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	<title>Arquivos Ano 003, N 103 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>ARTE AFRO-BRASILEIRA: O SURGIMENTO DOS TEATROS NEGROS NO BRASIL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Iasmim Alice</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><strong><em>“&#8230; Instrumento de redenção e resgate dos valores negro-africanos”</em></strong><br>(Abdias Nascimento)</p>



<p>Sabemos que a formação da cultura afro- brasileira é fruto de uma rica mistura de outras culturas que se instauraram aqui em nosso país, seja pelo contato com as culturas originárias (culturas indígenas), pelo contato com a cultura européia e pela cultura vivida pelo africano escravizado que permanece grafado em sua memória e corpo. Filosofias, ciências, danças, rituais e saberes foram então reestruturadas pelos descendentes de africanos em nosso país, reconstruídos por consequência do sequestro do Atlântico, período de escravatura.&nbsp; Nessa relação, os africanos tiveram um impacto profundo e importante para o que conhecemos hoje como cultura afro- brasileira, alimentando o vasto campo da arte afro- brasileira, como por exemplo: o teatro.</p>



<p>No ano de 1855, emerge discussões na sociedade brasileiras relacionadas a suas problematizações e as relações humanas nos seus sentidos mais aflorado, assim surge o teatro realista no Brasil, depois disso, houve um salto importantíssimo para o movimento artístico, o acontecimento da Semana de Arte Moderna no ano de 1922. Essa Semana, foi importante para o Brasil, pois buscava consolidar uma nova estética para as produções de arte, rompia com o academicismo e buscava abandonar os conceitos tradicionais europeus presentes em quase todas as obras artísticas, possibilitando um novo sentido de produção de arte que valorizasse a identidade nacional, a liberdade de expressão, a fusão de influências externas aos elementos brasileiros, experimentações estéticas, a aproximação dos saberes orais e temas cotidianos.</p>



<p>Logo depois, entre 1926 e 1927, existiu no Rio de Janeiro a Companhia Negra de Revistas. Nessa época, bombava no país o teatro musical, tendo em foco o gênero Teatro de Revista, que se caracterizava pelo entretenimento, por aspectos espetaculosos, exótico e inédito. Assim, começa a surgir o teatro negro no Brasil, manifestado por De Chocolat (João Cândido Ferreira), a Companhia Negra de Revistas, estréia foi em 31 de julho de 1926 e a Companhia teve duração de apenas um ano, infelizmente por conta da dificuldade de se manter um teatro majoritariamente composto por pessoas negras em um horizonte de guerra no mundo. A Companhia foi responsável por uma efervescência no RJ e conseguiu rodar com seus espetáculos em outros estados, sendo alvo de críticas destrutivas e também construtivas, quebraram barreiras com seu teatro negro (embora ainda embebido por uma estética branca e contando com um público de elite), pois nessa época atores e atrizes negras não tinham espaço nenhum de fala nos palcos. Concluindo, a Companhia abriu nossos caminhos, embora com pouco tempo de existência, foi responsável por ocupar o espaço do teatro de revistas e afirmar sua negritude.</p>



<p>O grupo que deu continuidade aos caminhos abertos pela Companhia Negra de Revista, foi o Teatro Experimental do Negro, por Abdias do Nascimento. Pois bem, observando esse resumo do teatro no Brasil, reparamos que não há nenhuma ênfase, sobre a figura da pessoa negra/ afrodescendente/ preta no cenário teatral, ou seja, percebemos uma desigualdade no meio teatral,&nbsp; isso é fruto do racismo estrutural e a supervalorização de uma cultura branca hegemônica . Em 1944, no Rio de Janeiro, movido por um calor de indignação (sustentado por tantos outros) originou- se o Teatro Experimental do Negro. O TEN é a maior referência de teatro negro que temos no brasil, imprime um conceito político em suas ações teatrais. Usufruindo das palavras de Renata Felinto, escrito para o site da Omenelick 2 º ato:</p>



<p class="has-text-align-right"><em>O TEN surgiu como um coletivo de artes cênicas constituído por atores negros selecionados entre operários, empregadas domésticas, pessoas sem teto, sem posição de prestígio social ou profissional. Além de refletir e investir em espetáculos que tivessem atores negros como protagonistas e que tratasse desta realidade em cena, o TEN também erguia a bandeira de uma conscientização sobre a situação da população negra dentro e fora dos palcos. Os seis meses de ensaios com o grupo de trabalhadores/atores renderam-lhes elogios e boa aceitação do público em suas primeiras apresentações no Teatro Municipal do Rio de Janeiro. Isto demonstrou que existia sim, no Brasil, uma parcela da população interessada em discutir questões étnicas e raciais.</em></p>



<p>O Bando de Teatro Olodum, criado em 1994 em Salvador (influenciado pelo grupo carnavalesco de Afoxé, a Banda Olodum), que age há 30 anos no cenário teatral negro, sendo atualmente a grande referência de todos nós, iniciou seus trabalhos pensando a teatralidade dos rituais sagrados e das festas de rua da Bahia e ao longo de sua trajetória começou a&nbsp; realizar tanto ações teatrais, quanto eventos, fóruns e a ministrar oficinas em comunhão com a perspectiva educacional, política, artística e contemporânea da cultura negra, exercendo um grande impacto na sociedade&nbsp; como por exemplo: conscientizando, informando e buscando combater o racismo na sociedade.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/66f21-llustra.jpg?resize=950%2C950" alt="" class="wp-image-17402" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/66f21-llustra.jpg?w=1280&amp;ssl=1 1280w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/66f21-llustra.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/66f21-llustra.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/66f21-llustra.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/66f21-llustra.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/66f21-llustra.jpg?resize=980%2C980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/66f21-llustra.jpg?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Artista Negra<br>por: Bárbara Quintino</figcaption></figure>



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<p>Começar a escrever sobre teatro negro é começar a escrever sobre algo que não tem uma resposta/ uma definição, pois o teatro negro é amplo, complexo, lindamente diverso, poético e rico. O teatro negro age em uma constante expansão, como bem afirma a professora Leda Maria Martins. Portanto, existem teatroS negroS, e não teatro negro, no singular, tais como: o próprio Bando de Teatro Olodum, Grupo Clariô, As Capulanas – Cia de Arte Negra, Os Crespos, NATA &#8211; Núcleo Afrobrasileiro de Teatro de Alagoinhas, Grupo de Teatro Cabeça de Fitas, Teatro Negro e Atitude, Cia Os Comuns, Companhia Negra de Teatro, Grupo Caixa Preta, Coletivo Abdias Nascimento, Companhia de Teatro Popular Cirandart, Grupo de Teatro Beje Eró,&nbsp; Grupo O Negro em Cena, Grupo teatral Irawo, Cia Quadro Negro, Coletivo Artístico Saravá, NEGR.A &#8211; Coletivo Negras Autoras entre tantos outros grupos e artistas independentes&nbsp; pretos. Os teatros negro podem assumir várias categorias, descrevo cada categoria a partir dos conceitos da professora Evani Tavares de forma resumida:</p>



<p><strong>Performances Negras</strong>: Abarcam formas expressivas, de modo geral, e não precisa necessariamente de público para acontecer, como por exemplo, folguedos populares (bumba meu boi, maracatu, congada, congo, tambor de mina, samba rural, entre outros), formas expressivas como a capoeira, o samba e expressões religiosas afro brasileiras (Umbanda, Candomblé, Folia de Reis, Lavagem do Bonfim e etc).&nbsp;</p>



<p><strong>Teatro de Presença Negra</strong>: Faz parte dessa categoria, produções que utilizam elementos da cultura negra como fonte de material e inspiração, ou contam com elenco composto em sua maioria por pessoas negras.</p>



<p><strong>Teatro Negro Engajado</strong>: Diz respeito a um teatro de militância, de postura assumidamente política e posicionamentos críticos, em defesa e afirmação de sua identidade e cultura.</p>



<p>Ressalto que essas categorias não, necessariamente, estão separada entre si, pois partindo do pressuposto que é um teatro negro os sentidos de identidade, posicionamento crítico, linguagens simbólicas e culturais se relacionam, ou seja, conversam. Sobretudo, o teatro negro discute questões da negritude, é produzido, realizado e dirigido para a comunidade negra.</p>



<p>Concluo com um fragmento de Evani Tavares onde ela afirma que:</p>



<p class="has-text-align-right"><em>A</em> <em>emergência do teatro negro no Brasil é uma bandeira que se levanta contra as barreiras da natureza racial, que historicamente vem relegando a população e a cultura negra brasileira às esferas e denominações mais ínfimas de nossa sociedade.</em></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p>“O Teatro do Bando: Negro, Baiano e Popular”, de Marcos Uzel;</p>



<p>“Um olhar sobre o Teatro Negro do Teatro Experimental do Negro e do Bando de Teatro Olodum”, tese doutorado de Evani Tavares;</p>



<p><a href="http://www.omenelick2ato.com/artes-da-cena/teatro/coletivos-de-artes-cenicas">Revista OMenelick 2º ato: COLETIVOS DE ARTES CÊNICAS: ALTERNATIVAS PARA AS AFROBRASILIDADES EM CENA</a>;</p>



<p><a href="https://open.spotify.com/episode/4iKY0esbyxsaeQ0XYpXlGo?si=FTCg-vu2QCS0lCOdSVdDjg">Podcast: A importância da arte e dos teatros negros</a>.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1cbb8-iasmim-alice.png?resize=950%2C950" alt="" class="wp-image-17401 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1cbb8-iasmim-alice.png?w=1365&amp;ssl=1 1365w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1cbb8-iasmim-alice.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1cbb8-iasmim-alice.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1cbb8-iasmim-alice.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1cbb8-iasmim-alice.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1cbb8-iasmim-alice.png?resize=980%2C980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1cbb8-iasmim-alice.png?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Iasmim Alice</strong> é congadeira, multiartista e graduanda em&nbsp;Teatro pela Universidade Federal de São João del Rei, desenvolve pesquisas com ênfase em performance negra, corporalidade e cena autobiográfica. Formou-se pelo Curso de Preparação para atores do Teatro da Pedra, foi atriz e co-fundadora do Coletivo Camaleão. Estudou na Escola de Dança da UFBA e foi integrante do grupo de pesquisa e criação coreográfica&nbsp;Rapadura, Urucum &amp; Dendê. Atualmente, é professora de dança afro no grupo <a href="https://www.instagram.com/dideori/">Dideori</a> e participa do projeto de extensão TUGUNÁ: História e Cultura Africana e Afro-brasileira.</p>
</div></div>



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		<title>NOTA SOBRE OS PASSADOS QUE NUNCA EXISTIRAM</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gyovana Machado</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A busca pelo retorno a um passado ideal é recorrente quando ampliamos a lente e observamos o homem na História. É curioso perceber, no entanto, que o <em>passado ideal</em> vem atribuído de uma crise na experiência com o presente que, dada as ressalvas, visualizamos na perspectiva de <em>ideal</em> de Baudelaire segundo Walter Benjamin. Explico. Nos poemas de Charles Baudelaire, Benjamin buscou compreender a noção de <em>ideal</em> presente na sua atividade poética pois dizia de uma experiência não mais possível entre os homens do século XIX. Assim, &#8220;Baudelaire figura com o ideal algo que está de antemão perdido&#8221; (GATTI, 2008, p. 128). Essa rememoração do passado em Baudelaire não indica fuga do presente, mas diz, em linhas gerais, de uma condição de experimentação do tempo em que escreve. Nesse sentido, sua relação com o ideal está marcada por condições adversas.</p>



<p>Temos lido e visto com frequência a busca de um passado ideal na narrativa de grupos reacionários e, isso, aparece como uma forma de justificar sua militância: pelo retorno da família tradicional, pela aplicação de direitos humanos apenas para &#8220;humanos direitos&#8221; e, pasmem, assisto atônita o pedido de retorno ao patriarcado dentro de alguns textos doutrinários sobre os ideais dentro do cristianismo. Ao fim e ao cabo, pedem um pelo &#8220;mundo ideal&#8221; que seus avós viveram, por exemplo. Alinhado com esse discurso, a ideia de que, em algum momento, ideologias corromperam o mundo e fizeram com que, alguns grupos minoritários, ganhassem hegemonia cultural com o apoio, sobretudo, da mídia. Ainda, o ideal vem convertido de valores que dignificam parte da população, tal como a criação do homem dentro do que chamam de <em>masculinidade bíblica</em>, a rigor, ele é a personificação do que estrutura e protege uma família, é o que garante a renda, é o símbolo maior e superior de autoridade e está no topo da hierarquia dentro do núcleo familiar e, muitos complementaristas<a href="#_ftn1">[1]</a> defenderão que ele é também o topo da hierarquia na vida cívica e, portanto, mulheres não podem assumir cargos de liderança, tal como a presidência da república<a href="#_ftn2">[2]</a>. Assim, o retorno a um passado ideal sugere um mundo pacífico em que cada um cumpria sua função sem nenhum tipo de ruptura ou protesto. Mais, a ruptura e protesto são consequências de um mundo que foi corrompido por um mal invisível que atua para destruir todo esse ideal que sustenta o mesmo discurso.</p>



<p>No entanto, esse passado nunca existiu. O ideal que buscam serve para atrair indivíduos numa tentativa de chamá-los a defesa de absurdos em nome de uma guerra travada para o legado dos bons costumes. Quando grupos reacionários usam de uma linguagem que mistura valores tão profundos tal como honra e dignidade em vista de um mundo que, segundo estes, foi &#8220;corrompido&#8221; pelo <em>mimimi</em>, acionam ideais distribuídos pela memória coletiva e, isso, seria suficiente para suprimir a História. Tratamos, portanto, da construção de uma memória coletiva que busca na historinha bonita do casamento dos avós, justificar que o feminismo de nada serve, por exemplo. Os efeitos dessa memória micro centrada e aplicada como regra geral é visto nas distorções e ataques que são feitos cotidianamente aos movimentos sociais e, dentro de comunidades cristãs, há uma investida de peso no enfrentamento de um feminismo que coloca em risco a constituição da família. Sabemos que isso não é verdade, que a luta feminista parte dos ideais de liberdade e emancipação da mulher, assim, seu direito de escolha é um dos pontos centrais, no entanto, há um distorção da mensagem que aparece como uma antítese ao que, de fato, significa: dizem que, no feminismo, a mulher não é livre.</p>



<p>É muito mais fácil criar um estado ilusório sobre algo que discordo para, assim, o enfrentar. É como se o narrador decidisse atacar sua própria história, ele já sabe todo o enredo por estar numa posição privilegiada. Ou seja, é muito mais fácil criar uma mentira e construir uma crítica em cima dela. O ideal sairá vitorioso, no entanto, continuará sendo uma mentira. O que se fundamenta sobre uma mentira, além de ser desonesto intelectualmente, está fadado ao delírio. E, é sobre esse estado de delírio, que surgem as ponderações quanto a supressão dos direitos de determinados grupos; é sobre esse estado de delírio que a República de Gilead surge. Fazendo um gancho com a nossa introdução sobre ideal, cabe dizer que o retorno a um passado ilusório diz, ainda, de uma relação com as concepções de experimentação plena que, no entanto, ocorre em um estado de crise da própria experiência. Aplicando isso na nossa reflexão, cabe dizer que a busca de um passado que não existiu ocorre em decorrência dos impulsos experimentados no presente, assim, os que inflamam esse discurso nada mais são motivados do que pela cólera, pelo ódio contido em denúncias que podem colocar em cheque a forma com que operam na vida, a rigor, não querem deixar de surrar suas companheiras, não querem deixar de exercer autoridade inquestionável dentro de seus lares, não querem deixar que o amor floresça em relações homoafetivas que fogem da configuração que consideram ideal, não querem deixar de fazer piadas racistas no trabalho e demais esferas, não querem deixar de ser homofóbicos enquanto pregam chamando isso de liberdade religiosa, não querem deixar de cumprirem suas agendas contrárias as políticas sanitárias contra covid 19 por necessitarem do oxigênio vindo dos views, enfim. O passado ideal que pedem de forma inflamada pelo retorno, existe apenas para perpetuação de violências que sempre foram silenciadas. Protestar é subverter uma condição de hegemonia que age em favor da violência, assim, protestarei até o último fôlego que me restar.</p>



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<p><a href="#_ftnref1">[1]</a> grupo que acredita numa crença doutrinária chamada &#8220;complementarismo&#8221; que, em resumo, crê que homem e mulher foram criados com papéis de gênero distintos, assim, o homem tem a função de liderança e, a mulher, de auxiliar. &nbsp;</p>



<p><a href="#_ftnref2">[2]</a> Para mais detalhes, ver: https://www.desiringgod.org/articles/why-a-woman-shouldnt-run-for-vice-president-but-wise-people-may-still-vote-for-her</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p>GATTI, Luciano Ferreira. O ideal de Baudelaire por Walter Benjamin.&nbsp;<strong>Trans/Form/Ação</strong>, São Paulo, p. 127-142, 2008.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13633 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a3d5a-gyovana-machado.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Gyovana Machado </strong></strong></strong></strong></strong>é cristã, formada no Seminário Rhema Brasil, graduanda em História pela UFJF, bolsista no LAHES, interessada nas grandes áreas de teologia, política e feminismo.</p>
</div></div>



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		<title>DIA SEM PAIS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Carol Cadinelli</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A minha perspectiva sobre o dia dos pais sempre foi, de certa forma, uma perspectiva de ausência. De falta, não; figuras masculinas não me faltavam, nem eventos para celebrar o &#8220;dia dos pais&#8221;, e é um tanto difícil alguém sentir falta de algo que nunca teve. Mas a ausência, essa estava ali &#8211; e o dia dos pais era só um lembrete a nível nacional de que ela existia.</p>



<p>Essa realidade está longe de ser exclusiva minha. Em um país em que existem mais de 11 milhões de mães solo (IBGE), a paternidade é assunto que ainda carece de muita reflexão. Sob a égide da ideologia patriarcal e compulsoriamente heterossexual que permeia as nossas estruturas sociais atuais, ter (ou ter tido, em algum momento) um pai não é condição <em>sine-qua-non</em> de ser filha. Perceba: não estou dizendo aqui de ser órfão, não; estou dizendo de progenitores que optam por não viver a paternidade. Confesso que isso me faz questionar mesmo se justifica a existência de um DIA DOS PAIS, já que a data é um lembrete tão desconfortável pra tanta gente&#8230; ou talvez isso contribua para que o dia dos pais seja ainda mais justificado, uma vez que, já que tantos abrem mão da função, os bravos heróis que assumem seu posto precisam ser celebrados.</p>



<p>Pessoalmente, eu fico com a primeira opção, especialmente quando o contexto é composto por uma maioria de progenitores heterossexuais em cujos relacionamentos, na maioria das vezes, a ausência de um pai é o fardo de uma mãe. Mais do que os desafios que o processo de criar um novo ser impõe em si mesmo, o fardo social não demora a dar as caras. Os sintomas de uma sociedade machista chegam em forma de ataque a essas mães, através do cerceamento de seu corpo, de seu tempo, de sua atenção, de suas prioridades, de suas vontades. A mãe que tem um pai presente já não pode mais ser outra coisa que não mãe; a mãe que não o tem, menos ainda. Nesse aspecto, felizes mesmo são as mães sáficas.</p>



<p>O fardo social do título de mãe não dá descanso nem quando o dia é dos pais. Me lembro bem de dias dos pais da minha infância, e que só posso imaginar o que minha mãe sentia ao me ouvir, aos cinco anos, dizer da ausência do meu pai com tanta naturalidade. Pois bem, era natural pra mim dizer &#8220;ah, o meu pai não vem, mas a minha mãe vem&#8221; quando me perguntavam quem vinha na celebração da data; mas sempre foi chato. E eventualmente, eu comecei a perceber o quanto esse e tantos outros aspectos decorrentes da ausência do meu pai eram socialmente chatos. Me tornei uma filha provida de amplo cansaço e profunda indiferença frente a qualquer questão paterna (ainda que me esforçasse contra isso).</p>



<p>Existe um provérbio africano, acho, que diz que &#8220;é necessária uma vila inteira para se criar uma criança&#8221;. Na minha vila, como na de inúmera crianças, não tinha um pai. E por mais que me alegre ver a relação de pessoas cujos pais estiveram em suas vilas, sinto que esse lance de &#8216;dia dos pais&#8217; é só mais um jeito de exaltar quem não faz mais que sua obrigação, de transformar o que seria o mínimo em algo extraordinário. </p>



<p>Hoje, pela primeira vez em anos, um dia dos pais foi leve pra mim; quando se é orfã, o peso da obrigação social de celebrar alguém que não fez questão de fazer parte da sua vila some. Sempre me entristeceu, em algum nível, que eu sentisse tão pouco pelo meu pai; mas faz todo sentido: orfã ou não, a minha família permanece a mesma. Desenvolver sentimentos como os que eu gostaria de sentir por ele, como os que eu sinto pela minha &#8216;pãe&#8217;, demandaria que ele tivesse se proposto a ser família para mim. </p>



<p>No mais, penso que celebrar as pessoas que nos dão apoio e suporte e carinho é essencial. Se o seu pai é uma dessas pessoas, celebrá-lo não demanda uma data; todo e qualquer dia é uma oportunidade.</p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong>Carol Cadinelli</strong>&nbsp;</strong></strong></strong></strong>é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama. </p>
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		<title>A SOCIEDADE DA VIGÍLIA E OS SUJEITOS DO PROCESSO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Victória Henry</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>PRIMEIRO TEMPO</strong></p>



<p class="has-text-align-right">“<em>Alguém certamente havia caluniado Josef K. pois uma manhã ele foi detido sem ter feito mal algum.” (KAFKA, 2005, p.7).</em></p>



<p>O livro “O Processo”, do escritor tcheco Franz Kafka, foi escrito entre 1914-1915, durante a Primeira Grande Guerra, e desde já ensaiava sobre o grande enfisema moral que as sociedades contemporâneas conhecem tão bem: o aprisionamento da consciência. Decerto, outras literaturas óbvias vêm à tona quando se pensa a questão do desencantamento do mundo, em especial aquelas que empunham as espadas da distopia. Contudo, acredito que a particularidade de Kafka, já demonstrada na célebre novela “A Metamorfose”, ganha ainda mais densidade em “O Processo”, uma vez que o autor irá pensar as maneiras como os sujeitos frutos da Modernidade passam a se relacionar com a sociedade da vigília panóptica (o projeto de Bentham).</p>



<p>Desse modo, em primeira mão é preciso demonstrar o que é o panóptico de Jeremy Bentham. Esse filósofo utilitarista do século XVIII descreveu um projeto de construção carcerária que seria orientado pelo princípio da vigilância contínua. A edificação seria construída em arquitetura circular, onde as celas dos presídios estariam dispostas, com uma torre de comando central, onde os guardas da vigília ficariam. O objetivo de Bentham era que os encarcerados não pudessem ver o interior da torre central, mas quem estivesse dentro da torre, poderia ver tudo que ocorria do lado de fora. Assim, os prisioneiros nunca saberiam quando estariam sendo vigiados, podendo ser vistos a qualquer instante. A obediência, portanto, se estabeleceria a todo instante.</p>



<p><a></a>Com efeito, na obra kafkiana, Josef K. descobre que está sendo processado, não se sabe por quem e não se sabe porquê. A trama agonizante se desenrola em um emaranhado de tensionamentos que não conseguem responder às perguntas de K., apenas o fazem aceitar paulatinamente uma culpa que lhe fora imputada. Assim, a grande sacada kafkiana surge quando aponta para o fato de que todas as personagens envolvidas na trama estão, constantemente, vigiando K. em serviço do Processo. Desse modo, Joseph se vê cada vez mais amarrado nas entranhas de uma realidade que não compreende, mas da qual sabe que jamais será absolvido.</p>



<p>Portanto, o que se pretende com esse ensaio é discutir como os mecanismos de controle e punição social são dilemas que arquitetaram as sociedades capitalistas contemporâneas em seus dinamismos culturais erguidos sob a face dos avanços técnico-científicos.</p>



<p>Pensar a forma com que, na contemporaneidade, as sociedades são formatados diante da liquidez e das descontinuidades, tendo como castigo de Atlas o altíssimo rigor punitivo e numerosas tecnologias de vigília frente aos corpos dos sujeitos sociais, essencialmente daqueles marcados pelos símbolos da marginalização, pode servir para compreender seus próprios Processos – individuais e coletivos.</p>



<p><strong>O CAUSO E A CAUSA</strong></p>



<p>Antes de tudo, é fundamental compreender as dissonâncias que separam o tempo socio-histórico daquela Modernidade, desse Capitalismo Flexível (ou Modernidade Tardia/Pós-Modernidade).</p>



<p>É no contexto social da Modernidade que se estende a racionalização da vida diante do avanço técnico, administrativo e burocrático, tornando a experiência social mais controlada do que nunca antes na história da humanidade. Esse tempo se ergueu sob o pilar de um projeto societário pautado em uma série de liberdades e autonomias que fortaleciam as dinâmicas subjetivas de transformações nas estruturas sociais – lutas antropofágicas!</p>



<p>Para Baldaia e Pereira (2019) se, por um lado, tais movimentos repensaram tradições estruturantes, por outro legitimaram as patologias da ambiguidade e da polivalência. É nesse sentido que, argumentam os autores, as sociedades pós-modernas se desenvolvem em meio às “crises dos modelos estatais, expansão dos hábitos capitalistas, ocidentalização do mundo e virtualização da vida”.</p>



<p>Com efeito, o que se torna mais evidente nos sujeitos frutos do capitalismo flexível é que, como marca de suas identidades, as necessidades de consumo são a faca de dois gumes que atravessam suas experiências subjetivas.</p>



<p>Assim, Zygmunt Bauman (1997) mostra que, aliado a isso, o capitalismo flexível é uma versão individualizada e privatizada da Modernidade, onde o peso da trama dos padrões e a responsabilidade pelo fracasso recaem principalmente sobre os ombros dos indivíduos. Nessa ordem, há um plano de estado que pretende desassistir os cidadãos, eximindo-se, inclusive, da sua própria função assistencialista.</p>



<p>Emerge a sociedade pós-industrial, pós-panóptica, em que o poder torna-se extraterritorial e em que as tecnologias de controle se pulverizam nas fronteiras dúbias entre Estados e grandes corporações privadas. [&#8230;] A insegurança, o medo, o vício e o desempenho individual são as obsessões da sociedade pós-moderna. (SOUZA, 2010. p.81).</p>



<p>Nesse contexto, o Estado assegura o controle do corpo e das especificidades dos conjuntos populacionais para manter sua sobrevivência dócil, se preocupando apenas em garantir que não haja experiências individuais que se distanciem da subserviência. É nesse sentido que os aparelhos de governabilidade e as instituições punitivas estabelecem sua vigilância nas sociedades contemporâneas.</p>



<p>Para Theodor Adorno (2002), é nessa sociedade que a indústria cultural retira da arte seu sentido de sublimação do desejo, ao passo que a medida que separa aqueles que podem acessar as expressões da cultura dos que não podem, está predeterminada pelo dinheiro. Desse modo, o trabalhador redireciona sua energia de sublimação não-gasta para o próprio trabalho. Assim, o que decorre é que a indústria cultural, com sua imensa rede de propagandas, cria necessidades para o trabalhador que ele nunca vai poder sanar. Daí é que a força motriz para o trabalho incessante tem sua gênese.</p>



<p>Sob a perspectiva adorniana, o indivíduo fruto do capitalismo flexível está, portanto, constantemente frustrado. Desse modo, seu único alívio eventual é consumir – primeiro o consumo da indústria cultural, depois o consumo material. Com efeito, o consumo surge como uma espécie de anestesia, onde ao mesmo tempo que serve como momento de relaxamento, injeta a mentalidade do trabalho sob a face de um suposto entretenimento.</p>



<p>Se por um lado a sociedade da vigília panóptica acompanha a revolução tecnológica (ou é acompanhada por ela), projetando a experimentação mais flexível e, em alguma medida, intercultural da vida social, por outro dualiza os conceitos de público e privado, em uma constante observância das relações e de suas profundas fragilidades.</p>



<p><strong>ÚLTIMAS PALAVRAS</strong></p>



<p>As civilizações pós-modernas subscreveram-se sob os signos da racionalidade, pautando-se na configuração sistêmica da hermenêutica, sendo responsáveis por modular o arquétipo do sujeito autocentrado, antropomórfico e normatizado.</p>



<p>É sob a égide de tais engrenagens que o indivíduo pós-moderno estabelece uma nova maneira de se relacionar com o real, apoiado na crença de que as forças humanas são capazes de dominar e subjugar o curso das relações sociais: as sociedades se desenvolvem como o criadouro de mecanismos e muletas para acompanhar um novo modelo de desamparo existencial.</p>



<p>Dessa forma, são as sociedades contemporâneas que, em domínio do poder das consciências individuais, desenvolvem as ferramentas de alienação sob a face da vigilância irremediável.</p>



<p>Nesse contexto, não somente as instituições do Estado servem para reproduzir violências e violações sistemáticas, mas os próprios sujeitos, submergidos até às cabeças com os papéis de seus Processos, realizam a função de reguladores da moral social, uma vez que assumem a face do agente-duplo: na mesma medida que são vigiados, são também formatados para vigiar.</p>



<p>Portanto, é preciso pensar a maneira como as tecnologias e as técnicas de vigília contemporâneas têm formatado a subjetividade dos sujeitos e alterado o <em>processo</em> das suas experiências individuais e coletivas, tanto no que tange a formatação da sua consciência moral quanto no que se refere ao seu agenciamento enquanto atores do capitalismo flexível. Assim, não me resta nada senão perguntar: estamos caminhando para assumir nossa <em>mea-culpa</em> irrefletida, tal qual Josef K., ou estou sendo muito pessimista?</p>



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<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p>ADORNO, Theodor. <strong>A Indústria Cultural</strong>. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 2002.</p>



<p>BALDAIA, F. P. B; PEREIRA, V. H. <strong>O Ciclope Polifemo da Ódisseia e a Consciência Sociológica Contemporânea.</strong> In: Revista Café com Sociologia, v.8, 2019.</p>



<p><a></a>BAUMAN, Zygmunt. <strong>Ética Pós-Moderna</strong>.São Paulo: Paulus, 1997.</p>



<p>BAUMAN, Zygmunt. <strong>O Mal Estar na Pós-Modernidade</strong>. Rio de Janeiro: Zahar, 1998.</p>



<p>BURAWOY, Michael. <strong>Por Uma Sociologia Pública</strong>. In:Revista de Ciências Sociais – Política &amp; Trabalho, v. 25, 2006.</p>



<p>FOUCAULT, Michel. <strong>Vigiar e Punir</strong>: história da violência nas prisões. São Paulo: Vozes, 2001.</p>



<p>FOUCAULT, Michel. <strong>Em Defesa da Sociedade: curso no Collège de France</strong>. São Paulo: Martins Fontes: 2005.</p>



<p>FREUD, Sigmund. <strong>O Mal-Estar na Civilização</strong>. São Paulo: Penguin, 2011.</p>



<p>GIDDENS, Anthony. <strong>As Consequências da Modernidade</strong>. São Paulo: Editora UNESP, 1991.</p>



<p>GRAMSCI, Antonio. <strong>Americanismo e Fordismo</strong>. São Paulo: Editora Hedra, 2008.</p>



<p>HALL, Stuart. <strong>A Identidade Cultural na Pós-Modernidade</strong>. Rio de Janeiro: Editora Lamparina, 2006.</p>



<p>JEFFRIES, Stuart. <strong>Grande Hotel Abismo: a Escola de Frankfurt e seus</strong></p>



<p><strong>personagens</strong>. São Paulo: Companhia das Letras, 2018.</p>



<p>KAFKA, Franz. <strong>O Processo</strong>. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.</p>



<p>SOUZA, Luís Antônio Francisco de. <strong>Dilemas e Hesitações da Modernidade Tardia e a Emergência da Sociedade de Controle</strong>. In: Mediações – Revista de Ciências Sociais, v.1, 2010.</p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong>Victória Henry</strong></strong></strong></strong></strong> é graduanda no Interdisciplinar em Humanidades pela UFBA,&nbsp;<em>digital marketer</em>, pesquisadora em Ciências Sociais e poetisa.</p>
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		<title>QUEBRANTO: LITERATURA E ACESSIBILIDADE EM TEMPOS PANDÊMICOS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Mariana Xavier</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>Quando tudo passar, vamos equilibrar a Lapa num gole só.</em><br><em>Vamos beijar microfones de karaokê. Vamos beber </em>chai<em> fervido</em><br><em>direto na garganta.&nbsp;</em><br><em>Quando tudo passar, onde você vai estar</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Parece que o último ano pegou quebranto, e esse também. É o que Mariana Xavier, autora do projeto transmidiático “Quebranto”, indaga ao questionar o silêncio ao observar os mínimos detalhes que cercam seu corpo. Corpo esse que testa os limites do apartamento &#8211; e do isolamento, num retrato pandêmico poético.</p>



<p>Mariana diz que: “os últimos dias têm sido estrangulantes. Precisei do silêncio, lamentei o silêncio e meu grito entalado, engasgado, sai pelas pontas dos meus dedos. Eu urro, eu vomito, eu dilacero quando escrevo. E quando não foi suficiente escrever, eu gritei pelas imagens que vi e dancei com elas. ‘Quebranto’ é fruto disso, do desassossego mas também do alento”.</p>



<p>Além da prosa poética escrita pela autora, “Quebranto” esbarra em diversos outros meios artísticos. Pensado para ser acessível em tempos de crise econômica e isolamento social, a obra literária foi desenvolvida com o intuito de ser disponibilizada integralmente através de plataformas digitais. Reunindo texto, fotografia, audiolivro e produção audiovisual, o projeto multimídia se baseia na literatura para transbordar seus limites através de outros formatos. No <em>ebook</em>, distribuído através de contribuição consciente pela Macabéa Edições, o leitor escolhe o valor que pode e quer pagar pelo livro. Já nas outras mídias, “Quebranto” é produzido de modo independente e disponibilizado gratuitamente nas plataformas de <em>streaming</em> como Spotify, Google Podcasts e Orelo, e também nas redes sociais Instagram e YouTube.&nbsp;</p>



<p>Mariana reúne diversos formatos em uma só obra em “Quebranto”, mas esse não é seu primeiro mergulho nas águas da literatura e da fotografia. Em 2017, se aventurou na publicação do livro “Ínfimo” (Macabéa Edições), que atravessava sua vivência urbana apressada e solitária enquanto mãe, mulher e gente. Durante a quarentena, a escritora relembrou os tempos de fotógrafa analógica amadora adormecidos pela correria cotidiana pré-pandemia ao registrar um inédito e controverso modo de sentir solitude e solidão. Ver-se na lente da velha câmera é quase como ver o outro.&nbsp;</p>



<p>Na falta do contato físico, Mariana Xavier dá as mãos à multiplicidade da arte e nos convida para dançar.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>O <em>ebook</em> de “Quebranto” pode ser adquirido através de contribuição consciente nos valores entre R$5 e R$30 na loja online da Macabéa Edições em cartão de crédito ou através de pix na chave 26.220.888.0001-61 (Bianca Monteiro) com email para recebimento do <em>ebook</em> na mensagem de transferência do Pix. Já no Spotify, Orelo, Google Podcasts, Youtube e Instagram, “Quebranto” é disponibilizado independente e gratuitamente.</p>



<p>Todos os links de acesso estão reunidos <a href="http://msha.ke/aquelamarianaxavier">aqui</a>.</p>



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<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/801c9-mariana-xavier.png?resize=950%2C950" alt="" class="wp-image-17411 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/801c9-mariana-xavier.png?w=1200&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/801c9-mariana-xavier.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/801c9-mariana-xavier.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/801c9-mariana-xavier.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/801c9-mariana-xavier.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/801c9-mariana-xavier.png?resize=980%2C980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/801c9-mariana-xavier.png?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong> Mariana Xavier </strong></strong></strong></strong></strong>é mulher, mãe e gente. E leão. Historiadora especialista em Gênero e Sexualidade (UERJ), é professora há catorze anos. Já teve poemas e vídeos publicados em diversos portais como Revista Cult, Madame Eva, Videopoesia.br e Toma aí um poema. Sua escrita é atravessada pela vivência enquanto mulher nascida e criada na Zona Oeste do Rio de Janeiro e pela solidão em suas múltiplas faces. Em 2017, lançou o livro “Ínfimo” (Macabéa Edições) e, em 2021, o projeto transmidiático “Quebranto”. </p>
</div></div>



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		<title>ANIMAÇÃO AUXILIA CRIANÇAS INDÍGENAS NO COMBATE À COVID 19</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[combate a discursos de ódio]]></category>
		<category><![CDATA[Fim do Racismo]]></category>
		<category><![CDATA[igualdade racial]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[respeito a minorias]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Na semana dos Dias Internacionais dos Povos Indígenas (9) e da Juventude (12), conheça projeto de jovens indígenas para instruir público infantil na pandemia</p>



<p>No interior do Amazonas, jovens comunicadores estão levando informação sobre os cuidados para evitar a COVID-19 de forma leve e lúdica para as crianças indígenas. “Me sinto privilegiado por fazer parte de algo que pode impactar na vida de muita gente”, conta Anderson Teles Marques, editor de vídeo e fotógrafo de 28 anos e membro da Coordenação das Organizações Indígenas da Amazônia Brasileira (Coiab).</p>



<p>A produção audiovisual “Grandes Guerreiros e Guerreiras” foi realizada por jovens de diferentes regiões do Amazonas (AM). Vera Tukano, de 23 anos, produtora de rádio e colaboradora da Coiab, explica que a ideia é transmitir a mensagem de que a união continua sendo o melhor antídoto contra o coronavírus. “Decidimos criar essa visão: a de que somos parentes, somos um grupo que enfrenta a mesma doença.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2021-08/Vera%20Tukano%20usou%20mensagem%20de%20uni%C3%A3o%20para%20vencer%20COVID-19%20foto%20Anair%20Sampaio%20Tukano%20%281%29.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="Vera Tukano usou mensagem de união para vencer COVID-19" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Legenda: Vera Tukano usou mensagem de união para vencer COVID-19Foto: © Anair Sampaio Tukano</figcaption></figure>



<p>Os componentes culturais indígenas utilizados na narrativa, como a língua dos seres da floresta e os elementos ancestrais, foram peças-chave para que as crianças compreendam os métodos de prevenção da doença. “Optamos em fazer uma animação para crianças porque assim poderíamos usar uma linguagem mais simples, que todos pudessem entender”, explica Anderson.</p>



<p>O filme foi produzido pela Coiab em parceria com o&nbsp;<a href="https://www.unicef.org/brazil/comunicados-de-imprensa/rede-de-jovens-comunicadores-da-coiab-lanca-animacao-sobre-enfrentamento-do-coronav%C3%ADrus">Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF)</a>&nbsp;e o a Fundação Oswaldo Cruz e integra o projeto Povos Indígenas da Amazônia no Combate à COVID-19 (Piaac). Além de Anderson e Vera, participaram da atividade Patrícia Guajajara, Kauri Waiãpi, Esco Tikuna, Cledson Karitiana, Alana Manchineri, Mariana Aikanã, Victória Correa, Mateus Compart, Ian Wapichana, Jakeline Carvalho Xavier e Talita Oliveira.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2021-08/Grandes%20Guerreiros%20e%20Guerreiras%20_%20UNICEF%20Brasil.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Legenda: O vídeo já tem mais de 2 mil visualizações nas mídias sociais do UNICEFFoto: © UNICEF</figcaption></figure>



<p><strong>Desafios e resultados &#8211;&nbsp;</strong>Os percalços pela falta de acesso de qualidade a recursos básicos, como internet, ainda afligem grande parte das comunidades indígenas amazonenses, o que dificultou o andamento do projeto. “Um desafio é a conectividade porque são jovens de diferentes regiões da Amazônia”, explica Anderson. Vera conta que muitas vezes os colegas não participavam das reuniões por conta do sinal da internet. &nbsp;“Às vezes dava para acessar só de dia e à noite não, horário da reunião.”</p>



<p>A inclusão das medidas preventivas da COVID-19 no roteiro também foi um processo desafiador. “As dificuldades foram a de colocar elementos como máscara, álcool em gel 70% e a vacinação de uma forma que não quebrasse a imersão na história”, diz Anderson.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2021-08/Anderson%20Teles%20Marques%2C%20voz%20da%20anima%C3%A7%C3%A3o%20Grandes%20Guerreiros%20e%20Guerreiras%20foto%20Rodrigo%20Piloto%20%281%29.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Legenda: Anderson Teles Marques narra a animação Grandes Guerreiros e GuerreirasFoto: © Rodrigo Piloto</figcaption></figure>



<p>A reação do público após a promoção de “Grandes Guerreiros e Guerreiras” foi recompensadora: mais de 2 mil visualizações nas mídias sociais do UNICEF e há expectativa de atingir populações indígenas de vários países através das mídias da ONU no mundo.</p>



<p>Nas comunidades, os resultados também foram excelentes. “Alguns jovens relataram que em suas aldeias, algumas pessoas choraram porque a história as fez sentir muitas emoções”, conta Anderson.&nbsp;</p>



<p><strong>Assista ao vídeo</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Grandes Guerreiros e Guerreiras | UNICEF Brasil" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/GddNQ7x2jRg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div><figcaption>Grandes Guerreiros e Guerreiras (Brasil | 2021 | 06min45s)</figcaption></figure>



<p>Sinopse: Em certa ocasião, Kito, Irisa, Wáwéru, Buhtûû e A&#8217;iru&#8217;acu decidem passar a noite na floresta e têm sonhos misteriosos. Assustados, voltam para a aldeia e encontram a comunidade em desespero com a chegada de um ser desconhecido, que já havia levado muitos parentes. Decididos a ajudar seu povo, vão em busca de orientação com o ancião da aldeia, que estava recolhido em uma montanha distante.</p>



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<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/138853-animacao-auxilia-criancas-indigenas-no-combate-covid-19">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 06/08/2021 – Atualizado em 06/08/2021.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] NHÁ AFRICA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Canelas]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição de arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Estação - Canelas</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>Imagens estáticas que transmitem sensações singulares, a partir de representações de olhares autênticos, e experiências que são transmitidas através de linhas de pensamento e reflexões.&nbsp; Fascínio através do silêncio, e de um momento inerte, cuja simbologia nos remete para um conjunto de histórias e sensações únicas.&nbsp;</p>



<p>A exposição fotográfica &#8216;Nhá África&#8217;, do artista português Paulo Delgado, pretende encontrar por entre registros uma representação genuína de uma envolvente única, criando através de uma simples captura, uma forma de expressão que procura uma nova narrativa e um novo pensamento, que transcende o gesto humano, maquinal, originando um fazer simples e espontâneo.&nbsp;</p>
</div>
</div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:57.07771%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/b9037-catalogo-estacao20203.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/b9037-catalogo-estacao20203.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/b9037-catalogo-estacao20203.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/b9037-catalogo-estacao20203.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/b9037-catalogo-estacao20203.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/b9037-catalogo-estacao20203.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="4869" data-id="17430" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=17430" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3eac7-catalogo-estacao20203.jpg" data-width="3441" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/b9037-catalogo-estacao20203.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:42.92229%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/d54c5-catalogo-estacao20202.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/d54c5-catalogo-estacao20202.jpg?w=950?strip=info&#038;w=765 765w" alt="" data-height="1440" data-id="17431" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=17431" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/65f0e-catalogo-estacao20202.jpg" data-width="765" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/d54c5-catalogo-estacao20202.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:50%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/a8262-catalogo-estacao2020.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/a8262-catalogo-estacao2020.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/a8262-catalogo-estacao2020.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/a8262-catalogo-estacao2020.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/a8262-catalogo-estacao2020.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/a8262-catalogo-estacao2020.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="1380" data-id="17433" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=17433" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1d3fe-catalogo-estacao2020.jpg" data-width="2002" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/a8262-catalogo-estacao2020.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:50%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/cb2c7-catalogo-estacao20201.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/cb2c7-catalogo-estacao20201.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/cb2c7-catalogo-estacao20201.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/cb2c7-catalogo-estacao20201.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1500 1500w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/cb2c7-catalogo-estacao20201.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1800 1800w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/cb2c7-catalogo-estacao20201.jpg?w=950?strip=info&#038;w=2000 2000w" alt="" data-height="1380" data-id="17434" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=17434" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a451d-catalogo-estacao20201.jpg" data-width="2002" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/cb2c7-catalogo-estacao20201.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>A série de fotografias ficou exposta entre 28-08-2020 e 28-10-2020, no período de retomada das atividades após o isolamento obrigatório devido à pandemia. Por esse motivo, não existiu performance musical.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:23% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/24668-estacao-canelas.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14784 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Estação</strong> é um espaço cultural localizado na cidade de Canelas (Portugal), idealizado pela Junta de Freguesia de Canelas e pelo artista plástico Mário Afonso. O espaço tem o intuito de divulgar o trabalho de artistas nacionais e internacionais, de várias áreas artísticas, realizando exposições e oferecendo, à freguesia de Canelas, acesso gratuito a projetos culturais atuais.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>PSEUDOSSAPIOSEXUAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Wudson Marcos</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> Digo que o mais atrativo
 é o caráter e a inteligência.
 Mas fora da internet
 eu não tenho paciência.
 &nbsp;
 Se eu posto foto de gente gorda
 ou com o rosto assimétrico,
 não significa que é minha escolha
 quando decido quem eu pego.
 &nbsp;
 As reflexões e a consciência crítica
 só me deixam excitado
 se vejo uma pessoa gostosa
 bem na foto ali do lado.
 &nbsp;
 Faço parte dos fariseus.
 Exijo que sigam minhas regras.
 Mas se alguém feio me quer,
 Deus me livre, um outro pega.
 &nbsp;
 Apreciador das essências humanas,
 esse é o papel que interpreto.
 Prefiro a mente mais rasa
 se estiver no corpo certo.
 &nbsp;
 Olha o cabelo, olha o sorriso,
 olha esse rosto surreal.
 Do discurso eu não preciso.
 Beijo bom, fala banal.
 &nbsp;
 Quando me seguem, vejo as fotos 
 antes de seguir de volta.
 Pessoas lindas eu não nego.
 Os feios? Depende da nota.
 &nbsp;
 Inteligência e consciência de classe
 não são línguas dentro de mim.
 Energia boa não tira minha roupa.
 Mas dois belos braços sim.
 &nbsp;
 Trato melhor quem acho bonito,
 seja online ou presencialmente.
 Lá no fundo eu acredito
 que vai rolar algo entre a gente.
 &nbsp;
 A estética da beleza humana 
 é critério de superioridade.
 Minto nas redes sociais,
 minhas desconstruções são falsidade.
 &nbsp;
 Pele, peso, corpo e rosto 
 atraem mais que mente e coração.
 Foda-se o sapio, venha o sexo, 
 é isso que dá tesão. 
 &nbsp;
 Sinto atração por peles, 
 corpos e cabelos específicos.
 O que me atrai em alguém 
 é predominantemente físico.
 &nbsp;
 Eu minto o tempo todo, 
 mas aqui falo a real.
 Eu confesso,
 sou pseudossapiossexual.</pre>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b8421-wudson-marcos.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-16383 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong>Wudson Marcos </strong></strong></strong></strong></strong>é graduado em Filosofia pela UFMS, pós-graduado em Sociologia e Orientação Educacional pela Faculdade Dom Alberto. Trabalha como professor, faz mestrado em Estética e Filosofia da Arte pela UFSC. Também é poeta, autor do livro CGS, e futuro pastor excomungado, sendo que a excomunhão já foi efetivada.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] RECONFIGURAÇÃO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/08/08/exposicao-virtual-reconfiguracao/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Canelas]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição de arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Benimar Barbosa</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p>Os desafios da vida nos exigem coragem constante diante dos desafios que surgem no cotidiano avassalador, exigindo de todos/as nós uma postura crítica e criativa frente a própria existência humana.</p>



<p>A arte <em>collage</em> encante por ter o potencial estético de reconfigurar uma realidade posta e dessa forma, estabelecer um diálogo e uma interpretação sem limites e dialético sobre a vida. Nesse sentido, essa técnica permite e estimula uma interação entre os sujeitos que se debruçam sobre ela, convergindo ambos para uma viagem visual insólita e questionadora.</p>
</div>
</div>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:36.43005%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/858fe-fala.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/858fe-fala.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/858fe-fala.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=1008 1008w" alt="" data-height="1328" data-id="17442" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=17442" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8a4fa-fala.jpeg" data-width="1008" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/858fe-fala.jpeg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:36.43005%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/5cd2b-feminicidio.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/5cd2b-feminicidio.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=756 756w" alt="" data-height="996" data-id="17443" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=17443" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/11e2d-feminicidio.jpeg" data-width="756" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/5cd2b-feminicidio.jpeg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:27.1399%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/31541-fuga.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/31541-fuga.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=738 738w" alt="" data-height="1306" data-id="17444" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=17444" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c3aae-fuga.jpeg" data-width="738" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/31541-fuga.jpeg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:56.47461%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/242cb-onca_n.jpg?w=950?strip=info&#038;w=420 420w" alt="" data-height="420" data-id="17445" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=17445" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/762a0-onca_n.jpg" data-width="420" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/242cb-onca_n.jpg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:43.52539%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/f7538-revolucao.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/f7538-revolucao.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/f7538-revolucao.jpeg?w=950?strip=info&#038;w=1023 1023w" alt="" data-height="1328" data-id="17446" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=17446" data-url="http://revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bf813-revolucao.jpeg" data-width="1023" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/08/f7538-revolucao.jpeg?w=950" data-amp-layout="responsive" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



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<p><strong>Benimar Barbosa</strong> é cearense, graduado em Filosofia e especialista em Avaliação da Escola Pública, professor da Rede Pública Municipal de Fortaleza e militante da área da criança e do adolescente. É escritor e collagista.</p>
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		<title>REBELDE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Aug 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 103]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Chris Mattos</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Se é para ter uma equipe
Que seja a equipe mais fera
Meu clã é Luther King, Hipátia, Cleópatra
Jesus Cristo, Nefertite, Mandela

Se é para imitar
Veja minha tabela
Buda, Lao-Tsé, Sócrates
Gandhi, Madre Teresa, Florbela

Eu sou rebelde na causa
Eu sou rebelde na queda
Porque meu coração é forte
Mas o mundo te arreda

Anarquia não leva a nada
Eu tenho objetivo
Minha desobediência te eleva
A mudar no modo pacífico

Meu ato é construtivo
Eu te tiro do seu abrigo
Conformidade não faz
Ninguém ser seu amigo

Eu vou a favor do que busco
Não luto contra nada
Questiono o que não encaixa
E mudo o trajeto da fala

De ponta a cabeça eu viro
Paradigmas diminutivos
Jogo a corda e te faço
Pensar no coletivo

Quebro todos os padrões
O que é obsoleto
Giro a roda no ar
Eu sou salto sem freio

Amplio sua percepção
Expando sua consciência
Eu te faço ver o que é preciso
Pra progredir com veemência

Estimulo a argumentar
Com o que é estabelecido
Faço o universo girar
Em torno do evolutivo

Com fome genuína
De resistir ao sistema
Sou o que incomoda
E te livra das suas crenças

Não sigo a manada
Rompo com todos os esquemas
Pago o preço que pede
Por tudo que vale a pena

Meus ideais me norteiam
No amor eu me fio
Meu Nobel é provocar
O despertar do espírito

Liberto do egoísmo
Sou ser divergente 
Manifesto o altruísmo
Sou invicto contente</pre>



<p class="has-text-align-right"><em>&#8216;Rebelde&#8217; é o 13º poema do livro Borbolete-se, que se utiliza de ilustrações arquetípicas como uma terapia para empoderamento com textos sobre amor, ciúmes, paixão, solidão e romance. </em></p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong>Chris Mattos</strong></strong></strong></strong></strong> é Publicitária e há um ano deixou o mercado corporativo para escrever Poesias e Romances. Na Amazon, é possível encontrar os livros lançados este ano: Mergulhe-se, Afrodite-se e Borbolete-se, que fazem parte da série Poesie-se com Arquétipos. É possível acompanhar os textos e lançamentos no Instagram<a href="http://instagram.com/acordaparaarrasar"> @acordaparaarrasar</a><strong><strong><strong><strong><strong>.</strong></strong></strong></strong></strong></p>
</div></div>



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