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	<title>Arquivos Ano 002, N 036 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>COVID-19: de gênio e tolo, todo mundo tem um pouco</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 036]]></category>
		<category><![CDATA[Coronavírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Frederico Lopes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Essa não é a primeira epidemia da história da humanidade. Certamente também não será a última. Peste Negra (de 1333 a 1351), Cólera (de 1817 a 1824), Tuberculose (de 1850 a 1950), Varíola (de 1896 a 1980), Gripe Espanhola (de 1918 a 1919), TIFO (de 1918 a 1922), Febre Amarela (1960 a 1962), além do Sarampo, Malária, AIDS e Ebola, assolaram a humanidade e colocaram em teste nossos sistemas políticos, econômicos e sociais.</p>



<p>Entretanto, das epidemias modernas, como a SARS-COV (2002), a MERS-COV (2012), e o atual COVID-19, <strong>o sintoma que prevalece e preocupa é a desinformação.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">Mundo politicamente estranho</h3>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Não é novidade que vivemos em uma era estranha e controversa. O avanço a passos largos de ideias políticas autoritárias ao redor do mundo, oferece risco aos avanços sociais conquistados e alimenta uma lógica beligerante e segregadora no tecido social.</p>



<p>Acontece que, se olharmos bem ao redor, podemos dizer que uma das principais estratégias deste modelo de dominação está no uso da  informação, ou na falta dela. Em outras <strong>palavras, desinformar se tornou a arma de guerra mais poderosa de todos os tempos.</strong></p>



<p>Devo admitir: o <em><strong>modus-operandi</strong></em> deste projeto é brilhante. É brilhante porque parte da percepção de que, ademais do <strong>fato em si</strong> ocorrido, <strong>as interpretações acerca de determinado evento, correm à revelia dos agentes envolvidos.</strong> Então, o que resta são relatos, (geralmente imprecisos), e as possibilidades de interpretação. É neste momento que uma gigantesca máquina de pseudo-notícias se torna responsável para levar aos leitores um volume inacreditável de informações falsas, ou meias verdades. E é deste modo que o estrago é feito. Ele é feito porque é sabido que cada pessoa, na busca diária por encontrar seu viés de confirmação, acaba encontrando o dado ou notícia que vai, finalmente, <strong>confirmar sua visão de mundo e lhe trazer conforto.</strong></p>



<h3 class="wp-block-heading">A máquina de desinformação</h3>



<p>Desse modo, podemos dizer que esse modelo atual tecnológico que utilizamos exaustivamente para trocar informações, favorece comportamentos cada vez mais polarizados e cristaliza ainda mais as convicções pessoais sobre política, economia, estética e moralidade. <strong>É assim que se institui o estado de insegurança social a partir do medo.</strong></p>



<p>E é por isso que estamos diante da epidemia que foi responsável evidenciar a profundidade das fissuras sociais que criamos. Porque, para cada dado estatístico, fato confirmado e estudo científico, <strong>haverá centenas de notícias e informações falsas supostamente confiáveis</strong>, geralmente partindo de pessoas que  gozam de certa credibilidade em nosso convívio social. É assim que surge a oportunidade de validar precárias visões de mundo, que se baseiam em interpretações imprecisas sobre os fatos e oferecem risco à humanidade. Nesse sentido, apesar de estarmos cientes de que não há motivo para paranóia ou obsessão com medidas restritivas,<strong> não podemos ignorar a proporção do problema que enfrentamos.</strong></p>



<p>Posto isso veja bem leitor: <strong>tivemos cerca de dois meses para observar o comportamento do COVID-19 pela China e Itália.</strong> Centenas de cientistas dedicados a encontrar soluções para a erradicação do vírus compartilham diariamente os resultados de suas pesquisas pra tentar evitar que a Pandemia se torne a mais bem sucedida da história recente da humanidade. </p>



<h3 class="wp-block-heading">Sem pânico, mas esteja alerta</h3>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Não se apavore, mas não finja que nada está acontecendo. Desça de sua posição ceticista arrogante para enxergar o risco que estamos correndo. Informe-se através de fontes confiáveis. Se baseie em informações oficiais e respeite diretrizes internacionais de contenção do vírus. Dados recentes comprovam a eficácia do isolamento social e de medidas individuais como a higienização cuidadosa das mãos, tossir no cotovelo e evitar aglomerações.</p>



<p>Essa não é a pior epidemia da história, <strong>entretanto a maneira como lidamos com ela pode mostrar que tipo de epidemia nos tornamos. </strong>Porque é certo que todos nós vamos morrer um dia. Mas muitos não precisam morrer de Coronavírus. </p>



<p>Veja a eficácia do isolamento social, demonstrada pelo Dr Átila Iamarino (Biólogo, Doutor em microbiologia e virologista)</p>



<figure class="wp-block-embed-youtube wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Por que o CORONAVÍRUS pode parar a sua vida? #FiqueEmCasa" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/Y10vCOXxtds?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>Veja como o isolamento social é a forma mais eficiente de se combater o vírus na matéria do Washington Post:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.washingtonpost.com/graphics/2020/world/corona-simulator/?itid=hp_hp-top-table-main_virus-simulator520pm%3Ahomepage%2Fstory-ans"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72014-captura-de-tela-2020-03-15-acc80s-17.45.32.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8454" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p>Acompanhe em tempo real os números oficias de contaminação ao redor do mundo:</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://experience.arcgis.com/experience/685d0ace521648f8a5beeeee1b9125cd"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/71e5d-captura-de-tela-2020-03-15-acc80s-17.43.04.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8453" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:35% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e1ca7-autor-fred.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8295" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong><strong><strong>Frederico Lopes </strong></strong></strong></strong>é Artista, educador, encadernador e escritor. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Pandemia de coronavírus é um teste de nossos sistemas, valores e humanidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 036]]></category>
		<category><![CDATA[Corona vírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Michelle Bachelet - ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Por Michelle Bachelet e Filippo Grandi*</em></p>



<p class="has-drop-cap">Se nós precisávamos lembrar que vivemos em um mundo interconectado, o novo coronavírus tornou isso&nbsp;<a href="https://www.acnur.org/portugues/2020/03/13/o-surto-de-coronavirus-e-um-teste-de-nossos-sistemas-valores-e-humanidade/">mais claro do que nunca</a>.</p>



<p>Nenhum país pode resolver esse problema sozinho, e nenhuma parcela de nossa sociedade pode ser desconsiderada se quisermos efetivamente enfrentar este desafio global.</p>



<p>O Covid-19 é um teste não apenas de nossos sistemas e mecanismos de assistência médica para responder a doenças infecciosas, mas também de nossa capacidade de trabalharmos juntos como uma comunidade de nações diante de um desafio comum.</p>



<p>É um teste da cobertura dos benefícios de décadas de progresso social e econômico em relação aqueles que vivem à margem de nossas sociedades, mais distantes das alavancas do poder.</p>



<p>As próximas semanas e meses desafiarão o planejamento nacional de crises e os sistemas de proteção civil — e certamente irão expor deficiências em saneamento, habitação e outros fatores que moldam os resultados de saúde.</p>



<p>Nossa resposta a essa epidemia deve abranger e focar, de fato, naqueles a quem a sociedade negligencia ou rebaixa a um status menor. Caso contrário, ela falhará.</p>



<p>A saúde de todas as pessoas está ligada à saúde dos membros mais marginalizados da comunidade. Prevenir a disseminação desse vírus requer alcance a todos e garantia de acesso equitativo ao tratamento.</p>



<p>Isso significa superar as barreiras existentes para cuidados de saúde acessíveis e combater o tratamento diferenciado há muito tempo baseado em renda, gênero, geografia, raça e etnia, religião ou status social.</p>



<p>Superar paradigmas sistêmicos que ignoram os direitos e as necessidades de mulheres e meninas ou, por exemplo, limitar o acesso e a participação de grupos minoritários será crucial para a prevenção e tratamento eficazes do COVID-19.</p>



<p>As pessoas que vivem em instituições — idosos ou detidos — provavelmente são mais vulneráveis ​​à infecção e devem ser especificamente incluídas no planejamento e resposta à crise.</p>



<p>Migrantes e refugiados — independentemente de seu status formal — devem ser plenamente incluídos nos sistemas e planos nacionais de combate ao vírus. Muitas dessas mulheres, homens e crianças se encontram em locais onde os serviços de saúde estão sobrecarregados ou inacessíveis.</p>



<p>Eles podem estar confinados em abrigos, assentamentos, ou vivendo em favelas urbanas onde a superlotação e o saneamento com poucos recursos aumentam o risco de exposição.</p>



<p>O apoio internacional é urgentemente necessário para ajudar os países anfitriões a intensificar os serviços — tanto para refugiados e migrantes quanto para as comunidades locais — e incluí-los nos acordos nacionais de vigilância, prevenção e resposta. Não fazer isso colocará em risco a saúde de todos — e o risco de aumentar a hostilidade e o estigma.</p>



<p>Também é vital que qualquer restrição nos controles das fronteiras, restrições de viagem ou limitações à liberdade de movimento não impeça as pessoas que possam estar fugindo da guerra ou perseguição de acessar a segurança e proteção.</p>



<p>Além desses desafios muito imediatos, o coronavírus também testará, sem dúvida, nossos princípios, valores e humanidade compartilhada.</p>



<p>Espalhando-se rapidamente pelo mundo, com a incerteza em torno do número de infecções e com uma vacina ainda a muitos meses de distância, o vírus está provocando ansiedade e medos profundos em indivíduos e sociedades.</p>



<p>Sem dúvida, algumas pessoas sem escrúpulos procurarão tirar vantagem disso, manipulando medos genuínos e aumentando as preocupações.</p>



<p>Quando o medo e a incerteza surgem, os bodes expiatórios nunca estão longe. Já vimos raiva e hostilidade dirigidas a algumas pessoas de origem do leste asiático.</p>



<p>Se continuar assim, o desejo de culpar e excluir poderá em breve se estender a outros grupos — minorias, marginalizados ou qualquer pessoa rotulada como “estrangeira”.</p>



<p>As pessoas em deslocamento, incluindo refugiados, podem ser particularmente alvo. No entanto, o próprio coronavírus não discrimina; os infectados até o momento incluem turistas, empresários internacionais e até ministros nacionais, que estão localizados em dezenas de países, abrangendo todos os continentes.</p>



<p>O pânico e a discriminação nunca resolveram uma crise. Os líderes políticos devem assumir a liderança, conquistando confiança através de informações transparentes e oportunas, trabalhando juntos para o bem comum e capacitando as pessoas a participar na proteção da saúde.</p>



<p>Ceder espaço a boatos, medos e histeria não apenas prejudicará a resposta, mas poderá ter implicações mais amplas para os direitos humanos e para o funcionamento de instituições democráticas responsáveis.</p>



<p>Atualmente, nenhum país pode se isolar do impacto do coronavírus, tanto no sentido literal quanto econômico e social, como demonstram as bolsas de valores e as escolas fechadas.</p>



<p>Uma resposta internacional que garanta que os países em desenvolvimento estejam equipados para diagnosticar, tratar e prevenir esta doença será crucial para proteger a saúde de bilhões de pessoas.</p>



<p>A Organização Mundial da Saúde (OMS) está fornecendo experiência, vigilância, sistemas, investigação de casos, rastreamento de contatos, pesquisa e desenvolvimento de vacinas. É a prova de que a solidariedade internacional e os sistemas multilaterais são mais vitais do que nunca.</p>



<p>A longo prazo, devemos acelerar o trabalho de construção de serviços de saúde pública equitativos e acessíveis. E a maneira como reagimos a essa crise agora, sem dúvida, moldará esses esforços nas próximas décadas.</p>



<p>Se nossa resposta ao coronavírus estiver fundamentada nos princípios de confiança pública, transparência, respeito e empatia pelos mais vulneráveis, não apenas defenderemos os direitos intrínsecos de todo ser humano; usaremos e criaremos as ferramentas mais eficazes para garantir que possamos superar essa crise e aprender lições para o futuro.</p>



<p><em>*Michelle Bachelet é a alta-comissária da ONU para direitos humanos. Filippo Grandi é o alto-comissário da ONU para refugiados. Este artigo foi originalmente publicado no site The Telegraph.</em></p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a href="https://nacoesunidas.org/artigo-pandemia-de-coronavirus-e-um-teste-de-nossos-sistemas-valores-e-humanidade/amp/">Nações Unidas Brasil</a></em></strong> <strong><em>em 13/03/2020 &#8211; Atualizado em 13/03/2020.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3d7d7-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8105" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Sobre saúde, vacinas e antibióticos</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/15/sobre-saude-vacinas-e-antibioticos/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 036]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Corona vírus]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[Hélio Rocha]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Hélio Rocha</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Em 1918, um surto de disseminação de uma mutação do vírus da gripe se espalhou pela Europa. Vinda da Primeira Guerra, sem quaisquer condições básicas de saneamento e sistemas organizados de saúde, ela foi capitulada pela rápida transmissão em hospitais de campanha recém-saídos da Primeira Guerra Mundial e o mundo assistiu à maior pandemia da história mundial, o maior índice de mortes de causas naturais desde a Peste Negra. A chamada Gripe Espanhola, que, ao contrário do que se pensa, não surgiu na Espanha (surgiu nos Estados Unidos), mas nela foi pela primeira vez noticiada, deixou mais de 50 milhões de mortos em todo o mundo.&nbsp;</p>



<p>No Brasil, chegou a matar o presidente eleito da República do país, Rodrigues Alves, que, na iminência de iniciar seu segundo mandato, não chegou a assumi-lo e deixou-o para seu vice, Delfim Moreira.</p>



<p>Três diferenças fundamentais existem desse período de tragédia para a saúde global (nem toquemos na economia, não por não ser importante, mas porque nessa época, por óbvio, já vinha arrasada pela guerra, sendo a doença mais consequência que causa da recessão mundial) para os dias de hoje, quando o Covid-19 se espalha pelo mundo com os maiores índices de contágio e números absolutos de mortes na história recente. </p>



<p>Uma primeira é irreversível (a princípio): em 1923 o pesquisador britânico Alexander Fleming descobriu a penicilina, a primeira substância a ser usada no tratamento de bactérias causadoras e infecções no corpo humano, dando origem aos chamados antibióticos. O vírus H1N1 não é combatido com antibiótico, mas as consequências pulmonares de seu agravamento sim, e elas foram as principais causadoras da pandemia de 1918.&nbsp;</p>



<p>A segunda, o aperfeiçoamento internacional das condições de saneamento básico e redes de saúde pelo mundo, não restando, por pior que sejam as condições locais de saúde pública, pessoas jazendo doentes nas ruas e atuando como focos indiscriminados de transmissão. Em qualquer país rico ou em desenvolvimento, o recolhimento de doentes graves é um procedimento padrão. Na Europa de um século atrás, mesmos os pacientes mais ricos tratavam-se em casa, sem as condições de higiene e assepsia dos hospitais. Ou seja, uma estrutura e códigos de procedimentos foram estabelecidos desde então.</p>



<p>E a terceira, o conhecimento geral da humanidade, aquele que transcende os livros e os acadêmicos e passa a circular no dia a dia das pessoas ao ser transmitido pelas redes de socialização, cresceu imensuravelmente desde a segunda metade do século XX. Assim vieram conscientizações sobre contágio, vacinas, necessidade de saúde pública como benefício social geral etc. Esta última talvez possa ser a mais importante, responsável pela erradicação de doenças como a varíola e o sarampo, e a redução drástica na letalidade de malária, febre amarela e da própria gripe.</p>



<p>Ocorre que, atualmente, dessas três apenas a primeira não se encontra ameaçada. Os antibióticos estão aí e a penicilina é que já é peça de museu. Entretanto, as ferramentas de saúde pública vêm sendo ameaçadas de sucateamento pelos entusiastas do individualismo e das ideias privatistas radicais que se desenvolveram na última década, sintomáticas principalmente no Brasil e nos Estados Unidos (onde aquela nunca se desenvolveu), mas também na Europa regada a ódio aos imigrantes. E o conhecimento que já tinha se instalado no saber popular vem perdendo espaço para a ignorância que se espalha pelas redes sociais, colocando-se como disruptivo de aberrações científicas que ganham notoriedade popular, como o terraplanismo e o movimento anti-vacina (vivido uma vez no Brasil em 1904).&nbsp;</p>



<p>Ante isso, a possibilidade de que o Covid-19 saia do controle como o H1N1 em 1918 ainda é mínima, mas, com chefes de Estado desmentindo-o como fizeram Trump e Bolsonaro nas últimas semanas, para depois voltarem atrás, e redes de desconhecimento espalhando mentiras nas redes sociais, além da precarização dos serviços públicos, não é descartável. Resta-nos esperar que os incautos não resolvam sair queimando antibióticos por aí.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/e2a4d-image-9.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8407" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/55fcb-hecc81lio-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8072" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:15px"><strong><strong>Hélio de Mendonça Rocha </strong></strong>é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Apertem os cintos, o piloto não sumiu?!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 036]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Kariston França</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Esse título não é de um <em>remake</em> de baixo orçamento de uma comédia &#8220;<em>hollywoodiana</em>&#8220;.</p>



<p class="has-drop-cap">Eu queria realmente dizer que não temos um piloto, mas sim, temos um piloto na presidência.</p>



<p>Eu nunca expeli uma pedra, nem tampouco tive um filho, mas já vi partos de crianças e de pedras, e hoje, assim como me compadeci das dores dos envolvidos, hoje eu sinto essas dores.</p>



<p>Parece que nosso atual presidente saiu de um filme do Leslie Nielsen, contracenou com Eddie Murphy, Fez flexções com Didi Mocó, e possui a sociabilidade do Sargento Pincel.</p>



<p>Não posso dizer que não temos um presidente, pois temos. Se ele é o melhor, obviamente que não, tenho colegas de trabalho que seriam mais capacitadas a governar o país mesmo tendo até a quarta série.</p>



<p>Quer um exemplo? Um parente seu, com certeza na quarta série, tinha mais conhecimento e habilidade matemática do que nossos adolescentes na oitava série. Mas este não é o motivo de escrever hoje.</p>



<p>Hoje eu simplesmente não consigo aceitar uma manifestação de apoio ao presidente em tempos de pandemia, de orientação para evitar lugares com muitas pessoas.</p>



<p>Olha o cenário, em nosso estado, foi declarada emergência. Em nossa cidade (Juiz de Fora) tivemos um caso confirmado, e mais uma dezena em suspeita. E esses são os números &#8220;oficiais&#8221;.</p>



<p>O cúmulo do absurdo é que temos um presidente que tem usado a propaganda do remendo novo em pano velho.</p>



<p>No twitter sempre vemos as fotos de aslfaltos sendo recapeados, emendados, e com a relação de que &#8220;<strong>Estamos enxugando as despesas do estado, privatizando setores e economizando para investirmos em INFRAESTRUTURA</strong>&#8221; &#8211; GRIFO MEU &#8211; mas a pergunta que fica é: Infraestrutura para quem?!</p>



<p>Temos um governo que alimenta os tios e tias do zapzap e assim, familias, grupos religiosos e artistas se rendem a essas propagandas que só escondem o sol com a peneira.</p>



<p>&nbsp;Mas isso é fruto de outra situação que prova que temos um piloto, meio que em processo de <em>KAMIKAZE</em> mas temos.</p>



<p>A propaganda do governo é pessoal, e seu enfoque na divulgação por menssagens é para que os nossos, titos, pais, avós que ouviram de nós que a internet tem tudo, e que o mundo estaria na palma da mão deles, os fez assimilarem que o que chega em suas telas é a verdade.</p>



<p>A televisão já não é o meio confiável de informação, ela foi, por décadas, hoje não é mais.</p>



<p>Esse fenômeno do qual o governo se aproveita remete à desfragmentação do conhecimento oriunda das redes sociais, os dados e as percepções que viabilizam o crescimento da &#8220;pós-verdade&#8221; e da política &#8220;pós-factual&#8221;, isto é, debates políticos menos atrelados aos fatos e mais ligadosnaos achismos, às circunstâncias efêmeras e à falta de rigor estatístico. De repente, todos os brasileiros se julgam especialistas em assuntos políticos e econômicos.</p>



<p>Conversar sobre achismos é destruir a realidade das questões políticas<br>e criar uma ficção que nos agrade. (Trecho de Brasil Polifônico)</p>



<p>Não temos mais tempo ou intenção de debater e construir um conhecimento comum e saudável, apenas seguimos um dos lados e com vergonha, não olhamos para trás, pois em época de cancelamento, que se arrisca a dizer que errou ao escolher um lado?</p>



<p>O pilo então, não sumiu, mas se projeta para um suicidio coletivo, ou melhor, ele se projeta para um ataque em massa, contra a sociedade que ele deveria proteger, prosperar, motivar, e levar esperança.</p>



<p>Me parece que o papel da esperança, da desconstrução das bases obsoletas, será relegado então às isntituições não governamentas, e a religião.</p>



<p>Mas o que fazer quando essas instituições que deveriam se posicionar como centro de justiça, de compaixão, de amor ao próximo, se aliam ao desgoverno? Esse é um papo para outro dia.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/fb7c0-bioka.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8440" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong><strong>Kariston França</strong>&nbsp;</strong></strong>é apaixonado por pizza, e nas horas vagas atua como entusiasta da teologia pública.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Sobre a desgraça de ver-te bem</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 036]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Gabriel Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">A inveja me consome as entranhas
Me rói, corrói
Deliro em febre
Caim reside em mim
Teu sucesso
Minha infelicidade
Se acaso me perguntares
Motivos, argumentos
Porque o desgosto
Nego até a morte
Sorrio superior
Sigo praguejando
Sabotando-te
Desejando que o inferno
se lhe apresente veloz
Poderia te ajudar
Se estivesses enrascado
Posaria de boa pessoa
A caridade em ação
Mas não!
Tu insistes
Progrides poderosamente
E assim me diminui
Eu te abraço
Com a faca na mão
Pronto ao gesto fatal
As imagens-sonhos repetem
Na mente conturbada
- Até tu, Brutus?</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/03/3605e-gabriel-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8111" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>Gabriel Garcia </strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Mundo Mefisto</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 036]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Petrucci]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=8415</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Vinícius Lara</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/03/15/mundo-mefisto/">Mundo Mefisto</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Hoje os jornais estão cheios de notícias,<br>que ninguém pediu para saber.<br>Em Minas Gerais, como na Bahia, há pessoas<br>que não dormem, não comem, e sonham demais.<br>Só que isso não se torna manchete.<br><br><br>O dia que nasce reforma a oportunidade<br>de esperar o próximo que virá,<br>mas que não chega. Os homens desaprendem <br>o agora, e será assim até já <br>não existam céu ou inferno de pagamento.<br><br><br>Como poeta, tenho café, pão, livros.<br>Ouço algum adágio de Bach. Observo o horizonte.<br>Tudo me sobra, inclusive a memória.<br>Acima de tudo essa memória. Triste lembrança<br>da finitude das esperanças vulgares.<br><br><br>Um míssil atingiu o Irã esses dias.<br>O estúpido presidente vê nos livros textos em excesso.<br>Alguém embarca para longa viagem de ônibus.<br>A fatura do seguro automobilístico vence hoje…<br>A servidão, senhores, voluntária. O progresso.<br><br><br>Não choro mais, tampouco durmo bem.<br>O conhaque me causa enjôos e solidão.<br>Ouço pela janela um galo que canta pela <br>terceira, ou sexta, ou nona hora, não sei.<br>"É momento de fingir esquecer o amor".<br><br><br>Aquele homem de barba seduz a mulher.<br>O medo reúne mais que a coragem.<br>Ardência se torna cuidado. São memórias.<br>Mefisto virá, cedo ou tarde, picotar o bilhete.<br>"Sê bem vindo, temos bolo no forno!"<br><br><br>Restam, então, a arte e a revolta<br>contra jornais, mísseis, memórias, agressores.<br>Longe da justiça tudo se torna poema, a ser<br>declamado pelos que têm as mãos sujas.<br>Precisamos ensinar pessoas a ler, é isso!<br><br><br>Na mesa do café eu escrevo enquanto me lembro.<br>Que virá depois? Provavelmente a distração.<br>Assim fomos  feitos: amar e distrair.<br>Senta Mefisto, vamos conversar. Mude de ramo.<br>Vá fotografar, fazer veraneio, se torne tatuador.<br>Aqui está tudo certo. Já aprendemos o caminho,<br>e chegaremos antes do chá das cinco.Dentro do quarto<br>Quatro almas tem um parto <br>Parto porque já é hora de partir no meio <br>Toda a angústia e dor que carrego por ser feio <br></pre>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="853" height="853" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?resize=853%2C853&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13649" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?w=853&amp;ssl=1 853w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/45587-vinicius-lara.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 853px) 100vw, 853px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Sergio Xavier</strong></p>



<p>é um artista visual nascido e criado em Duque de Caxias, iniciou sua jornada artística em 2012. Após passagem pelo ateliê Inovarte, explorou diversas técnicas e temáticas, destacando-se na pintura a óleo. Com raízes na umbanda, sua fé influencia suas criações, transitando entre o emocional e o religioso. O Artista ingressou na graduação de Artes na UFF em 2023, participou de exposições em Niterói e no Rio de Janeiro, como na Galeria do Poste, Galeria de Artes Campo Aberto (UFF) e projeto coletivo no Ateliê Terreiro. Em 2024, tornou-se editor executivo do periódico acadêmico arte: lugar : cidade e bolsista de pesquisa do CNPq. Com isso, o artista e pesquisador realiza seus projetos sobre matrizes afro-brasileira e arte e vivências na Baixada Fluminense .</p>
</div>
</div>



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		<title>Quatro Quartos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2020 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 036]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Petrucci]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Maria Petrucci</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Dentro do quarto
Quatro almas tem um parto&nbsp;
Parto porque já é hora de partir no meio&nbsp;
Toda a angústia e dor que carrego por ser feio&nbsp;


A parteira já chegou no quarto
E o primeiro a dar à luz, dà&nbsp;a luz de quatro&nbsp;
Vem ao mundo a subversão
A ironia, o instinto, e um tanto de indagação


O segundo vai parir numa banheira&nbsp;
Mesmo que não queira, é sem eira nem beira&nbsp;
Exocita, com sua dor, a cumplicidade e a emoção
E o trigêmeo quem vem depois, chama-se ele o perdão.


O terceiro, que era quatro, não queria ser freguês
Quis um parto humanizado
Quis fazer de seu hiato, o preservado
Nasce a arte e a vida&nbsp;
O encontro e a despedida&nbsp;


A quarta não queria fazer parto
Dentro de um quarto com um médico farto
Abortou.</pre>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong><strong>Maria </strong>Petrucci</strong> é estudante de história da arte na UERJ, é uma jovem que procura, através da arte, ressignificar suas emoções e tentar entender um pouco de si, da vida e do outro.&nbsp;</p>
</div>
</div>



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		<title>Guiné-Bissau: Viagem inesquecível</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Mar 2020 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 036]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Miriã dos Reis Sette Pereira </p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Uma viagem longa, atravessar o oceano atlântico para encontrar a outra realidade. Encontrar outro mundo. Um mundo cheio de surpresas e lições. Um mundo cheio de cores e amores. Cores vibrantes e amores profundos.&nbsp;</p>



<p>Ah, como o solo africano é apaixonante! As casas não têm o conforto que estamos acostumados. Na mesa, não há fartura e variedade. Arroz é o prato principal. Às vezes, quando tem, um peixe é um banquete. As crianças vivem do lado de fora da tabanca – a casa típica do país – correm atrás dos pneus que são os brinquedos mais disputados. Felizes com o pouco, ensinam a gente a viver de verdade.</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/86b1a-83032034_10212256333282164_1023750676712259584_n.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8421" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size">Símbolo de força, determinação, trabalho duro e amor. Verdadeiras heroínas que combatem a miséria com sua vida. Dia após dia, saem em busca do alimento para a família. Quase sempre, difícil de encontrar. Tira dela mesma para dar aos outros. Trabalha sempre curvada e a dor não as impede de fazer com amor. Carrega os filhos nas costas. Carinhosa. Dedicada. </p>
</div></div>



<div class="wp-block-media-text alignwide has-media-on-the-right is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9cfc8-82144660_10212199874990742_7103648678044237824_o.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8425" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size">Cuida dos filhos com firmeza e compromisso. Não se ofende se outro chamar a atenção da criança. A cultura dá autoridade a qualquer um mais velho repreender. A mulher guineense é uma verdadeira inspiração. </p>
</div></div>



<p>Fazem tudo com paixão e determinação. Obrigada, guineenses! Vocês me ensinaram o que é ser mulher!</p>



<p>No meio da viagem, não posso deixar de contar, alguns meninos chegaram ao portão de nossa casa e viram o Enzo, um garotinho de 11 anos, brasileiro, começaram a chamá-lo para brincar de bola. Quando viram nos pés do Enzo uma chuteira, ficaram encantados!</p>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4182f-82600324_10212237916861765_762818670312292352_o.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8426" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size">Um dos meninos pediu com os olhos brilhando! O Enzo não pensou duas vezes, tirou dos pés sem demora e deu ao garotinho! Que atitude linda! Sem reservas, uma criança se entregou e amou seus irmãos. Mas essa não foi a parte que mais me tocou. </p>
</div></div>



<p>O garotinho que ganhou, viu o colega triste porque não tinha nada. Sabe o que ele fez?! Tirou logo uma das chuteiras e deu ao amigo. </p>



<p>Cada um com um pé! E o futebol foi o mais cheio de amor que já vi! No meio da dificuldade, os guineenses me ensinaram a dividir sempre! Mesmo que seja pouco!&nbsp;</p>



<p>Cada rosto ficou gravado na memória. A simplicidade e a felicidade que tem, ficaram no meu corção. Não dá mais pra viver sem pensar naquela terra. Não dá mais pra sentar a mesa farta e não pensar naqueles que não tem. Não dá mais pra reclamar da vida, sem pensar na alegria que transborda no coração dos que parecem não ter nada, mas no fundo,&nbsp; tem tudo. A viagem foi inesquecível, porque aprendi o que é viver. &nbsp;Chinelo e vestido africano no meio das tabancas, olhando as casas humildes, famílias grandes, crianças correndo com uma alegria indescritível ao ver os &#8220;brancos&#8221; chegando. Realidades tão tristes, tão pouco sobre as mesas, mas tanto a ensinar. Alegria que vai muito além da realidade que vivem.&nbsp; Um coração grato. Ah, não sei mais como contar tudo&#8230; meu coração acelerou, os olhos encheram de lágrima ainda mais vezes.&nbsp;Só posso dizer: obrigada por me ensinarem tanto!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong>Miriã dos Reis Sette Pereira </strong></strong>é casada, professora e voluntária pela ONG “Get a smile”, balanta (etnia Bissau guineense em que a maioria dos que tive contato pertencem. Carinhosamente me deram o título) apaixonada por gatos, mas muito mais pelas pessoas. Gosto de comer uma coxinha de frango com catupiry, mas, amo mais comer o arroz puro feito com amor. Admiradora da natureza e de culturas diferentes. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/b6aad-fotos-carol.jpg19.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-6960" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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