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	<title>Arquivos Ano 002, N 032 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Territorialidade no contexto dos Guaranis, Kaiowã e Yanomamis no estado do Mato Grosoo e região amazônica</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:32:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
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		<category><![CDATA[Religião]]></category>
		<category><![CDATA[Territótio indigena]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Fávia Rabelo Beguini</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/a-logica-cultural-da-fome-no-brasil/">Territorialidade no contexto dos Guaranis, Kaiowã e Yanomamis no estado do Mato Grosoo e região amazônica</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Esse ensaio é um esforço para desenvolver uma breve reflexão sobre a problemática que é a questão do território para os indigenas Guaranis e Kaiowãs no estado do Mato Grosso do Sul, fazendo um conraponto, com os Yanomanis na Amazônia, dentro do entendimento da disciplina de religiões ameridinas, ministrada pelo professor Dr. Maria Cecília Simões no Curso de Ciência da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora.&nbsp;</p>



<p>O caminho trilhado através de uma leitura interessada e a apreciação do filme Martirio, buscou conhecimentos preliminares, mas que, devido à amplitude de informações decorrentes da complexa cosmologia e problemática envolvendo os territórios ameridinas estado do Mato Grosso do Sul e na região Amazonica, acabou se limitando em ser uma sutil reflexão baseada no artigo de VIETTA (2003) intitulado “<em>Pastor dá conselho bom”: missões evangélicas e igrejas neopentecostais entre os Kaiowá e os Guarani em Mato Grosso do Sul; </em>KOPENAWA (2015) com o livro <em>A queda do Céu</em> e no documentário, <em>Martilio</em> (2016)<em>.</em> Não é intenção entrar na questão das Missões, e sim, me atear à problemática da territorriedade destes três grupos indigenas.&nbsp;</p>



<p><strong>2- DESENVOLVIMENTO</strong></p>



<p>Os indiginas das tribos Guarani e Kaiowã ocupavam, antes, um território amplo, hoje, onde é o estado do Mato Grosso do Sul. A região estava situada entre o rio Apa, serra de Maracaju, rio Brilhante, rio Avinhema, rio Paraná, rio Iguatemi, e fronteira com o Paraguai. Essas tribos estavam em locais de mata fechada e perto de rios e corregos. Integravam essas tribos, grupos de uma, duas ou mais famílias extensas (parentela). Nessa configuração havia, inclusive, casamentos entre as parentelas. Há frente (no comando) das famílias estavam os mais velhos, chamados de <em>tekoharuvicha </em>(chefe da aldeia) ou <em>ñanderu</em> (nosso pai) que representava a figura de experiência e de capacidade de entender as demandas do seu grupo, com poderes políticos.</p>



<p>Em 1880, a Compahia Maté-Laranjeira adentrou no território. Apesar de não ter desalojado as comunidades, definitivamente, ela foi responsável pelo deslocamento de inúmeras famílias e, em alguns casos, de núcleos inteiros para a colheita da erva-mate. A compahia atraia os indigenas, pois podia pagar por este serviço a eles. Mais tarde, no final do século XIX, e início do século XX, chegaram às fazendas de gado, que também, tiveram pouco impacto na problemática da territoriedade, todavia, que se instalaram nos campos. As tribos, por sua vez, se concentravam nas matas. Porém, a mão-de-obra utilizada, foi novamente, dos indigenas.</p>



<p>Em 1910 e 1920 foi reconhecido para os Guaranis e Kaiowã, oito reservas de 18.124 hectares, dando incio ao confinamento dos diversos núcleos populacionais, que neste ponto, estavam dispersos por todo o território. Essas reservas tinham por função reunir todos os indigenas nestes epaços para começar a ocupação do território pelos não-indigenas. Em 1943, o presidente Getúlio Vargas, criou a Colônia Agricola Nacional de Dourados (Cand), com esse projeto milhares de colonos de várias regiões do Brasil partiram em busca de lotes de 30 hectares, num total de 300 hectares que seriam doados pelo governo dos territorios indigenas no estado do Mato Grosso do Sul. Após muita resistência, algumas parentelas conseguiram manter-se ali, depois de “ganharem” 60 hectares em Dourados.</p>



<p>Com a perda do território, muitos indigenas que não conseguiram terras morreram de tristeza e passaram a executar danças religiosas, a fim, de apressarem a destruição (fim) do mundo, fato que faz alusão aos escritos de Kopenawa (2014), no sentido que o Yanomani, profetiza uma queda do céu e o fim do mundo, a partir, do momento que os “brancos” acabarem com a natureza.&nbsp;</p>



<p>No momento, em que os indigenas Guaranis e Kaiowãs se percebem desterritorializados, crescem as incidências de doenças, por causa, dos deslocamentos. O estado de desepero em que os indigenas abandonam suas tribos chama a atenção, e é descrito com casos reais no documentário <em>Martirio</em>, onde, é visto famílias inteiras acampadas nas rodovias, ou em qualquer local, em que estejam próximas de suas antigas tribos e perto de antigos cemitérios indigenas. Nesse sentido, esses grupos se tornam alvo de seguranças dos fazendeiros, que se organizam, a fim, de calar qualquer movimento de resistência indígena.</p>



<p>O referido documentário retrata a trajetória dos indígenas Guaranis e Kaiawãs na busca de seus territórios originais “Sagrados” e perdidos. Vicent Carreli, no documentário, registrou as várias fases dessa luta, que começou efetivamente organizada, a partir, dos anos 1980. O documentário mostra o desenrolar desta história, até os dias de hoje, trazendo casos reais de massacres físicos e cosmológicos dos povos destas tribos. O audiovisual, trás com ênfase, a história desses conflitos, desde a entrada dos produtores de erva-mate, até o evento que levou os indígenas para os confinamentos ou exílios (Cand).Também é retratada a questão da população inchada nos confinamentos, bem como os conflitos, entre os próprios indígenas, nesses locais. Esses indígenas confinados se viram sem liderança e sem um direcionamento para conduzirem seus rituais, da mesma forma, em que cada grupo os realizava em suas tribos.&nbsp; A questão da religião é colocada em cheque nesses confinamentos.&nbsp;</p>



<p>“A princípio, o <em>ñanderu </em>passou a ocupar uma posição secundária frente às questões de caráter político, mas também, vem se mostrando uma figura frágil na condução da esfera religiosa, na maioria das áreas ocupadas. Hoje, as rezas (ou rituais), que a princípio deveriam ser cotidianas, ocorrem com pouca freqüência, atraindo um pequeno número de pessoas, geralmente ligadas ao seu núcleo familiar”. (VIETTA, 2003, p, 112)</p>



<p>&nbsp;Contudo, o tempo foi capaz de organizar os dois grupos a conduzirem de forma coletiva, ao mesmo tempo, que mantiveram características peculiares a cada grupo no que se refere aos rituais religiosos, conforme narrado e mostrado no documentário <em>Martirio.</em>&nbsp;</p>



<p>Ele também retrata a pressão da bancada ruralista, no Congresso Nacional do Brasil, muito enfática, na luta para manutenção de suas fazendas (latifúndios), que estão localizadas, em antigos territórios, de grupos indígenas Guaranis e Kaiawã. Uma questão que se tornou política, fazendo surgir lideranças indígenas que, hoje, são ameaçadas, ou até mesmo, já assassinadas. Para inflar o discurso antidemarcação das terras, uma possível política de demarcação, que conferiria a povos, até então, considerados extintos, a possibilidade de reintegração de seus territórios, foi à causa, de uma considerável reação negativa da bancada ruralista e de grandes latifundiários. Neste contexto, os enfrentamentos se tornam cada dia, mais acirrados, trazendo morte e sofrimento aos indígenas.&nbsp;</p>



<p>Já o livro <em>A queda do Céu </em>trouxe elementos do campo político e ideológico em seu entrelaço com a problemática indígena. <em>A queda do Céu</em> é um livro com tom de depoimento-profecia de Kopenawa. Ele que faz uma análise sobre as políticas públicas com relação à demarcação das terras indígenas, criticando, duramente à construção de uma hidrelétrica na bacia Amazônica, chamada de Belo Monte, por exemplo. Também, chama a atenção para a invasão dos garimpeiros e grileiros em terras Yanomamis.&nbsp; Em 2014, Kopewava foi ameaçado de morte, por estar atuando como um dos denunciantes dos crimes na floresta Amazônica. Segundo ele, a luta contra a “grande corrida pelo ouro” entre 1975 até 1990, levou-o a uma dupla posição de xamã e diplomata, que assim, como as lideranças Guaranis e Kaiowã lutam para manterem e/ou retornarem a seus territórios de origem.&nbsp; &nbsp;</p>



<p><strong>3- CONCLUSÃO</strong></p>



<p>O documentário retrata como a perda de território pode impactar na cosmologia indígena, tornando a existência algo insuportável, levando alguns, ao suicídio. Também destaco a resistência pela manutenção de sua cosmologia e a luta pela retomada dos seus territórios. A disciplina que se propõe, além, de outras coisas, tratar da relação dos indígenas com suas matas ou territórios. A questão dos espíritos, que guiam os xamãs, conforme temos visto no livro de Kopenawa<em>, A queda do Céu</em>, encontra similaridade com a luta dos Guaranis Kaiawã para manterem suas tradições vivas.&nbsp; Tais leituras contribuíram com minha formação, no sentido, que trouxe para o debate, a questão do território como algo “Sagrado” para os indígenas. Outra reflexão é sobre os governos que se passaram, sem, em nada avançar na questão da demarcação das terras indígenas no Mato Grosso do Sul, bem como na região Amazônica. Os últimos governos, ainda, que tivessem como ideologia a igualdade e preservação dos direitos dos povos originais do país, tímidas agendas foram levadas adiante.</p>



<p>Os índios, ao terem seus territórios descaracterizados e seus e rituais esvaziados, se tornam tristes e vazios. Percebemos que a tentativa de tornar esses indivíduos “brancos” tem sido desastrosa e tem causado tensões em várias partes do país. É preciso urgentemente construir políticas públicas que estejam em consonância desta realidade, em contraponto, ao poder dos grandes proprietários de terras.&nbsp;</p>



<p>Sabemos, no entanto, que o atual governo não demostra nenhum interesse em tal esforço. Aliás, num sentido contrário, tem incentivado grupo de garimpeiros e pecuaristas a adentrarem, nas áreas já demarcadas, ampliando as plantações e os pastos para o gado. Tal problemática tem sido vista com muita indignação e preocupação por grande parte da população brasileira e ganha respaldo de organismos e organizações internacionais, além, de críticas por parte de governantes de outros países.&nbsp;</p>



<p><strong>4- REFERÊNCIAS</strong></p>



<p>MARTIRIO, Direção de Luiz Bolognesi. 2016. (2h e 40 min)</p>



<p>KOPENAWA, Davi; ALBERT, Bruce. <em>A queda do céu: palavras de um xamã Yanomani</em>. São Paulo. Companhia das Letras, 2015</p>



<p>VIETTA, Katya<em>. Pastor dá conselho bom”: missões evangélicas e igrejas neopentecostais entre os Kaiowá e os Guarani em Mato Grosso do Sul</em>,&nbsp; ano 3, n. 4, 109-135, abr. de 2003, Campo Grande. Tellu. Disponível em: &lt;<a href="http://www.tellus.ucdb.br/index.php/tellus/article/view/57/67">http://www.tellus.ucdb.br/index.php/tellus/article/view/57/67</a>&gt;. Acesso em: dez de 2019.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p>Texto escrito por: <strong><strong><strong><strong>Fávia Rabelo Beguini</strong></strong></strong></strong></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1addf-fotos-carol.jpg26.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6963" data-recalc-dims="1" /></figure>



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		<title>A Lógica Cultural da Fome no Brasil</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/uma-breve-historia-da-fome-no-brasil/</link>
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		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[fome]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
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<p class="has-drop-cap">No Brasil, com a abolição da escravatura, o problema da fome começa a ser desenhado pelo Estado a partir da primeira lei relacionada à propriedade de terra, que contribuiu diretamente para que os negros recém libertos não pudessem ter acesso à terra, pois as pessoas só poderiam adquiri-lá por meio de compra. Assim, desde o período colonial, a fome se configura como uma condição social preocupante. De 1877 a 1879 estima-se que mais de 500 mil pessoas morreram de fome no Semiárido brasileiro.&nbsp;</p>



<p><strong>As primeiras décadas do século XX</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/09eaa-image-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7562" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Entre 1915 e 1917 mais de 100.000 nordestinos morreram em um evento climático de grandes proporções que ficou conhecido como a grande seca. Em 1932, mais de 16.000 flagelados foram confinados em campos de concentração no Ceará. Em meados da década de 1960, diante de um Brasil agrário, pouco industrializado, a principal reivindicação era o acesso à Terra. Entretanto, o Estado brasileiro continuava tratando o problema da fome como uma situação natural presente na sociedade. Sobretudo em períodos eleitorais, onde as campanhas aconteciam na época da seca, o que aumentava a dependência do sertanejo com o estado e políticos.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7bcbc-image-5.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7564" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p><strong>Jango</strong></p>



<p>Somente no governo de João Goulart a narrativa da luta pela reforma agrária foi incorporada como agenda política de campanha e de governo. Este é o primeiro momento em que ocorrem mudanças estruturais na distribuição de terras a partir de diálogos com as ligas camponesas, estruturando, ainda, uma política de abastecimento.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f98be-image-6.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7565" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p><strong>Ditadura</strong></p>



<p>Com o golpe militar em 1964, a ditadura militar instituída, efetuou grandes investimentos na modernização dos meios de produção de grandes produtores rurais, o que o próprio regime denominou: como Modernização conservadora da agricultura, buscando acompanhar a revolução verde que ocorria ao redor do mundo. Por outro lado, as medidas adotadas foram alvo de crítica por diversos setores da sociedade, sobretudo por especialistas, pois os investimentos geravam recursos pra fora, ou seja, visavam a exportação, o que foi considerado, à época, uma espécie de agricultura de mercado. Além disso, lideres de movimentos sociais e camponeses que reivindicavam a redistribuição de terras alegando que produziam os alimentos e não tinham condições financeiras comprá-los, foram perseguidos, o que retardou as negociações sobre a reforma agrário no país.</p>



<p><strong>Redemocratização e anos 90</strong></p>



<p>Até a década de 90, a desnutrição infantil estava presente em grande parte dos grupos populacionais mais pobres, a fome era responsável pelo aumento da incidência de doenças infecciosas, contribuindo diretamente para desencadear uma sequência de eventos que levavam ao óbito. Em 1993, a taxa de mortalidade infantil chegou a 31,5 mortes a cada 1000 nascidos vivos menores de 01 ano. Esses problemas exigiram do Estado a adoção de medidas e investimento para mitigar suas causas. Além disso, um grande movimento de combate à fome eclodiu no país à época, liderado pelo sociólogo Herbert de Souza, o Betinho. Assim, a partir da Ação da cidadania contra a fome a miséria e pela vida, Betinho coloca a questão da fome como algo que não se pode transigir. Através de sua atuação ele introjetou a ideia do direito à alimentação no âmbito das atividades fim do Estado.</p>



<p>Por esse motivo, o Governo Itamar Franco, em 1993, colocou como uma de suas prioridades o combate à fome. Partindo de Betinho, o governo pauta a fome como um problema nacional, incorporando a Campanha Nacional da Ação e Cidadania Contra a Fome, a Miséria, e pela Vida liderada por Betinho a partir da criação do Plano de Combate à Fome.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/efa64-image-7.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7567" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Destaca-se nesse cenário, a Campanha Nacional da Ação e Cidadania Contra a Fome, a Miséria, e pela Vida, conhecida como a Campanha da Fome, sob a liderança do sociólogo Herbert de Souza , o Betinho, sendo incorporada pelo governo de Itamar Franco, em 1993, com o nome de Plano de Combate à Fome e à Miséria. (SILVA, 2007, pag 89).</p>



<p>Por outro lado, ainda nos anos 1990, no Governo de Fernando Henrique Cardoso substitui o Plano de Combate a Fome e a Miséria pelo Programa Comunidade Solidária, que segundo Silva, Yasbek e Giovanni (2007) possuía a característica central de se firmar na focalização conservadora, orientando-se pelo combate à fome somente em alguns municípios brasileiros considerados mais miseráveis. Destaca-se também a extinção do Conselho de Segurança Alimentar e Nutricional (CONSEA). Entretanto, ainda no Governo FHC, em 2001, foi criado o programa bolsa alimentação (decreto no 3934/2001)&nbsp;</p>



<p><strong>Primeira década dos anos 2000</strong></p>



<p>Em 2003, no início do governo Lula, o programa FOME ZERO, foi implementado e o CONSEA foi reativado.&nbsp;</p>



<p>O documento parte da premissa que todas as pessoas devem ter acesso, de forma digna, a alimentos saudáveis em quantidades suficientes que atenda às suas necessidades nutricionais. Assim, o texto do programa traz conceitos referentes à Segurança Alimentar e Nutricional; considera a alimentação como um direito humano, sendo dever do Estado promover a garantia do seu acesso adequado; apresenta dados estatísticos sobre a fome no Brasil e no mundo com pesquisas da FAO – Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (2000); Programa das Nações Unidas para Desenvolvimento no Brasil – PNUD (2000); Banco Mundial (2000) e Cúpula Mundial da Alimentação (1996/Roma); e faz uma síntese dos programas nacionais.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/02/af7e4-image-8.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7568" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Ainda em 2003 o programa Bolsa família foi criado pela Medida Provisória 132, de 20 de outubro de 2003,<sup>[1]</sup> convertida em lei em 9 de janeiro de 2004, pela Lei Federal n. 10.836. que unificou os seguintes programas:</p>



<ul><li>Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Educação &#8211; <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Bolsa_Escola">Bolsa Escola</a> (Lei nº 10.219, de 11 de abril de 2001</li><li>Cadastramento Único do Governo Federal (Decreto nº 3.877, de 24 de julho de 2001</li><li>Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à Saúde &#8211; Bolsa Alimentação (Medida Provisória nº 2.206-1, de 6 de setembro de 2001</li><li>Programa Auxílio-Gás (Decreto nº 4.102, de 24 de janeiro de 2002</li><li>Programa Nacional de Acesso à Alimentação &#8211; <a href="https://pt.wikipedia.org/wiki/Fome_Zero">Fome Zero</a> (Lei nº 10.689, de 13 de junho de 2003</li><li></li></ul>



<p><strong>A partir de 2010</strong></p>



<p>O CONSEA foi indutor de dois marcos legais importantes no ano 2010, como a Emenda Constitucional (EC) numero 64, de fevereiro de 2010, que alterou o Artigo sexto da CF/1988 que tornou a alimentação um direito social. Com esse novo instrumento normativo, introduziu-se a alimentação no rol dos direitos fundamentais da população brasileira, com vistas a assegurar o DHAA; e o Decreto 7.272 em 25 de agosto de 2010, que instituiu a Política Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (PNSAN), consolidando-a de vez como uma política de Estado no Brasil. A PNSAN foi elaborada como estratégia de articulação das ações de SAN, envolvendo as políticas públicas de vários setores de governo e as instâncias de participação, acompanhamento e controle, com participação da sociedade.&nbsp;</p>



<p>O Plano Brasil Sem Miséria (BSM) introduziu políticas complementares em 2011 com o objetivo ambicioso de erradicar a extrema pobreza no país. O Plano atua em três eixos: acesso a serviços (Educação, Saúde, Assistência Social e Segurança Alimentar); Garantia de Renda; e Inclusão Produtiva. Iniciou-se uma “busca ativa” para inserir famílias no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal, com esforço redobrado para populações específicas: indígenas, quilombolas, extrativistas, pescadores artesanais, ribeirinhas, agricultores familiares, acampadas, assentadas da reforma agrária, entre outras. As famílias em situação de extrema pobreza passaram a receber um benefício variável para garantir uma renda mínima de R$ 70,00 por pessoa (valor que foi ajustado em 2014 para R$77,00).</p>



<p>Em 2013, o Brasil foi reconhecido pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) como referência internacional no combate à pobreza e à desigualdade, em virtude da evolução desses indicadores entre 2001 e 2011.</p>



<p>Em 2014, o Brasil sai do mapa da Fome.</p>



<p>Infelizmente, a partir de 2018, políticas públicas importantes para o combate à fome no país começaram a ser neglicenciadas, com corte de verbas e, até mesmo, extinção de projetos e aparelhos estatais importantes, como o CONSEA. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/02/64e0e-image-9.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7569" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Graças a pressão popular e de setores da sociedade atuantes em prol da causa do combate a fome, seis meses após seu fechamento o CONSEA foi reativado. Mas isso não nos serve de consolo. Estamos sob ataque.</p>



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<p><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes</strong> </strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1addf-fotos-carol.jpg26.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6963" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie manifestações artísticas de rua. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>“O céu está mais colorido por causa do mano Scank ; e a favela agora chora: sangue”</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/o-ceu-esta-mais-colorido-por-causa-do-mano-scank-e-a-favela-agora-chora-sangue/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[Arte de rua]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Iury Borel]]></category>
		<category><![CDATA[street art]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Iury do Vale Borel</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/02/885da-image1-1024x451-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7524" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_i0J6oMaf6g"></a></p>



<p>para alguns a definição de resistência se enquadra na relação de conceitos abaixo:</p>



<p>resistência<a href="https://www.google.com/search?client=firefox-b-d&amp;sxsrf=ACYBGNSGnkWb8Ay7TPIWaWxbUJyv8-m7tQ:1581788797238&amp;q=como+se+pronuncia+resist%C3%AAncia&amp;stick=H4sIAAAAAAAAAOMIfcToyC3w8sc9YSmLSWtOXmM04uINKMrPK81LzkwsyczPE5LgYglJLcoVEpDi4-IpSi3OLC45vAoka8WuxFpQousUxLOIVS45PzdfoThVoQCmVwFZKQCzbtjhZwAAAA&amp;sa=X&amp;ved=2ahUKEwiS0_m6jtTnAhWBA9QKHdU8Az0Q3eEDMAB6BAgHEAg"></a></p>



<p><em>substantivo feminino</em></p>



<ol type="1"><li>1.<br>&nbsp;ato ou efeito de resistir.</li><li>2.<br>&nbsp;propriedade de um corpo que reage contra a ação de outro corpo.</li></ol>



<p>Corpo esse que pode não ser capaz de resistir à tudo, como aconteceu na madrugada de quinta feira (13 de janeiro) em que o artista urbano Scank e seu amigo Jerry foram surpreendidos por 5 homens armados que os espancaram e findaram a vida de Scank.</p>



<p>“foi morto a tiros enquanto trabalhava com um amigo, na madrugada desta quinta-feira (13)”</p>



<p>(http://www.nordesteusou.com.br)</p>



<h3 class="wp-block-heading">“Meu filho não andava naquela região, ele foi ali somente para fazer o trabalho dele”, afirmou a mãe de Jailson Leonice Gaudino. “Não sei como aconteceu. Só me falaram que mataram ele pelas costas, com um único tiro. Ele fazia as pinturas dele e, nas horas vagas, me ajudava com as vendas e entregas das minhas quentinhas. Eu tinha três filhos, agora tenho só dois. Muito triste essa situação”, <a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/grafiteiro-e-espancado-e-morto-a-tiro-enquanto-trabalhava-no-imbui/">afirmou.</a></h3>



<p>E assim resiste a arte de rua, tendo a vida de protagonistas ceifadas pela ignorância e ódio. Jailson ou Scank, como era chamado, levava consigo uma escola de caligrafia urbana que enchia os olhos de qualquer um que reparasse, assim como fez o Bahia Esporte Clube que se solidarizou com a fatalidade emitindo uma nota. O clube demonstrou&nbsp; admiração pelo artista quando comprou uma das vacas da <a href="https://www.cowparade.com.br/cowparade-salvador-2019">CowParade</a>, a “Bahianinha”,&nbsp; comprada e exposta atualmente no Centro de Treinamento do Bahia, em Dias D’ávila.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2cfec-image2-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7525" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Como a caminhada do Scank, outras tantas foram interrompidas pela brutalidade alheia: Pixadores como Caixa do Rio, Jets e Anormal mortos pela polícia de São Paulo e Perigo. Entre outros que também tiveram a vida ceifada e ainda não se sabe os autores. Artistas de elite que mantiveram no movimento de pixação até o final da vida, que na maioria das vezes não conseguiram celebrar a oportunidade de viver de sua arte.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0d2f8-image3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7526" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Alguns que “escaparam por pouco” como Nuno do Rio, inclinaram-se a produzir em prol do movimento, ainda que sem expor a integridade física. Para alguns que vi se afastarem da cena da pixação, a maturidade foi o que trouxe outros tipos de reflexão, que lançam em jogo os valores da vida de cada um, família, emprego, integridade física.</p>



<p>Para cada história de um ou uma escritora de rua, o conjunto de escolhas transforma a realidade da cena e arte de rua, a resistência tem sido um gesto que define essas histórias, consequentemente a resistência tem sido o maior ícone dessa modalidade de arte.</p>



<p>Acredito na resistência e na arte de cada um, penso nela como os pequenos ou grandes momento de contraposição à humanidade e seu fluxo existencial. Entretanto reconheço que as artes marginais oriundas das favelas, guetos, barracões, sofrem uma pressão desproporcional. Sendo essa pressão mais aguda para mulheres que compõem a arte de rua (ou seja em qualquer situação).</p>



<p>A arte sempre servirá como uma importante ferramenta para o nosso melhor entendimento sobre os aspectos sociais, temos muito a aprender quando não apenas vemos as obras, mas quando estamos desejosos e dispostos a enxergar a carga de conhecimentos que as suas linguagens desejam nos oferecer. Letras expostas na cidade despertam em pessoas, em sua maioria, os autodenominados “cidadãos de bem”, algum tipo de sentimento que abrem as portas para crimes como os que vem tirando a vida de jovens artistas.</p>



<p>Finalizo trazendo uma reflexão sobre nosso atual estado da arte e a ausência de empatia da classe artística para com os artistas de rua: Assim como a pixação, as expressões artísticas trazem novas perspectivas e consigo muitas reações, infelizmente parte das reações se dão pela ignorância de negar o potencial daquela arte para sociedade.</p>



<p>A arte contracultural serve para muitos como espaço produtivo, oportuno para questionar as certezas da humanidade, são inúmeras as transformações que o movimento da pixação proporcionou às vidas acolhidas, exemplos como do mano Scank que demonstrou progredir e ascender níveis na arte, ainda pouco atingidos até o momento final de sua vida. Até quando essas vidas sofrerão pela ignorância e o racismo cultural?</p>



<p>Esse texto foi construído por um esforço coletivo para reunir um pouco da memória de Jailson Galdino Souza dos Santos, 27 anos, conhecido popularmente como Scank. Mais uma vítima da arrogância dos homens que deixa um legado de resistência e amor a arte.<br><br>Salve para a enciclopédia humana da pixação, Ronaldo Gentil.</p>



<p><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/era-o-melhor-caligrafo-de-salvador-diz-professora-sobre-artista-morto-a-tiro/">Manifestações</a> pela Morte do artista:</p>



<p><strong>_O pichador Djan Cripta</strong> também manifestou tristeza pela morte do artista. &#8221; É muito triste porque a expectativa que a gente tava nele era muito grande, um talento sem igual. Tinha certeza que ele ia despontar. Mas é isso, a gente vai seguir na luta com a memória dele&#8221;, comentou.</p>



<p>_<strong>Roca Alencar</strong>: “Ele era alguém que você via o brilho no olhar. Desde 2011, vínhamos ajudando a alavancar a carreira dele porque ele era um grande talento, era genial. Era o melhor calígrafo de Salvador”, comentou a professora universitária Roca Alencar.</p>



<p><strong>_Vírus</strong> escreveu que a morte de Scank significava a perda de um dos &#8220;maiores artistas plásticos/pichador de todos os tempos&#8221;. O pichador era irmão mais velho do cantor.</p>



<p><strong>_Coletivo Lama </strong>também se manifestou sobre o falecimento. &#8220;Ainda não caiu nossa ficha também. Qualquer pessoa que acompanhe minimamente a pixação sabe da relevância dele para o movimento em Salvador e no Brasil. Mais do que isso era nosso amigo e também um dos organizadores de tudo que fizemos até hoje com esse coletivo. Não temos palavras para descrever o que sentimos nesse momento&#8221;,</p>



<p>Livro: Rio de Riscos &#8211; Nuno DV <a href="https://issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_sitehttps:/issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_site">https://issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_sitehttps://issuu.com/tramas.urbanas/docs/rio_de_riscos_site</a></p>



<p>Reportagens</p>



<p><a href="https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/grafiteiro-e-espancado-e-morto-a-tiro-enquanto-trabalhava-no-imbui">https://www.correio24horas.com.br/noticia/nid/grafiteiro-e-espancado-e-morto-a-tiro-enquanto-trabalhava-no-imbui</a></p>



<p>O Artista</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="SCANK+OBZO///071" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/_i0J6oMaf6g?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Scank 163" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/PfnA40Sv3Cw?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><a href="https://www.cowparade.com.br/cowparade-salvador-2019">https://www.cowparade.com.br/cowparade-salvador-2019</a></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong> Iury do Vale Borel</strong> é mineiro com formação acadêmica que coexistiu o erudito e marginal, formou-se pichador e desenhista industrial pela Universidade Federal do Espírito Santo, mas prefire resumir como ativista gráfico. Acredita na arte como meio de transformação e empoderamento do ser e de comunidades. Logo que inserido nos movimentos de arte de rua, buscou o relacionamento do dualismo presente em sua trajetória, coexistir o erudita acadêmico com o grafista marginal. Propulsor e criador de ideias como CinePixo, Oficinas de Tobograffiti e Artefatos da Arte de Rua que propõem uma visão empírica para mostrar as entrelinhas da arte urbana. <strong>Descriminalize a arte</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>A dor de um sorriso</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Lopes Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Rir por um momento
numa falsa glória derrubada,
haverá pior tormento
nos olhos a tristeza estampada?

Gritas forte a todo mundo
quão saboroso é sorrir.
Mas sabes, no sorriso profundo,
há dor pior do que parir!

É isso... mostrar-se alegre
é gesto lenitivo
a cuidar de teu casebre,
coração aflitivo!

Chora, ó tu que sorris.
Prantear é sincera decisão
aliviando-te, balsamizando a ilusão</pre>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/053fd-joker.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7533" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Gabriel Garcia </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Medos da Vida</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/7536/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[medo]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=7536</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Karina Mendonça</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/7536/">Medos da Vida</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><a href="https://www.youtube.com/watch?v=_i0J6oMaf6g"></a></p>



<p class="has-drop-cap">Certa vez perguntaram-me o que dava medo a ponto de me esconder embaixo do edredom, e, rapidamente respondi que, o que me faz correr para debaixo das cobertas é uma tempestade. Sim! Aos 31 anos ainda morro de medo e, se pudesse, correria para debaixo da cama todas as vezes. O motivo? Nunca soube explicar! E medo lá se explica?</p>



<p>Quando mais nova, o medo surgia quando a tempestade começava durante a noite e o trovão me acordava, me fazendo pedir, desesperadamente a Papai do Céu que acabasse logo com aquilo. Hoje, o medo surge ao ouvir o trovão, esteja onde eu estiver, e a vontade é sempre de me encolher toda. Mas nem sempre eu posso, então eu disfarço, sorrio e fingo normalidade.</p>



<p>Entretanto, há medos maiores na vida do que aqueles em que o edredom pode nos ajudar (e acalmar!). Já tive medo de perder amigos, mas ao longo da vida, percebi que é impossível que não aconteça. Perco-me deles, assim como eles se perdem de mim, mas seremos sempre um pedaço uns dos outros e isso é o que importa.</p>



<p>E quem não já teve medo de perder alguém que ama? Mas a gente sempre acaba perdendo! Seja para a morte ou para a vida, e para qual for, precisamos aprender a viver com isso. Para a morte é mais fácil aceitar porque, afinal, ninguém é culpado e com a dor, a gente acostuma (dolorosamente). Já para a vida, a gente precisa aprender a viver sem.</p>



<p>Outro grande medo que nos cerca é o medo de amar. Será que estaremos preparados quando o amor chegar? Aquela é (realmente) a pessoa certa? Medo do amor, das expectativas. E o medo das frustrações. Mas uma coisa é certa: nunca estaremos preparados para o amor, sempre nos frustraremos e teremos decepções. Mas apesar de tudo, vai valer a pena arriscar tudo de novo!</p>



<p>Há quem tenha medo da morte, mas desde medo eu não sofro. Já tenho medos demais. É medo de morcego, de sapo, de não conseguir terminar a faculdade, de precisar operar a cabeça, de não conseguir entrar na fila de adoção, medo que os sobrinhos me esqueçam com o passar dos anos… É tanto medo que o melhor mesmo, é correr para debaixo do edredom e lembrar que Deus está cuidando tudo!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong>Karina Mendonça&nbsp;</strong></strong>é uma jornalista frustrada, designer cansada e estudante de letras motivada. Desistiu de tentar mudar o mundo e resolveu focar em salvar a próxima geração.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O potencial do imagético para a compreensão do mundo</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[educação]]></category>
		<category><![CDATA[história da arte]]></category>
		<category><![CDATA[imagem]]></category>
		<category><![CDATA[Victor Bicalho]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Vítor Bicalho Mota</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A imagem como documento, portanto como cultura visual, é de suma importância para o ensino de História (principalmente da arte), devido ao seu potencial cognitivo. Ademais, segundo Eduardo França Paiva, as representações imagéticas possuem códigos, símbolos, emblemas, alegorias, mas esses signos não são absolutos, definitivos, fixos, nem imutáveis. Tudo vai depender da recepção que eles terão em cada época, no seio de cada grupo social e, também das variadas maneiras pelas quais serão apropriados historicamente.   </p>



<p>&nbsp;Nesse complexo processo de recepção, divulgação, apropriação e resinificação das imagens no tempo e no espaço é preciso salientar alguns aspectos fundamentais. O primeiro é, talvez, reiterar, de maneira explícita, o fato de as representações integrarem a dimensão do real, do cotidiano, da história vivenciada (PAIVA, 2002: 26). O imaginário não é, como se poderia pensar, um mundo à parte da realidade histórica, uma coisa abstrata que não faz parte de nosso mundo e de nossas vidas:</p>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-right has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Ao contrário, esse campo icônico e figurativo influencia, diretamente, nossos julgamentos; nossas formas de viver; de trabalhar; de morar; de nos vestirmos; de nos alimentarmos; de compararmos as coisas; de expressarmos nossas crenças, sejam elas religiosas, políticas ou morais; de nos organizarmos em nosso cotidiano; de escolhermos nossas atividades e profissões; de construirmos nossas práticas culturais e de novamente representarmos o mundo em que vivemos, em toda sua diversidade e complexidade (PAIVA, 2002: 26-27).</p>



<p>Outro ponto que precisa ficar claro é no que tange às categorias históricas de permanência e ruptura. O jogo estabelecido entre as mudanças e permanências históricas no que se refere aos valores, gostos, ideias, conhecimentos, referências e padrões é uma das chaves principais para que se possa compreender melhor a história das imagens e a nossa relação intensa com elas, ao longo dos séculos. Igualmente, é esse jogo que nos possibilita entender porque algumas imagens continuam sendo referenciais para nós, depois de séculos ou de milênios, e porque outras se perderam ou ficaram restritas a grupos específicos e, junto a isso, entender em que medida essas relações determinam nosso passado, presente e, também, nosso futuro (PAIVA, 2002: 27). &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; &nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&nbsp; Diante disso, a imagem pensada como artefato cultural expressa valores de uma determinada sociedade, nos remete ao seu imaginário social, podendo assim trazer a tona as teias culturais do tempo e espaço estudados. A iconografia tem sido cada vez mais utilizada pela História Cultural para o estudo das representações das ações humanas na história. Os registros históricos por meio de imagens têm proporcionado o confronto e diálogo com outros documentos, contribuindo com o uso da linguagem visual no ensino dessa disciplina. Portanto, tanto a narrativa textual quanto a imagética possuem saberes específicos, já que o ato de ler possui seu simbolismo de códigos, analogias e convenções; ao passo que a imagem também se compõe de técnicas, regras, convenções e formas de educação do olhar que precisavam ser decifradas, se se quer buscar uma inteligibilidade plausível para uma determinada sociedade.</p>



<p>PAIVA, Eduardo França.&nbsp;<strong>História &amp; imagens</strong><em>.</em>&nbsp;Belo Horizonte: Autêntica, 2002.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/49e82-catedral-de-amiens-franca..jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7548" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Catedral de amiens, França.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/10eb2-sainte-chapelle-paris..jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-7550" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Sainte Chapelle, Paris.</figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Vítor Bicalho Mota</strong> é licenciado e bacharel em História pela Universidade Federal de São João Del-Rei (UFSJ) desde 2017. Em 2019 concluiu o Mestrado em História pela mesma instituição (Área de concentração: Cultura e Poder).&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Qual são os seus preconceitos musicais?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Lopes Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  PodCast - Bodoque Artes e ofícios</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Olá amigxs! &nbsp;</p>



<p>Este é o piloto do programa Solfá de Música da Bodoque!&nbsp;</p>



<p>O Solfá é um programa que pretende levantar discussões sobre música e o cenário musical na atualidade. A partir de temas atuais, Beto, Fred e Kariston vão colocar seus conhecimentos e pontos de vista musicais à prova no Solfá. &nbsp;</p>



<p>Neste episódio a busca pelo entendimento do que é o preconceito musical e suas origens é o ponto de partida desse bate-papo descontraído e produtivo! &nbsp;&nbsp;</p>



<p>Siga o Solfá de Música (@solfademusica) e a Bodoque (@artebodoque) no Instagram e não perca os próximas episódios!</p>



<p>O papo começou neste video:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Do K-Pop a música Erudita: Qual o seu Preconceito Musical? - Solfá de Música #001" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/dWaKZ8aa_n0?start=1&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>E terminou neste PodCast!</p>



<p><iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Do K-Pop a música clássica, qual é o seu preconceito Musical? Solfá de música #001" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/episode/5nEtmHxHwwLli4CqmGebnF?si=3d_A-WNkRC-1o-1Fgih6wA&#038;utm_source=oembed"></iframe></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Solfá de Música </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é um programa da Bodoque que possui versões em vídeo e em podCast. No projeto, questões relacionadas à música e o contexto atual são discutidas de maneira crítica e divertida.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<item>
		<title>8 fatos sobre refugiados e 8 motivos para apoiá-los</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/8-fatos-sobre-refugiados-e-8-motivos-para-apoia-los/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Feb 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[refugiados]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/16/8-fatos-sobre-refugiados-e-8-motivos-para-apoia-los/">8 fatos sobre refugiados e 8 motivos para apoiá-los</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Aqui estão oito coisas que você precisa saber sobre deslocamento e refugiados e oito motivos para ajudar a transformar a vida dessas pessoas.</p>



<p>Todos os dias, pessoas são forçadas a deixar empregos, casas e entes queridos para trás. Seu apoio pode mudar a vida de refugiados&nbsp;<a href="https://www.acnur.org/portugues/2020/02/06/8-fatos-sobre-refugiados-e-8-motivos-para-apoia-los/">em todo o mundo</a>.</p>



<p>Com o seu apoio, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) ajuda a proteger as pessoas que foram forçadas a deixar suas casas.</p>



<p>Aqui estão oito coisas que você precisa saber sobre deslocamento e refugiados e oito motivos para ajudar a transformar a vida dessas pessoas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>37.000 pessoas foram forçadas a deixar suas casas todos os dias em 2018</strong></h4>



<p>O número de pessoas que fogem de guerras, conflitos e perseguição ultrapassou 70 milhões em 2018. Isso inclui 25,9 milhões de refugiados. A cada dia, novas pessoas são forçadas a deixar seus empregos, casas e entes queridos para trás.&nbsp;<a href="https://doar.acnur.org/acnur/donate.html">Seu apoio faz uma enorme diferença na vida de refugiados e pessoas deslocadas durante crises.</a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Metade dos refugiados do mundo são crianças</strong></h4>



<p>Em 2018, um em cada dois refugiados era criança, muitas fugindo sem a família.&nbsp;<a href="https://doar.acnur.org/acnur/criancas.html">O ACNUR trabalha para proteger e ajudar jovens refugiados em todo o mundo, dando a eles oportunidades para que construam um futuro melhor.</a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>2/3 de todos os refugiados são de apenas cinco países</strong></h4>



<p>Eles vêm da Síria, Afeganistão, Sudão do Sul, Mianmar e Somália.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mais da metade das crianças refugiadas em idade escolar não estuda</strong></h4>



<p>Estar em situação de deslocamento forçado compromete as chances de as crianças receberem educação, principalmente à medida que envelhecem. Apenas 63% das crianças refugiadas frequentam a escola primária, enquanto apenas 24% frequentam a escola secundária.&nbsp;<a href="https://doar.acnur.org/acnur/criancas.html">O ACNUR trabalha com parceiros para ajudar as crianças refugiadas a terem acesso a uma educação de qualidade</a>.¹</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Cerca de 80% dos refugiados vivem em países vizinhos de sua terra natal</strong></h4>



<p>Isso inclui alguns dos países mais pobres do mundo, que acolhem um terço de todos os refugiados.&nbsp;<a href="https://doar.acnur.org/acnur/donate.html">A sua doação ajuda a fornecer apoio aos refugiados e às comunidades que os acolhem.</a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Mais de 40 milhões de pessoas estão deslocadas dentro de seus próprios países</strong></h4>



<p>Cerca de 41,3 milhões de pessoas fugiram de suas casas, mas permaneceram em seu país de origem. Embora não tenham atravessado uma fronteira, elas têm necessidades humanitárias e de proteção semelhantes às dos refugiados.&nbsp;<a href="https://doar.acnur.org/acnur/donate.html">Sua generosidade nos ajuda a proteger e oferecer abrigo a elas.</a></p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>A maioria dos refugiados vive em áreas urbanas, não em campos de refugiados</strong></h4>



<p>Mais de 60% dos refugiados do mundo vivem em cidades, onde geralmente têm mais chances de encontrar trabalho, ir à escola e reconstruir suas vidas.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Buscar refúgio é um direito garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos</strong></h4>



<p>O direito de buscar refúgio em outro país para aqueles que perderam a proteção de seu próprio país é garantido pela Declaração Universal dos Direitos Humanos. A Convenção para Refugiados é o primeiro tratado que transformou os ideais da Declaração em obrigações juridicamente vinculativas.²</p>



<h6 class="wp-block-heading">*&nbsp;<a href="https://www.acnur.org/portugues/dados-sobre-refugio/">Dados retirados do relatório Tendências Globais</a>.</h6>



<h6 class="wp-block-heading">¹&nbsp;<a href="https://www.acnur.org/portugues/2019/09/04/educacao-para-refugiados-em-crise-mais-da-metade-das-criancas-refugiadas-em-idade-escolar-do-mundo-nao-recebe-educacao/">https://www.acnur.org/portugues/2019/09/04/educacao-para-refugiados-em-crise-mais-da-metade-das-criancas-refugiadas-em-idade-escolar-do-mundo-nao-recebe-educacao/</a></h6>



<h6 class="wp-block-heading">²&nbsp;<a href="https://www.un.org/en/universal-declaration-human-rights/">https://www.un.org/en/universal-declaration-human-rights/</a></h6>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/crise-climatica-continente-antartico-registra-temperatura-recorde-de-183c/">Nações Unidas Brasil</a></em></strong> <strong><em>em 12/02/2020 &#8211; Atualizado em 12/02/2020.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<item>
		<title>Crise climática: continente antártico registra temperatura recorde de 18,3°C</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/09/crise-climatica-continente-antartico-registra-temperatura-recorde-de-183c/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 032]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[refugiados]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=7260</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/09/crise-climatica-continente-antartico-registra-temperatura-recorde-de-183c/">Crise climática: continente antártico registra temperatura recorde de 18,3°C</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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<p class="has-drop-cap">Novos temores de danos acelerados nas camadas de gelo do planeta e aumento do nível do mar foram alimentados pela&nbsp;<a href="https://news.un.org/en/story/2020/02/1056902">confirmação da agência meteorológica da ONU</a>&nbsp;de que a Antártica provavelmente registrou um novo recorde de temperatura de mais de 18°C na quinta-feira (6).</p>



<p>Falando a jornalistas em Genebra, a porta-voz Clare Nullis, da Organização Meteorológica Mundial (OMM), disse que a temperatura recorde registrada no norte do continente é considerada incomum, mesmo nos meses mais quentes do verão.</p>



<p>“A base de pesquisa argentina, chamada Esperanza, fica no extremo norte da península Antártica; ontem estabeleceu um novo recorde de temperatura: 18,3°C, o que não é um número que você normalmente associaria à Antártida, mesmo no verão. Isso bate o recorde anterior de 17,5°C, que foi retomado em 2015.”</p>



<p>Agora, especialistas da OMM verificarão se a temperatura extrema é um novo recorde para o continente antártico, que é definido como a principal massa continental.</p>



<p>O continente antártico não deve ser confundido com a região antártica, que é toda parte ao Sul a 60 graus de latitude, e onde uma temperatura recorde de 19,8°C foi registrada na ilha de Signy em janeiro de 1982.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Fenômeno “Foehn”</h3>



<p>Os especialistas da OMM vão examinar as condições meteorológicas que cercaram o evento, particularmente se este está associado a um fenômeno climático conhecido como “foehn”.</p>



<p>Comuns nas regiões alpinas, os episódios de foehn geralmente envolvem ventos fortes em altitude e o rápido aquecimento do ar enquanto ele desce por encostas ou picos, causado por diferenças significativas de pressão.</p>



<p>“Está entre as regiões de aquecimento mais rápido do planeta”, disse Nullis sobre a Antártica. “Ouvimos muito sobre o Ártico, mas essa parte específica da península antártica está esquentando muito rapidamente. Nos últimos 50 anos, aqueceu quase 3°C.”</p>



<p>Diante de temperaturas cada vez mais quentes, Nullis observou que a quantidade de gelo perdida anualmente na camada de gelo da Antártica “aumentou pelo menos seis vezes entre 1979 e 2017”.</p>



<p>A maior parte dessa perda de gelo ocorre quando as camadas derretem por baixo, quando entram em contato com a água do oceano, relativamente quente, explicou ela.</p>



<p>O derretimento é especialmente marcado no oeste da Antártica, de acordo com a OMM, e em menor extensão ao longo da península e no leste da Antártica.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Recuo acelerado de geleiras</h3>



<p>Voltando ao derretimento das geleiras, Nullis alertou que cerca de “87% das geleiras ao longo da costa oeste da Península Antártica recuaram nos últimos 50 anos, com a maior parte delas mostrando um recuo acelerado nos últimos 12 anos”.</p>



<p>A preocupação é particularmente alta com os principais afluentes da geleira da Antártica Ocidental, em particular a geleira Pine Island, onde duas grandes fendas que foram detectadas pela primeira vez no início de 2019 cresceram cerca de 20 quilômetros.</p>



<p>“Há muita conversa no Twitter no momento; a imagem de satélite mostrando rachaduras na geleira de Pine Island, na Antártica”, disse Nullis. “Elas cresceram rapidamente nos últimos dias. A União Europeia tem um satélite chamado Sentinel que mede e monitora esses dados, e há imagens bastante dramáticas.”</p>



<p>Aproximadamente o dobro do tamanho da Austrália, a Antártica é fria, com ventos fortes e seca. Sua temperatura média anual varia de cerca de 10°C na costa a 60°C negativos nos pontos mais altos do interior.</p>



<p>Sua imensa camada de gelo tem até 4,8 quilômetros de espessura e contém 90% da água doce do mundo, o suficiente para elevar o nível do mar em cerca de 60 metros, em caso de derretimento.</p>



<p>Em um relatório importante do Painel Intergovernamental das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (IPCC, na sigla em inglês), de setembro passado, os pesquisadores alertaram que centenas de milhões de pessoas estão sob risco com o derretimento do gelo nas regiões polares do planeta, ligado ao aumento do nível do mar.</p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/crise-climatica-continente-antartico-registra-temperatura-recorde-de-183c/">Nações Unidas Brasil</a></em></strong> <strong><em>em 07/02/2020 &#8211; Atualizado em 07/02/2020.</em></strong></p>



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<p><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>



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