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	<title>Arquivos carnaval - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Me gusta el carnaval en Río</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Oct 2023 18:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 185]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[popular]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Camila Da Silva</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>“Me gusta el carnaval en Río, Brasil, ya sabes” ele disse tudo isso com aquele olhar torto de quem já havia bebido além da conta, eu procurei na multidão alguém que me tirasse daquela situação, ele cambaleava com o copo na mão e os pés sambavam praticamente de tanto que balançavam. O desconforto maior era que não estávamos no Rio, era carnaval, mas estávamos em Guaxupé, Minas Gerais. Eu nunca tinha ido ao Rio de Janeiro, muito menos ao Carnaval de lá. Já não bastava o desconforto de ter vindo com toda a família a um baile, ainda tinha esse gringo no meu pé, que além de chato, ficava me contando o quanto ele conhecia o meu país. Ele conhecia a floresta Amazônica, já tinha desfilado no carnaval do Rio De Janeiro, já tinha comido açaí de verdade (sim, existe um açaí que não é esse que você compra no mercado) e tirado uma foto com um índio de verdade. Eu nasci em Guaxupé, perdi os dentes em Guaxupé, me formei em Guaxupé e estava indo ao meu primeiro baile de carnaval em Guaxupé, o meu mundo se chamava Guaxupé Terra. Enquanto ele desenvolvia aquele monólogo sem fim sobre suas aventuras no Brasil, eu o imaginava em seu país contando do Carnaval que passou em Guaxupé, a pessoa certamente ficaria com muita inveja.  </p>



<p>Chegado o baile ao fim, eu quase pulei de alegria quando meu pai disse que iria buscar o carro. Me posicionei já na porta de saída ao lado de minha mãe, as três irmãs dela e minha prima Chiquita. De repente uma mão encosta na minha cintura, quando me viro, é ele, o gringo, ele me pergunta se já estou indo para casa. Minha mãe sem entender, pega a bolsa e começa a bater na cabeça dele, eu sou dominada por um ataque de risos sem fim. Chiquita também, cada bolsada que ela dava nele ele sambava mais, minhas tias faziam a torcida do ringue “Isso mesmo! Dá na cabeça desse abusado! ” Minha mãe só parou quando o delegado, que estava na festa vestido de xerife, deu voz de prisão a ela, das risadas eu e minha prima passamos ao choro e minhas tias emudeceram. Meu pai sem saber de nada parou o carro e gritou para a gente “Vamos dá no pé, mulheradas, me contaram lá na entrada que tem uma barraqueira aí no baile arrumando confusão! ” O delegado grita de volta para o meu pai “Não se preocupe, eu já cuidei delas! ”  </p>



<p>Quem poderia imaginar que o gringo era sobrinho do delegado e que ele, na verdade, morava em Guaranésia, a quinze quilômetros de Guaxupé. Saia pelos bailes se dizendo gringo, que conhecia o Brasil, mas, na verdade, nunca tinha saído de Minas. O mundo dele era Guaranésia Guaxupé Terra. O delegado quando viu que as bolsadas que minha mãe deu foram ao sobrinho safado liberou ela na hora e pediu desculpas pelo mau comportamento dele, pegou o sobrinho pela orelha e gritando com ele o carregou até o fundo do salão.  </p>



<p>Acho que no fim ele até que se deu bem, ganhou mais uma história para contar nos bailes de carnaval da vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Camila Da Silva</strong> é estudante de letras na UNIVALI- Campus Itajaí. Ela é Paulista, possui 24 anos, reside em Itajaí, Santa Catarina há 13 anos. Já exerceu a profissão de atriz por três anos, realizando peças em Balneário Camboriú, Curitiba e Campinas. Aproveita toda a bagagem do tablado para criar contos criativos, além de poesias e resenhas publicados na página <a href="https://www.instagram.com/encontado_s/">encontado_s </a>desenvolvido com seus amigos de faculdade, este projeto de escrita literária possibilita o exercício e a reflexão da escrita.&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/camomilas__/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">camomilas_&nbsp;</a></p>
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		<title>NÃO TEVE CARNAVAL! MAS O QUE É (OU O QUE PODE SER) O CARNAVAL?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Luan Pedretti]]></category>
		<category><![CDATA[resistência negra]]></category>
		<category><![CDATA[vivências negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Luan Pedretti</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em tempos normais, passado o Réveillon, já começaríamos ver a divulgação da programação dos blocos e de festas pré-carnaval. Todo ano surge o discurso de que “o ano só começa depois do carnaval” &#8211; mesmo que algumas atividades sejam retomadas dias ou até um mês antes da festa, como as aulas, por exemplo.</p>



<p>Não é novidade a pandemia da COVID-19, que, no momento de escrita desse texto, já tirou a vida de 230 mil brasileiros, e vem trazendo tragédia para diversos países do mundo. A principal recomendação para evitar a contaminação, como tem sido repetido desde março do ano passado, é o distanciamento físico. Levando em consideração o momento, é preciso que percebamos que não é momento de festejar, ou aglomerar. É preciso que tenhamos ações diferentes daquela cenas que vimos nas praias na virada de ano.</p>



<p>Mas para além da festa, o que é o carnaval? o que o carnaval representa?</p>



<p>Desde pequeno, crescendo entre evangélicos e católicos &#8211; ou seja cristãos &#8211; ouvi todos os tipos de referências ao carnaval. A festa da carne, a festa pagã, festa em que os demônios andam soltos. É preciso levar em consideração essa ideia cristã, daqueles que julgam e taxam o carnaval a partir de suas religiões. É preciso considerar também aqueles que simplesmente não gostam do carnaval. Mas é preciso entender que o carnaval é muito mais do que festa.</p>



<p>O sociólogo Clóvis Moura, em seu livro <em>A Sociologia do Negro Brasileir</em>o, dedica algumas páginas pra pensar o carnaval. Após debater sobre a ideia de <em>grupos específicos </em>e de <em>grupos diferenciados, </em>o autor aponta no carnaval &#8211; ou melhor, nas escolas de samba &#8211; um exemplo negativo de grupo diferenciado. No entendimento de Moura, os negros que se concentravam nas comunidades, percebiam nas escolas de samba uma forma de lazer e resistência, quando:</p>



<p class="has-text-align-right">“<em>os figurantes das diversas escolas, durante o carnaval, ao desfilarem,</em> <em>realizavam catarticamente o seu desejo de participação social,</em> <em>de integrar-se e dominar a cidade branca. [&#8230;]</em><br><em>era a dominação da cidade pelos habitantes do morro, através da sua organização e da sua contracultura.”</em><br>(MOURA, 2019. p. 180-181)</p>



<p>A partir da citação acima, podemos fazer algumas afirmações. A primeira delas é o carnaval, especialmente o surgimento das escolas de samba em torno de comunidades negras. E também um momento de contracultura, onde aqueles marginalizados tomavam o protagonismo da festa.</p>



<p class="has-text-align-right"><em>“O carnaval era, assim, sociologicamente, uma festa de integração, mas, especialmente, de um ponto de vista mais analítico, um ato de autoafirmação negra. [..] O negro, dessa maneira, não via o carnaval como uma simpels festa da mesma forma que o branco vê. Era, de certo modo, o momento mais importante da sua vida, do ponto de vista de autoafirmação social, cultural e étnica”</em><br>(MOURA, 2019. p. 181-182)</p>



<p><strong>Carnaval é resistência e autoafirmação negra!</strong></p>



<p>De acordo com Moura, as escolas de samba ganharam destaque depois da sociedade branca perceber o caráter organizacional delas. Se apropriaram, embranqueceram socialmente e ideologicamente a festa &#8211; principalmente depois do interesse de grandes empresas e grupos em cima da divulgação que a festa propõe. Por isso, Clóvis Moura apresenta as escolas de samba como “um exemplo de degradação” da cultura dos negros, quando este elemento deixa de ser resistência e expressão de um grupo e passa a atender, principalmente, a interesses privados.</p>



<p>Com relação aos apontamentos de Clóvis Moura, lembramos também escritos de Luiz Antônio Simas, onde no livro <em>O corpo encantado das Ruas </em>este discorre que:</p>



<p class="has-text-align-right"><em>O carnaval é perigoso. O controle dos corpos sempre foi parte do projeto de desqualificação das camadas historicamente subalternizadas como produtoras de cultura. Este projeto de desqualificação da cultura é base da repressão aos elementos lúdicos e sagrados do cotidiano dos pobres, dos descendentes dos escravizados e de todos que resistem ao confinamento dos corpos e criam potência de vida</em><br>(SIMAS, 2019, p. 110)</p>



<p>A desqualificação do carnaval parte do controle dos corpos pretos. Da desqualificação da cultura preta.</p>



<p><em>***</em></p>



<p>Encaminhando para as conclusões, além dos entendimentos que foram expostos acima, devemos pensar no carnaval como um momento de movimentação da economia para cidades turísticas. Vivemos em uma sociedade de capitalismo dependente, como entende Clóvis Moura. Com isso, até que este sistema caia, a população precisa sobreviver. O Carnaval como forma de trabalho também é elemento a se considerar, seja nos barracões de escolas de samba, seja nos dias de folia os diversos vendedores ambulantes, funcionários de transportes públicos, entre outros.</p>



<p>Outro ponto que podemos pensar do carnaval é a perspectiva política. Apesar dos apontamentos feitos por Clóvis Moura, algumas escolas de samba ainda trazem temas políticos para seus enredos, que muitas vezes são próximos da realidade de suas comunidades, por exemplo o desfile da Paraíso do Tuiuti de 2018 questionando a narrativa sobre a escravidão no Brasil, o desfile da Mangueira de 2019 questionando a História oficial do país, ou desfile da Mangueira de 2020 questionando a imagem do Jesus eurocêntrico.</p>



<p>O desfile das escolas de samba já nos mostrou diversas oportunidades de politização de temas e transformação destes em arte para se apresentar na avenida durante cerca de 60 minutos. Com um enredo, alegorias, fantasias, bateria e um samba enredo que dá o tom do discurso. Não são todas as escolas nem em todos os anos politizam seus debates, isso é algo que devemos considerar.</p>



<p>***</p>



<p>Mesmo levando em consideração tudo o que foi exposto acima, a certeza que já tínhamos é que, em 2021, não haveria carnaval; e não houve. Foi preciso que não houvesse carnaval em 2021. É preciso que a gente se solidarize com as famílias que perderam parentes durante esta pandemia. E é preciso que sejamos conscientes com relação à circulação do vírus.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p>REFERÊNCIAS:</p>



<p>MOURA, Clóvis. <strong>Sociologia do negro brasileiro. </strong>2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2019.</p>



<p>SIMAS, Luiz Antonio. <strong>O corpo encantado das ruas. </strong>1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/581c8-luan-pedretti.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13805 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Luan Pedretti </strong></strong>é mestrando em Educação pelo PPGE/UFJF, professor de História, integrante do Movimento Negro em Juiz de Fora pelo Coletivo Negro Resistência Viva.</p>
</div></div>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
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		<title>Jogadora Marta e meninas do ‘Uma vitória leva à outra’ celebram empoderamento no Carnaval do Rio</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/01/seminario-internacional-em-brasilia-discute-solucoes-urbanas-baseadas-na-natureza/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Mar 2020 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 034]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>“Que a sua luta é a nossa bandeira, em cada segundo mostrando pro mundo a força que tem a mulher brasileira”, cantou o samba-enredo da Inocentes de Belford Roxo no sábado, 22 de fevereiro de 2020, enquanto milhares de pessoas celebravam&nbsp;<a href="https://www.unwomen.org/en/news/stories/2020/2/news-marta-and-one-win-leads-to-another-celebrate-brazil-carnival">o Carnaval no Rio de Janeiro (RJ)</a>.</p>



<p class="has-drop-cap">O samba foi uma homenagem ao poder e à força das mulheres por meio da jornada inspiradora da jogadora de futebol Marta Vieira da Silva, Embaixadora da Boa Vontade da ONU Mulheres e defensora dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).</p>



<p>Por 40 minutos, em meio a cores brilhantes e muita dança, a trajetória de Marta, marcada por enfrentamento de desafios, superação de barreiras de gênero e por inspiração a outras mulheres e meninas, foi contada no Sambódromo.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/be3be-captura-de-tela-2020-03-01-acc80s-07.43.06.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8029" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Participants in the One Win Leads to Another programme march ahead of a float honouring Marta. Photo: UN Women/Camille&nbsp;</figcaption></figure>



<p>Carros alegóricos e fantasias representaram marcos em sua vida, desde a infância jogando futebol nas ruas de sua cidade no Nordeste, passando para o Rio de Janeiro para seguir uma carreira no futebol e depois jogando na Suécia e, finalmente, nos Estados Unidos, onde vive atualmente.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/25ffe-captura-de-tela-2020-03-01-acc80s-07.42.17.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8030" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Participants in the One Win Leads to Another programme led a group in UN blue costumes to celebrate Marta. Photo: UN Woman Brasl</figcaption></figure>



<p>Seu papel nas Nações Unidas, como Embaixadora da Boa Vontade para a ONU Mulheres e defensora nomeada pelo secretário-geral da ONU para os ODS, foi o tema de seu carro alegórico, onde aplaudiu o público com sua mãe, Teresa Vieira, e sua treinadora na Seleção Brasileira, Pia Sundhage.</p>



<p>O carro alegórico foi precedido por um grupo de cerca de 80 pessoas em trajes azuis, a cor da ONU, lideradas por dezesseis meninas do programa “Uma vitória leva à Outra” da ONU Mulheres e do Comitê Olímpico Internacional (COI). Elas representavam as gerações mais jovens que veem em Marta um forte modelo que as inspira a continuar lutando por mudanças.</p>



<p>Considerada a melhor jogadora de futebol de todos os tempos, eleita a melhor jogadora do mundo pela FIFA seis vezes e tendo conquistado a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de 2004 e 2008, no ano passado, Marta também se tornou a artilheira das Copas do Mundo da FIFA. Essa conquista única, que a diferencia como ícone do esporte, apenas a aproxima das meninas que se inspiram em sua história.</p>



<p>No dia do desfile, enquanto as meninas do projeto estavam tocando e ensaiando a letra do samba-enredo, Marta apareceu de surpresa. A maioria delas achou difícil conter as lágrimas, mas não perdeu a oportunidade de dizer o que ela significa para elas. A futebolista Kathely Rosa, de 19 anos, resumiu: “eu lutei contra as mesmas barreiras que você conseguiu superar. Eu me vejo na sua história. Você é uma inspiração para mim.”</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1cc08-captura-de-tela-2020-03-01-acc80s-07.42.40.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8031" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Global soccer star and UN Women Goodwill Ambassador Marta Vieira da Silva with participants in the One Win Leads to Another&nbsp;</figcaption></figure>



<p>Marta, que diz que seus papéis na ONU são o maior reconhecimento de sua jornada, conhece seu poder de liderar o caminho para outras meninas seguirem. “Gosto de ter a responsabilidade de trazer esta geração comigo”, disse ela, reconhecendo também como a participação em um desfile de escola de samba ajuda o público em geral a se relacionar com o trabalho da ONU.</p>



<p>“Nem todo mundo obtém informações da mesma maneira. Quando a mensagem do ODS 5 sobre igualdade de gênero se torna um samba, cria um enorme impacto social”, refletiu Gabriela Mesquita, de 16.</p>



<p>Rebeca dos Anjos, de 14, concordou com ela: “o Carnaval é algo que todo mundo adora no Brasil. É muito importante que os temas pelos quais lutamos todos os dias conquistem esse tipo de espaço”.</p>



<p>Marta enfatizou o impacto da celebração. “Estamos aqui, juntos, para romper barreiras, mostrar que a igualdade de gênero faz a diferença no mundo e que somos livres para escolher o que queremos fazer!”, disse ela.</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Jogadora Marta e meninas do ‘Uma vitória leva à outra’ celebram empoderamento no Carnaval do Rio" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/P6F7QJMzDZY?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/seminario-internacional-em-brasilia-discute-solucoes-urbanas-baseadas-na-natureza/">Nações Unidas Brasil</a></em></strong> <strong><em>em 27/02/2020 &#8211; Atualizado em 27/02/2020.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3d7d7-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8105" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Carnaval: a festa da libertação</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/02/23/premio-nacional-de-arte-nazismo-e-o-papel-do-estado-na-cultura-sobre-a-arte-001-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Feb 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 033]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Hélio Rocha]]></category>
		<category><![CDATA[liberdade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Hélio Rocha</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Historicamente o Carnaval é a festa em que o proibido passa ao permitido, com certa liberdade moral concedida pelas instituições do Poder sempre uma vez por ano. Quando a festa surgiu, em finais da Idade Média, como data do calendário da Igreja Católica em que, antes de cumprir os sacrifícios da Quaresma (em que era restrito o consumo de carne, daí o nome derivativo do latim vulgar, carnaval, ou “vale carne”), as pessoas poderiam aproveitar os últimos dias de bonança, o Poder era religioso e a concessão moral era a própria festa.&nbsp;</p>



<p>Com o tempo, o hedonismo tomou conta do Carnaval e surgiram os bailes de Veneza, em que a manifestação da sexualidade não era vigiada pela sociedade, permitindo às pessoas viver a paixão e o sexo, desde que fantasiadas e mascaradas, como conta a tradição. Surgida na Itália, ela rapidamente se espalhou pela Europa e chegou a Portugal, no que foi trazida ao Brasil por meio da colonização.</p>



<p>Entretanto, um elemento diferenciaria o Brasil e seu Carnaval de todos os outros no mundo: a escravidão. Trazidos em cativeiro pelos portugueses, os povos africanos não poderiam celebrar suas culturas, a menos que clandestinamente, o que acabou resultando em assimilações sincréticas das culturas iorubá, banto e malê, principalmente, pelo catolicismo, daí advindo as religiões de matriz africana e os ritmos, personagens e festas africanas, como o samba, a baiana e o dia de Iemanjá.</p>



<p>Em sendo assim, o Carnaval e sua permissividade foram o canal pelo qual a cultura africana se manifestou entre a elite colonial branca, ao longo dos dois séculos de Brasil independente, até chegar à legitimação do samba e sua apresentação nos blocos de rua, que evoluiu para as escolas de samba e suas alas e fantasias (replicando aí o modelo italiano) que, por esconderem-se atrás da máscara, permitiam aos povos negros contarem suas histórias e manifestarem sua cultura. Nesse longo percurso, aí temos o Carnaval mais importante do mundo.</p>



<p>A festividade popular mais conhecida da América Latina, ao lado do Dia dos Mortos mexicano, tem sua semelhança com a data nortenha no sentido de que, igualmente, o sincretismo com o Dia de Finados do calendário católico permitiu aos povos originários do sul da América do Norte celebrar sua cultura de reverência à morte e o espírito dos ancestrais, diferentemente do conceito católico que previa a oração pelos mortos e visita aos seus túmulos, acompanhada de missas com intenções de graças.</p>



<p>Hoje, qual seria o “permitido” do Carnaval brasileiro? Em tempos de violação do direito à festa pelo próprio presidente da República e por governadores de Estado, segue a folia sendo o espaço de contestação aceita goela abaixo pelo Poder, quando o povo pode manifestar-se contra o Golpe de Estado de 2016 ou o assassinato acobertado da vereadora Marielle Franco, nos últimos dois desfiles mais importantes das escolas de samba cariocas: Tuiuti em 2018 e Mangueira em 2019. Os quais, ainda que frontalmente contra o Poder estabelecido, ganharam a visibilidade da Rede Globo.</p>



<p>Portanto, o Carnaval, de séculos em séculos, não perde a sua essência de festa em que o proibido passa ao permitido, ainda que uma vez ao ano. Porém, mostra a história que mesmo esse “uma vez ao ano” pode se tornar uma ferramenta importante na luta por uma sociedade mais aberta e ciente dos direitos do próximo, no caminho para a libertação ante as opressões.&nbsp;</p>



<p>Que venha o carnaval 2020!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Hélio de Mendonça Rocha </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Máscara</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Feb 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 031]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[máscara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Adereço de carnaval
Vivência social
Dependência mortal
&nbsp;
Variedade na cor
Esconde a dor
Insinua o terror
&nbsp;
Aparência é tudo
Jamais desnudo
&nbsp;
Ator na encenação
Ninja em missão
Mulher no salão
&nbsp;
Palhaço pinta o rosto
Homem sobe de posto
Cínico sorri com gosto
&nbsp;
Jamais desnudo
Aparência é tudo
</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong> <strong>Gabriel Lopes Garcia</strong></strong> </strong></strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b537e-fotos-carol-copy.jpg24-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6954" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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