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	<title>Arquivos Ano 003, N 097 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>O FIM DO CINEMA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Aug 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Nicholas Emanuel</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Mandaram-te avisar, nobre Glauber:
Queimaram teu último roteiro.
Vossa mercê pode ver com os olhos,
destruíram a miserável vida de Antônio das Mortes.

A imagem se bordou em fogo,
o close-up é em ti, cidadão.
Não é nenhuma sacanagem,
quem dera fosse uma breguice de pornochanchada;
mataram teu filho, Sganzerla.

Levaram a bilheteria,
leiloaram as salas para os sacerdotes,
queimaram o milharal,
congelaram as garrafas de Coca-Cola.
Só sobrou o primeiro-mundismo,
que triste fim.

Conheça-te a ti mesmo, João Acácio?
Parece-me que balearam-te à queima roupa, não foi?
Assim foi com seu terceiro-mundismo,
tacaram um bando de colonos,
puros de alma,
ricos de moedas: castos e santos.

Ligue para Cervantes,
temos novos Padres aqui.
Agora queimam nossos gozos,
nossos alentos,
nossos choros,
nossos risos,
teus livros e meus filmes.

Hoje,
os sete se foram,
apenas o palhaço, a criança e a mãe sobraram.
É tempo de ti, filho do Pai, reencarnar.

Professam sobre teu nome para queimar a memória,
afligem sobre mim o medo do esquecimento.
Peço a ti, filho do Criador,
que troque uma ideia com os povos da selva,
que se una aos deuses da terra e do mar,
que solicite aos romanos que abram mão da nomenclatura,
e que juntos, fortaleçam seus súditos.

O céu precisa cair sobre nossas cabeças;
taciturnos,
diz Andrade,
iremos até lá,
de mãos dadas.

É o fim do cinema:
o filho de quase 200 anos,
a imagem em movimento,
a fala poética.
O cortejo do Zé passa,
os brazileiros comemoram,
o cinema brasileiro
é sujo! nojento! uma vergonha! onde está o Oscar?!
[o estadunidense é ouro,
e nós somos esterco],
adubo,
que não cresce nada que os limpos,
pilotos de fim de semana,
proprietários de HB20,
aprovem.
</pre>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ca909-nicholas-emanuel.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16663 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Nicholas Emanuel </strong></strong></strong></strong></strong>é estudante de Psicologia e, por necessidade, escreve e tenta fazer graça com poemas desajustados, crônicas bagunçadas e artigos desalinhados.&nbsp;</p>
</div></div>



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		<title>POESIA, PRA QUE TE QUERO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Carol Cadinelli</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A palavra &#8220;poesia&#8221;, sozinha, é capaz de gerar calafrios em muita gente, e gente dos mais diversos tipos. Independentemente de idade ou classe social, o conceito popular de poesia é de um texto pretensioso: rimado; carregado de palavras difíceis; e de cunho sentimentaloide. Mesmo quem não detesta, muitas vezes, tem dificuldade de apreciar &#8211; e quem não conhece, só a partir dessa ideia, já desiste de conhecer.</p>



<p>A palavra &#8220;poesia&#8221; também é muito associada a uma noção de transcendência, de inspiração; escrever algo poético, para muitas, só pode ser fruto de experiências extracorpóreas. Mal sabem elas&#8230; (risos)</p>



<p>Associações são associações por uma razão. Não é mentira que existem, sim, poemas sentimentaloides, de linguagem pretensiosa e cuja qualidade é prejudicada pelo apego à forma. Também não é mentira que muitos poetas ainda batem na tecla da inspiração para justificarem suas obras. Mas ainda que esses elementos, em muitos casos, sejam parte da concepção de poesia, penso que não fazem parte do processo da maioria dos poetas e, assim, entendo que são dispensáveis, todos eles.</p>



<p>Como qualquer tipo de arte, a poesia é um estilo de vida, muito mais do que as técnicas e as temáticas; é uma forma de olhar para o mundo, da qual mesmo o pior rimador é capaz de desfrutar. Que motiva a pessoa que olha a adquirir técnicas para expressar o que viu.</p>



<p>Penso a poesia enquanto a luta entre harmonia e caos que está nos olhos de quem vê &#8211; e, portanto, pode estar qualquer lugar, surgir de qualquer momento, se originar em qualquer pessoa, dizer de qualquer tema. </p>



<p>Como qualquer tipo de arte, porém, a poesia também demanda trabalho. Enquanto criação, a linguagem oral e escrita surgiu para servir à humanidade; porém, não raro, faz sua senhora de refém. A arte da poesia está, porém, justamente na manipulação: o indivíduo contra a palavra. Já dizia Drummond:</p>



<pre class="wp-block-verse has-text-align-right">Palavra, palavra<br>(digo exasperado),<br>se me desafias,<br>aceito o combate.</pre>



<p>Dos poetas mais famosos aos mais desconhecidos; das quadrinhas mais simples aos poemas mais elaborados; o trabalho está presente. Se a palavra nos é comum a todos, por sua vez, a tradução da visão em poesia é exercício, é erro, é experimentação; é busca de intimidade com essa palavra, tão cotidiana, tão acessível, que se opõe em valor capitalístico à matéria prima de tantas outras artes, mas que consegue ser tão ou mais desafiadora do que qualquer tinta sobre tela. Eis o peso artístico da poesia, levado pelo poeta como o mundo sobre os ombros de Atlas, lido pela sociedade como pluma que toca o solo.</p>



<p>Essa semana, dedicamos a Trama à poesia, feita para apresentar novos mundos a olhares disponíveis. E que o peso do mundo sobre as costas dos poetas possa ser compartilhado com aqueles que se tocam por suas palavras.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8a636-carolcad-bio-2-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-12212 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Carol Cadinelli</strong>&nbsp;</strong></strong></strong></strong>é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama. </p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p></p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>MICRO CRATERAS, SEU MEDINHO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
		<category><![CDATA[saudade em fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Talisson Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Tálisson Melo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Minha missão junto à TRAMA é, de alguma forma, um pacto comigo mesmo, de que vou encontrar tempo, espaço e meios de concentração para traduzir em palavras algo que me fisgue ao longo do mês, geralmente em associação com outras produções artísticas. Dessa vez, me perdi mais do que de costume; foram tantas coisas que não pude parar, muitas fisgadas, e a mente centrífuga. Então trago algo de uma fisgada bem grande, que acaba absorvendo muitas outras, como um buraco negro.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/87ff7-n12-media.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16674" data-recalc-dims="1" /><figcaption>N.12 da série “micro crateras, seu medinho” – Tálisson Melo, 2021</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Acontece que escrevo vivendo dentro dum cenário real que exala desespero, desamparo, e desvela toda uma máquina de moer carne que já conhecíamos, pois nenhum corte foi de fato tão silencioso que não fosse gerando, mesmo que numa ressonância acumulativa, uma série de traumas – chamamos Brasil. Agora tudo tomou proporções gigantescas que marcam frações de segundo do cotidiano, no mais íntimo e mínimo de tudo – imagens e dinâmicas de escalas globais e microscópicas colidindo com as desigualdades entre continentes, países, regiões, cidades, bairros&#8230; as maneiras como seres humanos vão se juntando, separando, agrupando&#8230; para viver e morrer.&nbsp;</p>



<p>A pandemia embrulha o planeta com a dispersão de um vírus através das conexões sociais de seres humanos no espaço e acaba por fornecer uma série de armas simbólicas para a visão dessa espécie atingida de seres vivos, a humana, criando um outro, um inimigo, que talvez nem seja vivo, mas “intruso” entre nós e “astuto” para “se aproveitar” dessa necessidade vital que temos de respirar, expirar e inspirar. Para existir, temos de borrar todas as fronteiras entre dentro e fora do corpo de cada um, tão constante que se torna algo involuntário, impensado, e acreditamos nesse universo separado do resto que é embrulhado pela pele e forma um corpo que é alguém.</p>



<p>Agora. Cobrindo narinas e a boca. A ideia é não expor as vias aéreas ao que vem de fora. Tapar esse buraco, filtrar o ar, evitar a contaminação por esse ser “infiltrado” entre nós. Isso já é muito pra cabeça. Soma aí um recorte territorial, um Estado, um governo, uma série de ações que estão para além do eu. Do que habita esse corpo a se fechar, num isolamento.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdba2-n2-media.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16673" data-recalc-dims="1" /><figcaption>N.2 da série “micro crateras, seu medinho” – Tálisson Melo, 2021</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Se mesmo antes da pandemia eu já vinha dirigindo muita atenção para as frestas, brechas, fissuras, rachaduras, rugas, fendas, buracos, sulcos, poros, micro-crateras que fazem da pele esse órgão de contato e atrito, que nos isola, impermeabiliza e ao mesmo tempo permite tantas trocas entre dentro e fora, protege e impele, tensão e tesão, exalando odores, com texturas e cores, tantos elementos a carregar dimensões simbólicas, camadas de sentido, índices contraditórios de origens transcendentais e valores arbitrários&#8230;</p>



<p>Com a pandemia, ficou difícil – e acho que não só pra mim, muito pelo contrário – deparar com a latência das aberturas, dos vazios gigantescos que contemos em nós. A sensação de conviver com esses seres tão mínimos que circulam no ar entre corpos e escapam das ondas de luz com seus nano-corpinhos, parece colocar em xeque nossas membranas fronteiriças. Cada 0,1 milímetro de abertura – cerca do tamanho de uma única célula humana – já é suficiente para a passar, de uma só vez, um turbilhão desses vírus de ínfima estatura, seus 0,00015 milímetros munidos de um poder destrutivo para nós que respiramos.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ad78a-n5-media.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16671" data-recalc-dims="1" /><figcaption>N.5 da série “micro crateras, seu medinho” – Tálisson Melo, 2021</figcaption></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O que fazer com esses enormes buracos tão diminutos? Com tanto vazio!&#8230; Há algo de medo. Não um medo banal, das coisas que são notícias, mas um medo que parece brotar no fígado e apertar os músculos quando menos posso esperar. E venho num exercício contínuo de revisar, encarar o vazio, fazer dele morada, condição criativa. Dessa dúvida aguda veio meu encontro psicanalítico com Seu Medinho.</p>



<p>O Senhor Arquimedes Tomas de Braga Velho é (porque sempre será) um oleiro do Vale do Jequitinhonha, tido como um mestre por seu trabalho com o barro. Algumas de suas falas foram registradas e renarradas pelo jornalista gaúcho Mauro Santanaya a partir de sua vivência no nordeste de Minas em vivo contato com Seu Medinho e seu saber-fazer. Fui tomar conhecimento da existência sábia de Seu Medinho por um texto de Mauro publicado na Ilustrada da Folha de S. Paulo, em 30 de Setembro de 1982, intitulado “A razão do oleiro”. Da fala de Seu Medinho me vieram imagens, busquei trabalha-las num processo poético e de autoanálise que também grita pra ser posto pra fora de mim. Usei imagens capturadas da internet, ilustrações de pretensão científica do espaço além do planeta Terra, de seu satélite, a lua, e do que a física chama de buraco negro – também o vazio-cheio que justifica tantas buscas. Misturei numa sequência de fotografias que tirei dum conjunto de impressões feitas com Carolina Cerqueira (durante residência artística na Casa de Cultura/UFJF, em 2012), quando decidimos escanear nossas próprias mãos fazendo diferentes gestos. Em 2021, juntei tudo isso num videopoema: “seu medinho”.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="seu medinho                    /// videopoema de Tálisson Melo, 2021" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/FfipRnLtL7U?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Segue o trecho de “A razão do oleiro”, escrito por Santayana, que tratei de ler em voz alta e gravando para o vídeo:</p>



<pre class="wp-block-verse">Observei-lhe&nbsp;que,&nbsp;
sem gente, para que as coisas?

Medinho disse que Deus podia ter feito coisas para admirá-las,&nbsp;
em lugar de modelar o homem,

que deu no que deu.

- Você sabe que, na verdade, o que o oleiro faz é cobrir o vento, o nada,&nbsp;
porque uma peça de barro é isso: uma separação no vazio.

Eu&nbsp;
quando estou trabalhando,&nbsp;
não penso no vaso, na vasilha:&nbsp;
penso no espaço que eu estou tapando.

Não foi o que Deus fez?
O que ele fez foi isso,&nbsp;
mudar a forma do vazio.&nbsp;
Ou não foi mesmo?

Aí eu não penso no barro, mas&nbsp;
como vai ficar o canto do lugar que eu vou cobrir.</pre>



<p>(a quebra das frases em versos é minha culpa)</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c1d2a-talisson-melo.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13771 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Tálisson Melo</strong> é Artista-pesquisador. Doutorando em Sociologia e Antropologia na UFRJ. Publicou o livro &#8220;Mesmo Sol Outro&#8221; com Carolina Cerqueira (2018). Atualmente trabalha em projetos curatoriais-editoriais e de pesquisa em Montevidéu, Juiz de Fora e Nova York – emaranhando artes visuais, poesia, design, arquitetura, cinema, história e ciências sociais. @talisson.melo @mesmosoloutro</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>A PAUSA DO APLAUSO</title>
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		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
		<category><![CDATA[Crônica sobre felicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Dougg Ribeiro]]></category>
		<category><![CDATA[felicidade na simplicidade]]></category>
		<category><![CDATA[Resenha de Documentário]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Dougg Ribeiro</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/27/a-pausa-do-aplauso/">A PAUSA DO APLAUSO</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">falaram que artista gosta de aparecer
mas já pensou, se não aparecesse?&nbsp;
se sumisse?
o que seria de você?!

se um dia você acordasse
e percebesse que a arte sumiu do planeta Terra
imagina a treta, ia acabar em Guerra!
e se não acabasse
imagina, que sofrimento..
ter que viver de entretenimento!&nbsp;

tem artista que gosta de aparecer
tem artista que aparece só porque precisa
tem gente que aparece e nem artista é de verdade
tem gente que confunde artista com celebridade

artista tem inquietude
não pode ver ferida que mete o dedo
por isso que incomoda&nbsp;
porque artista tem estro, sabe? tem auso

artista é artista...
principalmente, quando ninguém tá vendo
mesmo quando não tem cachê
e mesmo quando não tem aplauso


*poema escrito para o <a href="https://bodoqueonline.art.blog/2021/04/18/doc-a-pausa-do-aplauso/">documentário homônimo</a>, que versa sobre a arte em tempos pandêmicos.</pre>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d7c88-dougg-ribeiro.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-15218 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Dougg Ribeiro</strong></strong></strong></strong> é, sendo genérico, artista e comunicador.&nbsp;Com um pé em cada lado, se atreve a pisar em todo canto.&nbsp;Usa palavras, sons e imagens para tentar impactar o mundo ao seu redor.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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		<title>ÉS TU, BRASIL?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
		<category><![CDATA[Geara Franco]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Geara Franco</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Pedimos vacina,
 Servem chacina.
 Meio milhão não é nada
 Em meio a tanta propina.

 Comida no prato?
 Vacina no braço?
 A gente paga o pato,
 Eles correm pro abraço.

 O distanciamento só aumenta
 Entre flechas e gás de pimenta.
 Apanhar por lutar por direitos,
 Lucrar pra fechar uma ementa.

 Enquanto sonha em ser réptil,
 Lá já são um ninho de cobra.
 O Brasil não é terra fértil;
 Aqui sonho não brota:
 O que o gado não come
 Fazendeiro esmaga com bota.

 A pátria já não é amada,
 Mas desafia o nosso peito a própria morte.
 Pátria não é mãe, é madrasta.
 A esperança no chão se arrasta.
 Estamos jogados a própria sorte.</pre>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="401" height="400" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/39ac6-geara-franco.png?resize=401%2C400&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13659 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/39ac6-geara-franco.png?w=401&amp;ssl=1 401w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/39ac6-geara-franco.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/39ac6-geara-franco.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 401px) 100vw, 401px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Geara Franco</strong>&nbsp;</strong></strong></strong>é jornalista, social media, macramística e poetisa nas horas vagas.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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		<title>[PODCAST] E a escultura invisível?</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/27/podcast-e-a-escultura-invisivel/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
		<category><![CDATA[escultura invisível]]></category>
		<category><![CDATA[leilão de arte]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[salvatore garau]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Trama Podcast</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<hr class="wp-block-separator" />



<p>Sejam bem-vindas e bem-vindos ao nosso podcast!</p>



<p>No episódio de hoje o Fred escolheu aprofundar algumas questões relacionadas à venda de uma escultura invisível por quase R$100.000, debatida em um vídeo do programa <a href="https://youtu.be/UZwpPh4taxo">Sobre a Arte</a>, no canal da Bodoque. </p>



<p>Então já sabe, coloque os fones de ouvido e boa audição!</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Ouça no Spotify:</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-21-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: E a escultura invisível?" style="border-radius: 12px" width="100%" height="152" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/episode/3GrUz6oWdSZ0J3Z1ROO6SW?si=GiPL3v-yQfmiFL5uegTNCw&#038;dl_branch=1&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div></figure>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13420 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7172f-podcast.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>O ARTECAST Bodoque</strong></strong> é um canal de aprofundamento das discussões levantas aqui na revista Trama. Nosso objetivo é fomentar o pensamento crítico e a valorização do conhecimento da arte e da cultura como ferramentas capazes de promover mudanças de olhar.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p></p>
</div></div>
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		<item>
		<title>ESCRITORES E AMANTES DA POESIA CONTAM EM VERSOS COMO ENFRENTAM O CORONAVÍRUS</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/27/escritores-e-amantes-da-poesia-contam-em-versos-como-enfrentam-o-coronavirus/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=16654</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/27/escritores-e-amantes-da-poesia-contam-em-versos-como-enfrentam-o-coronavirus/">ESCRITORES E AMANTES DA POESIA CONTAM EM VERSOS COMO ENFRENTAM O CORONAVÍRUS</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em 21 de março de 2020 e de 2021, o Dia Mundial da Poesia ocorreu em meio a uma crise global de saúde por causa do novo coronavírus. A data que ressalta também a arte de declamar expressando o espírito criativo de seres humanos foi marcada, no ano passado e neste ano, por um inimigo invisível: a pandemia do <a href="https://www.un.org/coronavirus">covid-19</a>.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/global.unitednations.entermediadb.net/assets/mediadb/services/module/asset/downloads/preset/assets/2018/11/18-11-05_Mia_Couto_Mozambique.jpg/image560x340cropped.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="O escritor moçambicano Mia Couto" title="O escritor moçambicano Mia Couto" data-recalc-dims="1" /><figcaption>O escritor moçambicano Mia Couto participou do desafio da ONU News<br>Foto | Emídio Josine</figcaption></figure>



<h3 class="wp-block-heading">Inspiração&nbsp;</h3>



<p>A ONU News entrou em contato com um grupo de escritores, poetas e amantes da poesia em vários países de língua portuguesa para saber como eles buscavam inspiração, resiliência, conforto e solidariedade nos versos nesse momento de incerteza. O resultado <a href="https://youtu.be/ITyMoraCcpQ">está nesse vídeo</a>. Alguns declamam poemas de sua própria autoria, outros colocaram em versos seus sentimentos e como enfrentam a pandemia.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Leitura e Arte</h3>



<p>O primeiro a aparecer no vídeo é o ganhador do Prêmio Camões, o escritor e autor moçambicano Mia Couto, que, na ocasião, estava em autoisolamento por causa da epidemia, mas usou o momento para falar da poesia como inspiração. </p>



<p>Acompanhe os <a href="https://youtu.be/ITyMoraCcpQ">vídeos na íntegra no canal da ONU News no Youtube</a>.</p>



<p>A segunda a declamar é Djaline Silva, de Maputo, que lê um poema de Julio Silva. Catarina de Albuquerque encontra conforto no poema Lisboa Ainda, de Manuel Alegre. Wellington Madeira, do Brasil, compôs um poema sobre o “inimigo silencioso”. Participam ainda Ânimo, Childo Tomas na Espanha, e artista Mel Matsinhe.</p>



<p>O Dia Mundial da Poesia incentiva a promoção da leitura, da escrita e do ensino desta arte. Também incentiva a convergência entre poesia e expressões artísticas como teatro, dança, música e pintura.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Para as Nações Unidas, a poesia é uma forma de arte que está entre as mais preciosas ao permitir exprimir a identidade cultural e linguística da humanidade presente ao longo da história em todas as culturas e continentes.&nbsp;</p>



<h3 class="wp-block-heading">Expressão&nbsp;</h3>



<p>Uma nota sobre o Dia Mundial da Poesia, destaca esta forma de expressão usada para promover a humanidade comum e valores compartilhados, transformando o “mais simples nos poemas em um poderoso catalisador para o diálogo e a paz”.&nbsp;</p>



<p>Foi em 1999 que a data foi adotada pela Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura, Unesco, na sua 30ª Conferência Geral em Paris. Uma das metas é apoiar a diversidade linguística por meio da expressão poética e aumentar a oportunidade de ouvir línguas ameaçadas.&nbsp;</p>



<p>De acordo com a Nações Unidas, a poesia é a base da tradição oral e, ao longo dos séculos, pode comunicar valores mais íntimos de diversas culturas.&nbsp;</p>



<p>A proclamação da data também visa resgatar a tradição oral marcada pela poesia, apoiar os amantes deste gênero e impulsionar a presença da poesia para a recuperação e e afirmação da identidade social. </p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Escritores e amantes da poesia contam em versos como enfrentam o coronavírus" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/a_FYO60K-Rc?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a rel="noreferrer noopener" href="https://brasil.un.org/pt-br/125635-em-tempos-de-confinamento-unesco-celebra-importancia-da-leitura-para-expandir-horizontes" target="_blank">Nações Unidas Brasil</a></em> <em>em 21/03/2020 – Atualizado em 25/06/2021.</em></strong></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>
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		<title>A MORTE ESTÁ SERENA</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/27/a-morte-esta-serena/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Nicholas Emanuel</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você se lembra da chuva? Ela tem um cheirinho bom, né? Aquele aromazinho de terra molhada, o ar<br>fresco e a turbulência dos céus; é bela!</p>



<p>Te encanta também? É fantástica a chuva. Ela rega o cerrado, a mata atlântica, a floresta tropical —<br> vixe, rega tudo! Ela é nossa querida amiga. Tá sempre cuidando daqueles Jequitibás que a gente não<br>alcança — o Jequitibá fica todo feliz! ELE SORRI! Se remexe todinho, molha a todos que passam<br>debaixo dele. Coisa mais linda. E é da bichinha chuva, que enchemos nossos reservatórios, movemos<br>nossas usinas hidroelétricas (aliás, sabia que a primeira hidroelétrica da América do Sul é brasileira?),<br>molha nossas plantações e enche nossos poços artesanais. A chuva é muito carinhosa conosco. Ela<br>vem de lá longe, abraça o mar, conversa com as nuvens e manda com todo amor suas gotinhas.<br>Nossas roseiras, orquídeas e samambaias se alegram! A chuva é um amor.</p>



<p>Mas olha, tem tempos que ela descansa. Deixa bastante água pra nós e nossas vizinhas Fauna e Flora,<br>se preparam para a ausência dela. Nossa amada lança alguns trovões e restinhos de nuvens carregadas<br>para nós enquanto não vem, mas sabemos que ela pode demorar. Portanto, rezamos a ela que não<br>demore. Mas, como à amamos, aguardamos (botamos a broa no forno, aguamos a horta e beijamos<br>nossos filhos). Afinal, o amor é a residência do tempo e esse carinho que temos por algo que amamos,<br>precisa esperar — se acalentar é necessário! A calma é necessária. Nosso paladar, nosso olfato e nosso<br>tato jamais se esquecem daqueles serezinhos que admiramos, então esperamos pela chuva.<br>E se ela não vem? Damos nosso jeito! Cavamos poços, chupamos cana-de-açúcar, estocamos coco e<br>caçamos cactos. E a gente vai se virando. Até o caminhão pipa faz visita para nós. É na água que a<br>gente se benze e se lava, é da água que 70% do nosso corpo se constitui. A gente é água e água vem<br>da chuva.</p>



<p>Então, escute: a chuva demora vir, alguns dos nossos gados padecem. Alguns dos nossos irmãos<br>desnutrem, outros ficam com a boquinha toda ferida. O Sertão custa virar mar, mas vira.</p>



<pre class="wp-block-verse"> A gente pega facão,
 a gente mata o dono do cafezal,
 a gente planta mandioca,
 a gente rouba o que é nosso,
 a gente pega o que é da gente.

 Sem a chuva, o ‘gente’ não existe.
 E sem gente não tem vida.
 Não tem.
 Você pode me dizer que eles sobreviveriam sem meu avô,
 poderia me dizer que iriam tirar a pata do cavalo no mata-burro,
 poderia inventar mil coisas,
 até
 argumentar
 que o auxílio do dotô Kubitschek
 ia ajudar
 lém casa</pre>



<p>Enquanto a chuva não vem, a gente vive. Meu vô vive, meus tios vivem, eu vivo. E preste bem<br>atenção, a dona Morte nunca nos venceu.</p>



<p>Como que eu, cobra criada que sou, teria medo da morte? Me diga! Tu não me dizes, mas eu respondo:<br>da encruzilhada vi muita coisa, vi galinha ser morta e Preto-Véio dançar. Vi o que eu vi. Recusaram mil<br>almas quando jurei de pé junto, que eu, neto de lavrador e filho de vendedora, conhecia Fernando<br>Pessoa e Jorge Amado.</p>



<p>Choveram tantas vezes, mas tantas, que o pé de couve nasceu graúdo.</p>



<pre class="wp-block-verse">A chuva vai lavar as calçadas de sangue, amigo.
 A chuva vai banhar teu pai, irmã.
 A chuva vai inundar teu açude, morena.
 A chuva vai trazer teu amor, menino.
 A chuva vai lhe perdoar, vô.
 
 E se um dia,
 teus bisnetos lhe perguntarem quem fostes eu,
 responda que foi alguém
 que se encontrou
 com a morte,
 e que,
 pela proza,
 a Morte deixou-lhe ficar.
 
 Mas ó, presta atenção,
 A chuva vem.
 E nossos queridos vêm com ela.
 
 A chuva há de vir.</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ca909-nicholas-emanuel.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16663 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Nicholas Emanuel </strong></strong></strong></strong></strong>é estudante de Psicologia e, por necessidade, escreve e tenta fazer graça com poemas desajustados, crônicas bagunçadas e artigos desalinhados.&nbsp;</p>
</div></div>



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		<title>ALPRAZOLAM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Wudson Marcos</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Você
 manda mensagens fragmentadas.
 Será que é
 por causa da ansiedade em
 ser
 ouvido logo?
 &nbsp;
 Saiba que não
 dá certo,
 pois eu preciso esperar
 todas as palavras chegarem pra saber o que
 você quer dizer.
 &nbsp;
 Elas não vêm como nesse poema.
 Com três
 estrofes prontas.
 Elas vêm
 em tempos diferentes de
 modo que
 o marca
 dor de horário
 do recebimento das mensagens
 aponte minutos diferentes em cada
 uma 
 
 que é
 recebida.</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b8421-wudson-marcos.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16383 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Wudson Marcos </strong></strong></strong></strong></strong>é graduado em Filosofia pela UFMS, pós-graduado em Sociologia e Orientação Educacional pela Faculdade Dom Alberto. Trabalha como professor, faz mestrado em Estética e Filosofia da Arte pela UFSC. Também é poeta, autor do livro CGS, e futuro pastor excomungado, sendo que a excomunhão já foi efetivada.</p>
</div></div>



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		<title>WINTER</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/06/27/winter/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 27 Jun 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 097]]></category>
		<category><![CDATA[camminare]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=16648</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Pés tocam a superfície congelada
Estrelas pontilham o céu noturno
Cai a neve em flocos flutuantes
Apenas uma casa de madeira marrom
Existe nos arredores silenciosos
Brilha o vidro da janela embaçada
Amarelo forte do lampião aceso
Vejo a trilha de pegadas que formei
No terreno branco fofo perto da porta
Solitude. Contemplação. Paz.
Escuto corpo e pensamentos
Posso ouvir a natureza
O frio é lindo!
Estou vazio fecundo
Eu sinto o Cosmos
Sou mais um pinheiro a reverenciar
Tao, Consciência invisível, Insondável
Aspiro à sapiência suprema
Conhecer a mim mesmo
Quero o poder absoluto
Dominar a mim mesmo</pre>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6692b-gabriel.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13205 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6692b-gabriel.png?w=1920&amp;ssl=1 1920w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6692b-gabriel.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6692b-gabriel.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6692b-gabriel.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6692b-gabriel.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6692b-gabriel.png?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Gabriel Lopes Garcia</strong></strong></strong> é professor de Física e poeta. Trabalha com projetos educativos de divulgação científica, escreve textos didáticos de ciência e colabora em periódicos de arte e poesia.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>



<p></p>
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