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	<title>Arquivos texto poético - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>BANQUETE</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Maaruade</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">O corpo é um vício
Se oferece a ser bebido
Não é feito de verbo
Salta a carne em inconstâncias
Osso, cartilagem e contrários
O corpo é tesão que cura
Saliva na seiva da
Fruta doce
Venha e diga que é maldade
Amar
Mais o corpo que a alma
Ser a boca da
Língua
Que lambe
O cu
As bocas das línguas
Dos sons polifônicos
No roçar de
Muitos corpos
O corpo é sublime
Em estética qualquer
Tem o consentimento de
Todas as deusas
Seu alimento é o
Outro
Suas águas e seus ares
São harmonia e frescor
O corpo é urgência
O corpo é um vício</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/863a0-maaruade.png?resize=950%2C950" alt="" class="wp-image-19437 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/863a0-maaruade.png?w=1034&amp;ssl=1 1034w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/863a0-maaruade.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/863a0-maaruade.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/863a0-maaruade.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/863a0-maaruade.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/863a0-maaruade.png?resize=980%2C980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/863a0-maaruade.png?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Maaruade </strong></strong></strong>é poeta e artista visual com bacharelado pela Universidade Federal de Uberlândia. Seu trabalho envolve diferentes linguagens como a fotografia, vídeo, performance, poesia e pintura. Realizou a exposição individual Corpo-poesia e participou das exposições coletivas Narrativas da imagem, Corpos Pulsantes, Estirpe, De santo não tem nada, Apófisis, Irá-ColetivA Mexerica, Estudantes fazem assim, Devaneios, A água e I Mostra Cultural de Diversidade Sexual. Diretora do documentário Profissão: artista (2020), e autora do livro Rasgos, esperas e outros dizeres do corpo, publicado pela Editora Subsolo (2021). Atua também como produtora cultural, tendo realizado projetos pelo PMIC- Programa Municipal de Incentivo à Cultura e PIAC- Programa Institucional de Apoio à Cultura.</p>
</div></div>



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		<title>SINCERO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/12/12/sincero/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Eu nem gosto tanto assim de café
Só tomo chá quando está frio
Vejo filmes cult só pra distrair
Invento informações só pra resolver um assunto rápido (suspiro)

Eu só sei ser dispersa e imaginar
Universos ideais que nunca terei (ou terei)

Sei lá... O que eu amo é criar poesias devagar (ou veloz)
Às vezes só quero calar a minha voz
Essa mente agitada que grita dormindo e grita acordada e grita movimentada e grita parada (até quando?)

Eu nem gosto tanto assim de parecer interessante
Meu ego leonino fica bem lá na estante
Também quero ser invisível e observar
Também quero não ter tanta história pra contar

Minha mente é incrível e como é difícil verbalizar cada ato dessa peça de teatro da evolução
Eu não gosto tanto assim de café e não assisto mais televisão

Eu só sei fazer poema e sonhar com fantasmas que colorem minha imaginação
</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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		<title>ENCANTAMENTO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/08/01/encantamento/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Aug 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 102]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Quase um soneto se joga e se quebra no chão
 Busco os pedaços de cada palavra (cacos de emoção)
 Dizem por aí que quem achar o soneto vira rima em canção
 Não li as cláusulas do encantamento
 Desconheço as falas dessa atuação
 &nbsp;
 Me vi varrendo os cacos em distração
 Esqueci como se escreve amor sem coração
 De que linhagem vim e pra que sirvo?
 Se quebro o soneto em várias partículas
 Como ainda não me quebrei por instinto?
 &nbsp;
 Ouço sons estranhos e não identifico
 Presa no sonho da vida 
 Nem lembro se respiro
 Cada pedaço de soneto se balança
 Como partes de um alucinógeno qualquer
 Alucino
 Me penso inteira e me retiro
 &nbsp;
 Enxergo cores e não entendo a sintonia
 Busco rimas vazias que sejam cheias de magia
 &nbsp;
 Que encantamento se quebra quando se quebra a poesia?
 Quem produz essa poção cheia de falas, confusões e energia? </pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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		<title>COMPLETUDE</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/07/11/completude/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jul 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 099]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Me jogo inteira no mundo
 Cada fragmento do que sou se reúne em mandala
 Não tenho medo da vida e nem da morte, apesar de buscar adia-la 
 &nbsp;
 Amo os fins de tarde e as madrugadas
 Aprecio o azul e o cinza do céu
 Sou filha do Sol e me entrego ao papel
 Despejando palavras, gastando o pincel
 &nbsp;
 Necessito da natureza, de um modo geral
 Tudo é fluxo e renova a energia vital
 &nbsp;
 Me jogo insana nos dias, visceral
 Desejando a evolução moral
 Quero amores, abraços e rimas
 Rejeito o apego material
 &nbsp;
 Escrevo pra que a mente saiba
 O corpo físico apodrece no final
 O que fica é a alma farta
 Da completude espiritual </pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
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		<title>VIVER NU E CRU</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/27/viver-nu-e-cru/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=16372</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/27/viver-nu-e-cru/">VIVER NU E CRU</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Às vezes é bom deixar fluir o que não se pode controlar
 Às vezes a falta de ação é a ação que nos impede de errar
 Às vezes os "nãos" da vida só vêm pra nos ensinar
 E nós, tolos, buscamos, razões pra não aceitar
 &nbsp;
 É que somos crianças mimadas sem idade pra rolar no chão
 Somos um comboio, não só de cordas, mas também de frustração
 É que somos tão imaturos que queremos realização
 de todos os desejos, ocultos, que causam alucinação
 &nbsp;
 Às vezes a dor que corta é a mesma que conserta
 Às vezes a palavra torta é a que nos faz andar em linha reta
 É preciso jogar o orgulho fora
 Parar de cozinhar a emoção
 Viver nu e também cru do ego e sua manifestação
 &nbsp;
 É que não podemos perder mais uma encarnação
 Oportunidade implorada pra busca da redenção
 Não estamos sozinhos (nunca) no caminho da evolução
 Às vezes é preciso a luta pra entender que nada é em vão! </pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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		<title>ESBOÇO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/13/esboco/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 13 Jun 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 095]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Meu corpo ainda é esboço
 Esquecido num papel qualquer
 As bordas ficam amareladas
 O traço se perde sob o orvalho de todas as manhãs
 &nbsp;
 Meu corpo ainda é incerto
 Me mexo insegura, deformada, indefesa
 A consciência é um segredo que exerço
 A dor que sinto só o pincel ameniza
 &nbsp;
 Mas nada, nada me acrescenta tinta
 Sou mero esboço esquecido
 Sou corpo / traço com potencial de ser bonito
 &nbsp;
 Mas nada, nada comove meu autor
 Minha vida vai embora a cada gota que estraga o encantamento que não me tocou
 A cada indiferença que mata criatura e criador</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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		<title>CÁRCERE</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/05/30/carcere/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 30 May 2021 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 093]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[relacionamento abusivo]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Houve um sequestro do meu eu
 Ninguém notou, nem eu
 &nbsp;
 Andava cega na noite chuvosa
 Com medo da sombra
 Com medo da vida
 A cada sorriso que você me toma
 Mais uma lágrima que antecedia
 &nbsp;
 Houve um sequestro do meu eu
 Não notei, mas notaram
 &nbsp;
 Andava cega no dia tão claro
 Amigos não tinha, eles me odiavam
 Você estava certo, eu era um fracasso
 Agora é só lágrima
 Eu não dava um passo
 &nbsp;
 Houve um sequestro do meu eu
 Só eu notei e escondi
 &nbsp;
 Andava tão cega sob a neblina
 Não via verdade no que me habita
 Não via reflexo em nenhum espelho
 Não via afeto no seu desespero
 &nbsp;
 Houve um sequestro do meu eu
 Eu notei e o mundo inteiro viu
 &nbsp;
 Ando desperta sob o céu de cada dia
 Com amigos e vozes que antes não ouvia
 Recuperando cada caco do que me sobrou
 Resgatando a identidade que você levou
 &nbsp;
 Houve um sequestro do meu eu
 Pra alimentar sua obsessão
 Houve um sequestro e seja o que for
 Nunca chame isso de amor!</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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		<title>SOBRIEDADE</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/05/16/sobriedade/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 May 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 091]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão sobre autoimagem]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Sempre me senti pouco sóbria

Corri pelas sombras do acaso
Flutuei em personalidades diversas
Entorpecida pelo que eu era
(sinto saudades do que eu sou)

Sempre tive medo de mim
Tão intensa e lógica
Me vi num labirinto de "eus" loucos

Olhei pros lados
e havia carros
que me ignoravam, ninguém me atingia
(não me notavam)

A sobriedade... Seria utopia?

Sou mutável e sigo homenageando a impermanência da vida
Sou adaptável (instável?)
Sabe deus o que me espera!
  
Sou a fluidez sólida
Que recita as belezas de uma vida não tão bela
Que se pega perdida em devaneios
e se lança em voo livre pela janela!</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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		<title>TEMPO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/04/18/tempo/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Apr 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 087]]></category>
		<category><![CDATA[Ariane Bertante]]></category>
		<category><![CDATA[reflexão sobre o passar do tempo]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ariane Bertante</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Existe um mundo dentro do tempo, e esse mundo nos coloca em situações que nunca imaginamos.<br>Às vezes, dizemos, blasfemamos, certezas que nunca poderemos ter; coisas que nunca poderemos saber.<br><br>Somos mutáveis. <br>A impermanência se alimenta da nossa carne fraca,<br>da nossa mão que bate e afaga,<br>da nossa sensação que oscila <br>(seja noite ou seja dia)</p>



<p>Existe um mundo dentro do tempo, e esse mundo desperta coragens e covardias inimagináveis.<br>Desperta nosso lado humano, selvagem e faz com que nossa intuição receba tudo<br>(somos fluxo)<br>A quem bem observa, nada no tempo é inseguro.</p>



<p>Somos a onda dentro do tempo dentro do mundo.<br>Somos mansos e bravos.<br>Somos avassaladores e tranquilizantes.<br>Somos odiosos, somos singelos pirilampos brilhantes.</p>



<p>Nós temos, em nós, o tempo e sua falta; temos vazio e um preencher de falas;<br>Temos um universo de questões a pensar, a elaborar.</p>



<p>Existe um mundo dentro do tempo, existe a missão, a conexão, nada é em vão;<br>Mesmo que pareça oscilar: não tenha medo de se reinventar!</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c813a-ariane-bertante.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15211 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Ariane Bertante</strong></strong></strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</p>
</div></div>



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		<title>Apesar</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/09/29/apesar/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Sep 2019 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 016]]></category>
		<category><![CDATA[Apesar]]></category>
		<category><![CDATA[Larissa valladares]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[texto poético]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>A flor se vestiu de luto, tecida por fios de medo, anáguas de incerteza e espartilhos claustrofóbicos de desespero. Gritou silenciosamente no meio da própria incompreensão. Não havia mais matéria para envolver as palmas das mãos, no acidental aborto do eu. Se dissipou, rapidamente, como neblina no pós estouro de fogos. Perdão! Não conseguimos ser … </p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A flor se vestiu de luto, tecida por fios de medo, anáguas de incerteza e espartilhos claustrofóbicos de desespero. Gritou silenciosamente no meio da própria incompreensão. Não havia mais matéria para envolver as palmas das mãos, no acidental aborto do eu. Se dissipou, rapidamente, como neblina no pós estouro de fogos. Perdão! Não conseguimos ser apresentadas durante a primavera, pois ainda era primavera.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">	A febre do silêncio se transformou no aço impenetrável que, por sua vez, reluzia um labirinto mal acabado; armadura inabalável que nem o vento cortante de julho conseguiu desestabilizar. Por mais que houvesse um soldado por trás, esse já não era mais tido como sinônimo de estrutura.</p>



<p>O discurso confuso foi exposto com um descompensado &#8220;socorro&#8221;, interpretado como &#8220;força&#8221; e elogiado pela &#8220;maturidade&#8221;. Esqueceram que era primavera, o botão ainda estava a desabrochar. Com isso, a flor não conseguiu exalar os sintomas ao ataque das ervas daninha.  Então, ornamentou a coroa de seu próprio velório e, com seus espinhos, assinou seu nome na lápide.</p>



<p>O tempo passou e os ventos do outono trouxeram os gritos sufocados, mas perpetuados durante a primavera. Chegou forte, desestabilizando e, ao mesmo tempo, mostrando novos caminhos já que as rajadas iam tirando as folhas caídas do meio da estrada. Com toda perseverança que lhe coube, sobreviveu firme o pólen da então falecida flor, esquecida de si em cima da gélida lápide.&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">	Findou-se a primavera. Silêncio durante o verão. Vida no outono. Chegou o inverno.</p>



<p>	A flor não nasceria do mesmo botão, mas a que viria recebeu o velho amigo, o pólen. Ao adentrar o inverno, rigorosamente gentil, abriu alas ao retorno da primavera &#8211; nova primavera.&nbsp;</p>



<p>Seja bem-vinda!&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Larissa Valladares</strong> é filha, admiradora dos “pormenores” da vida e aspirante ao serviço social.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8c937-6-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2437" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p style="background-color:#966e00" class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color">Clique na imagem e acesse a loja virtual da Bodoque</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/carolinestabenow/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/73fb6-mulher-india-agra.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2236" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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