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	<title>Arquivos Ano 001, N 007 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>A Inspiração está Fora Daqui</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jul 2019 19:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 007]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Beto Martins</p>
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<p class="has-drop-cap">As atividades mais corriqueiras do dia são aquelas que  mais passam despercebidas pelas pessoas. Bom, a menos que você seja um artista voraz e cheio de vontade de criar. </p>



<p>Nós não conhecemos bem o seu lugar de origem, mas são inúmeros as sensações, os cheiros, as cores, os sons, os sentimentos que evocam à palavra com &#8220;i&#8221; mais recorrente de alguém que é criativo. E não, não é imaginação, ou insônia, a palavra é inspiração.</p>



<p class="has-drop-cap"><br>Pode parecer uma abordagem muito <em>Millennium</em>, mas recentemente eu criei uma playlist em uma plataforma de streaming chamada &#8220;Fim de filme/Inspiração&#8221;. Minha ideia foi tentar fazer um rápido exercício de memória e reunir as canções que me fazem revisitar aquele “momento final de um bom filme” &#8211; não necessariamente a música do filme, mas a sensação. Acredito que é aqui que a inspiração encontra seu lugar. O encontro de memórias afetivas com algum sentido físico, seja ele visual ou sonoro. De alguma forma, o momento em que o enredo se encerra, os arcos dos personagens são concluídos e me inspiram e me fazem atribuir isso a outras mídias que me trazem novas sensações, a ponto daquilo se transformar em novas ideias. </p>



<p>O mais engraçado é que só percebo isso quando faço esse processo de “combinatividade” quando estou naquela etapa “folha em branco” do processo de criação.</p>



<p><br> Sabendo que a inspiração vem desse lugar quase metafísico, colocar a culpa em fatores externos para a falta de criatividade ou para o ócio criativo é um erro que muitos artistas cometem. </p>



<p>Muitas vezes faltam ideias, ou elas se tornam escassas rapidamente por que faltam também experiências fora da sua área de atuação. </p>



<p>Combinar ideias e criar algo novo a partir delas só é possível quando a origem da inspiração vem de lugares inustados. Fazer essa ponte de uma sensação que se transforma em uma relação subjetiva, que se transfoma em inspiração para criar, talvez seja o caminho mais curto em direção à criações belíssimas. </p>



<p><br>Sem inspiração? Vá olhar o mundo, só volte quando se perder experimentando.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Beto Martins</strong> é ilustrador e artista gráfico, fundador do Viana Black Estúdio. <a href="https://www.instagram.com/vianablack/">Instagram</a> &#8211; <a href="https://www.artstation.com/betomartinsvb">Portfólio</a>.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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		<title>Capitão Fantástico, a Liberdade e o Conhecimento</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jul 2019 19:21:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 007]]></category>
		<category><![CDATA[capitão fantástico]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[conhecimento]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Sem Spoilers</em></p>



<p class="has-drop-cap">Eu não sou cinéfilo. Não possuo qualquer conhecimento que possa contribuir para discutir proposições estéticas de diretores de fotografia e arte, ou estruturas narrativas de roteiristas e diretores. As técnicas e estratégias possíveis para solucionar os problemas do audiovisual sequer passam pelo meu parco vocabulário. Entretanto, creio que alguns filmes são capazes de nos fazer mergulhar profundamente no vasto oceano da condição humana, ainda que não tenhamos o conhecimento abrangente sobre sua apresentação. </p>



<p>Não tenho aqui a intenção de fazer uma crítica, resenha ou sinopse do filme, mas sim propor algumas reflexões que considero relevantes a partir do longa.</p>



<p>Entre livros e autores que me são familiares, e uma rotina onde há prevalência da disciplina e dedicação, Viggo Mortensen dá vida ao Capitão Fantástico. Na realidade, preciso dizer que é mais do que isso. Ele desbrava e revela, gentilmente, outras possibilidades de se exercer a vida.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/20190404-banner-1.jpg?fit=606%2C260&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-798" /><figcaption>Ben (Viggo Mortensen) e seus filhos em <em>Capitão Fantástico.</em></figcaption></figure>



<p>Diante do empilhamento de convenções que a sociedade estabeleceu ao longo das eras, o condicionamento à rotinas estruturadas em função de um sistema político e econômico que zela pela desigualdade, nos coloca em uma posição onde só podemos enxergar caminhos pré-estabelecidos para experimentar a vida. Esse estreitamento da dimensão existencial do ser humano, foi tratado por diversos autores na literatura, na filosofia, sociologia e história, evidenciando a fantasmagórica presença de uma entidade opressora organizada e poderosa, que administra a tendência ao acumulo de riquezas em poucas mãos e estabelece critérios para hierarquizar vidas &#8211; a tal necropolítica.</p>



<p>Sabemos que a capacidade humana de consumir e mitigar recursos para manter padrões desiguais de dignidade sempre foi observável. No entanto, a semente da resistência à opressão reside na essência mais humana do ser: ter conhecimento sobre a própria existência.</p>



<p>Por esse motivo, por mais dura e indigna que sejam as condições que a vida possa apresentar em sua estrutura social, política e econômica, alguns conceitos são extremamente sensíveis à cada homem e mulher sobre a Terra. E eu me arrisco dizer que a liberdade talvez seja o maior de todos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/63f13-nb-h.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-804" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Assim como em <em>Walden, ou A Vida nos Bosques</em> de Henry David Thoreau, Capitão Fantástico oferece uma maneira mais crua de se debruçar sobre as noções de liberdade e conhecimento, tendo como base noções de humanidade estabelecidas na Declaração Universal de Direitos Humanos, de 1948, e várias obras literárias como <em>Os irmãos Karamazov</em> (Fiódor Dostoiévsky), <em>Quem Governa o Mundo</em> (Noam Chomsky),  <em>Armas, Germes e Aço: os destinos das sociedades humanas</em> (Jared Diamond), entre outros.</p>



<p>Curiosamente, tratando-se da educação dos filhos, uma rotina rigorosa, disciplinada e alicerçada na autoridade dos pais, é o caminho escolhido por Ben (Viggo Mortensen) e sua esposa Leslie (Trin Miller) para criar condições de emancipação intelectual e desenvolvimento humano de todos. Nesse sentido, o filme destaca que não há liberdade que possa ser alcançada sem o rigor da disciplina ou a amplidão do conhecimento. </p>



<p>Por outro lado, o filme contrasta em muitos momentos a vida levada por Ben e seus filhos na natureza com a vida como vivemos nas cidades, colocando em evidência a precariedade do modo como a vida moderna se organiza política e socialmente, mas também as limitações impostas aos filhos pelo modo como vivem.</p>



<p>Desse modo, após assistir o filme, fica a sensação de que é preciso romper a barreira da ignorância que nos cerca a cada embalagem plástica que descartamos. Que o método industrial e as noções de produtividade do mercado tomaram conta também de nossas relações, onde tudo é esvaziado de sentido em prol de uma superficialidade intelectual suficiente apenas para executarmos funções básicas no meio social no qual estamos inseridos. </p>



<p>Somos, assim, convidados a recorrer à tomada de consciência a partir do entendimento das noções de liberdade, humanidade e conhecimento, (em alguns casos, até mesmo de desobediência civil), e compartilhar a mais elevada e importante experiência que a vida pode proporcionar: a simplicidade de dividir à mesa, a existência humana &#8211; tempo de vida que escolhemos passar presos às relações que nos trazem o verdadeiro significado do que é liberdade.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/07/Capitão-Fantástico-cena-5.jpg?fit=606%2C252&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-810" /></figure>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-jetpack-slideshow aligncenter" data-autoplay="true" data-delay="4" data-effect="slide"><div class="wp-block-jetpack-slideshow_container swiper-container"><ul class="wp-block-jetpack-slideshow_swiper-wrapper swiper-wrapper"><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-828" data-id="828" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li><li class="wp-block-jetpack-slideshow_slide swiper-slide"><figure><img decoding="async" alt="" class="wp-block-jetpack-slideshow_image wp-image-864" data-id="864" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d96f9-publicidade-atena.png?w=950&#038;ssl=1" data-recalc-dims="1" /></figure></li></ul><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-prev swiper-button-prev swiper-button-white" role="button"></a><a class="wp-block-jetpack-slideshow_button-next swiper-button-next swiper-button-white" role="button"></a><a aria-label="Pause Slideshow" class="wp-block-jetpack-slideshow_button-pause" role="button"></a><div class="wp-block-jetpack-slideshow_pagination swiper-pagination swiper-pagination-white"></div></div></div>



<p></p>
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		<title>Arte como Caminho Espiritual: Parte 01</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jul 2019 18:50:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 007]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[arte como caminho espiritual]]></category>
		<category><![CDATA[arte e religiosidade]]></category>
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		<category><![CDATA[fé]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Robert Anthony</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Sempre fico abismado de conversar com aquele tipo de pessoa que sabe nomear as coisas, acho que nasceram com algum tipo de habilidade de reter as informações e acessá-las com maestria. Sabe? Quando se está numa conversa e a pessoa diz: &#8220;No monólogo do Ato III Cena II de Hamlet, o príncipe diz a Guildenstern: &#8216;Imaginais, então, que eu sou mais fácil de tocar do que esta flauta?&#8217;. Eu cheguei em casa, a primeira coisa que fiz foi pegar Hamlet e abrir no Ato III Cena II, e estava lá. (Isso realmente aconteceu)</p>



<p>Como isso é possível? Parece que não estava dentro dos planos fazer com que meu raciocínio fosse desse tipo, digamos, enciclopédico (nota aos leitores: claro que eu tive que consultar para saber em qual Ato e Cena se encontrava a passagem que citei de Shakespeare). Confesso que invejo. Os assuntos em minha cabeça mais parecem um caldeirão de informações que eu não sei se eu li em algum artigo acadêmico ou se peguei em alguma conversa enquanto andava no ônibus.&nbsp;</p>



<p>Surge assim, partindo de uma premissa. E de repente tudo parece fazer sentido. O que é preciso, a partir disso, é fazer algum tipo de acordo diplomático entre todas essas informações em forma de sensações e as palavras. E aí acontece uma espécie de trefilamento de tudo isso. Percebe? Trefilação é transformar aquela montanha de minério de ferro naquele fio quase invisível que passa energia elétrica. É impossível, como fazer tudo isso &#8212; TUDO ISSO &#8212; sair por um único fio? Eu estou sempre em guerra com as palavras, com a escrita, são minhas inimigas, por isso a necessidade desse tipo de aliança.&nbsp; Sempre saio em desvantagem, mas é assim que é, e é assim que segue sendo.</p>



<p>Dessa vez, a premissa surgiu como um estalo: &#8220;Pra mim a arte é um caminho espiritual&#8221;.&nbsp;</p>



<p>(Pausa)&nbsp;</p>



<p>De novo: &#8220;A arte é um caminho espiritual.&#8221;&nbsp;<br>Faz sentido?</p>



<p>É, fazia sentido dizer isso. Como se fosse algo facilmente compreensível. De onde eu tirei isso? Parecia algo que li em algum lugar. Mas eu li? Ou alguém me disse? Foi em alguma aula da faculdade? Algum programa na tv, algum vídeo do youtube? Não fazia ideia. De qualquer forma a afirmação ressoava na minha cabeça: &#8220;A arte é um caminho espiritual&#8230; é óbvio&#8221;.&nbsp;</p>



<p>Está bem, não parece óbvio, se formos dar espaço logo vem as perguntas: mas o que é arte? O que é caminho? O que é espiritual? De que arte, caminho ou espirito estou falando? O que significava dizer que a arte, pra mim, fora um caminho espiritual?</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Robert Anthony</strong> é músico compositor experimental.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-embed-instagram wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.instagram.com/p/B0gS19XBNrr/
</div></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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		<title>(in)Comum</title>
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		<pubDate>Sun, 28 Jul 2019 18:44:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 007]]></category>
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		<category><![CDATA[incomum]]></category>
		<category><![CDATA[noemalidade]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Kariston França</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>De onde vem essa necessidade de se destacar?</p>



<p>Editamos fotos para que, ao menos os filtros e fundos das fotos, se pareçam com as de nossos ídolos&#8230; mas e depois disso?</p>



<p>Será que todos devemos ser exóticos? Devemos vivenciar essa excentricidade?! </p>



<p>Ser dono de sua própria história eles falam&#8230;<br>O que seria isso? Podemos possuir algo?<br>Eu não sei, e não pretendo criar norma sobre nada.</p>



<p>Mas me soa estranho o quanto usamos do superlativo.</p>



<p>Tudo é o ápice, é o melhor do melhor, e o novo &#8211; melhor &#8211; surge apenas 5 minutos depois do melhor anterior!!!</p>



<p>O fato é que não dá pra ter tanta coisa épica, isso nos desgasta, nos torna insensíveis.<br>Se não houver algo surreal, é sempre comum, e comum é mal visto ultimamente. </p>



<p>Na realidade, o comum é delicioso, familiar, íntimo e pertence a todos nós.<br>Todos participam, todos constroem, todos cooperam.<br>No final das contas, sem o senso de pertencimento, de familiaridade, não existe mudança.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Kariston França</strong> é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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		<title>Moalakat</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Jul 2019 13:28:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 007]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[saara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Garcia</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/07/28/moalakat/">Moalakat</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">É noite no Saara<br>O silêncio é profundo<br>Há uma quietude isotrópica <br>Beremiz está sentado, reflexivo <br>Junto ao resto da fogueira<br><br>O fogo ardeu<br>As pessoas dançaram <br>Um ritual beduíno <br>Tambores rufaram <br>Árabes cantaram<br><br>As últimas brasas crepitam <br>Estalam, iluminam fracamente <br>Vento ao rosto<br>A areia se esparrama<br><br>Sob o pálio galáctico <br>Pensamentos fluem livres <br>Sentimentos passeiam sossegados <br>O olhar fixa a abóbada celeste<br><br>Quantas estrelas a brilhar! <br>Quanta beleza a encantar!<br>O vazio preenche por completo<br>É possível ouvir o não dito<br><br>Os dedos esticam e tocam os astros <br>Brincam de mudar as posições <br>Compor novas formações<br>Arranjos inéditos<br><br>Envolto na coberta<br>Suspira El-hadj a observar<br>O balé cósmico<br>Os olhos a vaguear<br>No caminho luminoso do céu <br>Tenta ligar estrelas<br>Como pontinhos de desenho <br>E ali está...<br>Não mais Cassiopea<br>Mas o sorriso de Leilá <br>Dançando o baile sideral <br>Abre os braços ao Chamir<br>E dançam juntos, felizes <br>Sozinhos no deserto<br>Ao ritmo da Via-Láctea</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gabriel Lopes Garcia </strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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		<title>O Profissional Criativo: Desafios e Expectativas</title>
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		<pubDate>Sat, 27 Jul 2019 22:42:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 007]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[profissional criativo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>PodCast Trama</p>
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<p class="has-drop-cap">Dando continuidade às publicações que pretendem lançar luz sobre a criatividade e as entrelinhas dos processos de criação, o primeiro podCast da Trama traz um bate-papo entre o ilustrador e artista gráfico Beto Martins, e o Fundador da Bodoque e funcionário do Memorial da República Presidente Itamar Franco, Frederico Lopes. Neste podCast, a Trama traz um relevante debate sobre a atuação do profissional criativo em diferentes áreas. </p>



<p>Então, pegue seu fone de ouvido e boa audição!</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9357f-podcast-trama-corrigido.m4a"></audio></figure>



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