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	<title>Arquivos O tempo - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>O Eu, o Outro e o Tempo: Práticas de Memória e História na Produção Artística</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
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		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gyovana Machado</p>
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<p class="has-drop-cap">Estou sempre escrevendo sobre o outro. O outro que também fala de mim. O outro que diz de um entorno prestes a me laçar, capturar e envolver num ritmo próprio. O outro que diz de um símbolo fluído e que, quando em alta temporada, se mantém no imaginário na escala do constante.&nbsp;</p>



<p>A vida reverbera o teatro das relações do ser e do dever, cerceadas por um fio de poder inerente a toda sociedade, com toda a sua carga de pós verdade: penso, logo existo. NÃO, acredito, logo estou certo. &#8211; eles dizem, eles cantam, eles suspiram e bombardeiam nos espaços símbolo que, de forma capilar, emitem faíscas ideológicas.&nbsp;</p>



<p style="background-color:#8d6800" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Penso em alguns eventos que pediram do homem: coragem. Marchas, cantos, gritos inflamados, rostos vermelhos e olhos esbugalhados: cenários que invadem o movimento do artista e rasgam o lugar de análise. Dizem: ame ou deixe o.&nbsp;</p>



<p>Como responder? Me perguntei. De fato, não há uma resposta programada para eventos não programados. O princípio da história parte de uma ideia de que as coisas se constroem, e que, em continuidades e descontinuidades, se faz o ritmo do e no tempo. Koselleck analisaria, enquanto concepção de tempo, por espaço de experiência e horizonte de expectativa.&nbsp;</p>



<p>Em termos de espaço de experiência, que diz de um presente, há uma onda de sensações e óticas próprias e plurais, que apontam para um horizonte, carregado da então expectativa. O que esperar quando não se espera mais? O que de fato nos serve de combustível e impulsiona a arte do criar? Será o presente o cenário próprio das inspirações mais diversas?&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Coragem, eu disse em um parágrafo. Acredito que, em tempos de (deveras) coragem, o espaço de experiência pode se remeter a uma dança com o tempo. Buscar formas e inspirações ao longo da história da humanidade é o que, de fato, pode dar combustão ao tato criativo de cada um.&nbsp;</p>



<p>Entender que a própria História é uma ferramenta gratuita para o uso de produção artística, remete a uma função ainda pouco utilizada. Acredito ser por isso que digo sempre do outro, no que canto, no que escrevo, no que penso. Marc Bloch diria que &nbsp;“o&nbsp;historiador&nbsp;é como o&nbsp;ogro&nbsp;da lenda. Onde fareja carne humana sabe que ali está a sua caça.”; eu concordo. Dado o lugar que me formo e que falo, procuro sempre farejar o homem em seus distintos momentos, entendendo que sempre (e digo sem nenhum medo), as coisas irão mudar.&nbsp;</p>



<p>Dessa forma, coragem é virtude aquecida por um coração esperançoso. As coisas mudam. Dancemos pois pelo tempo, afim de enriquecer a nossa criatividade despejando sobre o presente os auxílios para um horizonte melhor.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gyovana Machado</strong> é graduanda em História pela UFJF, formada no Seminário Teológico Rhema Brasil, líder de música em A Igreja.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2a62a-5-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2235" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#9d7300;text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1d03c-foto-carol13.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1691" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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