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	<title>Arquivos Ano 002, N 062 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Arte e Eros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:29:17 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Bordô]]></category>
		<category><![CDATA[Eros]]></category>
		<category><![CDATA[Rhuan Fernandes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Rhuan Fernandes</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/arte-e-eros/">Arte e Eros</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>“[…] as soon as the artistic imagination begins to<br>work on us, we leave the safe shore for the open sea.”<br>(Edgar Wind)</em></p>



<p>Nem a mais erudita historiadora da arte ou o crítico com o olhar mais agudo deveriam se levar realmente à sério quando fazem uma afirmação que soe absoluta demais sobre uma obra de arte. Obras de arte são como, sei lá, uma galinha untada em azeite. Você analisa sua compleição física, reflete sobre sua trajetória e tenta agarrá-la. Sente que ela está na ponta dos seus dedos, mas ela escapuliu mais uma vez &#8211; de um modo que até a sensação de que você a tocou parece então um pouco irreal.</p>



<p>Mas esperem. Uma poeta portuguesa, Adília Lopes, disse isso de forma bem mais interessante em um poema chamado “A Arte Poética”:</p>



<pre class="wp-block-verse has-text-align-right"><em>Escrever um poema/ 
é como apanhar um peixe/ 
com as mãos/ 
nunca pesquei assim um peixe/ 
mas posso falar assim/ 
sei que nem tudo o que vem às mãos é peixe/ 
o peixe debate-se/ 
tenta escapar-se/ 
escapa-se/ 
eu persisto/ 
luto corpo a corpo/
 com o peixe/ 
ou morremos os dois/ 
ou nos salvamos os dois.</em></pre>



<p>O texto continua, mas é esse o trecho que nos interessa agora. Seria possível, junto com Adília, falar sobre a poética que é se relacionar com a arte. Ou seja, s<strong>omos também criadores quando vemos uma criação</strong>. Como criadores que somos, nos dois casos, a poesia deixa seus rastros em nós, mas sempre nos escapa. É o que há de mais amável e mais odiável na boa arte. Nada ali é tão definitivo. Sobre os aspectos detestáveis da poética, um escritor estadunidense de quem gosto, Ben Lerner, já falou muito bem em um texto, traduzido no Brasil como “O Ódio pela Poesia” e publicado pela Revista Serrote, em sua edição de número 25.</p>



<p>Ben, eu e Marianne Moore, poeta que ele retoma em seu ensaio, poderíamos dizer sobre a poesia, em uma noite que só eu imagino que possa acontecer (Moore morreu, em 1972, e beber uma brahminha com ela significaria que eu também): “I, too, dislike it” ou “Sim, galera, às vezes, poesia é um saco mesmo”.</p>



<p>Mas a ideia, neste texto, é falar sobre (por favor, continue mesmo após essa declaração possivelmente pretensiosa) Arte e Amor. Não é nada novo. Há até um ensaio famoso e marcante da filósofa Susan Sontag sobre a necessidade de substituirmos a hermenêutica por uma “erótica da arte”. Neste texto, estou mais próximo de ser um leitor de Sontag, que não concorda completamente com suas palavras, do que alguém que vai fazer uma pregação sobre amarmos a arte. Isto é, quero dizer aqui como a experiência da arte, a meu ver, se aproxima do modo como o Ocidente, um dia, entendeu Eros.</p>



<p>Como os gregos imaginaram Eros, o Amor? Como um menino gordo, de cabelos encaracolados, bunda de fora, venda em seus olhos e um arco e flecha nas mãos, etc? Talvez, mas não é esse o aspecto que nos interessa agora, apesar do detalhe de Primavera, do Botticelli, logo acima, ter te enganado.</p>



<p>No Banquete, de Platão, no qual homens embriagados ficam debatendo por horas sobre o amor até que um deles, Sócrates, sóbrio, resolve tudo ao se lembrar das palavras de uma mulher, Diotima, percebemos que os antigos atribuíram um caráter bastante específico a Eros. Ele é a busca, o desejo. Surge de uma incompletude que configura a todos nós, humanos, e que nos torna insaciáveis. Contudo, não se trata da busca por um par romântico ideal. É bem mais do que isso. Enfim, leiam o Banquete, se puderem. É uma grande conversa de bêbados sobre o amor. É também um ótimo livro de filosofia sobre a filosofia, que possivelmente definiu os rumos do saber ocidental desde então e, penso eu, bem poderia ser também sobre nossa relação com a arte.</p>



<p>Acontece que nos colocamos em busca por sermos incompletos. O irônico é que, embora incompletos, temos bordas, fronteiras físicas que nos prendem a nós mesmos. Na experiência amorosa, como aprendi lendo outra poeta e ensaísta, Anne Carson, é como se nossos limites físicos se desfizessem. Ela nos ensina em seu “<em>Eros, the bittersweet</em>”, que na lírica grega o amor é compreendido como uma “experiência de derretimento” e que o deus do amor era conhecido como um “derretedor de fronteiras”.</p>



<p>É o que diz também uma antiga, popular e hoje pouco utilizada expressão da língua portuguesa: “eu me derreto por ela/ ele”. Quem nunca se derreteu por alguém? Por essa experiência de derretimento, o amor não é caracterizado, nos textos gregos, como seco, mas sim como úmido, molhado. Esta metáfora também está na música brasileira. Poderíamos citar diversos exemplos. Um amigo, de forma bastante sagaz, até definiu certa vez “Asa Branca”, de Luiz Gonzaga, o Gonzagão, como “a maior composição musical brasileira sobre amor”. Mas aqui, escolhi citar “Afogamento”, de Gilberto Gil, do álbum “Ok ok ok”, de 2018:</p>



<pre class="wp-block-verse has-text-align-right"><em>Vou correr o risco de afundar de vez/ 
Sob o peso da insensatez/ 
Já sem poder boiar/ 
Estarei com alguém nariz contra nariz/ 
O afogamento por um triz/ 
Tentarei me salvar/ 
Sempre assim/ 
Sempre que o amor vaza a maré/ 
Vou parar bem longe/ 
Aonde não dá pé/ 
Difícil de nadar/ 
Outro dia o fato aconteceu enfim/ 
Um golfinho-anjo, um boto-serafim/ 
Chegou pra me ajudar.</em></pre>



<p>É a experiência do amor descrita por Gil que fala sobre o mais bonito deste estado de liquefação, mas também sobre seus riscos. O que é este afogamento? É a perda de si mesmo num mar que nos distancia das margens, seguras. A música é sobre a experiência de estar em um outro lugar, ser uma coisa que não somos nós. É sobre fazer parte de uma completude nova. Pode soar como algo assustador para nós, tão cientes de nossa individualidade, esta desmarginação. É a experiência de se juntar a algo e fazer parte de um outro ser. É um esquecimento, ao menos parcial e momentâneo, de si.</p>



<p>É o que pode provocar em nós um objeto de arte em um museu ou no instagram. Ou um filme de Agnès Varda. Ou uma série da Netflix. Ou uma música de Gil. É o que há de mágico, no sentido estrito da palavra, na arte. É, contudo, uma experiência arriscada. Um historiador da arte e da cultura alemão, Aby Warburg, que inventou há mais de um século uma nova disciplina denominada por ele <em>Kulturwissenschaft</em> [ou Ciência da Cultura], pareceu querer dizer que esta experiência de perda de si era necessária para compreendermos adequadamente a arte, desde que em um momento seguinte nós nos afastássemos desta unidade e conseguíssemos refletir sobre esta experiência.</p>



<p>Fato é que arte e magia estão unidos de modo umbilical historicamente e não só no Ocidente, não só no léxico que utilizamos para falar sobre ambas. Sabemos isto pelos santos que decoram tantas casas brasileiras ou pelos pontos de umbanda que ecoam pelas ruas das nossas cidades. O que as une, é isso que os gregos chamaram de Eros. É por ele que a arte, mágica, nos derrete para que sejamos, mesmo que por alguns instantes, outro ser. Nesta alteridade, sentimos que mesmo por um momento alcançamos uma completude e nela a compreensão indizível de algo que nos faltava e que sempre tentamos colocar no mundo. É o que há de mais bonito e de mais terrível na arte, como no amor. Essa busca arriscada é, contudo, o nosso melhor caminho para sairmos de nós mesmos num tempo em que estamos tão isolados e sozinhos. E não falo somente da pandemia de 2020.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-normal-font-size"><em>Este texto foi publicado originalmente no blog da Bordô, projeto coletivo de consultoria artística do qual o autor faz parte. Para acessar conteúdos como este e conhecer melhor o projeto, confira o site: https://www.bordoart.com/</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Referências Bibliográficas:</strong></p>



<p>Anne Carson. <strong>Eros, the Bittersweet.</strong> Dublin: Dalkey Archive Press, 1998.</p>



<p>Adília Lopes. A Arte Poética. <em>In:</em> <strong>Caras Baratas.</strong> Lisboa: Relógio D’água, 2004.</p>



<p>Ben Lerner. O ódio pela poesia. Traduzido por Leonardo Fróes. <em>In: </em><strong>Serrote 25</strong>. Rio de Janeiro: IMS, 2017.</p>



<p>Edgar Wind. <strong>Art and Anarchy.</strong> 3. ed. Chicago: Northwestern University Press, 1985.</p>



<p>Platão. <strong>O banquete.</strong> Tradução de José Cavalcante de Souza. São Paulo: Editora 34, 2016.</p>



<p>Gilberto Gil. <strong>“Ok ok ok”.</strong> Geléia Geral, 2018. Disponível em: <a href="https://open.spotify.com/track/2ZElJCoy5AnyOxrusyakIM?si=tpjRKds-S9u7JwZDN0W4Cw">https://open.spotify.com/track/2ZElJCoy5AnyOxrusyakIM?si=tpjRKds-S9u7JwZDN0W4Cw</a>. Acesso em 12/09/2020</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Rhuan Fernandes </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é doutorando em História (da Arte) na PUC-Rio e membro da <a href="http://instagram.com/bordo.inc">Bordô</a>. Estuda o círculo intelectual da Biblioteca Warburg e se interessa pelo estudo do sublime, da luz e do movimento na arte. É pai da Gaia, uma vira lata caramelo, ama Milton Nascimento, café coado e cerveja gelada no copo americano.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/ef7bc-begaleria8-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10819" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



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		<title>Sobre Política e Dedos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:28:40 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Sérgio Augusto Vicente</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Lima Barreto (1881-1922) que me desculpe, mas serei obrigado a meter o dedo em sua famosa descrição do comportamento político dos habitantes da República da Bruzundanga. Na verdade, parece-me que, nesse nobre país, a política se faz com os dedos. Tudo começa com o indicador. É por meio dele, é claro, que o eleitor contemporâneo põe em prática uma nobre e complexa operação: digitar os números de seu candidato na urna eletrônica, para logo em seguida apertar o botão verde da esperança. Um verde que, nas pandêmicas crises de daltonismo que eventualmente os acometem, mais se parece “cor de rosa”. É também com o indicador que o político bruzundanguense expressa seu autoritarismo, indica cargos e escolhe alianças necessárias para colocar tudo na palma de sua mão.</p>



<p>O polegar, por sua vez, expressa toda a sua cordialidade: é o responsável por aquele clássico tinindo que sela os pactos políticos e ratifica o famoso e cafajeste &#8220;Talkey! Deixa comigo!&#8221;. O dedo mindinho, o mais fútil, inútil e soberbo de todos, para eles é sinônimo de trabalho. Candidato que não o possui boa coisa não é: só pode ser va-ga-bun-do!</p>



<p>E ai de quem posiciona, simultaneamente, o indicador na vertical e o polegar na horizontal! Cidadão de bem de verdade trata de usar o indicador na horizontal e o polegar na vertical.</p>



<p>Os dedos bruzundanguenses se comunicam como quaisquer outros. Infelizmente, só lhes falta aprender a escolher. Um dia, talvez, farão jus à expressão &#8220;escolher a dedos&#8221;. Enquanto isso, com as mãos batendo uma contra a outra, um contingente aplaude e reza para tudo dar certo, enquanto outros, estarrecidos, acuados e mascarados, lavam suas mãos, mantendo-as escondidas dentro dos bolsos. Não poderia esquecer, é claro, dos pequenos polegares revolucionários, que, com a tecnologia “touch screen”, mitam com textões publicados em suas “timelines”, à espera de outros polegares frenéticos, com seus “likes” ou “curtidas”.</p>



<p>É sabido por todos que a capacidade de fazer pinça com o polegar e o indicador é uma das habilidades mais nobres que o ser humano desenvolveu, por meio da qual conseguiu produzir, trabalhar e dar forma a todo aparato civilizatório existente na humanidade. Uma habilidade também bastante útil, a bem da verdade, para as “mãos leves” contabilizarem o “cobre” da corrupção. Depois de muito se falar em combate à corrupção, a política anda muito cheia de dedos naquelas terras. Aquele “dedo de prosa” descontraído não existe mais. A Academia dos Bruzundanguenses, reunindo os mais sóbrios indivíduos daquele país, desenvolveu uma habilidade mais evoluída na escala civilizatória: além da pinça, uniu as pontas do indicador e do polegar fraternalmente, de modo a formar a clássica e libertadora circunferência, mais ou menos regular, que os possibilita economizar palavras, neurônios e saliva numa discussão. Uma forma sofisticada de não jogar pérolas aos porcos.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong> é bacharel, licenciado, mestre e doutorando em História pela UFJF. Dedica-se ao estudo da história social da cultura no Brasil, abrangendo temas como trajetórias individuais e de grupos, sociabilidades, associativismo, história intelectual, história social da literatura, acervos documental e bibliográfico, patrimônio cultural, memória e educação. Professor de História e historiador. Atualmente, trabalha no Museu Mariano Procópio (Juiz de Fora – MG).</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Editorial &#8211; O Show de Luísa</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/editorial-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Rede Social]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Carol Cadinelli</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Se você acessou qualquer rede social essa semana, já está sabendo da grande novidade do mundo dos famosos (que depois de uma semana, já não é novidade nem pra quem não tinha ideia de quem eram os envolvidos). A cantora Luísa Sonza e o cantor Vitão assumiram seu relacionamento romântico de forma pública, postaram um vídeo dançando juntos que viralizou sem motivo nenhum (como quase tudo o que viraliza na internet), e o público caiu matando. </p>



<p>Os comentários foram os mais diversos: desde críticas à aparência e ao jeito &#8220;quadradão&#8221; do rapaz, passando por piadinhas sobre o relacionamento dos dois, e chegando até a falas maldosas sobre uma possível traição da cantora ao seu ex-companheiro, Whindersson. Alguns desses comentários foram rebatidos com frases de apoio à cantora. E por que isso tudo? É só um namoro heterossexual entre duas pessoas públicas, ora. Corriqueiro.</p>



<p>O caso de Luísa e Vitão, enfim, é só mais um entre tantos milhares que acontecem todos os dias. Já vem de muito tempo essa cultura da fofoca, que coloca uma massa sem rosto como júri da felicidade e da tristeza do outro; e as redes sociais tornaram tudo isso muito mais fácil, ao dar espaço de autoridade a falantes sem identidade. Longe de mim desmerecer essas ferramentas que dilataram tanto a nossa liberdade de expressão individual e possibilitam que vozes caladas sistematicamente sejam ouvidas e amplificadas; mas cabe a crítica de que andamos, sempre, armadas da possibilidade de nos fazermos anônimas, para que nenhuma consequência de maldades que saem de nós nos atinja. Por que nos comprazemos tanto em atacar o outro?</p>



<p>Essa maldita tela para a qual olhamos o tempo todo transforma seres humanos que estão ao nosso lado em pixels, nos transforma em produtos, expostos para o entretenimento de olhos que não vemos; e viver o &#8216;Show de Truman&#8217; é desgastante. A vida de ninguém deveria ser entretenimento pra outrem. Você pode pensar: &#8220;ah, mas gente famosa&#8221;; bem, por mais que algumas escolham transformar a si próprias em marcas, elas continuam sendo gente, que ama, sofre, erra e acerta. Pessoas que tomam decisões nas suas vidas em prol da própria felicidade e daqueles que são agraciados com o seu amor, e cujas vidas dizem respeito somente a elas &#8211; ainda que elas escolham vivê-la de forma pública, como é o caso de muitos artistas. E vale lembrar que ninguém precisa ser famosa pra virar alvo em rede social.</p>



<p>Luísa e Vitão são só as bolas da vez; vieram muitos alvos antes, e muitos outros ainda hão de vir. Na próxima semana, o relacionamento deles já não vai importar a ninguém, exceto por eles mesmos. E eu me pergunto por que raios alguém escolheria gastar o seu parco tempo em atacar alguém com quem nunca nem falou, e cuja vida pessoal não faz a menor diferença para si. </p>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz, atua e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama, Social Media na Peregrina Digital e escritora nas horas vagas.</p>
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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Trama, agora, impressa!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:26:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[apoie]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Trama impressa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Bodoque Artes e Ofícios</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/trama-agora-impressa/">Trama, agora, impressa!</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há quase um ano e meio, a Trama chega a você, leitor, todos os domingos, em seu formato online: com dez textos para discutir, entreter e fazer pensar. E hoje, temos a alegria de poder anunciar que a nossa primeira edição física já está em pré-venda!</p>



<p>Foram muitos meses de planejamento e testes até conseguirmos atingir o melhor resultado da nossa publicação, que vem cheia de charme e de conteúdo de altíssima qualidade &#8211; além, claro, do esmero das edições artesanais da Bodoque Editora.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Nossos objetivos</strong></h3>



<p>A Trama é uma revista onde conteúdos diversos sobre Arte, Cultura e Criatividade podem ser publicados e debatidos. As edições da Trama trazem diversos artistas, escritores, pesquisadores e trabalhadores da cultura de diversas áreas publicando artigos, contos, poemas, críticas, resenhas e ensaios, de forma clara, acessível, democrática e inclusiva, sem esvaziar a mensagem ou o conteúdo tratado. A ideia da edição impressa segue essa mesma linha; porém, diferente da edição on-line, a versão impressa da Trama tem um projeto de curadoria dividido por temas, convidando grandes artistas, pesquisadores e especialistas para discutir e aprofundar temas importantes para a arte e a cultura em nosso país. O que não muda é a abordagem acessível, representativa e democrática, que se propõe atuar como uma ponte entre o mundo acadêmico e o público geral.</p>



<p>Nosso principal objetivo é <strong>conectar agentes culturais de diversas áreas e o grande público</strong>, trazendo para os leitores discussões que, muitas vezes, se mantem restritas apenas ao meio acadêmico. Sendo assim, ao abordar esses debates de forma acessível, proporcionamos a possibilidade de compreensão e valoração da área da Cultura em sua diversidade. E nessa primeira edição, o tema é &#8220;Em Defesa da Cultura&#8221;.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Porque arte e cultura?</strong></h3>



<p>Arte e cultura são temas transversais em nossa sociedade, que <strong>influenciam direta ou indiretamente movimentos importantes na política, nos costumes e, até mesmo, na identidade de uma comunidade.</strong></p>



<p>Por outro lado, em uma sociedade líquida, cada vez mais tecnocrata e imediatista, percebemos que a profundidade do pensamento crítico &#8211; inerente ao campo das artes &#8211; apresenta a oportunidade de <strong>transformar visões de mundo e promover mudanças significativas na maneira como lidamos com a própria existência e com a existência do outro.</strong></p>



<p>Por isso, a Trama pretende avançar as fronteiras do obscurantismo cultural e do negacionismo científico  e <strong>confrontar de maneira inclusiva, acessível e democrática </strong>a ascensão de movimentos socialmente controversos, culturalmente pasteurizados e politicamente autoritários.</p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Autores da Edição</strong></h3>



<p>Para a primeira edição impressa, os autores foram escolhidos a dedo pelo nosso corpo editorial, pensando sempre em trazer falas sobre arte e cultura que venham de origens e pontos de vista diversificados, dando espaço para reflexões dos diversos campos da arte e da cultura. Confira a lista dos autores da nossa primeira edição abaixo:</p>



<p>FREDERICO LOPES (<a href="https://www.instagram.com/fredslopes/">@fredslopes)</a><br>VALÉRIA FARIA (<a href="https://www.instagram.com/_valeria_faria/">@_valeria_faria</a>)<br>EMILY FONSECA (<a href="https://www.instagram.com/emy.fs/">@emy.fs</a>)<br>MAURO MORAIS (<a href="https://www.instagram.com/maurogabrielmorais/">@maurogabrielmorais</a>)<br>HADASSAH SORVILLO (<a href="https://www.instagram.com/hadysorvillo/">@hadysorvillo</a>)<br>PAULO ROBERTO (<a href="https://www.instagram.com/atenabookstore/">@atenabookstore</a>)<br>LORRAINE MENDES (<a href="https://www.instagram.com/vidamaiorqueolattes/">@vidamaiorqueolattes</a>)<br>PEDRO CARCERERI (<a href="https://www.instagram.com/pedroquibe/">@pedroquibe</a>)<br>GYOVANA MACHADO (<a href="https://www.instagram.com/gyovanamachado_/">@gyovanamachado_</a>)<br>DARLAN LULA (<a href="https://www.instagram.com/darlanlula/">@darlanlula</a>)<br>CARÚ REZENDE (<a href="https://www.instagram.com/carurezende/">@carurezende</a>)</p>



<p></p>



<h3 class="wp-block-heading"><strong>Como adquirir o seu exemplar</strong></h3>



<p>A Edição #1 da Trama impressa já está em <a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001">pré-venda no nosso site</a>, com valor promocional de lançamento até o dia 30 de Setembro.</p>



<p>Em breve, divulgaremos os planos de assinatura, com kits incríveis que acompanham a Trama. Tudo isso para aprofundar a sua experiência com a revista de arte mais engajada e artesanal que esse país já viu.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>
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		<title>Mulheres são a chave para resposta e recuperação da pandemia, diz vice da ONU</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/mulheres-sao-a-chave-para-resposta-e-recuperacao-da-pandemia-diz-vice-da-onu/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[sociedade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/mulheres-sao-a-chave-para-resposta-e-recuperacao-da-pandemia-diz-vice-da-onu/">Mulheres são a chave para resposta e recuperação da pandemia, diz vice da ONU</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mulheres jovens estão travando batalhas interconectadas por “justiça ambiental, econômica e racial”, disse a vice-chefe da ONU em uma discussão online na quinta-feira (3).</p>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">Durante mesa-redonda com renomadas economistas do mundo todo, incluindo a brasileira Laura Carvalho, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse que teve a honra de ouvir ideias ousadas apresentadas por “uma geração confrontada por um mundo cada vez mais marcado pelo fechamento, ao invés da abertura, pela xenofobia, mais do que pela tolerância, por vulnerabilidade, mais do que por segurança, e, acima de tudo, um mundo assombrado pela ameaça existencial das mudanças climáticas”.<img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="430" src="https://i0.wp.com/nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2020/09/engenheira-e1599240939150.jpg?resize=950%2C430&#038;ssl=1" alt="Uma engenheira verifica um canteiro de obras em Amã, na Jordânia. Foto: OIT" data-recalc-dims="1"><em>Uma engenheira verifica um canteiro de obras em Amã, na Jordânia. Foto: OIT</em></p>



<p>Mulheres jovens estão travando batalhas interconectadas por “justiça ambiental, econômica e racial”, disse a vice-chefe da ONU em uma&nbsp;<a href="https://news.un.org/en/story/2020/09/1071632">discussão online na quinta-feira (3)</a>.</p>



<p>Durante mesa-redonda com renomadas economistas do mundo todo, incluindo a brasileira Laura Carvalho, a vice-secretária-geral da ONU, Amina Mohammed, disse que teve a honra de ouvir ideias ousadas apresentadas por “uma geração confrontada por um mundo cada vez mais marcado pelo fechamento, ao invés da abertura, pela xenofobia, mais do que pela tolerância, por vulnerabilidade, mais do que por segurança, e, acima de tudo, um mundo assombrado pela ameaça existencial das mudanças climáticas”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Vamos falhar sem as mulheres</h3>



<p>Embora reconhecendo a injustiça no fato de os jovens terem de arcar com fardos que não criaram, Mohammed lembrou que “status, país e marcadores de identidade” com os quais alguém nasce são “um pouco mais do que uma questão de sorte”.</p>



<p>“Precisamos de uma lente interseccional” para superar as barreiras, sustentou o vice-chefe da ONU, destacando que qualquer esforço que não envolva as próprias mulheres, “acabará por fracassar”.</p>



<p>Mohammed disse que as jovens economistas apresentaram “soluções concretas, tangíveis e ousadas para duas questões urgentes que os jovens enfrentam hoje” — ou seja, a escassez de empregos e as mudanças climáticas — em “mais um lembrete da importância de ouvirmos as vozes desta geração”.</p>



<p>“Elas não são a próxima geração”, continuou, “são a geração e as líderes atuais, porque na verdade é o mundo delas que estamos construindo com a nossa resposta e recuperação a esta crise”.</p>



<p>Citando a iniciativa de Financiamento para o Desenvolvimento na reunião de ministros das Finanças na próxima semana e as discussões de alto nível da Assembleia Geral que se seguirão, Mohammed afirmou que é “nosso trabalho fazer justiça a essas soluções e garantir que as levemos adiante”.</p>



<p>A vice-chefe da ONU destacou o “momento único” apresentado pela pandemia de COVID-19, no qual “as partes interessadas estão dispostas a discutir as questões difíceis” no que se refere a modelos econômicos e arquitetura financeira, uma vez que soluções inovadoras foram “relegadas à margem do pensamento econômico”.</p>



<p>“Isso não teria sido possível até alguns meses atrás”, disse, exortando todos a capitalizarem o momento e “reorientarem o sistema financeiro global para que ele realmente funcione para todos”.</p>



<p>Reconhecendo que os problemas sistêmicos vão persistir “a menos que ações significativas sejam tomadas”, ela concluiu expressando confiança de que “estamos elaborando as soluções de que precisamos para um mundo mais resiliente, igualitário, inclusivo e sustentável à medida que superamos a crise da COVID-19 e alcançamos os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável”.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Impactos no Sul Global</h3>



<p>Para a economista e professora da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da Universidade de São Paulo (USP) Laura Carvalho, não há oposição entre resolver o problema de saúde imposto pela pandemia de COVID-19 e abordar a crise econômica, tampouco há oposição entre desenvolvimento econômico e combate às mudanças climáticas.</p>



<p>“Não temos esse dilema. Existem planos que já foram construídos, planos de recuperação que têm altos efeitos multiplicadores que criam empregos e renda e que também podem ser inclusivos e reduzirem as desigualdades dentro e entre os países”, disse Carvalho durante a mesa-redonda.</p>



<p>“Acho que na Europa estamos vendo isso em alguns países. É um grande passo à frente”, declarou, sobre os planos de recuperação após a pandemia.</p>



<p>No entanto, ela alertou que, no Sul Global, os debates estão girando mais em torno do aumento da dívida pública, o que pode sinalizar uma nova rodada de políticas de austeridade fiscal e de uma agenda macroeconômica centrada exclusivamente no controle dos gastos.</p>



<p>“Infelizmente, as desigualdades globais também mostram, em termos de acesso ao financiamento, a falta de solidariedade fiscal que temos hoje em nosso sistema econômico (global), que também está cobrando seu preço em termos de ação climática”, afirmou.</p>



<p class="has-text-align-center has-small-font-size">A economista sugere a criação de novos instrumentos financeiros e de um melhor sistema multilateral fiscal para tornar o Sul Global menos vulnerável a choques externos.<img decoding="async" width="847" height="446" src="https://i0.wp.com/nacoesunidas.org/wp-content/uploads/2020/09/Laura-Carvalho.png?resize=847%2C446&#038;ssl=1" alt="A economista brasileira Laura Carvalho participou de mesa-redonda organizada pelas Nações Unidas com outras importantes jovens economistas do mundo todo. Foto: Reprodução/UN Web TV" data-recalc-dims="1"><em>A economista brasileira Laura Carvalho participou de mesa-redonda organizada pelas Nações Unidas com outras importantes jovens economistas do mundo todo. Foto: Reprodução/UN Web TV</em></p>



<h3 class="wp-block-heading">‘Mudanças sísmicas’</h3>



<p>Em sua fala no vídeo de abertura, o secretário-geral da ONU, António Guterres, observou que, à medida que as consequências socioeconômicas da pandemia se tornam “cada vez mais graves” e as consequências estruturais a longo prazo “cada vez mais evidentes”, a COVID-19 induziu a “mudanças sísmicas que requerem ideias ousadas e soluções inovadoras”, particularmente vindas das gerações mais jovens.</p>



<p>Reconhecendo que os impactos da pandemia “ainda não foram totalmente percebidos”, Guterres enfatizou a necessidade de requalificar os trabalhadores jovens com as habilidades certas para a economia futura.</p>



<p>“Isso inclui o investimento em habilidades tecnológicas, habilidades humanas que não podem ser substituídas pela automação e aquelas alinhadas com empregos verdes”, detalhou o chefe da ONU.</p>



<p>Voltando-se para a emergência climática, o alto funcionário da ONU disse, “enfrentamos uma crise existencial que está piorando a cada dia”.</p>



<p>“Precisamos que os poluidores paguem pela poluição, precisamos acabar com os subsídios aos combustíveis fósseis e nenhuma nova usina de carvão”, frisou, acrescentando que “precisamos de ações ousadas que equilibrem as pessoas, o planeta e a prosperidade”.</p>



<p>“Isso deve ser central para estratégias que nos permitam recuperar melhor”, concluiu o secretário-geral.</p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a rel="noreferrer noopener" href="https://nacoesunidas.org/ataques-a-jornalistas-sao-ataques-contra-toda-a-sociedade-civil-diz-bachelet/" target="_blank">Nações Unidas Brasil</a></em> <em>em 04/09/2020 &#8211; Atualizado em 04/09/2020.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:23% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/982c5-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8891" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/68661-loja-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11586" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/dae20-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11587" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir nessa quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/tuncaliozge"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg9_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11393" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/mulheres-sao-a-chave-para-resposta-e-recuperacao-da-pandemia-diz-vice-da-onu/">Mulheres são a chave para resposta e recuperação da pandemia, diz vice da ONU</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>Podcast &#8211; Arte e Cultura em um mundo líquido</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[caçadoras de histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Victória Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Trama Podcast</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/arte-e-cultura-em-um-mundo-liquido/">Podcast – Arte e Cultura em um mundo líquido</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O primeiro episódio da nova temporada do podcast da Trama, traz como tema: Arte e Cultura em um mundo líquido, onde, a partir de conceitos ventados pelo pensador Zygmunt Bauman, nossos convidados buscaram estabelecer um panorama do cenário atual, vislumbrando a importância do conhecimento da arte e da cultura para o desenvolvimento do pensamento crítico.</p>



<p>Nossos convidados para esse episódio inédito são: Allony Macedo, professor e doutorando em história; Francisco Faulhaber, artista, professor de filosofia e coordenador de pesquisa do Museu de Artes e ofícios Bodoque; e o professor e doutorando em sociologia, Henrique Grimaldi.</p>



<p>Clique no link abaixo, faça sua assinatura, e receba o link para acesso ao episódio!</p>



<p>Ah, e fique tranquilo! o processo de assinatura é 100%seguro, feito pela plataforma Stripe, responsável pela mediação de pagamentos em milhões de blogs, podcasts e revistas digitais pelo mundo hospedadas no wordpress.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>


<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/arte-e-cultura-em-um-mundo-liquido/">Podcast &#8211; Arte e Cultura em um mundo líquido</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>Herança &#8211; Capítulo 3: No bar do Vicente</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[Herança]]></category>
		<category><![CDATA[Darlan Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Darlan Lula</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/heranca-capitulo-3-no-bar-do-vicente/">Herança – Capítulo 3: No bar do Vicente</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O rádio tocava no fundo do bar uma música rançosa enquanto Ricardo tomava, da já acabada garrafa, a última dose, debruçado sob o balcão. Vicente já o havia perguntado por que voltava a beber depois de tantos anos sem precisar daquilo. Ele o mandou calar a boca e servir. Habituado já a esse tipo de tratamento em seu bar, torceu o nariz e fez o que sua profissão mandava.</p>



<p>Já tarde da noite – Noêmia preocupada em casa –, estava ali, servindo-se com moscas que zumbiam e estalavam no vidro da estufa quebrada. Já não raciocinava direito. Sua vida estava em espiral, soltando palavras desconexas na cara dele, que balançava a cabeça feito lagartixa.</p>



<p>&#8211; Não entendo isso. Tive uma promoção, Vicente. Noêmia parou de trabalhar, só está pegando grã-fina agora. E agora, Vicente? Como vai ser, Vicente?</p>



<p>Seus olhos marejavam, começou a soluçar de angústia. Vicente sabia que acontecera algo com seu amigo, que há tantos anos dividia com ele aquele bairro calmo, tranquilo. Só não sabia o que era. E não importava naquele momento procurar saber. Ele se compadeceu pelo Ricardo, limpando as mãos sujas de gordura no pano de prato sempre recolhido no ombro.</p>



<p>&#8211; Ricardo, ô Ricardo! A mãe tá preocupada. Vamos pra casa.</p>



<p>Era Augusto, seu filho mais velho, aparecendo na entrada do bar.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/94898-darlan_png.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10407" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:18px"><strong><strong>Darlan Lula </strong></strong>é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia.&nbsp;<a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/luis_vivanco/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/08/75260-galerialuis1-1021x1024-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10529" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em><em><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></em></em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Mapa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[amizade]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Gabi Guarabyra]]></category>
		<category><![CDATA[Mapa]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gabi Guarabyra</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>De acordo com nossos mapas, estamos quase na metade do caminho.</p>



<p>Talvez esse mapa precise de algumas atualizações e novos atalhos, ainda não tenho certeza. Uma vez, eu li em algum lugar que nem todas as cidades estão presentes nos mapas. Alguma coisa a ver com o tamanho ou o número de habitantes, não sei bem.</p>



<p>Reconheço que &#8220;uma vez li em algum lugar&#8221; talvez não seja uma das fontes mais confiáveis que eu poderia citar, mas sinto que não posso fazer melhor do que isso agora.</p>



<p>Aprendi a ler mapas aos 9 anos. Meu avô sempre foi fascinado por cartografia e pensou que eu também acharia divertido. Na época eu não achei, mas aprendi mesmo assim. Crianças solitárias como eu não estão habituadas a recusar companhias, mesmo que nem sempre sejam as mais divertidas. Não quero entrar no clichê de neta ingrata e impaciente; só não via a extrema necessidade de entender mapas se sabia que um celular resolveria prontamente o meu problema.</p>



<p>Algumas coisas se desenvolvem por hábito. Quando viajávamos, minha família toda desligava o waze e seguíamos as finas linhas vermelhas impressas sobre o verde desbotado.</p>



<p>Alguns anos mais tarde, aqui estou eu, argumentando em um carro alugado com meus três melhores amigos sobre o melhor jeito de chegar em Ibitipoca. Estamos quase na metade do caminho. É verdade que minhas leituras de 20 minutos atrás também apontavam &#8220;quase a metade do caminho&#8221;. Os telefones estavam todos em uma caixinha guardada na minha velha mochila azul listrada, como uma fiscal. A música saía de um CD que tocava a partir de um tocador anexo que comprei no dia anterior, sabendo que alguém usaria o Spotify como argumento para permitir celulares.</p>



<p>Eu costumava ser muito boa em fingir que sabia o que estava fazendo e seguir em frente, mas em algum lugar na última rotatória essa habilidade se perdeu e estava claro que eu estava, enfim, perdida. Meus amigos me olham um pouco impacientes, mas também curiosos pra saber como eu pretendia sair dessa encruzilhada.</p>



<p>Eles sabem que eles também só vão chegar até a cachoeira se eu descobrir o caminho. Parece uma metáfora de livro de romance, &#8220;Ninguém chega a lugar nenhum sozinho&#8221;. Todo clichê se torna clichê por um motivo. Paramos o carro no acostamento e desligamos a música por um momento.</p>



<p>Enquanto eu ainda me esforçava para decifrar as rotas por entre as montanhas e pedras, sinto o mapa sendo gentilmente puxado da minha mão &#8211; e lá estavam os três resolvendo a complicada matemática dos caminhos de Minas Gerais. O que eu não sabia era que os três tinham passado a última semana estudando esse trajeto também. Não por falta de confiança, mas para não me deixar sozinha.</p>



<p>Era simples. Meu erro fora 15 km antes, em uma bifurcação. O próximo retorno estava à esquerda, 500 metros adiante. Quanto mais imersos estamos em algumas coisas, mais difícil fica enxergar alguns detalhes. Não faz mal alguns pares extras de olhos. É verdade que ninguém chega a lugar nenhum sozinho, mesmo estudando todos os mapas e atlas do mundo.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Gabi Guarabyra </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é atriz, diretora, dramaturga e professora. É pós-graduanda em Gênero e Sexualidade pela FACED-UFJF e compartilha frentes de trabalho teatral no <a href="https://www.instagram.com/coletivofemininojf/">Coletivo Feminino</a> e no <a href="https://www.instagram.com/nucleoprisma/">Núcleo Prisma</a>. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-6 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/ef7bc-begaleria8-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10819" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
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		<title>Sumi</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[Geara Franco]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Geara Franco</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Primeiro eu apaguei as palavras, 
depois eu apaguei a companhia 
e, agora, eu apaguei a minha voz.

Escrevo num vazio imenso, coisas rasas num silêncio profundo, quase ensurdecedor, de não sentir nada. 

Anestesiada.

Eu sempre preciso de um tempo, canso de tudo, 
mas quando quero voltar é tarde. 
Eu já perdi, não está mais comigo.

Às vezes, demoro pra perceber;
outras, é no segundo seguinte, no dia, no máximo.

Mas quando isso acontece aqui dentro: 
cansei de mim, 
enchi o saco mesmo, 
quero distância da minha cabeça. 

Será que vai ser tarde quando eu quiser voltar? 
Vou querer?

Não tem vida nesse quarto além de um peixe. 

Também não tem nem um grão de poeira, eu limpei tudo; 
inclusive as lembranças. 

Nada mia, 
nada fala, 
quando algo cai causa eco, 
mas o que poderia cair? 

Está tudo no seu devido lugar. Eu longe até mesmo de mim.

Tudo funciona como um museu.

Nada rima, não há som emitido daqui. Não ouço nem as batidas do meu coração. 

Por dentro, eu morri e, quando vejo, por descuido, o espelho em frente à cama, vejo que por fora também.</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Geara Franco</strong> é jornalista, macramística e poetisa nas horas vagas. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/sumi/">Sumi</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>Ballet</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/ballet/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Sep 2020 21:20:50 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 062]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11989</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Garcia</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/09/13/ballet/">Ballet</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Gliding like a swan on the water's surface
Agile steps and precise jumps
Harmony of rhythmic movements
Flexible body on stage
Mindfulness at every swing
Audience silence with glassy eyes
Continuous&nbsp;natural flow
Arms drawing choreographies
Rotates anda stops and twirls
Raised by the partner
Flying in brief seconds
Lands with elegance and smoothness
Totally involved in performance
That space is the territory of your freedom
The presentation goes beyond the theater limits
She was borne to dance
Completely accomplished&nbsp;and satisfied
The cadence of the head
Active and determined bearing
Up, down, turns, small steps
Triumphant end in the classic position</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9fb03-gabriel_png.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10484" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Gabriel Garcia </strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/11/e9be3-nana1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10139" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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