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	<title>Arquivos Ariadne Bedim - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>LIBERDADE, ABRA AS ASAS SOBRE NÓS!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 04 Apr 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 085]]></category>
		<category><![CDATA[Ariadne Bedim]]></category>
		<category><![CDATA[Coragem de ser livre]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
		<category><![CDATA[Presente e passado]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariadne Bedim</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>“Todas as pessoas nascem livres e iguais em dignidade e direitos.<br>São dotadas de razão e consciência e devem agir em relação<br>umas às outras com espírito de fraternidade”<br>(Artigo I, Declaração Universal dos Direitos Humanos)</em></p>



<p>Há algum tempo, um passarinho pousava na janela da minha casa todo dia de manhã, olhava para dentro, olhava para mim, ficava um pouco e ia embora. Eu o encarava com afeto e pensava que aquela presença era um sinal de que coisas boas estavam por vir. Inclusive, agradecia pela sua rápida passagem cheia de energia e liberdade.</p>



<p>No documentário “É tudo pra ontem”, Emicida relembrou um ditado iorubá que diz: “Exu matou um pássaro ontem com a pedra que só jogou hoje”. Fiquei pensando sobre essa frase e a sabedoria que ela transmite. <strong>Tudo o que é passado carrega história dentro de cada um, desperta sentimentos, alegrias e frustrações.</strong> Através desse passado, podemos acolher quem fomos, curar cicatrizes, perdoar, ser perdoado e mover caminhos para um novo futuro. Tudo o que é presente, vira passado.</p>



<p>Com algumas pesquisas, descobri que o Baralho Cigano possui uma carta de número 12 chamada “Os Pássaros”. Nela, aparecem dois pássaros que nos lembram sobre a liberdade. Os pássaros são belos e encantam com seus lindos cantos quando estão livres para irem na direção que desejarem. Quando a carta é tirada, é um pedido para que você seja como um pássaro livre, que siga sua vida com muita fé e sem se limitar ao enxergar novos horizontes.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a4154-capaari.jpg?resize=313%2C505&#038;ssl=1" alt="Na foto, um pássaro está voando com algo na boca (alimento ou galho) e chegando no ninho, onde outro pássaro o aguarda. O número doze está em numeral do lado esquerdo e sete estrelas estão posicionadas no meio da carta." class="wp-image-14835" width="313" height="505" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Na foto, um pássaro está voando com algo na boca (alimento ou galho) e chegando no ninho, onde outro pássaro o aguarda. O número doze está em numeral do lado esquerdo e sete estrelas estão posicionadas no meio da carta.</figcaption></figure></div>



<p>Neste ano, não tivemos nossa maior demonstração de liberdade: o carnaval. Em 1989, o Hino da Proclamação da República deu vida para um Samba Enredo no carnaval. O Hino da República traz o verso “Liberdade! Liberdade! Abre as asas sobre nós! Das lutas na tempestade, Dá que ouçamos sua voz!”, enquanto sua adaptação para o enredo apresenta: “Liberdade, Liberdade, Abra as asas sobre nós / E que a voz da igualdade, Seja sempre a nossa voz!”.</p>



<p>Não há liberdade sem coragem; então, ser livre é compartilhar nossa existência na forma mais pura e leve de coragem. Como você manifesta a sua coragem? O pássaro, quando pequeno, tenta voar e cai repetidas vezes. Por isso, a caminhada exige também paciência e sabedoria. Devemos acolher nosso passado com a mesma coragem que precisamos para viver nosso futuro. Liberdade para voar, camarada!</p>



<p>Hoje em dia, o passarinho não aparece mais na minha casa. Torço para que eu possa encontrá-lo em um dos nossos voos de liberdade.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7addb-ariadne-bedim.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14833 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariadne Bedim&nbsp;</strong></strong></strong>é jornalista formada na Universidade Federal de Juiz de Fora, doula, redatora da Sátia (Agência de Comunicação Consciente), fotógrafa documental e afetiva, futura antropóloga visual e&nbsp;encantada pelas existências místicas.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<hr class="wp-block-separator aligncenter is-style-wide" />



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<p></p>
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		<title>Para mulheres: Relembrar existências faz existir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Ariadne Bedim]]></category>
		<category><![CDATA[História das Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Jeanne Baret]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo na História]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Quitéria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ariadne Bedim</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Essa é uma carta para mulheres.</p>



<p>Vivo na busca de memórias que possam ressignificar o presente e o futuro em simbiose com a lembrança de mulheres fortes que compõem a nossa história. Percebo que muitas delas foram esquecidas, anônimas ou até (des)conhecidas. Grande parte das conquistas e direitos que temos, como mulheres, provém da luta e do sangue de nossas ancestrais. Faz-se necessário, portanto, um mergulho interno à nossa identidade para compreender a história, de modo que possamos reconhecer as demandas e conquistas<br>das nossas em território brasileiro, para depois expandir e navegar por horizontes.</p>



<p>Milton Nascimento, a voz do Brasil, já cantarolava: “Maria, Maria é um dom, uma<br>certa magia, uma força que nos alerta”. O Brasil é território de Marias. Maria da Penha,<br>Maria Bonita, Maria Felipa e Maria Padilha. Na comemoração de Independência da Bahia, neste ano, conheci e pude relacionar histórias de algumas heroínas que fizeram parte desse momento histórico e ganharam mais visibilidade. Entre os nomes citados, estava Maria Quitéria.</p>



<p>Nascida em 27 de julho de 1792, na cidade baiana de Feira de Santana, Maria Quitéria fugiu de casa com 19 anos, cortou o cabelo e vestiu as roupas do seu cunhado, José Cordeiro de Medeiros, se apresentou voluntariamente para o Exército, fingindo-se de<br>homem, com o nome de Medeiros. Com o objetivo de se juntar às tropas que lutavam<br>contra os portugueses, foi para o campo de batalha em uma época que a mulher não<br>tinha autonomia em qualquer campo de atuação e participou de várias batalhas em<br>defesa do Brasil e da Bahia. Uma das principais mulheres da cultura nordestina, morreu<br>praticamente cega e no anonimato, em Salvador, no dia 21 de agosto de 1853. Depois de<br>143 anos, ela recebeu do Estado brasileiro o título de Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.</p>



<p>O machismo e a misoginia praticados por homens que se portavam/portam como<br>seres dominantes e superiores impediam/impedem o crescimento das mulheres, limitam sua liberdade e dificultam a ocupação de cargos profissionais por mulheres, em todos seus recortes e existências. Sempre foi dessa forma e permanece. Lutamos para que possamos ser fortes e reconhecidas da forma que quisermos, sem termos que nos munir de vestes masculinas para, unicamente, receber aprovações ou ter grandes conquistas. Conhecendo Maria Quitéria, mulher brasileira, nordestina e porreta, é possível relacioná-la com outras mulheres.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a0504-jeanne-e-maria.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-12614" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Jeanne Baret e Maria Quitéria<br>Arte digital por Ariadne Bedim</figcaption></figure></div>



<p>Jeanne Baret possui muitos pontos em comum com a história de Maria Quitéria, primeiro pelo dia e mês de nascimento. Em 27 de julho de 1740, Jeanne nasceu. Seus pais eram humildes camponeses e a ensinaram a identificar as plantas por suas propriedades curativas; assim, ela se tornou botânica. Em uma época que as mulheres eram proibidas de viajar à bordo de um navio, ela se disfarçou como um rapaz com o nome de Jean e foi para uma viagem ao redor do mundo. Durante a viagem, Jeanne realizou várias descobertas &#8211; entre elas, a da Bougainvillea brasiliensis, uma trepadeira com flores brilhantes e belas, nativa da América do Sul. Jeanne Baret morreu em 5 de agosto de 1807, na região da Nova Aquitânia, sendo conhecida apenas por ter sido a amante do naturalista e botânico Philibert Commerson. Séculos depois, ela foi reconhecida como a primeira mulher a circum-navegar o mundo contribuindo com diversas descobertas botânicas.</p>



<p>As semelhanças entre essas histórias moldam a existência de mulheres daquela época, permeadas por esforços constantes para conquistar seu lugar. A luta pelo que elas acreditavam, traduzidas em seus feitos, foi combustível para a concretização de tais narrativas. Mulheres vestiram-se de espada, escudo e atravessaram o mundo no século XVIII. A nossa batalha é por nós e por elas; as que vieram e as que virão, para que não tenhamos que fingir quem não somos. Sejamos mulheres cientistas, pesquisadoras,<br>botânicas, navegantes e guerreiras; sejamos.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:29% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/91a15-aridne.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11096" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Ariadne Bedim </strong>é jornalista formada na Universidade Federal de Juiz de Fora &#8211; UFJF, doula, fotógrafa documental e afetiva, umbandista, encantada pela antropologia visual e audiovisual.&nbsp;</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/11/e9be3-nana1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10139" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p></p>
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		<title>Doulagem e Oxum: O nascimento do orixá.</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Jul 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 055]]></category>
		<category><![CDATA[Ariadne Bedim]]></category>
		<category><![CDATA[Doula]]></category>
		<category><![CDATA[orixá]]></category>
		<category><![CDATA[Oxum]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ariadne Bedim</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Oxum (do iorubá Òşun) é uma orixá com o mesmo nome do rio que corre na Nigéria, em Ijexá e Ijebu. Ela é a força da Mulher-Mãe. Orixá das águas, do amor e da fecundidade/fertilidade. É quem acalma meu coração e direciona minhas emoções. Mesmo sendo umbandista há um tempo, tive esse momento de epifania um ano depois que conclui o curso de doula e pude compreender todo o processo que enfrentei para chegar até lá.&nbsp;</p>



<p>Nas andanças e inquietações que surgem ao longo da estrada, me olhei no espelho e desaguei. Me propus a pensar sobre existência, ancestralidade e missão. O afeto por outras mulheres, seus recortes e realidades se tornou combustível para muitos questionamentos. Considero que, nesse momento, abriu-se um portal dentro de mim que me preparava para tudo o que estava por vir.</p>



<p>Fotografei um parto humanizado pela primeira vez no mês de Oxum, em dezembro, e foi o que me despertou para a doulagem. Eu me conectei e senti uma energia tão forte se expandindo em meu coração que tive vontade de viver aquilo de peito aberto, com o objetivo de ser uma rede de apoio para as gestantes e contribuir para uma nova forma de parto consciente. É necessário se conectar com o propósito.&nbsp;</p>



<p>Desde o início, manifestava uma doulagem que pudesse contemplar todas as mulheres, de forma acessível e colaborativa. Não basta apenas lutar e se posicionar contra a violência obstétrica, tendo em vista que as mulheres que passam por essa brutalidade são, em sua maioria, negras, periféricas e estão sem acompanhamento de doulas. Além disso, pela situação de muitas gestantes e da falta de estrutura dos hospitais para abraçar o parto normal e humanizado no Brasil, as doulas devem dar enfoque aos grupos de mulheres negras; mulheres de baixa renda; LGBTQIA+ e casais que estejam em algum grupo minoritário.<br><br>O primeiro parto que acompanhei como doula foi humanizado e sem intervenções. Recebi uma ligação com gemidos de contração, realizei meu ritual, comi, tomei banho, acendi uma vela e pedi proteção para Oxum. Já no hospital, encaminhei a gestante para o chuveiro em um certo momento, a água alivia e dissipa a dor. Enquanto isso, fazia massagem nas suas costas e cantarolava, bem baixinho, um canto para Oxum em Iorubá “Oro mi maió”, que significa “Deus é maior”. A água que caia se misturava com a água de cachoeira que eu derramava em suas costas. Um tempo depois, quando o bebê estava coroando, peguei um pequeno espelho que também carrego nos partos para que a mulher pudesse ver a sua filha. Nasceu. Espelho-reflexo e água de Oxum.&nbsp;</p>



<p>A conexão com ensinamentos sobre fitoterapia indígena me acompanham durante toda a trajetória. Busco carregar, dentro da minha bolsa de doula, água da cachoeira ou mar, ervas, folhas e óleos que transportam toda a energia da mata para o momento tão aguardado. Sinto o grande poder de cura das matas, da natureza, do sol e da lua. Tudo nasce e prospera através da força dos nossos protetores e guardiões. A natureza é Mãe. O parto é natureza selvagem de uma mulher que se transforma em divindade do sagrado e profano. As mulheres indígenas sempre souberam como parir e se conectar, de forma que a cesárea, apesar de ser um método necessário em situações de risco, é mais uma forma de colonização do homem branco que tentamos, constantemente, decolonizar.<br></p>



<p>Por fim, enfatizo o protagonismo da mulher durante o parto e a importância de um companheiro ou companheira presente. O corpo de uma mulher tem muita potência, saibamos e sintamos a força do nosso ventre!</p>



<p>Após a leitura desse texto, sugiro que escute a música <em>Oxum</em>, de Serena Assumpção.<br><br>A ilustração é do artista Menote Cordeiro.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:29% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/91a15-aridne.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11096" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Ariadne Bedim </strong>é jornalista formada na Universidade Federal de Juiz de Fora &#8211; UFJF, doula, fotógrafa documental e afetiva, umbandista, encantada pela antropologia visual e audiovisual.&nbsp;</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/11/e9be3-nana1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10139" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p></p>
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