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	<title>Arquivos Restauro - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Relato de um restauro em papéis</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 May 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 093]]></category>
		<category><![CDATA[Restauro]]></category>
		<category><![CDATA[restauro de papel]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Alice Medina e Cláudia Yamada</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/05/30/relato-de-um-restauro-em-papeis/">Relato de um restauro em papéis</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Me foi pedido para falar sobre o trabalho do restaurador, a complexidade e os desafios encontrados em campo. A partir daí fui a minha memória buscando trabalhos onde foi necessário a complementação de competências da equipe, a inter e a transdisciplinaridade, recorrendo a uma consultoria, por exemplo, pois percebi que os melhores resultados se dão quanto esses recursos são utilizados.</p>



<p>O trabalho de restauração da Vila Ferreira Lage foi muito amplo e desenvolvido junto à empresa contratada, Atelier Histórica, para o restauro artístico e de fachadas, atuando assim nas pinturas parietais da circulação, forro e papeis de parede originais.&nbsp;</p>



<p>Quero compartilhar com vocês algumas curiosidades e recursos utilizados para atuar no restauro dos papeis. Nossa equipe era composta por pessoas com vasta experiencia e disposição para solucionar problemas de forma criativa, porém nos deparamos com uma situação totalmente nova. Papeis de parede diferentes em sua composição assim como em estado de degradação.</p>



<p>Nesta situação é importante reconhecer o momento de pedir ajuda, saber dos nossos limites e até onde podemos ir.&nbsp;</p>



<p>Recorremos à consultoria de um restaurador especialista em papel, Elias Souza, que por sua vez realizou os testes que orientaram a abordagem da limpeza e discorremos sobre propostas de intervenção, tendo em conta “o risco de um tratamento poder matar o paciente.” Os testes aplicados na época foram:</p>



<p>               O de abrasão, que serve para avaliar a capacidade da superfície do papel resistir os diferentes                  níveis de força que possivelmente serão utilizados em uma higienização.&nbsp;</p>



<p>                O de absorção ou tensão superficial, que visa registrar a capacidade em tempo que o papel tem de absorver soluções aquosas.</p>



<p>                O de solubilidade, que avalia a resistência das tintas a solução aquosa.&nbsp;</p>



<p>Como cada sala era decorada com um papel específico, no total de 4 tipologias, traçamos uma estratégia de intervenção para cada uma baseada nas orientações dadas e no intercâmbio de conhecimentos a partir destas diretrizes iniciais.&nbsp;</p>



<p>A empresa criou todas as condições necessárias para um bom trabalho disponibilizando recursos e tecnologias. Bancadas, vidros, papel mata-borrão para limpeza e planificação dos papeis soltos para serem recolocados com adesivo apropriado.&nbsp;</p>



<p>Alguns, todavia, tiveram necessidade de que o tratamento fosse feito <em>in loco</em>.&nbsp; Neste caso, a parede (suporte) apresentava problemas como infiltrações, trincas, buracos de antigos pregos oxidados. Enfim. Tratamos o suporte e essas partes consideramos como lacunas, áreas onde havia perda do papel que precisava ser reintegrado.</p>



<p>No escritório, sabíamos da necessidade de sacrificar uma parede devido ao dano causado por um longo período de infiltração por um telhado comprometido. Removemos os papeis que estavam muito danificados para realizar o tratamento da parede. Mesmo esse papel em péssimas condições, pois apresentavam manchas biológicas e crostas de salinização, havia áreas que poderiam ser reaproveitadas para preenchimento de lacunas.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3640-image-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16158" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 1 Avaliação do que poderia ser reaproveitado.</em></figcaption></figure>
</div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/38b72-image-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16160" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 2 Demonstração da etapa de nivelamento com poupa de papel</em></figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1c247-image-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16162" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 3 Reintegração pictórica dos enxertos de poupa</em>.</figcaption></figure>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/13f88-image-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16163" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 4 Seção finalizada</em></figcaption></figure></div>



<p>Na higienização <em>in loco</em> devido e fragilidade encontrada nos testes, optamos por uma técnica á seco, e ligeiramente úmido com solução com detergente neutro.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2bb60-image-5.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16165" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 5 Testes de higienização</em></figcaption></figure></div>



<p>Para a recomposição, a empresa disponibilizou um mostruário de papeis japoneses para restauração (World Paper), várias gramaturas e texturas, um luxo! A partir daí fomos comparando com o original até encontrar o que mais se aproximava tanto em gramatura como textura. Com os papéis escolhidos para cada sala, tínhamos que identificar as lacunas para colar o papel.</p>



<p>Estas lacunas eram desenhadas em um papel vegetal, com legenda, e transportado para uma bancada para a realização do corte.&nbsp; Esse corte não poderia ser feito com estilete ou tesoura, pois as bordas tinham que ter um acabamento orgânico, desfiado, para se integrarem visualmente ao serem coladas nas lacunas. Então o método utilizado foi do picote feito com agulha, para que fosse destacado. Um misto de divertido e alucinado, pois havia dezenas de lacunas, grandes e pequenas, como um buraco de prego. Toda a ausência de papel deveria ser recomposta com o papel destacado ou com poupa, caso fosse muito pequeno, para depois realizarmos a reintegração pictórica.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3cae3-image-6.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16167" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 6 Bancada para corte especial picotado</em></figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1ea7c-image-7.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16168" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 7 Identificação das lacunas&nbsp; para a realização do picote</em></figcaption></figure>
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<p>Já na sala de jantar, encontramos um novo desafio: o papel é chancelado em alto relevo.&nbsp; As perdas não eram tão significativas, somente por um problema estrutural grave localizado acima da janela onde havia uma perda do papel.&nbsp; Ao realizarmos o mapeamento de danos tivemos a sorte de encontrar pedaços sobrepostos que pudemos utilizar para obturação de pequenas áreas e confeccionamos um novo papel para recompor a grande área danificada.&nbsp;</p>



<p>Essa confecção foi necessária pois não havia tempo hábil nem recursos para encomendar do fabricante (francês).&nbsp; É bom lembrar que todas essas conclusões se chegam com muito diálogo e tentativas.</p>



<p>Então chegamos à confecção do papel chancelado em alto relevo da sala de jantar.&nbsp; Conversas com amigos e colegas restauradores do Arquivo Nacional nos levou à conclusão de que o ideal seria fazermos um molde de silicone <em>in loco</em> com um tamanho adequado para fazer algumas cópias. Nada muito grande. E recordando ao que falei no início dessa conversa, um bom trabalho se dá em complementação das competências!&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b9375-image-8.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16170" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 8 Retirada do molde de silicone&nbsp;</em></figcaption></figure>



<p>Por fim, em uma salinha, montamos a nossa “cozinha” com bancada, balança, liquidificador, todos os recursos necessários, enquanto isso, tudo mais acontecia, cortes picotados, colagens dos papeis, pintura decorativa do teto! Eis que chega o momento de confecção da prótese.&nbsp;</p>



<p>O consultor nos indicou uma receita para feitura de um papel, levando em consideração as características do original, sua gramatura. Preparamos a polpa e colocamos sobre nosso molde, e a polpa começou a decantar&#8230;gente! E o que fazer com toda essa água que está vazando?&nbsp; Papel mata-borrão! Isso! Rsrsrsrs Lembrando que somos restauradores, mas não especialistas em confecção de papel. Com nosso papelzinho descansando, nos ocupamos de outras tarefas.&nbsp;</p>



<p>No dia seguinte fomos ver o resultado. Ah! Que decepção! Estava seco, com o relevo, porém todo deformado e cheio de buracos. Quase desesperadas, conversamos sobre nosso fracasso e pesar. Eis que o colega que estava, em cima do andaime, encarregado da pintura decorativa do teto fala:&nbsp; tenta colocar um peso sobre ele na próxima tentativa! Haha Gênio!? E para a nossa surpresa&#8230; No dia seguinte, nossa prótese estava perfeita, então agora se tratava de pintar e colar.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8829e-image-9.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16172" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 9 Prótese do papel pronta</em></figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/03667-image-10.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16173" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Figura 10 Etapa de pintura imitativa em andamento</figcaption></figure>
</div>
</div>



<p>E esse foi um dos episódios desse maravilhoso trabalho feito com muitas mãos e saberes.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong>Alice Medina de Sena Torres</strong></strong></strong></strong> é Restauradora – Coordenadora&nbsp;</p>



<p><strong>Claudia Yamada</strong>&nbsp;é Socia da empresa Atelier Histórica</p>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>(RE) VISITANDO OS LIVROS DE VISITANTES DO MUSEU MARIANO PROCÓPIO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/21/re-visitando-os-livros-de-visitantes-do-museu-mariano-procopio/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Mar 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 083]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Janelas]]></category>
		<category><![CDATA[Restauro]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Sérgio Augusto Vicente</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ainda pouco valorizados por pesquisadores e visitantes, os livros de assinaturas existentes nos espaços culturais constituem importantes fontes de investigação histórica. No Museu Mariano Procópio, esse acervo vem sendo considerado objeto de reflexão e pesquisa.</p>



<p>A última assinatura encontrada no livro de visitantes da instituição foi registrada em meados de março de 2020, quando o Museu, em decorrência das medidas sanitárias de combate à pandemia do coronavírus, fechou suas portas às visitações, levando sua equipe a adaptar as estratégias de interlocução com o público à linguagem das mídias digitais. Entre os dias 2 de janeiro e 13 de março de 2020 &#8211; ou seja, no decorrer de dois meses e onze dias de “pré-pandemia”, foram registradas 1621 assinaturas. Apesar de o número ser bastante significativo para uma instituição que se mantém parcialmente aberta ao público desde o segundo semestre de 2016, certamente esse número de assinaturas está aquém do número de pessoas que visitaram a instituição nesse período &#8211; uma vez que muitos visitantes não têm por hábito registrar sua passagem pelo local. Acredita-se que a realização de visitas mediadas à Villa Ferreira Lage e o período de férias escolares no mês de janeiro tenham contribuído sobremaneira para esse quantitativo.</p>



<p>Dentro desse universo de 1621 assinaturas, cerca de 740 são de cidadãos e cidadãs de Juiz de Fora. Em seguida, destacam-se as de moradores da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, e de municípios como Muriaé, Conselheiro Lafayette, Governador Valadares, Ouro Preto, Ubá, etc. Vale destacar também a presença de municípios mineiros vizinhos, como Ewbank da Câmara, Carangola, Matias Barbosa, Simão Pereira, Lima Duarte, etc.</p>



<p>Moradores do estado do Rio de Janeiro, devido à proximidade geográfica com Juiz de Fora, marcaram expressiva presença – sobretudo os da capital e dos municípios de Petrópolis, Três Rios, Duque de Caxias, Búzios, Paracambi e Belford Roxo. O livro também comprova a visita de cidadãos e cidadãs de outras unidades da federação, como Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, São Paulo, Paraíba, Pará, Paraná, Santa Carina, etc. Vale destacar também a presença de visitantes de outros países, como Venezuela, Peru, Argentina, Estados Unidos, França e Alemanha.</p>



<p>A diversidade de público, do ponto de vista geográfico, também pode ser observada nos mais de 50 livros de assinaturas de visitantes que o Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio tem sob a sua guarda. Esses documentos históricos começaram a ser produzidos na instituição em 1921, quando o Museu foi oficialmente inaugurado por Alfredo Ferreira Lage, cumprindo a função de efeméride do centenário de nascimento de seu pai. Na ocasião, chamam atenção as assinaturas de autoridades como João Penido, José Rangel, Machado Sobrinho, dentre outras. Os livros com assinaturas datadas dos anos de 1921 a 1936 são praticamente as únicas fontes institucionais do Museu, produzidas antes de sua doação ao município de Juiz de Fora em 1936.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="515" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2.jpg?resize=950%2C515&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26162" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=1024%2C555&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=300%2C162&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=768%2C416&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=1536%2C832&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=2048%2C1109&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=2000%2C1083&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura de Alfredo Ferreira Lage abrindo o livro de visitantes do MMP em 23 de junho de 1921 –</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio (MG)</strong></figcaption></figure>



<p>Como fontes de pesquisa produzidas pela instituição ao longo de décadas, esses livros permitem fazer um sobrevoo sobre a trajetória do Museu a partir da relação com seu público (ou públicos, no plural). Por esse motivo, merecem, por parte da equipe do Departamento de Acervo Técnico, todo cuidado na conservação, através do monitoramento de suas condições de guarda, da adoção de medidas contra o ataque de insetos xilófagos e da mitigação de fatores que podem acelerar o processo de degradação das encadernações e do miolo (folhas).</p>



<p>Dentre as diversas assinaturas, podem ser citadas, a título de exemplo, as de diversos famosos: na década de 1920, a do ministro da Polônia, que também deixou breve comentário sobre sua passagem pela instituição; e a do poeta Manuel Bandeira, cujo poema sobre o Museu Mariano Procópio se tornou bastante conhecido. Na década de 1930, consta a do então presidente da república do Brasil, Getúlio Vargas; do descendente da família imperial, Pedro d&#8217;Orleans e Bragança; do político Olegário Maciel; dos escritores Sylvio Romero, Pedro Calmon e Belmiro Braga (também conhecido como “Trovador de Vargem Grande”); e da colecionadora e prima de Alfredo Ferreira Lage, Viscondessa de Cavalcanti. Na década de 1940, destacam-se a do pioneiro cineasta mineiro, João Carriço; do futuro presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek; e do aeronauta português, Gago Coutinho.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="950" height="347" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas.jpg?resize=950%2C347&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26164" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=1024%2C374&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=300%2C110&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=768%2C281&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=1536%2C561&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=2048%2C748&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=2000%2C731&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura de Getúlio Vargas</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio (MG)</strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="950" height="140" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero.jpg?resize=950%2C140&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26165" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=1024%2C151&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=300%2C44&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=768%2C113&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=1536%2C226&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=2048%2C302&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=2000%2C295&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura de Sylvio Romero</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio (MG)</strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="359" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia.jpg?resize=950%2C359&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26166" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=1024%2C387&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=768%2C290&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=1536%2C581&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=2048%2C775&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=2000%2C756&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura e comentário do então ministro da Polônia</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio (MG)</strong></figcaption></figure>



<p>Os vestígios/indícios registrados nesses livros de visitantes, sem dúvidas, não demonstram apenas a passagem de famosos ou personalidades da política, das artes e da ciência, mas também a presença de cidadãos e cidadãs cujas histórias e/ou memórias, quando possíveis de serem reabilitadas, são de grande relevância para esse espaço cultural. Infelizmente, a maioria das informações disponíveis nos livros se restringe ao nome, data e cidade/estado dos visitantes, havendo lacunas quanto às percepções do público acerca do espaço museal, de seu acervo, de suas narrativas e de seus projetos de memória.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="209" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1.jpg?resize=950%2C209&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26167" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=1024%2C225&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=300%2C66&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=768%2C169&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=1536%2C338&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=2048%2C451&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=2000%2C440&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura e comentário de um dos visitantes</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio</strong></figcaption></figure>



<p>Entretanto, constam no acervo da instituição dois livros de comentários de visitantes, relativos ao período de 1983 a 1995, em que é possível observar – explícita ou implicitamente – elogios, críticas, sugestões de exposição e de mudanças na forma de expor os objetos, observações sobre o estado de conservação das peças, solicitação de enaltecimento deste ou daquele personagem histórico, deste ou daquele objeto. São relatos que deixam entrever subjetividades e múltiplas concepções de museu, história, arte, memória, administração pública, etc.</p>



<p>Um olhar atento sobre esses comentários permite perceber o que o público esperava ou espera do Museu e de seus diversos papéis sociais: há os que defendem seu uso como espaço de perpetuação de memórias das “grandes personalidades” e de seus “grandes feitos”; os que o concebem como espaço de entretenimento e contemplação, onde se cultua o belo e se guardam preciosidades do passado; há também os que o elegem como espaço exclusivamente informativo; e, por fim, os que nele procuram lazer e fruição estética, mas sem deixar de lado seu papel na construção de conhecimentos, pesquisas, reflexões críticas e diálogos entre múltiplas vozes e áreas do saber.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="601" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=599%2C601&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13196 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?w=599&amp;ssl=1 599w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong></strong></strong></strong> é Professor de História e historiador. Graduado, mestre e doutorando em História pelo PPGHIS/UFJF. Atualmente, trabalha no Museu Mariano Procópio – Juiz de Fora – MG. Dedica-se a pesquisas relativas ao campo da história social da cultura/literatura, sociabilidades, trajetórias e memórias.</p>
</div></div>



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		<title>Sobre Janelas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 082]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Janelas]]></category>
		<category><![CDATA[Restauro]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Sérgio Augusto Vicente</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem disse que janelas e portas nos ensinam a enxergar sempre um universo recortado e enquadrado?</p>



<p>Alberto Caeiro, um dos heterônimos do poeta Fernando Pessoa, dizia: &#8220;Da minha aldeia vejo o quanto da terra se pode ver do universo&#8230;&#8221;; pois eu diria que, da minha janela, vejo muitas dimensões do universo. Dimensões que atravessam espaços e tempos&#8230;</p>



<p>As janelas e as portas, com seu encanto e magia, ao conectarem memórias minhas, dos outros, de agora e de outrora, não restringem minha percepção do mundo à simples dicotomia &#8220;dentro e fora&#8221;.</p>



<p>São janelas e portas centenárias, intertemporais, feitas por desconhecidas mãos de outra geração. Seu azul conecta terra e céu, finito e infinito, presente, passado e futuro, amor e gratidão, fantasia e realidade. Quantas mãos já nelas tocaram? Quantas sensações já nelas experimentaram? Quantos horizontes já nelas espreitaram? Quantos amores já nelas esperaram?</p>



<p>Através delas, enxergo o mundo com olhos de sonhador, sem me aprisionar na faceta opressora da saudade e da nostalgia. Aumentar suas expectativas de vida através da restauração não é um desejo materialista fútil, muito menos um compromisso com o passado; mas um alento e um bálsamo pra minh&#8217;alma e as de todos que sofrem com as nebulosas nuvens de sombrios tempos presentes. Através delas, preservo minha capacidade de imaginar o mundo além das montanhas, do silêncio da solidão ou das tagarelices de uma sociedade sequelada pela overdose das janelas virtuais. Através delas, das janelas materiais, físicas, cultivo a arte da espera; enquanto o mundo, frenético, acelerado, espera de mim a corrida contra um tempo irrecuperável. Janelas&#8230; Já nelas eternizei numerosas paisagens e cenas do cotidiano. Seus contornos, como molduras de uma tela, conferem beleza a qualquer cena banal. Nelas, enxergo um mundo em constante transformação, mas com ritmo mais dinâmico que a dureza do pincel e menos extasiante que as telas da TV, do computador e do celular. Sobre estas janelas, me debruço como uma costureira sem pressa, que costura os tempos e alinhava as memórias. De pedaço em pedaço, um dia, quem sabe, cubro-me com essa grande colcha de retalhos&#8230;</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="601" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=599%2C601&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13196 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?w=599&amp;ssl=1 599w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong></strong></strong></strong> é Professor de História e historiador. Graduado, mestre e doutorando em História pelo PPGHIS/UFJF. Atualmente, trabalha no Museu Mariano Procópio – Juiz de Fora – MG. Dedica-se a pesquisas relativas ao campo da história social da cultura/literatura, sociabilidades, trajetórias e memórias.</p>
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