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	<title>Arquivos Ano 001, N 004 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>A PINTURA, O ARTISTA E O RETRATO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 08 Jul 2019 17:09:34 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 004]]></category>
		<category><![CDATA[arte contemporânea]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Guilherme Melich]]></category>
		<category><![CDATA[história da arte]]></category>
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		<category><![CDATA[retrato]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Muito se fala academicamente nos desdobramentos da pesquisa no campo das artes visuais enquanto campo do conhecimento. Indagações como de que maneira a proliferação de metodologias de pesquisa podem ampliar &#8211; em termos de produção e teorização artística &#8211; a investigação das diferentes manifestações e movimentos nas Artes. Neste texto, pretendo abordar rapidamente o caso do retorno à pintura (especialmente do retrato) na pintura contemporânea a partir do estudo de obras da coleção do Museu de Arte Murilo Mendes (UFJF) (cujo acervo data, predominantemente, do período modernista) pelo artista Guilherme Melich.</p>



<p>Dentre as obras que compõem o acervo de artes visuais que pertenceu ao poeta, destacam-se retratos elaborados por diversos artistas, brasileiros e europeus, tais como Arpad Szenes, Maria Helena Vieira da Silva, Guignard, Flávio de Carvalho, Ismael Nery, entre outros. Ao visitá-lo e recriar o imaginário artístico no qual o poeta juizforano estava inserido, o artista Guilherme Melich produziu uma série de quadros retratando os artistas autores dos retratos de Murilo. As pinturas, esboços e desenhos elaborados por Guilherme vão compor a exposição <strong>Olhar A(r)mado &#8211; na galeria Retratos-Relâmpago do MAMM, no segundo semestre de 2019</strong>, além de originarem a publicação de um livro com o resultado da pesquisa, contendo artigos e imagens das obras produzidas.</p>



<p>A reflexão sobre as possibilidades e limites da representação que atravessa a arte a partir do séc. XX, encontra interpretações particulares na pintura, sobretudo nos retratos. É certo que, ao longo da história da Arte, na pintura, o retrato se estabelece como gênero no século XIV, associando sua elaboração à representação de figuras ilustres, mas, sobretudo,&nbsp;<strong>construindo narrativas e arquétipos identitários.&nbsp;</strong></p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/Van_Eyck_-_Arnolfini_Portrait-1.jpg?fit=606%2C830&amp;ssl=1" alt="" data-id="433" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=433" class="wp-image-433" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><em>O Casal Arnolfini</em>, de Jan Van Eyck. 1434.</figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/dama-com-arminho-1.jpg?fit=606%2C824&amp;ssl=1" alt="" data-id="432" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=432" class="wp-image-432" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"><em>A Dama com Arminho</em>, de Leonardo Da Vinci. 1485-1490</figcaption></figure></li></ul></figure>



<p>Entretanto, nos meandros da subjetividade da pintura, sempre houve, para além da representação, certa adulação dos atores representados, especialmente por conta da necessidade econômica do artista &#8211; importante fator para manter sua produção e sustento. Por este motivo, os cânones que se estabeleceram ao longo das distintas temporalidades históricas desenvolveram um&nbsp;<strong>encolhimento do espaço para busca de outras possibilidades para a pintura.</strong></p>



<p>Na modernidade, o advento da fotografia se apresenta como a maneira mais adequada e verossímil de representação,&nbsp;<strong>inaugurando uma disputa nos diversos campos semânticos das artes</strong>, oportunizando novos meios de se pensar o retrato. Hoje, ao voltarmos nosso olhar para os diversos movimentos artísticos modernistas, podemos observar a busca por protagonismo na exploração dos limites conceituais das definições no campo das artes como tônica principal, dilatando repertórios estéticos e libertando os artistas da hegemonia dos cânones acadêmicos vigentes. Por outro lado, com a&nbsp;<strong>intensa hibridização das definições conceituais nas artes</strong>, bem como com a eclosão da criação de novos aparatos tecnológicos, a arte contemporânea passa a explorar novas maneiras de se pensar e propor arte, dando lugar a performances,&nbsp;<em>happenings</em>, instalações, fotografia, video-arte, deixando, de certa forma, a pintura, e o retrato, na periferia das temáticas e técnicas abordadas.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="1102" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e9971-retrato-murilo-por-guinard.jpg?resize=950%2C1102&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-434" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e9971-retrato-murilo-por-guinard.jpg?w=1820&amp;ssl=1 1820w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e9971-retrato-murilo-por-guinard.jpg?resize=259%2C300&amp;ssl=1 259w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e9971-retrato-murilo-por-guinard.jpg?resize=882%2C1024&amp;ssl=1 882w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e9971-retrato-murilo-por-guinard.jpg?resize=768%2C891&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e9971-retrato-murilo-por-guinard.jpg?resize=1324%2C1536&amp;ssl=1 1324w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e9971-retrato-murilo-por-guinard.jpg?resize=1765%2C2048&amp;ssl=1 1765w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e9971-retrato-murilo-por-guinard.jpg?resize=83%2C96&amp;ssl=1 83w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Retrato de Murilo Mendes,</em> por Guignard.</figcaption></figure>



<p>O trabalho de Melich propõe investigar o&nbsp;<strong>recente retorno à pintura na contemporaneidade</strong>, mais especificamente o retrato &#8211; partindo do exercício da pintura, após análise e pesquisa do acervo de artes visuais do poeta Murilo Mendes, alocado no MAMM/UFJF. Deste modo, propondo retratar os artistas que retrataram Murilo, Guilherme constroi narrativas visuais que <strong>buscam dialogar com os atores que orbitavam o circulo de convivência de Murilo Mendes</strong>, procurando trazer para o espectador a experiência do seu processo criativo, explorando a pintura como ferramenta para manipulação da matéria pictórica, fazendo da tinta substrato para modelagem dos retratos sobre a tela.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/dfccbn.png?fit=606%2C798&amp;ssl=1" alt="" /><figcaption>Murilo Mendes, OST. 2019.</figcaption></figure>



<p>Em sua pesquisa e busca por uma estética pictórica visceral,&nbsp;<strong>o amadurecimento da técnica na pintura levou o artista a entender a importância do processo criativo,&nbsp;</strong>desde a escolha das imagens de referência como a utilização da cor para definir as formas, onde as pinceladas generosas distribuem uma paleta exaustivamente trabalhada e promovem a criação de imagens instáveis,&nbsp;<strong>onde a distância que separa o espectador do quadro também separa a representação da abstração</strong>.</p>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.333333333333%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/85dfb-sdggrt.png?w=950&#038;ssl=1?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/85dfb-sdggrt.png?w=950&#038;ssl=1?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/85dfb-sdggrt.png?w=950&#038;ssl=1?strip=info&#038;w=942 942w" alt="" data-height="1240" data-id="438" data-link="https://bodoqueonline.art.blog/2019/07/08/a-pintura-o-artista-e-o-retrato/sdggrt/" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8b727-sdggrt.png" data-width="942" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/85dfb-sdggrt.png?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.333333333333%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/185dd-hghghh.png?w=950&#038;ssl=1?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/185dd-hghghh.png?w=950&#038;ssl=1?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/185dd-hghghh.png?w=950&#038;ssl=1?strip=info&#038;w=942 942w" alt="" data-height="1240" data-id="436" data-link="https://bodoqueonline.art.blog/2019/07/08/a-pintura-o-artista-e-o-retrato/hghghh/" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d1ba3-hghghh.png" data-width="942" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/185dd-hghghh.png?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.333333333333%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/0ed7d-hftgh.png?w=950&#038;ssl=1?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/0ed7d-hftgh.png?w=950&#038;ssl=1?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/0ed7d-hftgh.png?w=950&#038;ssl=1?strip=info&#038;w=942 942w" alt="" data-height="1240" data-id="437" data-link="https://bodoqueonline.art.blog/2019/07/08/a-pintura-o-artista-e-o-retrato/hftgh/" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/30665-hftgh.png" data-width="942" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/0ed7d-hftgh.png?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



<p>Neste exercício do olhar sobre o processo da pintura, diante das obras do acervo, fica clara a intenção do artista de se inserir no circulo de amizades do poeta, fantasiando cada personalidade em conversas com os retratos em construção. A inquietação do artista exprime a necessidade de colocar na tela e devolver para o mundo o produto de sua percepção, revelando, na busca por um resultado cromático digno de adentrar no território das artes visuais, a&nbsp;<strong>tentativa de deixar rastros de sua existência.&nbsp;</strong>Nesse sentido, ao olhar para o mundo com perplexidade e registrar o produto de sua percepção, Melich pavimenta o caminho que permite que seus pensamentos se desloquem para a materialidade do mundo, o que, de certa forma, acaba revelando a centelha mais curiosa e contemplativa do ato criador: o olhar do artista.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



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<p></p>
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		<title>A Criação do Processo de Criação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jul 2019 18:50:37 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 004]]></category>
		<category><![CDATA[creation]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[processo criativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Beto Martins</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>por: Beto Martins</em></p>



<p class="has-drop-cap">Observar o próprio processo criativo pode ser um dos exercícios mais importantes na vida de um artista. Não importa sob qual “guarda-chuva” alguém se coloque dentro do universo artístico, em algum momento você será obrigado a “organizar” as atitudes que tem em relação ao seu próprio trabalho.&nbsp;</p>



<p>Por ser um desenhista e estar inserido dentro do mercado de ilustração, eu vou trazer um olhar a partir desse prisma, mas que, eventualmente, poderá ser aplicado à outras áreas. Afinal, o processo criativo não nasce, não cresce e nem evolui sozinho. </p>



<p><strong>CONFIE NO SEU PONTO DE VISTA&nbsp;</strong></p>



<p>Há 12 anos atrás, não existia tanta informação sobre ilustração digital (por exemplo) como existe hoje, a escassez fazia com que os artistas montassem “belos labirintos” em seus processos, simplesmente por não terem conhecimento de outros artistas atuando ou fazendo algo semelhante a eles. A falta de informações os pressionava, ou a fazer um execício de tentar criar algo do zero, ou de se debruçar repetidas vezes em uma mesma referência. Acredito que isso gerava um sentimento de “último samurai”. Olhar para o lado e não ter referências sobrando, fazia com que os artistas desbravassem sozinhos uma série de padrões visuais e estilos. </p>



<p>Hoje a informação invade o espaço particular das pessoas. Literalmente, são tantas opções e referências, que começamos a lidar com sentimentos que nem sabíamos que tínhamos: “síndrome da contemplação sem propósito”, o vírus do “é impossível chegar nesse nível”, a bactéria do “fazer é melhor que aprender” e entre outras. A verdade é que o mundo anda tão rápido que considerar a trajetória de um artista com muitos anos de caminhada é quase um insulto. É claro que ninguém tem tempo para esperar 30 anos para começar a se encontrar dentro de um mercado e ganhar dinheiro. Isso nos tira do foco e nos atrasa. </p>



<p>No início de um processo criativo, muitas vezes é passível de colher uma ou outra referência, mas, confiar  na própria intuição nesse momento é que vai te dar uma “voz” mais peculiar, mais parecida com você. Quais são suas experiencias pessoais, suas percepções sobre o mundo, seu olhar? Uma artista brasileira conhecida no mercado editorial e de jogos, Caroline Gariba, disse em um <em>podcast</em> que com ela: “a arte só acontece a partir de um sentimento pessoal&#8221;, quem sabe esse é seu ponto de partida? </p>



<p><strong>QUEM NÃO TEM DINHEIRO CONTA HISTÓRIA.&nbsp;</strong></p>



<p>Pensar que aqueles que não tem dinheiro são contadores de histórias, é um absurdo (risos). Perder a capacidade de contar uma história ao criar uma peça é um erro que muitos cometem, principalmente ilustradores. Dentro desse mercado, quem está no “começo da calda”, são os artistas que criam <em>splash arts</em>, peças que são criadas para chamarem a atenção das pessoas, vender produtos. Geralmente são artes muito coloridas, com um contraste bem exagerado, para atrair determinado nicho. É lógico que todos querem estar envolvidos em projetos desse tipo, e, pior, começam a reproduzir o que esses artistas que estão em um nível de detalhamento e percepção anatômica e valores tonais muito mais elevados que outros artistas. Por isso, acredito que esse desejo de gerar os mesmos resultados que determinado artista mata a vontade de simplesmente querer contar uma história. </p>



<p>Note: não estou falando de história em quadrinhos aqui, (apesar de saber que também cabe), mas a reflexão que quero deixar é o quanto os pormenores das suas criações contam histórias. Criando um personagem, é possível saber da onde ele veio, quais suas motivações,&nbsp;sua nacionalidade, se ele está com medo, alegre ou com fome. Sim, é possível contar histórias com imagens.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Uma pintura de um homem e uma criança montados em um cavalo, podem emocionar pessoas, tudo por causa do <em>storytelling, </em>a capacidade que tudo ao seu redor tem de contar uma história sobre ela própria, ou fazer referência a algo ou a alguém.  </p>



<p>Ter a preoupação de se perguntar “Qual história eu vou contar com essa pintura” é ir além de apenas criar algo bonito.&nbsp;Ao criar, perceba a idade das coisas, as fases do dia,&nbsp;o que determinada pose transmite, quais os valores que seu personagem possui.&nbsp;</p>



<p><strong>FEITO É MELHOR QUE PERFEITO&nbsp;&nbsp;</strong></p>



<p>Depois de estruturados o seu ponto de partida e a trajetória que será trilhada, o esforço agora consiste em materializar a ideia. Como eu disse, minhas criações são mais gráficas, como ilustrador, esses processos pra mim são fundamentais. O que está por trás do que se cria, muitas vezes é mais importante do que o resultado final. É claro que a capacidade técnica nesse processo “final” é um caso à parte. É uma grande jornada, mas após alguns anos criando e reformulando meu próprio processo, é possível perceber o quanto a mensagem acaba se tornando mais importante que a forma, que o resultado visual. </p>



<p>Quero dar um exemplo rápido do meu processo em uma ilustração que fiz em&nbsp;2018. A ideia era criar uma peça que representasse personagens pelos quais eu me identificasse, pois iriam ser personagens autorais. Eu teria que representa-los em uma pose de ação em uma mesma arte, o desafio foi grande, mas o exercício me levou a um resultado inesperado.&nbsp;</p>



<p>Escolhi representar três personagens. Para fugir do óbvio decidi que  seriam três moças afro-decendentes, brasileiras, que tinham o cabelo como ponto de destaque em seu visual. Depois pensei em qual história elas estariam contando (ainda que não esteja claro na peça, é importante definir isso, pode influenciar no gestual e no estilo das personagens). Decidi que elas moravam no bairro onde eu morei na infância, e que teriam características de três irmãs que convivi na adolescência. Elas eram petulantes, ousadas, debochadas, sensíveis e corajosas. Dentre outras qualidades, me lembro que, apesar de pobres, eram inteligentes e sabiam se comunicar. </p>



<p>A partir daí ficou mais fácil, o palco estava montado para os personagens da minha pintura atuarem. Com esse processo fica difícil estagnar uma criação ou perceber, lá no final do processo, que ela não transmite nada. Agora, as decisões mais difícies tem um chão para serem tomadas, pois o principal erro que muitos criadores tem quando vão criar algo, é que, organizar processos é criar um solo fértil para ideais boas se desenvolverem.&nbsp;</p>



<p>Beto Martins (Viana Black Estudio)&nbsp;</p>



<p>@vianablack&nbsp;</p>
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		<title>Solidão, Artistas e Pessoas Altamente Sensíveis</title>
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		<pubDate>Sun, 07 Jul 2019 18:48:58 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 004]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Enrique Coimbra</p>
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<p><em>por: Enrique Coimbra</em></p>



<p class="has-drop-cap">Você passa dias trancado, escrevendo ou criando no seu ateliê, a ponto de&nbsp;nem&nbsp;perceber o sol morrendo do lado de fora? Prefere a companhia da arte aos papos efêmeros dos relacionamentos sociais?&nbsp;</p>



<p>Você não tá sozinho – ao menos não dessa vez.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Além de escrever artigos como&nbsp;ghost-writer, escrevo, reviso, produzo&nbsp;<a href="http://www.enriquecoimbra.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">e lanço livros independentes na internet</a>, e também mantenho&nbsp;<a href="http://youtube.com/enriquesemh" target="_blank" rel="noreferrer noopener">o canal Enrique Sem H</a>&nbsp;com vídeos semanais que vão desde minimalismo e viagens, à depressão, bem-estar e comportamento – o que significa que de segunda a segunda passo entre 6 e 16 horas por dia de frente pro computador, criando arte e conteúdo&nbsp;<em>sozinho</em>.&nbsp;</p>



<p>Apesar de ter bons amigos, nossos encontros não são frequentes porque&nbsp;tô&nbsp;sempre ocupado com um projeto que me inflama de paixão, e por cima disso fica a frustração de não ter dentre esses amigos&nbsp;<em>nenhum</em>&nbsp;que trabalhe com arte, internet ou criação – o que significa que além de me sentir solitário, também me sinto&nbsp;<em>isolado</em>.&nbsp;</p>



<p>Esse assunto é tão alienado que só de comentar da ponta desse iceberg numa conversa de bar, sou abordado imediatamente com a pergunta de um milhão de dólares:&nbsp;</p>



<p><em>“Se a solidão te incomoda, por que você não sai mais?”</em>&nbsp;</p>



<p>E então preciso respirar fundo e explicar rápido, de um jeito resumido, pra não perder a atenção dos meus interlocutores:&nbsp;</p>



<p><em>“A solidão não me incomoda, gosto de estar só. O que me incomoda é ser tão apaixonado pelo que faço, pelos mundos que invento, pelas informações que compartilho, que fico triste por não ter um amigo próximo que esteja tão atolado no vício de criar quanto eu. Fico incomodado por sentar numa mesa de bar pra falar de coisas que vão desaparecer da sua cabeça depois de algumas horas, em vez de estar trocando experiências sobre nossos próximos textos, ou de estarmos inventando alguma coisa mágica juntos.”&nbsp;</em>&nbsp;</p>



<p>É sério, a solidão não me incomoda. O que incomoda é sentir que sou a única pessoa num raio de centenas de quilômetros fazendo o que faço – ou curtindo um tipo de prazer que não é fácil de dividir, que não é um entretenimento popular (nem um “entretenimento” de maneira alguma).&nbsp;&nbsp;</p>



<p><em>“Por que não faz amigos artistas na internet? Por que não procura grupos de escritores online?”</em>&nbsp;</p>



<p>Porque companhia virtual é o que já tenho: bato ótimos papos com meus clientes (pra entender que tipo de texto querem que eu produza), tenho meus personagens e as insanas aventuras que me arrastam pra viver com eles dentro do computador, e falo frequentemente com várias das 200 mil pessoas que seguem meus vídeos.&nbsp;</p>



<p>Pra um artista,&nbsp;<em>pra</em>&nbsp;<em>solidão</em>&nbsp;<em>de um artista</em>, o mundo virtual não é suficiente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A fisicalidade; a materialidade de um relacionamento – os olhares, os tons da conversa, as falas do corpo&nbsp;–&nbsp; é&nbsp;insubstituível pra quem se alimenta de (e é dado de alimento para as) experiências humanas.&nbsp;</p>



<p>A solidão do artista é diferente da solidão dos mortais: ela não é ruim, nem boa – mas é constante. E dela nascem não só as frustrações esperadas desse substantivo (assustador pra maioria), mas também grande parte do que torna cada criador único; do que torna cada expressão de arte&nbsp;<em>singular</em>.&nbsp;</p>



<p>Alguns estudiosos vão além e afirmam que a solidão é requisito básico para enorme parte dos líderes bem-sucedidos, dos gênios indomáveis e, indiscutivelmente, dos artistas mais significativos da história. Por quê? Porque o cérebro dessas pessoas funciona num ritmo que não é melhor nem pior que o ritmo dos outros – mas que funciona de um jeito&nbsp;<em>introspectivo</em>.&nbsp;</p>



<p>Posso falar por mim, que além dos dramas de ser o único escritor-criador da minha região carioca – ao menos o único que usa isso como fonte integral de renda e se mantém público na internet – sou o que estão chamando de “pessoa altamente sensível”.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Basicamente a maioria dos artistas que você ama e admira é (ou foi) o que o os norte-americanos chamam de&nbsp;<em>highly&nbsp;sensitive&nbsp;person</em>, ou, na língua dos cientistas, alguém que tem “transtorno de sensibilidade sensorial” – pois é, artistas são mesmo&nbsp;<em>transtornados…</em>&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Quem tem um cérebro “hipersensível” sente as coisas com intensidade tão exclusiva que o mundo interior dessa pessoa acaba sendo muito mais interessante que o mundo exterior que conhecemos.&nbsp;</p>



<p>Gente altamente sensível também é muito mais afetada pelas artes, se sente sobrecarregada por informações com facilidade, tem dificuldade de realizar tarefas quando são observadas, é consciente sobre as sensações do corpo, é capaz de observar as menores mudanças no ambiente em que vive, e é capaz de transformar coisas ordinárias em grandes experiências filosóficas, profundas e existenciais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Se identificou?&nbsp;</p>



<p>A causa dessas sensações intensificadas tá no sistema nervoso, que é facilmente excitável – não só pelos dramas e belezas no comum, mas também pelo excesso de barulho ou de luz, por exemplo – e também tá na hiperatividade da região insular do cérebro, o que explica a percepção aumentada e a sensibilidade física de maneira geral.&nbsp;</p>



<p>Além de grandes artistas, empatas, e ótimas pessoas pra conversar, quem possui esse traço também tem pré-disposição a depressão e ansiedade descontrolada, o que pode estar ligado à baixa produção de serotonina nesse organismo em constante alerta e questionamento.&nbsp;</p>



<p>Ou seja, a solidão de alguém envolvido com arte pode ser dolorosa não pela solidão em si, mas&nbsp;pela&nbsp; sensação&nbsp;de impotência ou pela falta de compreensão das outras pessoas sobre as coisas que um artista sente diferente – com mais consciência e imersão. Por isso é mais fácil pra alguém assim focar na criação, no trabalho, do que desperdiçar energia alimentando a esperança de encontrar um “igual” pra dividir esse fardo em algum momento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Sobra pro artista viver nessa dimensão particular sozinho, analisando o que é percebido e sentido, para enfim cuspir numa obra o excesso de informações e diálogos internos, convertendo um elemento emocional num elemento físico de um jeito que permita aos outros verem de relance um pedaço do universo que esse artista decifra em isolamento.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>E até hoje há quem diga que viver de arte é coisa de vagabundo preguiçoso… É&nbsp;mole?!&nbsp;</p>



<p>Se a solidão é parte inerente da sua rotina – e se ela te incomoda – continue fazendo o que você tem feito: crie coisas!&nbsp;</p>



<p>Uma vez pronta, uma obra de arte comunica com assertividade tudo aquilo que até então você nem sabia como falar. Se não for suficiente, dê um passo além e tente identificar e reunir os artistas da sua região. Não é tarefa fácil, mas a companhia de outros artistas sempre pagará o esforço inicial, vai por mim.&nbsp;</p>



<p>O principal é entender que assim como o labor do educador depende do convívio com outras pessoas pra se suceder, o labor do artista depende de um relacionamento intenso consigo. É uma soma básica.&nbsp;</p>



<p>Como supostamente Henri&nbsp;Lacordaire&nbsp;disse:&nbsp;</p>



<p><em>“É a solidão que inspira os poetas, cria os artistas e anima o gênio.”</em>&nbsp;</p>



<p>Apesar de odiá-la quando há muito pra ser dividido, comentado e sentido apenas por mim, é graças à solidão que encontro novos caminhos no labirinto obscuro da mente – e de lá eu volto à superfície com mais de mil novas histórias pra contar.&nbsp;</p>



<p>E você? O que você traz dos mergulhos ao seu abismo?&nbsp;</p>
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		<title>Não Procure do Lado de Fora &#8211; (Apenas uma Reflexão Criativa)</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jul 2019 18:47:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 004]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[tatuagem]]></category>
		<category><![CDATA[trabalho criativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gisa Carvalho</p>
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<p><em>por: Gisa</em> Carvalho</p>



<p class="has-drop-cap">A necessidade de criar é parte vital da identidade humana. Penso que isso se dá porque somos a imagem e semelhança de um ser essencialmente Criador! Mas como criar algo relevante em um planeta onde seus antepassados datam de até 300.000 anos, como criar algo novo, importante, revolucionário em uma era onde o mundo todo cabe na palma da mão neste globinho habitado por 7 bilhões de indivíduos?</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="640" height="428" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a023f-image_6483441-1.jpg?resize=640%2C428&#038;ssl=1" class="wp-image-411" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a023f-image_6483441-1.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a023f-image_6483441-1.jpg?resize=300%2C201&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Alguns dizem que sou uma artista, outros falam que é um dom. Eu gosto de poetizar as coisas. Diria que sou artesã &#8211; porém, uma tatuadora. Meu trabalho exige que esteja sempre (diariamente) inovando, meu público deseja novidades todos os dias. Prefiro apostar no clássico e elegante com pitada de transgressão, afinal, isso é a tattoo. </p>



<p style="text-align:left">Tattoo só se torna arte para mim quando consigo trazer à tona a identidade da pessoa através da minha própria crença, minha forma de ver o mundo, a vida, a estética corporal e, por último, mas não menos importante, a experiência profissional &#8211; como se fosse uma tradução.</p>



<p style="text-align:left">É tão místico que toda tattoo que faço seja minha, e, no entanto, não tenho posse nenhuma sobre ela! É como um filho&#8230; vai seguir seu próprio caminho. Me arriscaria a dizer até que se assemelha ao trabalho de um fotógrafo: a fotografia é dele, o registro, a sensibilidade, a edição &#8211; mas ele não esta na foto&#8230; Tão mágico! </p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5545-3.jpg?fit=606%2C808&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-408" /></figure>



<p style="text-align:left">E assim surge meu processo criativo. Não a partir de uma tattoo que já existe, mas de algo que não é tattoo. Sempre preferi as flores dos jardins, fotografo pássaros, árvores e horizontes &#8211; sempre me prendendo a detalhes do pano de mesa, a estampa do vestido, o X que prende o botão à roupa. Minhas referências são as  mulheres do cinema preto e branco, suas vestimentas, seus laços, ondas do cabelo, o bordado bielorrusso de um vestido típico, um entalhe em madeira, a grade do portão, a tradição indiana de fazer desenhos com areia (ou farinha) no chão&#8230; Deveria ser assim em todas as áreas que exigem criatividade, pois pintar como Picasso só vai levar a quadros que lembram seu cubismo.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" width="640" height="640" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bcfec-img_6402-2.jpg?resize=640%2C640&#038;ssl=1" class="wp-image-415" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bcfec-img_6402-2.jpg?w=640&amp;ssl=1 640w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bcfec-img_6402-2.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bcfec-img_6402-2.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 640px) 100vw, 640px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p style="text-align:left">Hoje técnicas antigas dos treinadores de times esportivos estão invadindo consultórios psicológicos para garantir novos resultados isso é uma solução criativa! Usar uma ferramenta conhecida de forma nova. Desenvolver a criatividade não é realmente estar no escuro e ascender uma lâmpada de repente! Isso pode até ser entendido como ideia, mas essa ideia só se torna criativa quando conseguimos fazer uma bomba com chicletes, pedaços de fio e um relógio parado. É quando vc usa o que já  tem à sua disposição de um jeito diferente. Dessa forma, um arquiteto não  tem que estar sempre inspirado e conectado &#8220;pra coisa fluir&#8221;, as vezes é só mesmo uma questão de disciplina e trabalho duro.</p>



<p style="text-align:left">Independente da sua area de atuação, não insista em agradar a todos, não repita o que todos os homens de sucesso fizeram, &#8211; até porque muitos nem sabiam como estavam fazendo, e vários apenas acreditavam em seus sonhos, sabiam o que queriam fazer! </p>



<p style="text-align:left">Gosto de citar uma frase da escritora Joyce Meyer: &#8220;muitas pessoas não estão vivendo seus sonhos porque estão vivendo seus medos&#8221;, o medo de errar, de se frustrar, medo de decepcionar o outro, desagradar, de não ser capaz, de tentar, de não conseguir &#8211; verdadeiramente o medo nos paralisa.</p>



<p style="text-align:left">Estamos nós a altura deste cargo, desta tarefa? Ter medo de qualquer coisa aniquila todas as possibilidades criativas que estão disponíveis?</p>



<p style="text-align:left"> Acredito que basta vasculhar a caixola de forma persistente e pegar todo este conhecimento que se recebe, seja de forma academica ou secular, usando sua verdadeira personalidade, a individualidade, identidade única de cada ser para se tornar mais criativo.</p>



<p style="text-align:left">Silenciar por um instante todas as vozes da mídia, sociedade, grupos sociais&#8230; e perceber que o que é realmente necessário já foi colocado dentro de cada um, arregaçar as mangas e mãos à obra!<br></p>



<p><br></p>
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		<title>Afeto em Umalinha</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 07 Jul 2019 17:25:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 004]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[artist]]></category>
		<category><![CDATA[desenho]]></category>
		<category><![CDATA[draw]]></category>
		<category><![CDATA[ilustração]]></category>
		<category><![CDATA[one line draw]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Letícia Castro</p>
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<p><em>por: Letícia Castro</em>, </p>



<p>Umalinha. Junto assim mesmo. É quando a tinta encontra o papel, e nele desliza um traçado contínuo, como a coragem de quem ama. Contínua perfeição da rota,&nbsp;sem&nbsp;ponto, sem&nbsp;reta.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A&nbsp;leveza das curvas&nbsp;dá a impressão de que se está&nbsp;caminhando&nbsp;sobre elas&nbsp;&#8211;&nbsp;devagar até o topo&#8230; e dele se escorrega&nbsp;numa queda de fazer vento no rosto.&nbsp;Dali,&nbsp;vai se formando um&nbsp;emaranhado que lembra o infinito, tal qual montanha russa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Linhas que se cruzam.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>É como a vida, que&nbsp;quando chega ao fim, toma forma.&nbsp;Qualquer&nbsp;forma que se queira.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="728" height="883" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/16f78-1-1.jpeg?resize=728%2C883&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-370" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/16f78-1-1.jpeg?w=728&amp;ssl=1 728w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/16f78-1-1.jpeg?resize=247%2C300&amp;ssl=1 247w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Umalinha&nbsp;pra&nbsp;mim é uma&nbsp;mistura de infância com “Aquarela”, de Vinícius de Morais.&nbsp;Porque&nbsp;através dela,&nbsp;tudo se torna possível.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/2.jpg?fit=606%2C857&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-371" /></figure>



<p>O corpo é arte.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/3.jpeg?fit=606%2C857&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-372" /></figure>



<p>A natureza é arte&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/4.jpg?fit=606%2C857&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-373" /></figure>



<p>A arte é&nbsp;arte&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/5.jpg?fit=606%2C857&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-374" /></figure>



<p>Afeto.&nbsp;A melodia&nbsp;de uma amizade longa,&nbsp;e sem nenhum remendo.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Obs: Todas essas ilustrações são da artista <a href="https://www.instagram.com/paula__vasconcelos/">Paula Vasconcelos</a>, que também é tatuadora, e minha melhor amiga. Desde que nossas tintas se encontraram no papel, seguimos em&nbsp;Umalinha.&nbsp;&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image"><img loading="lazy" decoding="async" width="728" height="883" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a4ec9-6.jpeg?resize=728%2C883&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-375" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a4ec9-6.jpeg?w=728&amp;ssl=1 728w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a4ec9-6.jpeg?resize=247%2C300&amp;ssl=1 247w" sizes="(max-width: 728px) 100vw, 728px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/07/07/afeto-em-umalinha/">Afeto em Umalinha</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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