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	<title>Arquivos musica - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Cantora iraniana reconstrói vida no Brasil: “Fazer música é minha respiração”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Apr 2024 18:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 006, N 193]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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		<category><![CDATA[cantora]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2024/04/21/cantora-iraniana-reconstroi-vida-no-brasil-fazer-musica-e-minha-respiracao/">Cantora iraniana reconstrói vida no Brasil: “Fazer música é minha respiração”</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/hero_header_2xl_1x/public/2024-04/ACNUR_MahMooni_1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="A iraniana Mah Mooni faz apresentações solo e com sua banda, Kashemere, além de integrar a Orquestra Mundana Refugi no Brasil." data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: A iraniana Mah Mooni faz apresentações solo e com sua banda, Kashemere, além de integrar a Orquestra Mundana Refugi no Brasil.Foto: © Arquivo pessoal.</figcaption></figure>



<p>No Irã, Mah Mooni só poderia ser segunda voz de cantores homens e, no Brasil, encontrou liberdade para construir sua carreira com autonomia e dignidade.</p>



<h4 class="wp-block-heading">A iraniana Mah Mooni, 42 anos, sempre teve o sonho de ser cantora. Mas, se continuasse no Irã, não poderia realizá-lo. Pelas leis do seu país de origem, ela só poderia cantar como segunda voz de homens ou em coral com outras mulheres; nunca por conta própria e profissionalmente. &nbsp;&nbsp;</h4>



<p>Determinada a lutar pela sua liberdade, Mah deixou o Teerã em 2012, quando chegou ao Brasil com o marido, Ali Entezari, 46. “Eu vim ao Brasil em busca de viver como uma mulher livre”, diz. “As mulheres no Irã não podem escolher as suas roupas para sair de casa, a sua profissão, fazer decisões para a sua vida… É muito pesado”, complementa.&nbsp;</p>



<p>Formada em filosofia, Mah Mooni refez os seus documentos de identidade na cidade de São Paulo, onde ainda mora, com o apoio da&nbsp;<strong>Agência da ONU para Refugiados (ACNUR)</strong>. “Foi a primeira coisa que eu fiz. Recomecei a minha vida do zero, sem nem saber o idioma. Foi muito difícil”, relembra.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2024-04/ACNUR_MahMooni_2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="Mah Mooni contou com apoio do ACNUR para renovar os documentos quando chegou ao Brasil, em 2012 " data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: Mah Mooni contou com apoio do ACNUR para renovar os documentos quando chegou ao Brasil, em 2012.Foto: © Arquivo pessoal.</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Jornada até realizar sonho não foi fácil</strong>&nbsp;</h3>



<p>A mais de 12 mil quilômetros de distância do Irã, Mah teve que lidar com outros desafios. Sem entender e falar português, encontrou uma forte barreira linguística. Além disso, sua música persa não interessava aos brasileiros, que no máximo ouviam canções em inglês, além das nacionais.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“Foi muito desafiador, nenhum produtor queria abrir as portas para mim. É difícil mostrar a sua arte quando ninguém a conhece, é uma cultura muito distante do Brasil”, afirma Mah Mooni.&nbsp;</p>
</blockquote>



<p>Três anos se passaram sem que Mah tivesse a chance de seguir o sonho de finalmente se tornar cantora. A frustração só chegou ao fim quando começou a enxergar o desconhecimento acerca da sua cultura como uma oportunidade: ela seria a responsável por mostrar ao país que a acolheu a beleza da sua música e idioma natais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“Entendi que eu poderia usar isso para crescer. Como uma das únicas artistas iranianas que vivia aqui, achei um lado bom: o Brasil vai conhecer a cultura persa comigo, eu vou apresentar a minha música para brasileiros, como pioneira”, comemora.&nbsp;</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>“<strong>Sem cantar, a minha vida não vale nada. Fazer música é a minha respiração.</strong>“</p>
</blockquote>



<p><em>Mah Mooni, cantora refugiada iraniana vivendo no Brasil</em></p>



<p>Em 2015, Mah começou a fazer apresentações solo e publicar vídeos cantando nas&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/mahmooni?igsh=OHVnZWFrOGp2bnQ2">redes sociais</a>. Depois, formou uma banda própria, a Kereshme. Hoje, tem&nbsp;<a href="https://open.spotify.com/artist/41G43UVOyaK62eUIqbDrL9?si=V0WZLXPtQTGD-2DWl36LLQ">suas próprias canções</a>&nbsp;e integra, desde 2017, os grupos Brisa do Oriente e a&nbsp;<a href="https://www.youtube.com/c/OrquestraMundanaRefugi">Orquestra Mundana Refugi</a>&nbsp;– projeto multicultural apoiado pelo&nbsp;<strong>ACNUR</strong>&nbsp;que agrega refugiados e migrantes de diversas nacionalidades por meio da música e da dança. &nbsp;</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mah perdeu a perna aos 14 anos e hoje é modelo no Brasil</strong>&nbsp;</h4>



<p>Mah Mooni também passou a se sentir mais confiante em relação ao seu corpo no Brasil. Vítima de um acidente de trânsito aos 14 anos, Mah tem a sua perna esquerda amputada. Aqui, tornou-se modelo de moda inclusiva e admira mulheres com diferentes corpos usando roupas de banho na praia.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2024-04/ACNUR_MahMooni_3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="“Eu vim ao Brasil em busca de viver como uma mulher livre”, afirma Mah Mooni, refugiada iraniana. " data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: “Eu vim ao Brasil em busca de viver como uma mulher livre”, afirma Mah Mooni, refugiada iraniana.Foto: © Arquivo pessoal.</figcaption></figure>



<p>“Quando ando na rua com muletas, isso não é mais pesado para mim. No Irã, não é bom para uma mulher ter deficiência; você tem que esconder o seu corpo. No Brasil, vejo mulheres na praia sem medo de expor o seu corpo real. Aqui, posso mostrar a minha beleza, que é diferente”, observa.&nbsp;</p>



<p>Atualmente, Mah vive com os volumosos cachos do seu cabelo loiro soltos e usa vestidos acima do joelho, que a deixam exibir com orgulho a sua prótese. O seu lugar preferido em São Paulo é o Sesc Pompeia, onde se apresenta com frequência nos teatros do local.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2024-04/ACNUR_MahMooni_4.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-recalc-dims="1"/><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: Apesar das oportunidades que encontrou no Brasil, Mah Mooni lamenta o que teve que deixar para trás. “Eu não posso voltar para o Irã, não posso visitar a minha família, meu pai, a minha irmã. Vivo com saudade”.Foto: © Arquivo pessoal.</figcaption></figure>



<p>Mas a sua resiliência não deixa que ela perca a esperança de crescer ainda mais no seu novo país, onde vive liberdades profissionais e pessoais que não poderia ter no Irã.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><a href="https://www.acnur.org/portugues/temas-especificos/mulheres/"><strong>O ACNUR e as mulheres refugiadas</strong></a>&nbsp;&nbsp;</h4>



<p>Globalmente, as mulheres refugiadas representam cerca da&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/237141-deslocamento-for%C3%A7ado-atinge-novo-recorde-em-2022-e-acnur-pede-a%C3%A7%C3%A3o-conjunta">metade das 114 milhões de pessoas forçadas a se deslocar</a>, mas os desafios que enfrentam são, muitas vezes, desproporcionalmente maiores. Mesmo assim, ao serem forçadas a sair de suas casas, movem mundos inteiros para sobreviver e construir uma vida melhor para si, suas comunidades e famílias.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>A discriminação contra as mulheres e meninas é causa mas também consequência do deslocamento forçado e da apatridia</strong>. Muitas vezes, a situação é agravada por outras circunstâncias, como a origem étnica, deficiências físicas, religião, orientação sexual, identidade de gênero e origem social.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Os caminhos que as mulheres percorrem em busca de refúgio são repletos de riscos. Elas são expostas à violência sexual, física e psicológica, incluindo a exploração sexual e laboral cometida por grupos criminosos ou até mesmo pessoas de sua comunidade. Geralmente, enfrentam os perigos de longas jornadas para chegar a um lugar onde possam viver sem violência.&nbsp;</p>



<p>O ACNUR oferece proteção às mulheres e meninas em todas as etapas do deslocamento forçado para promover sua integração sustentável e solidária nas comunidades que as acolhem.&nbsp; &nbsp;</p>



<p><em><strong>Para saber mais sobre mulheres refugiadas no Brasil, siga @acnurbrasil nas redes e visite a página:&nbsp;</strong></em><a href="https://www.acnur.org/portugues/"><em><strong>https://www.acnur.org/portugues/</strong></em></a><em><strong>&nbsp;</strong></em></p>



<p></p>



<p><strong>Artigo retirado da página da<a href="https://brasil.un.org/pt-br/266001-cantora-iraniana-reconstr%C3%B3i-vida-no-brasil-%E2%80%9Cfazer-m%C3%BAsica-%C3%A9-minha-respira%C3%A7%C3%A3o%E2%80%9D"> ONU Brasi</a>l no dia 18/04/2024</strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:27% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:16px"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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		<title>[ENTREVISTA] CÉSAR: A voz que canta seus atravessamentos.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Nov 2023 18:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 190]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Barbara Oliveira</p>
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<p></p>



<p>Nos últimos anos, Juiz de Fora tem sido cenário para ouvir as histórias de um cantor que, por vestir-se de si próprio, também se veste de coragem. Natural de Manhuaçu &#8211; MG, César e sua voz tem, pelos palcos da cidade, cantado seus próprios percalços, a beleza do ordinário e seus atravessamentos. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="713" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/CAAAAAAAAAAAPA_resized.png?resize=950%2C713&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35111" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/CAAAAAAAAAAAPA_resized.png?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/CAAAAAAAAAAAPA_resized.png?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/CAAAAAAAAAAAPA_resized.png?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/CAAAAAAAAAAAPA_resized.png?resize=205%2C154&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/CAAAAAAAAAAAPA_resized.png?resize=480%2C360&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/CAAAAAAAAAAAPA_resized.png?resize=600%2C450&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/CAAAAAAAAAAAPA_resized.png?resize=1200%2C900&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/CAAAAAAAAAAAPA_resized.png?w=1365&amp;ssl=1 1365w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Marcela Calixto</figcaption></figure>



<p>Chegando a Juiz de Fora em 2016 para cursar Arquitetura e Urbanismo, é em 2020 que César se percebe como artista, e no mesmo ano se lança na carreira musical. Artista autodidata, produz suas canções em casa, com auxílio do celular e seu guarda-roupas como home studio. Para suas composições, ele parte sem se prender a nenhum estilo específico, mas sempre bebendo das suas referências do Soul e da Música Preta Brasileira Contemporânea. Seus temas permeiam pela mesma premissa que o faz cantar, primeiramente o amor, pois como diz Beyoncè na faixa “All Night” do álbum<em> Lemonane</em> “o amor é a maior arma para vencer a guerra causada pela dor”, e ele deve ser celebrado em toda sua plenitude. Atrelado ao amor, para César, está a sua sobrevivência, pois como corpo queer, sua voz ressoa, e foi baseado em suas próprias vivências que sua voz desagua em vários projetos, e um dos mais especial é seu projeto autoral <em>MONOTEMA</em>. É sobre o MONOTEMA, os projetos futuros, a carreira e os sonhos que tive a oportunidade de conversar com o César, o resultado tá na entrevista abaixo!  </p>



<p><strong>Bárbara:</strong> <em>Vamos começar de forma filosófica:&nbsp;Quem é o César? Conta para gente sobre suas influências. Quem te leva a querer fazer música?</em></p>



<p><strong>César:</strong> Essa é uma pergunta difícil, porque eu acho que eu sou a junção de muitas coisas, muitos sonhos e muitas realizações também. Se eu analisar pelo que me trouxe até aqui, diria que eu sou um multiartista, que canta, compõe, atua, que produz, e que nos últimos anos vem se desenvolvendo no meio artístico de forma totalmente independente, sem patrocínio. Isso fez com que eu fosse adquirindo mais qualidades artísticas dentro desse meio que eu escolhi vivenciar. Sou um artista em construção, que busca no cotidiano e no dia a dia as referências que me impulsionam a criar arte. Então, eu bebo muito das minhas relações afetivas, das experiências de vida que me atravessam enquanto um corpo periférico, preto e <em>queer</em>, e minha música surge dessas experimentações. A vontade de falar sobre meus sentimentos me faz compor e cantar tudo isso, a música surgiu na minha vida como uma forma de expressão genuína do meu ser. Ela me faz existir a partir do momento que eu trago pra foco a narrativa que me perpassa todos os dias, e que por vezes se esbarra na realidade de tantos outros corpos que se veem também nessa lógica, representados e acolhidos. Então, fazer música surge em primeira instância da necessidade pessoal de me expressar no mundo, e depois na vontade de construir narrativas coletivas sobre uma comunidade que por muito tempo foi apagada e é silenciada cotidianamente.</p>



<p><strong>B</strong>: <em>Você diz que a sua música se apresenta como “a melhor maneira para vencer a luta contra o ódio”. Quando a música se tornou tão presente na sua vida? E como você descobriu que também gostaria que fosse exatamente dessa forma?</em></p>



<p><strong>C</strong>:A música sempre esteve presente na minha vida, na minha casa o rádio sempre fez parte do nosso cotidiano, assim como a televisão, com as novelas e filmes, então isso me fez ser muito ligado aos sons, as trilhas sonoras. Eu lembro que meu primeiro contato com o microfone foi na catequese, ainda pequeno, e me recordo da sensação de estar ali na frente cantando no coral, era um momento único que eu gostaria de vivenciar mais. Desde então, eu sempre me relacionei com meu canto de forma muito íntima, no meu quarto, com minhas referências musicais, mas só fui entender que era possível ser artista quando em 2016 me mudei para Juiz de Fora. Na graduação eu pude ter contato com amigos que já eram artistas e que me incentivaram muito a trilhar esse caminho. Eu não me via como uma potência, a música por muito tempo foi um hobby, então só quando veio a pandemia, quando o mundo parou, que eu pude mergulhar nessa área da minha vida. Costumo dizer que dentre muitas camadas, foi um período de laboratório criativo pra mim, porque eu pude revisitar minhas canções, pude aprender sobre diferentes formas de produção artística, já que a gente tinha que ficar em isolamento, enfim, foi quando eu percebi que a música era algo muito grande dentro de mim e que eu era um artista em construção. Eu digo que foi ela que me acalentou neste período de incertezas e impossibilidades. Estar vivo sendo um corpo preto, LGBTQIAPN+, afeminado numa sociedade homofóbica e patriarcal é uma dádiva, e poder me expressar cantando essas camadas, podendo conversar por meio dessa arte com outras pessoas, que se identificam com isso, é uma forma de emancipação coletiva, uma forma de lutar contra todo um sistema que não nos quer ali, celebrando nossa potência e nossa cultura.</p>



<p><strong>B</strong>: <em>Qual é então objetivo da sua música?</em></p>



<p><strong>C:</strong> No primeiro momento meu objetivo inicial era me expressar, eu conseguia entender meus sentimentos pela escrita. Comecei a escrever em 2018, quando nasceu “O Que Queres de Mim?”, e o meu desejo em escrever era descarregar tudo o que não conseguia expressar em palavras. A gente é ensinado desde cedo a inibir alguns sentimentos pra parecer mais forte, e mais potente, mas quando eu comecei a perceber sobre o que eu escrevia eu pude entender que era muito maior a expressão que todas as letras traduziam. Eu sou muito intenso com meus sentimentos, então a escrita me aliviava, ela me fazia refletir sobre o que eu estava vivenciando naquele momento. Depois, quando eu comecei a compartilhar as canções, os objetivos foram se ampliando, porque eu pude perceber que as canções ultrapassaram esse lugar íntimo que eu expressava, e passou a tomar uma dimensão coletiva, e outras pessoas se viam nessas canções. Então, hoje o objetivo é de conexão com narrativas próximas, com realidades que se encontram, é quebrar a máscara do silêncio, como diz a Conceição Evaristo, por meio da fala, da música e permitir que a gente tenha voz e visibilidade, que a gente exista.</p>



<p><em><strong>B</strong>: Você é definido como um cantor profundamente comprometido em desvendar as histórias do dia-a-dia. Qual seria então o mundo ideal que o César gostaria de cantar?</em></p>



<p><strong>C:</strong> Um mundo onde o afeto fosse prioridade, onde a gente fosse respeitado e tivesse todos os direitos reconhecidos legalmente. Eu canto o que eu vivo, com todos os atravessamentos sociais que nos esbarram, com todas as violações que nos cerca. Mas acho que eu caminho em direção a ideia de um mundo onde as pessoas possam falar sobre suas fragilidades sem medo, reconhecer que ser frágil também é ser potente. Um mundo onde pode ser quem se quer ser.</p>



<p><strong>Sobre o projeto MONOTEMA</strong>  </p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="634" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/Beco_PHT_EvelynRodrigues_04-1.jpg?resize=950%2C634&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35112" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/Beco_PHT_EvelynRodrigues_04-1.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/Beco_PHT_EvelynRodrigues_04-1.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/Beco_PHT_EvelynRodrigues_04-1.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/Beco_PHT_EvelynRodrigues_04-1.jpg?resize=205%2C137&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/Beco_PHT_EvelynRodrigues_04-1.jpg?resize=480%2C320&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/Beco_PHT_EvelynRodrigues_04-1.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Evelyn Rodrigues</figcaption></figure>



<p> <strong>B</strong><em>: Esse projeto audiovisual que nasceu para exigir uma existência há muito tempo desatendida pela sociedade. Cada uma das suas músicas traz consigo a sensação de que a figura da &#8220;bicha preta e afeminada&#8221; é muito mais do que um mero recurso cômico e provoca gatilhos de mudanças. Como é ser atravessado por tudo isso sendo a voz que vai apresentar tais questões ao público?</em></p>



<p><strong>C:</strong> Neste mundo de tanta opressão, falar sobre isso é uma forma de ampliar a visibilidade de uma pauta que por muito tempo foi apagada, foi invisibilizada, de que corpos pretos também amam, também merecem respeito. O afeto humaniza, ele faz com que a gente se reconecte com nosso passado, nossa ancestralidade. Sou um artista que se expressa assim. O MONOTEMA levanta uma temática muito importante que vai esbarrar em várias camadas de violência. Violências contra a existência de uma parcela da população que sempre foi colocada à margem de tudo, até do afeto, de receber amor e cuidado. Eu falo a partir do que me atravessa diretamente, como comentei, eu busco na minha música a cura para o meu caos interno. O MONOTEMA vai traçar um olhar profundo sobre a afetividade, para além da ideia romantizada que nos foi apresentada por anos, a gente mergulha na dor, na ideia da solidão, mas também do autocuidado e do amor próprio. O afeto me possibilita criar novos imaginários que muitas pessoas como eu não tivemos durante nosso trajeto.</p>



<p><strong>B: </strong><em>Além de você, quem mais você acredita que o MONOTEMA possa abranger com suas questões?</em></p>



<p><b>C: Acr</b>edito que jovens pretos no geral, acho que esse trabalho é uma ponte importante para coisas que estão dentro de nós, conversas que muitas vezes não tivemos ou não imaginamos que sejam possíveis.</p>



<p><strong>B</strong>: Antes de terminar, me diga: se você tivesse a opção de se montar como artista e formar um plus do César, quais seriam os artistas que você roubaria os melhores talentos e te formariam como celebridade?</p>



<p><strong>C</strong>: Eu amei essa pergunta, claro que a primeira pessoa que me vem na mente é minha referência master, Liniker, que pra mim é uma artista completa, atua, compõe, canta. Eu tive a oportunidade de ver ela de perto duas vezes em momentos diferentes, um no início da carreira com “Remonta” e o show do “Índigo borboleta azul anil” em 2022 e perceber como ela cresceu nesses últimos anos. Liniker é uma combustão de arte preta e eu me espelho muito no trabalho dela. E eu ousaria citar também a UNIQUE, Beyoncé, que é a maior artista que temos no nosso tempo. Ela é completa quando se fala em arte, uma mente brilhante que construiu e continua construindo um legado que pra minha geração é um furacão de referência. Meu sonho é ter as chaves dessas águas.   </p>



<p><strong>B</strong><em>:Para concluir, sabemos que você tem se aventurado em diversos palcos. Quais serão seus próximos passos como cantor, ator e compositor?</em></p>



<p><strong>C:</strong> Pois é, o ano de 2023 foi um ano de muitas colheitas. Eu pude rodar um pouco mais com meu projeto autoral e pude me ver mais potente nos palcos do teatro musical também. Não sou de fazer muitos planos, mas eu pretendo terminar de produzir as canções que fazem parte do Monotema em estúdio, com beats e uma pós produção afinada com o que o trabalho merece. E além disso, pretendo continuar me envolvendo com o teatro, não só o musical,me envolver mais nessa arte que eu também adoro fazer. Não posso deixar de pontuar os últimos lançamentos, do projeto “INSANE EM CASA”, que estão disponíveis no youtube e em breve também no Spotify.</p>



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<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="634" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/In.saneemcasa_PHT_InesHebo_03.jpg?resize=950%2C634&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35114" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/In.saneemcasa_PHT_InesHebo_03.jpg?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/In.saneemcasa_PHT_InesHebo_03.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/In.saneemcasa_PHT_InesHebo_03.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/In.saneemcasa_PHT_InesHebo_03.jpg?resize=205%2C137&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/In.saneemcasa_PHT_InesHebo_03.jpg?resize=480%2C320&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/In.saneemcasa_PHT_InesHebo_03.jpg?resize=600%2C400&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Inês Hebo</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="532" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=950%2C532&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35115" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=1024%2C573&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=768%2C430&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=1536%2C860&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=2048%2C1147&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=205%2C115&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=480%2C269&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=2000%2C1120&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=600%2C336&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?resize=1200%2C672&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/PalcoCentral_PHT_AnaMaizaBarbosa_05.png?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">Ana Maiza Barbosa</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>Spotify: <a href="https://open.spotify.com/intl-pt/artist/415vq09ltWR29V08zL52zR?si=0sathBC9R5GmZLweOtqOUA&amp;referral=labelaffiliate&amp;utm_source=1011lxXD64yc&amp;utm_medium=Indie_CDBaby&amp;utm_campaign=labelaffiliate&amp;nd=1&amp;dlsi=51f6f3d2a3644a90" target="_blank" rel="noreferrer noopener">César Oficial</a><br>Youtube: <a href="https://www.youtube.com/@cesarofficial_" target="_blank" rel="noreferrer noopener">César Oficial</a><br>Instagram:<a href="https://www.instagram.com/cesarofficial_/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">cesarofficial_</a><br>Twitter:<a href="https://twitter.com/cesarofficial_" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> cesarofficial_</a></p>



<p>Confira uma das músicas gravadas no projeto | INSANE EM CASA|: </p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="CÉSAR- Lei da Atração (Live Performance) | INSANE EM CASA" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/w-wEhmH1enw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="683" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/ensaio_feminino_barbara-0625-2.jpg?resize=683%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35117" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/ensaio_feminino_barbara-0625-2.jpg?w=683&amp;ssl=1 683w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/ensaio_feminino_barbara-0625-2.jpg?resize=200%2C300&amp;ssl=1 200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/ensaio_feminino_barbara-0625-2.jpg?resize=205%2C307&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/ensaio_feminino_barbara-0625-2.jpg?resize=480%2C720&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/ensaio_feminino_barbara-0625-2.jpg?resize=600%2C900&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 683px) 100vw, 683px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/HAIR_PHT_DeboraAgostini_03.jpg?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-35119" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/HAIR_PHT_DeboraAgostini_03.jpg?w=819&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/HAIR_PHT_DeboraAgostini_03.jpg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/HAIR_PHT_DeboraAgostini_03.jpg?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/HAIR_PHT_DeboraAgostini_03.jpg?resize=205%2C256&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/HAIR_PHT_DeboraAgostini_03.jpg?resize=480%2C600&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/11/HAIR_PHT_DeboraAgostini_03.jpg?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Bárbara Oliveira</strong>&nbsp;é calma, resultado da soma do acaso de tão acostumada com o adverso, como diz o samba. Fã de um bom pagode e conhecedora de referências em italiano pra várias sessões de O Poderoso Chefão, Bárbara contempla a vida com um olhar peculiar de quem consegue desnudar camada por camada de cada texto ou pessoa.<br>Antes uma leitora e fã dessa revista, graduada em Letras pela UFJF, depois de anos trabalhando em sala de aula, hoje, completa o time de autores e a equipe editorial da mesma com a maestria de um neurocirurgião, com os seus conhecimentos poéticos desbrava as vidas nessa cidade e conforta os amigos com sabedorias dos imortais&nbsp;da&nbsp;literatura.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p></p>



<p></p>



<p><strong>CÉSAR</strong> </p>



<p>Nascido em Manhuaçu &#8211; MG, foi para Juiz de Fora estudar arquitetura e se tornou também artista. Compositor do Projeto MONOTEMA, tem buscado usar sua voz para cantar as suas e as dores de quem caminha ao seu lado.</p>
</div>
</div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34628" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=768%2C1366&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=205%2C365&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=480%2C854&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?resize=600%2C1067&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec-1.jpg?w=899&amp;ssl=1 899w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<p></p>
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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
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		<title>Persona musical</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/04/30/persona-musical/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Apr 2023 18:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 161]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cantar]]></category>
		<category><![CDATA[emocionar]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Sentimento]]></category>
		<category><![CDATA[tocar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Lopes Garcia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu quero ser um instrumento musical&nbsp;</p>



<p>Para cada fase da vida&nbsp;</p>



<p>Eu me identifico com um deles&nbsp;</p>



<p>Os meus três prediletos&nbsp;</p>



<p>Pensando em passado&nbsp;</p>



<p>Sou gaita de foles&nbsp;</p>



<p>Estava no campo&nbsp;</p>



<p>Pensando em presente&nbsp;</p>



<p>Sou violino&nbsp;</p>



<p>Estou no teatro&nbsp;</p>



<p>Pensando em futuro&nbsp;</p>



<p>Sou flauta transversa&nbsp;</p>



<p>Estarei no paraíso&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/Gabriel-Garcia.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-25717" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/Gabriel-Garcia.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/Gabriel-Garcia.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/Gabriel-Garcia.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/Gabriel-Garcia.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/Gabriel-Garcia.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Gabriel Lopes Garcia</strong></p>



<p>Eu sou poeta, professor e divulgador científico. Na coluna Póesis, uso da linguagem poética para expressar minha reverência pelo Universo e o sentimento do sagrado que me habita a intimidade. Elaboro sensibilidades estéticas-éticas, sigo o fluxo de ideias prazerosas, reinvento semânticas, faço silêncio e verbo conjugarem harmonicamente. Eu não escrevo poesias. Eu me escrevo nelas.&nbsp;</p>
</div>
</div>



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		<title>A/r/torafia: uma proposta pedagógica de pesquisa em arte como prática na educação musical</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2022/11/06/a-r-torafia-uma-proposta-pedaogica-de-pesquisa-em-arte-como-pratica-na-educacao-musical/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Nov 2022 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 145]]></category>
		<category><![CDATA[educacao]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Joselaine Araújo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Resumo: </strong>Esta proposta versa sobre a A/r/tografia como metodologia de pesquisa pedagógica em arte na Educação Musical, visto por ações prática das pedagogias musicais abertas nas plataformas digitais. O principal objetivo é apontar a prática a/r/tográfica de pesquisa digital, direcionada às pedagogias musicais abertas na rede social Instagram. Considera, para esta proposta, questões sobre o fazer artístico e pedagógico sob perspectivas abertas, com foco na prática, na participação e na integração dos usuários nesta plataforma. Busca através desta performance, entender como a abordagem a/r/tográfica se constrói através de ferramentas de interação dadas pela rede, por meio de publicações relativas à explanação deste tema sob forma de conteúdos interativos, estruturados pelas proposições levantadas neste estudo. Deste modo, saber como esta proposta surgiu e como esta pesquisa qualitativa se demonstra à adequação digital ao saber “o que dizem os usuários?”, através de <em>Insights </em>apresentados pela plataforma. Assim, o tema pretende alcançar contribuições rumo a métodos de pesquisas pedagógicas abertas para Educação Musical Artística na rede digital.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Palavras chave: </strong>A/r/tografia. Pedagogias Musicais abertas. Educação Musical. Instagram.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Resumen: </strong>Esta propuesta aborda la A/r/tografía como metodología de investigación pedagógica en el arte en la Educación Musical, vista a través de acciones prácticas de pedagogías musicales abiertas en plataformas digitales. El objetivo principal es señalar la práctica a/r/tográfica de investigación digital, dirigida a las pedagogías musicales abierta en la red social Instagram. Considera, para esta propuesta, interrogantes sobre el trabajo artístico y pedagógico desde perspectivas abiertas, centrándose en la práctica, la participación y la integración de los usuarios en esta plataforma. A través de esta actuación, se busca comprender cómo se construye el abordaje a/r/tográfico a través de herramientas de interacción proporcionadas por la red, a través de publicaciones relacionadas con la explicación de este tema en forma de contenido interactivo, estructurado por las proposiciones planteadas en este estudio. De esta forma, conocer cómo surgió esta propuesta y cómo esta investigación cualitativa demuestra la idoneidad digital de saber “¿qué dicen los usuarios?”, a través de los Insights que presenta la plataforma. Así, el tema pretende alcanzar contribuciones para métodos abiertos de investigación pedagógica para la&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>1 </sup>Educadora Musical/A/r/tógrafa, formada pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário RJ, onde atuou também como assessora de coordenação acadêmica nos cursos de graduação da instituição. Recentemente, tornou-se pós-graduada na Especialização Internacional em Educação Musical, pelo Fórum Latino Americano de Educação Musical &#8211; FLADEM/CBM, dedicando-se ao tema sobre pesquisa pedagógica em arte e práticas pedagógicas musicais abertas na educação musical, pelo método da A/r/tografia. joselaine.projetos@gmail.com&nbsp;</p>



<p>Educación Artística Musical en la red digital.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Palabras llave: </strong>A/r/tografía. Pedagogías Musicales Abiertas. Educación Musical. Instagram.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Abstract: </strong>This proposal deals with A/r/tography as a pedagogical research methodology in art in Music Education, seen through practical actions of open musical pedagogies on digital platforms. The main objective is to point out the a/r/tographic practice of digital research, aimed at musical pedagogies open on the social network Instagram. It considers, for this proposal, questions about artistic and pedagogical work from open perspectives, focusing on practice, participation and integration of users on this platform. Through this performance, it seeks to understand how the a/r/tographic approach is built through interaction tools provided by the network, through publications related to the explanation of this theme in the form of interactive content, structured by the propositions raised in this study. In this way, knowing how this proposal came about and how this qualitative research demonstrates the digital suitability of knowing “what do users say?”, through Insights presented by the platform. Thus, the theme intends to reach contributions towards open pedagogical research methods for Artistic Music Education in the digital network.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Keywords: </strong>A/r/tography. Open Music Pedagogies. Musical Education. Instagram. <strong>Uma experiência, uma ideia. Uma proposta, uma ação: Introdução&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Ao trazer a arte nas práticas da educação musical, a necessidade de rever inquietações sobre metodologias de pesquisa na graduação torna-se uma questão desafiadora, quanto às abordagens e processos pedagógicos nas esferas Música e Educação. Por esta perspectiva, percebi que durante minha graduação, no curso de Licenciatura em Música, discussões sobre como produzir textos acadêmicos tornava-se assunto recorrente visto que grande parte dos colegas não conseguiam expandir suas práticas artísticas nas ações pedagógicas, e tão pouco, explorá-las em processos criativos de pesquisa. Menciona-se, então, os rigores na produção de pesquisa acadêmica sistematizados por formatações que em boa parte tendem a enfatizar teorias à práticas, deixando por vezes, pouco espaço para ações artísticas no contexto pedagógico durante a formação superior.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>E foi neste contexto, que a Pesquisa Educacional Baseada em Arte (PEBA), através da A/r/tografia (DIAS e IRWIN, 2013)<sup>2</sup>, surgiu. Decorrida de uma incessante busca por alternativas frente às inquietações presentes às sistematizações no campo acadêmico, tornando-se de imediato objeto dos meus estudos (2019). Logo, o intuito de trazer o&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>2 </sup>DIAS, Belidson e IRWIN, Rita L. (Org.). <strong>Pesquisa Educacional Baseada em Arte: A/r/tografia. </strong>Santa Maria: UFSM, 2013.&nbsp;</p>



<p>conceito do método a/r/tográfico pela prática para a monografia do trabalho de conclusão final na graduação (2020), tornava-se um objetivo a ser alcançado, mas que devido a restrição social ocasionada pela pandemia de Covid-19, não ocorreu. Fazendo com que o tema a/r/tográfico fosse explorado apenas por perspectivas teóricas, considerando, entretanto, outras formas de abordagem (BEZERRA, 2021)<sup>3</sup>. Nesse período as plataformas digitais chegavam para estabelecer uma nova realidade no ensino à distância, e para retomar a proposta inicial dos estudos a/r/tográficos, a ideia da rede social <em>Instagram </em>surgiu como um caminho para ação da pesquisa viva<sup>4</sup>, porém digital. Sendo esta concebida como uma “a/r/tografia necessária” sob práticas abertas de pesquisa pedagógicas sob perspectivas das Pedagogias Musicais Abertas na Educação Musical (DOMINGUES, 2021)<sup>5</sup>, ocorrendo então, na pós-graduação (2022)<sup>6</sup>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Desde então, referências sobre a pesquisa pedagógica em arte na educação musical, vistas pelo perfil <em>“A/r/tografia &amp; Educação Musical &#8211; Laboratório iconográfico de pesquisa digital”,</em><em><sup>7 </sup></em>vem trazendo a exposição do tema a/r/tográfico pela prática de sua abordagem (conteúdo), remetendo à pesquisa neste espaço digital (performance). Considerando para esta proposta as práticas pedagógicas musicais abertas (ação) como proposta a/r/topedagógica<sup>8 </sup>de pesquisa, e ampliação do tema nesta rede social.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Deste modo, este artigo apresenta-se como breve mostra pedagógica musical &#8211; a/r/tográfica, trazendo as principais publicações de postagens e conteúdos, desenvolvidos com a participação e a integração dos usuários da rede social <em>Instagram</em>. Verificados por meio de propostas sugeridas durante o processo de construção de pesquisa, vistos pelos <em>insights </em>dado pela plataforma remontados por postagens, prints e links para acesso audiovisual dos conteúdos. Considerando como a A/r/tografia nas práticas pedagógicas na educação musical, apresentam-se quando alargadas pela abertura à criatividade, no desenvolvimento de pesquisa pedagógica em arte nesta plataforma digital _ <em>Instagram.&nbsp;</em>&nbsp;</p>



<p><sup>3 </sup>BEZERRA, Joselaine A., <strong>A/r/tografia: Uma Pesquisa Educacional Baseada em Arte como prática de pesquisa na Educação Musical. </strong>Monografia, RJ, CDD 780.7. Julho de 2021. Disponível em: bit.ly/386GT1M. Acesso em: 08 de Julho 2021.&nbsp;</p>



<p><sup>4 </sup>Um conceito a/r/tográfico de pesquisa pela experiência. A pesquisa que acontece no ato da performance. <sup>5 </sup>DOMINGUES, Glauber R., A criação musical na perspectiva das pedagogias musicais abertas. Universidade Federal Fluminense &#8211; UFRJ. <strong>ORFEU</strong>, Florianópolis, v. 6, n. 2, p. 48 &#8211; 77, set. 2021.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>6 </sup>BEZERRA, Joselaine A., <strong>A/r/tografia: Uma proposta de pesquisa pedagógica em arte na Educação Musical, as Pedagogias Musicais Abertas nas plataformas digitais. </strong>Monografia, RJ. Julho de 2022. Disponível em: bit.ly/386GT1M. Acesso em: 08 de Ago. de 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>7 </sup>A/r/tografia &amp; Educação Musical. Disponível pelo link https://www.instagram.com/a.r.tografia_ed_mus/ <sup>8 </sup>Termo que conceitua ações de práticas pedagógicas abertas junto à pesquisa a/r/tográfica paralelamente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>A/r/tografia: Uma proposta pedagógica de pesquisa em arte na Educação Musical&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>O surgimento de recentes metodologias de pesquisas qualitativas, cujo ponto de partida considera a utilização de diversas linguagens artísticas como base no processo de investigação, apresenta-se como propostas de métodos em curso que tendem a ser considerados temas emergentes.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Deste modo, para entendimentos iniciais apresenta-se a A/r/tografia a uma metodologia de Pesquisa Educacional Baseada em Arte (PEBA)<sup>9</sup>, tendo como origem a Pesquisa com Base nas Artes (PBA)<sup>10</sup>, sendo a PEBA diferenciada por sua finalidade pedagógica. A a/r/tografia se refere como alternativa de pesquisa qualitativa com vistas às perspectivas: artística, investigativa e pedagógica, cuja abordagem considera a arte em suas diversas linguagens uma ferramenta para a criatividade que evoca as experiências do artista-educador com o público-alunos no campo pedagógico. Ainda, sobre o conceito a/r/tográfico, os autores Dias e Irwin (2013), apresenta sob possíveis definições teóricas enfatizar:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A A/r/tografia como uma metodologia de Pesquisa Educacional Baseada em Arte&nbsp;&nbsp;</p>



<p>(PEBA), cuja abordagem emprega a arte no processo da pesquisa qualitativa no&nbsp;&nbsp;</p>



<p>âmbito pedagógico, mais ainda, apresenta-se por um amplo espectro de&nbsp;&nbsp;</p>



<p>possibilidades utilizadas pelos pesquisadores, incluindo formas literárias,&nbsp;&nbsp;</p>



<p>performance, poesia, artes visuais, vários tipos de mídia, narrativas, arte popular,&nbsp;&nbsp;</p>



<p>artefatos, visualidades e muito mais. (DIAS, 2013, p. 13)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Logo, a partir destes conceitos avista-se que a A/r/tografia se consiste pela perspectiva da formação do artista e professor, e também pesquisador nas suas esferas de atuação. Trazendo uma concepção híbrida das ações do arte-educador, sendo estas imbricadas e não fronteiriças ou limitadas entre si, considerada para tanto, como uma abordagem “livre” e emergente de pesquisa no campo da arte-educação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para compreensão deste princípio ao conceber o registro da palavra A/r/tografia representada pelo acrônimo <strong>A/R/T</strong>, cujo termo estrutura-se pela metáfora em sua escrita na&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>9 </sup>Concepção de pesquisa advinda do Canadá pelos estudos de Rita. L. Irwin e diversos estudiosos.<sup>10 </sup>Estudos de Elliot Eisner, trouxe a pesquisa baseada nas artes como “um esforço para utilizar as formas de pensamento e as formas de representações que as artes fornecem como meios pelos quais o mundo pode ser melhor compreendido, e por meio dessa compreensão, vem o alargamento da mente (EISNER e BARONE; 2011, prefácio, tradução nossa)”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>língua inglesa, considerando: <strong>A/R/T </strong>para: <strong>A</strong>rtist (artista), <strong>R</strong>esearcher (pesquisador), <strong>T</strong>eacher (professor) e <strong>Graphy </strong>(grafia: escrita ou representação). Concedendo através desta terminologia <em>(A/r/tography) </em>a representação híbrida do artista/pesquisador/professor, empregando a identidade do a/r/tógrafo em suas esferas de atuação (DIAS, 2013. p. 25). Sendo assim, sobre o estudo da abordagem a/r/tográfica:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Viver a vida de um artista que também é um pesquisador e professor é viver uma&nbsp;&nbsp;</p>



<p>vida de consciência, uma vida que permite abertura para a complexidade que nos&nbsp;&nbsp;</p>



<p>rodeia, uma vida que nos coloca, intencionalmente, em posição de perceber as&nbsp;&nbsp;</p>



<p>coisas diferentemente. (IRWIN, 2013, p. 130)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ao conceder o método a/r/tográfico com diversos estudiosos da pesquisa com base nas artes, Irwin (2013), aponta pela busca do reconhecimento das artes como elemento necessário ou mesmo emergente como base de pesquisa na educação, apresentando a pesquisa artística como uma proposta desafiadora, por verificar que o método apresenta-se como abordagem ‘suspeita’ no âmbito acadêmico, já que este se propõe por aberturas relativas às formalidades que estruturam as pesquisas convencionais. Pois nas pesquisas com base nas artes o reconhecimento sobre múltiplas formas em como produzir conhecimento, ainda provoca dúvidas frente aos arcabouços teóricos já sistematizados pelas formas de pesquisas conhecidas. Neste caso, especialmente, pela demonstração prática de sua abordagem que tende a ser vista de forma cada vez mais urgente, até mesmo necessária quanto referenciais prático-teóricos de pesquisa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Embora as dúvidas relativas às práticas no âmbito pedagógico se perpetuem, principalmente em contextos das atuações do artista-educador, a a/r/tografia desponta para ampliações metodológicas, e para este fim, sua adoção apresenta-se como abordagem alternativa frente aos rigores normativos, e não sua substituição. Sobre este e demais aspectos, Dias referenda:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A a/r/tografia busca o sentido denso e intenso das coisas e estuda formatos&nbsp;&nbsp;</p>



<p>alternativos para evocar ou provocar entendimentos e saberes cujos formatos&nbsp;&nbsp;</p>



<p>tradicionais da pesquisa não podem ou conseguem possibilitar. Mover-se para além das tradicionais dissertações e teses baseadas em texto para acolher discursos&nbsp;&nbsp;</p>



<p>complexos possíveis e comuns dentro das artes gera um sistema novo de troca em&nbsp;&nbsp;</p>



<p>que a PEBA se revela como uma modalidade provocativa de pesquisa. (2013, p. 25)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ainda sobre perspectivas do método, ao atribuirmos as características da abordagem&nbsp;</p>



<p>da pesquisa pedagógica com base nas artes, podemos considerar elementos que estruturam a abordagem a/r/tográfica em processo de renderização<sup>11</sup><em>(renderings) </em>da pesquisa, com vistas à análises de dados, produzidos sob perspectivas do processo de pesquisa e não necessariamente nos resultados.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Sendo assim, avista-se a prática a/r/tográfica pelos conceitos<sup>12 </sup>de <strong>Pesquisa viva </strong>&#8211; A performance acontece no ato de construção, vista pelo fenômeno e pela subjetividade (SPRINGGAY &amp; IRWIN, 2004; <em>apud </em>COSSON e IRWIN, 2005, p. 6). <strong>Abertura &#8211; </strong>A pesquisa não se estrutura pelas formatações já conhecidas, pois dá lugar à arte e à criatividade em toda sua concepção (COSSON, 1997, p. 87; <em>apud </em>COSSON e IRWIN, 2005, p. 9). <strong>Metáfora/metonímia </strong>&#8211; A utilização de barras é uma característica do conceito, com apelo ao uso de figuras de linguagens para múltiplos entendimentos e contextualizações (COSSON &amp; IRWIN, 2005, p. 8 e p. 9). <strong>Contiguidade </strong>&#8211; A ideia de proximidade com público/espectadores, por meio da troca de experiências do artista/autor da proposta (AOKI, LOW &amp; PAULIS, 2001; <em>apud </em>COSSON e IRWIN, 2005, p. 4). <strong>Reverberações &#8211; </strong>A ação a/r/tográfica ressoa e não pode ser contida durante seu desenvolvimento, logo, não finaliza-se de modo conclusivo (SUMARA &amp; LUCE-KAPLER, 1993; <em>apud </em>COSSON e IRWIN, 2005, p. 11). <strong>Excesso </strong>&#8211; Não se restringe e não se limita pelo que deve selecionar, ou ao que deve ou não ser apresentado na pesquisa. (SPRINGGAY, 2003; <em>apud </em>COSSON e IRWIN, 2005, p. 11)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Por estas referências, nota-se que a abordagem artística/pedagógica de pesquisa busca caminhos para novas perspectivas na construção do conhecimento, para debates que sejam levantados por uma abordagem que amplifique, provoque e traga contribuições no âmbito da educação. (DIAS, 2013, p. 107)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Deste modo, ao trazer o tema a/r/tográfico na educação musical, uma análise direcionada a este campo dispõe caminhos possíveis que eleve a integração das linguagens artísticas como práticas pedagógicas na formação do músico professor. Para isto, “esta abordagem explora a relevância das práticas artísticas no campo do ensino de música, expondo inicialmente narrativas que configuram educação estética como educação musical”. (BEZERRA, 2021)&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>11 </sup>Processo pelo qual se obtém o produto final de um processamento digital qualquer. Na A/r/tografia cabe o sentido de processamento ou uso dos conceitos para a prática da pesquisa e compilação da pesquisa dentro dos conceitos a/r/tográfico representados pelos seis elementos conceituais do método.<sup>12 </sup>Conceitos também vistos em: IRWIN, Rita L. , A/r/tography: Rendering Self Through Arts-Based Living Inquiry (Inglês), Canadá: <strong>Pacific Educational Press</strong>, Volume 11, nº 6, 2004.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><img decoding="async" src="https://revistatrama.artebodoque.com/9f5e1d97-2697-4ed7-9b2d-b44e2f355900">Sendo assim, ao considerar a pesquisa pedagógica em arte na Educação Musical, podemos traçar objetivos delineando conceitos agregados ao tema, conforme a figura<sup>13 </sup>a seguir:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Figura 1: Arte elaborada para integrar o tema “A/r/tografia e Educação Musical”&nbsp;&nbsp;</p>



<p>(Fonte: concebido pela autora)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Então, para práticas criativas na educação musical, o fazer artístico no ensino de música, desperta-se pelo fazer Arte como forma de expressão e autonomia, sendo estes, fatores que viabilizam o caminho da prática a/r/tográfica. Ao considerar novos conceitos de práticas pedagógicas no ensino de música, as referências trazidas pelas pedagogias musicais abertas, se dispõe para ações e experiências valorizadas através do processo de ensino marcadas pela multiplicidade de práticas. Deste modo, ao levantar elementos conducentes a este processo podemos destacar ações na prática, na participação e na integração do ensino de música de modo aberto e contributivo, conforme referências apontadas por Domingues (2021).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Sendo assim, ao discorrer sobre o tema A/r/tografia nas esferas Música e Educação, a necessidade do envolvimento na pesquisa, seja por parte do autor/pesquisador ou mesmo espectador/leitor, a prática tende estar inclinada ao arte-educador musical. Por conceitos, concepções e ações que se deslocam para sentidos além de estruturas de pesquisas qualitativas já conhecidas. Logo, a PEBA tende se revelar para a importância de refletir sobre o contexto pedagógico em que a pesquisa se aplica (DIAS, 2013, p.14). Por isso, a prática desta pesquisa contextualiza-se nas esferas digitais, conforme as exposições apresentadas neste estudo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>13 </sup>Proposta para o tema da PEBA, elaborado pela autora para abertura do perfil no <em>Instagram </em>A/r/tografia &amp; Educação Musical, com a finalidade de Laboratório de prática de pesquisa digital trazendo a concepção a/r/tográfica para o campo da educação e música, entre diversas linguagens artísticas nesta plataforma digital. Criado em Dez. de 2020.&nbsp;</p>



<p><strong>A/r/tografia e Educação Musical: as Pedagogias Musicais Abertas no </strong><strong><em>Instagram&nbsp;</em></strong>&nbsp;</p>



<p>Ao trazer a PEBA nas propostas pedagógicas abertas na educação musical, averigua-se as Pedagogias Musicais Abertas sob <em>lócus </em>de pesquisa qualitativa a A/r/tografia, vistas sob conceitos e adequações prática/teórica, convergentes a ambas propostas. Nesta perspectiva a prática pedagógica musical aberta tende a ser entendida sob fundamentos abertos, tanto na pesquisa artística quanto em ações pedagógicas, sendo ambas endossadas por similaridades de conceitos, dando lugar às experiências. Neste sentido, entende-se por abertura pedagógica:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Abertura significa não se vincular a modelos, sem ignorá-los, no entanto. Implica,&nbsp;&nbsp;</p>



<p>ainda, em ampliar nossa visão, discernindo entre o que é aceitável e o que é preciso&nbsp;&nbsp;</p>



<p>descartar. Abertura é eliminar preconceitos, arrogâncias e dogmatismos, aceitando&nbsp;&nbsp;</p>



<p>outros modelos de organização do ensino. (SIMONOVICH, 2009, p. 19; <em>apud </em>BRITO,&nbsp;&nbsp;</p>



<p>2012, p. 114)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Então, para novas dimensões de práticas pedagógicas, concepções pelo uso de ferramentas que permitam dinâmicas agregadoras nas esferas de ensino, escoam para uso de pesquisas pela utilização das plataformas digitais, cujos processos apelam para práticas urgentes (novas) de estudo, na educação. Deste modo, ao discursar sobre a disposição por aberturas, visto como parte intrínseca dos processos artísticos-pedagógicas &#8211; a ideia artística de pesquisa em rede digital, se torna uma via possível para propostas diferenciadas por ações não convencionais, ao utilizarmos as plataformas digitais de comunicação e socialização como espaço de conhecimento, conforme aponta estudo de Zandavalle, que diz:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O conhecimento das abordagens metodológicas utilizadas na prática da pesquisa&nbsp;&nbsp;</p>



<p>com o Instagram mostrou como a análise de imagens pode trazer insights valiosos&nbsp;&nbsp;</p>



<p>sobre comportamento nos seus aspectos sociais e culturais que, por métodos&nbsp;&nbsp;</p>



<p>tradicionais, este resultado poderia ser limitado. (ZANDAVALLE, 2018, p. 94)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Logo, a proposta por alargamentos conceituais para abordagens artísticas de pesquisa e aberturas pedagógicas, tomam espaço para a prática a/r/tográfica de pesquisa considerando ações multifacetadas com as Pedagogias Musicais Abertas no <em>Instagram, </em>concebida como uma A/r/tografia necessária, conforme narrativas iniciais vistas na introdução deste artigo. Deste modo, observa-se nas figuras a seguir a proposta da teoria&nbsp;</p>



<p>para a prática, da prática para a teoria:&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="458" height="130" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-22.png?resize=458%2C130&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27439" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-22.png?w=458&amp;ssl=1 458w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-22.png?resize=300%2C85&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 458px) 100vw, 458px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 2: Material de apoio “Estrutura para pesquisa a/r/tográfica no <em>Instagram</em>”, para ações de pesquisa na rede social (Fonte: Link na bio do perfil &#8211; A/r/tografia &amp; Educação Musical)&nbsp;&nbsp;</p>



<p><img decoding="async" src="https://revistatrama.artebodoque.com/795ea85a-49b3-4d3c-8f68-3e6a8b7c6915">Figura 3: Material de apoio “Estrutura para pesquisa a/r/tográfica no <em>Instagram</em>”. Convite para pesquisa no Insta. e Sumário Interativo dos capítulos (Fonte: Link na bio do perfil &#8211; A/r/tografia &amp; Educação Musical)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>As figuras em destaque, fazem parte do material de apoio &#8220;Estrutura para pesquisa a/r/tográfica no <em>Instagram”</em><sup>14</sup>. A produção deste material se deu para orientar: postagens, conteúdo, formatos, cores e ações desenvolvidas para esta rede social, para desenvolvimento das principais temáticas dos capítulos apresentados na monografia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>O </strong><strong><em>Instagram </em></strong><strong>como espaço a/r/topedagógico de pesquisa digital&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Ao destacar a rede social como ambiente a/r/tográfico de pesquisa, a compreensão para propostas abertas no contexto da educação musical, a produção do conhecimento se constrói por meio de acesso, mediações e compartilhamento das ações junto aos usuários/público deste perfil.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Então, para a construção da pesquisa pelo <em>Instagram </em>“A/r/tografia &amp; Educação Musical &#8211; <em>Laboratório de prática de pesquisa digital</em>”, a identificação do perfil apresenta-se&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>14 </sup>Material complementar (com 20 lâminas) produzido para orientar a pesquisa a/r/tográfica no <em>Instagram</em>. Disponível em PDF pelo link na bio do perfil.&nbsp;</p>



<p>pelas remontagens das figuras a seguir:&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="213" height="203" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-19.png?resize=213%2C203&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27436" data-recalc-dims="1"/></figure>



<p>Figura 4: Arte de identificação do perfil do <em>Instagram </em>&#8211; A/r/tografia &amp; Educação Musical (Fonte: Extraído do <em>Instagram </em>citado)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para colocar a pesquisa em prática, a necessidade do registro escrito (monografia redigida sob regras usuais) articula-se com a performance na plataforma concebendo um processo de pesquisa retroalimentar<sup>15</sup>, levando o a/r/tógrafo ao entre-espaço da arte, da pesquisa e da pedagogia. Este processo considera “riscos” quanto a gestão da pesquisa quando vista somente pelo <em>Instagram</em>, ao tentar compreendê-la somente pela performance não tendo o conhecimento real do seu objetivo. Neste sentido, Recuero aponta que “um dos grandes desafios no estudo da mídia social como esfera pública (BASTOS, 2021; SOARES; RECUERO, 2017) é compreender este espaço como disputa de sentidos. A mídia social<sup>16</sup>, enquanto conceito, compreende, justamente, o uso dos sites de rede social para conversação e espalhamento de informações, onde a estrutura dos grupos e das conexões online é capaz de filtrar e dar visibilidade para determinadas informações em detrimento de outras.”” (RECUERO; BASTOS; ZAGO, 2015; <em>apud </em>RECUERO, 2018, p. 13)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ainda assim, a pesquisa se constrói à medida que o estudo se revela, sendo vista como <em>“Laboratório iconográfico de prática de pesquisa digital”</em>. Conforme a exposição a seguir:&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>15 </sup>Retroalimentar ou realimentar também denominada por feedback, cujo significado técnico é &#8220;retorno da informação ou do processo&#8221;, ou seja da monografia para o <em>Instagram </em>e vice-versa.&nbsp;</p>



<p><sup>16 </sup>De acordo com RECUERO “Conceito defendido por Boyd e Ellison (2007).”&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="174" height="310" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-21.png?resize=174%2C310&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27438" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-21.png?w=174&amp;ssl=1 174w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-21.png?resize=168%2C300&amp;ssl=1 168w" sizes="(max-width: 174px) 100vw, 174px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="171" height="306" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-20.png?resize=171%2C306&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27437" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-20.png?w=171&amp;ssl=1 171w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-20.png?resize=168%2C300&amp;ssl=1 168w" sizes="(max-width: 171px) 100vw, 171px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figuras 5: Prints da tela do perfil &#8211; A/r/tografia &amp; Educação Musical.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>(Fonte: Extraído do <em>Instagram </em>citado)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Através das ferramentas de interação do <em>Instagram</em>, postagens para uma experiência a/r/tográfica surge por meio de conteúdos publicados, através de “Story” (rápidas postagens) trazendo o convite para <strong>participação, integração, colaboração </strong>e <strong>contribuições</strong><strong><sup>17</sup></strong><strong> </strong>para os usuários/público.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="161" height="268" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-18.png?resize=161%2C268&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27435" data-recalc-dims="1"/></figure>



<p>Figura 6: Post. de convite à pesquisa do <em>Instagram </em>&#8211; A/r/tografia &amp; Educação Musical (Fonte: Extraído do <em>Instagram </em>citado)&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>17 </sup>Destacado pelo autor. Diretrizes para contribuições dos usuários/público no envolvimento com a pesquisa.&nbsp;</p>



<p>Então, após breve explanação teórica e metodológica deste tema, verifica-se de forma sucinta as <strong>principais ações</strong><strong><sup>18 </sup></strong>desenvolvidas para a construção de pesquisa a/r/topedagógica digital.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>➢ Vídeo de abertura da pesquisa “A/r/tografia &amp; Educação Musical &#8211; Transição” ➢ Vídeos “A/r/tografia/Pedagogias Musicais Abertas/Instagram &#8211; Dúvidas?” ➢ Compartilhando o processo de pesquisa com os usuários &#8211; Vídeo “Não desista” ➢ Debate do arte-educador musical &#8211; Postagem&nbsp;&nbsp;</p>



<p>➢ Proposta para práticas pedagógicas “Desafio Musical”&nbsp;&nbsp;</p>



<p>➢ Considerações e conclusões&nbsp;&nbsp;</p>



<p>➢ Vídeo de encerramento da pesquisa&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Logo, o convite de abertura da pesquisa aponta para uma experiência a/r/tográfica, apresentada pelo texto: <em>“HETA, HETA!”, A/r/tografia e Pedagogias Musicais Abertas, dão um ‘baila comigo’ em pesquisa pedagógica digital”, visto </em>pela figura e links disponíveis. Acesse:&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="475" height="271" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-23.png?resize=475%2C271&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27440" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-23.png?w=475&amp;ssl=1 475w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-23.png?resize=300%2C171&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 475px) 100vw, 475px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 7: Post. de abertura da pesquisa “A/r/tografia &amp; Educação Musical &#8211; Transição”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Publicado em 01/06/2022 &#8211; print 27/06/2022. (Fonte: Extraído do <em>Instagram </em>citado)&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>18 </sup>Resumo ou compilação das principais ações da pesquisa a/r/tográfica apresentada em monografia para este artigo.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="318" height="181" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-24.png?resize=318%2C181&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27441" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-24.png?w=318&amp;ssl=1 318w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-24.png?resize=300%2C171&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 318px) 100vw, 318px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 8: Vídeo de abertura da pesquisa “A/r/tografia &amp; Educação Musical &#8211; Transição”. (Fonte: Extraído do <em>Instagram </em>citado)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Disponível em: Abertura Artografia &amp; Educação Musical &#8211; TRANSIÇÃO.mp4&nbsp;&nbsp;</p>



<p>De forma resumida, a figura abaixo confere uma apresentação conceitual das principais temáticas como: a/r/tografia, as pedagogias musicais abertas e <em>Instagram. </em>Entre pelo link e confira:&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="303" height="170" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-25.png?resize=303%2C170&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27442" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-25.png?w=303&amp;ssl=1 303w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-25.png?resize=300%2C168&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 303px) 100vw, 303px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 9<strong>:</strong><strong> </strong>Provocações e respostas: Arte e link do vídeo: “A/r/tografia/PedagogiasMusicaisAbertas/Instagram &#8211; Dúvidas?&#8221; Compilação dos vídeos no <em>Instagram</em>, sob versão editada. (Fonte:acesso via link do autor) Disponível em: A/r/tografia/PedagogiasMusicaisAbertas/Instagram &#8211; Dúvidas?.mp4&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ao trazer os desafios do arte-educador na formação do professor de música, as postagem a seguir apontam para os “dilemas” do artista/pesquisador/professor, durante a formação superior. E sob a mesma perspectiva, a A/r/tografia nas Pedagogias Musicais Abertas, apresenta-se em ações de práticas pedagógicas com o “Desafio Musical”. Topa?&nbsp;</p>



<p><img decoding="async" src="https://revistatrama.artebodoque.com/f23049d1-775f-4b39-89b7-c57e37c21d18"><img decoding="async" src="https://revistatrama.artebodoque.com/ff59eb4d-e50f-4bad-86fc-a97bdef96972">Figura 10<strong>: </strong>Postagem “Debate” a/r/tográfico Figura 11<strong>: </strong>Postagem “Desafio musical” (Fonte: Extraído do <em>Instagram </em>citado) (Fonte: Extraído do <em>Instagram </em>citado)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Por fim, após quatro semanas ativas na rede social, uma análise das ações desenvolvidas verificam a construção da pesquisa pelos conceitos abordados por esta, e pela reação dos usuários diante da proposta lançada. Afinal, ao conceder espaço para o público/usuários, a pesquisa sob comunidade digital necessita ser considerada pelo envolvimento do público e a performance, tendo em vista às reverberações para além de avaliações por bancas examinadoras.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>O que dizem os usuários?&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Para entender como os usuários/público reagiram diante das ações propostas, toma-se como indicadores <em>insights </em>em resposta às ações e conteúdos, postados e visualizados através da performance no <em>Instagram</em>, vistos sob a seguinte perspectiva:&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A/r/tografia ocupa um espaço intelectual e imaginativo para a investigação. Com o&nbsp;&nbsp;</p>



<p>advento da tecnologia no nosso cotidiano e sua ênfase no visual e sensorial surge&nbsp;&nbsp;</p>



<p>uma oportunidade para arte/educadores abraçarem suas práticas e&nbsp;&nbsp;</p>



<p>compartilharem suas pesquisas com a suas comunidades. Ao fazê-lo, a a/r/tografia&nbsp;&nbsp;</p>



<p>ajuda a preencher um vazio pedagógico nas comunidades locais e um vazio criativo&nbsp;&nbsp;</p>



<p>em escolas e outros ambientes de aprendizagem. (IRWIN, 2013, p. 34)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Então, para maior entendimento destas análises, ao considerar “o que dizem os usuários?”, nota-se como esta pesquisa qualitativa (a/r/tografia) se demonstra à adequação na rede social. Desta forma, a análise aponta para a performance da pesquisa como um todo, pois o objetivo do estudo não se restringe somente às ações propostas na plataforma digital, mas também pela sua construção neste espaço. Logo, os procedimentos adotados durante o processo da pesquisa, verifica-se como análises pelo fragmento a seguir, que aponta:&nbsp;</p>



<p>[&#8230;] Ao enfatizar essa ideia de construção da amostra (e da pesquisa), queremos&nbsp;&nbsp;</p>



<p>alertar tanto para a artificialidade dos recortes inerentes à prática científica quanto&nbsp;&nbsp;</p>



<p>para sua importância. Ter consciência desse processo é essencial para a realização&nbsp;&nbsp;</p>



<p>de uma pesquisa coerente e bem articulada. É fundamental atentar para as&nbsp;&nbsp;</p>



<p>características do universo que se pretende problematizar, bem como para a&nbsp;&nbsp;</p>



<p>compatibilidade entre os critérios de amostragem e o problema e objetivos da pesquisa. Além disso, é preciso também levar em conta as condições em que a&nbsp;&nbsp;</p>



<p>investigação será realizada (FRAGOSO; RECUERO; AMARAL, 2011, p. 54; <em>apud</em><em>&nbsp;</em>&nbsp;</p>



<p>ZANDAVALLE, 2018, p. 82).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Portanto, iniciamos estas análises com breve exposição da resposta do público ao vídeo feito em “transmissão ao vivo” ao compartilhar o processo de pesquisa. Visto na figura a seguir e pelo link indicado:&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="428" height="244" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-26.png?resize=428%2C244&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27443" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-26.png?w=428&amp;ssl=1 428w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-26.png?resize=300%2C171&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 428px) 100vw, 428px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 12: Print da “ transmissão ao vivo” compartilhando o processo de pesquisa “Não desista”. (Fonte: Compilação do <em>Instagram</em>, sob versão editada)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Disponível em: Não desista.mp4&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para ações sob práticas pedagógicas musicais abertas na rede digital, segue o lançamento do “Desafio musical” para o público:&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="320" height="96" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-27.png?resize=320%2C96&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27444" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-27.png?w=320&amp;ssl=1 320w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-27.png?resize=300%2C90&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 320px) 100vw, 320px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 13: Recortes dos vídeos de abertura dos “Desafios Musicais”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>(Fonte: Compilação do <em>Instagram</em>, sob sob versão editada)&nbsp;</p>



<p>Para entender os procedimentos adotados para esta proposta, o “Desafio Musical 1”<sup>19</sup>, dá início ao repertório e o público é desafiado a continuar a canção na sequência da estrofe, desafiando outro usuário a continuar a sequência poética-musical. Já no “Desafio Musical 2”<sup>20</sup>, a concepção rítmica e corporal, embalam a atividade pela expressão do corpo com um vocalize rítmico para dançar e cantar livremente, trazendo a marcação rítmica com movimentos e uso de aplicativos<sup>21</sup>. Na sequência o “Desafio Musical 3”<sup>22</sup>, traz a continuação do vocalize melódico que chega como um convite ao público, trazendo uma esfera acolhedora para finalização das propostas vistas pelos links a seguir:&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="307" height="173" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-29.png?resize=307%2C173&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27446" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-29.png?w=307&amp;ssl=1 307w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-29.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 307px) 100vw, 307px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 14: Práticas pedagógicas musicais abertas “Desafio Musical 1”&nbsp;&nbsp;</p>



<p>(Fonte: Compilação dos vídeos, sob versão editada &#8211; acesso via link do autor).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Disponível em: Desafio Musical 1.mp4&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="308" height="173" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-28.png?resize=308%2C173&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27445" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-28.png?w=308&amp;ssl=1 308w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-28.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 308px) 100vw, 308px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 15: Práticas pedagógicas musicais abertas “Desafio Musical 2”&nbsp;&nbsp;</p>



<p>(Fonte: Compilação dos vídeos, sob versão editada &#8211; acesso via link do autor).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Disponível em: Desafio Musical 2.mp4&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>19 </sup>Repertório “Caçador de Mim” de Milton Nascimento.&nbsp;</p>



<p><sup>20 </sup>Vocalize adaptado “Baila, como baila a la cubana” do grupo Fito Olivares Y Su Grupo. <sup>21 </sup>Termo utilizado para aplicação móvel ou aplicativo móvel, conhecida normalmente por seu nome abreviado app, é um software desenvolvido para ser instalado em um dispositivo eletrônico móvel.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><sup>22 </sup>Vocalize adaptado da canção “Amor do Pai” de Aline Barros.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="308" height="174" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-31.png?resize=308%2C174&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27448" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-31.png?w=308&amp;ssl=1 308w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-31.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 308px) 100vw, 308px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 16: Práticas pedagógicas musicais abertas “Desafio Musical 3”&nbsp;&nbsp;</p>



<p>(Fonte: Compilação do<em>s </em>vídeos, sob versão editada &#8211; acesso via link do autor).&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Disponível em: Desafio Musical 3.mp4&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O resultado destas ações e todo material complementar, também podem ser vistos através de links pelo acesso na bio do perfil no <em>Instagram</em>, criado como acesso de bibliografia digital de pesquisa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Considerações&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>Este artigo teve como objetivo apresentar estudos sobre análises e práticas conceituais da pesquisa pedagógica em arte para educação musical pelo método A/r/tografia, perpassados por práticas pedagógicas musicais abertas na rede social <em>Instagram</em>. Verificados por adaptação de estudos que exploram o tema A/r/tografia e Educação Musical, trazendo nesta perspectiva as práticas pedagógicas musicais abertas sob esta plataforma digital.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Logo, uma breve exposição sobre o conceito a/r/tográfico, visto como base de pesquisa artística pedagógica, remonta o tema sobre pesquisas com base nas artes nas pedagogias abertas no ensino de música, através de ações a/r/topedagógica de pesquisa, conforme vistos nesta exposição. Através deste estudo, mostrou-se que o entendimento à pesquisas qualitativas direcionadas à arte através de construção coletiva em rede digital, resultados contemplados pela abertura para novos entendimentos, nas esferas acadêmicas nos cursos de arte-educação.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Deste modo, as considerações para esta abordagem de pesquisa, cuja interação dos usuários/público como parte do processo aberto, verificados por crescente <em>Insights </em>apontados pela plataforma, aponta para ampliações de práticas pedagógicas musicais&nbsp;</p>



<p>abertas quando desenvolvidas de forma coletiva na rede social. Destaca-se também neste espaço, as propostas aderidas pelo público de forma imersiva ao realizarem os desafios sugeridos, trazendo em cada performance a criatividade com que os mesmos se propuseram na realização de cada proposta. O engajamento destas atividades por parte dos usuários/público, demonstram que os processos artístico-pedagógicos evidenciado pela pesquisa em arte destacam-se pela necessidade quanto a produção de pesquisas na educação musical, em tempos atuais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Neste contexto, a ideia da pesquisa a/r/tográfica em rede social tende a aproximar debates da esfera acadêmica com a realidade de ensino, ao considerar a rede social como espaço de diálogo popular e de ações objetivas, quando utilizada para processos abertos e criativos de pesquisa junto com os usuários/público.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Em suma, nota-se neste estudo que existe uma necessidade para o professor de música, que sendo este artista e mediador do conhecimento necessita se aprimorar, se reinventar, e trazer novas propostas para suas ações, para além de sistematizações estruturais. Que existe uma realidade enquanto educadores musicais, ao avistar a arte como instrumento de novos fazeres quando as práticas normativas já não dão conta da realidade multidisciplinar deste tempo. E sim, existe uma sociedade que carece do lugar que a arte, em especial a Música pode e deve propiciar para todos nós, e <em>&#8220;Quem está neste lugar?&#8221;</em>.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="308" height="173" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-30.png?resize=308%2C173&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27447" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-30.png?w=308&amp;ssl=1 308w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-30.png?resize=300%2C169&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 308px) 100vw, 308px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Figura 17: Vídeo de encerramento da pesquisa no Instagram “A/r/tografia &amp; Educação Musical &#8211; Agradecimentos” (Fonte: Postagem no <em>Instagram </em>&#8211; acesso via link do autor)&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Disponível em: Encerramento Artografia &amp; Educação Musical &#8211; AGRADECIMENTOS.mp4&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="127" height="127" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/image-32.png?resize=127%2C127&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27449" data-recalc-dims="1"/></figure>



<p>Figura 18: Acesso à pesquisa no Instagram “A/r/tografia &amp; Educação Musical”&nbsp;&nbsp;</p>



<p>(Fonte:- acesso via Qr Code concebido pelo autor)&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Referências&nbsp;</strong>&nbsp;</p>



<p>A/R/TOGRAFIA &amp; EDUCAÇÃO MUSICAL. <strong>A/r/tografia e Educação Musical &#8211; Laboratório iconográfico de prática de pesquisa digital</strong>. Perfil no Instagram, 2020. Disponível em: https://www.instagram.com/a.r.tografia_ed_mus/.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>BEZERRA, Joselaine A., <strong>A/r/tografia: Uma metodologia de Pesquisa Educacional Baseada em Arte como prática de pesquisa na Educação Musical</strong>. Monografia, RJ, CDD 780.7. Julho de 2021. Disponível em: bit.ly/386GT1M. Acesso em: 08 de Jul. 2021.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>BRITO, Teca A., FLADEM – Fórum Latinoamericano de Educação Musical: Por uma Educação Musical Latinoamericana. <strong>Revista da ABEM</strong>, Londrina, v.20, n.28. 2012.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>COSSON, Alex e L. IRWIN, Rita. (Org.) A/r/tography: Rendering Self Through Arts-Based Living Inquiry, (Inglês), Canadá: <strong>Pacific Educational Press</strong>, Volume 11, nº 6, 2005.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>DIAS, Belidson e IRWIN, Rita., (Org), <strong>Pesquisa Educacional Baseada em Arte: A/r/tografia</strong>. Santa Maria: UFSM, 2013.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>DIAS, Belidson, A/r/tografia como Metodologia e Pedagogia em Artes: uma introdução. <em>In: </em>DIAS, Belidson e L. IRWIN, Rita. (Org.). <strong>Pesquisa Educacional Baseada em Arte: A/r/tografia</strong>. Santa Maria: UFSM, 2013. Cap. 1, p.25.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>DOMINGUES, Glauber R., A criação musical na perspectiva das pedagogias musicais abertas. Universidade Federal Fluminense &#8211; UFRJ. <strong>ORFEU</strong>, Florianópolis, v. 6, n. 2, p. 48 &#8211; 77, set. 2021.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>EISNER, Elliot W.; BARONE, Tom. <strong>Arts Based Research</strong>. Los Angeles: Sage – EUA, 2011. Acesse em:https://www.google.com.br/books/edition/Arts_Based_Research/DJfcs6igLFAC?hl=ptBR &amp;g bpv=1&amp;dq=arts+based+research&amp;printsec=frontcover. Acesso em: 09 jun. 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Fórum Latino Americano de Educação Musical – FLADEM. <strong>Nossa História</strong>. Rio de Janeiro, 2018. Disponível em: https://www.fladembrasil.com.br/historia. Acesso em: 11 jun. de 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>IRWIN, Rita e SPRINGGAY, Stephanie; <strong>A/r/tografia como forma de pesquisa baseada na</strong>&nbsp;</p>



<p><strong>prática</strong>. (Org), Pesquisa Educacional Baseada em Arte: A/r/tografia. 2013, p. 144.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>IRWIN, Rita. A/r/tografia. <em>In: </em>DIAS, Belidson; IRWIN, Rita L. (Org.). <strong>Pesquisa Educacional Baseada em Arte: A/r/tografia</strong>. Santa Maria: UFSM, 2013. Cap. 3, p. 33.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>LAMBERT, Rosangela. Pedagogia Musical: Carl Orff e a importância do ‘fazer musical&#8217; &#8211; teoria e prática. <strong>Terra da Música Blog. </strong>Publicado em 01 de set. de 2016. Disponível em: https://terradamusicablog.com.br/carl-orff/. Acesso em : 02 jun. 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>_____. Material complementar digital. <strong>A/r/tografia e Educação Musical &#8211; Laboratório iconográfico de prática de pesquisa digital</strong>, Instagram, 2020. Disponível em: bit.ly/386Gľ1M. ou em: https://www.instagram.com/a.r.tografia_ed_mus/. Acesso: período de junho e julho de 2022.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>RECUERO; Raquel. Estudando cultura e comunicação com mídias sociais. <em>In:</em>SILVA; Tarcísio. <em>Et al. </em><strong>Estudando cultura e comunicação com mídias sociais. </strong>Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD). Brasília. 2018, p. 13.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>SILVA, T.; BUCKSTEGGE, J. e ROGEDO, P. <strong>Estudando cultura e comunicação com mídias sociais</strong>. (Org). IPAD, Brasília, 2018.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>ZANDAVALLE, Ana C. Análise de dados visuais no Instagram. <em>In: </em>SILVA; Tarcísio. <em>Et all. </em><strong>Estudando cultura e comunicação com mídias sociais. </strong>Instituto Brasileiro de Pesquisa e Análise de Dados (IBPAD). Brasília. 2018. Cap. 5, p. 94.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/ART-1-Joselaine-Araujo.jpg?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27431" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/ART-1-Joselaine-Araujo.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/ART-1-Joselaine-Araujo.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/ART-1-Joselaine-Araujo.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/ART-1-Joselaine-Araujo.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/ART-1-Joselaine-Araujo.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Joselaine Araújo</strong> é educadora Musical formada pelo Conservatório Brasileiro de Música Centro Universitário RJ, onde atuou também, como assessora de coordenação acadêmica. Pós-graduada pela Especialização Internacional em Educação Musical, pelo Fórum Latino Americano de Educação Musical &#8211; FLADEM/CBM, dedicando-se ao tema sobre pesquisa pedagógica em arte nas práticas pedagógicas musicais abertas na educação musical, pelo método da A/r/tografia. Seu recente projeto encontra-se no perfil do Instagram “A/r/tografia &amp; Educação Musical &#8211; Laboratório de iconográfico de prática de pesquisa digital”, onde desenvolveu o tema &#8220;A/r/tografia: Uma proposta pedagógica em arte na Educação Musical”. sua biografia vitae “A menina que sonhava no quarto sem porta e sem janela.” ao contextualizar sua trajetória profissional com sua vida.</p>
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<p class="has-text-align-right">&nbsp;&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="331" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=950%2C331&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23851" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=1024%2C357&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=300%2C105&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=768%2C268&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://www.instagram.com/vianablack/"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/VIANA.png?resize=94%2C113&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26893" width="94" height="113" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/VIANA.png?w=335&amp;ssl=1 335w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/VIANA.png?resize=249%2C300&amp;ssl=1 249w" sizes="(max-width: 94px) 100vw, 94px" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://www.instagram.com/atenabookstore/"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?resize=74%2C71&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26891" width="74" height="71" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?resize=300%2C287&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?resize=768%2C735&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 74px) 100vw, 74px" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://www.instagram.com/cafe.libertas/"><img loading="lazy" decoding="async" width="842" height="595" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?resize=842%2C595&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26892" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?w=842&amp;ssl=1 842w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?resize=768%2C543&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 842px) 100vw, 842px" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div></div>
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		<title>O Herói </title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2022/11/06/o-heroi/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2022/11/06/o-heroi/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 06 Nov 2022 18:29:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 145]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[musica]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=27411</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: João Victor Gama</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Cada um é responsável pela sua própria desescolarização&nbsp; e descolonização. Mas, falemos sobre o processo para o processo, que nunca me soou como um salto de trampolim para a independência consciente transdisciplinar e multicultural que a realidade global impõe a população mundial. Desde que percebo o mundo inteligível de Platão sinto que “quando fico em estado de silêncio adentro este espaço chamado música”, como diria Rumi, um teólogo sufi persa do século XIII.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Venho me embrenhando pelos galhos retorcidos e sentindo as gramíneas deste solo fértil e complexo das produções culturais brasileiras, pensando em como trazer a práxis pra pólis, como um sujeito emergente do hibridismo produto da constante troca-signo promovida pelas alterações socioculturais que geram remodelação no consumo. Não me sinto como um guerrilheiro oriundo de guerras libertárias das poesias de Galeano e tampouco como um herói contraditório com ausência de idealizações do Realismo Russo de Dostoievski. Apenas transfiguro dor e beleza como bem funciona a lógica do mercado.&nbsp;</p>



<p>O passado nos transforma e é transformado por nós, percepção dos que sabem que não há como pensar futuro sem deformar o presente.&nbsp; A vida é efêmera, os elementos se misturam em milhares de tubos de ensaio em performances mirabolantes de centenas de laboratórios, aceleram no espaço e a ação acontece sob o tráfego dos nossos pensamentos, sentimentos e pés. Afinal, só temos o caminho e a caminhada, que nos momentos oportunos nos lembra que a identidade se trata de uma questão metafísica. Melhor: essencialista.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;As pessoas não são, as pessoas se parecem e se movimentam. A Humanidade não é, ela parece e se movimenta.&nbsp; Quero trazer a práxis pra pólis. Tantas realidades reais para simplesmente criarmos uma paralela? Ou duas? Patologicamente desenvolvidas por dissonantes cognitivos e sustentadas por uma nebulosa midiosfera extremista. Na nossa “Novíssima” Califórnia, o sr. Lima Barreto também adoeceria.&nbsp;</p>



<p>Hay que endurecerse, pero sin perder la ternura jamás. Um pouco utópico pensar em nos afastar do conceito de Personalismo desenvolvido por Gilberto Freire e tratar do patrimonialismo que nos custa tão caro em nossa convivência. Construindo&nbsp; uma sociedade regulada, vendo o Leviatã pelo retrovisor e assumindo a dirigência e nos apropriando destas terras. Pois, a apropriação vem nos dois sentidos, o caracol se apropria de sua concha, mas ele é igualmente apropriado à sua concha. E isto pode ser assimilado no “fazer território” e habitar lugares.&nbsp;</p>



<p>Os novos sujeitos híbridos são seres emergentes, indissociáveis da urgência do presente e da marca que nele vai deixando o acontecer do mundo, pouco dispostos a assumir o papel de herói e manter a aparência de homem cordial.&nbsp;</p>



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<p><strong>João Victor&nbsp;Gama</strong> é rapper e professor só ainda não sabemos qual dos dois fala mais alto. Na sua pesquisa de mestrado sobre hibridismo cultural e&nbsp;o&nbsp;rap ele se encontra em essência de estado e trabalho, vivendo e estudando para descobrir como fortalecer o elo da arte. Que ela venha a ser arte por ser admirável, crítica e livre. Longe de qualquer amarras sociais.</p>
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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>



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<h3 class="has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background wp-block-heading">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



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