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	<title>Arquivos Viola Davis - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Atômica &#8211; Bissexual e Protagonista no Cinema</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jun 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 048]]></category>
		<category><![CDATA[Ezidras Farinazzo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Viola Davis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ezidras Farinazzo</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/06/07/atomica-bissexual-e-protagonista-no-cinema/">Atômica – Bissexual e Protagonista no Cinema</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>A construção de personagem além do estado de aparência.</em></p>



<p class="has-drop-cap">Começo dizendo que a bissexualidade é uma orientação sexual válida &#8211; o que é necessário, visto que ela só passou a fazer parte oficialmente da sigla LG<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.lgbt.pt/sabe-o-que-e-ser-bissexual/" target="_blank">B</a>T+ em 2005 e ainda é amplamente invalidada.  Com isso em mente, argumento que personagens bissexuais são um ponto de partida tão bom quanto personagens que expressam qualquer outra orientação para falarmos de outras formas de representatividade no cinema, ainda mais quando o personagem é uma mulher bissexual. </p>



<p>Pensamos sempre em grandes arcos dramáticos e muitos adjetivos quando estamos criando um personagem, isso é fato. Mas&nbsp;<strong>o que a sexualidade pode falar sobre este personagem?</strong>&nbsp;O que sua representação visual e sentimental fará com o espectador? Para refletir sobre isso, utilizarei o exemplo do filme Atomic Blode (2017) e sua protagonista.</p>



<p>Antes de continuar a leitura, recomendo assistir ao trailer para evitar spoilers:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Atomic Blonde -  Official Trailer #2 [HD]" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/yIUube1pSC0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Em&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.imdb.com/title/tt2406566/" target="_blank">Atômica</a>,&nbsp;temos uma construção de personagem muito complexa emocionalmente – uma personagem esférica. Uma espiã, de personalidade forte, heroína de si mesma (como muitas mulheres reais), cuja sexualidade vai sendo trabalhada ao longo da narrativa. Por uma boa parte do filme, temos uma sensação de que ela é heterossexual (pressuposto gerado pelas bases compulsoriamente heterossexuais em que vivemos), através de um arco emocional muito equilibrado. Ela é construída nos parâmetros de uma personalidade sedutora, altamente sexualizada. Lidando com seus amores e frustrações em meio a uma guerra,&nbsp;Atômica&nbsp;mostra uma atitude para cada lado de sua bissexualidade que não se vê e nem se entrega em porcentagem. Atingindo diretamente seu jeito de ser e agir, a atriz&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.imdb.com/name/nm0000234/?ref_=tt_ov_st_sm" target="_blank">Charlize Theron</a>&nbsp;consegue de forma sutil mostrar essas diferenças/surpresas ao espectador com uma atuação convincente e muito bem preparada, o que faz de Atômica um filme envolvente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/0e7e8-0.png?w=950" alt="" class="wp-image-10003" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Mas como a sexualidade de uma personagem, de forma tão subjetiva, pode ser decisiva para a história do filme? Ora, a forma que o personagem se dirige ao mundo (aqui me refiro ao mundo criado) vem de seu interior, que é gerado pelo seu criador “Deus” (dono da história e todos os seus acontecimentos), movendo assim toda a história não apenas pela sua sexualidade mas pelas hipóteses mil geradas por uma característica que transcende o ser psicológico e imaterial. Esse personagem se expressa e age a partir de sentimentos e emoções; portanto, todas as informações psicológicas de um personagem interferem em sua caracterização, em suas motivações e em suas ações, consequentemente mudando os rumos da narrativa, suas estéticas e a própria forma absorção da história pelo espectador.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A Importância de Mulheres Bissexuais no Cinema</strong> </h3>



<p>A bissexualidade é uma das letras mais apagadas no meio&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://super.abril.com.br/blog/superlistas/4-fatos-que-voce-deveria-saber-sobre-a-bissexualidade/" target="_blank">LGBT+</a>&nbsp;por ser mal interpretados tanto em seu próprio meio quanto também fora dele. Sua invisibilidade se agrava com a ausência de representações, e casos como Atômica servem como ferramenta para tornar essa letra mais visível.</p>



<p>É importante ressaltar que, apesar de ser uma representação, o que é positivo, a representação bissexual construída em Atômica ainda não é a ideal. Alguns dos estereótipos construídos em cima da identidade bi são as questões da hiperssexualização e sedução &#8211; que são partes exploradas na personagem, mas não chegam nem perto de serem características aplicáveis a todas as pessoas bissexuais.</p>



<p>Atômica serve à representatividade bi, e também serve à representação feminina no sentido de construir uma personagem forte e independente. A própria Charlize Theron afirma, em entrevista sobre o filme ao <a href="https://www.facebook.com/watch/?ref=external&amp;v=1604501632944726">&#8216;Now, This&#8217;</a>:</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p class="has-text-align-center"><em>&#8220;This is really what women are. We are more interesting then I think cinema sometimes allows us to be.&#8221;&nbsp;</em></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Uma personagem como&nbsp;Atômica&nbsp;reforça a importância de mulheres protagonistas e suas diferenças perante os demais filmes que caem em representações heteronormativas. Sua existência também contribui para a construção de novos laços entre criador e espectador, gerados por um simulacro de identificação &#8211; que é responsável por estimular a busca por novos caminhos de se criar personagens que trazem sua sexualidade enquanto traço presente, mas que não reduz ou define uma personalidade. Personagens em que sua sexualidade agregue valor a uma representação esférica, com todas essas formas de se expressar, agir e interagir com seu espectador &#8211; seja ele representado ou não por elas.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Ezidras Farinazzo</strong> é professor, mestrando em Artes, Cultura e Linguagem na UFJF e  Co-Founder do estúdio de animação El Torito Studios. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/monicakeart"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/06/a5f57-monicake.png?w=950" alt="" class="wp-image-10132" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/c41a4-publi-ediccca7acc83o-impressa-1-1024x446-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA-1-1024x446.png" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Versão Impressa &#8211; Edição Conceito</p>



<p>Exemplar impresso da edição conceito da Trama, contendo os 10 textos mais lidos até sua diagramação. Autores selecionados: Ricardo Cristófaro, Dane de Jade, Enrique Coimbra, Gyovana Machado, Frederico Lopes, Caroline Stabenow, Gabriel Garcia, Marcus Cardoso, Kariston França, Paola Frizeiro, Luisa Biondo.</p>



<p>35.00 R$</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/wp-content/plugins/jetpack/_inc/blocks/images/paypal-button-1e53882e702881f8dfd958c141e65383.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Pagar com o PayPal" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-BODOQUE3-1024x1024.png" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>LGBTs na Animação Infantil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 May 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 046]]></category>
		<category><![CDATA[Ezidras Farinazzo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Viola Davis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ezidras Farinazzo</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Não me venha com o falso pudor de dizer que nunca viu um personagem LGBT por aí! Eles existem, aos montes. Na animação infantil, inclusive, eles são mais comuns do que você imagina. E, sem pretensão nenhuma, nem qualquer sombra de dúvida, posso dizer que nós os amamos mais que os demais.</em> </p>



<p class="has-drop-cap">Ao longo de anos, a população&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://lgbtqia.ucdavis.edu/educated/glossary.html" target="_blank"><strong>LGBTQIA+</strong></a> vem se tornando vítima de seus próprios destinos, passando por um processo cultural abrupto a cada geração e a cada década em que sobreviveu e se fortaleceu. Mesmo com várias histórias tristes, cada um dessa população vem conseguindo seu espaço ao sol, através de uma luta histórica e contínua. Na atualidade, as orientações sexuais e identidades de gênero minoritárias se consolidam enquanto causas visíveis, mais que apenas estereótipos banalizados ou lutas silenciadas pelas mídias convencionais. </p>



<p>Os contextos em que os personagens LGBT+ são inseridos no audiovisual são diversos, e têm se tornado ainda mais.  Essas identidades estão conquistando seu espaço em grandes e pequenas produções, reforçando a pluralidade da invenção dos roteiristas, argumentistas, diretores de arte, animadores, entre outros profissionais do cinema. E esses personagens desafiam uma estrutura, que por muitos anos apenas os trazia em posições narrativas secundárias, com uma morte iminente em seu caminho. Porém, as posições secundárias podem evoluir. Como? Claramente, personagens que são introduzidos aos poucos podem conquistar espaço em suas tramas com o tempo.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Identificação entre Espectadores e Personagens</strong></h3>



<p>Os personagens LGBT+ não possuem apenas a valia de entreter; seu papel é muito maior que isso. Eles geram representatividade. Trazem aos espectadores a possibilidade de identificação com os personagens. Esse fenômeno pode educar crianças heterossexuais e cisgêneras, que por meio dele, se identifica com outros traços de personalidade daquele personagem e aprende a respeitar a existência dos LGBT+. E mais importante que isso, <strong>o fenômeno da representatividade mostra à criança homo, bi, assexual e à criança transgênera que sua forma de existir é válida</strong>, através da identificação com o personagem em sua forma de ser. Ela vê, com drama ou humor, uma forma de se portar, de agir, que o personagem traz em si e que é semelhante a sua vida cotidiana, à sua vivência real. </p>



<p>Há anos, esses personagens também nos prestam outros serviços, frente a um &#8220;BUM&#8221; de informações e questionamentos. Como devemos tratar crianças homossexuais ou transgêneras?&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://exame.abril.com.br/ciencia/filhos-de-pais-gays-crescem-tao-bem-quanto-os-de-casais-heterossexuais/" target="_blank">Como lidar com pais gays e filhos?</a>&nbsp;&#8211; essas são algumas questões que, dentre muitas outras, afetam diretamente o bem estar e até mesmo a vida dessas crianças. As taxas e números comprovam: são milhares de crianças e adolescentes expulsos de casa,  altas porcentagem desses &#8211; em especial, a população trans &#8211; em situações de prostituição ou de dificuldade extrema, e taxas de&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://www.metropoles.com/brasil/direitos-humanos-br/discriminacao-e-hostilidade-levam-mais-jovens-gays-ao-suicidio" target="_blank"><strong>suicídio</strong></a>&nbsp;que existem neste meio por várias causas aglutinadas que advém destes temas mal resolvidos entre pais e filhos.</p>



<p>Como a representatividade pode ajudar? O esclarecimento é a salvação! E a representatividade mostra a todos os públicos &#8211; inclusive, aquele composto por pessoas que não compreendem, que são expostos a exemplos de vivências LGBT+ em um momento de diversão, a partir de um retrato composto com outras identidades na sociedade, e assim podem se educar. Essas representações, de alguma forma, consistem em um terremoto, que nos tira do habitual e monótono bem estar de conviver apenas com o que conhecemos e rejeitar o que é desviante.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Complexidades em se falar deste assunto</strong></h3>



<p>Hoje, o mundo animado, assim como cinema mundial, carece de bons trabalhos que representem as diferenças de orientação sexual e identidade de gênero de forma igualitária e ética,  sem incorrer em estereotipificação ou fetichismo. Para isso ser feito, empresas e profissionais &#8211;  independente de suas orientações sexuais ou identidades de gênero -, devem apoiar e assumir posturas menos mornas. Sabemos que pessoas LGBT+  podem muito mais do que seus estereótipos indicam. Portanto, se representarmos esses personagens de forma natural, introduzidas em cotidianos &#8220;normais&#8221;, teremos um avanço na aceitação da realidade já sendo plantado. O ser social não nasce com preconceitos; ele é moldado pela religião, por ideologias de ódio e, principalmente, pela falta de esclarecimento e o medo do desconhecido &#8211; e é isso que os desenhos animados vêm demonstrando. Devemos sair da casca de ovo em que somos colocados para podermos ver o mundo com suas cores, sabores e realidades.&nbsp;<strong><em>Pois somos todos responsáveis por nossas escolhas, incluindo o que escolhemos não ver e não aceitar.</em></strong></p>



<p>Os personagens que têm sua sexualidade retratada em cotidianos de normalidade fazem com que o assunto seja assimilado de forma fluida e menos ruidosa tanto para quem não conhece, passando pelas pessoas que possuem pré-conceitos formados, até para pessoas que se identificam na sigla &#8211; além de proporcionar o primeiro contato e servir de ponto de partida para diálogos ao longo da educação desta criança. É nosso dever educar as próximas gerações para o respeito à população LGBT+, mesmo que não concordemos com a sexualidade em si (como acontecem em vários meios religiosos e culturais). Essa educação é dever e obrigação de todos e, além disso, é uma forma de se poupar vidas.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>A importância destes personagens</strong></h3>



<p>Conseguir mudar o curso de <strong>uma </strong>história de <strong>uma</strong> pessoa LGBT+ que sofreria retaliações sociais por sua sexualidade, isso já seria o suficiente para delimitarmos importância vital da existência de representatividade. Mas, e se ainda pudermos fazer entender que a sexualidade das pessoas é parte essencial de suas personalidades? Que deve ser respeitada? Que não é doença, e portanto não é curável?  </p>



<p>Não cabe ao outro dizer sobre a sexualidade alheia, se é ou não certo perante a qualquer outro ponto de vista. O amor deve ser respeitado, e esses personagens devem ser igualmente respeitados como provedores de entendimento e quebradores de tabus. Os personagens LGBT+ proporcionam uma nova forma de se olhar a dramaturgia infantil em ambientes animados. Fazem o papel de entreter e ensinar, seja de forma discreta ou explícita. </p>



<p>Lembrando que o primeiro passo é a quebra do estereótipo: não devemos assumir que personagens LGBT+ são necessariamente pervertidos, sádicos, doentes ou qualquer outro pejorativo passado ao longo dos anos a membros dessa comunidade. Em todo personagem &#8211; sejam eles protagonistas ou antagonistas -, encontraremos defeitos, qualidades e características relacionados às individualidades personalísticas, e que não devem ser associados à orientação ou identidade expressada por ele enquanto característica genérica. </p>



<p>Além de inserir novas formas de falar e contar sobre vivências, a representação gera um capital econômico. Com os personagens, temos produtos, e vendas que, por sua vez, são fruto da simpatia de públicos que não se viam representados até então. Isso nos mostra o quão importante são para vários setores incluindo o&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="http://www.forumempresaslgbt.com/sobre-atividades-do-forum/america-economia/" target="_blank"><strong>econômico</strong></a>.</p>



<p><strong>Portanto, a representatividade gera muitas conversas e entendimentos para crianças e adultos. Gera lucros financeiros e emocionais aos que são agraciados pelas suas produções. E tendem a mudar a forma que o mundo é visto, compartilhado e vivido.</strong></p>



<p>A seguir, alguns exemplos de representatividade positiva:<br><br>O curta de animação abaixo se chama&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="https://vimeo.com/inaheartbeat" target="_blank">In a Heartbeat. </a>Nele, podemos ver que o amor entre dois meninos é mostrado de forma leve, espontânea e muito romântica, respeitando as barreiras de um amor puro e saudável. Além disso, ele coloca o romance entre os meninos no ambiente escolar, ressignificando essa vivência &#8211; visto que crianças LGBT+ sofrem sistematicamente com o bullying e o ostracismo social em sua fase escolar<strong><em>.</em></strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="In a Heartbeat - Animated Short Film" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/2REkk9SCRn0?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>E a representatividade não se resume aos curtas.  Séries como Gravity Falls, Family Guy e Rick and Morty também trazem personagens LGBT+. Um bom exemplo são os policiais que se amam em Gravity Falls e não se separam nem um minuto &#8211; mostrando às crianças de uma forma lúdica e divertida como relacionamentos homoafetivos podem ser bons e o quão normal isso é e deve ser para todos.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-4-3 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="gay cops" width="950" height="713" src="https://www.youtube.com/embed/XPt015_P41w?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>E como LGBT não é só sobre homens gays, as personagens lésbicas, bissexuais e transsexuais também não são deixadas de lado. Em Steven Universe, todas essas identidades são representadas e respeitadas por suas histórias de amor, desmistificando as vivências LGBT+ e mostrando, por sua vez, que toda forma de amor é bela.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Almost Every Gay Moment in Steven Universe" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/cJF_9EJIf7I?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>E não para por aí! Os desenhos animados educam quando relatam acontecimentos verídicos e entretêm com informações que representam nosso mundo real. </p>



<p>Saindo do infantil e transcendendo as idades, o curta de animação &#8216;A Good Man&#8217; fala sobre um personagem gay que é expulso de casa,&nbsp;<a rel="noreferrer noopener" href="http://g1.globo.com/brasil/noticia/2013/05/37-dos-brasileiros-nao-aceitariam-filho-homossexual-diz-pesquisa.html" target="_blank">uma realidade muito comum no meio LGBT+</a>, e que é capaz de reunir seus irmãos numa vivência de amor e respeito em família mesmo frente a pais que não o aceitam.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="A Good Man" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/SpD4zeg2o90?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Como profissional da animação, eu sempre apoiarei as mudanças para o bem de uma sociedade que necessita destas conversas e diálogos abertos, começando desde cedo com as crianças. A informação não aliena. Ela acaba com o preconceito. Ela liberta.</p>



<p class="has-text-align-right"><em>&#8220;Não ha nada de errado com você. </em><br><em>Mas há muitas coisas erradas no mundo em que você vive.&#8221; </em><br>&#8211; <em>Chris Colfer</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Ezidras Farinazzo</strong> é professor, mestrando em Artes, Cultura e Linguagem na UFJF e  Co-Founder do estúdio de animação El Torito Studios. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/inspireoutras/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/e293e-camile-6.png?w=950" alt="" class="wp-image-9818" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/c41a4-publi-ediccca7acc83o-impressa-1-1024x446-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA-1-1024x446.png" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Versão Impressa &#8211; Edição Conceito</p>



<p>Exemplar impresso da edição conceito da Trama, contendo os 10 textos mais lidos até sua diagramação. Autores selecionados: Ricardo Cristófaro, Dane de Jade, Enrique Coimbra, Gyovana Machado, Frederico Lopes, Caroline Stabenow, Gabriel Garcia, Marcus Cardoso, Kariston França, Paola Frizeiro, Luisa Biondo.</p>



<p>35.00 R$</p>



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		<title>As Mulheres de Viola</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/05/10/as-mulheres-de-viola-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 May 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 044]]></category>
		<category><![CDATA[Ezidras Farinazzo]]></category>
		<category><![CDATA[Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Viola Davis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ezidras Farinazzo</p>
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<h3 class="wp-block-heading">A realidade dos personagens de Viola Davis</h3>



<p class="has-drop-cap">Uma mulher negra, com tudo para não ser levada a sério por uma sociedade em peso racista, machista e sexista. A realidade de Viola Davis se moldou em cima da formosura de uma grande mulher, revolucionária, mãe e atriz &#8211; adjetivos esses que várias mulheres anônimas trilharam, trilham e trilharão de modos únicos. Suas personagens são construídas de um suor de anos de trabalho duro, afirmando suas qualidades &#8211; que foram subjugadas por sua cor de pele, seus traços, seu cabelo, seu gênero. Mesmo hoje, aos cinquenta e quatro anos, seu brilho vem em abundância. Um prêmio atrás do outro, um reconhecimento de anos. No entanto, o que temos de Viola em suas personagens e o que temos de personagens na Viola?</p>



<p>A construção das narrativas vem se alterando ao longo das décadas, sim, isso é um fato. Porém, as mulheres negras só agora estão deixando os papeis mais simplórios do cinema para ocupar cargos de destaque ocupados por suma maioria branca. Nossas atrizes negras estão sendo evidenciadas cada vez mais. Mas como isso interfere na nossa forma de consumir uma história? Basicamente, ganhamos com isso. Uma sociedade mais tolerante e resistente aos extremismos que ouvimos e vemos até mesmo nos tempos de hoje, pois o acesso ao conhecimento e cultura se expandiram como nunca nos últimos 30 anos e a previsão é de que esse crescente se mantenha. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Mulheres superpoderosas</h3>



<p>As personagens de Viola Davis sofreram com o tempo e o valor do reconhecimento mercadológico. Este, por sua vez, adveio do esforço de outras mulheres que também foram revolucionárias como&nbsp;<strong>Zoë Saldaña, Octavia Spencer,</strong>&nbsp;<strong>Whoopi Goldberg&nbsp;</strong> &#8211; que fizeram um grande barulho com qualidade e, mesmo quando sem intenção, com rebeldia.</p>



<p>Além dessas, muitas outras:  &nbsp;<strong>Hattie McDaniel</strong>, <strong>Josephine Baker</strong>, <strong>Ruth de Souza</strong>&nbsp;e tantas mais. Atrizes, cantoras, mães, trabalhadoras e donas de casa, da parte mais rica até a parte mais pobre deste mundo, fazem parte deste movimento há décadas. Mas o que essas mulheres têm em comum umas com as outras? Não só a beleza &#8211; que aqui se aplicam, sim, os padrões da moda -, mas também histórias, sonhos e um mundo para conquistar todos os dias.</p>



<p>As mulheres negras sempre tiveram problemas maiores que os detalhes sobre roupas e maquiagem de muitas de suas contemporâneas brancas em diversos momentos históricos. Existe muita luta, mas daquelas que levam à vitória.&nbsp;<strong>Muito ainda há de ser feito</strong>, mas mesmo assim, temos a oportunidade viver em um tempo no qual essas conquistas são visíveis. E não só podemos ver, como também podemos apoiar;  não precisamos ser negros para saber que a luta carece de parceiros dos mais diferentes tons para pararmos esse racismo que afeta a todos em nossa sociedade.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Viola e Suas várias facetas</strong></h3>



<p>Viola deixa em seus personagens uma marca única, traçada por uma linha tênue entre sua vida pessoal, não pública, e sua forma de enxergar o mundo como atriz, tantas vezes publicizada por ela. Sendo assim, mesmo como a ideia pré-disposta pelos roteiristas e diretores, ela se arrisca para extrair o melhor de seus papeis e, com honestidade e com sabedoria, replicar suas experiências pessoais na trama, se expressar como mulher negra em seus papeis e legitimar seu lugar pelo ponto de vista da qualidade do seu trabalho, se encarregando de trazer nele alto nível de engajamento social. Em uma conversa com Tom Hanks para&nbsp;a revista <a rel="noreferrer noopener" href="https://variety.com/" target="_blank">Variety</a>,&nbsp;Viola diz:</p>



<p class="has-text-align-right"><em>“… Há um medo, penso eu, de lutar pela&nbsp;sua&nbsp;vida. É assim&nbsp;que&nbsp;eu&nbsp;chamo, sabe?! Quando um pai morre, eu não sei, divórcio. Sempre que você esteve nesses&nbsp;momentos&nbsp;na vida,&nbsp;quando&nbsp;sente que a próxima parada é a morte. Esse é o lugar&nbsp;assustador&nbsp;para estar. A única vez que você pode ir até lá é se alguém te chuta trás e eles estão realmente te chutando para dentro daquele lugar.”</em>&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Tom Hanks &amp; Viola Davis - Actors on Actors - Full Conversation" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/lk-H3VZQpsY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Viola Davis, de forma empírica, constrói seus personagens em cima de caracteres existentes nas mulheres lutadoras, dentro dela mesma, lutando pela própria sobrevivência. Viola consegue explorar as virtudes e fraquezas da psique humana vista e vivida por um ponto de vista único, por ela e sua família, e também adereçar a problemas culturais e sociais de tamanhos catastróficos.</p>



<p>Essas vivências, que não são totalmente consumidas em vida real, são respeitadas em sua encenação realística da subjetividade dos personagens. Dessa forma, Viola traz uma vivência duplamente real e transformadora para si e para todos que veem seu trabalho nas telas das várias mídias em que ela se encontra.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Presente, passado e futuro</h3>



<p>Em 1940, a saga das mulheres negras por espaço no audiovisual começa a aparecer nas mídias. Neste ano, foi concedido o primeiro Oscar da história a uma atriz negra &#8211; Hattie McDaniel, atriz coadjuvante em <em>&#8216;&#8230;E o vento levou&#8217;</em>. Hoje, oitenta anos depois, algumas lutas mudaram, mas a maioria delas &#8211; como essa &#8211; ainda continuam.  A própria Viola Davis conta que passou fome, sofreu com o racismo e que sua qualidade artística foi posta a prova mais vezes do que se pode contar. <br><br>Ainda assim, apesar de terem o mundo contra si, elas chegaram lá. A palavra que mais descreve essas mulheres que aqui me refiro; a todas que lutaram, lutam e ainda lutarão, essa palavra é &#8216;resiliência&#8217;, a persistência de acreditar naquilo que se acredita mesmo quando tudo parece perdido. Uma força que vai além da realidade.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Viola Davis Talks Hunger Is Initiative at Power of Women" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/AMtKz54UcxQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Viola Davis também fez história por ser a primeira mulher negra a ganhar um Oscar (atriz coadjuvante, por <em>&#8216;Um Limite entre Nós&#8217;</em>), um Emmy (melhor atriz em série dramática, por <em>&#8216;How To Get Away With Murder&#8217;</em>)  e dois Tony. Isso é resultado direto da forma única como a atriz leva seus personagens, desde de seus papeis como empregada até uma advogada bem-sucedida; isto é, servindo atuação de alto nível técnico, e com a sensibilidade que só uma mulher com vivência poderia trazer.</p>



<p>Viola conta que o erro sempre rodeou sua cabeça, mas o medo de errar era menor do que o medo de dar certo. E não só vencer a si mesma, se proporcionar uma grande vitória; vencer uma opressão social sistêmica. Saber que suas vitórias, enquanto dependendo de si própria, de sua garra, poderiam mudar todo o contexto de uma vida ou talvez de várias.&nbsp;</p>



<p>As mulheres de Viola, suas personagens, suas facetas; elas são um&nbsp;<em>mix</em>&nbsp;de inspirações e experiências da vida real da sua atriz, que transcende os textos e se perpetua nas mais variadas telas e nas mais formosas formas de ser Viola.</p>



<p>Uma mulher. Negra. Que se deu o direito de sair do anonimato, quando o que a sociedade faz é tentar silenciá-la, para falar de seus sonhos, medos e fraquezas. Que entendeu que o mundo era o seu lugar e não deixou que as dificuldades do início de sua vida nem as negações que enfrentou a desanimassem de buscar a vida que quis como atriz, mãe e todas as coisas que ela quiser ser neste mundo. Talvez um dia, quando Viola se despedir deste mundo, ela consiga também o mais lindo dos feitos humanos: sua transcendência.&nbsp;&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Ezidras Farinazzo</strong> é professor, mestrando em Artes, Cultura e Linguagem na UFJF e  Co-Founder do estúdio de animação El Torito Studios. </p>



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<p class="has-text-align-center has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/culafernandes/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/05/870ac-bale-5.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9534" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/c41a4-publi-ediccca7acc83o-impressa-1-1024x446-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-EDIÇÃO-IMPRESSA-1-1024x446.png" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Versão Impressa &#8211; Edição Conceito</p>



<p>Exemplar impresso da edição conceito da Trama, contendo os 10 textos mais lidos até sua diagramação. Autores selecionados: Ricardo Cristófaro, Dane de Jade, Enrique Coimbra, Gyovana Machado, Frederico Lopes, Caroline Stabenow, Gabriel Garcia, Marcus Cardoso, Kariston França, Paola Frizeiro, Luisa Biondo.</p>



<p>35.00 R$</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/wp-content/plugins/jetpack/_inc/blocks/images/paypal-button-1e53882e702881f8dfd958c141e65383.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Pagar com o PayPal" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<figure class="wp-block-image"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="Esta imagem possuí um atributo alt vazio; O nome do arquivo é PUBLI-BODOQUE3-1024x1024.png" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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