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	<title>Arquivos Ano 001, N 021 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Sangue Mulher</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[Isis Medeiros]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Isis Medeiros </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Nenhuma grande e duradoura transformação nasce da força bruta<br>Mas da ação do sagrado<br>do afeto <br>da verdade <br><br>Nosso território a gente carrega no peito<br>Do útero, nossa primeira casa<br>Seio terra, de mãe<br>Essa mesma que me alimenta, me nutre, me cria, depois ao final me<br>come<br>Para voltarmos juntas para um mesmo lugar<br>Do nosso corpo, nosso espírito<br> &nbsp;<br>Estão aprisionando nossas almas <br>que queimam agora em brasas <br>Nos odeiam cara-a-cara, nos atiram pelas costas,<br>Nos jorram sangue e ódio<br>Negociam, invadem, estupram e matam.<br>Esse ouro e diamante que carregam no pescoço carrega sangue indígena<br>Este asfalto quente e imundo nos ajuda a matar também<br> &nbsp;<br>Saímos de casa para ensinar os brancos para que parem de destruir tudo e que de alguma forma se tornem nossos aliados<br>Não estamos contra o progresso, só não queremos que ataquem nosso povo, nossas águas, nossas matas, nossas almas.<br>Apenas cumpram as leis <br>E lembrem: ninguém é ilegal em uma terra roubada<br> &nbsp;<br>Trazemos em nós: nosso povo, nossos antepassados, nossa ancestralidade, nosso urucum<br>Orgulho de sermos o que somos:<br>muitas<br>diversas<br>guerreiras<br>gigantes pela própria natureza<br> &nbsp;<br>Eles nos perguntam se não temos medo de morrer<br>Nós tenho medo de permanecer vivas sem poder dizer o que somos<br>O nosso peito suporta todo o mundo<br> &nbsp;<br>Não sabemos o que é desistir, somos mulheres!<br></pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/21470-7.marchaindigenas_red-4315.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4259" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33d4b-6.marchaindigenas_red-4602.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4258" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/558fc-5.marchaindigenas_red-4611.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4257" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/77a61-4.marchaindigenas_red-4396.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4256" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/24b54-3.marchaindigenas_red-4228.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4255" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/1.MarchaIndigenas_red-5214.jpg?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-4280" /></figure>



<p class="has-text-align-center"><em>1ª Marcha das Mulheres Indígenas &#8211; Brasília, 2019</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Isis Medeiros</strong> nasceu em 1889 no interior de Minas Gerais. Graduada em Design pela escola de Design de Minas Gerais, UEMG. Trabalha como fotógrafa documentarista e desenvolve projetos autorais voltados a defesa dos direitos humanos. Integra coletivos de fotografia e comunicação e colabora com mídias impressas e eletrônicas no Brasil e no exterior. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/01d96-photo5184098730150832150-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2464" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O Museu e seu Entorno como Território Educador</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[educação em museus]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[museu]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Na etimologia da palavra Museu, do latim MUSEUM, derivado do grego MOUSEION, reportamo-nos ao que é &#8220;próprio das musas”. Da semiologia da expressão, temos por entendimento a referência básica ao Templo, ou seja, onde residem as musas e divindades gregas que inspiravam diversas formas de arte. Outrossim, esta definição, embora seja o alicerce fundamental para o entendimento das atividades de um museu na comunidade em que está inserido, não deve nos impedir de analisar com atenção as transformações no tecido social que trouxerem outras maneiras de compreender a atuação do Museu em nossos dias.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Muito além de salvaguardar seus acervos e comunicá-los, os museus, desempenham um papel importante e estratégico para transformação social. E a educação ocupa lugar de destaque nesse aspecto.</p>



<p>Entendendo os objetos museológicos e as narrativas expográficas como ferramentas de trabalho, a divisão de educação, ou o setor educativo de um museu, tem como principal papel atuar como um agente facilitador nos processos experimentados pelo visitante diante do acervo. Por este motivo, a maior parte do trabalho de um educador em um museu consiste em criar estratégias de mediação que proporcionem ao visitante autonomia sobre o conhecimento que deseja construir. Por isso, se faz necessário constituir e consolidar abordagens que investiguem as instituições com ênfase nos objetos museológicos, no espaço arquitetônico, e área do entorno, buscando proporcionar uma experiência única de vivência e aprendizado para o público.&nbsp;</p>



<p>Com relação a mediação, um método que se apresenta como relevante caminho ao educador de museu é a busca por explorar a potência dos conceitos que os itens do acervo carregam, especialmente a partir de observações feitas pelo próprio visitante. Deste modo, o mediador trabalha com as possibilidades de interpretação, que retiram o visitante de sua posição de mero expectador e o traz para o centro deste processo. Por este motivo, existe uma dedicação especial nas pesquisas realizadas pelo educativo de um museu em desenvolver abordagens que vão além das características elementares da instituição, propiciando aos interlocutores inquietações que permitam a compreensão de contextos políticos, sociais, culturais e até mesmo acerca das predileções estéticas que cada indivíduo carrega consigo.</p>



<p>Portanto, em espaços não formais de educação, os processos tendem a ser mais abertos e as estruturas menos rígidas na dinâmica de ensino e aprendizagem. Isso ocorre porque é fundamental se apropriar da ideia de que a experiência museológica, ou seja, o ato de se adentrar em um museu e estar presente durante este processo, prevalece em relação à mera explanação de informações, privilegiando a experiência do visitante ao espaço como prática libertadora de aprendizagem.&nbsp;</p>



<p style="background-color:#826000" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Sendo assim, é interessante pensar que, muito além de um templo onde repousam as musas adornadas por sacrifícios intelectuais, o museu sinaliza um território educador, como um marco no tecido urbano da cidade, que anuncia a extensão de suas práticas à dimensão humana de cada indivíduo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista, educador e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a0dc8-foto-carol5.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1552" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>E F Ê M E R O</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[Pedro Henrique]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Pedro Henrique </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p> </p>



<p><strong>E F Ê M E R O</strong> é um termo é associado a tudo aquilo que tem caráter passageiro,
transitório, fugaz, de curta duração, que é visto por apenas um momento. Esse
momento pode ser esquecido por ser insignificante ou registrado no interior do
indivíduo por alguma razão específica ou simplesmente por familiaridade do
sujeito com tal encontro.&nbsp;</p>



<p>O <em>lambe lambe</em> é nada mais e nada menos que
uma das vertigens da arte urbana, que consiste na colagem de um cartaz (pode
ser confeccionado à mão ou impresso) no espaço urbano como forma de ocupação e
manifestação. É por meio dessa técnica que o artista Pedro Henrique traz para o
cenário urbano essa questão de instantes e sentimentos do cotidiano comum que
muitas vezes passam despercebido, mas que são importantes para o nosso
crescimento pessoal.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Pedro Henrique</strong> tem 21 anos e, com uma grande paixão pelas artes e pelo ambiente urbano, o artista vem trabalhando e pesquisando para poder unir diferentes técnicas em seu processo de criação, direcionando-o tanto para a arte urbana quanto para os espaços culturais. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a1bc5-photo5184098730150832152.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2490" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>A Tampa do Bueiro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[Lua Xavier]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Lua Xavier</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap"> Uma vez Laura morou em um prédio. Nem sempre isso é característica de uma residência funcional e líquida: o apartamento de Laura tinha uma espécie de quintal, uma parte comum do prédio onde só ela e sua avó tinham como área externa por morarem no térreo. Era&nbsp;um pátio onde ficavam as garagens, separadas e fechadas. Em frente ao portão que levava desse pátio para a rua &#8211; usado pelos carros para terem acesso à mesma &#8211; havia um bueiro tampado. Esse bueiro tinha uma tampa, e como toda tampa de bueiro que se preze, ela&nbsp;fazia barulho quando alguma força lhe era aplicada. Mas o importante dessa história está em como essa tampa e seu barulho tinham influência extrema no humor de Laura. Todos os dias, pela manhã, ao ouvir aquele som singular sobre a tampa do bueiro, Laura se&nbsp;envaidecia, sentia seu pensamento dançar tão levemente com a liberdade que seu corpo podia sentir o êxtase em cada respirar. Um mundo se abria diante dela, onde tudo parecia ser possível e onde todos sentiam sua força e suavidade que, delicadamente, podia moldar&nbsp;qualquer sinal de essência até que a existência lúdica brilhasse mais. Naquele dia ela não estava contando com a existência daquele timbre que fazia seu despertar para si. Estava tensa e, sem conseguir dormir, pensava em como poderia driblar as pessoas que&nbsp;vinham em sua direção como numa escada rolante que se anda ao contrário. Criava teorias e porquês, buscando com eles uma potência mentirosa para não cair, ou pelo menos não sair muito ferida. Escrevia sentimentos antitéticos na esperança de uma talvez-possibilidade&nbsp;de chegar a alguma síntese. Estava presa: não cabia dentro de si a ponto de lhe doerem os ombros. A insônia invadia a manhã cinzenta e fria que insistia em lhe dizer que a luz não chegaria. O tempo se apresentava desleal e quase lhe forçava a tomar atitudes&nbsp;para suprir necessidades fisiológicas que tanto lhe incomodavam por não se sentir a vontade consigo mesma. Era infame. E, talvez por tamanha infâmia, ou pelo brilho mentiroso que as surpresas têm, ela escapou de si mesma. O som que para muitos podia prejudicar&nbsp;o sono, veio aos seus ouvidos como o sangue ao coração batendo; estava viva.<br>Como podia saber diferenciar os barulhos diversos da tampa do bueiro, não se sabe. Só se sabe que assim, no limite da solidão do lar vazio, se fazia ser. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p> <strong>Lua Xavier</strong>: vivo num clipe sem nexo, um Pierrot- retrocesso, meia bossa nova e rock&#8217;n&#8217;roll </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a1bc5-photo5184098730150832152.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2490" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Município Precipitante</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=4244</guid>

					<description><![CDATA[<p>Por: Gabriel Garcia</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/11/03/municipio-precipitante/">Município Precipitante</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Tem um tipo de chuva<br> Que só Juiz de Fora sabe chover<br> É duma persistência espantosa<br> E força sutil demolidora<br> Invejem Londres e Petrópolis<br> As gotas que aí caem<br> Não são como as de cá<br><br> A cortina d´água é louca<br> Ou recobre toda a cidade<br> Num teto ora cinza ora branco não-se-vê-nada<br> Ou varre-nos de norte a sul<br> Ou contorna o relevo acidentado caprichosamente<br> E aqueles dias de chove-sol<br> A (im)previsão do tempo garante<br> Nunca se sabe o clima neste urbe<br> Estações ao longo do ano pra quê<br> Se cabem todas num dia só?<br> Será possível evaporar tanta água<br> Que justifique a chuvarada desvairada?<br><br> Correntezas morro abaixo<br> Balé dos pedestres na busca da trajetória perfeita<br> Na calçada esburaquada<br><br> E as explicações ao universo infantil<br> Deus está lavando o céu! <br> Haja faxina! Deus me livre…<br> E me perdoe o trocadilho<br> Não pude resistir<br><br> O mesmo elemento da vida<br> É também o da morte<br> Pelos alagamentos e deslizamentos<br><br> Já me acostumei a prever a chuva por seu cheiro característico<br> E a rezar, irritado, pelo fim de muitas delas…<br> As plantações agradeceriam a moderação<br> Os preços das verduras idem<br><br> De que vale chorar?<br> Só iria aumentar o dilúvio anual.<br> Louvemos a música popular brasileira<br> Nos rendendo ao óbvio<br> “Chove chuva<br> Chove sem parar”<br> E aprendamos o básico da navegação<br> Qualquer dia desses<br> Pode ser de grande utilidade</pre>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p> <strong>Gabriel Lopes Garcia</strong> é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas. </p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/01d96-photo5184098730150832150-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2464" data-recalc-dims="1"/></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
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		<title>É Tempo de Refletir: um Chamado aos “antigos”</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[clássicos]]></category>
		<category><![CDATA[Hélio Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Tempo de refletir]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Hélio Rocha</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Os dias atuais não nos
permitem refletir, ao mesmo tempo em que nos convidam a opinar. Eis o problema que
germinou todo o caldo de incompreensão e ódio que toma conta das redes sociais
e se dissemina pela sociedade. E qual a estranheza ao se pensar que, veja bem,
o problema já não parte do corpo social para o virtual, como era quando
surgiram as primeiras tecnologias eletrônicas. Nasce da virtualidade vivida para
ganhar materialidade no dia a dia.</p>



<p>Trocando em miúdos, ainda
não sabemos como lidar com tantas mamadeiras eróticas e bandeiras do Brasil,
gente dançando ao som de axé pelo impeachment, de um lado, e de outros
infinitos debates sobre limites e direitos do corpo, transformação da palavra
“hétero” em pejorativo etc. E, ao não sabermos, germinamos, os dois lados desse
binômio antissocial que se formou no Brasil desde junho de 2013, o dado
material dessa tessitura de aversões e conflitos: Jair Bolsonaro.</p>



<p>Para sair dessa
encalacrada, é preciso pensar. É preciso refletir não nos memes do Facebook e
das stories de Instagram, mas entre nós, em espaços reais de pensamento em
diálogo, que possam chegar às pessoas e contribuir para a construção em
conjunto de uma sociedade melhor. Por isso, decidi aderir ao projeto da revista
Trama_, que se propõe a discutir a sociedade a partir da cultura, da arte e da
filosofia, dentre outros, no atual e necessário ambiente digital (onde estão
hoje concentrados os diálogos), mas também no indispensável papel, aquele que
conserva, documenta, onde o conteúdo verdadeiramente não se perde e pode ser
tocado. Que não tem apenas luz e imagem, mas textura, cor, cheiro. Afeto.</p>



<p>E coerente a este
argumento, de ser necessário trazer o novo para coexistir, não destruir, venho
propor a discussão dos saberes clássicos e de como suas propostas podem, ainda,
nos ajudar a compreender e solucionar os problemas de hoje. Sabemos serem
Butler, Foucault, Deleuze, Preciado, Küng, autores contemporâneos que muito têm
a dizer e que refletiram já à luz de Freud, Kant, Descartes, regressando até
Platão e Aristóteles. Entretanto, sem passar pelos primeiros sábios, torna-se
vazia a discussão desses últimos, tornando o aprendiz não um dialogante, mas um
absorvente de seus pensamentos. Para debater, concordar e discordar na
prateleira de cima, é preciso partir da base.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">O problema é que os dias
são corridos, pessoas têm que sair cedo para trabalhar, chamar o Uber (já nem o
ônibus está aguentando a concorrência&#8230;), bater o ponto, outras correr para o
notebook e fazerem-se prisioneiras de um escritório na própria casa, enquanto
deixam criança na creche ou aos cuidados da empregada, e assim vai. Como
discutir filosofia para tentar resolver os problemas da sociedade sendo que,
nesse mundo individualizado, resolver os nossos problemas já requer três
quartos do dia?</p>



<p>Para isso vêm à tona
projetos como Trama_, ainda mais deixando o palheiro do ambiente virtual para
coexistir como blog e revista, assim capilarizando-se materialmente pela
sociedade para tentar espalhar reflexões de diversos autores sobre temas
variados, todos no objetivo de entender quem somos e o que queremos para o
ambiente em que construímos nossas vidas. Concordando e discordando das
opiniões aqui assinadas, nós nos informamos, acima de tudo.</p>



<p>E, neste espaço, desde
agora e a partir das próximas semanas, eu, Hélio Rocha, pretendo contribuir com
o debate sobre os antigos. Aqueles a quem consideramos superados. Os que não
estão mais nas salas de aula das universidades, salvo disciplinas específicas.
Os que não estão nos teatros, nos filmes, nas mostras de arte, mas foram a base
para que se estabilizasse a cultura em que vivemos.</p>



<p>Bem-vindos de volta, de Parmênides a Hobsbawm. Aqui, vocês serão discutidos.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Hélio de Mendonça Rocha</strong> é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a6192-photo5184098730150832153.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2483" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>6. O Sorriso do Padre</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[Em Tempos de Estricnina]]></category>
		<category><![CDATA[Darlan Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[O sorriso do Padre]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Darlan Lula</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Foi em 1993. Já havia um ano que
ele se encontrava internado no Colégio Dom Bosco, nas proximidades do então
distrito de Ouro Preto chamado Cachoeira do Campo. Gostava de andar por entre
as árvores do bosque, percorrer as trilhas de terra do grande pomar que havia
nos fundos do refeitório, nadar nas cachoeiras do Rio Maracujá, traçando
caminhos misteriosos como um túnel repleto de morcegos edificado sob uma
ferrovia. Havia se adaptado, embora a falta da família batesse forte em seu
coração de apenas 12 anos. Sabia que ali estaria sozinho, que teria que se
virar, se desdobrar para aguentar a solidão e a falta do lar por longos meses.
O alento era saber que não estava sozinho, poderia arrumar amigos, pois o
colégio abrigava mais de cem internos; há mais de um ano aquela já era sua
casa, onde poderia sentar na escadaria no alto do morro, em frente ao casarão
histórico do antigo Regimento Regular de Cavalaria de Minas, e observar os
carros passando lá embaixo na rodovia, numa sinfonia natural com o silvar do
vento nas árvores e a estridulação dos insetos. Num final de semana em que
havia poucos internos, pois muitos moravam em cidades circunvizinhas e podiam
viajar, os poucos que restaram observavam ao anoitecer as estrelas surgindo num
céu sem nuvens, próximo ao mausoléu, ao lado do Anfiteatro, erguido com uma
imponente torre, um sino no alto, perdido no tempo, e uma fachada <em>art déco</em> simples, porém elegante. Estavam
com o padre recém-chegado, carinhoso, educado, permissivo, qualidades à época
que o garoto encontrava em sua fisionomia bonachona, cabelos escorridos, ralos
e lambidos, nariz aquilino envolto em uma pele branca sebosa, andar resoluto,
braços proeminentes atirados para o lado e mãos gordas. Sentia que o padre
gostava dele. Inocente que era, descobrindo a vida, aquela casa era o seu único
refúgio. E lá estavam eles olhando para o céu, identificando as estrelas e os
satélites que percorriam caminhos seguros e constantes, dando a volta em um
mundo que ele mal conhecia. O restante dos garotos foi jogar bola na quadra em
frente; e ele e o padre se sentaram num muro baixo, um ao lado do outro,
colados, pois uma das mãos do sacerdote envolvia seu corpo franzino. Ele estava
feliz, mas estranhou quando o padre percorreu a mão pelas suas costas, debaixo
da sua blusa, em contato com sua pele, e desceu com seus dedos salientes sob
sua bermuda. Ficou paralisado. Não tinha noção da vida, não tinha noção de nada
relacionado àquilo. E o padre sorriu.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/Colégio-Dom-Bosco-foto-Darlan-Lula-1.jpg?fit=606%2C455&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-4239" /><figcaption>Colégio Dom Bosco &#8211; foto Darlan Lula</figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Darlan Lula</strong>  é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia.&nbsp;<a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a> </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c5197-photo5184098730150832149.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2476" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/11/03/em-tempos-de-estricnina/">6. O Sorriso do Padre</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>Quando as luzes se apagam</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[Texto literário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>Por: Luisa Biondo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>

Nenhuma luz. Nenhuma estrela. Nenhuma lua. O vento batia, mas de dentro da sala nada se ouvia. Dizem que quando as luzes apagam, as lembranças aparecem. Bom, Perséfone já havia me ensinado na noite anterior que a escuridão, o breu e o submundo têm muito a nos ensinar. É ali que crescemos e amadurecemos. Mas isso não vem ao caso. </p>



<p>[&#8230;]</p>



<p>No meio da escuridão, contra as velas espalhadas pela sala, sombras de mosquitos e mariposas dançavam pela parede e prendiam a atenção do meu cachorro. Sem perceber o que acontecia ao meu redor, eu distribuía a minha atenção entre a telinha do meu celular e a ansiedade de não usar toda a bateria do pequeno aparelho. Sem perceber, aquela dança na parede conduziu-me até um passado distante, de quando eu era criança, e a falta de luz dava espaço para um espetacular teatro feito com as mãos. </p>



<p>Não importava a história, mas os desenhos que podiam ser projetados na parede. Não importava se era noite ou se tudo estava escuro, aquele era o clima ideal para a mágica acontecer. Lembro das sombras, das lanternas, das velas, da imaginação e das risadas. Lembro do meu pai, que há mais de um ano seguiu o caminho da luz, visitou o reino de Perséfone &#8211; destino de todas as almas &#8211; e, hoje, virou energia. Naquela época tudo estava bem, apesar da queda de luz.</p>



<p>[&#8230;]

</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b7587-58b1f405-b8da-43ea-ab38-dc0c66a1d713.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4276" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a1bc5-photo5184098730150832152.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2490" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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]]></content:encoded>
					
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		<item>
		<title>Belo Horizonte e Fortaleza entram na lista da Rede de Cidades Criativas da UNESCO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/11/03/belo-horizonte-e-fortaleza-entram-na-lista-da-rede-de-cidades-criativas-da-unesco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[belo horizonte]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[fortaleza]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=4218</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/11/03/belo-horizonte-e-fortaleza-entram-na-lista-da-rede-de-cidades-criativas-da-unesco/">Belo Horizonte e Fortaleza entram na lista da Rede de Cidades Criativas da UNESCO</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Belo Horizonte, pela Gastronomia, e Fortaleza, pelo Design, foram as duas cidades brasileiras escolhidas neste ano para integrar a Rede de Cidades Criativas da Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO). Elas se juntam à Paraty (RJ), Salvador (BA), Brasília (DF), Belém (PA), Curitiba (PR), Santos (SP), João Pessoa (PB) e Florianópolis (SC), que já fazem parte da Rede.&nbsp;</p>



<p>As 246 cidades que integram o projeto funcionam como um laboratório de ideias e de práticas inovadoras, trazendo contribuições concretas para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas.&nbsp;</p>



<p>A divulgação da lista com os 66 municípios escolhidos pela UNESCO aconteceu no Dia Mundial das Cidades, lembrado anualmente em 31 de outubro.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/image.png?fit=606%2C275&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-4219" width="606" height="275" /><figcaption>Cidade de Belo Horizonte, em Minas Gerais, foi escolhida pela categoria Gastronomia. Foto: Mtur | Pedro Vilela.</figcaption></figure>



<p><a href="http://www.unesco.org/new/pt/brasilia/about-this-office/single-view/news/belo_horizonte_mg_and_fortaleza_ce_have_been_designated/">A Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO) designou ontem</a>&nbsp;(30) 66 municípios em diferentes continentes para integrar a Rede Global de Cidades Criativas.</p>



<p>Belo Horizonte (MG), na categoria gastronomia, e Fortaleza (CE), na categoria design, estão entre as cidades brasileiras escolhidas deste ano. Outras cidades brasileiras que já faziam parte da Rede são Paraty (RJ), Salvador (BA), Brasília (DF), Belém (PA), Curitiba (PR), Santos (SP), João Pessoa (PB) e Florianópolis (SC).</p>



<p>Criada em 2004, a Rede de Cidades Criativas promove a cooperação internacional dentro e entre municípios de zonas urbanas que investem na cultura e na criatividade como aceleradoras do desenvolvimento sustentável, a fim de transformar as cidades em locais mais inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis.</p>



<p>“Em todo o mundo, essas cidades, cada uma a seu modo, fazem da cultura o seu pilar, e não um acessório de sua estratégia”, afirmou a diretora-geral da UNESCO, Audrey Azoulay. “Isso favorece a inovação política e social e é particularmente importante para as gerações jovens”.</p>



<h3 class="has-very-dark-gray-color has-text-color wp-block-heading">Cidades cooperam para o desenvolvimento sustentável</h3>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a8e2f-image-1.png?resize=760%2C507&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4220" width="760" height="507" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Cidade de Fortaleza, no Ceará, foi escolhida pela categoria Design. Foto: Mtur | Jade Queiroz.</figcaption></figure>



<p>As cidades que integram o projeto da UNESCO funcionam como um laboratório de ideias e de práticas inovadoras, trazendo contribuições concretas para o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030 das Nações Unidas.</p>



<p>Com o anúncio, sobe para 246 o total&nbsp; de centros urbanos que pertencem à Rede da Unesco que pretende “colocar a criatividade e as indústrias culturais no centro de seus planos de desenvolvimento no nível local e cooperar ativamente no nível internacional”.</p>



<p>A agência da ONU destaca que a meta da iniciativa é fortalecer a criação de bens culturais; desenvolver polos de criatividade; melhorar o acesso, em particular para grupos marginalizados; e integrar a cultura nos planos de desenvolvimento sustentável.</p>



<p>A Rede de Cidades Criativas também pretende ajudar a implementar a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Dia Mundial das Cidades 2019</h3>



<p>A divulgação faz parte da comemoração do&nbsp;<a href="https://nacoesunidas.org/no-dia-mundial-das-cidades-onu-propoe-debate-acerca-dos-desafios-da-urbanizacao-global/">Dia Mundial das Cidades, celebrado anualmente em 31 de outubro</a>. O tema deste ano, “Mudando o mundo: inovações e uma vida melhor para as gerações futuras”, será o assunto da conferência promovida pela UNESCO em Paris para marcar o dia mundial.</p>



<p>O evento reunirá representantes de cerca de 24 municípios de todas as partes do mundo para quatro painéis de discussão que cobrirão questões como sustentabilidade e ação climática; regeneração urbana e inclusão social; e inovação tecnológica.</p>



<p>Os principais objetivos do Dia Mundial das Cidades 2019 são: aumentar a conscientização sobre como as inovações digitais podem ser usadas para a prestação de serviços urbanos, a fim de melhorar a qualidade de vida e melhorar o ambiente urbano; mostrar novas tecnologias inovadoras que podem criar cidades mais inclusivas; apresentar oportunidades para geração de energia renovável nas cidades; e explorar como as tecnologias inovadoras podem promover a inclusão social nas cidades.</p>



<p><a href="https://en.unesco.org/creative-cities/events/unesco-designates-66-new-creative-cities">Confira aqui a lista completa divulgada hoje (31) pela UNESCO com as cidades escolhidas para integrar a Rede de Cidades Criativas (em inglês).</a></p>



<p><em><strong>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/belo-horizonte-e-fortaleza-entram-na-lista-da-rede-de-cidades-criativas-da-unesco/">Nações Unidas Brasil</a></strong></em> <strong><em>em 31/10/2019 &#8211; Atualizado em 31/10/2019</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/48a44-julia-sa-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-3414" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Cidade de papel</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 03 Nov 2019 20:05:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 021]]></category>
		<category><![CDATA[entre nossas linhas]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Entre Nossas Linhas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Tudo começou com um sussurro <br>
Um leve sussurro<br>
Gradualmente transformando-se numa cantoria ecoante da minha voz fraca e rouca <br>
São nesses poucos momentos que me encontro <br>
São nesses poucos momentos que observo minha complexidade, que procuro incessantemente<br>
Quando vejo por mim, o medo me ataca e sinto um nó em minha garganta <br>
A cantoria traz por si um pequeno choro preso <br>
Talvez eu não seja tão forte como pareço ser <br>
Talvez eu não seja tão corajosa como os outros pensam que sou<br>
Talvez eu não seja tão confiante de mim e dessa casa que habito há tantos anos <br>
Talvez<br>
Talvez <br>
Talvez <br>
São poucas coisas que fazem sentido em minha história, coisas essas que sinceramente não quis que existissem <br>
Como cheguei até aqui se nem sabia que queria? <br>
Quando o mundo inteiro te diz ser fraca você apenas aceita ser <br>
Poderia eu dizer o contrário? <br>
Bom, eu procuro dizer que sim em minhas tantas personalidades, mas não significa ser uma verdade absoluta <br>
Já é tarde para tantos e cedo para alguns <br>
Para mim é mais uma noite mal dormida em pensamentos atordoados <br>
Devia fazer um chá. Ou tomar os remédios.<br>
Ou ficar aqui. Parada.<br>
Lá estão meus dedos procurando por mim outra vez<br>
Dessa vez eu canto melhor. Talvez.<br>
Talvez<br>
Talvez <br>
Talvez<br>
-M.E.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p> <strong>Entre Nossas Linhas</strong>  é uma página de Instagram criada por duas amigas que encontraram na arte de escrever um refúgio. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/5b980-5-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2452" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na Imagem acima e acesse a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a1bc5-photo5184098730150832152.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2490" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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