescente conscientização da importância de seu papel para o desenvolvimento sustentável. “Não há dúvida do papel central que elas desempenham na produção, fornecimento e comercialização de alimentos, bem como na preservação dos saberes tradicionais. Portanto, é urgente desenvolver estratégias com foco no desenvolvimento das mulheres, principalmente para as que trabalham com emprego rural não-agrícola, e foram mais afetadas pela pandemia”.</p>



<p><strong>Uma recuperação nas mãos das mulheres rurais</strong></p>



<p>Segundo a FAO, o contexto atual exige uma vigorosa reação política, estatal, intersetorial e de cooperação para o desenvolvimento, a partir da qual a região deve ser capaz de responder à urgência e, ao mesmo tempo, caminhar para um exercício igualitário dos direitos das mulheres e dos homens, como única forma de nos transformarmos em sociedades mais equitativas e resilientes.</p>



<p>Para que as estratégias de recuperação pós-pandemia sejam eficazes, em conjunto com as mulheres rurais, é necessário:</p>



<ul><li>Valorizar e incluir a abordagem de gênero como elemento fundamental nas estratégias de resposta à pandemia.</li><li>Garantir diagnósticos desagregados por sexo, idade, etnia, localização geográfica e modalidade de emprego, que permitam uma maior estimativa da vulnerabilidade das populações rurais.</li><li>Fortalecer a cobertura de programas e projetos de segurança alimentar e nutricional, a fim de atender às necessidades alimentares urgentes dos setores mais vulneráveis.</li><li>Promover a articulação de programas produtivos, de proteção social e de capacitação voltados para a agricultura de pequena escala.</li><li>Investir na liderança das mulheres e envolvê-las nas estratégias de resposta.</li><li>Considerar como pilar prioritário de reativação econômica a instalação de sistemas de atenção, educação, alimentação escolar e redução da violência de gênero.</li><li>Ativar circuitos curtos de abastecimento e comercialização de alimentos e promover a inclusão de mulheres produtoras.</li><li>Promover ações conjuntas com o setor privado, a fim de desenvolver programas que garantam seu acesso ao trabalho decente e à proteção social.</li></ul>



<p><strong>Organizações que participaram da ação “15 dias de iniciativas transformadoras” no Brasil:</strong></p>



<ol><li>Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura – FAO</li><li>Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – Mapa</li><li>Secretaria de Desenvolvimento Rural/Entidade da Superintendência de Agricultura familiar da Bahia (SDR/SUAF)</li><li>Instituto Interamericano de Cooperação para a Agricultura – IICA</li><li>Cooperativa Castrolanda</li><li>Secretaria da Agricultura, Pecuária e Aquicultura de Tocantins – SEAGRO/TO</li><li>Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil – CNA</li><li>Embrapa Rondônia</li><li>Emater de Minas Gerais</li><li>Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola – FIDA</li><li>SOS Amazônia</li></ol>



<p><strong>A liderança da mulher do campo no fortalecimento da agricultura sustentável</strong></p>



<p>Na zona rural de São Paulo, no Distrito de Parelheiros, Lia Goes de Moura, de 47 anos, trabalha com a produção de alimentos orgânicos na Fazendinha Pedaço do Céu. Neta de produtores de cana-de-açúcar e melancias na região de Palmeiras dos Índios, em Alagoas, e uma das fundadoras da Cooperativa Agroecológica dos Produtores rurais e de Água Limpa da Região sul de São Paulo (COOPERAPAS), ela trabalha em busca do fortalecimento da agricultura local, preservação do meio ambiente, redução da perda e desperdício dos alimentos, e o desenvolvimento rural sustentável.</p>



<p><a href="http://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1313030/">Leia o relato no site da FAO.</a></p>



<p><strong>Sororidade em Rede: produção e comercialização para uma vida livre da violência</strong></p>



<p>É sob o sol do Sertão Nordestino que Jaciara Ladislau, conhecida como Kiki, realiza as atividades de casa, as atividades produtivas no roçado, a comercialização de sua produção na feira agroecológica quinzenal do município de Sento Sé na Bahia e coordena a Rede de Mulheres do Sertão do São Francisco.</p>



<p><a href="http://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1314108/">Leia o relato no site da FAO.</a></p>



<p><strong>Vayrene Milhomem da Silva: produtora e agroextrativista gerencia agroindústria de polpas naturais em Tocantins</strong></p>



<p>Vayrene Milhomem da Silva é agricultora familiar e herdou de seus pais agricultores, há vinte anos, 135,5 hectares de terra. Hoje, a propriedade é conhecida como Fazenda São Jorge, e fica no município de Barrolândia, Tocantins. Antes de ser produtora, ela era comerciante, tinha um mercado local. Entretanto, desde que recebeu sua herança, se fixou no campo de onde não saiu desde então.</p>



<p><a href="http://www.fao.org/brasil/noticias/detail-events/pt/c/1312739/">Leia o relato no site da FAO.</a></p>



<p></p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em </em><a href="https://brasil.un.org/pt-br/96038-mulheres-rurais-indigenas-e-afrodescendentes-sao-essenciais-para-estrategias-de-recuperacao"><em>Nações Unidas Brasil</em> </a><em>em 09/10/2020 &#8211; Atualizado em 16/10/2020.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:19% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/982c5-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8891" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/68661-loja-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11586" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/dae20-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11587" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir nessa quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/tuncaliozge"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg9_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11393" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Por meio da Poesia, Cafeicultora Valoriza a Agricultura e o Trabalho da Mulher Rural</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/10/20/por-meio-da-poesia-cafeicultora-valoriza-a-agricultura-e-o-trabalho-da-mulher-rural/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Oct 2019 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 019]]></category>
		<category><![CDATA[Agricultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cafeicultora]]></category>
		<category><![CDATA[Mulher Rural]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>A vida é uma semente, que precisa ser plantada. Nas mãos do agricultor, ela será germinada. </em></p>



<p class="has-drop-cap">Este é um dos versos escritos pela agricultora orgânica Maria Regina Mendes Nogueira, 47 anos, de Poço Fundo (MG). No campo e na poesia, a produtora de café expressa sua visão sobre a importância da agricultura e do trabalho da mulher que vive no meio rural.</p>



<p>Mais conhecida como Regina, ela é uma das integrantes do Grupo Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (MOBI), um coletivo da Cooperativa dos Agricultores Familiares de Poço Fundo e Região (COOPFAM) que atua em prol do protagonismo e visibilidade do trabalho da mulher na agricultura. O relato é da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/56fd9-image-7.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-3628" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em><strong>A cafeicultora Maria Regina Mendes Nogueira, de 47 anos, é uma das integrantes do Grupo Mulheres Organizadas em Busca de Igualdade (MOBI). Foto: FAO</strong></em></figcaption></figure>



<p>O grupo também articula ações para garantir o direito de participação das mulheres nos processos de tomada de decisões da cooperativa. Ao começar a participar do Grupo MOBI, Regina logo foi convidada para ser coordenadora. O apoio, a confiança e o processo coletivo de tomada de decisões fizeram toda a diferença para que Regina dissesse sim ao desafio.</p>



<p>A cafeicultora tem consciência da importância que a união das mulheres tem para a construção dos saberes e de como esta articulação contribui no processo da autonomia, do individual ao coletivo. “Quando somente seu esposo era cooperado, ela ia à cooperativa e nem do carro descia. Começar a participar do Grupo MOBI trouxe autoestima e valorização do seu potencial”, comenta Mariana Martins, uma das colaboradoras do grupo.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Conhecimento e transformação</strong></p>



<p>Foi no cotidiano do Grupo MOBI que Regina se empoderou junto a outras mulheres que estão passando pelo ciclo de valorização de seus saberes. No grupo, elas sempre compartilham conhecimento sobre a produção de café e descobrem seu potencial para transformarem suas vidas e, consequentemente, as de suas famílias.</p>



<p>“Para mim, a importância do saber da agricultura no meu viver é uma coisa que me fortalece. Eu me sinto bem cuidando da terra, plantando, colhendo. E, para isso, a gente tem que buscar conhecimento, porque, sem conhecimento, a gente não consegue alcançar um bom êxito”, disse Regina.</p>



<p>Ao começar a participar do Grupo MOBI, a experiência de Regina como cafeicultora foi potencializada pela atuação no coletivo com a produção do Café Orgânico Feminino. Todas as ações e atividades que Regina participa com o Grupo MOBI visam principalmente a valorização dos saberes locais e as trocas de experiências e conhecimentos. Muitos são os dias de campo, dias de produção de sabão, caminhadas agroecológicas e circuitos sul mineiros de agroecologia que Regina participa junto as outras mulheres.</p>



<p>“São espaços de formação, de aprendizagem e de afetos que as mulheres vivenciam e levam para suas casas, para os seus cotidianos como mulheres rurais todos os saberes vivenciados e adquiridos”, avaliou Mariana.</p>



<p>Os melhores dias para multiplicação dos saberes são os dias de trocas de experiências, como os que acontecem no projeto lançado neste ano de 2019 pela COOPFAM, a Certificação Participativa do Café Feminino. Dias como este, as mulheres visitam umas às outras para trocas experiências e conhecerem um pouco mais da rotina das companheiras na produção de café.</p>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Guardiã</strong></p>



<p>Além de agricultora e poeta, Regina se considera uma guardiã das sementes. Em sua propriedade, ela guarda semente de abóbora, que aprendeu a tirar com sua mãe; de milho crioulo, que é bom para fazer pamonha.</p>



<p>A produtora também é amante de rosas. E sua paixão foi incentivada por meio de um projeto realizado pelo MOBI em parceria com o Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sul de Minas para construção de estufas de produção de rosas orgânicas. No projeto, Regina aprimorou seus conhecimentos e hoje foca na produção de licor de rosas orgânicas e de versos sobre o universo da agricultura e da mulher do campo.</p>



<p><strong>Confira abaixo dois poemas escritos pela agricultora:</strong></p>



<pre class="wp-block-verse"><strong>A importância das sementes<br></strong><br>A vida é uma semente, que precisa ser plantada.<br>Nas mãos do agricultor,<br>Ela será germinada.<br><br>Precisamos nos atentar,<br>Na importância das sementes.<br>Pra que se mantenha viva,<br>Nossa luta é permanente.<br><br>Índios, assentados, quilombolas e agricultura familiar,<br>Tem papel importante, as sementes preservar.<br>Pras futuras gerações melhor se alimentarem.<br><br>A agroecologia contribui para um futuro, cuidando da mãe terra,<br>Produzindo alimento seguro.<br><br>Tudo isso precisamos fazer,<br>E dar o nosso exemplo.<br>Pra que a importância das sementes, não caia no esquecimento.</pre>



<pre class="wp-block-verse"><strong>Mulher</strong><br><br>A mulher é um ser iluminado<br>Que com todo cuidado tenta tudo resolver<br>Seja os problemas do mundo ou até os mais profundos<br>Do seu íntimo ser.<br><br>A mulher é um ser forte<br>Luta até a morte<br>Para os direitos valer<br>Dos negros, à igualdade,<br>Dos assentados, à terra<br>Ou o direito de nascer.<br><br>A mulher é um ser especial<br>É bela, maquiada ou natural<br>É delicada, criativa e tem talento.<br>Faz em casa o orçamento,<br>Marca presença no parlamento,<br>Ocupa os espaços para tudo transformar.<br><br>A mulher brasileira é forte e guerreira<br>Ao longo dos anos, tarefas acumulou.<br>Venceu muitas batalhas, sua vida melhorou.<br><br>A mulher merece respeito<br>Seja ele em seu leito<br>Ou no seu local de trabalho.<br>Não sendo usada como objeto<br>E tendo um digno salário.<br><br>Parabéns a todas as mulheres<br><br><br>Maria Regina Mendes Nogueira, 47 anos, agricultora orgânica.</pre>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Campanha 2019</strong></p>



<p>De 1º a 15 de outubro, a Campanha #Mulheres Rurais, Mulheres com Direitos promove 15 dias de mobilização para valorizar a contribuição das trabalhadoras do campo ao cumprimento dos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável relacionadas à igualdade de gênero e ao fim da pobreza rural. O tema norteador da quinzena ativista é “O futuro é junto com as mulheres rurais”, com a hashtag #JuntoComAsMulheresRurais.</p>



<p>O principal objetivo da campanha é destacar o trabalho promovido por pescadoras, agricultoras, extrativistas, indígenas e afrodescendentes. A campanha no Brasil é coordenada pela Secretaria de Agricultura Familiar e Cooperativismo do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA), em parceria com FAO, a ONU Mulheres, a Reunião Especializada sobre Agricultura Familiar do Mercosul (Reaf) e a Direção-Geral do Desenvolvimento Rural do Ministério da Pecuária, Agricultura e Pesca do Uruguai.</p>



<div style="height:56px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-small-font-size">*<strong><em> Essa Publicação foi feita em parceria com a ONU Brasil. </em></strong><em><strong>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/por-meio-da-poesia-cafeicultora-valoriza-a-agricultura-e-o-trabalho-da-mulher-rural/">Nações Unidas Brasil</a></strong></em> <strong><em>em 14/10/2019 &#8211; Atualizado em 14/10/2019</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#9a7100" class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color">Clique na imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c7388-menino-poccca7o.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2231" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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