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	<title>Arquivos Praia - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>CAÇADORA DE HISTÓRIAS: FUSCA, MARESIA E ROD STEWART</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Oct 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 066]]></category>
		<category><![CDATA[Caçadora de Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Fusca]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
		<category><![CDATA[Victória Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Victória Vieira</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Há momentos da nossa vida que, quando recordamos, podemos sentir o aroma, o vento beijando nossa pele ou até uma música especial que faz o botão de volume do rádio girar para o máximo. É a memória afetiva que se ativa pelo nosso paladar, olfato, audição&#8230; De uma forma ou de outra, estamos sempre revisitando esses lugares que ficaram parados no tempo longe do caos e da pressa que existem atualmente.&nbsp;</em></p>



<p><em>A história de hoje irá se costurar com a minha, com a tua e talvez com a de uma geração inteira. O passado é um presente que pode ser saboreado a qualquer dia, qualquer hora.</em></p>



<p>&#8220;Eu era jovem, vivia com meus pais e não tinha irmãos. Morávamos no litoral, onde os cabelos sempre estão levemente salgados, e se não passar uma &#8220;aguinha&#8221; no carro todo fim de tarde, a maresia corrói.</p>



<p>Tínhamos uma vida simples na vila de pescadores, e eu tinha vontade de conhecer gente, entender o mecanismo das coisas, ver além daquele horizonte cortado pelo píer. Aos Sábados, gostava de entrar no fusca do pai e ligar o rádio. Lá tocavam músicas que embalavam todos os meus sonhos, e eu sentia que havia muito mundo para meus olhos verem ainda.</p>



<p>Nessa época, se tu gostasse de uma música que o radialista colocava, era muito difícil ter acesso a ela de novo. E quando era em inglês, então? Não entendia o artista, a música, bulhufas!</p>



<p>Foi numa dessas tardes de tempo vagaroso que conheci a voz rouca e os acordes mais lindos de Rod Stewart. Desde então, começou a saga de tentar descobrir quem era o cantor e como ouvir ele de novo.</p>



<p>O tempo passou. Cresci, casei, tive filhos e, em todas minhas atividades, lá está Stewart no plano de fundo da minha vida.</p>



<p>Há poucos dias, minha filha mais velha entrou em contato com uma rádio local que escuto há muitos anos (inclusive apresentei pra ela quando ainda era pequeninha) e pediu &#8220;Tonight&#8217;s The Night&#8221;, que gosto tanto, e dedicou para mim.</p>



<p>A música é estado de espírito, marca de vivências, ultrapassa gerações.</p>



<p>Lá na década de 70, quando escutei pela primeira vez, nunca imaginei que tanto tempo depois ela retornaria para mim através da minha filha.<br><br>Círculos da vida.&#8221;</p>



<p><em>Histórias, memórias e sensações são os que nos conectam, independente do ponto de partida, classe social e demais lugares de fala. Por isso, tenho um projeto que foi conhecer o mundo virtual esse ano, que se chama Caçadora de Histórias, e ele acontece no Instagram.</em></p>



<p><em>Gostou da leitura? Então vou te contar um segredo: Contar histórias é a medicina da minha vida.</em></p>



<p><em>Uni tudo isso num projeto que floresce de maneira vagarosa e especial que se chama “Caçadora de Histórias”. Tu podes conferir ele lá no Instagram e se quiser participar, escreve para mim através do e-mail <a href="mailto:tuahistoriaaqui@gmail.com">tuahistoriaaqui@gmail.com</a> e me deixa te ajudar a enxergar a heroína/herói que és em tua própria trajetória.</em></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Victória Vieira</strong> é escritora e idealizadora do projeto Caçadora de Histórias. Caçando e ouvindo histórias, vou escrevendo a tua com minhas palavras e te ajudando a ter um novo olhar sobre ela. Siga o projeto no <a href="http://instagram.com/cacadora.de.historias">Instagram</a>.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



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</div>



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</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Felicidade de Areia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 20 Sep 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 063]]></category>
		<category><![CDATA[Areia]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Praia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Carol Cadinelli</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Chinelos e saia longa até o portão de madeira. Mangas também. Depois disso, o chinelo some, a saia encurta e os ombros respiram.</p>



<p>Maresia.</p>



<p>Os pés enterrados na areia, a pele melada de sal. Os cabelos emaranhados de vento, brisa marinha, marítima. Quer livrar-se das roupas, da bolsa, dos pesos que carrega, das preocupações.</p>



<p>A areia não pode entrar na bolsa, senão vai arranhar a lente da câmera. Queria transformar a retina em lente, o cérebro em cartão de memória, que desse pra salvar no computador depois. As fotos ficariam melhores se fossem acompanhadas da sensação dela, e não só um registro de lente não humana. A transferência de emoção pra uma coisa estática é muito complicada.</p>



<p>Se a arte fosse só sentimento, só intenção, seria a melhor artista do mundo.</p>



<p>Quer esquecer que tem dinheiro, que tem saudades, que tem tarefas. Quer esquecer que algo não é permitido, ou possível. Quer esquecer que tem sonhos e ambições, quer esquecer que quer ser uma pessoa diferente. Quer ser ninguém.</p>



<p>Apenas existir. É transcender que se diz, não é? Isso, transcender.</p>



<p>Dança na areia a música do oceano, o oceano que não é o dela. Cumprimenta, ‘oyá, minha mãe’, sem saber se é filha, sem saber se é assim que se diz, só porque parece certo. Sabendo que, se é filha, não é daquela mãe. Mas é que todo oceano se liga com outro e quem sabe o cumprimento não chega do outro lado do mundo. É mar aberto, e o medo é parecido. A paz também. Bota fé que pode ser que tudo sejam partes de uma coisa só.</p>



<p>Parte. Voltam os chinelos, a saia se alonga e as mangas se encaixam no lugar. A superfície é a mesma, nem parece que nada aconteceu. Só ela percebe a pele de sal. O cabelo de vento. A calma de correnteza. A paz de oceano. A felicidade de areia.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz, atua e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama, Social Media na Peregrina Digital e escritora nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



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</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
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