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	<title>Arquivos Ano 002, N 060 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Visibilidade Lésbica &#8211; Editorial</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:29:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[lesbica]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Carol Cadinelli</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-left"><br>Dia 29 de agosto, todos os anos, é celebrado o Dia da Visibilidade Lésbica. Não por menos: nessa data, em 1996, ocorreu no Rio de Janeiro o primeiro Seminário Nacional de Lésbicas, que trazia em si o propósito de discutir questões específicas das vivências lésbicas em todos os âmbitos.</p>



<p>Vinte e quatro anos depois, muitas das questões discutidas por aquelas mulheres em 1996 ainda está longe de ser resolvida. Por isso, resolvemos perguntar às lésbicas dos nossos arredores sobre elas &#8211; suas vivências, suas percepções, suas histórias. </p>



<p>Em comemoração ao Orgulho e à Visibilidade de cada uma dessas mulheres e em busca de fortalecimento, a Trama traz, hoje, a voz dessas diversas mulheres lésbicas. Diversas em suas corporiedades, vivências, etnias, localidades, profissões e etariedades &#8211; porque as lésbicas estão presentes em todos os locais, todos os grupos, e em todos eles são resistência. </p>



<p>Para vê-las, é só rolar para baixo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/901a2-brian-kyed-p7efjs577xg-unsplash.jpg?resize=683%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11826" width="683" height="1024" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p><strong>1) Você lembra da primeira vez que ouviu a palavra &#8216;lésbica&#8217;? E da primeira vez que se identificou com a palavra &#8216;lésbica&#8217;? Como isso mudou a sua vida?</strong></p>



<p>&#8220;Primeira vez que eu ouvi a palavra &#8220;lésbica&#8221; eu era muito nova e estava no interior, logo associei a palavra ao que me era mais comum: &#8220;Bica&#8221;. Isso e mais um pouco de imaginação, me fez acreditar que lésbicas eram as mulheres responsáveis por cuidar das minas que nos forneciam água lá no interior (risos). Eu não lembro a primeira vez que me identifiquei com a palavra &#8220;lésbica&#8221;, porque tinha medo dela no início &#8211; tanto que quando saí do armário, eu não a usei nenhuma vez. Claro, isso mudou radicalmente hoje, mas eu não lembro quando. Eu só sei que hoje eu sou lésbica em todos os lugares; já era antes, mas agora eu faço questão dessa palavra aparecer em todas áreas da minha vida.&#8221; &#8211; Dani, 24 anos, historiadora</p>



<p>&#8220;A primeira vez que eu ouvi a palavra “lésbica”, foi quando eu tinha 12 anos. Eu e uma amiga muito próxima éramos chamadas assim, e da primeira vez que eu ouvi isso, foi pra me ofender &#8211; afinal, eu nem sabia o que era isso. A primeira vez que eu me identifiquei com a palavra foi quando eu tinha 23 anos. Eu contei pra minha amiga que achava que era lésbica, e ela fez uma festa gigantesca num fumódromo da balada (risos). Depois foi indo naturalmente. A sorte, o privilégio, foi que isso nunca foi tabu pra minha mãe e pra minha família inteira.&#8221; &#8211; Helô, 26 anos, Relações Públicas</p>



<p>&#8220;Não me recordo da primeira vez que ouvi a palavra lésbica, mas antes disso já tinha ouvido a palavra sapatão. Desde a infância, de forma muito clara, me entendi como uma pessoa que sentia atração por meninas. Mas quando comecei a ouvir e entender o significado de sapatão não me identifiquei logo de cara. Na adolescência, ficava tanto com meninas quanto com meninos, como uma forma natural de explorar minha sexualidade. Até que um dia, eu estava pensando “por que sempre deixo de ficar com algum menino pra ficar e dar atenção para meninas?” e então tive um estalo na mente: “ah, sou sapatão, é isto!”. E na época, o que mudou na minha vida foi a sensação de pertencimento e maior entendimento de mim, mas ao mesmo tempo era desconfortável saber que iriam me colocar em uma “categoria” onde eu seria muito julgada e criticada por ser quem sou.&#8221; &#8211; Fanny, 28 anos, desenvolvedora de softwares</p>



<p>&#8220;Cara, não lembro exatamente quando foi, mas lembro que foi com uns 15 anos  que surgiu uma &#8220;curiosidade&#8221;. Também não lembro quando me identifiquei com a palavra &#8220;lésbica&#8221;, foi todo um processo aos pouquinhos pra me entender, mas comecei desde novinha. Aos 20 anos, eu já tinha certeza que era lésbica. Sempre fui muito tímida e muito quietinha (quando era mais nova, era mais do que sou hoje), e me entender como lésbica, na época, entre uns 17 e 19 anos, me permitiu ser muito mais sociável, me sentia muito mais livre sendo quem eu sou depois que me descobri.&#8221; &#8211; Marina, 30 anos, cozinheira e arquiteta</p>



<p>&#8220;Eu não me lembro exatamente quando ouvi pela primeira vez a palavra lésbica e nem quando me identifiquei com ela, o que eu lembro foi de descobrir que gostava de mulheres com 18 anos e sentir uma espécie de euforia e medo com isso, não sabia o porque não sabia como explicar e não tinha ninguém pra conversar sobre, eu sempre tive que descobrir sozinha. O que é ser lésbica, o que é gostar de mulher, me apaixonar por uma mulher. Hoje, com 32 anos eu olho pra trás e nem sei como me descobri sem um apoio ou explicação do que é ser lésbica. Mas posso dizer que foi uma libertação na minha vida.&#8221; &#8211; Patrícia, 32 anos, empreendedora</p>



<p>&#8220;Não me lembro a primeira vez que ouvi a palavra lésbica. Mas quando eu era criança, com uns 11 ou 12 anos, fui chamada de sapatão como forma de xingamento por um menino da escola. Ele era mais velho e estava tentando provocar meu irmão, que comprou a briga. Lembro da confusão que senti porque não entendia direito o que significava ser sapatão. A primeira vez que me identifiquei com a palavra lésbica foi após meu primeiro beijo com uma menina. Eu tinha amado! Teve conexão, tesão e envolvimento. A partir disso, minha vida se transformou. Eu, que sempre tinha sido muito fechada, me abri para o mundo. Minha fisionomia mudou e passei a socializar mais. Foi como um florescimento. Eu me senti uma flor desabrochando. E foi algo notável. Um amigo disse que eu era uma pessoa apagada e que, quando me assumi, passei a ter presença.&#8221; &#8211; Juliany, 26 anos, estudante de Jornalismo</p>



<p>&#8220;Devo ter ouvido pela primeira vez na minha adolescência, acompanhada pela frase “essa gente tem uma vida muito difícil, não consegue trabalho, não consegue um relacionamento fixo, etc.” A primeira vez que me identifiquei foi por volta de 2018. Finalmente desconstruí toda negatividade da palavra e abracei! Minha vida ficou mais leve e me senti muito empoderada depois disso.&#8221; &#8211; Leina, 29 anos, Gestora Empresarial</p>



<p>&#8220;Antes de ouvir lésbica, escutei sapatão, vindo de pessoas lesbofóbicas, mas lésbica eu escutei dentro de casa e me recordo bem, eu era pequena e o assunto era uma mulher recém assumida do meu bairro. A primeira vez que me identifique enquanto lésbica parecia que estava saindo um peso muito grande de mim, de fato estava, porque eu neguei por algum tempo que eu realmente era sapatão, entendia que era uma experiência de beijar mulheres, então entender que eu amava mulheres mudou minha vida, meu jeito de estar no mundo, minha autoaceitação e meu amor próprio.&#8221; &#8211; Duda, 20 anos, estudante de Letras</p>



<p><strong>2) O que é ser lésbica, para você?</strong></p>



<p>&#8220;No Brasil, machista e cristão, ser lésbica é resistência diária.&#8221; &#8211; Dani</p>



<p>&#8220;Ser lésbica é ter uma vivência política. Amar mulheres é algo sempre muito questionado pela sociedade patriarcal, não podemos gostar de mulher em sua inteira forma, e por isso que eu acho que a minha vivência, como lésbica, é um ato político.&#8221; &#8211; Helô</p>



<p>&#8220;Lésbica é uma parte do que sou, uma parte que trato com muito apreço e carinho. Lésbicas para mim são pessoas que desde muito pequenas não se encaixam naquilo que a sociedade tradicional espera de uma mulher. Mesmo quando não se trata de sexualidade. Em diferentes graus, a gente destoa, diverge, questiona. O que são processos doloridos, porém fundamentais.&#8221; &#8211; Fanny</p>



<p>&#8220;Ser lésbica pra mim é viver num mundo quase que exclusivamente feminino (no meu meio pelo menos), em que a rede de apoio que rola entre a gente é sempre uma coisa que me dá quentinho no coração (no popular, o rebuceteio que vira uma rede de amizades incrível)&#8221; &#8211; Marina</p>



<p>&#8220;Ser lésbica, pra mim, é ser livre.&#8221; &#8211; Patrícia</p>



<p>&#8220;Pra mim, ser lésbica é literalmente sentir atração física e emocional por outra mulher. E é resistência, também.&#8221; &#8211; Juliany</p>



<p>&#8220;Ser lésbica para mim não é opção, não é orientação, é minha identidade!&#8221; &#8211; Leina</p>



<p>&#8220;Pra mim, ser lésbica é resistir a cada dia pra que o amor que existe dentro de mim possa ser respeitado por todes, é entender esse amor nas multiplicidades de outra mulher e saber que existem muitas de mim, lutando comigo pelos mesmos motivos que eu. Além disso, se afirmar lésbica é dar visibilidade pra que tantas outras se sintam confortáveis e seguras para fazer o mesmo.&#8221; &#8211; Duda</p>



<p><strong>3) Qual é a importância da visibilidade lésbica para você?</strong></p>



<p>&#8220;A visibilidade lésbica é importante porque parece que a gente só pode falar da nossa sexualidade em certos lugares. Não cabe no trabalho, por exemplo, dizer que você é lésbica, como se não fosse relevante. Mas eu sempre quis deixar claro que eu lésbica. Ela é uma forma de lembrar que nossa sexualidade nunca é desvinculada da nossa humanidade. Eu não deixo de ser lésbica quando sou historiadora, aluna ou professora. Sabe aquilo de gente só fala de sexualidade entre a gente, quando vai falar de visibilidade, e eu acho que as pessoas precisam lembrar que estamos com ela todos os dias, no trabalho, na sala, pegando ônibus, indo no correio. Pode parecer besteira, mas acho que é por isso que digo sempre: SOU LÉSBICA, SOU LÉSBICA. É enxergar que a gente é gente.&#8221; &#8211; Dani<br><br>&#8220;A visibilidade lésbica é importante pois vai para além da fetichização, além da nossa luta constante. É mostrar que somos mulheres que lutam, mas que também somos plurais e essenciais na desconstrução do patriarcado.&#8221; &#8211; Helô</p>



<p>&#8220;Na minha opinião, o mais importante da visibilidade lésbica é a representatividade para as crianças, adolescentes e até pessoas adultas que se identificam ou irão se identificar como tal. Para que saibam que não estão sozinhas, pois por muito tempo eu achei que só eu era assim, não tinha nenhuma referência. E de modo geral, é essencial para questionar e romper com barreiras que foram colocadas pelo patriarcado e, consequentemente, por religiões e outros tipos de pensamentos que levam ao machismo, à sexualização da mulher lésbica, à lesbofobia e à violência. Para que enxerguem e respeitem a pluralidade de nossa existência. A visibilidade lésbica é um caminho contínuo para a transformação de vivências, iniciado por aquelas que vieram antes de nós, a quem devemos honrar e dar continuidade.&#8221; &#8211; Fanny</p>



<p>&#8220;Acho super importante que exista uma data pra colocar em evidência mulheres que se relacionam com mulheres, sem que isso seja um fetiche dos homens. Acho que todas as questões relacionadas são importantes, tipo a violência que a gente sofre, etc. Mas acho essas datas super importantes pra ajudar a mostrar que é normal mulheres se relacionarem com outras mulheres, que a sociedade tem que parar com essa fetichização de duas mulheres juntas.&#8221; &#8211; Marina</p>



<p>&#8220;A importância da visibilidade é saber que eu não estou sozinha, e que nós ocupamos todos os espaços do mundo, e que não sou inferior a ninguém por ser lésbica.&#8221; &#8211; Patrícia</p>



<p>&#8220;A visibilidade lésbica é importante na luta pelos nossos direitos e para evidenciar questões que são pertinentes a nós, para que possamos avançar. Além disso, ela serve para relembrar as lutas históricas do movimento lésbico.&#8221; &#8211; Juliany</p>



<p>&#8220;Visibilidade e representatividade é imperativo para libertar e empoderar lésbicas de todas as idades nos mais variados lugares do mundo! “If you can see it, you can be it!”&#8221; &#8211; Leina</p>



<p>&#8220;A visibilidade lésbica é importante simplesmente pra mostrar que a gente existe, já que muitas vezes as pessoas fingem que não existimos, nos colocando no mesmo potinho &#8220;gay&#8221;, no mesmo potinho que sofre &#8220;homofobia&#8221; ou em potinho nenhum. É importante esse dia para mostrar que somos LÉSBICAS, sofremos LESBOFOBIA e existimos! Os nomes precisam ser usados de maneira correta pra que não sejamos apagadas e silenciadas. Espero que essa data a cada ano se torne mais visível para que nós sejamos mais respeitadas nessa sociedade que fetichiza nosso amor e não valoriza nossa existência.&#8221; &#8211; Duda</p>



<p></p>



<p>Ter orgulho e ser visível enquanto quem você é, sem dúvidas, são ferramentas principais para a criação do reconhecimento social de uma identidade e para o combate aos preconceitos.  Enquanto partes de uma minoria, celebrar quem somos é essencial para que mais pessoas possam viver com dignidade e justiça.</p>



<p>Encerro, então, com a fala de duas mulheres lésbicas, que inspiram e fortalecem a mulher bissexual que aqui vos fala através de suas vidas e obras lésbicas. </p>



<p class="has-text-align-right"><em>“(…) os processos de identificação e as políticas de reconhecimento são uma necessidade e urge a construção de múltiplos modelos. Quanto mais opções disponíveis, mais possibilidades para exercício da sexualidade. (…) Trata-se da existência de um número tal de modelos e padrões tanto quanto fosse a quantidade de tipos de pessoas que podem existir, onde quer que estejam e da maneira como desejarem ser. Trata-se de ter como modelo o não-modelo. ”<br>(AUAD; LAHNI, 2013, p. 124)</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-right has-normal-font-size"><strong>Sobre a Entrevistadora</strong></p>



<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atua como Social Media na Peregrina Digital, assistente de edição na Trama e escritora nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
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		<title>Realidades Pandêmicas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:27:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[pandemia]]></category>
		<category><![CDATA[Peu Roberto]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Peu Ricardo</p>
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<p>2020 foi um ano atípico para todos. Mas muitas realidades seguem constantes, diversos problemas sociais se agravaram e se esconderam diante das questões de saúde mundial. Neste contexto, o ensaio feito em Março no Abrigo Cristo Redentor, em Jaboatão dos Guararapes, foi, para mim, um prelúdio do que iria acontecer em maior e menor escala durante a pandemia causada pelo Corona Vírus. Os 115 idosos que vivem na maior instituição de longa permanência de Pernambuco sentiram os efeitos desta mudança em pouco tempo, sobretudo na ausência. Falta de recursos que já eram poucos. Interdição das visitas que só chegavam para cerca de 20% deles. Pouca vida a frente, muito medo do fim.</p>



<p>Falava-se muito de falta de leitos de UTI, dos índices de contágio, dos grupos de risco. Mas parte da parcela da população mais ameaçada pela COVID-19, os idosos do Cristo Redentor seguiam sem condições de ter distanciamento entre eles, nem condições mínimas de vida: comida, higiene. 90% das doações habituais sumiram, foram soterradas por causas mais estrondeantes. Assim como, mais adiante, nossos fantasmas emocionais foram se manifestando nos meses de isolamento, as sombras da solidão tomaram conta do Lar. Mesmo com toda a atenção dos cuidadores, o silêncio passou a falar alto, comprovando a falta dos poucos familiares, dos muitos voluntários, dos escassos recursos. Por outro lado, o que se viu – e se vê no desenrolar da pandemia – é um olhar para o outro mais aguçado. Se valer dos que estão presentes, ajudar o próximo na medida do possível, cuidar e se deixar ser cuidado. Muitos dos moradores passaram a cuidar uns dos outros. A lacuna virou ponte.</p>



<p>Isso foi o que mais me marcou neste contato. A potência da crise, a possibilidade de ver luz na escuridão, de tirar aprendizados positivos de contextos caóticos. Resiliência, esperança. Escolhi, então, traduzir este sentimento através de um alto contraste entre luz e sombra, destacando o isolamento nos retratos, mostrando apenas indivíduos envoltos na sombra, mas sempre com pequenos vislumbres de esperança: os adesivos coloridos da páscoa, o sorriso aberto, a freira, as enfermeiras. Apesar do ambiente sombrio, também achei interessante brincar com a sombra dos retratados, indicando a companhia de si mesmo, mostrando uma presença ausente. Este trabalho significou muito para mim também no âmbito individual, sobretudo porque foi o único ensaio sobre a pandemia que fiz. Como meu filho nasceu em Maio, fiquei alguns meses afastado do jornal para evitar o contágio no fim da gravidez e nos primeiros meses de vida dele. Isso nunca havia acontecido em quase dez anos de carreira. Durante o tempo longe do cotidiano da redação, diante de todas as incertezas e sentimentos negativos que apareceram na minha vida e na de muitos, pensar no cuidado, no amor que senti entre os moradores e cuidadores do Abrigo me fizeram replicar estes sentimentos em casa, para com João Vicente. Na profissão de fotojornalista, estamos habituados à rapidez, à batalha por espaço, por melhores oportunidades, por registros únicos, pela nossa linguagem. Fui forçado a parar e acabei repensando toda a situação – não estava na rua fazendo uma cobertura histórica desta pandemia, mas estava cuidando dos meus. Assim como talvez doar para um abrigo não vá salvar o mundo do COVID, mas vai salvar vidas, vai possibilitar afetos, vai nos fazer sentir parte de algo maior.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e7038-peu1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11802" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Irmã Dulce, uma das cuidadoras do Abrigo.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ae200-peu2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11803" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Enfermeiras fazendo o asseio de um dos moradores do Lar.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/17e19-peu3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11804" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Idoso contando as histórias de antes da pandemia</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b89d6-peu4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11805" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Idosa esperando visitas que foram proibidas.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8bce2-peu5.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11806" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Morador passeando dentro das instalações, já que as saídas não estavam autorizadas.</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/284c7-peu6.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11807" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Nascimento de João Vicente, meu filho, em 14 de maio 2020, um dia antes do pico de contágio em Pernambuco.</figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Peu Ricardo </strong>é um fotojornalista que atua em Recife-PE, se destacando nas áreas de cotidiano, esportes e política. Formou-se bacharel em Comunicação Social com Ênfase em Fotografia em 2012, trabalha em jornais da cidade desde 2010. Venceu prêmios nacionais e regionais, com o destaque para dois troféus Cristina Tavares de Jornalismo. Atualmente é fotógrafo do Diário de Pernambuco e é colaborador da Agência Estadão Conteúdo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>A COVID-19 encontra no Brasil uma enorme desigualdade racial, afirmam especialistas</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/30/a-covid-19-encontra-no-brasil-uma-enorme-desigualdade-racial-afirmam-especialistas/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:26:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Especialistas debateram os efeitos da pandemia nas relações de trabalho, a defesa de direitos e a importância das vozes das mulheres negras durante o encontro virtual “Racismo e Economia: crise econômica, trabalho, emprego e renda”, quarta live da série “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 em tempos de crise e da pandemia COVID-19”.</p>



<p>A série de lives foi desenvolvida pela ONU Mulheres e o Comitê Mulheres Negras, em parceria com o Canal Preto, para visibilizar as mulheres negras, oportunizando espaços para que as suas vozes circulem e mobilizem ações e políticas públicas, empresariais e sociais para eliminar o racismo e o sexismo na pandemia.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43c46-matriz_b_editada-1024x1000-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11774" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Série de lives “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 em tempos de crise e da pandemia COVID-19” é desenvolvida pela ONU Mulheres e o Comitê Mulheres Negras em parceria com o Canal Preto. Foto: ONU Mulheres</figcaption></figure>



<div class="wp-block-group is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow"><div class="wp-block-group__inner-container"></div></div>



<p><a href="http://www.onumulheres.org.br/noticias/o-que-a-covid-19-encontra-no-brasil-uma-enorme-desigualdade-racial-dizem-especialistas/">A pandemia da COVID-19 avança no Brasil e registrou, em 24 de agosto, mais de 3 milhões de diagnósticos de contágios e 114 mil óbitos</a>, segundo monitoramento do Ministério da Saúde. De acordo com o IBGE, há um abismo racial no alcance da doença. No Brasil, os prejuízos financeiros e de saúde causados pela COVID-19 pesam muito mais sobre mulheres, negros e pobres: 39% dos trabalhadores e trabalhadoras pretas e pardas estão em regime de informalidade, ante 29,9% de brancos e brancas. Autônomos, autônomas e informais foram as pessoas que mais perderam renda na crise.</p>



<p>No debate virtual “Racismo e Economia: crise econômica, trabalho, emprego e renda”, uma das quatro lives da série “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 em tempos de crise e da pandemia COVID-19”, promovidas pelo Canal Preto e pela ONU Mulheres, o tema foi abordado pela pesquisadora Márcia Lima, a procuradora do Ministério Público do Trabalho Valdirene Assis e Mônica Oliveira, integrante do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, com mediação da defensora dos Direitos das Mulheres Negras da ONU Mulheres Brasil Taís Araújo.</p>



<p><strong>Efeitos nas relações de trabalho</strong></p>



<p>“O vírus não é racista, mas a sociedade é. O que a COVID-19 encontra no Brasil? Uma enorme desigualdade racial no acesso à saúde, que produz uma enorme desigualdade no acesso ao tratamento e leva à desigualdade nos óbitos”, considerou a pesquisadora Márcia Lima, professora do Departamento de Sociologia da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP) e coordenadora do Afro-Núcleo de Pesquisa sobre Raça, Gênero e Justiça Racial do Centro Brasileiro de Análise e Planejamento (Afro-CEBRAP). Ela coordena estudo sobre a pandemia COVID-19 com foco nas desigualdades raciais e de gênero.</p>



<p>Para a pesquisadora, “as mulheres negras estão enfrentando uma dupla vulnerabilidade: São vulneráveis tradicionais e fazem parte dos setores que ficaram mais vulneráveis durante a pandemia. Por exemplo, as mulheres negras no trabalho doméstico perderam as suas ocupações ou estão trabalhando em situação de vulnerabilidade”. Outro aspecto abordado sobre trabalho, emprego e renda na pandemia COVID-19 por Márcia Lima e outros pesquisadores é sobre o perfil de quem faz teletrabalho no país.</p>



<p>“Uma outra ponte disso é quem conseguiu migrar para o home office. A população branca que migrou é o dobro da população negra: 6,6 para negros; 14% dos negros. 40% são pessoas com nível superior. Nas clivagens de raça e gênero, vemos que quem conseguiu manter 100% do salário ou montar uma estrutura de trabalho em casa em desigualdade racial e de gênero. Quem está se beneficiando de home office são as pessoas mais escolarizadas”, disse Márcia Lima na live.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030 em tempos de crise e Covid-19: Racismo e Economia" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/m0ZNJB31DkQ?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong>Defesa de direitos na pandemia</strong></p>



<p>Representando o Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, Mônica Oliveira destacou o controle social exercido pela sociedade civil em relação às políticas públicas e programas sociais. Frisou que a pandemia da COVID-19 trouxe à tona problemas crônicos decorrentes das desigualdades raciais e de gênero.</p>



<p>“A incidência nas políticas públicas é fundamental. Ela se materializou pela demanda da renda básica emergencial. Estamos numa luta para que permaneça o programa de renda básica emergencial. A renda básica é uma agenda de muitos anos. Fazemos incidência nos serviços de saúde sobre os critérios de quem tem acesso a respirador, UTI. Uma exigência que fazemos como movimento de mulheres negras é fila única para UTI, porque, quando começam a fazer as escolhas, somos nós, quem perdemos sempre. Fazemos também uma incidência de proteção à população de rua. Na demanda por ficar em casa, a população de rua fica onde? Em que casa? Não tem casa”.</p>



<p>Para a ativista, a retomada da gestão da vida pelas mulheres negras é atravessada por fatores que as medidas adotadas pelo poder público estão distantes da realidade enfrentada pelas mulheres negras. “Quando a gente fala de recomeço, o que está sendo visto é que as estratégias de retomada e de reabertura das atividades não estão seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde. As ocupações mais vulneráveis têm maioria de mulheres negras”.</p>



<p><strong>Direitos trabalhistas</strong></p>



<p>A procuradora do Trabalho Valdirene Assis, da Coordenadoria de Promoção à Igualdade do Ministério Público do Trabalho e coordenadora do Projeto Nacional de Inclusão de Jovens Negras e Negros do MPT, destacou sobre a prevalência do racismo nas exclusões enfrentadas pela população negra no mundo do trabalho.</p>



<p>“Quando a gente pensa na demografia brasileira, maioria negra, e mulheres negras, este é um elemento fundamental para considerar para o Estado e pessoas preocupadas com direitos humanos e fundamentais no Brasil. Neste momento, assegurar que mulheres grávidas e lactantes tenham direito ao afastamento do trabalho. Trabalhadoras domésticas tenham condição digna e justiça. Hoje, no MPT, há grupo sobre a valorização do trabalho doméstico. Esta parcela é de 80% representada por mulheres e 60% delas, por mulheres negras. Uma categoria profissional muito exposta a riscos, porque transita pela cidade e não pode se proteger do isolamento, faz uso do transporte coletivo”.</p>



<p>A procuradora acrescentou que as ações afirmativas são decisivas para enfrentar o quadro de exclusão e de vulnerabilidade enfrentado pela população negra historicamente e acentuado pela pandemia da COVID-19. “Pensando em proteção dos direitos das mulheres negras tem uma abordagem que precisa ser considerada na perspectiva das ações afirmativas. Não dá para enfrentar esse processo crônico e agudo de discriminação e exclusão sem políticas concretas e efetivas e tendentes a beneficiar esse público de forma direta”.</p>



<p><strong>Vozes das mulheres negras&nbsp;</strong></p>



<p>As lives “Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030” em tempos de crise e da pandemia da COVID-19” fazem parte da estratégia de comunicação e advocacy da ONU Mulheres e do Comitê Mulheres Negras Rumo a um Planeta 50-50 em 2030, composto por entidades organizadoras da Marcha das Mulheres Negras contra o Racismo e a Violência e pelo Bem Viver, que completa 5 anos, em novembro de 2020.</p>



<p>As lives foram desenvolvidas por meio da parceria com o Canal Preto, uma iniciativa do Ministério Público do Trabalho, Organização Internacional do Trabalho, ONU Mulheres e Cáritas Brasileira.</p>



<p>No diálogo com a ONU Mulheres, o movimento de mulheres negras tem colaborado para fazer avançar a mobilização em torno da incorporação de gênero e raça em agendas internacionais dos Estados-membro da ONU. Entre elas, estão a Agenda 2030 para o Desenvolvimento Sustentável, composta por 17 objetivos globais e o princípio de não deixar ninguém para trás do desenvolvimento. Outra agenda importante é a Década Internacional de Afrodescendentes, criada pelos Estados-membros da ONU e com prazo de execução até 2024.</p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a rel="noreferrer noopener" href="https://nacoesunidas.org/plataforma-de-streaming-usa-cenas-de-filmes-para-alertar-sobre-violencia-genero/" target="_blank">Nações Unidas Brasil</a></em> <em>em 28/08/2020 &#8211; Atualizado em 28/08/2020.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:23% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/982c5-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8891" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/68661-loja-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11586" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/dae20-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11587" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir nessa quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/tuncaliozge"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg9_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11393" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O Mito Barroco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:25:14 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[Aleijadinho]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Barroco]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[José Hansen]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  José Hansen</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A construção espetacular e mitológica do personagem Aleijadinho, em busca de uma unidade nacional, deixa suas marcas impressas nas possibilidades contemporâneas de análise de todo o patrimônio plástico do século XVIII mineiro. Utilizaremos como base algumas reflexões propostas por dois nomes não muito bem quistos pela Academia: John Ruskin, tido como ultrapassado por muitos, e Augusto de Lima Jr., que já não era dos mais queridos durante sua vida.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right"><em>&#8220;Toda a vida das sociedades nas quais reinam as condições modernas de produção se anuncia como uma imensa acumulação de espetáculos. Tudo o que era diretamente vivido se esvai na fumaça da representação&#8221; </em><br><em>(Guy Debord).&nbsp;</em></p>



<p><strong>O &#8220;Gênio&#8221;</strong></p>



<p>Com esta constatação do pensador francês em mente, não podemos deixa de relacionar seu &#8220;espetáculo&#8221; com a criação dos modernos &#8220;heróis nacionais&#8221; &#8211; anacronismos de lado. Dois dos aspectos fundantes dos usos modernos da arte são: sua institucionalização, como bases para uma linearidade histórica e cultural da nação, e seu uso mercadológico, de fato com um produto gerador de lucro. Aqui, daremos destaque para primeiro aspecto apresentado, refletindo sobre mitos para a unificação nacional de um Brasil que queria se mostrar moderno e original, sem deixar de passar pelo segundo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Ao pensar a gênese da &#8220;arte brasileira&#8221;, por subsequência, de uma &#8220;brasilidade&#8221;, o projeto modernista (aquele da icônica semana de 1922) encontra-se com a figura romântica e idealizada do Aleijadinho. Este herói mítico, retratado por meio de diversos anacronismos e inconsistências, serve como símbolo de uma independência estética da colônia, uma primeira manifestação genuinamente brasileira pós invasão europeia. Esta visão que, ao passo que pretende retratar uma unidade cultural por meio do artista mestiço, também busca desvelar um protagonismo do &#8220;gênio&#8221;, no século XVIII não era possível. <strong>A gana de encontrar símbolos verdadeiramente brasileiros vê no mito do Aleijadinho</strong>, retratado pela primeira vez por Rodrigo Bretas em sua biografia no Século XIX, <strong>uma substancial oportunidade de glorificá-lo</strong>.</p>



<p>Augusto de Lima Jr, na primeira metade do século XX, já começa a refutar este status, porém não sem encontrar dificuldade e descrença. Para o autor brasileiro, o mito do Aleijadinho insere-se de forma profunda na cultura brasileira, impossibilitando uma leitura mais cientificista do tema. A exaltação do artista como figura mítica lhe confere o posto de intocável e, por consequência, indiscutível. Exemplifico aqui com as duras palavras do autor, &#8220;<em>Não acreditar nas patranhas sobre o Aleijadinho chega a ser quase uma vergonha, é prova de estupidez e de má fé</em>.&#8221; (Augusto de Lima Jr.).</p>



<p>A máxima romântica do &#8220;gênio&#8221; é facilmente encontrada em leituras dos textos do autor inglês John Ruskin, pensador da arte e política na primeira metade do século XIX. Ele nos diz que cada nação já tem uma quantidade pré-determinada de gênios e que estes devem ser lapidados, a fim de deles tirar-se o maior proveito. Podemos compreender essa &#8220;lapidação&#8221; como certa necessidade de cunhar pessoas para assumir tal posto de &#8220;gênio&#8221;, algo que demonstra certa subserviência ao cânon europeu das artes plásticas, crítica constante ao movimento modernista. Esta &#8220;condição&#8221; de genialidade não era presente nos &#8220;setecentos&#8221;, muito pelo contrário: a relação com os artífices se dava de forma muito impessoal. A falta de documentação biográfica dos mestres e artífices produzida na época atesta este fato.</p>



<p><strong>Barroquismos</strong></p>



<p>O homem barroco surge na ibero-américa como uma junção cultural, entre os valores europeus e os locais, criando algo &#8220;nosso&#8221;; utilizando-se do métodos metropolitanos, os colonizados se rebelam. O exotismo aqui é utilizado para se distanciar ainda mais do &#8220;outro&#8221; europeu, definindo e perpetuando a cultura local aqui de acordo com Guiomar de Grammont. O que é tido como &#8220;original&#8221; pressupõe o uso de técnicas e temas europeus, e a mestiçagem, uma suposta pureza anterior, de cunho romântico.</p>



<p><strong>Toda representação mítica precisa ser distorcida a fim de ressaltar virtudes</strong>; assim, a criação do herói em um tempo onde a individualidade e o fator criativo independente era inexistente é apresentada como uma resistência ao colonizador, o que não condiz com a documentação existente. A finalidade política se torna clara na gênese do herói barroco: ainda de acordo com Guiomar de Grammont, esta sobrepõe-se a estética como fundamento da construção da identidade nacional no século XX.&nbsp;</p>



<p>Para Augusto de Lima, a origem mestiça é muito importante para glorificação de Aleijadinho, que, aliada aos valores da inconfidência mineira, cria um terreno fértil para a proclamação deste herói das artes. Não nos cabe reduzir o valor das produções artísticas, mas questionar sua fetichização cega, que apenas cobre o mérito do movimento. <strong>A idealização do mito retira de sua obra o fator humano, colocando um movimento artístico grandioso sob a sombra de uma lenda</strong>. &#8220;<em>O que tem prejudicado os estudos sobre nossos artistas da fase colonial tem sido essa organizada apologia a um determinado, convertido em ídolo</em>&#8221; como disse Augusto de Lima Jr. em seu livro de 1942.&nbsp;</p>



<p>Não queremos reduzir a importância de um herói pardo em meio a um Brasil colonial que se retratava majoritariamente branco e eugênico, mas sim questionar o uso do mestiço por outrem &#8211; mais uma vez não dando voz aos vivos e ativos habitantes da terra em brasa. Hoje, pautamos nossas discussões em &#8220;lugares de fala&#8221; e &#8220;alteridades&#8221;, mas às vezes nos esquecemos de questionar nossos pares.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Mercado</strong></p>



<p>Outro fator que em segundo plano aliou-se a esta construção é provavelmente o mercado de arte, que, por meio da criação mítica de Aleijadinho, encontra caminho fértil para o lucro. Por meio da não personificação do século XVIII, fatores subjetivos servem à ratificação de autoria das obras. Com um mercado de certa forma desregulado, as atribuições muitas vezes atendem a fatores mercadológicos, acima dos científicos. Ainda nos dias de hoje, encontramos casos de mau uso deste fato, como pode ser constatado em reportagem da revista Época de 2011, onde o escultor Marcos Bernardes encontrou uma de suas obras alterada e atribuída a Aleijadinho.</p>



<p>Fato é: ainda hoje, tais questionamentos sobre a vida e obra de Antônio Francisco Lisboa são vistos com maus olhos, polêmicos. Não são necessários mais de 15 minutos de ócio contemplativo em uma igreja de Ouro Preto para se ouvir histórias de origem duvidosa propagadas por guias da cidade. Estes hábitos apenas podem diminuir fatos de grande interesse para sociedade, tendo em vista que <strong>uma análise rigorosa da arte mineira setecentista não tiraria os méritos de seus personagens</strong>.</p>



<p><strong>Resistência&nbsp;</strong></p>



<p>Acredito que a figura do &#8220;gênio mestiço&#8221;, no caso de Aleijadinho, não cumpre seu papel de elevar a autoestima do povo brasileiro em seu caráter de potência criadora. No fim das contas, transporta toda sua obra para um patamar inalcançável, um caso isolado… Imagino que a compreensão menos idílica do caso, enxergando um punhado de artistas da terra, se representado nas entrelinhas do rigor estético da arte do XVIII, nos seus trejeitos e traços físicos, seja muito mais potente para tal objetivo. No caso da própria Ouro Preto, um rápido passeio visual pelos signos Adinkras mostra uma linha de frente estética de resistência, mas isso é conversa pra outra hora.</p>



<p>Os mitos de origem, por muitas vezes, alteram a historiografia e não têm como pressuposto a verdade. Não digo aqui o contrário, que tudo seja mentira, nem discuto o que é verdade ou mentira; mas ressalto as possibilidades de omissões e enaltecimentos exacerbados. Vivemos em uma maldita mitomania e a criticamos todos os dias, mas não podemos esquecer dos mitos que, supostamente, são nossos amigos, mas deixam encobertas importantes camadas simbólicas, sociais e plásticas.<br></p>



<p>Leia Comigo:&nbsp;</p>



<p>DEBORD, Guy: Sociedade do Espetáculo; eBooks.com, 2003<br>GRAMMONT, Guiomar: Aleijadinho e o Aeroplano; Civilização Brasileira, 2008&nbsp;<br>LIMA JR. , Augusto: O Aleijadinho e a Arte Colonial; Edição do Autor, 1942&nbsp;<br>RUSKIN, John: Selvatiqueza (Excerto de A Natureza do Gótico); EESC &#8211; USP, 2006 RUSKIN, John: A Economia Política da Arte; Record, 2006</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>José Hansen</strong> é editor de conteúdo do site <a href="http://www.baixocentro.com">Baixo Centro</a>, graduado em Museologia pela UFOP e recém-ingresso no Mestrado Profissional em Gestão do Patrimônio pelo IPHAN.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O Hijab e a Descolonização do Olhar sobre a Mulher Muçulmana</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/30/o-hijab-e-a-descolonizacao-do-olhar-sobre-a-mulher-muculmana/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:24:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[Fabíola Oliveira]]></category>
		<category><![CDATA[Hijab]]></category>
		<category><![CDATA[Islam]]></category>
		<category><![CDATA[Muçulmana]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Fabíola Oliveira</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando pensamos em Islam, logo pensamos nas mulheres muçulmanas, assunto central de qualquer debate e tratado de maneira categorizada vinculada a imagem bem comum chamada de burca, dominação masculina e opressão. </p>



<p>O que muita gente não sabe é que nem todo véu é burca; inclusive, a burca é uma indumentária somente de dois países e, hoje, o uso não é mais comum. O véu que chamamos de hijab é uma prescrição alcorânica tanto para homens quanto para mulheres, que diz: &#8220;cubram-se e sejam modestos&#8221;. Logo, o hijab nada tem a ver com aprisionamento da mulher. Além disso, a escolha do hijab precisa ser exclusivamente feminina, sem nenhuma compulsoriedade.</p>



<p>No Islam, não existe hierarquia entre homem e mulher; não há distinção de gênero, e, portanto,  não existe nenhum processo de priorização de uma pessoa frente a outra. Quando estudamos o Alcorão, percebemos que ele é coerente e nos permite uma compreensão moral do mundo. Como defende Asma Lamrabet, “<strong><em>numa pesquisa alcorânica mais profunda, aprendemos a diferenciar o patriarcado na construção social/cultural e observamos que homens e mulheres estão pela justiça numa participação social e política</em></strong>”.</p>



<p>Há 14 séculos, o Islam foi revolucionário para sua época ao ver a espiritualidade da mulher em conformidade com a sociedade, e também garantir o seu direito à educação, ao divórcio, ao prazer sexual e à atribuição do poder na tomada de decisões. Dessa forma, a ideia de que o Islam oprime as muçulmanas é um contrassenso; na verdade, todas as mulheres são oprimidas, no mundo inteiro, pelo patriarcado. </p>



<p>A visão eurocêntrica invalida as diversas vivências das muçulmanas e impede a população majoritária de perceber os valores que elas carregam. Essa visão carrega a ideia colonialista do salvamento dessas mulheres; a verdade é que elas não precisam da redenção das mulheres ocidentais para estarem longe do machismo patriarcal &#8211; porque seguir o padrão feminino ocidental não garante a essas mulheres o livramento desse sistema que as oprime. </p>



<p>É preciso desvencilhar o julgamento das muçulmanas a partir da sua própria visão/ experiência e encarar as muçulmanas como as próprias protagonistas das suas histórias. É dessa forma que conseguimos entender o Islam e as muçulmanas, enxergar o diferente de forma livre, sem pegar a sua própria vivência e valores como referência do que é o ideal feminino.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Fabiola Oliveira </strong>é professora, mãe e ativista. Formada em Letras. Cria conteúdo para internet sobre maternidade e feminismo numa perspectiva islâmica.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Herança &#8211; Capítulo 2: Desconfiada</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:23:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[Herança]]></category>
		<category><![CDATA[Darlan Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Darlan Lula</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Com as mãos apoiadas na testa, cotovelos encostados na mesa de vidro de seu consultório, ele pensava em como poderia escapar de mais aquele embaraço.</p>



<p>&#8211; Quem é Alciléia?</p>



<p>&#8211; Ninguém, meu bem, apenas uma paciente.</p>



<p>&#8211; Como apenas uma paciente? Sua secretária acabou de dizer que ela ligou dizendo que não vai mais poder te encontrar no local combinado. Que merda de paciente encontra com você fora do escritório? Diga, Rubens.</p>



<p>&#8211; Ora, meu bem, para com isso. Você sabe muito bem que essa coisa é comum por aqui, principalmente com as pacientes <em>socialites</em>. A mulher tem uma vida corrida e vai se encontrar comigo para me apresentar alguns exames médicos. Só isso. Não crie chifres em cabeça de cavalo.</p>



<p>&#8211; Eu estou tentando aqui, Rubens, é me preservar e não ter os meus chifres, entendeu? Se eu souber que anda me traindo, eu capo você! E ainda faço você engolir as bolas.</p>



<p>Ele a observou assustado, comprimindo os olhos, para em seguida esboçar a sua expressão mais sorrateira. “Ah, vem cá, vem, minha linda. Eu sei o que você quer”.</p>



<p>Ele a puxou para perto de seu peito, abraçou-a com determinação e lhe deu um grande beijo, apertando com força as suas carnes. Uma coisa que Eliana nunca teve foi corpo esquálido, isso sempre lhe faltou. No entanto, o que era escasso de um lado sobrava do outro, em sua língua afiada para tudo. Displicentemente, a princípio, ela mostrou irritação, tentando, sem grandes esperanças, desvencilhar-se dele; logo, já estava jogada em seus braços como prisioneira de bom grado. A coisa começou a esquentar, ele a ergueu e a sentou na mesa de trabalho; e começaram a se esfregar, até serem interrompidos pela secretária. Ela, acostumada já com esses flagras, disse ao doutor que a paciente marcada naquele horário já estava à espera. Os dois se recompuseram.</p>



<p>&#8211; Almoça comigo hoje?</p>



<p>&#8211; Não posso, meu bem, vou ter que comer por aqui mesmo. A minha agenda hoje está uma loucura. E você, não devia estar dando aula?</p>



<p>&#8211; Meu amor, hoje em dia, damos aula através das tecnologias. Meus alunos já estão instruídos com cabos ethernet e Wi-Fi. Eles têm que sair do ostracismo em que se encontram para correrem atrás de suas próprias demandas de estudo. Método moderno de ensino, meu bem!</p>



<p>Eliana era professora universitária do curso de Sociologia. Sem ser, claro, uma unanimidade entre os alunos; aliás, acabava sendo o contrário, todos a criticavam pelo tal método e não frequentar o curso. Aparecia raramente e, no final do período, mandava as notas para os seus alunos por <em>e-mail</em> – sempre notas iguais e altas. E assim ia vivendo, com o Departamento cada vez mais a deixando de lado.</p>



<p>&#8211; Estou doida num vestido que vi numa revista sobre a moda do carnaval deste ano. Preciso comprar o tecido pra Noêmia fazer pra mim. Quero estar deslumbrante no dia do baile de carnaval no clube.</p>



<p>&#8211; Ok, meu bem, agora precisa ir. Nos encontramos em casa, mais tarde. Abraçaram-se. Eliana despediu-se de Angélica, a secretária, pegando o elevador rumo à loja de tecidos mais cara da cidade.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/94898-darlan_png.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10407" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:18px"><strong><strong>Darlan Lula </strong></strong>é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia.&nbsp;<a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/luis_vivanco/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/08/75260-galerialuis1-1021x1024-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10529" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em><em><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></em></em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Despedidas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:22:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[Cronica]]></category>
		<category><![CDATA[Despedida]]></category>
		<category><![CDATA[Karina Mendonça]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Karina Mendonça</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lá estava eu, novamente, entrando naquela casa completamente vazia. </p>



<p>Não era a primeira vez, mas eu sabia que seria a última. Ao andar por aquele corredor silencioso, as lembranças quase me derrubaram, tamanha a força com a qual chegaram. Precisei de um tempo para me recompor e continuar a andar, sem deixar que minha mãe percebesse as lágrimas caindo pelos meus olhos.</p>



<p>Aquele primeiro quarto estava repleto de lembranças, das mais alegres até as mais tristes. Ali, brinquei de boneca em cima de uma pilha de tijolos enquanto a casa estava sendo construída, mas também criei as últimas lembranças da minha bisavó e foi onde nos despedimos.</p>



<p>Na cozinha, tivemos nossos melhores encontros com amigos e familiares, e desfrutamos das melhores refeições e chás da tarde. Ali, aconteceram as conversas mais sérias e tomamos as maiores decisões da vida em família.</p>



<p>Naquele que foi o meu quarto, o qual por alguns anos dividi com minha irmã, cresci, e passei madrugadas acordadas conversando com amigas ou chorando. Ah! Chorei muito, em cada canto daquele quarto. Mas também dei muitas das minhas melhores e maiores gargalhadas. Ali, também, criei o hábito e aprendi a conversar com Deus.</p>



<p>Enquanto percorria a casa vazia, a mente não parava de girar. Sabia que o mesmo acontecia com a minha mãe e, por isso, preferimos cada uma fazer aquele percurso sozinha. Precisávamos nos despedir dali, cada uma a seu modo. Afinal, as lembranças não eram as mesmas; nem as alegrias ou as dores. Após alguns minutos de silêncio, saímos pela porta, a fechamos e fomos embora.</p>



<p>Com lágrimas nos olhos, decidimos não olhar para trás.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong>Karina Mendonça</strong> </strong>é jornalista e escreve desde os 17 anos, pois acredita que as palavras podem fazer coisas maravilhosas, desde mudar o mundo, até fazer alguém sorrir. Ou chorar.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-6 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Colonizados</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:21:33 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[Alexya Soares]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Alexya Soares</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quando me vi dentro, eu já havia caído.<br>Meu medo me encarava, mas foi de mãos dadas que<br>continuei seguindo<br>Onde já se viu o passado me olhando<br>o futuro fervilhando bem atrás de mim<br>todo mundo me abraçando, mas sem ninguém ali?!</p>



<p>Já não somos como éramos antes<br>Estamos lutando para identificar o nosso lugar<br>Qual lugar?</p>



<p>A máscara que previne a vida<br>já não irá nos calar<br>pois a marcha dos soldados ecoa sob as fendas agora<br>Quantas vidas vão embora?</p>



<p>Mas há de vir nova aurora<br>A primavera há de chegar!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong>Alexya Soares</strong>&nbsp;</strong>é psicóloga, estudante de teatro e escritora quando o tempo pede.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Modernidade Líquida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 Aug 2020 21:20:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Nas 4 dimensões aceitas
Relativismo reina absoluto
Relatividade física-sociológica
Geral ou Especial?
Onde o perfeito
referencial
inercial
social?</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9fb03-gabriel_png.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10484" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Gabriel Garcia </strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/11/e9be3-nana1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10139" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p></p>
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		<title>O seu podcast de cultura!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 24 Aug 2020 21:09:22 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 060]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[apoie]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Bodoque Artes e ofícios</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/24/trama-podcast/">O seu podcast de cultura!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O Trama Podcast é um projeto que traz <strong>discussões mais aprofundadas sobre arte, cultura e criatividade em uma perspectiva crítica e acessível.</strong></p>



<p>Através de entrevistas e contribuições de diversos trabalhadores da cultura do Brasil, temos como missão abordar temáticas que dialoguem questões próprias de nosso tempo com conceitos e linguagens amplamente discutidas e difundidas no campo das artes e da Cultura.</p>



<p></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3f7c5-conteudo1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11734" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Porque arte e cultura?</strong></h3>



<p>Arte e cultura são temas transversais em nossa sociedade, que <strong>influenciam direta ou indiretamente movimentos importantes na política, nos costumes e, até mesmo, na identidade de uma comunidade.</strong></p>



<p>Por outro lado, em uma sociedade líquida, cada vez mais tecnocrata e imediatista, percebemos que a profundidade do pensamento crítico &#8211; inerente ao campo das artes &#8211; apresenta a oportunidade de <strong>transformar visões de mundo e promover mudanças significativas na maneira como lidamos com a própria existência e com a existência do outro.</strong></p>



<p>Por isso, a Trama pretende avançar as fronteiras do obscurantismo cultural e do negacionismo científico  e <strong>confrontar de maneira inclusiva, acessível e democrática </strong>a ascensão de movimentos socialmente controversos, culturalmente pasteurizados e politicamente autoritários.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8d49e-conteudo2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11735" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Você pode apoiar!</strong></h3>



<p>Com apenas <strong>R$10,00</strong> por mês você ganha acesso aos episódios mensais da Trama Podcast e, de quebra, ajuda a Bodoque a continuar <strong>ampliando suas ações de fomento e apoio à cultura</strong> como a Revista Trama, o Fundo Cultural e o Museu de Artes e ofícios Bodoque. </p>



<p><strong>Clique no botão abaixo</strong> e assine agora mesmo o conteúdo exclusivo do podcast da Trama! Você receberá, todo mês, um novo episódio, preparado com o máximo de nossa dedicação e empenho.</p>





<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<p>Veja alguns episódios já produzidos pela <strong>Trama Podcast</strong> para entender um pouco mais o projeto!</p>



<figure class="wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: Vivendo no Fim dos Tempos - dia 003 - Dialética da Liberdade" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/episode/2O8fGjEnZJV8fRQBuEg2qt?si=JIZ6t0Y6QRqWgLms4LlrGg&#038;utm_source=oembed"></iframe>
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<figure class="wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: #02 - Cultura é Feijoada: a Importância da Cultura." style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/episode/4nNU81N6mbFf2123DZWHxZ?si=ZvDeDIUaS-GJFe16iePNAA&#038;utm_source=oembed"></iframe>
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<figure class="wp-block-embed-spotify wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Spotify Embed: Regina Duarte e a Cultura nos governos do Brasil - Sobre a Arte #002" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/episode/0vxv8vcjZEzZDylbCH8gc1?si=L3tGWfmZRK6VrMqOL0Gp8w&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>
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