<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos Ano 002, N 058 - Revista Trama</title>
	<atom:link href="https://revistatrama.artebodoque.com/category/edicao-58/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistatrama.artebodoque.com/category/edicao-58/</link>
	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Sun, 16 Aug 2020 21:30:00 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.6</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">207943372</site>	<item>
		<title>Editorial &#8211; O Ataque ao livro no Brasil</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/editorial-o-ataque-ao-livro-no-brasil/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/editorial-o-ataque-ao-livro-no-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[#livros]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Paulo Roberto]]></category>
		<category><![CDATA[Taxação do livro]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11503</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Paulo Roberto Almeida</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/editorial-o-ataque-ao-livro-no-brasil/">Editorial – O Ataque ao livro no Brasil</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A situação do livro no Brasil vivencia uma crise há algum tempo. A notícia da reoneração, anunciada pelo Ministério da Economia, contribui para o seu aprofundamento. Com a COVID-19, livrarias e editoras tiveram que fechar as portas e encerrar atividades de lançamento, eventos e divulgação. Essa notícia foi&nbsp; a pá de terra que faltava. Inúmeras discussões foram e são travadas em decorrência da crise, mas o fato é que o livro no Brasil, para além da ideia romântica de leitor, tem passado por maus bocados. Está claro que a solução para o problema tampouco será entregar à competição do livre mercado, pois sabemos que não se trata de um artigo qualquer, e sua distribuição e venda impactam a economia, a educação e a cultura. Como relato pessoal, tenho que afirmar que devo tudo aos livros. Foi por meio deles que me formei, humana e profissionalmente. Por isso, ver o livro ser tratado como inimigo pelo atual governo é desalentador. As políticas de fomento à leitura e incentivo ao livro deveriam, principalmente num momento em que esse mercado se encontra fragilizado, ser mantidas, em prol de uma sociedade carente, desde sempre, de debate e reflexão. Mas sabemos que a taxação é muito mais do que uma questão tributária. Trata-se de um projeto que começa na ação sutil, mas não menos catastrófica, do aprofundamento da desigualdade no Brasil e vai até o controle estatal presente nas amarras ideológicas sobre o que as pessoas devem ler.&nbsp;</p>



<p>Em notas, diversas entidades como a Câmara Brasileira do Livro, OAB, UBE, Sindicato Nacional dos Editores de Livros e Associação Nacional de Livrarias manifestaram o seu repúdio ao retrocesso político, e reforçaram a necessidade do acesso ao livro, iniciado com a desoneração do papel destinado à impressão, em 1946. Esse incentivo propiciou a instalação e manutenção das bibliotecas, redundando na isenção direta, com a CF de 1988. Mais tarde, em 2004, com a anulação do PIS/COFINS na venda de livros, o resultado foi uma diminuição de 33% no seu valor médio entre os anos de 2006 a 2011, com o consequente aumento de 90 milhões de exemplares a mais nas vendas desse período.&nbsp;</p>



<p>Tais resultados mostram também que não há que somente defender a desoneração&nbsp; do livro, mas lutar para que se estimulem projetos para a sua distribuição, no bojo de uma ação democrática ampla, onde o aumento das vendas seja consequência de uma melhoria social gerada por uma educação pública, universal e de qualidade. E, além disso, conscientizar a população de que a leitura como fator de desenvolvimento deve estar entre as prioridades de cada um. &nbsp;</p>



<p>Mas, por que taxar os livros enquanto as grandes fortunas permanecem incólumes? É explicável pelo fato de serem elas que garantem o status quo onde vislumbramos o enorme fosso entre ricos e pobres, e o ataque ao livro pode ser um reflexo da desigualdade social, alto nível de analfabetismo e baixa escolaridade como projetos de governo no Brasil há séculos. Em estudo feito no início dos anos 2000, um levantamento do BNDES em parceria com o Instituto de Ciências Econômicas da UFRJ constatou que o preço médio do livro no Brasil já era à época bastante alto, em comparação com países como Japão, França e Reino Unido, e seu consumo per capita estava entre os menores. A ideia por trás desse projeto é que livro dá pensamento crítico, vislumbre da própria realidade e consequente transformação desta. Por isso se precisa de uma população subserviente e entregue aos desejos de avidez e ganância dos mais ricos em detrimento da dignidade. Então, não se pode facilitar o acesso aos livros.&nbsp;</p>



<p>Na história vemos as ameaças ao livro como ameaças à condição humana: queima de livros pelos nazistas em 1933, inquisições, livros considerados malditos em várias épocas, censuras: isso já foi amplamente tratado. E embora essa repressão não o elimine, diminuirá a sua circulação e penetração nas camadas mais vulneráveis da sociedade, algo bastante danoso para as gerações futuras. Desestimula-se a produção de conteúdos mais variados, a diversidade de publicações e a ação de editores e profissionais do ramo será mais cautelosa com relação a certos títulos. O resultado é o empobrecimento da cadeia produtiva no que se refere ao debate e à disseminação de ideias e, a longo prazo, um prejuízo cultural inestimável. Por isso garantir o amplo acesso ao livro deve passar pela defesa de sua desoneração. Assim, faz-se necessário lutar contra a queima sutil, velada, que sufoca o desenvolvimento científico, cultural e estrutural de um país já com baixos índices de leitura. Onerar o livro é, então, atentar contra a construção de uma justiça que começa na oportunidade de acesso amplo ao conhecimento.<em>&nbsp;</em></p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<p> <strong>Paulo Roberto de Almeida</strong> é livreiro.&nbsp; </p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:59% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/37a03-apoio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11557" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content"></div></div>



<p></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/81bf1-artesacc83o.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2241" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size">Apoie causas humanitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</p>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size">Clique na imagem e acesse a loja virtual do Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/editorial-o-ataque-ao-livro-no-brasil/">Editorial &#8211; O Ataque ao livro no Brasil</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/editorial-o-ataque-ao-livro-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11503</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Herança &#8211; Capítulo I: O Começo de Tudo</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/heranca-capitulo-i-o-comeco-de-tudo/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/heranca-capitulo-i-o-comeco-de-tudo/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[Herança]]></category>
		<category><![CDATA[Darlan Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11485</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Darlan Lula</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/heranca-capitulo-i-o-comeco-de-tudo/">Herança – Capítulo I: O Começo de Tudo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O céu estava azul, apenas algumas nuvens manchando a claridade da tarde. Desde o momento em que acordou, sentia que aquele dia seria difícil. Percebeu, assim que saiu da cama, coração palpitando forte, noite insone, calor esfumando-se no asfalto num verão pavoroso, aperto no peito. A praça repleta de gente. Carrinhos de bebê. Pombos por todos os cantos. Um grupo de idosos ao lado de uma bougainvíllea, que jogava suas sedutoras ramas por sobre uma espatódea frondosa e sombrosa. Crianças corriam de um lado para o outro no parquinho situado no centro da praça. Tudo pulsava. Ele, sentado num pequeno banco, solitário, cabisbaixo, esfregando as mãos suadas na calça jeans, testa escorrendo gotas salgadas de suas entranhas, pensava em como iria encarar Noêmia, dar a notícia.</p>



<p>A demissão soava como uma grande ironia. Sintoma do viver que nos pega à espreita e nos cospe na cara no mesmo instante em que parecemos ótimos com o mundo e com as coisas que nos cercam. No início da tarde, após deixar as crianças em casa e almoçar, voltara para o trabalho e, antes mesmo de passar pela porta de entrada da escola, o recepcionista anunciara que o diretor o havia chamado até sua sala. “O que será que Sr. Miranda quer? Hoje o meu corredor estava tão tranquilo pela manhã.”</p>



<p>Ricardo era regente de corredor das salas do Ensino Médio. Todos o adoravam. Tinha uma sintonia com a molecada. Cumpria com determinação e zelo suas atribuições. Estava sempre atento ao que o professor solicitava. Quando havia um filme ou documentário para passar, lá ia ele com suas rodinhas, TV, aparelho de DVD, extensão em punho até a sala requisitante. Tudo mantido em ordem. O que Sr. Miranda quereria? Homem pachorrento, dizia-se marxista, barbas espessas e grisalhas comprimindo seu rosto apequenado em contraste com sua barriga volumosa. Estrategicamente pensada para observar os meninos no pátio, sua sala ficava no centro da escola, com uma parede de vidro colocada bem atrás de sua mesa, feita com madeira de lei e tampo de vidro temperado, onde ele podia tamborilar seus dedos grossos, nodulares e sentir o prazeroso contato da unha com a superfície lisa. “Entre, Ricardo. Pode entrar. Feche a porta, por favor.” “Dá licença, Sr. Miranda. Vim logo que recebi o recado.” A sala acarpetada exalava um cheiro adocicado de maçã. Um dos vícios do diretor era queimar um incenso de vez em quando. Ele dizia que isso atraía bons fluidos para o ambiente. Respirara fundo, deixando contrair um pouco o seu abdômen flácido e saliente, enchendo levemente as bochechas de ar, para logo em seguida o expelir num sopro e num leve balançar de cabeça, como se afirmasse para o mundo que a culpa não era dele, que não foi ele quem criara esse sistema interligado em que o planeta vivia no momento. “Um cara solta um peido na Rússia e todos sentem o cheiro por aqui. Isso é ridículo.” É assim que ele explicara ao homem a sua frente o porquê de sua demissão. Uma crise mundial abalava os alicerces do capitalismo, e tudo começara na Rússia, nos anos entre 1998 e 1999. O Brasil era um dos países mais atingidos. “Porra, o que um país no Leste Europeu tem a ver com a gente? É isso, Ricardo, hoje toda essa merda, toda essa engrenagem está interligada. Os padres estão querendo cortar custos, fazer uma revolução dentro da escola, um verdadeiro choque de gestão. Não tive como segurar seu emprego. Infelizmente não tem jeito”. Ricardo, aparvalhado, olhos esbugalhados, não acreditando naquilo, olhara para o Sr. Miranda como quem achara viver um pesadelo. Quem sabe ainda não acordara. Quem sabe precisaria de um beliscão para voltar à realidade. Naquela mesma sala, há alguns meses, o diretor o parabenizara pela promoção recebida. Como pode uma coisa dessas? Ele havia contraído dívidas contando com aquilo tudo. Como ficaria o futuro dos seus filhos, que estudavam de graça na escola? “Olha, não se preocupe, consegui que os seus filhos terminassem o ano aqui, de graça”. De que adianta isso? Meu Deus! Oh, meu Deus! Num gesto involuntário, Ricardo procurara o seu inseparável crucifixo pendurado no pescoço sobre a camisa. Apertara-o com força com a mão direita. Não quereria chorar, mostrar a sua fraqueza diante do diretor. Começara a sacudir as pernas de um lado para o outro para distrair a mente. Lá fora, no pátio, alguns adolescentes voltaram da Educação Física brincando com uma bola. Um deles, sem controlar a intensidade de sua força, arremessara-a contra a parede de vidro da sala. O som ecoara dentro do ambiente, assustando os dois. Foi o beliscão da realidade. Miranda levantara-se num sobressalto e apontara o dedo indicador em riste para o moleque através do vidro, que, consternado, pedira desculpas ao diretor. Aquela pequena distração fora o suficiente para fazer Ricardo recobrar os sentidos, reunir forças e não desabar. Seus pensamentos estiveram longe, em sua casa, em Noêmia, em seus filhos, em suas dívidas, em seu precipício.</p>



<p>E ainda sentia os efeitos daquilo tudo sentado ali, solitário, naquela praça cheia de gente. O que faria? Tinha vergonha de voltar para casa e dar a notícia mais difícil e triste de sua vida, segurando na mão sua carta de demissão e a marcação de um exame médico que confirmaria em definitivo sua condição de desempregado. Olhou para o alto, como quem está à procura de algo, de clemência. Não havia nada. Apenas o céu, impassível, lindo, diante de sua cabeça.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/94898-darlan_png.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10407" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:18px"><strong><strong>Darlan Lula </strong></strong>é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia.&nbsp;<a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/luis_vivanco/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/08/75260-galerialuis1-1021x1024-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10529" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em><em><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></em></em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/heranca-capitulo-i-o-comeco-de-tudo/">Herança &#8211; Capítulo I: O Começo de Tudo</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/heranca-capitulo-i-o-comeco-de-tudo/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11485</post-id>	</item>
		<item>
		<title>TERESA</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/teresa/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/teresa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[fotografia]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Maranhão]]></category>
		<category><![CDATA[Teresa]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11455</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Sérgio Maranhão</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/teresa/">TERESA</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A série ”TERESA” tem como tema a perseverança e força da mulher e mãe nordestina. Do município de Flores, no sertão pernambucano, Teresa de Moura Pereira Xavier em meio às dificuldades de uma vida marcada por perdas, lutou e assim como o mandacaru, floriu em seu sertão. Teca, como é conhecida, teve oito filhos, dois morreram ainda bebês, outro faleceu em um acidente de trânsito e uma das filhas cometeu suicídio. Além disso, seu marido foi assassinado pelo próprio irmão em uma disputa de terra.</p>



<p>Mesmo carregando o luto dos que se foram, não se deu por vencida e se manteve como base de sua casa, cuidando do sítio e dos negócios da família. Aos seus atuais 82 anos, um pouco cansada, mas não desanimada permanece de pé. A produção fotográfica é um convite para que o espectador percorra a história dessa senhora, que ao enfrentar as intempéries da vida se tornou gigante</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/aad26-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11457" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8998a-2.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11458" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/40d0b-3.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11459" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/da6e2-4.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11460" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/511a8-5.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11461" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/2fec4-6-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11464" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/332c7-7.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11463" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f93ff-8.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11465" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/27346-9.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11466" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/042bd-10.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11467" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f4ae7-11.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11468" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/f7d73-12.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11469" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/d4fdd-13.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11470" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bb6cd-14.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11471" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Sérgio Maranhão</strong> tem 21 anos e é fotojornalista formado em fotografia pela Universidade Católica de Pernambuco. Valorizando sempre a informação alinhada a estética, é movido por uma constante sede de contar histórias que gerem impacto e mudança.&nbsp;</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/tuncaliozge"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg3_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11395" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/teresa/">TERESA</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/teresa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11455</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Memórias em Papel: As novas velhas formas de se registrar a vida</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/memorias-em-papel-as-novas-velhas-formas-de-se-registrar-a-vida/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/memorias-em-papel-as-novas-velhas-formas-de-se-registrar-a-vida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[caderno]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[reportagem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11491</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Carol Cadinelli</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/memorias-em-papel-as-novas-velhas-formas-de-se-registrar-a-vida/">Memórias em Papel: As novas velhas formas de se registrar a vida</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center"><em>Cadernos são meios tradicionais de registro conhecidos e utilizados pela maioria das pessoas no mundo. Apesar de muitos os considerarem antiquados e os associarem a seu uso habitual &#8211; escolar ou profissional -, os tempos atuais têm trazido a tona novas formas &#8211; ou retomado antigas formas &#8211; de usá-los como meios para registrarmos momentos e pensamentos que são individuais e intransferíveis.</em></p>



<p class="has-drop-cap">Há alguns anos, no Natal, ganhei de presente da minha irmã um caderninho. Eu tinha acabado de me formar no ensino médio, com a aprovação no curso de jornalismo em mãos. “Toda jornalista precisa de um caderninho”, ela me disse. Demorei a começar a usar o caderno; ele era tão bonito que não queria estragá-lo escrevendo. </p>



<p>Quando comecei, contudo, nunca mais parei. Aquele caderno específico se tornou receptáculo de desabafos e pensamentos diversos em um momento de muitas mudanças &#8211; e eu sinto que, de alguma forma, desapontei a minha irmã ao não utilizá-lo para propósitos jornalísticos. Bem, usei, mas não estritamente para isso. Para alguém metódica como eu, foi difícil aceitar que um caderno possa ter anotações de todas as áreas da vida de forma desorganizada e ainda funcionar. Mas na desorganização, me encontrei, e nasceu o meu primeiro ‘Dirty Journal’.<br><br>Dirty Journal é uma das diversas modalidades de registro em cadernos utilizadas atualmente. Ela consiste em usar as páginas do caderno para registros tanto verbais quanto imagéticos. A maioria dos Dirty Journals conta com desenhos e colagens feitas por seus donos, além de textos e anotações diversas, sem muita organização. Essa é a modalidade usada por mim e também pelo jornalista Rafael Bouças. Ele conta que começou a escrever os cadernos na adolescência: “Eu comecei rabiscando na beirada dos cadernos de aula, até que um dia resolvi dar um espaço exclusivo pra mente fluir melhor”. Em seus cadernos, Rafael se expressa das formas que lhe são mais próprias, e comenta: “Eu costumo carregar coisas neles também. Bilhetes, ingressos, uma ou outra eventual coisinha”.</p>



<p>O Dirty Journal, contudo, está longe de ser a única ou mesmo a modalidade mais popular de registro em cadernos. A bibliotecária Maísa França, que desde 2016 mantém cadernos pessoais, começou este ano a manter também um Bullet Journal: “A beleza do BJ é que dá pra personalizar, e não ter limite de páginas, e não ter limite de espaços, e foi a solução para me organizar no trabalho”. Os bullet journals consistem, essencialmente, em cadernos estruturados para que você organize suas tarefas através de atualização rápida e diária, sem tomar muito tempo do seu dia &#8211; mas de forma sistematizada, para você não se perder. Além da questão da organização, o Bullet Journal também traz espaços para notas, onde você pode registrar pensamentos e ideias. Mesmo usando os bullet journals para organização, Maísa enfatiza que continua mantendo cadernos pessoais: “Eu carrego um para todo lugar que eu vou. No início, eu desenhava e escrevia; mas hoje em dia, tenho um caderno de desenhos separado, que fica mais em casa, e o de pensamentos vem sempre comigo.”</p>



<p>Assim como Maísa, o estudante de doutorado Pedro Atã também mantém seus cadernos de pensamentos através apenas de textos. Porém, seu formato se assemelha mais ao de um diário &#8211; não necessariamente de acontecimentos, mas de reflexões: “Quando eu escrevo, eu sinto que a minha maneira de pensar e a minha capacidade de reflexão estão mudando ali naquele momento. Eu estou entrando num mundo no qual eu tenho mais controle. O ato de escrever me freia, me desacelera, funciona pra esvaziar a cabeça um pouco”.</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>Uma tecnologia antiquada</strong></h4>



<p>Redes como o Facebook e o Instagram, cada vez mais, se esforçam no sentido de proporcionarem ao usuário uma experiência narrativa de suas vidas, além de funcionarem como centro de compartilhamento de pensamentos e ideias. Contudo, mesmo com o avanço tecnológico e a especialização das mídias, tem se visto cada vez mais lojas e pessoas que produzem e vendem cadernos artesanais. Uma infinidade de temas decoram as capas dos caderninhos de bolso, que se tornam objeto de desejo, e a variedade de tipos de papel e encadernação encantam até os leigos no assunto. Os preços, que variam de acordo com os detalhes de cada caderno, vão de 20 a 200 reais &#8211; porém, mesmo com preços assim, o sucesso de vendas, em especial para o nicho acadêmico, é digno de nota.</p>



<p>Pode soar estranho o sucesso dessas marcas e o fato de que tantas pessoas jovens ainda tenham o hábito de escrever em papel, mas Pedro explica: “É uma experiência que é diferente da de escrever no computador ou no celular. É principalmente pela diferença de experiência de escrita que o caderno traz em relação às outras formas. É uma diferença de tempo, de reflexão. O caderno não te permite editar tanto quanto o texto de computador, você tem que escrever de uma maneira mais lenta, você tem que dedicar a sua atenção toda àquele pedaço de papel, àquele momento. Isso força a sua cabeça, o seu pensamento, a ter que trabalhar com aquela materialidade do papel e da caneta, que parece que põe freio na sua velocidade de pensar. Enquanto que, se você está escrevendo no computador, tem tanto estímulo, tanta coisa acontecendo ao mesmo tempo, que chega a ser estressante. Você chegar e pegar o caderno e começar a escrever e pensar, parece que é uma forma de fugir desse estresse. As pessoas começam a recuperar esses meios mais arcaicos quando percebem que eles trazem algumas funcionalidades que a gente precisa e talvez nem entendesse que a gente precisa. No caso do caderno, acho que tem a ver com essa questão do tempo de escrita, que é um pouco mais amigável para as pessoas.”</p>



<p>“Eu acho que é porque a tecnologia é efêmera e está sempre mudando, e mesmo que a gente esteja sempre mudando, não consegue ir no ritmo da tecnologia. O papel, ele sempre vai durar.” &#8211; comenta Maísa sobre o motivo de sua opção por usar cadernos tanto de forma pessoal quanto profissional &#8211; “Quando a gente revisita o que escreveu e desenhou e consegue perceber o que sentiu no momento, a gente faz um panorama melhor da nossa vida e se entende melhor do que [quando] depende de tecnologia, de pegar um pdf e ler. O papel é importante.”</p>



<h4 class="wp-block-heading"><strong>O link entre o passado e o presente</strong></h4>



<p>A possibilidade de fácil revisitação e a liberdade criativa proporcionada pelos cadernos, em oposição às limitações de tempo e forma geradas pelos formatos digitais, são aspectos importantes na escolha dessa mídia como forma de registro pessoal. “Os escritos, os desenhos, eles vão acontecendo sem necessariamente ter um padrão nem um cronograma. Normalmente são coisas pequenas e rápidas de acordo com algo que eu estou pensando, ou que me chama a atenção.”, comenta Rafael; “É como se fossem fragmentos que, quando eu bato o olho, consigo pensar no quadro inteiro”. O jornalista conta que registra coisas muito pessoais em seus cadernos, que são importantes para suas reflexões e percepções: “É um espaço subjetivo, de certa maneira. Não necessariamente vai fazer sentido pra quem pegar e ler, mas sempre vai ser uma chave de memórias para mim. É meio que um quebra cabeças personalizado.”</p>



<p>Maísa, por sua vez, relembra que a vontade de desenhar e escrever voltaram ao comprar seu primeiro caderno e que, nos últimos anos,  eles foram companheiros fiéis em muitas aventuras:&nbsp; “Eles estiveram comigo em diversos lugares. O último esteve comigo em São Carlos, em Juiz de Fora, em Dublin, em Montevidéu, na Escócia, e nele ficaram registradas sensações muito fortes que eu tive em todos esses lugares. Relendo hoje em dia, eu lembro claramente do que eu senti e de como foram essas experiências.”</p>



<p>Além disso, a materialidade dos cadernos como objetos também contribui para a preferência: não só por ser portátil e por permitir que se faça registos em qualquer ocasião, mas por eles próprios se tornarem partes das memórias. “Não só a memória da sua vida passa para o caderno, mas também a sua memória de conexão com aquela mídia, com aquela ferramenta, eu acho que ela é um pouco mais marcada e tem um pouco mais de identidade do que uma memória homogênea de uma coisa que foi desenhada pra ser robusta no sentido de não mudar, que seria de uma mídia digital”, comenta Pedro, comparando os cadernos a outras plataformas de escrita como o Word. “O caderno tem uma coisa que é uma indexicalidade. Quando você está escrevendo, sua mão toca o papel, com uma certa dinâmica, uma letra, uma caneta, algo pode cair na folha e sujá-la, e tudo isso faz com que o caderno seja um rastro, um indício de um momento que aconteceu. Essas marcas temporais, elas são muito mais presentes no caderno que em uma mídia digital. O caderno envelhece, o lápis gasta, a tinta borra. Isso é uma coisa que dá um sentimento de temporalidade e de autenticidade para as memórias. O caderno carrega essa potencialidade de testemunhar momentos, e pessoas, e locais.”</p>



<p></p>



<p>O meu primeiro caderno (aquele que a minha irmã me deu), ele caiu no rio uma vez. Após o desespero de talvez ter perdido todo o seu conteúdo, o aspecto que ele adquiriu com essa experiência faz com que eu me lembre sempre desse acontecimento. Depois deste dia, além de desenhar e escrever, passei a também colocar rastros do mundo nele. Sangue de um corte, poeira de uma estrada, grama de um campo de futebol. Uma dor, uma viagem, uma vitória, entre tantas outras memórias guardadas através de mais do que palavras. Hoje em dia, e já há quase sete anos, não sei me expressar de forma melhor do que nos cadernos. </p>



<p>Cada novo caderno é um baú de possibilidades; é a materialização da metáfora de que ‘cada dia é uma página em branco’. Manter um caderno é poder ver o passado, uni-lo ao presente e perceber o futuro de formas diferentes. E, é, eu recomendo pra todo mundo.</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em>Texto original escrito em junho de 2018; revisto e atualizado em 16/08/2020</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/5a704-carolcad-bio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8747 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atua como Social Media na Peregrina Digital, assistente de edição na Trama e escritora nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/luis_vivanco/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c3625-begaleria4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10720" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/memorias-em-papel-as-novas-velhas-formas-de-se-registrar-a-vida/">Memórias em Papel: As novas velhas formas de se registrar a vida</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/memorias-em-papel-as-novas-velhas-formas-de-se-registrar-a-vida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11491</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Duvides de todo o resto etc</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/duvides-de-todo-o-resto-etc/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/duvides-de-todo-o-resto-etc/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[Deborah Vieira]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11514</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Deborah Vieira</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/duvides-de-todo-o-resto-etc/">Duvides de todo o resto etc</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">às 8 da manhã um pedreiro&nbsp;
ao rebocar a parede com cimento&nbsp;
escreveu um poema de&nbsp;shakespeare&nbsp;
na massa ainda fresca&nbsp;
usando um graveto.&nbsp;
ao meio dia, um engenheiro sozinho&nbsp;
ignorando o sol&nbsp;
senta-se na ponte sobre o riacho que está sendo canalizado para virar uma larga avenida&nbsp;
e&nbsp;bebe&nbsp;uma&nbsp;coca-cola,&nbsp;
pensando na tristeza e na fúria do rio escondido.&nbsp;
às 18 horas uma criança de aproximadamente 4 anos&nbsp;
senta-se no alpendre de casa&nbsp;
uma casa sem muro, sem grade e sem portão&nbsp;
em uma das ruas mais movimentadas da cidade&nbsp;
e come seu iogurte olhando a maré&nbsp;
de carros que sobe e desce&nbsp;
em ondas que vão e vem&nbsp;
me levando com elas.&nbsp;</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text is-stacked-on-mobile alignwide" style="grid-template-columns:23% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6c73d-biod.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11528" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Deborah Vieira</strong></strong> é formada em Letras pela Universidade Federal de Pelotas e é mestranda em Literatura pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Acompanhe a Déborah no <a href="https://www.instagram.com/eueradeborah/">Instagram.</a> <strong>Fotografia</strong> <strong>por:</strong> <a href="https://www.instagram.com/clickcarolina/">Carolina Ferreira</a>.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/duvides-de-todo-o-resto-etc/">Duvides de todo o resto etc</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/duvides-de-todo-o-resto-etc/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11514</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Prêmio Vladimir Herzog contempla diversidade racial e de gênero na escolha dos homenageados</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/premio-vladimir-herzog-contempla-diversidade-racial-e-de-genero-na-escolha-dos-homenageados/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/premio-vladimir-herzog-contempla-diversidade-racial-e-de-genero-na-escolha-dos-homenageados/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Prêmio Vladimir Herzog]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11451</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/premio-vladimir-herzog-contempla-diversidade-racial-e-de-genero-na-escolha-dos-homenageados/">Prêmio Vladimir Herzog contempla diversidade racial e de gênero na escolha dos homenageados</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">A comissão organizadora do&nbsp;<a href="https://vladimirherzog.org/laerte-luis-gama-e-sueli-carneiro-sao-os-homenageados-do-premio-vladimir-herzog/">Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos</a>&nbsp;– a mais tradicional honraria de jornalismo do país – definiu na semana passada (7) os homenageados de sua 42ª edição. A cartunista Laerte, o advogado Luiz Gama (in memoriam) e a filósofa Sueli Carneiro foram os escolhidos de forma unânime pelo colegiado composto por 14 entidades ligadas à defesa dos direitos humanos. Veja&nbsp;<a href="http://premiovladimirherzog.org/o-premio/">aqui</a>&nbsp;mais informações sobre o prêmio, inclusive a lista de entidades na íntegra.</p>



<p>Desde 2009, a comissão organizadora do concurso entrega o Prêmio Especial Vladimir Herzog a personalidades pelos seus relevantes serviços prestados à sociedade, pelas contribuições à imprensa e ao jornalismo em geral e pela atuação em defesa da democracia, da paz e da justiça. Ao longo desses anos, já foram homenageados nomes como Dom Paulo Evaristo Arns, Audálio Dantas, Alberto Dines, entre outros. No ano passado, os escolhidos foram Glenn Greenwald, Patrícia Campos Mello e Hermínio Sacchetta (in memoriam).</p>



<p><strong>Laerte</strong><br>Cartunista, ilustradora, roteirista e jornalista, Laerte Coutinho é uma das mais importantes artistas do traço do Brasil. Criadora de personagens emblemáticos como os Piratas do Tietê, Hugo Baracchini, Deus e Overman, Laerte se notabilizou por explorar temas relevantes da existência humana com um humor ao mesmo tempo refinado e mordaz. Junto de outros artistas de sua geração, como Angeli e Glauco, inaugurou um novo estilo na produção de quadrinhos, tornando-se um marco para o cartunismo brasileiro.</p>



<p>Foi uma das fundadoras da Oboré, empresa de jornalistas e artistas criada em 1978 para colaborar com movimentos sociais e trabalhadores urbanos na montagem de seus departamentos de imprensa e na produção de veículos jornalísticos e de comunicação.</p>



<p>Laerte atuou como roteirista em diversos programas de televisão e participou de diversas publicações como a “Balão” e “O Pasquim”. Também colaborou com as revistas “Veja”, “Piauí” e “IstoÉ”, além do jornal “O Estado de S. Paulo”. Desde 2014, publica charges na “Folha de S. Paulo” e atualmente milita no movimento LGBT. Em 2020, completa 50 anos de carreira.</p>



<p><strong>Luiz Gama</strong><br>Jornalista, poeta, advogado e um ativista incansável na luta contra o regime escravocrata, Luiz Gama deveria estar entre as figuras mais conhecidas da história brasileira, como um dos maiores – senão o maior – símbolo dessa época.</p>



<p>Filho de Luiza Mahin, uma negra africana livre, com um fidalgo de origem portuguesa de uma das principais famílias baianas, cujo nome se desconhece, Luiz Gama, com apenas dez anos de idade foi vendido como escravo por seu pai. No cativeiro, aprendeu a ler e escrever e reconquistou a sua liberdade após provar que havia nascido livre. Daí em diante, sua paixão pelas letras e seu espírito aguerrido não pararam de crescer.</p>



<p>Ativista da causa republicana e abolicionista, colaborou com diversos jornais denunciando violações das leis e erros cometidos por juízes e advogados contra negros e escravos. Não era diplomado, mas possuía uma provisão – documento que autorizava a prática do Direito – dada pelo Poder Judiciário do Império e foi um advogado autodidata com grande cultura jurídica e responsável pela libertação de dezenas de escravos.</p>



<p>Em 2015, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) concedeu o título de advogado a Luiz Gama, reconhecendo sua importância como jurista. Em 2018, recebeu o título de “Patrono da Abolição da Escravidão no Brasil” e teve finalmente seu nome inscrito no livro dos heróis da pátria.</p>



<p><strong>Sueli Carneiro</strong><br>Filósofa, educadora e escritora, Sueli Carneiro é porta-voz de uma geração e uma das maiores referências do país nos estudos sobre raça e gênero. Seu pensamento nos ensina como a vivência da mulher negra brasileira e o feminismo antirracista são fundamentais para as lutas pela democracia e pelos direitos humanos no Brasil.</p>



<p>Sua contribuição para o jornalismo e para a comunicação vai além. Foi colunista do “Correio Braziliense” por quase uma década e, neste período, fez com que redações de todo o país passassem a abordar as temáticas raciais e feministas de uma forma mais humanizada, plural e libertária.</p>



<p>Como se não bastasse, é a fundadora do Geledés – Instituto da Mulher Negra, organização que, desde 1988, se dedica à defesa dos direitos humanos sob a perspectiva racial e de gênero e se tornou uma referência nos conteúdos – inclusive jornalísticos – sobre o tema.</p>



<p>A cerimônia de entrega dos troféus do 42º Prêmio Jornalístico Vladimir Herzog de Anistia e Direitos Humanos acontece no dia 25 de outubro e, neste ano, será feita de forma virtual. Para saber mais, acesse:&nbsp;<a href="http://www.premiovladimirherzog.org.br/">www.premiovladimirherzog.org.br</a>.</p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em <a rel="noreferrer noopener" href="https://nacoesunidas.org/premio-vladimir-herzog-contempla-diversidade-racial-e-de-genero-na-escolha-dos-homenageados/" target="_blank">Nações Unidas Brasil</a></em> <em>em 13/08/2020 &#8211; Atualizado em 13/08/2020.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:31% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/982c5-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8891" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p class="has-normal-font-size"><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir nessa quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/tuncaliozge"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg9_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11393" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>


<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/premio-vladimir-herzog-contempla-diversidade-racial-e-de-genero-na-escolha-dos-homenageados/">Prêmio Vladimir Herzog contempla diversidade racial e de gênero na escolha dos homenageados</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/premio-vladimir-herzog-contempla-diversidade-racial-e-de-genero-na-escolha-dos-homenageados/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11451</post-id>	</item>
		<item>
		<title>N.D.E</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/n-d-e/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/n-d-e/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11480</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Garcia</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/n-d-e/">N.D.E</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">I saw a man
Walking through a tunnel
It wasn´t dark anymore
But there was still a haze
His spectrum wandered
Like a movie ghost
I got goose bumps
What´s the meaning of death?
Was that guy alive?
Would I be a living person?
I watched those shadows
And felt them squeezing my heart
Hat dragging across the floor
Cold wind
I went down and get it
Made in China
Written on the label
I heard someone running
A deafening shot
I saw myself
Walking through a tunnel
Is this the end?
Is this the beginning?
Is there someone
Somewhere
Looking at me
Like a movie ghost?
What is the meaning of life?
There´s an angel staring at me
With the sweetest smile
I´ve ever seen
Invaded by heavenly peace
Finally at home
I cry with joy
A divine music fills every corner
I recognize my grandmother
I feel so pleased
- Not yet, darling
Bip bip of the cardiac monitor
I´m back
But not the same</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:32% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9fb03-gabriel_png.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10484" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Gabriel Garcia </strong></strong>é poeta. Atua como professor de Física nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/11/e9be3-nana1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10139" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/n-d-e/">N.D.E</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/n-d-e/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11480</post-id>	</item>
		<item>
		<title>[Arredores] Proximidades Distantes, com Gui Mapache</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/black-mapache/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/black-mapache/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[bandas]]></category>
		<category><![CDATA[Black Mapache]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[MÚSICA]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11323</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Carol Cadinelli</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/black-mapache/">[Arredores] Proximidades Distantes, com Gui Mapache</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Você, que está aí de quarentena: já imaginou formar uma banda à distância? Duvida que daria certo? <br><br>Nesse domingo, a Arredores apresenta para vocês uma galera de uns arredores diferentes &#8211; mais precisamente, do interior de São Paulo. Originalmente um projeto musical cover de Red Hot, a <strong>Black Mapache </strong>se formou com seus integrantes em <em>países </em>diferentes, lá em 2018.<br><br>Com dois singles lançados recentemente &#8211; &#8220;Meu Mundo&#8221; e &#8220;Keith Moon&#8221; -, a <strong>Black Mapache</strong> está baseada atualmente na cidade de Indaiatuba. É composta por Gui Queiroz (vocal), Igor Braga (guitarra), Henrique Vieira (baixo) e Vinicius Fregnani (bateria).&nbsp;O som dos meninos é fortemente influenciado pelo Funk-Rock, e têm como maior referência a banda Red Hot Chilli Peppers.</p>



<p>Essa semana, a colaboradora Carol Cadinelli conversou com o Gui, vocalista da banda, para conhecer um pouco mais sobre a história e os planos da Black Mapache. Rola pra baixo para ler!</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1d99b-image-1-edited.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11527" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Da esquerda para a direita: Gui, Henrique, Vinícius e Igor.</figcaption></figure></div>



<p><strong>Trama:  A ideia da banda surgiu quando você ainda estava no Canadá. Como foi estruturar uma banda à distância?</strong></p>



<p><strong>Gui:</strong> Estruturar a banda à distancia foi até que simples. Em 2015, eu e o Vinicius Gama (1º baterista) tínhamos tocado juntos em duas ocasiões (nosso debut em palcos) e, desde então, eu tinha a pretensão de começar um projeto com ele. O Igão já tocou em uma outra banda com o Vinão e, sério, ele era a cara do John Frusciante &#8211; como a ideia era fazer um cover de Red Hot, certeza que o guitarrista eu já tinha encontrado (risos). Depois, perguntei pra um camarada meu se ele conhecia um baixista que fosse a copia do Flea, e ele me indicou uma versão barbuda dele. O Barba (Henrique) é de Sorocaba, mas não se importou com a ideia da distância. A parte difícil foi convencê-los a entrar, mas deu tudo certo.</p>



<p><strong>T: </strong> <strong>Por que o nome Black Mapache?</strong></p>



<p><strong>G:</strong> Colocar um nome é sempre o mais difícil, acho. Mas numa discussão qualquer, a gente decidiu que ia ser algum nome de animal. Eu queria convencê-los de ser algo com Guaxinim, porque lá no Canadá tem de monte, e uma das minhas músicas preferidas é “Rocky Raccoon”, dos Beatles. Nisso, descobri que guaxinim em espanhol é &#8220;mapache&#8221;. Curtimos o nome e já decretamos que seria antes que viesse alguma ideia pior (risos).</p>



<p><strong>T: Vocês começaram como banda cover do Red Hot Chilli Peppers. Qual é o trabalho deles que mais influencia as composições da Black Mapache hoje?</strong></p>



<p><strong>G:</strong>  O Stadium Arcadium, com certeza! O By the Way tem uma parcela, mas o S.A. é duplo, né? Pra nós, é o álbum que eles estão no auge, instrumentalmente e liricamente falando.Fora que marcou nossa vida demais.</p>



<p><strong>T: Os dois singles de vocês têm uma pegada mais pop rock. Quais são as principais inspirações de vocês, além do Red Hot?</strong></p>



<p><strong>G:</strong> Com o tempo, fomos diversificando mais, né? Beatles, Daft Punk, Tame Impala, Toro y Moi e Rancore são algumas das nossas inspirações.</p>



<p><strong>T: Os dois singles inéditos de vocês foram lançados esse ano. Como fizeram para gravar durante a pandemia? E como é a experiência de produzir arte em um contexto como esse?</strong></p>



<p><strong>G: </strong>Com certeza [a pandemia] deu uma atrasada monstra em relação à produção das músicas. Já tínhamos gravado antes da pandemia, tanto Meu mundo quanto Keith Moon, mas ainda faltavam uns detalhes. Muitas chamadas de vídeo depois, vamos conseguindo lançar nosso trabalho. Nos temos nos adequado bem. Fazer música nesse contexto faz com que, de alguma maneira, sejamos porta vozes da galera que a gente representa. Afinal, música é sentimento, é momento, uma descrição de pontos de vistas e vivências do dia a dia. É um momento delicado para a humanidade, e a gente tenta, de alguma forma, acalentar nosso ouvinte com nossa musica.</p>



<p><strong>T: Vocês já lançaram dois singles esse ano e estão se preparando para lançar mais cinco. Existe uma previsão de quando sai o primeiro álbum da banda? Ele já está concebido, em algum nível?</strong></p>



<p><strong>G:</strong> Nós temos mudado de estratégia a cada mês nessa pandemia. Desses próximos cinco sons que estão por vir, por enquanto, a ideia é lançar mais um como single e depois lançar um EP com essas seis faixas, para poder encerrar nosso primeiro ciclo. Para a metade do ano que vem, pretendemos sim soltar um álbum, que é um sonho de moleque de nós quatro. Ideias e rascunhos não faltam (risos).</p>



<p><strong>T: Na cena artística de Indaiatuba e região, quem é referência e parceria firme para vocês?</strong></p>



<p>G: “Abram o olho pra Indaiatuba”, seria meu recado aí para os quatro ventos (risos). Tem muito talento lá, e tenho orgulho de ter muitos amigos fazendo trabalhos tão bons. Não quero esquecer de ninguém, mas bandas como Stupid, Hutal, Trombalá, Gambiarock, Incendio, e Zaral têm um carinho especial envolvido. Vale à pena procurar, essa galera faz tudo com muito amor e dedicação!</p>



<p><strong>T: O que você gostaria que eu tivesse perguntado que eu não perguntei? E qual a resposta a essa pergunta que eu não fiz?</strong></p>



<p>G: Acho que a única coisa que eu acrescentaria é que temos planos de fazer uma live e que o nosso merch já está encaminhado. Em breve, nas <a href="https://www.instagram.com/_blackmapache/">nossas mídias</a>, estaremos dando maiores detalhes!</p>



<p>Ouça o single mais recente da Black Mapache, <strong>&#8220;Keith Moon&#8221;:</strong></p>



<figure class="wp-block-embed is-type-rich is-provider-spotify wp-block-embed-spotify wp-embed-aspect-9-16 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="Spotify Embed: Keith Moon" style="border-radius: 12px" width="100%" height="80" frameborder="0" allowfullscreen allow="autoplay; clipboard-write; encrypted-media; fullscreen; picture-in-picture" src="https://open.spotify.com/embed/track/0w2d4YLsP5jyMM5uGia9sU?si=xUxNxadyT12e7wnKepDhwg&#038;utm_source=oembed"></iframe>
</div></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atua como Social Media na Peregrina Digital, assistente de edição na Trama e escritora nas horas vagas.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/black-mapache/">[Arredores] Proximidades Distantes, com Gui Mapache</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/black-mapache/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11323</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Tinta</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/tinta/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/tinta/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 16 Aug 2020 21:21:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[Bissexual]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[Gabi Guarabyra]]></category>
		<category><![CDATA[Poliamor]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11512</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Gabi Guarabyra</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/tinta/">Tinta</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>&#8211; Roxo! &#8211; ele ouve Beatriz gritar, do outro lado do apartamento, como quem desvenda o maior mistério da humanidade. &#8211; Vermelho e azul vira roxo!</p>



<p>Ele ri e revira os olhos levemente, um pouco cansado por precisar fingir animação toda vez que Beatriz vem com uma grande descoberta &#8211; ou pelo menos algo que ela pense ser uma grande descoberta.</p>



<p>&#8211; Eu fiz alguma coisa errada? &#8211; ela pergunta, colocando o pote de tinta roxa em cima da mesa com cuidado, tentando não bagunçar ainda mais as coisas. Rafael não queria responder, mas aquilo não era uma mensagem que ele podia ler e pensar em formas de dizer sem magoar.</p>



<p>&#8211; Nada. &#8211; ele respondeu, esperando que bastasse.</p>



<p>&#8211; Não parece nada. &#8211; infelizmente para ele, não foi o bastante</p>



<p>&#8211; É só que você faz uma grande coisa de tudo.</p>



<p>&#8211; Mas é uma grande coisa.</p>



<p>&#8211; Sério? Assim como vermelho e amarelo foi uma grande coisa? Ou azul e verde? Ou a grande descoberta que, na verdade, Ciano é azul?</p>



<p>&#8211; É, desse jeito mesmo. E foi você que insistiu em usar &#8220;Ciano&#8221; e &#8220;Magenta&#8221;, não tô entendendo sua implicância agora.</p>



<p>&#8211; É só que talvez nem tudo precise virar uma história.</p>



<p>E essa foi a pior coisa que Beatriz já ouvira. Mas é claro que tudo precisa virar uma história! Qual é o ponto de se fazer qualquer coisa, se não for assim? Qual é a graça se ela só colocar o tal ciano em qualquer lugar e nunca mais falar sobre isso? Pra que tentar adivinhar o que vai acontecer com o amarelo e o azul se quando acabar vai ser só verde, enquanto poderia ser uma árvore ou um gramado de futebol? </p>



<p>Mas ela não disse nada disso.</p>



<p>&#8211; Tudo bem, você está certo.</p>



<p>&#8211; Você não vai dizer mais nada? &#8211; Rafael nunca esperava respostas curtas. No geral Beatriz tem problemas em guardar suas opiniões pra si. Ela também tem a tendência de esperar que as cores virem outras coisas por si mesmas, ou que alguém pinte a parede inteira pra ela. Beatriz queria que as pinturas fossem perfeitas, mas nunca sabia segurar os pincéis ou escolher a paleta de cores certa.</p>



<p>&#8211; Não. A gente pode encerrar esse assunto? E me passa a aquarela por favor.</p>



<p>&#8211; Pra quê?</p>



<p>&#8211; Eu gosto mais de aquarela.</p>



<p>&#8211; Ah, claro. Você adora colocar água nas coisas.</p>



<p>&#8211; Oi?</p>



<p>&#8211; Nada. Vamos encerrar esse assunto.</p>



<p>&#8211; Você não está mais falando sobre tinta.</p>



<p>&#8211; Claro que eu estou. Você prefere pintar com aquarela porque você gosta das coisas diluídas. Menos… fortes.</p>



<p>&#8211; Isso não é verdade. Eu gosto do jeito que se espalha.</p>



<p>&#8211; Você gosta do jeito que desaparece.</p>



<p>&#8211; Rafael, me diz o que você tem pra dizer.</p>



<p>&#8211; Eu não posso pintar todos os quadros por você.</p>



<p>&#8211; O quê? Não seja ridículo. Eu só te pedi aulas de pintura porque você é muito bom nisso, mas&#8230;</p>



<p>&#8211; Eu não estou mais falando sobre tinta.</p>



<p>E foi aí que ela entendeu; mas entender é diferente de concordar. </p>



<p>Convenhamos, ali dentro daquela tela já tinha informação demais. Camadas e camadas de tinta começavam a se acumular, uma cima da outra. A visão estava um tanto comprometida. Beatriz não precisava de aulas de pintura. Rafael sabia que aquilo tudo era um pretexto para que ela saísse de casa. Ele sabia que ela se sentia sozinha e perdida, mas não existiam cores o suficiente para cobrir todo aquele cinza.</p>



<p>&#8211; Certo. E o que você quer que eu faça? Não existe um interruptor mágico na minha cabeça, você sabe. O preto e branco não vão magicamente brilhar em estampas coloridas.</p>



<p>&#8211; E não foi isso que eu disse. Mas acho que a gente devia parar com as aulas</p>



<p>&#8211; O quê? Porquê?</p>



<p>&#8211; Você só tá aqui por medo.</p>



<p>&#8211; Não seja ridículo. Medo do quê?</p>



<p>&#8211; De você.</p>



<p>Com isso, Beatriz foi embora. Não de um jeito irritado, batendo a porta e pisando forte, apenas foi embora. Lavou os pincéis, colocou as tintas na caixa e foi. Olhou bem pra Rafael; sabia que ele estava certo e que ela esperava quadros demais de alguém que ainda precisava pintar os próprios trabalhos. Ela foi embora, e Rafael ficou ali, pensando o que faria com o pote de tinta roxa que ela deixou pra trás, quase intacto. </p>



<p>Quando se virou pra ver a tela incompleta que Beatriz deixou, reparou que quase tudo era amarelo, vermelho e azul, exceto por algumas flores desenhadas que ainda precisavam ser pintadas. Talvez fosse ali que ela precisaria do roxo. Talvez ali, ela precisasse da sua descoberta. </p>



<p>Ele pensou em chamá-la de volta, mas não. Ele não terminou a tela, e ela também não voltou para pintar os últimos detalhes. Às vezes, um artista deixa uma tela incompleta. Nem tudo precisa de um final.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Gabi Guarabyra </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é atriz, diretora, dramaturga e professora. É pós-graduanda em Gênero e Sexualidade pela FACED-UFJF e compartilha frentes de trabalho teatral no <a href="https://www.instagram.com/coletivofemininojf/">Coletivo Feminino</a> e no <a href="https://www.instagram.com/nucleoprisma/">Núcleo Prisma</a>. </p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/ef7bc-begaleria8-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10819" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/tinta/">Tinta</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/16/tinta/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11512</post-id>	</item>
		<item>
		<title>EDITAL &#8211; Ebook Colaborativo: Se me equivoco</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/13/edital-ebook-colaborativo-se-me-equivoco/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/13/edital-ebook-colaborativo-se-me-equivoco/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 13 Aug 2020 22:41:23 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 058]]></category>
		<category><![CDATA[Editais]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Ebook]]></category>
		<category><![CDATA[Edital]]></category>
		<category><![CDATA[Fundo Cultural]]></category>
		<category><![CDATA[Publicação]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=11446</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Bodoque Artes e ofícios </p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/13/edital-ebook-colaborativo-se-me-equivoco/">EDITAL – Ebook Colaborativo: Se me equivoco</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><strong>Imagem da capa:</strong> <em>Capítulo VI: El Castillo,</em> Jorge Méndez Blake.</p>



<div role="main" id="editora-ce792c56d1cabc16f99e"></div>
<a href="https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js">https://d335luupugsy2.cloudfront.net/js/rdstation-forms/stable/rdstation-forms.min.js</a>
 new RDStationForms(&#8216;editora-ce792c56d1cabc16f99e&#8217;, &#8216;UA-66528523-2&#8217;).createForm();



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Bodoque Artes e ofícios </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é uma Instituição Cultural que luta pela valorização da Cultura e da Arte como campos do conhecimento. A Bodoque atua através de um atelier de encadernação e Restauro de papel, estamparia, estúdio de design, Escola de Artes e ofícios, Fundo Cultural, editora, Museu de artes e ofícios Bodoque, além de ser fundadora e responsável pela revista Trama.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg7_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4982" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/13/edital-ebook-colaborativo-se-me-equivoco/">EDITAL &#8211; Ebook Colaborativo: Se me equivoco</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/08/13/edital-ebook-colaborativo-se-me-equivoco/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">11446</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
