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	<title>Arquivos Ano 001, N 015 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Projeto Brasil: Lobotomia Cultural</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:36:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Desmonte da cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[Guerra Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Eu pensei em muitas coisas curiosas nas artes pra falar nesta edição, mas, infelizmente, a verdade é que não consegui escrever sobre nenhuma delas. De todos os assuntos que pensei, de todas as possibilidades, nenhuma conseguiu ocupar, em meu pensamento, o lugar da situação política do nosso país atual.</p>



<p class="has-text-color has-very-dark-gray-color">Bem, a verdade é que eu fico bastante aflito ao ver tantas pessoas sugestionadas por uma cultura de ódio, que se prolifera a partir do estimulo ao medo.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Porque é isso: todo discurso beligerante tem origem e a garantia do seu sucesso na necessidade de fazer com que eu, você e todos sintam medo.</p>



<p>Seja medo dos comunistas. Medo dos ladrões. Medo dos esquerdistas. Medo de acabarem com a &#8220;família&#8221;. Medo da ditadura &#8220;gayzista&#8221;. Medo das feministas obrigarem mulheres a abortar. Medo dos negros derribarem os privilégios dos brancos. Medo da grande mídia manipuladora. Medo dos ateus extinguirem a religião. Medo dos petistas voltarem ao poder. Medo do Brasil se tornar uma Venezuela. Medo de ser obrigado a aceitar que outras visões de mundo existem, fazem sentido para outras pessoas<strong> e tudo bem.</strong></p>



<p>Cá entre nós: sabemos que a verdadeira estratégia pra solucionar a tragédia econômica de nossa país não existe. Esse papo é apenas uma distração. </p>



<p style="background-color:#9a7100" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Enquanto nos afogamos em discursos vazios, gastando quase todo o nosso tempo para aferir a veracidade das informações e sofrer o diabo pra conseguir provar que a Terra não é plana e que o adoçante da Pepsi não é feito de fetos abortados, um grupo especifico atua no desmonte.</p>



<p>Sim, desmonte.</p>



<p>A ausência de projetos claros para solucionar problemas reais é parte de uma necessidade de desmontar a realidade e fazer com que discursos lobotomizados sejam exaustivamente compartilhados pelo <em>zap zap</em> para se tornar a verdadeira verdade. </p>



<p><strong>Uma verdadeira fábrica de verdades provisórias. </strong></p>



<p>Para isso, incontáveis robôs distribuídos como perfis falsos nas redes sociais atuam diariamente para garantir que você receba de um amigo próximo uma notícia que &#8220;deve ser verdadeira&#8221;, com a certeza de que não será possível conferir a veracidade das informações.</p>



<p>Francamente, nunca imaginei viver em um tempo onde os roteiros de filmes fantásticos não chegassem perto dos absurdos da vida cotidiana no Brasil.</p>



<p>Essa virada tem um claro objetivo: dar continuidade ao <em>modus operandi</em> da humanidade, onde a barbárie é o modo padrão de convivência, e a sobreposição de uma cultura pela outra por meio da violência perpetua o darwinismo social que segue seu processo evolutivo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#866200;text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color"><p style="background-color:#866200" class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1bc69-foto-carol16.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1707" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p></p>
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		<title>Farmácia de Manipulação</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:35:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[Farmácia de manipulação]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Lopes Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Lopes Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Mundo de cinismo crescente!<br>Não bastassem<br>os políticos<br>os religiosos<br>os empresários<br>os charlatães<br>as máfias<br>os chantagistas<br>as ideologias<br>as crendices<br>as notícias<br>as relações<br>as imagens<br>os corpos<br>os sentimentos<br>Até os remédios são manipulados...<br>Haverá salvação para nós<br>ventríloquos mimados?</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gabriel Lopes Garcia </strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/aAJUDE.png?fit=606%2C606&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-normal-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#8d6800;text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c7388-menino-poccca7o.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2231" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/22/farmacia-de-manipulacao/">Farmácia de Manipulação</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>MANIFESTAÇÃO DA LOUCURA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:33:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[entre nossas linhas]]></category>
		<category><![CDATA[Loucura]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Entre Nossas Linhas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Bom, aqui estou eu mais uma vez contando a nossa história<br>História essa que assim como seu beijo era nada calculado, meio bagunçado<br>E quente<br>Por muito tempo eu te tornei uma fantasia porque eu era uma menina que gostava de inventar histórias&nbsp;<br>Sempre fui muito fantasiosa, isso é um grande problema num mundo caótico&nbsp;<br>Mas estranhamente, eu nunca fui boa em mentir<br>E por isso, sempre foi muito óbvio o quanto eu gostava de você<br>Apesar das nossas cores serem opostas, como boa parte dos nossos gostos pessoais<br>E mesmo nossos toques estranhos e egóicos, de longe via-se uma desarmoniosa e peculiar combinação&nbsp;<br>E nisso você não pode jamais discordar<br>Nós dois não aguentamos esse lugar,<br>Verdade seja dita.<br>O mar violento chora enquanto nossa voz grita por dentro&nbsp;<br>Tanto barulho lá fora<br>E um silêncio aqui dentro<br>Perfumando, o tempo todo, em volta da gente, um passado triste como seus tons azuis<br>Eu não faço ideia porque estamos aqui. Juntos.<br>O que eu sei é que estou me sentindo muito sozinha<br>E você também&nbsp;<br>Então podemos ficar sozinhos juntos<br><br> -M.E. </pre>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/29172-manifestaccca7acc83o-d-loucura1.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2736" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image alignwide size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fecd1-manifestaccca7acc83o-da-loucura2.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2737" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Entre Nossas Linhas</strong> é uma página de Instagram criada por duas amigas que encontraram na arte de escrever um refúgio.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-jetpack-donations"><h4>Apoie a Trama e nos ajude a continuar crescendo!</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/2019/09/22/manifestacao-da-loucura/" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar</a><hr class="donations__separator" /><h4>Fazer uma doação mensal</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/2019/09/22/manifestacao-da-loucura/" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar mensalmente</a><hr class="donations__separator" /><h4>Fazer uma doação anual</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/2019/09/22/manifestacao-da-loucura/" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar anualmente</a></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem acima para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-text-color has-background has-large-font-size" style="background-color:#866200">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/90819-foto-carol12.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1687" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Pedrinha de Aruanda</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Axé]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Bethania]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<category><![CDATA[Raizza Prudêncio]]></category>
		<category><![CDATA[Religião de matriz africana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Raizza Prudêncio</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/22/pedrinha-de-aruanda/">Pedrinha de Aruanda</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Maria Bethânia é de todos nós, e da cultura brasileira. Dispensando apresentações formais, nesse domingo vamos nos aproximar de sua obra para nos aproximar do axé que a guia. </p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Falar sobre religiões de matriz africana no Brasil, não é um assunto simples de transpor em texto ou explicação, pois estamos falando sobre uma questão de fé. Além da fé, as ramificações de maneiras de professar essa fé são diversas e distintas, e o mistério, como em qualquer outra doutrina religiosa, é o tônus de uma crença.</p>



<p>Os Deuses Africanos e todas as suas mitologias são recriados através de uma poética doce, e principalmente respeitosa na obra de Maria Bethânia. </p>



<p>No interesse de se aproximar da história e da estética das religiões de matriz africana, encontramos na obra de Maria um norte que nos aproxima do Invisível. </p>



<p>No documentário Pedrinha de Aruanda, direção de Andrucha Waddington, encontramos a sutileza com que Maria Bethânia revela sua fé em seu cotidiano familiar, e como sua relação religiosa é vivida e se traduz na sua criação musical. </p>



<p>O documentário está disponível no youtube:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Maria Bethânia   Pedrinha de Aruanda-Completo" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/qXi1HrEwnp8?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>A seguir uma canção de Maria Bethânia que mostra sua aproximação com a religião e a arte:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Não Mexe Comigo - Carta de Amor - DVD Carta de Amor - Maria Bethânia" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/tjZgiXwDxwQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<pre class="wp-block-verse"><strong>Não mexe Comigo:<br></strong><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br> Não mexe não!<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br><br> Eu tenho Zumbi, Besouro, o chefe dos tupis<br> Sou Tupinambá, tenho os erês, caboclo boiadeiro<br> Mãos de cura, morubichabas, cocares<br> Zarabatanas, curares, flechas e altares<br><br> A velocidade da luz, o escuro da mata escura<br> O breu, o silêncio, a espera<br> Eu tenho Jesus, Maria e José<br> Todos os pajés em minha companhia<br> O menino Deus brinca e dorme nos meus sonhos<br> O poeta me contou<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br> Não mexe não!<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, eu não ando só<br><br> Não misturo, não me dobro<br> A rainha do mar anda de mãos dadas comigo<br> Me ensina o baile das ondas e canta, canta, canta pra mim<br> É do ouro de Oxum que é feita a armadura que cobre meu corpo<br> Garante meu sangue, minha garganta<br> O veneno do mal não acha passagem<br> E em meu coração, Maria acende sua luz e me aponta o caminho<br><br> Me sumo no vento, cavalgo no raio de Iansã<br> Giro o mundo, viro, reviro<br> Tô no recôncavo, tô em fez<br> Voo entre as estrelas, brinco de ser uma<br> Traço o cruzeiro do sul com a tocha da fogueira de João menino Rezo com as três Marias, vou além<br> Me recolho no esplendor das nebulosas, descanso nos vales, montanhas<br> Durmo na forja de Ogum, mergulho no calor da lava dos vulcões<br> Corpo vivo de Xangô<br><br> Não ando no breu, nem ando na treva<br> Não ando no breu, nem ando na treva<br> É por onde eu vou que o santo me leva<br> É por onde eu vou que o santo me leva<br><br> Não ando no breu, nem ando na treva<br> Não ando no breu, nem ando na treva<br> É por onde eu vou que o santo me leva<br> É por onde eu vou que o santo me leva<br><br> Medo não me alcança<br> No deserto me acho, faço cobra morder o rabo, escorpião virar pirilampo<br> Meus pés recebem bálsamos, unguentos suaves das mãos de Maria<br> Irmã de Marta e Lázaro, no oásis de Bethânia<br> Pensou que eu ando só? Atente ao tempo!<br> Não começa, nem termina, é nunca, é sempre<br> É tempo de reparar na balança de nobre cobre que o rei equilibra<br> Fulmina o injusto, deixa nua a justiça<br><br> Eu não provo do teu fel, eu não piso no teu chão<br> E pra onde você for, não leva o meu nome não<br> E pra onde você for, não leva o meu nome não<br><br> Eu não provo do teu fel, eu não piso no teu chão<br> E pra onde você for, não leva o meu nome não<br> E pra onde você for, não leva o meu nome não<br><br> Onde vai, valente?<br> Você secou, seus olhos insones secaram<br> Não veem brotar a relva que cresce livre e verde longe da tua cegueira<br> Seus ouvidos se fecharam a qualquer música, a qualquer som<br> Nem o bem, nem o mal pensam em ti, ninguém te escolhe<br><br> Você pisa na terra, mas não a sente, apenas pisa<br> Apenas vaga sobre o planeta, e já nem ouve as teclas do teu piano<br> Você está tão mirrado que nem o diabo te ambiciona, não tem alma<br> Você é o oco, do oco, do oco, do sem fim do mundo<br><br> O que é teu já tá guardado<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br><br> O que é teu já tá guardado<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br> Não sou eu quem vou lhe dar<br><br> Eu posso engolir você, só pra cuspir depois<br> Minha fome é matéria que você não alcança<br> Desde o leite do peito de minha mãe<br> Até o sem fim dos versos, versos, versos<br> Que brotam do poeta em toda poesia<br> Sob a luz da lua que deita na palma da inspiração de Caymmi<br><br> Se choro, quando choro, e minha lágrima cai<br> É pra regar o capim que alimenta a vida<br> Chorando eu refaço as nascentes que você secou<br><br> Se desejo, o meu desejo faz subir marés de sal e sortilégio<br> Vivo de cara pra o vento na chuva, e quero me molhar<br> O terço de Fátima e o cordão de Gandhi cruzam o meu peito<br> Sou como a haste fina, que qualquer brisa verga, mas nenhuma espada corta<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br> Não mexe não!<br><br> Não mexe comigo, que eu não ando só<br> Eu não ando só, que eu não ando só<br><br>Axé</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Raizza Prudêncio</strong> é graduada em Artes e Design pela Universidade Federal de Juiz de Fora e graduanda em Design Gráfico e Design de Produto pela Universidade Federal de Juiz de Fora.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/ofertas"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem acima e visite a Loja Virtual da Bodoque!</p>



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<p style="background-color:#916a00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6885b-hospital-mulheres.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2245" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O Astronauta (não) Perdido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:31:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[Astronauta]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Texto literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
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<p class="has-drop-cap">Faz tempo que queria falar sobre ele. Ele apareceu na minha vida em meados de outubro de 2017, talvez no dia 3 ou 4. E desde a sua primeira aparição ele volta pra mim com certa frequência: perdido no espaço, próximo da lua, embaixo do mar ou simplesmente sozinho no papel. No papel, porque ele nunca foi real, apenas algo da minha imaginação. Do meu subconsciente. Ele é um desenho e não tem um rosto, porque ele nunca tira o capacete.</p>



<p style="background-color:#002a52" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Apesar de achar por muito tempo que ele estava perdido, recentemente fiz uma descoberta: na verdade, ele é um viajante que vive por ai, seguindo o fluxo e o movimento da vida. Explorando novas possibilidades, conhecendo novos cenários, desbravando novos mundo, propondo novas perguntas.</p>



<p>Outro ponto importante é que sempre achei que o astronauta não-perdido da minha imaginação fosse o meu pai. Depois, cheguei a conclusão de que ele não era ninguém além dele mesmo. Talvez seja por isso que, por muito tempo, ele apareceu questionando a sua própria existência: &#8220;quem sou eu?&#8221; &#8211; &#8220;quem eu sou?&#8221;, ele dizia. Querido! As vezes eu acho que ele questionava a sua própria existência, porque ninguém sabia quem ele era. Nem mesmo eu. </p>



<p>Hoje eu sei que o astronauta não-perdido sou eu, ou melhor, ele é uma parte de mim. Uma parte de mim que vem me ensinar a ser mais leve, mais desprendida e ter mais coragem para seguir os fluxos da vida e do universo.</p>



<p>A última vez que o vi, foi no dia em que descobri o meu propósito. Neste mesmo dia escrevi uma carta para a minha eu do futuro. Em vez de palavras, quem surgiu no papel foi o tal do astronauta. Junto dele, uma pergunta. Uma pergunta que decidi deixar aqui pra todos vocês refletirem comigo: </p>



<p><strong> &#8211; Quem é você hoje?</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#946d00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque.</p>



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<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0449c-foto-carol4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1522" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O Eu, o Outro e o Tempo: Práticas de Memória e História na Produção Artística</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[artes]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
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		<category><![CDATA[Produção artística]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gyovana Machado</p>
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]]></description>
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<p class="has-drop-cap">Estou sempre escrevendo sobre o outro. O outro que também fala de mim. O outro que diz de um entorno prestes a me laçar, capturar e envolver num ritmo próprio. O outro que diz de um símbolo fluído e que, quando em alta temporada, se mantém no imaginário na escala do constante.&nbsp;</p>



<p>A vida reverbera o teatro das relações do ser e do dever, cerceadas por um fio de poder inerente a toda sociedade, com toda a sua carga de pós verdade: penso, logo existo. NÃO, acredito, logo estou certo. &#8211; eles dizem, eles cantam, eles suspiram e bombardeiam nos espaços símbolo que, de forma capilar, emitem faíscas ideológicas.&nbsp;</p>



<p style="background-color:#8d6800" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Penso em alguns eventos que pediram do homem: coragem. Marchas, cantos, gritos inflamados, rostos vermelhos e olhos esbugalhados: cenários que invadem o movimento do artista e rasgam o lugar de análise. Dizem: ame ou deixe o.&nbsp;</p>



<p>Como responder? Me perguntei. De fato, não há uma resposta programada para eventos não programados. O princípio da história parte de uma ideia de que as coisas se constroem, e que, em continuidades e descontinuidades, se faz o ritmo do e no tempo. Koselleck analisaria, enquanto concepção de tempo, por espaço de experiência e horizonte de expectativa.&nbsp;</p>



<p>Em termos de espaço de experiência, que diz de um presente, há uma onda de sensações e óticas próprias e plurais, que apontam para um horizonte, carregado da então expectativa. O que esperar quando não se espera mais? O que de fato nos serve de combustível e impulsiona a arte do criar? Será o presente o cenário próprio das inspirações mais diversas?&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Coragem, eu disse em um parágrafo. Acredito que, em tempos de (deveras) coragem, o espaço de experiência pode se remeter a uma dança com o tempo. Buscar formas e inspirações ao longo da história da humanidade é o que, de fato, pode dar combustão ao tato criativo de cada um.&nbsp;</p>



<p>Entender que a própria História é uma ferramenta gratuita para o uso de produção artística, remete a uma função ainda pouco utilizada. Acredito ser por isso que digo sempre do outro, no que canto, no que escrevo, no que penso. Marc Bloch diria que &nbsp;“o&nbsp;historiador&nbsp;é como o&nbsp;ogro&nbsp;da lenda. Onde fareja carne humana sabe que ali está a sua caça.”; eu concordo. Dado o lugar que me formo e que falo, procuro sempre farejar o homem em seus distintos momentos, entendendo que sempre (e digo sem nenhum medo), as coisas irão mudar.&nbsp;</p>



<p>Dessa forma, coragem é virtude aquecida por um coração esperançoso. As coisas mudam. Dancemos pois pelo tempo, afim de enriquecer a nossa criatividade despejando sobre o presente os auxílios para um horizonte melhor.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gyovana Machado</strong> é graduanda em História pela UFJF, formada no Seminário Teológico Rhema Brasil, líder de música em A Igreja.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2a62a-5-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2235" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#9d7300;text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1d03c-foto-carol13.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1691" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Divina Arte</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Arte cristã]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Neves]]></category>
		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Sagrado]]></category>
		<category><![CDATA[Tradições judaico-Cristãs]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Diego Neves</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/22/divina-arte/">Divina Arte</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Ir ao cinema, assistir uma peça teatral, frequentar shows de bandas de rock, ser fã de séries de
tv ou um admirador de literatura. Em nada disso há, necessariamente, algum teor religioso
envolvido. Você pode consumir cultura, frequentar museus, passar horas pesquisando e
admirando o talento de novos cantores, compositores e escritores, ou redescobrindo a beleza de
clássicos, e nisso, você afirma, não há nada de religioso. Será?
</p>



<p>Nos cultos e encontros religiosos a música e a dança, por exemplo, são expressões facilmente
utilizadas como forma de explicitar sentimentos, anseios, desejos e toda a necessidade e
dependência do deus adorado. Nas tradição judaico-cristã, essas expressões são bastante
utilizadas. Fica muito claro para nós a importância dessas expressões quando, ao lermos
inúmeros versículos bíblicos, como nos Salmos, Eclesiastes, Êxodo ou 2 Samuel. O teólogo
americano Franscis Schaeffer, em sua obra intitulada “​<em>A Arte e a Bíblia”, </em>​observa que, desde os
textos da ​<em>Torá</em>​, ou ​<em>Pentateuco</em>,​ as ordenanças acerca das construções dos templos envolviam
detalhes como tamanhos, cores e formas determinadas, escolhidas pelo próprio Deus, que
revelavam importância estética. Sabemos que tais ordenanças se ligam ao período no qual o texto
foi escrito, mas não deixam de revelar a importância com a simetria e a beleza.
</p>



<p style="background-color:#986f00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Mas, vamos um pouco adiante. Qual seria a relação entre fé e arte, levando em consideração, principalmente, tradições cristãs e judaicas? Será que a arte ficou atrelada somente ao sentido de expressão de culto? Seriam as necessidades observadas por essas tradições, para que a vida seja vivida em plena satisfação e bem estar de espírito, justificavas para temas religiosos serem abordados pelas artes? HansRookmaaker, o“​<em>holândesvoador”,</em> a​firmava que, na verdade,“a arte não precisa de justificativa”. </p>



<p>O senso criativo, visto no talento de mulheres e homens ao redor do mundo, é, por si só, uma manifestação artística divina. Portanto, independente da forma artística, se houve criação, houve manifestação do divino. ​<em>“Deus deu à humanidade a capacidade de fazer coisas belas, de compor músicas, escrever poemas, fazer esculturas, decorar coisas. As possibilidades artísticas estão aí para serem atualizadas, realizadas por pessoas e receberem formas concretas. Deus deu essas coisas à humanidade e seu sentido está exatamente de dádiva, [&#8230;] mas se a arte possui, dessa forma, seu sentido como criação de Deus, não precisa de justificativas. Sua justificativa é ser uma possibilidade dada por Deus, [&#8230;] resultado do fato de que a arte está ligada por milhares de laços à realidade.”1 </em></p>



<p>Rookmaaker, um homem que dedicou sua vida para o estudo das artes e sua ação no
cristianismo, foi professor e fundador do Departamento de História da Arte, na Universidade
Livre de Amsterdã. Morre em 1977, deixando várias obras publicadas, tendo algumas &#8211; como <em>“A
arte não precisa de justificativa” &#8211; </em>traduzidas para o português. Crítico contumaz ao espaço de
sentido novo que a modernidade trouxe para arte, amante de blues, jazz e toda a explosão criativa
que surgia nos Estados Unidos entre os anos 60 e 70, Rookmaaker não viveu para ver o avanço
dos temas cristãos em direção a arte, ou vice-versa.
</p>



<p>Dos quadros de Remdbrandt, nos idos de 1600, passando pelo ​<em>Jesus Movement, </em>​movimento surgido na década de 60, focado nos jovens e que se fez conhecido pela sua interação com espaços não religiosos, como o festival Woodstock, até os dia atuais de ​<em>MTV </em>​e cultura pop, a temática cristã invadiu a TV, os livros, as canções, os quadros e as expressões artísticas como um todo. A Broadway​<em>, </em>na década de 70, põe o novo testamento nos palcos como musical <em>GODSPELL</em>,​ baseado no ​<em>Evangelho de São Mateus</em>​. O musical, anos mais tarde, ganha uma versão cinematográfica e se espalha pelas telas de cinemas americanos. No mesmo ano de lançamento de​<em>GODSPELL,</em> s​urge outro musical baseado nas últimas semanas de vida de Jesus. Em 1973 o musical também ganha as telas, pondo ao alcance dos olhos dos espectadores curiosos um ​<em>Jesus Cristo Superstar. </em></p>



<p>Já nos anos 90, quando a indústria da música passava por um momento de transformação e renovação muito forte, começa a se consolidar o movimento ​<em>GOSPEL. </em>​Nos Estados Unidos o termo nasce no início do século XX e tem uma conotação um tanto diferente do que no Brasil. A música de raiz negra, feita nas igrejas dos guetos americanos, ganhava o nome de gospel por ter uma temática ligada a Deus e todas as bem-aventuranças que o divino poderia nos conceder. Movimento que teve força suficiente para se firmar como estilo e ser a voz do povo negro, que enfrentava um ápice na luta racial em território norte americano, na década de 40. Entre tantos nomes e vozes, talvez a maior estrela &#8211; e também a primeira &#8211; tenha sido Mahalia Jackson, que usou suas músicas para compartilhar mensagens de fé, apoio e encorajamento, fazendo de suas letras uma expressão de apoio ao movimento de luta por igualdade racial. No Brasil o termo foi ressignificado, classificando bandas e cantores que traziam mensagens religiosas em suas músicas, sendo considerados ​<em>artistas gospel. </em>​Mas, o que antes era restrito e direcionado para a igreja, passou a ganhar as prateleiras e trilhas sonoras de produções não ligadas ao universo religioso. Os temas bíblicos ganhavam espaço nas canções de bandas como ​<em>DcTalk, Rebanhão, Catedral,Stryper.</em> Suas músicas se voltavam para além do campo religioso. A banda​ <em>DcTalk, </em>multipremiada nos Estados Unidos, compôs uma música atendendo a pedidos da produção de uma famosa série americana: a aclamada série ​<em>Arquivo X. </em>​A banda ​<em>Stryper </em>fez parte da trilha sonora da novela brasileira <em>O Salvador da Pátria. </em>​Mas a temática religiosa sempre foi uma tônica na mpb. Poderia citar inúmeras canções de artistas como ​<em>Gilberto Gil </em>e ​<em>Los Hermanos</em>​. Fora do Brasil, vimos ascender ao sucesso o fenómeno pop &#8211; assim considerado nos anos de 2007 a 2009 &#8211; conhecido por seu estilo musical diferenciado: uma mistura de rock, rap e reggae com letras que dissertavam sobre a fé judaica ortodoxa. Nascido Matthew Paul Miller, mas conhecido mundialmente como Matisyahu. Ganhou notoriedade por se apresentar de forma enérgica e, em contrapartida, vestindo-se como um tradicional judeu ortodoxo. </p>



<p style="background-color:#866200" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">As produções de séries e filmes, já nos anos 2000, trouxeram para as telas títulos como a série ​<em>Joan of Arcadia </em>&#8211; transmitida no Brasil pelo finado canal Sony Spin -, que contava a história de uma menina com um tipo transtorno que lhe permitia ver Deus na forma de pessoas comuns. Desde um colega de classe ao faxineiro do colégio, Joan via e conversava com Deus. A série, apesar de bem produzida, durou apenas duas temporadas. Poderíamos apelar ao clichê de sucessos c​omo <em>A paixão de Cristo</em> e uma série de títulos brasileiros voltados para a fé, como a comédia ​<em>Deus é Brasileiro. </em>A​ ​<em>Disney</em>​, renomada por suas produções infantis, levou para as telas uma bem sucedida adaptação dos livros escritos pelo teólogo e escritor britânico Clive Staples Lewis &#8211; C.S. Lewis. ​<em>As Crônicas de Nárnia, </em>​em revelação feita pelo próprio autor, foram escritas para ensinar históricas bíblicas para as suas filhas de modo mais interessante e ligado ao universo infantil. Agora tais histórias já fazem parte da coleção de acertos e derrapadas do &#8220;planeta&#8221; Hollywood. </p>



<p>Os exemplos de autores, compositores, pintores seriam inúmeros. Poderíamos levar dias e dias listando nomes e obras. Mas o intuito não é listar, nem muito menos classificar obras como sacras ou não. O real intuito deste texto é tornar nítida a percepção de que a temática religiosa não é um assunto concernente só ao mundo dos &#8220;crentes&#8221;, mas é uma temática universal, que rompe as paredes das instituições ou dos dogmas. A arte é livre e sem justificativa. Sendo assim, as ações artísticas são, por si só, manifestações palpáveis do divino. O que não abre espaço para o proselitismo. A arte é um campo vasto de manifestação, mas já superamos a era da estética religiosa, como Walter Benjamin nos esclarece em ​<em>A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica.</em> M as assim como Benjamin e seus colegas da Escola de Frankfurt alertaram, existe um problema, que podemos abordar numa outra oportunidade: o problema da retificação. A partir do momento que reconhecemos que o mundo pop é parte da Indústria Cultural, todo esforço de tornar qualquer temática um fragmento do discurso pop, é um esforço nota tornar tudo isso em produto. São dois lados da mesma moeda: ao mesmo tempo que a boa mensagem é passada, quando tornamos a mensagem produto, a coisificamos e passamos a determinar o padrão do que é bom ou não, sendo que o parâmetro de bom ou não é o parâmetro mercadológico. Quanto mais ouvem, mais vendem, mais compram, mais consomem. O que é bom, passa ser usado de um modo vazio de sentido e desencantado. E talvez aí as coisas comecem a se afastar do bom intuito de expandir o território de alcance de mensagens inspiracionais de fé e esperança e passem e ser só mais números e prateleiras. Mas, esse é um outro assunto. </p>



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<p><strong>Diego Neves</strong> é músico integrante da banda Legrand, designer gráfico, sociólogo em formação e aspirante a escritor.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<p style="background-color:#8f6900;text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/73fb6-mulher-india-agra.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2236" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Fragmento Líbano</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 21:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[Cenas aleatórias]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Fotos]]></category>
		<category><![CDATA[Líbano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Melito</p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_8554.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2705" /></figure>



<p class="has-drop-cap">Na construção de uma memória fotográfica, a ansiedade da documentação perdida a busca por uma linha a seguir. Assim como em memórias vagas de um sonho, um oceano de&nbsp;imagens derivam na cabeça. No final das contas, a memória é uma coleção de fragmentos que tentamos colocar em ordem e estes são os restos que chegaram até a praia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_9842.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2711" /></figure>



<p>Nenhuma imagem aqui se sustenta. São fragmentos de uma suposta experiência para a construção de alguma evidência do que pode ter acontecido.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_2010.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2706" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_7609.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2710" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_8417.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2709" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_8419.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2718" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_3934.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2720" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_1780.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2721" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_4984.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2722" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_1223.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2723" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_9999.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2724" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/09/MG_7147.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-2725" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0b5d9-mg_6992.jpg?resize=950%2C633&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2726" width="950" height="633" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p><em>fotografias tiradas entre 2015 e 2016 no Líbano.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Melito</strong> é um caçador de histórias, sejam realidades ou ficções, fotografias ou vídeos. Atualmente trabalhando com os coletivos CWB resiste, Fotolia e a produtora Rachadura Visual. Acompanhe o trabalho de Melito seguindo ele no Instagram:</p>



<figure class="wp-block-embed-instagram wp-block-embed is-type-rich is-provider-incorporar-manipulador"><div class="wp-block-embed__wrapper">
https://www.instagram.com/p/ByI_ClnlTig/
</div></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/ofertas"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p style="background-color:#815e00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bf52e-foto-carol10.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1663" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Esforço Interpretativo e Diálogo Artístico</title>
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		<pubDate>Sun, 22 Sep 2019 19:20:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 015]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Diálogo artístico]]></category>
		<category><![CDATA[esforço interpretativo]]></category>
		<category><![CDATA[Gustavo Lima]]></category>
		<category><![CDATA[leitura de obra de arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gustavo Lima</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/22/esforco-interpretativo-e-dialogo-artistico/">Esforço Interpretativo e Diálogo Artístico</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Vez ou outra ouvimos que a arte  é transcendente, que as notas no piano e a poesia, que a pintura e a dança, conseguem tocar os mais remotos esconderijos do coração humano e isso  é verdade, tanto na perspectiva do artista quanto na perspectiva do que consome a obra. </p>



<p>A realidade, contudo, parece nos impor a pluralidade; essa imposição, por sua vez, retorce o conceito de transcendência artística fazendo-a soar como uma relação profundamente individualizada entre a obra e seu receptor, tornando-a subjetiva a medida em que atribui-se a obra a obrigatoriedade de  um efeito particular na alma de quem a recebe.</p>



<p style="background-color:#966e00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Contudo, a imposição me parece equivocada a medida em que desconsidera a carga do(a) próprio(a) autor(a). Quantas vezes não impusemos à arte nossas próprias convicções, anseios, medos e desejos? Quantas vezes não encurtamos seus limites (pois eles existem) à nossa forma de compreender a vida?</p>



<p>Por um instante, ou vários, me deixo e me obrigo a mergulhar em &#8220;The Light of the World” de William Holman Hunt e compreender sua mensagem por completo; também me obrigo a debruçar sobre &#8220;Samba pro Rafa” de Yamandu Costa e me perguntar, a final de contas, quem  é  &#8216;Rafa’ e porque ganhou uma canção?</p>



<p>Todo(a) artista se esmera na criação da obra; são semanas e meses de um quadro por pintar, de uma canção incompleta ou de um poema sem versos, apenas aguardando as expressões exatas do que se sente e quer transmitir. São sentimentos eternos para o artista, são lembranças leves, ou talvez pesadas, mas que foram lapidadas até que a beleza emergisse em sua forma mais consistente.</p>



<p>Portanto, a arte não é subjetiva, não  é  &#8220;ao gosto do freguês&#8221;, mas sim, ao gosto do artista. A arte  é a contemplação da criação.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gustavo da S. Lima</strong> é estudante de engenharia elétrica pela UFJF, cristão reformado, músico, ama teologia, filosofia, churrasco e ”The Creation”de Joseph Haydn.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="background-color:#986f00;text-align:center" class="has-text-color has-background has-large-font-size has-very-light-gray-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3f40e-foto-carol7.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1599" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/22/esforco-interpretativo-e-dialogo-artistico/">Esforço Interpretativo e Diálogo Artístico</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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