<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ano 001, N 010 - Revista Trama</title>
	<atom:link href="https://revistatrama.artebodoque.com/category/edicao-10/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistatrama.artebodoque.com/category/edicao-10/</link>
	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Sun, 18 Aug 2019 22:17:54 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.6</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">207943372</site>	<item>
		<title>Cultura é Feijoada: A Importância da Cultura.</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cultura-e-feijoada-mudanca-de-olhar-e-transformacao-social/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cultura-e-feijoada-mudanca-de-olhar-e-transformacao-social/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 22:17:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[economia criativa]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[FUNALFA]]></category>
		<category><![CDATA[importância da cultura]]></category>
		<category><![CDATA[PodCast]]></category>
		<category><![CDATA[Zezinho Mancini]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1473</guid>

					<description><![CDATA[<p>Trama PodCast - Zezinho Mancini e Frederico Lopes</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cultura-e-feijoada-mudanca-de-olhar-e-transformacao-social/">Cultura é Feijoada: A Importância da Cultura.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O segundo PodCast da Trama traz uma conversa entre Zezinho Mancini &#8211; Diretor Geral da FUNALFA (Fundação Alfredo Ferreira Lage, Juiz de Fora) &#8211; e Frederico Lopes &#8211; Fundador da Bodoque e funcionário do Memorial da República e MAMM (Museu de Arte Murilo Mendes/UFJF) &#8211; acerca da importância da cultura para a construção de novos olhares e sobre a necessidade de se pensar em políticas públicas para área da Cultura visando um projeto de cidade. Então já sabe, coloque os fone de ouvido e boa audição!</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2fdfe-podcast-cultura-e-feijoada.mp3"></audio><figcaption><em>Cultura é Feijoada: a Importância da Cultura &#8211; Zezinho Mancini e Frederico Lopes.</em></figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Zezinho Mancini</strong> é ator, produtor cultural e diretor geral da FUNALFA.</p>



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Está curtindo a Trama? Cadastre-se e receba por          e-mail as próximas edições!</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f5c90-teste3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1469" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Se os direitos políticos podem ser usados para enraizar e solidificar as liberdades pessoais assentadas no poder econômico, dificilmente garantirão liberdades pessoais aos despossuídos, que não têm direito aos recursos sem os quais a liberdade pessoal não pode ser obtida nem, na prática, desfrutada.</em>                               <strong>Zygmunt Bauman.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><strong>VISITE NOSSA LOJA VIRTUAL!</strong></figcaption></figure>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cultura-e-feijoada-mudanca-de-olhar-e-transformacao-social/">Cultura é Feijoada: A Importância da Cultura.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cultura-e-feijoada-mudanca-de-olhar-e-transformacao-social/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		<enclosure url="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/wp-content/uploads/2019/08/PODCAST-CULTURA-É-FEIJOADA.mp3" length="81345607" type="audio/mpeg" />

		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1473</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Contra-cultura Pós-moderna</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/contra-cultura-pos-moderna/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/contra-cultura-pos-moderna/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 22:16:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[alteridade]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[human rights]]></category>
		<category><![CDATA[pobreza]]></category>
		<category><![CDATA[Solidariedade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1702</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/contra-cultura-pos-moderna/">Contra-cultura Pós-moderna</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Nos dedicamos diariamente a manter tudo em ordem. O trabalho pontual. As contas em dia. As redes sociais atualizadas. <strong>As aparências em riste</strong>.Ao que tudo indica, quanto maior o nosso esforço para alimentar esta enorme bolha de sabão, em nosso íntimo, mais consciência temos de que jamais seremos capazes de torná-la sólida. Por conta disso, passamos a construir um grande muro ao nosso redor.</p>



<p style="background-color:#a37c12" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">A fragilidade das nossas relações, de nossos atos, de nossas opiniões, de nossa existência é tamanha, que precisamos nos anestesiar, diariamente, de toda a dor e sofrimento que afligem a humanidade.<strong> É como se alteridade fosse uma espécie de doença, </strong>extremamente contagiosa,que causa dores implacáveis,capaz de gerar uma epidemia sem precedentes<strong>.</strong></p>



<p>Portanto, é fundamental que ela seja exterminada e o ambiente onde ela possa se proliferar seja esterilizado. Essa imensa histeria coletiva, produz dicotomias já comuns, como o preenchimento do sentido da vida por ilusões de comprometimento, alegria e autenticidade. Por meio de publicações &#8220;solidárias&#8221; (#somostodosNotredame), número de curtidas, fotografias de momentos lindos e felizes nas redes sociais e maratonas de séries e filmes esboçamos <strong>tentativas frustradas de vencer o crescente vazio existencial. </strong>Logo, viver torna-se tão superficial quanto uma página do Instagram.</p>



<p>É possível afirmar que tremenda luta diária em busca da manutenção egoísta de uma falsa felicidade, visa proteger a si mesmo das angústias carregadas no peito. É natural, pois o coração clama por sentimento, o cérebro por razão. Se o sentimento for triste e ruim ao coração, é preciso acalentá-lo com ilusão de felicidade.</p>



<p style="background-color:#a37c12" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">De um modo geral, <strong>não importa mais o tamanho da barbárie, o esforço para neutralizar-se será igualmente proporcional</strong>.&nbsp;</p>



<p>É como se fossemos capazes de criar nevoeiros particulares, ocultando o que convém de modo a não sermos atingidos pela dor de se compadecer pelo sofrimento do próximo. Neste caso, inclusive, é presumível que o entendimento sobre o que ou quem é o próximo tenha sido reduzido às nossas redes de sociabilidades, conforme variar o nosso interesse.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">O problema é que este comportamento, por si só, além de ingênuo, é absolutamente ineficaz. Ingênuo pois é impossível evitar o sofrimento. Ineficaz pois <strong>o muro que construímos ao nosso redor não só impede que as pessoas entrem, mas também nos impede de sair.</strong></p>



<p>Quanto mais esforço houver para evitar ver, sentir, e comover-se com a dor do &#8220;outro&#8221;, mais sentiremos o impacto quando a mesma vier ao nosso encontro, e, ao mesmo tempo, mais próximos estaremos do completo esvaziamento de sentido de nossas existências.</p>



<p>É preciso chorar a dor do homem que, desempregado, desconta suas frustrações em discussões políticas acaloradas. Da mãe que, despedaçada, vê sua família ruir e perde o filho para o crime. Do filho que, sem oportunidades ou recursos, encontra-se encurralado como em uma situação desesperadora de sobrevivência. Da criança que sente fome, que passa dias sem ter qualquer tipo de alimento e vagueia pelas ruas em busca da sorte que perdeu. Do morador de rua, que invisível, permanece moribundo, transformado pela sujeira da dor e do sofrimento em um animal qualquer, abatido em uma beirada de meio fio.</p>



<p>É certo que não há como garantir que coisas importantes que devemos aprender sobre a vida, possuam outra forma de serem absorvidas a não ser por meio do sofrimento. Por este motivo, voltar-se para o sofrimento dos outros é uma maneira de olhar para si mesmo, e pavimentar o caminho para que nossa sociedade seja cada vez mais solidária e menos dividida, tornando a ascensão de aberrações políticas cada vez mais raras e visíveis àqueles que hoje acreditam que histórias são mais verdadeiras do que a verdade.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista e gostaria de ser Escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou da Revista? Cadastre-se e receba por e-mail as próximas edições da Trama!</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.worldbank.org/en/news/opinion/2016/12/21/picking-up-the-pace-of-poverty-reduction-in-mozambique"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-CAROL16.png?fit=606%2C585&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1707" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>With nearly 50 percent of the population still living in poverty, progress has not been fast enough.</em>                                                                                                 <strong>The World Bank.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><strong>VISITE NOSSA LOJA VIRTUAL E AJUDE A MANTER O PROJETO!</strong></figcaption></figure>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/contra-cultura-pos-moderna/">Contra-cultura Pós-moderna</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/contra-cultura-pos-moderna/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1702</post-id>	</item>
		<item>
		<title>A Construção Histórica da Paisagem Cultural do Cariri</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/a-construcao-historica-da-paisagem-cultural-do-cariri/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/a-construcao-historica-da-paisagem-cultural-do-cariri/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 21:50:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cariri]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultura Brasileira]]></category>
		<category><![CDATA[Dane de jade]]></category>
		<category><![CDATA[Nordeste]]></category>
		<category><![CDATA[pólo Cultural]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1387</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Dane de Jade</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/a-construcao-historica-da-paisagem-cultural-do-cariri/">A Construção Histórica da Paisagem Cultural do Cariri</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Na região do Cariri localiza-se a Chapada do Araripe, um planalto encravado nas fronteiras dos estados do Ceará, Piauí, Pernambuco e Paraíba. O território é de grande interesse ecológico por convergir os ecossistemas da mata atlântica, caatinga e cerrado. Abriga a primeira Floresta Nacional constituída pelo governo brasileiro (1946), com predominância de mata atlântica e água abundante, uma área de proteção ambiental (1997) e um Geopark (2006), este o mais importante depósito d fósseis do Brasil e um dos 10 maiores do mundo.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/15fa2-captura-de-tela-2019-08-18-as-10.21.01.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1528" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Caminhos da Fé<br></strong><br>JUAZEIRO DO NORTE, CE, BRASIL, 02-11-2013: Ensaio Romaria de finados, caminho dos Romeiros do Padim Ciço. (Foto: Samuel Macedo)</figcaption></figure></div>



<p>Registra-se que a Região Cariri recebeu os primeiros visitantes não índios na última década do século XVII, quando a bandeira oriunda da província da Bahia chefiada pelos irmãos Lobato Lira, um padre e um frade capuchinho descobriram a cachoeira de Missão Velha, local de grande beleza natural onde começaram o processo de aldeamento e redução das etnias indígenas. Auspiciados pelo capuchinho Frei Carlos Maria de Ferrara, os colonos teriam prosseguido expedições subindo o curso do rio salgado até atingirem o riacho Itaitera (na linguagem dos índios cariris, “água que corre entre as pedras”), nas margens do qual fundaram a Missão do Miranda, que tornar-se-ia o maior aldeamento da região e que originou o município de Crato.</p>



<p style="background-color:#ba8b0a" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">A fertilidade dos solos, a presença dos recursos hídricos e a mão escrava de índios e negros no cultivo da cana-de-açúcar, mandioca e cereais transformaram a Missão do Miranda em um povoado próspero.</p>



<p>Diversos levantes populares vivem na memória Cariri, o de maior destaque a revolta de 1817 comandada por Bárbara de Alencar, rica fazendeira e avó do escritor José de Alencar. Bárbara e seus aliados sublevaram a população e proclamaram uma República que teve a duração de oito dias, desmantelada pelo exército do governo monárquico. O Cariri vivenciou conflitos religiosos e políticos de significativa relevância para constituição do nordeste brasileiro.</p>



<p>Ponto de encontro de ecossistemas, povos, culturas e de vitalidade nas práticas religiosas, os cariris vivem a memória, valores e fundamentos éticos de missionários como Padre Cícero, Padre Ibiapina, Antônio Conselheiro e Beato José Lourenço, folguedos, artesanatos e festejos populares, bem como estão os remanescentes arquitetônicos da obra civilizatória erguida pelos missionários e seus beatos. Nos municípios que constituem esse cariri ainda resistem patrimônios que são fundamentais para reconstrução da memória do povo do nordeste, como as casas de caridade fundadas por Padre Ibiapina na primeira metade do século XIX em quase todo território nordestino, as fontes curativas do Caldas, o roteiro da fé do Padre Cícero, as ruínas do Caldeirão da Santa Cruz do Deserto, Serra da Capivara no Piauí, Vale do Catimbau em Pernambuco, entre outros conjuntos valiosos para a memória nacional. Embora seja grande o potencial para a prática e difusão de uma cultura ecocidadã de conhecimento e valorização da diversidade cultural, os cariris atravessam crise ambiental e de identidade cultural relacionada à destruição de recursos naturais, dissolução de seu patrimônio material e imaterial.</p>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><a href="https://bodoqueonline.art.blog/?attachment_id=1530"><img decoding="async" srcset="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.29.33.png?strip=info&#038;w=600&#038;ssl=1 600w,https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.29.33.png?strip=info&#038;w=900&#038;ssl=1 900w,https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.29.33.png?strip=info&#038;w=1155&#038;ssl=1 1155w" alt="" data-height="768" data-id="1530" data-link="https://bodoqueonline.art.blog/?attachment_id=1530" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/52f5f-captura-de-tela-2019-08-18-as-10.29.33.png" data-width="1155" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.29.33.png?ssl=1" /></a></figure><figure class="tiled-gallery__item"><a href="https://bodoqueonline.art.blog/?attachment_id=1532"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.32.41.png?strip=info&#038;w=600&#038;ssl=1 600w,https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.32.41.png?strip=info&#038;w=900&#038;ssl=1 900w,https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.32.41.png?strip=info&#038;w=1154&#038;ssl=1 1154w" alt="" data-height="768" data-id="1532" data-link="https://bodoqueonline.art.blog/?attachment_id=1532" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7f184-captura-de-tela-2019-08-18-as-10.32.41.png" data-width="1154" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.32.41.png?ssl=1" /></a></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><a href="https://bodoqueonline.art.blog/?attachment_id=1533"><img decoding="async" srcset="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.33.27.png?strip=info&#038;w=512&#038;ssl=1 512w" alt="" data-height="768" data-id="1533" data-link="https://bodoqueonline.art.blog/?attachment_id=1533" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8b56c-captura-de-tela-2019-08-18-as-10.33.27.png" data-width="512" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.33.27.png?ssl=1" /></a></figure></div></div></div></div>



<p style="text-align:center" class="has-small-font-size"><em><a href="https://www.flickr.com/photos/samuellmacedo/with/27733521413/">Fotografias por: Samuel Macedo</a></em></p>



<p>Conhecido também como “caldeirão efervescente da cultura”, o cariri (Paraibano, pernambucano, cearense e piauiense) se destaca na paisagem simbólica brasileira enquanto espaço composto por uma imensa pluralidade de práticas socioculturais, religiosas, saberes, fazeres, celebrações e formas de expressões oriundas dos estados nordestinos, que convergem para potencializar a diversidade das constantes identidades que surgem da miscigenação de povos vindos dos quatro cantos do país.</p>



<p>Não é possível desconsiderar a relação entre o Cariri e a cultura, sobretudo a chamada cultura popular, expressa em manifestações como lapinhas, reisados, maneiro pau, bacamarteiros, caretas, bandas cabaçais, diversas espécies de côco, além de contar com um rico artesanato e uma deliciosa gastronomia. O Cariri é considerado, também, como o berço da xilogravura e do cordel. A cultura popular torna-se um elemento central para a unificação dos cariris, como elemento síntese, a partir da constituição da ideia de que a região é um “celeiro de manifestações culturais”.</p>



<p>A povoação do Cariri pelo homem branco, se deu no chamado ciclo do couro, através de vaqueiros oriundos da Bahia que iam adentrando os sertões à procura de mais terras para criar o gado, plantar pasto, neste encontro se deu os primeiros registros de baianos em terras cariris, um legado interessante que reuniu índios, brancos e negros, forjando uma história por meio de intercâmbios e vivências em pleno sertão nordestino, onde tínhamos toda espécie de registro artístico, desde as pinturas rupestres, aos mitos e lendas. Nesse contexto, contemporaneamente, surge um novo encontro entre os cariris pernambucano, cearense, piauiense e paraibano, trazendo novas possibilidades para construção de redes colaborativas.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.42.15.png?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1536" /><figcaption><em><a href="https://www.flickr.com/photos/samuellmacedo/with/27733521413/">Fotografia por: Samuel Macedo</a></em></figcaption></figure></div>



<p style="background-color:#ac810c;font-size:40px;text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">A Civilização dos Beatos</p>



<p class="has-drop-cap">A expressão cultural “Civilização dos Beatos” refere-se ao potencial de desenvolvimento existente na região do Cariri, a partir da identificação das memórias dos beatos relacionadas às culturas, às diferentes visões sobre os acontecimentos na existência dos beatos e sua importância para a história dos cariris paraibano, cearense, piauiense e pernambucano. Se faz urgente um diagnóstico profundo dos espaços construídos a partir do pensamento dos beatos, contendo itens específicos para o levantamento das suas trajetórias com situação antes e depois das suas existências, bem como sua relação com as comunidades, reconhecendo as políticas de valorização cultural na concepção dos beatos como elemento fundamental para o desenvolvimento regional.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.43.56.png?fit=606%2C404&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1538" /><figcaption><em><a href="https://www.flickr.com/photos/samuellmacedo/with/27733521413/">Fotografia por: Samuel Macedo</a></em></figcaption></figure>



<p>O conceito de Civilização dos Beatos foi elaborado para dar conta da grandiosidade dessas figuras emblemáticas que atuaram na região que compõe o Cariri paraibano, cearense, piauiense e pernambucano, realizando uma obra ancorada na fé e no trabalho, desmistificando a atuação de beato como o pedinte, miserável e desprovido de pedagogia como coloca Xavier de Oliveira em seu livro Beatos e Cangaceiros. Articular um pensamento que coloca os beatos e todo seu legado como grandes responsáveis pela instituição do nordeste brasileiro num território que conjuga desenvolvimento, organização social, patrimônio material e imaterial e paisagem simbólica, é reconhecer um ambiente gerado pelo sistema de trocas, que favorece um estudo aprofundado e uma grande reflexão sobre as práticas para o avanço de territórios em formação. Necessário se faz dar voz as ações desses beatos e suas formas de organização do espaço, na busca de estabelecer um roteiro de memória para fruição das comunidades e estruturação da região. Nessa busca, é preciso partir de questões como planejamento, gestão, estruturação, fomento e acesso, regulamentar as políticas públicas de cultura para influir diretamente na questão do desenvolvimento regional a fim de contribuir para a região, estruturando seu desenvolvimento com base nas narrativas, depoimentos, fotografias, documentos, entrevistas, livros, jornais, dentre outros meios de pesquisa e comunicação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.46.30.png?fit=606%2C403&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1540" /><figcaption><em><a href="https://www.flickr.com/photos/samuellmacedo/with/27733521413/">Fotografia por: Samuel Macedo</a></em></figcaption></figure>



<p style="background-color:#ac810c;font-size:40px;text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">O Cariri Contemporâneo:</p>



<p class="has-drop-cap">O Cariri sempre foi uma passagem singular de povos ancestrais que deixaram como legado uma cultura pujante e única, ambiente onde a cultura e a biodiversidade formam um quadro de inestimável valor para a humanidade. Em seu território solidificou-se uma cultura original, em que a presença indígena perpetuou-se por meio de pessoas e grupos que cantam, dançam e mantém, através da oralidade, a sabedoria do homem kariri.</p>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.49.03.png?strip=info&#038;w=511&#038;ssl=1 511w" alt="" data-height="767" data-id="1541" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1541" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82c6e-captura-de-tela-2019-08-18-as-10.49.03.png" data-width="511" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.49.03.png?ssl=1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.49.42.png?strip=info&#038;w=600&#038;ssl=1 600w,https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.49.42.png?strip=info&#038;w=900&#038;ssl=1 900w,https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.49.42.png?strip=info&#038;w=1021&#038;ssl=1 1021w" alt="" data-height="680" data-id="1542" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1542" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1d4eb-captura-de-tela-2019-08-18-as-10.49.42.png" data-width="1021" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.49.42.png?ssl=1" /></figure><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.50.22.png?strip=info&#038;w=600&#038;ssl=1 600w,https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.50.22.png?strip=info&#038;w=900&#038;ssl=1 900w,https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.50.22.png?strip=info&#038;w=1151&#038;ssl=1 1151w" alt="" data-height="766" data-id="1543" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1543" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/25dcb-captura-de-tela-2019-08-18-as-10.50.22.png" data-width="1151" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.50.22.png?ssl=1" /></figure><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.51.00.png?strip=info&#038;w=600&#038;ssl=1 600w,https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.51.00.png?strip=info&#038;w=900&#038;ssl=1 900w,https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.51.00.png?strip=info&#038;w=1151&#038;ssl=1 1151w" alt="" data-height="766" data-id="1544" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1544" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3bda1-captura-de-tela-2019-08-18-as-10.51.00.png" data-width="1151" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.51.00.png?ssl=1" /></figure></div></div><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.51.39.png?strip=info&#038;w=511&#038;ssl=1 511w" alt="" data-height="768" data-id="1545" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1545" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bc2c1-captura-de-tela-2019-08-18-as-10.51.39.png" data-width="511" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/Captura-de-Tela-2019-08-18-às-10.51.39.png?ssl=1" /></figure></div></div></div></div>



<p style="text-align:center" class="has-small-font-size"><em><a href="https://www.flickr.com/photos/samuellmacedo/with/27733521413/">Fotografias por: Samuel Macedo</a></em></p>



<p>Imersos nos bolsões urbanos uma profusão de artistas inspiram-se nas fontes ancestrais desse imenso Cariri. Um Cariri contemporâneo, matreiro, que converge para a virtualidade, que tem pressa e tem dívida com o futuro.</p>



<p>Pensar e agir coletivamente, em escala crescente, do comunitário ao municipal, do regional ao nacional, entende-se que se faz necessário a estruturação de um processo sólido e sustentável de desenvolvimento, ao levar em conta a profunda organicidade entre meio-ambiente, pessoas e cultura.</p>



<p>Não aceitar a lógica devastadora do mercado, a pasteurização de atividades por pressões advindas da massificação da cultura e, sobretudo, não aceitar a perda da identidade e o abandono sistemático das tradições, das expressões artísticas e grupos culturais.</p>



<p style="background-color:#ba8900" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">A cultura é um direito fundamental, é preciso entendê-la em sua dimensão maior &#8211; o povo fazendo seu caminho pela vida, pela sua história e pela sua memória. É preciso fazer valer a Constituição Brasileira, que estabelece que o poder público deve garantir a todos os cidadãos brasileiros o pleno exercício dos direitos culturais.</p>



<p>A cultura e as artes sempre foram meios fundamentais para o desenvolvimento das sociedades e passo decisivo para a integração dos povos de todos os cantos. Que essa integração seja cada vez mais significativa, pois é por meio desse intercâmbio que pode-se confrontar, debater ideias e descobrir caminhos para que novas gerações possam desfrutar de conhecimentos e descobrir novas possibilidades para um mundo mais digno e democrático. O Cariri é esteio dessa discussão, promovendo, sobretudo, um espaço cultural que estabelece relações em diversos campos para desenvolver políticas de produção, gestão e realização artística.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Dane de Jade</strong>&nbsp;é curadora, atriz-pesquisadora, produtora, arte-educadora, radialista e gestora cultural. Graduada em Ciências Biológicas pela Universidade Regional do Cariri &#8211; URCA, cursou também arte-educação na URCA, pós-graduação em Gestão Estratégica nas&nbsp;organizações de Terceiro Setor na Universidade Estadual do Ceará – UECE, Gestão Cultural pela Universidade Federal do Cariri – UFCA, Arte Educação pela Universidade Regional do Cariri &#8211; URCA e Doutoranda em Turismo, Lazer e Cultura pela Universidade de Coimbra em Portugal. Dirigiu o Departamento de Promoção, difusão e Ação Sócio-Cultural da Fundação Cultural J. de Figueiredo Filho em Crato-CE, fomentou a&nbsp;criação e gerenciou o Programa Cultura do SESC Ceará onde criou e coordenou, entre outros projetos, a Mostra SESC Cariri de Culturas. Foi a responsável pela curadoria do projeto “Traga a França para os meus versos e leve os meus versos para França”, dentro da programação do Ano França/Brasil na Universidade de Poitiers e criou a Mostra SESC Luso-Brasileira, em Coimbra/Portugal. Por 13 anos foi a curadora representante do Ceará nos projetos Palco Giratório &#8211; Rede Nacional de Difusão e Intercâmbio das Artes Cênicas e Sonora Brasil &#8211; Formação de Ouvintes Musicais. Sócio-fundadora da Ong BEATOS &#8211; Base Educultural de Ação e Trabalho de Organização Social. Realiza palestras e oficinas sobre Gestão Cultural em diversas regiões do país. Vencedora do Prêmio Claudia 2012 (maior premiação feminina da América Latina realizada pela editora Abril) na categoria Cultura. Atuou como Membro do Conselho Estadual de Cultura do Ceará, consultora da Associação Teatro da Boca Rica e Professora convidada do Curso de Gestão Cultural do CPF – Centro de Pesquisa e Formação do SESC SP. Desenvolve trabalhos e pesquisa na área de tradição popular. Secretária de Cultura do Município de Crato (2013-2016). Coordenadora do Escritório Regional de Cultura Cariri/SECULT CE e Escola Vila da Música Monsenhor Ágio Augusto Moreira.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Referências:</strong></p>



<p>Barbalho, Alexandre – <strong>A Modernização da Cultura: Políticas para o Audiovisual nos Governos Tasso Jereissati e Ciro Gomes</strong> (Ceará/ 1987-1998). / Alexandre Barbalho. – Fortaleza: Imprensa Universitária, 2005.<br></p>



<p>Benhamou, Françoise. <strong>A Economia da Cultura. </strong>Tradução: Geraldo Erson de Souza. São Paulo: Ateliê Editorial, 2007.</p>



<p>Bernard, François de. <strong>Por Uma Definição do Conceito de Diversidade Cultural.</strong> In: Brant, Leonard (Org.) <strong>Diversidade Cultural. Globalização e Culturas Locais: Dimensões, Efeitos e Perspectivas.</strong> São Paulo: Escrituras Editora/Instituto Pensarte, 2005.</p>



<p>Brasil. Ministério da Cultura. <strong>Caderno “Diretrizes Gerais Para o Plano Nacional de Cultura”</strong>. 2. Ed. Brasília: Minc, 2008</p>



<p>Coelho, Teixeira, 1944 – <strong>A cultura e seu contrário: cultura, arte e política pós – 2001</strong>/ Teixeira Coelho. – São Paulo: Iluminuras: Itaú Cultural, 2008.</p>



<p>Furtado, Celso. <strong>Cultura e Desenvolvimento em Época de Crise.</strong> Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1984.</p>



<p>Geertz, Clifford, 1926 – <strong>A Interpretação das Culturas</strong> / Clifford Geertz. – 1.ed. – [Reimpr.] – Rio de Janeiro: LTC, 2012.</p>



<p>Leitão, Cláudia (Org.) – <strong>Gestão Cultural: significados e dilemas na contemporaneidade.</strong> Cláudia Leitão (Org.) In &#8211; Fortaleza: Banco do Nordeste. 2003.</p>



<p>Lustosa da Costa, F. <strong>Plano de Ação da Bacia Cultural do Araripe para o<br> Desenvolvimento Regional.</strong> Fortaleza: Secult, 2006.</p>



<p>MARQUES, Roberto. <strong>Contracultura, tradição e oralidade. </strong>(Re) inventando o sertão nordestino na década de 70. Fortaleza: Anablume, 2004.</p>



<p>Ortiz, Renato, 1947 – <strong>Cultura brasileira e identidade nacional</strong> / Renato Ortiz. – 5ª ed. – São Paulo: Brasiliense, 1994.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="font-size:18px" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou do conteúdo? Se inscreva e receba por e-mail as próximas edições da Trama!</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://data.unicef.org/topic/child-survival/under-five-mortality/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0449c-foto-carol4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-1522" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Mortality rates among older children and&nbsp;<a href="https://data.unicef.org/topic/child-survival/child-mortality-aged-5-14/">young adolescents</a>&nbsp;(aged 5-14) also dropped by more than 50 per cent since 1990, yet almost one million children died in this age group in 2017 alone.</em>                                                                                                                      <strong>UNICEF, 2018</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><strong>Visite nossa loja virtual!</strong></figcaption></figure>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/a-construcao-historica-da-paisagem-cultural-do-cariri/">A Construção Histórica da Paisagem Cultural do Cariri</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/a-construcao-historica-da-paisagem-cultural-do-cariri/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1387</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Processo de Restauração de Missal Romano de 1931 &#8211; Capa de Couro</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processo-de-restauracao-de-missal-romano-de-1931-capa-de-couro/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processo-de-restauracao-de-missal-romano-de-1931-capa-de-couro/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 21:49:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[Lauro Bohnenberger]]></category>
		<category><![CDATA[Missal Romano]]></category>
		<category><![CDATA[restauração]]></category>
		<category><![CDATA[Restauro de livro]]></category>
		<category><![CDATA[restauro de papel]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1579</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Lauro Bohnenberger</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processo-de-restauracao-de-missal-romano-de-1931-capa-de-couro/">Processo de Restauração de Missal Romano de 1931 – Capa de Couro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Este texto pretende apresentar de maneira prática e sucinta como se deu o processo de Restauração do Missal Romano de 1931, realizado no Laboratório de Conservação e Restauro de Papel do Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM/UFJF). Não tenho pretensões de relatar o passo a passo do processo em sentido didático, ensinando as etapas conforme o restauro foi se desenvolvendo, mas sim, demonstrar as nuances de um trabalho cujas imagens tanto impressionam devido à recuperação do bem cultural.</p>



<p>Vale ressaltar que para executar este trabalho o trabalho, toda a parte de reconstituição de suporte da capa de couro foi feita sem a utilização de couro, apenas com enxertos com papel japonês. Tanto no revestimento de couro das capas, bem como no papelão das capas e nas guardas.</p>



<p class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><strong>O Estado de Conservação do Missal&nbsp;</strong></p>



<p>O livro encontrava-se em péssimo estado de conservação e apresentava perda de suporte nas capas e lombada. Apesar de o miolo estar em boas condições, a estrutura do missal sofreu ataques de insetos xilófagos, comprometendo o manuseio.</p>



<ul class="wp-block-gallery columns-1 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/01-1.png?fit=606%2C341&amp;ssl=1" alt="" data-id="1615" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1615" class="wp-image-1615" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_092118887-1.jpg?fit=606%2C340&amp;ssl=1" alt="" data-id="1617" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1617" class="wp-image-1617" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_092002408-1.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1616" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1616" class="wp-image-1616" /></figure></li></ul>



<p class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><strong>Processo de Restauração</strong></p>



<p>Na primeira etapa do Restauro,&nbsp; foi realizada a higienização em todo o livro utilizando trincha e bisturi, removendo antigas camadas de papel utilizados na encadernação.</p>



<ul class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_092758541_HDR.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1618" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1618" class="wp-image-1618" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_093155875_HDR.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1619" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1619" class="wp-image-1619" /></figure></li></ul>



<p>Com a lombada limpa, as folhas de guarda foram parcialmente levantadas para receber o reforço estrutural da lombada, em papel japonês com gramatura mais espessa, visando o aumento da resistência mecânica da capa.</p>



<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-3 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_093518117.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1620" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1620" class="wp-image-1620" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_095021502.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1621" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1621" class="wp-image-1621" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_102626767.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1622" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1622" class="wp-image-1622" /></figure></li></ul>



<p>Aproveitando o trabalho realizado no reforço de lombada, as partes deterioradas da capa foram também reforçadas para dar suporte para as próximas camadas de papel japonês (mais fino).&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_102718881_HDR.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1623" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><strong>Aplicação das Camadas de Papel Japonês nas Partes Faltantes</strong></p>



<p>Com o suporte preparado, as camadas de papel japonês foram adicionadas uma a uma até que chegasse na gramatura desejada. O excesso de papel japonês foi retirado com um pincel fino umidecido com H2O, contornando as extremidades das partes faltantes.&nbsp;</p>



<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_122320021.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1624" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1624" class="wp-image-1624" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_123256311.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1625" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1625" class="wp-image-1625" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_112147700_HDR.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1626" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1626" class="wp-image-1626" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_123314380_HDR.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1627" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1627" class="wp-image-1627" /></figure></li></ul>



<p>O mesmo processo foi feito na parte interna das capas, que estavam deterioradas. Chegando à gramatura desejada, iniciou-se o restauro das folhas de guarda.</p>



<ul class="wp-block-gallery columns-3 is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180313_103950275.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1635" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1635" class="wp-image-1635" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180306_132256071.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1628" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1628" class="wp-image-1628" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180307_100342940.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1630" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1630" class="wp-image-1630" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180313_105206966.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1636" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1636" class="wp-image-1636" /></figure></li></ul>



<p>Por fim, utilizei uma lixa fina de madeira para suavizar as bordas.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180312_102352415.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1631" /></figure>



<p>Finalizando a estrutura da lombada da capa, uma tira de papel filifold documenta 300g/m² foi inserida para dar rigidez e estabilidade à encadernação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180313_103840467-1.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1634" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><strong>Reconstituição Estética</strong></p>



<p>Utilizando tintas à base de água, foi feita a reintegração cromática na capa e nas guardas. Um detalhe interessante de se destacar é que as guardas foram também reconstituídas com papel japonês e a remoção do excesso do papel foi feita com um pincel fino e água.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180314_102945317.jpg?fit=606%2C340&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1637" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><strong>Montagem do Livro</strong></p>



<p>Depois das guardas restauradas foi feito um reforço com papel japonês, unindo-as com a parte da guarda que permaneceu no miolo. Após a fixação do miolo na capa, alguns retoques na pigmentação foram feitos e o acabamento final foi realizada com a aplicação e polimento com a cera microcristalina.</p>



<ul class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-6 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180313_105219758.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1639" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1639" class="wp-image-1639" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180313_105548856.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1638" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1638" class="wp-image-1638" /></figure></li></ul>



<p class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><strong>Livro Finalizado</strong></p>



<ul class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180314_134533512.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="1642" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1642" class="wp-image-1642" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/04.png?fit=606%2C691&amp;ssl=1" alt="" data-id="1645" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1645" class="wp-image-1645" /></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/02.png?fit=606%2C341&amp;ssl=1" alt="" data-id="1641" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=1641" class="wp-image-1641" /></figure></li></ul>



<p>Após a conclusão do restauro, foi constuído um acondicionamento técnico para proteger e prolongar a vida útil da obra.</p>



<p>IMAGEM (BATER FOTO)</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/IMG_20180425_104521636-1.jpg?fit=575%2C1024&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1649" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Lauro Bohnenberger</strong> é restaurador de papel e atua há mais de 10 anos no Laboratório de Conservação e Restauro de Papel do Museu de Arte Murilo Mendes (MAMM/UFJF).</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou da revista? Cadastre-se gratuitamente e receba as edições da Trama por e-mail!</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.wfp.org/countries/guinea-bissau"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-CAROL8.png?fit=606%2C585&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1651" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Nearly&nbsp;<strong>70 percent live below the poverty line</strong>, with high infant and maternal mortality rates and a countrywide&nbsp;<strong>chronic malnutrition</strong>&nbsp;rate of over&nbsp;<strong>25 percent</strong>.&nbsp;</em>    <strong>World Food Programme.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.estantevirtual.com.br/atenabookstore"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e3cc5-publicidade-atena.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-996" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><strong>CONHEÇA NOSSO ACERVO!</strong></figcaption></figure>



<p><br></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processo-de-restauracao-de-missal-romano-de-1931-capa-de-couro/">Processo de Restauração de Missal Romano de 1931 &#8211; Capa de Couro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processo-de-restauracao-de-missal-romano-de-1931-capa-de-couro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1579</post-id>	</item>
		<item>
		<title>As “Gentes” na Marcha Artística: Cultura, Tradição e Memória Pelo Fio da Experiência e Contato.</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/as-gentes-na-marcha-artistica-cultura-tradicao-e-memoria-pelo-fio-da-experiencia-e-contato/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/as-gentes-na-marcha-artistica-cultura-tradicao-e-memoria-pelo-fio-da-experiencia-e-contato/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 21:47:59 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[continuidade]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Marcha artística]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1565</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Gyovana Machado</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/as-gentes-na-marcha-artistica-cultura-tradicao-e-memoria-pelo-fio-da-experiencia-e-contato/">As “Gentes” na Marcha Artística: Cultura, Tradição e Memória Pelo Fio da Experiência e Contato.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Sob um afresco pintado no fim do século XVI, localizado em uma antiga casa chamada &#8220;Casa del Dean&#8221; na cidade mexicana de Puebla, Serge Gruzinski escreve a partir de uma curiosidade. Acontece que, na pintura, se encontra o macaco Ozomalti – símbolos do calendário asteca, associado a boa fortuna e a alegria – e a centaura Ocyrhoe – semideusa do paganismo grego, a que revelava os segredos do destino.</p>



<p>O que se sobressai aos olhos diz respeito a uma convivência de tradições distantes. Logo, como um pintor do século XVI articularia e interpretaria os símbolos para assim os colocar em convivência?</p>



<p>O encontro de tradições, certamente, não obteve a mesma ação contínua que o pincel do autor pôde ter, enquanto deslizava pelo afresco. A convivência do macaco e da centaura tem por substrato, uma rede de constantes trocas, negociações, alianças, guerras e destruição, que foram feitas sobretudo nos séculos XV e XVI, onde homens se jogaram ao mar em busca do novo. Assim, o nomadismo humano constrói ligações sustentadas pelas especificidades de cada cultura e a arte, nesse caso, foi um elemento que sustentou as relações de colonização para o pintor.</p>



<p style="background-color:#af881b" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Nesse sentido, a arte se apresenta pelo seu pluralismo. “Gentes” construíram arte, e quando digo “gentes” me refiro……..</p>



<p>Redes, ligações e sentidos dão o tom do contato básico humano. Entretanto, é necessário salientar que pessoas, ao contrário de sobreviverem pela neutralidade no embalo de uma identidade &#8220;a folha branca&#8221;, são compostas pelo que vivem e, consequentemente, pelo que experimentam. O macaco e a centaura são um caso clássico disso. O repasse ancestral de uma cultura gera tradição, que, por sua vez, dá espaço a experiência, preservando as sensações e sentidos na memória, sendo que, esta última, crava no peito a dor e o prazer do ser e do viver.</p>



<p>Esse movimento de tantas continuidades, assim como todos os outros na vida, é passível à descontinuidade e quando isso ocorre… a cabeça do rei rola guilhotina a baixo, o monge agostiniano se levanta contra a Instituição mais poderosa do seu tempo – a Igreja – a mulher passa a conceber uma vida livre das prisões de gênero, e entre outros eventos.</p>



<p>Ao contrário de uma fala contra todas as continuidades da vida, expresso os movimentos de descontinuidade a fim de saltar aos olhos os resultados colossais de passos que caminharam numa marcha contrária de seu tempo. Ao fim e ao cabo, novas expressões de arte, cultura e criatividade, surgem nos passos e contra passos da vida, e, na medida em que experimentamos as falas, ações, minúcias e memórias – sejam essas últimas nossas ou carregadas apenas no intento pela sua construção em nós, a partir de uma cultura familiar, social, etc.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Nada se encontra desconectado. Tudo é parte de um constructo. Cabe a nós, portanto, selecionar a medida do passo e contra passo na nossa arte, dando voz ao que, pelo contato e experiência, criamos de vínculo de memória.</p>



<p>Dessa forma, vale ressaltar também uma das figuras que sempre retorna a minha mente: Katharina Schutz Zell, que foi “[…] uma das teólogas leigas mais impressionantes da primeira geração do movimento protestante” (McKee,2000, pg. 225). Com uma escrita ativa e com publicações em defesa de sua fé, ela não hesitava em atribuir uma imagem maternal a Cristo, aliando o conceito de “sola gratia” ao amor ao próximo.</p>



<p>Enquanto escritora, Katharina se demonstrou anfitriã do apaziguamento, mas não refletiu uma escrita inofensiva, pelo contrário, “Katharina também estava ciente de que, como uma mulher com opiniões e valores pessoais muito fortes, nem todas as pessoas lhe davam apoio”.</p>



<p>Ela escreveu:</p>



<p style="text-align:right" class="has-small-font-size">“O que posso fazer ou alcançar agora que sou uma mulher pobre, que,<br> muitos dizem, deveria girar e cuidar dos doentes… Estou convencida de<br> que, se eu concordasse com nossos pregadores em tudo, eu seria chamado<br> de mais Uma mulher piedosa e conhecedora nascida na Alemanha. Mas,<br> como discordo, sou chamada de arrogante e, como muitos dizem, doutor<br> Katharina” (Zitzlsperger, mãe, mártir e Maria madalena. Pg 388).</p>



<p>Enquanto um exemplo pessoal, onde num campo de afeto, retorno pelo uso de continuidades e descontinuidades na vida de Zell, quero ressaltar que, essa mesma figura (assim como todos nós em alguma medida) era uma composição, uma congruência de indivíduos marcantes que haviam passado por sua vida e por sua devida autenticidade, que foi gestada pela capacidade crítica de articular o feminino e a teologia no século XVI.</p>



<p>Em suma, a missão deste ensaio é a proposição consciente de uma arte que se forma e que é sustentada pelo plural, recebido pelos afluentes mais distintos que passam por nossa vida, além de um filtro próprio construído pela experimentação e leitura específica que fazemos sobre a vida. Dito isso, dedico este ensaio a todos os afluentes femininos que passam pela minha vida e que, corajosamente, defendem seu lugar social diariamente.</p>



<p>A Alyne, Clarice, Débora e Larissa, minha sincera admiração e afeto.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Gyovana Machado</strong> é graduanda em História pela UFJF, formada no Seminário Teológico Rhema Brasil, líder de música em A Igreja.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.wfp.org/countries/guinea-bissau"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-CAROL15.png?fit=606%2C585&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1698" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Food insecurity contributes to the major challenge of undernutrition, which is also caused by inadequate health services, poor water and sanitation, inadequate infant and young child feeding practices, and high illiteracy rates among women. </em><strong>          World Food Programme</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><strong>Visite nossa Loja Virtual!</strong></figcaption></figure>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/as-gentes-na-marcha-artistica-cultura-tradicao-e-memoria-pelo-fio-da-experiencia-e-contato/">As “Gentes” na Marcha Artística: Cultura, Tradição e Memória Pelo Fio da Experiência e Contato.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/as-gentes-na-marcha-artistica-cultura-tradicao-e-memoria-pelo-fio-da-experiencia-e-contato/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1565</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Viajantes</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/viajantes/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/viajantes/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 21:39:18 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[Augusto Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Viajante]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1284</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Augusto Medeiros</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/viajantes/">Viajantes</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os viajantes passam e, às vezes, ficam, se encontram um amor, um amigo, um sentido.</p>



<p>Carregam costumes, sabores, desamores.  Trocam sentimentos e deixam saudade. </p>



<p>No percurso, o mais interessante é o desconhecido, uma paisagem, uma pessoa, uma história. </p>



<p>Eles descobrem e são descobertos.</p>



<p>A chegada é sem data, porque a busca é eterna.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Augusto Medeiros</strong> é jornalista com 15 anos de experiência em reportagem para televisão. Roteirista, escritor, gerente de projetos e apresentador de eventos e telejornais.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou da revista? Cadastre-se e receba por e-mail as novas edições da Trama!</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.msf.org.br/noticias/nigeria-implementacao-de-uma-resposta-cirurgica-de-emergencia"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-CAROL14.png?fit=606%2C585&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1695" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Superar a pobreza não é uma tarefa de caridade, é um ato de justiça. Como a escravidão e o apartheid, a pobreza não é natural. É feito pelo homem e pode ser superado e erradicado pelas ações dos seres humanos. Às vezes, cai em uma geração para ser grande. VOCÊ pode ser essa grande geração. Deixe sua grandeza florescer.</em> <strong>Nelson Mandela</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e3cc5-publicidade-atena.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-996" data-recalc-dims="1" /></figure>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/viajantes/">Viajantes</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/viajantes/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1284</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Também as Mãos Aram a Terra Preta</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/tambem-as-maos-aram-a-terra-preta/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/tambem-as-maos-aram-a-terra-preta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 21:24:07 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[documentário]]></category>
		<category><![CDATA[mãos]]></category>
		<category><![CDATA[Marcus Cardoso]]></category>
		<category><![CDATA[Terra preta]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1575</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Marcus Cardoso</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/tambem-as-maos-aram-a-terra-preta/">Também as Mãos Aram a Terra Preta</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Tudo gira em torno das mãos: elas que são acorrentadas, presas, paralisadas, algemadas: pois elas iniciam as mudanças. Ao mesmo tempo em que se encontra uma pele fina, que acaricia e transmite afeto, esse sentimento revolucionário, as mãos também batem, cerram-se os punhos contra o que os oprimem. Não há protagonista histórico maior do que as mãos: e se a carne preta é a mais barata do mercado, as mãos negras são as mais potentes.</p>



<p>O documentário “Terra Preta”, que conta a história da comunidade quilombola São Pedro, localizada no Vale do Ribeira, trata disso com uma sensibilidade ímpar. Produzido por alunos de jornalismo da PUC, entre eles Guilherme Prado, Ananda Portela, Evelyn Nogueira, Eduardo Gayer, Marianna Rosalles, Gabriela Tornich, Marilia Maaz e Fernanda Gutschow, é possível mergulhar de cabeça por cada camada sobreposta de linguagem e significado.</p>



<p>As entrevistas estão lá, o conteúdo político declarado, os sonhos terrenos expostos em palavras. Mas é preciso olhar melhor. Afinal, o que há de implícito na imagem, essa composição que nos atravessa por inteiro sem avisar? Está ali, embaixo do entrevistado, que fala das suas vivências e das questões locais, sentado sobre caixas. Essas que precisam de mãos para ser utilizadas. As miudezas também se guardam no fundo, naquela casa de pau-a-pique atrás do Seu Orides, levantada, bambu por bambu, barro por barro, com as mãos. Quando de pé, pode ser difícil distinguir entre o alisar as paredes para dar acabamento e a carícia gostosa de construir um lar.</p>



<p>Ao final as mãos retornam, agora firmes, indo de encontro à pele do pandeiro e dos tambores: as mãos também resistem enquanto produtora de sons e ritmos. São neles que muito se preserva e o passado se transmite. A abertura do documentário, em que se pode ouvir um pai nosso, que geralmente é rezado com as mãos juntas, se liga diretamente com a capoeira no final, que unifica a todos como se as mãos, ali naquela roda, estivessem juntas.</p>



<p style="background-color:#a37906" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Tão importante, também, são as mãos envolvidas na produção, porque tudo envolve mãos: da anotação da ideia no bloco de notas do celular até a assinatura pra venda dos direitos pra TV aberta. Sem essas mãos, que produzem, filmam, dirigem e editam, não há projeto, não há trabalho nem mudança. Sem essas mãos que mexem na ferida, não há melhora.</p>



<p>Enfim, é preciso compreendermos que somos todos uma espécie de mão, enquanto o mundo que nos cerca é argila. Apesar de rígida e difícil de modelar, somente mãos resistentes e convictas conseguem fazer esse trabalho. Assista ao documentário, na íntegra, aqui e o leve, pra vida, aí:</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Terra Preta | Campus em Ação" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/iZxcG6Re-9Y?start=25&#038;feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Marcus Cardoso</strong>, historiador de formação, mestrando, músico&#8230; Faz tanta coisa que acaba não fazendo nada. E, se somos o que fazemos, então é isso: um grande nada que acredita piamente que a salvação do mundo está escondida em um haicai.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou do texto? Cadastre-se e receba as edições da Trama por e-mail!</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.theguardian.com/global-development/2016/oct/05/nearly-half-all-children-sub-saharan-africa-extreme-poverty-unicef-world-bank-report-warns"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-CAROL13.png?fit=606%2C585&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1691" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Nearly half of all children in sub-Saharan Africa are living in extreme poverty, according to a joint&nbsp;<a href="http://blogs.worldbank.org/opendata/chart-half-worlds-extremely-poor-are-children">Unicef-World Bank report released on Tuesday</a>, with figures showing that almost 385 million children worldwide survive on less than $1.90 (£1.50) a day, the World Bank international poverty line</em>.                                      <strong>The Guardian.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><strong>CONHEÇA NOSSA LOJA VIRTUAL!</strong></figcaption></figure>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/tambem-as-maos-aram-a-terra-preta/">Também as Mãos Aram a Terra Preta</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/tambem-as-maos-aram-a-terra-preta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1575</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Não Julgue a Capa Pelo Livro</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/nao-julgue-a-capa-pelo-livro/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/nao-julgue-a-capa-pelo-livro/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 21:12:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[capa de livro]]></category>
		<category><![CDATA[intenção da obra literaria]]></category>
		<category><![CDATA[livro]]></category>
		<category><![CDATA[obra literaria]]></category>
		<category><![CDATA[Paulinho Soares]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1377</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Paulo Soares</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/nao-julgue-a-capa-pelo-livro/">Não Julgue a Capa Pelo Livro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Quantas vezes não ouvimos a expressão <em>não julgue um livro pela capa</em>, ainda hoje assinada como um provérbio chinês, que já ganhou várias adaptações e traduções pelo mundo afora. Entretanto, na possibilidade de uma divagação histórica, ela poderia ter sido criada na era moderna ocidental (romantismo), já que a preocupação com elementos ilustrativos e pictóricos em capas de livros é um fato recente que remonta ao início do século 19. Os livros no período clássico, tinham sua apresentação em couro, com no máximo, inscrições do nome do autor e título na lombada o que determinava A priori a necessidade do conhecimento prévio de seu conteúdo ou a curiosidade intelectual de explorá-lo.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Temos que ter em mente que a possibilidade da leitura neste período era restrita a uma elite burguesa ou religiosa que detinham o conhecimento necessário para decifrar os desenhos (letras) e suas combinações (palavras) culminando, num talvez atual, desnivelamento social grave daquela sociedade.</p>



<p>A história nos conta que a possibilidade de impressão das capas partir da utilização do papel rijo ou papelão foi um avanço que veio gradativamente ao longo do tempo. O pesquisador Gérard Genette, nos informa que umas das primeiras capas impressas foi a Ouvres Complétes de Voltarie, editado pela Baudoin em 1825. O fato é que desde então as capas têm se tornado um elemento de grande importância para a valorização, divulgação e comercialização do livro.</p>



<p>No girar da roda do tempo, a capa passa por transições que passa deter a necessidade de composições específicas, que exigem pesquisa e reflexões sobre sua execução. Os editores precisam estar atentos aos detalhes para explicitar a posição editorial de um a obra, levando em conta todos os fatores que implicarão à sua apresentação ao mercado literário. Tal preocupação ocorre a partir da necessidade de se pensar uma capa, com diferenciais para sair do lugar comum, seja em uma publicação simples ou até numa coleção, segundo Genette:</p>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">“Uma simples escolha de cor para o papel da capa pode indicar por si só, e com muito vigor, um tipo de livro. No início do século 20, as capas amarelas eram sinônimos de livros franceses licenciosos: “Lembro-me do ar escandalizado com que um clérigo interpelava, uma estrada de ferro britânica, uma de minhas amigas: ‘Senhora não sabe que Deus a vê enquanto lê esse livro amarelo!’ Essa significação maldita, indecente, é de fato a razão pela qual Aubrey Beardsley-1 chamara sua revista de The Yellow book (Genette, 2009, p.28).”</p>



<p>No editorial contemporâneo, a capa tem merecido uma pesquisa intensa por parte dos editores e designers, para que além das cores, ela detenha um significado que possa dialogar com os sentidos do público consumidor, para tal é necessário que se obtenha informações do autor, de sua bibliografia, de sua intenção com a obra. É necessário que se pesquise sobre as cores, imagens e caracteres que serão utilizados para despertar como, já dito, os sentidos do público consumidor. Na maioria das vezes, a produção de uma capa exige um estudo aprimorado, pois são diversos croquis previamente desenvolvidos pelo designer para se alcançar o objetivo primeiro de uma boa obra literária: o encantamento.</p>



<p>Infelizmente o que percebemos é que, em grande parte das vezes, as capas têm sido tratadas como elementos menores no universo editorial ou nem são levadas em conta enquanto ferramentas de marketing. Podemos ver exemplos grosseiros, como o de se utilizar tons escuros numa literatura infantil que sequer detém na sua temática qualquer alusão a categoria de uma história de suspense ou terror que pudesse justificar certa ousadia. Podemos perceber também uma total ausência de pesquisa e conhecimento da obra, principalmente quando se determina a utilização de uma imagem desconexa com o conteúdo literário pelo simples apelo pessoal e emocional do editor ou do próprio autor. O fato é que existe a implícita necessidade do conhecimento e das técnicas de designer para a construção de um elemento que não somente envolve o livro, mas tem que ser capaz de conquistar o leitor, para que ele tenha a vontade de pelo menos folhear suas páginas na busca de um conteúdo que possa até superar à apresentação.</p>



<p>Não julgue a capa pelo livro, pois tantas foram as histórias, as possibilidades escritas que se perderam pelo simples fato de não conseguir conquistar pelo olhar e, assim, fazer florescer a vontade de apreender, de se ter curiosidade e, enfim, chegar ao conhecimento. Talvez hoje possamos nos isentar, alegando que não mais nos preocuparemos, pois o mundo digital já começou e nele o papel, a impressão, não fará mais a diferença … talvez possam ter alguma razão, mesmo no universo digital a imagem ainda se faz muito presente, o que concerne a necessidade de se replicar, além do texto, sua referência primeira, a capa, elemento primaz da curiosidade humana.</p>



<p><strong>Referências</strong>:<br>Genette, Gérard – Paratextos editoriais; Trad. Álvaro Faleiros: Ateliê Editorial, Cotia – SP, 2009.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Paulo Soares</strong> é graduado em Geografia pelo Centro de Ensino Superior de Juiz de Fora, Especialista em Processos Estratégicos, Comunicação e Novas Tecnologias, pela Faculdade de Comunicação da UFJF e Mestre em Letras pelo CES/JF-PUC- Minas. Com ampla experiência prática, nas áreas de comunicação e artes visuais, com ênfase em fotografia. Suas atuais áreas de pesquisa, estão ligadas principalmente aos estudos dos processos de geração e concepção dos diversos elementos que possam vir a se constituir em objetos de memória.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou da publicação? Cadastre-se e receba gratuitamente as próximas edições da Trama!</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://thewaterproject.org/why-water/poverty"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-CAROL12.png?fit=606%2C585&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1687" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Nearly one billion people do not have access to clean, safe water &#8211; that&#8217;s the equivalent of 1 in 8 people on the planet</em>.                                                                 <strong>The Water Project.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><strong>VISITE NOSSA LOJA VIRTUAL!</strong></figcaption></figure>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/nao-julgue-a-capa-pelo-livro/">Não Julgue a Capa Pelo Livro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/nao-julgue-a-capa-pelo-livro/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1377</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Cão Maior &#8211; Um Breve Ensaio Sobre Nós</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cao-maior-um-breve-ensaio-sobre-nos/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cao-maior-um-breve-ensaio-sobre-nos/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 21:04:45 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[Cão Maior]]></category>
		<category><![CDATA[Diego Neves]]></category>
		<category><![CDATA[espaço]]></category>
		<category><![CDATA[humanidade]]></category>
		<category><![CDATA[lar]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1596</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Diego Neves</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cao-maior-um-breve-ensaio-sobre-nos/">Cão Maior – Um Breve Ensaio Sobre Nós</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Lar: lugar de morar. Onde moram as pessoas? Onde moram as ideias das pessoas? Seria possível não morar, ou morar, em si mesmo? Lar é um espaço. Um espaço que ocupamos de uma forma nossa, com coisas nossas. As coisas também moram? Se moram, onde moram? Onde moram os pensamentos, as vontades, o querer? Essas casas, se existirem, têm algum nome? Por exemplo: estrelas moram em constelações, que habitam galáxias, que abrigam planetas também, que moram, como todas as outras coisas, num espaço gigantesco, que nem se sabe ao certo onde começa ou acaba &#8211; ou se acaba &#8211; chamado universo.&nbsp;</p>



<p>97% dos átomos que nos fazem pessoas, o que significa algo muito perto da totalidade, são os mesmos que fazem das estrelas, estrelas. O que isso pode significar em termos práticos? Somos bolas de gás e luz própria? Não, não somos. Mas somos astros que brilham no universo de outras pessoas.&nbsp; Somos satélites que orbitam outros planetas, aos quais damos nomes como amigo, irmão, mãe, pai, avós e tantos outros. Alguns se sentem como a Terra, que tem apenas uma lua como satélite. Uma companhia que está sempre por perto, rodeando e influenciando tudo que faz parte do que somos. Outras pessoas são como Júpiter, um gigante rodeado por 69 luas. São pessoas enormes, não necessariamente em estatura, mas em atributos que são tão atraentes, que fazem sua órbita lotar de presença. Pelo que se vê, astros, planetas e pessoas se relacionam, se ligam, se complementam.&nbsp;</p>



<p>Daqui debaixo, no limite do que conseguimos saber, imaginamos o Sol como uma fonte infindável de luz e calor. Por vezes chegamos a pensar que seja ele o astro maior, a estrela mais brilhante e única. A verdade é que o número de estrelas maiores do que “o Astro Rei” não é dos menores, e existem estrelas que fazem o sol parecer uma lâmpada acesa durante a luz do dia. VY Cannis Majoris é a maior estrela de todo o universo, que se tem conhecimento até agora. Distante de nós 5 mil anos-luz, habita a constelação de Cão Maior.&nbsp; Talvez seja possível afirmar que nunca veremos VY Cannis Majoris de perto, mas isso não muda o fato de que, além do que a vista alcança, existem grandezas inimagináveis. A estrela mais brilhante atende pelo nome de LBV 1806-20 &#8211; uma estrela 38 milhões de vezes mais brilhante que o Sol. Não é difícil imaginar a razão pela qual as pessoas que se destacam muito por suas habilidades, feitos e “brilho” são chamadas de “super estrelas”.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Pense por apenas alguns segundos e tente enumerar as pessoas que você conhece e admira. Liste os motivos pelos quais você possui essa admiração. Tente traçar um paralelo entre as pessoas que você conhece e que te admiram. Consegue enxergar o mesmo que elas enxergam em você? Por um acaso, alguma pessoa dessas que você admira, não são admiradas por pessoas que admiram você?&nbsp; Há aqui uma questão que ainda não levamos em consideração: a relatividade.&nbsp;</p>



<p>O brilho do sol que vemos não é o brilho do sol real. O brilho tem relação com o que conseguimos observar daqui, já a luminosidade é o brilho real. Existem dois elementos semelhantes em termos, mas diferentes, distintos, entre si: o brilho e a luminosidade. Estamos falando de luz, de emissão de luz em potências não iguais. Estamos falando de projeção. Você provavelmente passou, ou conhece alguém que passou, por uma situação complicada por causa da tal projeção. Projetamos sobre os outros as ideias que fazemos deles, assim como também fazem em relação a nós. Derramamos sobre eles, e derramam sobre nós, um número sem fim de imagens e formas, de condutas, que acabam construindo em nossa imaginação um pessoa que talvez não seja exatamente aquilo que pensamos. De certa forma, somos como uma miríade de sóis aspergindo sobre todos, não luz, como o Sol original, mas ideias sobre quem são os outros e quem somos nós. Mas nem sempre erramos. Nem sempre erram. Também há os que iluminam a vida quando boa parte de nós é como a Grande Mancha Vermelha de Júpiter.</p>



<p style="background-color:#b58b19" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color">Há quem acredite que os astros são capazes de nos influenciar. Não ponho isso em questão aqui, não vem ao caso. Gosto de imaginar que influenciamos e somos influenciados por grandes astros, estrelas, planetas e constelações cheios de belezas ocultas, outras evidentes e repletas de fulgor, brilho e luminosidade sem igual: nós.</p>



<p>A busca por zonas habitáveis em algum outro chão longe desse que ocupamos, faz crescer a possibilidade de que, talvez um dia, possamos habitar outra zona desconhecida do universo. Não faz muito tempo, a NASA presenteou os entusiastas da possibilidade de uma nova vida em um novo lugar com a descoberta do KEPLER-22b. Esse exoplaneta &#8211; nome dado aos planetas que não fazem parte do sistema solar &#8211; soa como uma chance de recomeço, de uma nova Terra, de um lugar onde a vida possa começar outra vez e seguir em frente. Esse desejo pelo novo nos move em direção a novas chances, amores, tentativas. O desejo pelo novo nos move e nos devasta, da mesma forma. Porque, quase invariavelmente, para que haja o novo é necessário haver o fim do que é antigo. Sendo assim, seguimos devastando e reconstruindo, num ciclo infinito, que nos revela novas possibilidades e impossibilidades, continuamente. É necessário levar em consideração um fator que nos prende ao chão, que nos permite pular o mais alto possível, mas nos faz voltar ao solo: a gravidade. No espaço, nessa vastidão de existência livre no universo, não há gravidade. Há vácuo. Vazio. Todos nós estamos sujeitos a gravidade. Não há quem possa escapar. A vida é, por vezes, grave e urgente. Há gravidade nos rompimentos, nos recomeços, nas reconciliações. Há dor, saudade, falta, rupturas, deslizes, desastres, doença, descaso, esquecimentos, obliteração. Há morte, a gravidade maior &#8211; mesmo que não seja esse conceito uma unanimidade. Os efeitos e significados da gravidade são fluidos. Não há espaço aqui para questionar se a morte é um fim ou se há alguma continuidade. Morrer pode ser o fim da vida, mas pode ser o fim do que já não guardava vida em si. Do mesmo ponto, morrem fins e nascem começos.&nbsp;</p>



<p>Supernova. O nome pode não ser dos mais comuns, mas também não é de todo desconhecido. O significado é simples: a morte de uma estrela.&nbsp; Mas essa morte nós podemos afirmar que não é o fim. Dependendo do quão densa é a sua massa, uma estrela se torna um buraco negro ou uma estrela de nêutrons. Continuidade é a tônica do universo. A vida segue redescobrindo modos de existir. Somos astros em marcha contínua para nossa “supernova”. O que virá depois ainda é, como boa parte do universo, mistério. Mas, não é por não saber o que virá que a vida pausa, para ou espera.&nbsp; Assim como o universo está em contínua expansão, a existência segue se expandindo. Até que nosso fim, como massa, como carbono, chegue, vamos seguir nossos processos, nos reinventar, orbitar outras galáxias, descobrir outras atmosferas e vamos nos refazer como o céu de Io, uma das 69 luas de Júpiter. Todas as noite a atmosfera congela e desaba inteira, devido a baixa temperatura quando o satélite está na sombra do gigante gasoso. Quando a noite chega ao fim &#8211; noite que dura somente duas horas -, Io sai da sombra de Júpiter, volta a receber calor e sua atmosfera evapora e retorna ao seu lugar. As nossas noites, reais ou figurativas, podem durar mais, ou até menos, que as de Io. Talvez a certeza de que as noites vão tornar a acontecer seja imutável, e até mesmo necessária, mas, ainda que o céu caia sobre nossas cabeças, chegará o momento de sair da sombra, se aquecer e começar outra vez.&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Somos um universo inteiro, guardamos mundos dentro do peito, constelações de ideias, galáxias de vontades. Giramos em torno de nós e ao mesmo tempo em torno dos outros. Somos gigantes em expansão. Temos brilho e luminosidade. Somos de um modo ímpar, plural. Somos um coletivo de singularidades. Somos astros. Somos, assim como as estrelas, um&nbsp; número sem par. Somos além da vista. Somos nós. </p>



<p>Precisamos lidar com isso: somos um mundo de mundos. Somos mudança e permanência. Somos corpos em movimento, cheios de calor. Há quem acredite que exista uma necessidade na humanidade em se sentir parte de algo maior. Vivemos buscando um sentido para sermos o que somos. Somos para si, não somos em si. Os exoplanetas, os planetas, os corpos celestes, as estrelas, as constelações são o que são. Não buscam saber para o que nasceram. Apenas são. Brilham, ou não brilham, são densos, possuem massas solares enormes, mas não questionam isso. Nós queremos encontrar uma razão para sermos maiores, ou não. Queremos explicações, relatos, queremos acreditar, acreditamos, nos damos crédito e nos furtamos certezas. Para nós, apenas ser não basta. Se deveria bastar? Eu não sei. Mas há uma imensidão nessa possibilidade de busca por um novo modo de ser. Podemos mudar, nos transformar, encontrar outros caminhos. Podemos ser o sol hoje e amanhã uma anã vermelha.&nbsp;</p>



<p>Planetas alinhados, eclipses solares, super luas, quasares, exoplanetas possivelmente habitáveis, 70 septilhões de estrelas e toda uma organização que não cabe no nosso pensar. São imensidões enfileiradas de luz, assombro e beleza. Mas, ainda que guardem em si motivos quase incontáveis de admiração, não há como fugir de uma certeza: ainda que pequenos diante de tanta imensidão, somos maiores. Somos incríveis. Somos somos fascinantes. Somos, em meio aos nossos desalinhos majestosos, um lindo desarranjo. Uma belíssima bagunça. Nós somos nós.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Diego Neves</strong> é músico integrante da banda Legrand, designer gráfico, sociólogo em formação e aspirante a escritor.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Gostou do texto? Cadastre-se e receba as edições da Trama por e-mail!</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.globalslaveryindex.org/2018/findings/country-studies/brazil/"><img decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-CAROL7.png?fit=606%2C585&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1599" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>In the Brazilian Amazon, slavery is intricately linked with economic activities that are also causing environmental devastation</em>.                                       <strong>Global Slavery Index</strong>.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/33ea3-sem-titulo-6-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-828" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><strong>VISITE NOSSA LOJA VIRTUAL!</strong></figcaption></figure>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cao-maior-um-breve-ensaio-sobre-nos/">Cão Maior &#8211; Um Breve Ensaio Sobre Nós</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/cao-maior-um-breve-ensaio-sobre-nos/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1596</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Processos Criativos: Uma Metáfora Sobre a Vida.</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processos-criativos-uma-metafora-sobre-a-vida/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processos-criativos-uma-metafora-sobre-a-vida/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Aug 2019 21:03:41 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 010]]></category>
		<category><![CDATA[criação]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Luisa Biondo]]></category>
		<category><![CDATA[processo criativo]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=1587</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Luisa Biondo</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processos-criativos-uma-metafora-sobre-a-vida/">Processos Criativos: Uma Metáfora Sobre a Vida.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A vida imita a arte ou será que a arte imita a vida? Confesso que não sei responder, apenas usei esse questionamento porque acredito que ele tem tudo a ver com o que gostaria de compartilhar aqui: <strong>os nossos processos criativos são a melhor maneira de compreender e aprender sobre a vida como ela é</strong>.</p>



<p>Começo este texto contextualizando você sobre quem eu sou: redatora em uma agência de branding e marketing digital. Nome de marca, texto para blog, slogan, folder, anúncio de jornal&#8230; envolveu texto, eu estou fazendo. Além disso, fora do ambiente profissional, tenho um amor inexplicável pelo desenho e pela fotografia. Isto significa que a partir daqui, irei tratar da minha visão sobre os meus processos criativos. Espero que estas reflexões se relacionem com a sua vida e o seu próprio fazer – artístico, ou não.&nbsp;</p>



<h2 class="has-text-align-left wp-block-heading" style="color:#bf8c00">O Processo</h2>



<p>O processo de criação de qualquer obra envolve a ideia, o desenvolvimento da ideia e a exposição dos resultados. Em todas essas etapas nós somos influenciados por fatores externos. Ou seja, eu não sou a única responsável pela minha criação, assim como você não é pela sua. Eu arriscaria dizer que em cada etapa estamos à mercê da nossa própria obra, que nasce e se desenvolve conforme as suas próprias regras.</p>



<p>Gosto de comparar o meu processo criativo (seja ele visual ou não) com o de um arqueólogo, que precisa ter paciência para, aos poucos, ir descobrindo a sua própria criação. Isso porque toda ação, seja enquanto escolho as palavras de um texto ou traço as primeiras linhas de um desenho, é feita com base em um contexto e em um momento. Tudo isso depende do meu humor, do meu dia, do clima, das minhas inspirações, referências e habilidades.&nbsp;</p>



<p>Eu sei das minhas intenções, eu sei a mensagem que quero passar, mas eu nunca sei qual será o rumo das minhas criações. Às vezes o resultado sai um tanto quanto diferente da imagem inicial criada em minha cabeça. Tudo isso me lembra um texto que estava lendo essa semana, graças à indicação de uma amiga. O texto se chama “O processo de criação artística e a constituição da cultura” e foi escrito por Ariane Daniela Cole. Lá ela escreve:</p>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Suscetível ao acaso, e à ação criadora, o processo de criação em constante movimento torna-se assim uma atividade que explora o terreno do desconhecido. Desvendar o desconhecido se apresenta como uma ação que se direciona a um processo de construção de conhecimento, seja na direção do conhecimento da natureza, para compreender melhor a subjetividade humana, seja a realidade no contexto do mundo, entre tantas possibilidades.</em></p>



<p>Agora eu pergunto a você: <strong>o que é a vida, senão um eterno movimento de descoberta do desconhecido onde cada ação nos leva a uma escolha, e cada escolha desencadeia novos caminhos?</strong> Mesmo que você tenha processos de criação bem evidentes e organizados na sua cabeça, mesmo que você receba um manual de instrução, um processo nunca será igual ao outro. Por quê? Porque os fatores externos existem e a cada dia nós aprendemos algo novo e, mesmo que inconscientemente, absorvemos novas referências que no futuro estarão refletidas nas nossas criações.</p>



<h2 class="has-text-align-left wp-block-heading" style="color:#bf8c00">A Vida</h2>



<p>A criação de um texto, de um desenho, de uma ilustração ou de uma peça audiovisual é como uma verdadeira viagem onde nós nos aventuramos para conhecer mais de nós mesmos e do próprio mundo. Pesquisamos, pensamos, agimos, precisamos fazer escolhas e nos adaptar ao mundo assim como nos adaptamos às ferramentas que usamos para criar (o papel, a caneta, a câmera e a tinta). Constantemente somos apresentados a novos desafios e obstáculos que devemos superar. Voltando a parafrasear a autora Ariane Daniela Cole:&nbsp;</p>



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>O processo de criação se dá num encadeamento de ações estreitamente ligadas num contínuo operar sobre a realidade, na busca de um aprofundamento do olhar sobre o mundo, por meio de reorganizações significativas dos dados percebidos.</em></p>



<p>O processo criativo precisa fluir. É preciso deixar ser. Assim como a vida. Por mais que tentemos, não temos total controle sobre o nosso caminho. Precisamos fluir com os contextos, com os adventos e nos adaptar às mudanças. Precisamos conhecer os nossos limites para não deixar que a inércia aplicada ao lápis rasgue o papel. Precisamos respeitar as individualidades de cada um, para entender que as percepções sobre a vida também mudam de uma pessoa para a outra. Precisamos aprender a usar a nossa inspiração, criatividade e intuição para descobrir quais são os caminhos que devemos seguir e as escolhas que devemos fazer.&nbsp;</p>



<p style="background-color:#bf8c00" class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color"><strong>Sente-se e acalme-se. Beba uma taça de vinho. Deixe ser, deixe acontecer, deixe fluir. Siga o seu próprio fluxo. Só você conhece o seu processo!</strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Luisa Biondo</strong> é redatora, mas ama desenhar e fotografar. Atualmente trabalha em uma agência de marketing e nas horas vagas faz uns rabiscos que ficam guardados na gaveta.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p style="text-align:center" class="has-text-color has-background has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Curtiu o texto? Cadastre-se e receba as edições da Trama por e-mail!</p>





<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.ilo.org/global/topics/forced-labour/policy-areas/statistics/lang--en/index.htm"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/08/FOTO-CAROL6.png?fit=606%2C585&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-1592" /></a></figure>



<p style="text-align:left" class="has-text-color has-background has-small-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Nearly&nbsp;<strong>21 million people</strong>&nbsp;&#8211; three out of every 1,000 people worldwide &#8211; are victims of forced labour across the world, trapped in jobs which they were coerced or deceived into and which they cannot leave.</em>                       <strong>International Labour Organization.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.estantevirtual.com.br/atenabookstore"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e3cc5-publicidade-atena.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-996" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><strong>CONHEÇA NOSSO ACERVO!</strong></figcaption></figure>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processos-criativos-uma-metafora-sobre-a-vida/">Processos Criativos: Uma Metáfora Sobre a Vida.</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/08/18/processos-criativos-uma-metafora-sobre-a-vida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">1587</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
