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	<title>Arquivos Ano 002, N 070 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>O Efeito Dominó</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Ana Paula Cionci]]></category>
		<category><![CDATA[Eleições nos EUA]]></category>
		<category><![CDATA[Política Internacional]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Ana Paula Cionci</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há muitas coisas que se pode dizer sobre as eleições presidenciais norte-americanas. Talvez essa seja a eleição norte-americana mais importante do século XXI, mas talvez ela seja somente mais um episódios de grande destaque na história. Seja qual for o resultado delas, o mais importante não será quem venceu, mas sim como e o que significa essas vitórias.</p>



<p><em>“Não acho que quem ganhar ou quem perder, nem quem ganhar ou perder vai ganhar ou perder, vai todo mundo perder” – Dilma Rousseff.</em></p>



<p>Essa frase, para muitos, soou confusa, e virou até motivo de gozação. Contudo, depois de algum tempo, as pessoas começaram a entender o real sentindo que Dilma estava querendo dizer:<strong> no final do dia, não importava quem tinha vencido ou perdido, o país já estava derrotado</strong>. E é isso que deve ser compreendido, acima de tudo. Os estragos que as eleições de 2016 fizeram nos Estados Unidos, assim como os questionamentos sobre o Sistema Internacional, já foram feitos. Dificilmente uma vitória de Joe Biden conseguiria mudar aquilo que se instaurou na Era Trump.</p>



<p>A razão disso é que mesmo se Joe Biden ganhar &#8211; o que pode ocorrer e, de acordo com as previsões, é o que vai acontecer -, ele não vai conseguir mudar o sentimento de revolta de milhões de americanos sobre o país. Não só isso: ele também não vai conseguir reaver os questionamentos sobre a China. A questão principal aqui é que não se pode reconstruir o mesmo prédio que foi demolido. Se Joe Biden vencer, ele terá que começar a reconstruir tudo que o governo Trump fez questão de destruir. E isso pode demorar um tempo que os Estados Unidos talvez não tenham.</p>



<p>Contudo, a vitória de Trump também não significa o fim do mundo. Isso porque aquilo que Trump se propôs a fazer, ele já fez. Em seu governo, o mesmo conseguiu com que as pessoas questionassem as grandes mídias, iniciou uma “guerra sem vencedores” com a China e também desestruturou instituições antes respeitadas nos Estados Unidos. Um segundo mandato de Trump seria apenas a continuação daquilo que já foi visto. E isso, já sabemos como está sendo diariamente refutado. Logo, uma vitória do atual presidente apenas significaria <em>um eterno retorno do mesmo</em>.</p>



<p>Mesmo com essas perspectivas iniciais &#8211; as quais podem contribuir com a sensação de que nada irá mudar, independente de quem for eleito -, é importante ressaltar que a vitória de Biden ou Trump vai, sim, mudar <em>novamente</em> a estrutura politica do Sistema Internacional. A questão principal aqui é o <em>alinhamento político</em>. Isso porque, em busca da sobrevivência e da maximização do seu poder, os governos buscam se aliar a outros (geralmente mais fortes ou de mesmo nível hierárquico) com o objetivo de garantir a sua defesa e soberania. Dessa forma, os países devem e estão sempre preocupados com os líderes políticos de outros países. Ainda mais se o líder em questão é o de uma das maiores potencias do mundo.</p>



<p>Esse é o primeiro ponto que deve ser discutido. Isso porque, no caso do Brasil, por exemplo, a eleição de Bolsonaro e toda sua retorica política foi baseado no seu alinhamento politico com o governo Trump. Uma derrota de Trump obrigaria o governo Bolsonaro a repensar algumas de suas pautas. Não só isso: ela colocaria em dúvida a força do seu governo e alguns acordos feito graças aos Estados Unidos, como a entrada do Brasil na Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).</p>



<p>O segundo ponto, e esse se estende a governos de outros países que não o Brasil, é a continuação de mandatos. Uma derrota de Trump pode ocasionar um efeito dominó em governos ao redor do mundo. Não é de hoje que os países, em sua maioria, tendem a seguir outros em uma determinada direção ideológica. Por exemplo, no mesmo período que Trump foi eleito, figuras como Bolsonaro, Erdogan, Netanyahu e muitas outras também o foram. Como se não bastasse, é possível perceber uma tendência nos países latinos a passarem pela mesma situação quase no mesmo período: é o caso, por exemplo, do Regime Militar e da onda de presidentes a esquerda na Era Lula.</p>



<p>Dessa forma, é possível perceber uma tendência ideológica na América Latina &#8211; a qual é sustentada em grande medida pela configuração geopolítica mundial na atualidade. Os Estados Unidos, sendo o país de maior influencia na América, tendem a influenciar drasticamente os países vizinhos. Sendo assim, o futuro presidente estadunidense vai ser peça chave para decidir a política dos países latinos. Caso Trump venha a ganhar a eleição, por exemplo, será possível perceber uma continuação da política Bolsonarista, e um fortalecimento no processo de legitimação das mesmas. Caso seja Biden o eleito, Bolsonaro corre o risco de ter sua legitimidade enfraquecida e, consequentemente, ter suas chances de reeleição drasticamente reduzidas.</p>



<p>Para além da política internacional, os cenários social e econômico também devem ser considerados. No primeiro fator, será possível perceber uma possível apaziguada no discurso caso Biden vença. Contudo, sobre isso não se engane: os Estados Unidos possuem uma tradição de política externa muito bem definida, e qualquer mudança não será tão drástica como se aparecerá nos jornais. Além disso, é preciso lembrar que o governo Trump nada mais foi do que a representação do discurso de muitos norte-americanos &#8211; não a toa, foi eleito em 2016.</p>



<p>Nesse contexto, temos os fatores econômicos que, apesar dos pesares, não mudarão da forma como muitos pensam. Isso porque os Estados Unidos sempre foi um grande parceiro comercial para o Brasil; logo, independente do resultado das eleições, a relação econômica e comercial tem tudo para a permanecer como está. Caso Biden vença, porém, a tendência é que as relações melhorem um pouco &#8211; uma vez que grande parte dos acordos comerciais assinados na Era Trump foram desproporcionais para o lado brasileiro, como é o caso do aumento da cota de importação de trigo dos Estados Unidos. Todavia, vale lembrar que, historicamente, as relações entre EUA e Brasil sempre foram desproporcionais; logo, uma mudança de governo nos EUA dificilmente vai mudar, a longo prazo, as relações comerciais entre os dois países.</p>



<p>Dessa forma, pode-se concluir que, ainda que as eleições americanas sejam indubitavelmente relevantes e que ter um pensamento mais justo e humano no governo da maior potência do mundo seja excelente, o cenário internacional não tende a sofrer, na prática, um impacto mais forte do que já era esperado. Haverá ainda muitos desafios a serem enfrentados independentes do resultado, sendo um deles a crise econômica, entre tantos outros aspectos da sociedade pós Corona Vírus. A real relevância desse resultado é a de nos dizer quais serão os próximos passos daqui para frente. </p>



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<div class="wp-block-group alignwide"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p><strong>Ana Paula Cionci </strong>é internacionalista que vive para a política. Quando não está vendo algo sobre política, está lendo sobre algo relacionado a Ásia e historia no geral. Nas horas vagas, é um pouco pilateira, yogi e escritora.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: Artistas pra seguir nessa quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/08/443e6-galeriaiury3-1021x1024-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10527" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>[Arredores] Cinema em Isolamento, com Marília Lima</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Arredores]]></category>
		<category><![CDATA[Carol Cadinelli]]></category>
		<category><![CDATA[cinema]]></category>
		<category><![CDATA[Entrevista]]></category>
		<category><![CDATA[festival primeiro plano]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
		<category><![CDATA[Primeiro Plano]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Trama Bodoque</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Consumir e apreciar cinema se tornou hábito para muitas e muitos durante o momento de isolamento social &#8211; e, ainda com a pandemia, muitos cineastas e diretores continuaram produzindo e buscando expor seus trabalhos.</p>



<p>Porém, permanecemos em isolamento social. Os realizadores de cinema que sofrem com a falta de recursos não conseguem produzir &#8211; e ficam em situação precária. Os festivais, espaços universais de reconhecimento da sétima arte, não estão acontecendo. Ou será se estão?</p>



<p>Pensando em fomentar o cinema de forma perene, festivais de cinema se adaptaram ao virtual e continuam levando cinema inédito e de qualidade ao seu público. Esse é o caso do Primeiro Plano, festival de cinema tradicional de Juiz de Fora, que fará sua estreia nas telinhas dos computadores e notebooks mundo afora em sua décima oitava edição: a de 2020.</p>



<p>Essa semana, a Trama conversou com a Marília Lima, produtora do festival de cinema Primeiro Plano, para entender como está sendo o processo de lidar com o cinema e a produção de eventos durante um cenário de pandemia. Rola pra baixo pra conferir a entrevista!</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/179c0-whatsapp-image-2020-11-06-at-15.52.29.jpeg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-12641" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Equipe de Produção do Festival Primeiro Plano em reunião. <br>Da esquerda para a direita: Marília Lima, Aleques Eiterer, Fausto Júnior, Pedro Nogueira e Nilson Alvarenga</figcaption></figure>



<p><strong>Trama: Me conta um pouquinho da sua história com o cinema, e como você chegou onde você está hoje, na organização de um festival de cinema que abrange produtores de toda a América Latina</strong>.</p>



<p>Eu fiz Jornalismo na UF, mas eu sempre estive no campo do cinema, seja estudando, ou praticando. Eu conhece o Primeiro Plano enquanto era estudante. Em 2010, eu entrei no mestrado em comunicação, pesquisando cinema, e comecei a trabalhar no festival com o Nilson, que era meu orientador e coordenava a parte de comunicação do Primeiro Plano. Ao mesmo tempo a gente realizava filmes. Eu trabalhei como assistente de direção, diretora, produtora, diretora de fotografia e técnica de som. Filmes de baixo orçamento, então, a gente mesmo fazia tudo. Em seguida em entrei para o Luzes da Cidade, que é a entidade cultural que realiza o festival e também filmes e mostras de cinema. Depois, em 2012, o Nilson passou a coordenar as oficinas e eu passei a coordenar a parte de comunicação do festival. Em 2013, eu mudei para o Rio e comecei a trabalhar também, além do festival, com as mostras de cinema que o Luzes realizava no CCBB e na Caixa Cultural. Ao mesmo tempo, trabalhando em filmes.</p>



<p>Em 2015, eu passei em um concurso de professora substituta no IAD da UFJF eu voltei para Juiz de Fora para dar aula de cinema. Em 2016 eu dirige o Minas Hotel, meu primeiro filme solo, rs! Fiz com recursos do Edital Filme em Minas, do Estado de Minas Gerais.</p>



<p><strong>T:  Para você, são dez anos na organização do festival, que está aí fomentando o cinema &#8211; tanto enquanto produção quanto enquanto produto para consumo &#8211; desde 2002, de forma presencial. Como está sendo pensar o festival em moldes tão diferentes? </strong></p>



<p><strong>M:</strong>  Eu confesso que achei que seria mais difícil, a produção do festival [nesses moldes]. Mas como reduzimos bem a programação, está mais simples de organizar. Porém, temos vários desafios, como a divulgação, que tem que ser feita mais intensamente de modo virtual.</p>



<p>Pessoalmente, estou feliz que vamos fazer o festival, pois isso sempre é um desafio &#8211; e quando acontece, a gente já fica muito contente; porém, um pouco triste também, porque é a minha semana predileta no ano. A gente encontra muitas pessoas, conversa com muita gente, faz amizades e traça novos planos para o futuro.</p>



<p><strong>T: Inclusive, qual é a diferença que você sente em o festival ter reduzido a programação?</strong></p>



<p><strong>M:</strong>  Não vai ter os 6 dias de longas, né! Teremos 2 longas só, e não vai ter a sessão infantil também. Vamos apresentar as mostras principais, que são as mostras competitivas, os debates e as oficinas.</p>



<p>Essa programação se adaptou ao formato virtual; achamos que neste momentos as pessoas já estão um pouco cansadas de lives e programações em casa. Então achamos que não precisava de tanta coisa &#8211; pois a ideia do festival é criar um espaço na semana pra pensar e respirar cinema</p>



<p><strong>T: </strong> <strong>E existe um incômodo, por parte da produção, pensando no sentido de reduzir o espaço para a quantidade de produções?</strong></p>



<p><strong>M:</strong> Não há um incômodo, não. As condições não estão tão propícias para a realização do festival, mas precisamos fazê-lo; então, vamos fazer o que é possível de ser feito. Acho que estamos todos conscientes de que esse é o melhor formato.</p>



<p>O festival nunca pulou edição, foram edições ininterruptas. Achamos um posicionamento político importante realizar da forma como é possível para não pular uma edição.</p>



<p><strong>T: Justamente pensando nisso, eu queria saber um pouco mais sobre esse posicionamento político, sobre a importância que vocês enquanto produção percebem na realização do festival, ainda que reduzido em programação, ainda que adaptado para os moldes online.</strong></p>



<p><strong>M:</strong> A cada ano, a gente percebe como o Primeiro Plano influencia de alguma forma na produção audiovisual em JF. Eu via isso na Facom, e agora no IAD, como há filmes que são pensados para serem exibidos no festival. A mostra Regional pra gente é justamente esse espaço que as pessoas tem pra pensar sobre suas produções e as dos colegas, para se inspirar e fazer um filme. Aquela coragem de ver um trabalho na tela e ver que pode também fazer um filme para exibido ali. É assim que muitos e muitas realizadores/as começaram a fazer cinema.</p>



<p>Além disso, a nossa curadoria tenta fazer uma amostragem de filmes diversos, com temas e estilos diversos, e com realizadores(as) também diversos. É importante, pra gente, trazer as pessoas e mostrar para as pessoas como o cinema é múltiplo, tornando assim o espaço democrático, agregando uma diversidade de gentes.</p>



<p><strong>T: &nbsp;E existe também a ideia de dar um gás, um ânimo, para os realizadores de cinema, que estão passando por um momento ainda mais complicado que a maioria dos profissionais, certo? Como vocês percebem o impacto da pandemia e do isolamento no fazer cinematográfico do Brasil &#8211; agora de forma mais ampla, não pensando apenas no Primeiro Plano?</strong></p>



<p><strong>M:</strong> Isso, nossa intenção é também criar a sensação de estabilidade, mesmo que adaptada. O impacto foi grande para diversos setores do audiovisual, desde as produções até os próprios festivais. A pandemia acirrou mais ainda um setor que já estava em crise, principalmente pela falta de recursos públicos, que só piorou nos últimos anos. O cinema não recebe atenção alguma do governo e quando recebe é para desvalorizá-lo.</p>



<p>E o mercado não dá conta de contratar a quantidade de profissionais. Então estamos vivendo uma crise, não tão recente, mas que, agora, tornou-se pior.</p>



<p>Só mais uma coisa, é possível realizar filmes em isolamento, desde que haja recursos para isso, e é isso que não temos.</p>



<p><strong>T: E com o formato online, não só as dinâmicas da programação mudam, como também a recepção do público, certo? Quais mudanças vocês estão esperando para a edição desse ano, no que tange à audiência?</strong></p>



<p><strong>M:</strong> A gente espera manter nosso público e aproveitar para agregar novos públicos, de outros lugares. Por exemplo, o público que será convidado pelos/as diretores/as da Mercocidades. A gente espera também aumentar o público e a participação das pessoas nos debates.</p>



<p><strong>T:  &nbsp;Pensando nesse sentido de agregar mais gente, vocês anunciaram nas mídias de vocês que a edição desse ano teve um recorde de inscrições, com 323 filmes na Mostra Mercocidades e 30 na mostra regional. O que esses números representam para o festival &#8211; em especial no atual cenário que o cinema nacional vem enfrentando?</strong></p>



<p><strong>M:</strong> O número de inscritos indica que a produção de cinema só cresce e também indica nosso alcance no Brasil e na América do Sul. Acredito que, como estamos mais ligados no universo virtual, as pessoas conseguiram (ou arrumaram tempo para) conhecer novos eventos &#8211; o que nos ajudou a chegar em novos lugares.</p>



<p><strong>T: &nbsp;Inclusive, um dos filmes que está na programação do festival desse ano veio de uma iniciativa inédita de vocês, o #PPFeitoemCasa. Como foi estruturar essa iniciativa nova dentro de um festival que está consolidado há quase vinte anos? E como essa experiência serviu para a estruturação do festival que acontece agora no fim do mês?</strong></p>



<p><strong>M:</strong> Nossa proposta era dar uma respiro para as pessoas que estavam em casa e mostrar que é possível ser criativo em situações limítrofes. O festival, mesmo, costuma se adaptar às situações em função das incertezas de recursos; somos ótimos em nos adaptar, de tanto que vivemos momentos assim. Além disso, foi uma forma de colocar em teste o formato do online. E foi ótimo, tivemos muitos inscritos e muitas visualizações.</p>



<p><strong>T: Caso o formato online dê bons resultados para o festival, existe um plano de trazê-lo nesse formato também nas próximas edições, paralelamente às sessões presenciais?</strong></p>



<p><strong>M:</strong> Não havia pensado isso ainda. Mas acho que é possível sim! Uma ótima ideia que nos deu! Estamos sempre abertos a repensar o formato e incorporar as coisas que deram certo.</p>



<p><strong>T: &nbsp;Qual pergunta você gostaria que eu tivesse feito e não fiz? E qual a resposta para ela?</strong></p>



<p><strong>M: </strong> Acho que abordar o tema do festival representado pela arte desse ano é importante. O conceito e a criação foi do Inhamis, que é nosso parceiro há anos. A proposta é representar esse momento de fluidez, de adaptação, indicado pelo rio ou mar, além de relacionar com a navegação aludindo ao mundo virtual.</p>



<p>&nbsp;</p>



<p>O Primeiro Plano acontecerá entre os dias 24 e 28 de novembro, de forma online, através da plataforma InnSaeiTV. O link para as sessões serão disponibilizados no <a href="http://www.primeiroplano.art.br/site/">site oficial do Festival</a>. </p>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-right has-normal-font-size"><strong>Sobre a Entrevistadora:</strong></p>



<p><strong>Carol Cadinelli</strong> é jornalista, apaixonada por palavras. Escreve, edita, revisa, traduz e, vez ou outra, fotografa. Atualmente, é editora na Trama, Social Media na Peregrina Digital e escritora nas horas vagas.</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/073d7-loja-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11574" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
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		<title>Museu-Sensação</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[concurso de poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Museu Mariano Procópio]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Helga Carvalho Baptista de Almeida</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/08/museu-sensacao/">Museu-Sensação</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">O aperto dos dedos enrugados nos meus,
pequenos e curtinhos,
era para eu não mexer em nada proibido.
Minha avó, bem cuidadosa,
precavia-se para que eu, curiosa criança,
não pusesse as mãos em nada, tudo era muito valioso.

Os pés escorregavam no piso encerado,
madeira brilhante.
Usávamos pantufas com fundos de pelúcia,
sapatos guardados até a saída.
Tanto brilho, tanta história.
Tudo estava reluzindo
aos olhos da criança de cardigã amarelo, com dedos doídos.

As coroas haviam sido roubadas, mas
as réplicas já brilhavam muito!
Como seria carregar 18 quilos sobre a cabeça?
Ser princesa não era tão fácil assim.
Ninguém dizia que isso acontecia lá nos contos de fadas.

Cada lindo sonho se misturava à realidade (realeza?).
O peso das pedras preciosas,
os príncipes nos cavalos brancos,
os dedos apertados e as pantufas fofas.

Difícil ser princesa no mundo daquela infância.
Um museu parecia algo que se distanciava muito do possível.
Das coroas só o brilho interessava.
Dos dedos entrelaçados, sobraram a preocupação, o amor de avó e a saudade,
Que hoje aperta, não a mão, mas o coração.
A saudade de quem já se foi e não tem museu pra contar sua história.</pre>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p><strong>Helga Carvalho Baptista de Almeida</strong>, vencedora do primeiro concurso de poesia do Museu Mariano Procópio em parceria com a Bodoque.</p>



<hr class="wp-block-separator"/>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1"/></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/68661-loja-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11586" data-recalc-dims="1"/></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1"/></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: Artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/viajeronima/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1"/></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
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		<title>Para mulheres: Relembrar existências faz existir</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Ariadne Bedim]]></category>
		<category><![CDATA[História das Mulheres]]></category>
		<category><![CDATA[Jeanne Baret]]></category>
		<category><![CDATA[Machismo na História]]></category>
		<category><![CDATA[Maria Quitéria]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Ariadne Bedim</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Essa é uma carta para mulheres.</p>



<p>Vivo na busca de memórias que possam ressignificar o presente e o futuro em simbiose com a lembrança de mulheres fortes que compõem a nossa história. Percebo que muitas delas foram esquecidas, anônimas ou até (des)conhecidas. Grande parte das conquistas e direitos que temos, como mulheres, provém da luta e do sangue de nossas ancestrais. Faz-se necessário, portanto, um mergulho interno à nossa identidade para compreender a história, de modo que possamos reconhecer as demandas e conquistas<br>das nossas em território brasileiro, para depois expandir e navegar por horizontes.</p>



<p>Milton Nascimento, a voz do Brasil, já cantarolava: “Maria, Maria é um dom, uma<br>certa magia, uma força que nos alerta”. O Brasil é território de Marias. Maria da Penha,<br>Maria Bonita, Maria Felipa e Maria Padilha. Na comemoração de Independência da Bahia, neste ano, conheci e pude relacionar histórias de algumas heroínas que fizeram parte desse momento histórico e ganharam mais visibilidade. Entre os nomes citados, estava Maria Quitéria.</p>



<p>Nascida em 27 de julho de 1792, na cidade baiana de Feira de Santana, Maria Quitéria fugiu de casa com 19 anos, cortou o cabelo e vestiu as roupas do seu cunhado, José Cordeiro de Medeiros, se apresentou voluntariamente para o Exército, fingindo-se de<br>homem, com o nome de Medeiros. Com o objetivo de se juntar às tropas que lutavam<br>contra os portugueses, foi para o campo de batalha em uma época que a mulher não<br>tinha autonomia em qualquer campo de atuação e participou de várias batalhas em<br>defesa do Brasil e da Bahia. Uma das principais mulheres da cultura nordestina, morreu<br>praticamente cega e no anonimato, em Salvador, no dia 21 de agosto de 1853. Depois de<br>143 anos, ela recebeu do Estado brasileiro o título de Patrona do Quadro Complementar de Oficiais do Exército Brasileiro.</p>



<p>O machismo e a misoginia praticados por homens que se portavam/portam como<br>seres dominantes e superiores impediam/impedem o crescimento das mulheres, limitam sua liberdade e dificultam a ocupação de cargos profissionais por mulheres, em todos seus recortes e existências. Sempre foi dessa forma e permanece. Lutamos para que possamos ser fortes e reconhecidas da forma que quisermos, sem termos que nos munir de vestes masculinas para, unicamente, receber aprovações ou ter grandes conquistas. Conhecendo Maria Quitéria, mulher brasileira, nordestina e porreta, é possível relacioná-la com outras mulheres.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a0504-jeanne-e-maria.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-12614" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Jeanne Baret e Maria Quitéria<br>Arte digital por Ariadne Bedim</figcaption></figure></div>



<p>Jeanne Baret possui muitos pontos em comum com a história de Maria Quitéria, primeiro pelo dia e mês de nascimento. Em 27 de julho de 1740, Jeanne nasceu. Seus pais eram humildes camponeses e a ensinaram a identificar as plantas por suas propriedades curativas; assim, ela se tornou botânica. Em uma época que as mulheres eram proibidas de viajar à bordo de um navio, ela se disfarçou como um rapaz com o nome de Jean e foi para uma viagem ao redor do mundo. Durante a viagem, Jeanne realizou várias descobertas &#8211; entre elas, a da Bougainvillea brasiliensis, uma trepadeira com flores brilhantes e belas, nativa da América do Sul. Jeanne Baret morreu em 5 de agosto de 1807, na região da Nova Aquitânia, sendo conhecida apenas por ter sido a amante do naturalista e botânico Philibert Commerson. Séculos depois, ela foi reconhecida como a primeira mulher a circum-navegar o mundo contribuindo com diversas descobertas botânicas.</p>



<p>As semelhanças entre essas histórias moldam a existência de mulheres daquela época, permeadas por esforços constantes para conquistar seu lugar. A luta pelo que elas acreditavam, traduzidas em seus feitos, foi combustível para a concretização de tais narrativas. Mulheres vestiram-se de espada, escudo e atravessaram o mundo no século XVIII. A nossa batalha é por nós e por elas; as que vieram e as que virão, para que não tenhamos que fingir quem não somos. Sejamos mulheres cientistas, pesquisadoras,<br>botânicas, navegantes e guerreiras; sejamos.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:29% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/91a15-aridne.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11096" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Ariadne Bedim </strong>é jornalista formada na Universidade Federal de Juiz de Fora &#8211; UFJF, doula, fotógrafa documental e afetiva, umbandista, encantada pela antropologia visual e audiovisual.&nbsp;</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/affnana/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/11/e9be3-nana1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10139" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9acee-publi-ediccca7acc83o-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5668" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center"><p class="has-text-align-center has-text-color has-background" style="background-color:#2b2b2b;color:#ffffff">Clique na imagem para acessar a loja!</p></p>
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		<title>Tesouro Nacional</title>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:27:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Museu Mariano Procópio]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Victória da Costa Silva</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/08/portais/">Tesouro Nacional</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Eu amo aquele agora sem medida!
Quando em tais corredores cobertos de história,
Os Guardiões da memória expedida,
Lançam a nós a colcha do passado!…

Costurado em linhas de heroísmo!
Retalhos, que unem o presente e o destino:
Estrada Real, que atravessa corações,
As linhas do tempo bordando emoções!…

Casarões que colecionam tesouros,
Habitados pelos felizes espectros,
Que narram suas vidas, que tingem o ouro
E o verde dos estandartes; nosso sangue!…

Quais segredos o guia esconde ?
Enredos ocultos nas barbas de Pedro;
Romances; anáforas nas ruas de Petrópolis, nos trilhos dos bondes;
Nos bustos de poder; nas molduras de cedro…</pre>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Victória da Costa Silva</strong>, vencedora na categoria aluna do primeiro concurso de poesia do Museu Mariano Procópio em parceria com a Bodoque.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/68661-loja-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11586" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/72b80-impressa-3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11608" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: Artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/viajeronima/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/08/portais/">Tesouro Nacional</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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		<title>Abrigados em Roraima, venezuelanos superam barreiras para estudar durante a pandemia</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/08/abrigados-em-roraima-venezuelanos-superam-barreiras-para-estudar-durante-a-pandemia/</link>
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		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Ação local]]></category>
		<category><![CDATA[COVID-19]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/08/abrigados-em-roraima-venezuelanos-superam-barreiras-para-estudar-durante-a-pandemia/">Abrigados em Roraima, venezuelanos superam barreiras para estudar durante a pandemia</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Conheça histórias de migrantes e refugiados que driblam a pandemia para continuar estudando</em>.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/large/public/2020-11/amy-e-anthony-e1599845451480.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="Os jovens venezuelanos Amy e Anthony estudam em sua unidade habitacional no centro de interiorização Rondon 2 em Boa Vista, Roraima" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Os jovens venezuelanos Amy e Anthony estudam em sua unidade habitacional no centro de interiorização Rondon 2 em Boa Vista, Roraima<br>Foto | Lucas Novaes/ACNUR</figcaption></figure>



<p>Este ano, estudar foi diferente de tudo o que os<a href="https://www.acnur.org/portugues/2020/09/11/abrigados-em-roraima-adolescentes-venezuelanos-superam-barreiras-para-estudar-durante-a-pandemia/"> irmãos</a> Amy (15) e Anthony Moncada (16), ambos solicitantes da condição de refugiado no Brasil, já tinham experenciado na vida escolar. A vinda da Venezuela gerou inúmeros desafios para a família, incluindo  aprender um novo idioma, construir outra rotina e lidar com a inesperada chegada do novo coronavírus.</p>



<p>A família Moncada chegou ao Brasil no final de 2019 por conta da escassez de medicamentos e de serviços de saúde para o pai de Amy e Anthony. Agora, os jovens comemoram a conclusão do primeiro ano do ensino médio em novembro, ao lado de mais de 3 mil refugiados e migrantes venezuelanos matriculados nas escolas da rede pública de Roraima.</p>



<p>“São pequenos passos como esses que geram um impacto imensamente positivo no futuro de crianças e jovens refugiados”, destaca o Representante Adjunto do ACNUR no Brasil, Federico Martinez. Amy e Anthony fazem parte de uma minoria estatística. De acordo com o relatório&nbsp;do ACNUR&nbsp;<a href="https://www.unhcr.org/media-page-coming-together-for-refugee-education.html#_ga=2.149003510.1373163612.1599570318-2075135670.1565207251&amp;_gac=1.57465944.1597013176.Cj0KCQjwvb75BRD1ARIsAP6LcqsJrEuooNvJmLjQNq19xhsCqVyvU6FMu0xPnXQU7-xs154Cd5GpI3caAhRHEALw_wcB">“Unindo Forças pela Educação de Pessoas Refugiadas”</a>, apenas 31% dos jovens refugiados estão matriculados na escola secundária (equivalente ao ensino médio no Brasil).</p>



<p>Os primeiros meses de aula de Anthony e Amy foram presenciais, e o novo idioma trouxe desafios. “Não sei como estava estudando, eu não entendia nada”, diz Amy ao relatar suas primeiras semanas de aula no Brasil. Após pouco tempo de convivência com colegas e com o apoio de professores, o português se tornou mais familiar. Mas dois meses depois do início das aulas, a COVID-19 mudou toda a rotina de estudos.</p>



<p>“Quando a pandemia chegou, nos avisaram por celular que deveríamos buscar livros para fazer as tarefas escolares e enviá-las de volta por meio digital ou presencialmente”, conta Anthony. Com a nova rotina de estudos no abrigo temporário Rondon 2, o celular se tornou indispensável para pesquisas, tradução e comunicação com os professores. Anthony relata que experiência não é fácil: falta de conectividade à internet e duração da bateria do celular foram alguns dos desafios enfrentados durante os estudos remotos.</p>



<p>“A palavra para este período é adaptar-se. Já estamos em outro país, tivemos que aprender outro idioma e tivemos que ter força para nos manter estimulados e estudando durante a pandemia. Logo iremos concluir o ano letivo, graças à nossa adaptação e ao apoio de nossos pais, que são professores. Estamos preparados para continuar estudando após nossa interiorização”, conta Anthony com entusiasmo.</p>



<p>Para Maivy del Carmen (38), mãe dos jovens e professora de Engenharia Civil na Venezuela, ver os filhos estudando lhe dá muito orgulho, principalmente quando conhecimento é tudo que lhe restou. “Fico muito feliz de ver meus filhos estudando, mesmo com todas as dificuldades. Já solicitamos a transferência para outra escola da rede pública na cidade onde começaremos uma nova vida”, diz Maivy, que também estuda português junto com o marido.</p>



<p>Mesmo vivendo em condições adversas, a resiliência dos irmãos se reflete cada vez mais nos anseios para o futuro. “Logo faremos mais uma mudança quando formos para outra região do Brasil, e esperamos continuar estudando onde quer que estivermos”, relata Amy. “Temos uma expectativa muito alta, tanto para nós dois, quanto para nossos pais, que são professores. Nós temos nossos sonhos, essa próxima etapa nos dá muita esperança para continuar construindo nosso futuro. Minha mãe quer revalidar seu diploma como engenheira civil e encontrar um trabalho que goste. Assim, teremos capacidade de buscar um bom teto e viver num lugar tranquilo em família” concluem os irmãos.</p>



<p><strong>Aulas nos abrigos</strong>&nbsp;– Desde agosto, os&nbsp;<a href="https://www.acnur.org/portugues/2020/08/13/conheca-venezuelanos-que-estudam-portugues-para-construir-seu-futuro-no-brasil/">cursos de português</a>&nbsp;para refugiados e migrantes venezuelanos de diversas idades foram retomados nos abrigos e ocupações espontâneas em Roraima. As aulas presenciais agora contam com grupos reduzidos, uso de máscaras e cuidados de higiene, seguindo as recomendações da Organização Mundial da Saúde para prevenir e enfrentar a pandemia da COVID-19.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/large/public/2020-11/jhon_indigena_warao_no_abrigo_pintolandia_em_boa_vista._foto_lucas_novaes_acnur.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="Jhon, indígena Warao, no abrigo Pintolândia, em Boa Vista." data-recalc-dims="1" /><figcaption>Jhon, indígena Warao, no abrigo Pintolândia, em Boa Vista.<br>Foto | Lucas Novaes/ACNUR</figcaption></figure>



<p>Jhon, indígena Warao, no abrigo Pintolândia, em Boa Vista.Foto | Lucas Novaes?ACNUR</p>



<p>Jhon Jesus Gonzalez Pérez, de 21 anos, é indígena Warao de Tucupita e mora com os pais, a esposa e dois filhos no abrigo Pintolândia.“Se eu aprender mais, terei mais chances de construir um futuro para minha família aqui. Preciso perder o medo de falar, assim também poderei buscar um trabalho melhor”, relata. “Uma de minhas filhas nasceu aqui no Brasil. Então ela irá falar três idiomas: o espanhol, a língua de nosso povo Warao e o português. Eu, como pai, devo ajudá-la a ter esses idiomas, são um importante conhecimento.”</p>



<p>Lenismar Gil, de 22 anos, conta que gosta muito da palavra saudade: “Me faz lembrar dos entes queridos da Venezuela”, lembra ela, que vive em Boa Vista com os dois filhos há um ano. “Para mim o idioma é uma ferramenta para superar obstáculos, sonho em estudar e exercer a carreira de enfermeira. A vontade é de trabalhar em outros estados mais ao sul do Brasil.”</p>



<p>As amigas Mary José Lopez, de 35 anos, e Erismar Velázques, de 20, chegaram em Pacaraima, fronteira do Brasil e Venezuela, em fevereiro deste ano e logo encararam a pandemia nas unidades habitacionais do abrigo Rondon 3. &nbsp;“Além de aprender mais sobre a cultura por meio do português, isso me ajudará a conseguir trabalho. Agradeço os professores e o apoio. O curso está espetacular, e estou gostando muito das aulas. Estava com saudades de estudar algo novo”, conta Mary José.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/large/public/2020-11/o_casal_de_professores_jose_e_gricel_no_abrigo_rondon_2._foto_lucas_novaes_acnur.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="O casal de professores José e Gricel no abrigo Rondon 2" data-recalc-dims="1" /><figcaption>O casal de professores José e Gricel no abrigo Rondon 2<br>Foto | Lucas Novaes/ACNUR</figcaption></figure>



<p>José Gregorio Cabrera, de 43 anos, e Gricel Garcia, de 33, são professores e portadores de deficiência visual. “Sair da Venezuela com nossa condição foi um desafio de sobrevivência”, comenta José. Na Venezuela, trabalhavam fortalecendo competências de uso de tecnologia e aprendizado de braile para outros deficientes visuais. Hoje, o casal vive no abrigo Rondon 2, onde estuda português. “Apesar de não haver muitos livros em braile para aprender português, usamos muitos aplicativos pelo celular para traduzir falas, textos e inclusive acompanhar tutoriais de ensino no Youtube”, explica Gricel.</p>



<p>“O idioma é uma ferramenta crucial para nos estabelecer aqui. Agora precisamos nos adaptar para que possamos construir um futuro junto aos brasileiros. Temos formação e queremos contribuir para que outras pessoas com condições como a nossa possam ser independentes e encontrar bons trabalhos”, conta José.</p>



<p></p>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em </em><a href="https://brasil.un.org/pt-br/98777-abrigados-em-roraima-venezuelanos-superam-barreiras-para-estudar-durante-pandemia"><em>Nações Unidas Brasil</em> </a><em>em 03/11/2020 &#8211; Atualizado em 03/11/2020.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:19% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/982c5-onubio.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8891" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas) </strong></strong>é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/dae20-impressa-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11587" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir nessa quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/tuncaliozge"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg9_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11393" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>CAÇADORA DE HISTÓRIAS: PERTENCER É ILUSÃO; SEJA!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Caçadora de Histórias]]></category>
		<category><![CDATA[Pertencimento]]></category>
		<category><![CDATA[Victória Vieira]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Victória Vieira</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Desde pequena, me sinto livre e pertencente ao mesmo tempo. Meus pais me criaram como um ser livre para ser, pensar e sonhar. Bem, meu pai puxava um dos meus pés para o chão para que eu nunca vivesse de expectativas, e minha mãe entregou um balão colorido para me fazer flutuar e sonhar, ambos com o mesmo objetivo: Amor.</em></p>



<p><em>Então eu voava e, ao mesmo tempo, me sentia muito apegada à casa da minha infância, ao meu país, a tudo. E essa dualidade de sentimentos me deixava estagnada. “Vou ou fico? Arrisco ou permaneço?” ou, ou, ou&#8230;</em></p>



<p><em>Até que entendi que pertencer é uma ilusão. Puft!</em></p>



<p><em>Temos que <strong>ser</strong>. &nbsp;Ser e viver com intensidade tudo o que cada capítulo da vida proporciona e depois deixar ir&#8230; Para que o próximo chegue. É sobre esse punhado de sentimentos que a história de hoje falará, vem!</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&#8220;Sempre que Dezembro chega, sinto saudade. Sim, isso mesmo. Parece estranho, não é? Mas sinto isso desde muito, muito pequena.</p>



<p>Antes mesmo de ter contato com livros e filmes de lugares nortenhos, eu sabia que meu lugar era num outono colorido, que ensina a baixar a guarda, ou num inverno brilhante de neve fofa que cobre a cidadela e nos ensina a morrer &#8211; para que, na primavera, volte à vida.</p>



<p>O que eu vivia era realmente o oposto, e rio enquanto escrevo essa frase. Meu Dezembro sempre foi de atmosfera densa, de cigarras que, logo de manhã, anunciam um dia longo, quente e vivo. Meu mês 12 nunca foi de preparar biscoitos de mel e trazer lenha para a lareira&#8230; Ficava mesmo era catando sombra a cada magro ipê que encontrava rua afora. Quando pude, finalmente, assistir aos primeiros filmes que se passavam no Canadá, Dinamarca e Suíça, por exemplo, me emocionei. Senti que pertencia a esses lugares todos; e então, quando cresci, comecei minha jornada em busca desses lugares pelos quais minha alma se sacodia só de imaginar.</p>



<p>Eu costumo brincar que sou 80% brasileira, mas esses 20% que restam precisam de temperaturas negativas e esquilos correndo pelos parques.</p>



<p>Só que chegou um dia, o pico alto da minha maturidade, no qual percebi que não precisava tanto desses lugares. O que eu buscava eram as sensações que eles me causavam. O afeto, aconchego, silêncio, sossego, o observar vagaroso da vida. Então pude ver que não pertenço a nada nem a ninguém. Eu sou.</p>



<p>Sou a Dinamarca e seus vilarejos iluminados na noite de Natal. Sou a quentura da lareira crepitando. Enfim, percebi: Sou capitã da minha alma e vivente do mundo”.</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Gostou da leitura? Então vou te contar um segredo: Contar histórias é a medicina da minha vida. </em></p>



<p><em>Uni tudo isso num projeto que floresce de maneira vagarosa e especial que se chama “Caçadora de Histórias”. Tu podes conferir ele lá no Instagram e se quiser participar, escreve para mim através do e-mail <a href="mailto:tuahistoriaaqui@gmail.com">tuahistoriaaqui@gmail.com</a> e me deixa te ajudar a enxergar a heroína/herói que és em tua própria trajetória.</em></p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Victória Vieira</strong> é escritora e idealizadora do projeto Caçadora de Histórias. Caçando e ouvindo histórias, vou escrevendo a tua com minhas palavras e te ajudando a ter um novo olhar sobre ela. Siga o projeto no <a href="http://instagram.com/cacadora.de.historias">Instagram</a>.</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/revista-trama-edicao-impressa-edicao-001"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/82f24-impressa-2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11600" data-recalc-dims="1" /></a></figure>
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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iuryborel/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/10/4079c-sketch-brasil-1.png2_.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-9943" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Herança &#8211; Capítulo 7: O Encontro</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/08/heranca-capitulo-7-o-encontro/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Herança]]></category>
		<category><![CDATA[Darlan Lula]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Romance]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=12625</guid>

					<description><![CDATA[<p>por:  Darlan Lula</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2020/11/08/heranca-capitulo-7-o-encontro/">Herança – Capítulo 7: O Encontro</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ricardo e Noêmia passaram a manhã conversando. Aproveitaram que os filhos estavam para a escola e tiveram uma conversa franca um com o outro. Falaram da demissão, de como seria o acerto, do seguro-desemprego, de economizarem até tudo novamente se ajeitar; principalmente, falaram dos filhos &#8211; que teriam que procurar uma nova escola no ano seguinte, e chegaram à conclusão de que o jeito seria eles estudarem em colégio público, começando desde já, uma vez que poderiam economizar no ônibus e se matricularem na escola do bairro.</p>



<p>&#8211; Não tem solução, Ricardo. Eles vão se adaptar.</p>



<p>&#8211; Não quero isso, não quero mesmo. Eu não tive estudo, você não teve estudo. E olha como estamos hoje&#8230; quero dar uma vida boa pros meus filhos. Que merda! Vamos ter que arrumar um jeito.</p>



<p>&#8211; O que devemos pensar é em não gastar. Sexta-feira começa o carnaval. Aquele nosso plano de aproveitar e passear, devemos esquecer. Vou aproveitar e ver se pego o máximo de costura. É uma época boa pra isso, muitos bailes à fantasia para os grã-fino. Dona Eliana já é uma delas; quer uma roupa chique, vai trazer o pano ainda hoje; isso vai render pra gente um dinheiro bom.</p>



<p>Ela caminhou até o marido, que estava de pé junto ao filtro de barro, abraçou-o forte. “Tudo vai ficar bom de novo, meu nêgo! Vamos ter fé!”. Ele retribuiu o abraço sem muito entusiasmo e pensou no quanto deixou a desejar para sua família.</p>



<p>&#8211; Estive pensando, o seu Nonô trabalha na fábrica de biscoitos. Ele um dia me disse na padaria que estão querendo empregados para trabalhar lá&#8230; falou isso pensando no Augusto. Quem sabe não podemos pedir a ele pra ver se te empregam? Não precisariam nem assinar sua carteira, enquanto você está de seguro. Aí conseguimos algo a mais. O que acha?</p>



<p>&#8211; Vou pensar, criôla. Agora tenho que ir fazer o demissional.</p>



<p>Segurou a cabeça da esposa entre as mãos, deu um beijo em sua testa e saiu de casa, arrastando o corpo e a alma.</p>



<p>Noêmia preparou o almoço para os filhos, arrumou a casa do jeito que deu com o tempo que sobrou e seguiu para sua máquina de costura, que fica no fundo da casa, até esperar os meninos chegarem.</p>



<p>À tarde, os filhos no quintal brincando de bola, Noêmia ouviu o barulho da campainha de sua casa. Ao sair, encontrou-se com Rubens segurando uma sacola.</p>



<p>&#8211; Sr. Rubens! Como vai o senhor? Achei que Dona Eliana ia trazer o pano. Entra, por favor.</p>



<p>&#8211; Olá, Noêmia. Como vai?</p>



<p>&#8211; Tudo bem, senhor.</p>



<p>Enxugou as mãos molhadas de lavar as vasilhas no vestido e o cumprimentou meio sem jeito.</p>



<p>&#8211; Quer um copo d’água, um cafezinho?</p>



<p>&#8211; Não, obrigado. Só vim aqui trazer o pano para a roupa do baile da Eliana. Ela estava ocupada hoje e me pediu que trouxesse aqui para a senhora. Também mandou uma revista de moda, com o modelo do vestido que ela quer.</p>



<p>Noêmia recebeu a encomenda e logo foi abrindo a revista na página marcada. Olhou fixamente para o papel com o profissionalismo que a ocasião exigia e se sentiu feliz por poder oferecer aquele tipo de serviço, pois era a melhor costureira que havia em toda cidade. Sabia como ninguém cerzir, elaborar vestidos, imitá-los de grandes marcas e modas.</p>



<p>&#8211; Obrigado, Sr. Rubens. Diga a ela que conseguirei fazer o vestido, sim. Para quando ela precisa?</p>



<p>&#8211; O baile é no sábado. Acredito que sexta esteja ótimo.</p>



<p>&#8211; Preciso, então, que ela venha experimentar o vestido para os ajustes finais depois de amanhã.</p>



<p>&#8211; Pode deixar. Eu avisarei a ela. Tem preferência por horário?</p>



<p>&#8211; Não, senhor. Só pede a ela pra ligar um pouco antes de vim, pra ter certeza de que estarei por aqui.</p>



<p>&#8211; Tudo bem.</p>



<p>Naquele momento, surgiu Augusto vindo do quintal, sem camisa, todo suado. Ele observava o movimento na casa e, antes, um carro estacionando em frente. Tinha um jogo no campo do Lacet em meia hora e via naquilo uma oportunidade para pegar uma carona, pois sabia que aquele homem era conhecido da família.</p>



<p>&#8211; Ôh, moço, me dá uma carona!</p>



<p>&#8211; Quê isso, menino, isso são modos! – Noêmia toda ruborizada com a liberdade do garoto.</p>



<p>&#8211; Não há problemas, Noêmia. Pra onde vai, rapaz?</p>



<p>Rubens observou o garoto, ainda ofegante, suor escorrendo pelo rosto e pelo tórax torneado, sorriso displicente nos lábios.</p>



<p>&#8211; Vou pro Lacet.</p>



<p>&#8211; É o seu dia de sorte. Estou indo lá pra perto.</p>



<p>&#8211; Beleza!</p>



<p>Foi até o quarto, enfiou qualquer camisa e saiu de casa, esperando seu bilhete premiado no portão.</p>



<p>&#8211; Tchau, Noêmia. Obrigado.</p>



<p>&#8211; Por nada, Sr. Rubens. Eu que agradeço.</p>



<p>Já no carro, vidros fechados, conversa amigável entre os dois, Rubens perguntou a idade do moço. “19 anos”. O médico respirou fundo, semicerrou os olhos, esboçou meio sorriso e pousou a mão na coxa esquerda do rapaz, sentindo um frio na barriga. “Acho que vamos nos dar muito bem, garoto.” Ao que foi retribuído com outro sorriso. Enigmático. Suficiente, porém, para unir aqueles dois seres aparentemente tão incompatíveis entre si.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:30% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/94898-darlan_png.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10407" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Darlan Lula </strong></strong>é doutor em Literatura Comparada pela Universidade Federal Fluminense. Escritor, autor de cinco livros, entre prosa e poesia.&nbsp;<a href="http://www.darlanlula.com.br/">www.darlanlula.com.br</a></p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/luis_vivanco/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/08/75260-galerialuis1-1021x1024-1.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-10529" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em><em><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></em></em></p>
</div></div>



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		<title>Estéreo &#8211; Capítulo 7</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[Estéreo]]></category>
		<category><![CDATA[Bárbara Pippa]]></category>
		<category><![CDATA[Bissexual]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Bárbara Pippa</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ela me chamou para dormir em sua casa. Eu aceitei.</p>



<p>Mas era porque um amigo próximo iria fornecer maconha e pizza, e ela achou que seria bom eu ter uma outra experiência, em um ambiente mais calmo do que a rua.</p>



<p>Foi extremamente divertido. Interagimos os três como se fossemos velhos amigos e passamos a noite conversando.</p>



<p>Eu pensava, durante a ocasião, que se meus pais pudessem me ver naquele instante, teriam se arrependido de me deixar sair de casa, pois estava fazendo algo que na cabeça deles era errado e na minha era a coisa mais certa do mundo.</p>



<p>Assistimos filme, comemos, rimos e eu fiquei um pouco mais íntima do ato de fumar. E achei aquele amigo interessante e atraente, o que guardei para mim e apenas revelei quando já estávamos na casa de Ana.</p>



<p><img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Aposto que ele também gostou de você. <img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Ela disse enquanto escovava os dentes, eu estava já deitada no colchão, pronta para dormir, relaxada.</p>



<p><img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Será?</p>



<p><img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Claro! Por que ele não se interessaria por você? <img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Ela adentrou o quarto, apagou a luz e fechou a porta. <img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Você é gata, gente boa e é minha amiga, o que dá o selo de qualidade.</p>



<p>Começou a trocar de roupa no escuro, colocando o pijama. Eu evitei olhar, fingindo prestar atenção à claridade que saía da cortina entreaberta.</p>



<p>Meu coração disparou quando eu a vi. Tentei me acalmar; tal como o segundo beijo, pensei ser impossível ter um terceiro momento de sorte.</p>



<p>Porém, mesmo tranquila, era impossível ficar totalmente inerte a sua presença &#8211; que se despedira com um sonoro “boa noite” e virou de costas para mim. Eu tentava desenhar seu contorno debaixo das cobertas com os olhos semicerrados, forçando para enxergar com tão pouca luz.</p>



<p>Queria sair de onde estava e ir até ela, fazê-la ouvir o que eu sentia, beijá-la. Me limitei a respirar fundo e tentar acalmar meu corpo que estava ansiando pelo dela.</p>



<p>Eu não conseguia dormir.</p>



<p><img decoding="async" width="16" height="23" src=""></p>



<p>&#8211;&nbsp;Ei, tá acordada? <img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Ela se virou novamente para mim.</p>



<p><img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Tô. <img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;observei-a escutar minha resposta e se levantar, vindo até o colchonete.</p>



<p>Ela se agachou, encarou profundamente meus olhos e tirou minha coberta.</p>



<p>Eu permanecia deitada imóvel.</p>



<p>A respiração acelerando.</p>



<p>Ela passou uma perna por meu corpo, sentando-se sobre mim, e desceu seu rosto até o meu, onde me deu um beijo com uma vontade arrebatadora.</p>



<p>Instantaneamente tirei sua blusa, e sem nada dizer, ela tirou a minha.</p>



<p>Me sentei com ela no meu colo, nossas mãos percorrendo ferozmente o corpo da outra <img decoding="async" width="16" height="23" src="">&nbsp;costas, nuca, seios.</p>



<p>Ela se afastou, tirou sua calça e a calcinha e fez o mesmo com as minhas.</p>



<p>Nos sentimos nuas.</p>



<p>Pele na pele.</p>



<p>Excitação, calor.</p>



<p>O contato de nossos corpos quentes e úmidos de desejo.</p>



<p>As mãos e dedos passeando por cada parte, por cada canto.</p>



<p>Nosso fôlego saindo pela boca aberta que compartilhava línguas e lábios e gemidos abafados de prazer.</p>



<p>Nossas unhas arranhando a carne que se arrepiava.</p>



<p>Nossos olhos se observando no crepúsculo do quarto.</p>



<p>Nossos olhos de desejo.</p>



<p>Eu estava tendo a primeira vez que almejara.</p>



<p>“Nunca diga nunca” foi o que Mauricio dissera.</p>



<p>Nós tínhamos química, luxúria, gozo.</p>



<p>As quatro paredes do quarto testemunhando nossos dedos entrelaçados fortemente quando do êxtase.</p>



<p></p>



<p>Ela se levantou, vestiu as roupas jogadas, retornou para sua cama.</p>



<p><img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Isso fica entre a gente. &#8211; Ela fitava o teto. Eu, a ela.</p>



<p><img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Ok. <img decoding="async" width="16" height="23" src="">&#8211;&nbsp;Foi o que me limitei a responder, ainda impressionada com o que se passara.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Barbara Pippa </strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é nascida em Juiz de Fora, participante em antologias de poemas e contos. Acredita em astrologia e muda o cabelo de acordo com o humor.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fdf84-assinatura-4.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11677" data-recalc-dims="1" /></figure>





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<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: artistas para seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/iambrendamarques/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/11/2278e-begaleria8-1.png?w=950" alt="" class="wp-image-10819" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator" />



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<hr class="wp-block-separator" />



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		<title>E por quê deveria descer?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Nov 2020 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 002, N 070]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius Lara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Vinícius Lara</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A vida de Salete era comum &#8211; praticamente a mesma insegurança que se abate sobre mulheres jovens e apaixonantes. Sua pele era muito clara, e o corpo inteiro marcado por pequenas pintas, o que havia rendido o apelido de chita da parte de sua avó paterna, e de marsupilami na escola. Tinha os cabelos castanho escuros, a voz firme, e os olhos curiosos. Ela era incrivelmente parecida com as outras de sua idade e do seu país, só uma coisa era diferente; quer dizer, foi ficando. Numa manhã de domingo, depois de ter sonhado com um segredo que não quis contar a ninguém, a Salete deixou de tocar os pés no chão. Ela flutuava, perdeu o peso.</p>



<p>Hoje, já são muitas estórias que contam a história, o que deixa difícil saber exatamente como foi. Os mais apressados diziam que ela tinha feito um pacto maligno com qualquer Astaroth tupiniquim e, por isso, bateram na porta de sua casa: mulheres de coque e bíblia nas mãos cantando hinos e besuntando com óleos. Repreenderam Belfegor até as pregas vocais ficarem como que cheias de areia, mas não deu certo. Quanto mais alto pregavam com a língua, mais despregados os pés de Salete ficavam do chão &#8211; tanto que foi preciso que o pai fechasse as janelas, com medo de que a menina vazasse rua a fora. Deus parecia não ter poder ali &#8211; ou, se tinha, sua diversão era aquela moça pipa que parou a cidade. Muitas gente se benzia quando passava na calçada da casa. A apreensão se tocava no ar; do prefeito ao bispo, todos estavam sem posição para sentar em suas cadeiras. Menos Salete. Ela parecia gostar.</p>



<p>Como não houvesse resultado com a bíblia crente, no outro dia usaram a bíblia católica, e depois o corão, e alguns sutras theravadas. Dizem que um ritual vajrayana aconteceu também sob os auspícios de dakinis verdes e brancas; nada funcionava. Se no primeiro dia, a menina flutuava como que a uns sessenta centímetros do chão, na terça-feira já estava a um metro e dois centímetros acima do assoalho. O pai mediu com uma trena várias vezes. O pavor era de que ela saísse por aí carregada por uma brisa de primavera que soprasse mais forte. Foi por isso que encheram uma lata grande de terra e deixaram no chão, amarrada aos tornozelos da beata. Ela fazia tudo do alto. Comia quando a mãe lhe entregava o prato com a ajuda de uma cadeira, dormia em pé mesmo, mas sem dificuldade. Pior era usar o banheiro e tomar banho, porque essas duas coisas são demasiadamente terrenas para qualquer dama aerada. Na quinta-feira, ela parou de falar também.</p>



<p>Não é preciso dizer muito para imaginar o derivado da coisa toda. A cidade, que é pequena, foi ficando em polvorosa. Presa no cordonê, a jovem tinha seus adoradores, que faziam oração e pediam às pessoas para se arrepender. A “beata Salete” era um sinal da Providência para apontar o arrebatamento que deveria estar próximo, talvez antes do Natal. Mas também houve oposição e malhação de Judas em setembro, com o boneco vestido com uma meia e um vestido que roubaram do varal, mais uma foto que alguém imprimiu do anuário escolar. Gente não voa, e se voa só pode ser de duas uma: obra do mal ou delírio coletivo. Uma metade da oposição continuava apostando no cramunhão, mas a outra alegava histeria, uma espécie de histeria de dança de 1518 reeditada no século XX. A oposição sempre é mais dividida mesmo.</p>



<p>Com trinta dias, já eram sete latas de terra e cordas grossas. Uma bobeira, e Salete sumiria, com certeza. O frenesi, porém, foi diminuindo, e como não viesse nenhuma nuvem de gafanhotos, ou chuva de sangue, ou epidemia, ou arrependimento; como tudo estivesse absolutamente normal desde a cara fechada do inspetor escolar, passando pelo branco bege do jaleco do farmacêutico e a insistência para que mulheres se casassem virgens, Salete&nbsp; foi deixando de ser novidade. De paranormal, aquele silêncio flutuante ficava comum, e é daí que nasce uma espécie de problema mais grave: ser comum é o desejo da massa. Se não era para jogar raios pelos olhos ou adiantar o Juízo Final, que a menina parasse de se aparecer e descesse logo. Que ela viesse ser mais um ali embaixo, ora bolas. No final do segundo mês, as pessoas tinham inveja da Salete e ela, por sua vez, parou também de comer e de cagar. Um dia fechou os olhos, e só estava lá, só isso. Praticamente não era mais pessoa.</p>



<p>Os pais se assustaram no começo, mas aos poucos foram se acostumando com uma filha feita sem peso. De manhã cedo, a mãe abria a janela da sala e prendia com cuidado a corda na trave que dividia as duas bandas. Salete era uma pipa. Se armava chuva, a mãe corria logo e trazia a filha para dentro com medo dos raios. Como a Salete se encostava no teto, eles foram acolchoados para que dentro de casa ela se deitasse, sempre acima de todas as cabeças.</p>



<p>Foi assim por muitos anos; pelo menos é o que se diz, nessa época eu ainda não estava lá. Quando cheguei, tudo acontecia dentro dos conformes, e a prefeitura, através da subsecretaria de turismo, havia desapropriado a padaria debaixo da janela da sala e feito ali uma pracinha cercada, na qual todos os visitantes poderiam ver de perto a moça que não pesava mais que um galho de arruda. Foi criado um festival anual da primavera, quando a janela e a corda eram enfeitadas com margaridas, violetas, azaleias e rosas brancas. Em Porto Alegre, iam na casa de Mário Quintana; no Rio de Janeiro, visitavam a estátua de Drummond, no posto 6; em Recife, fotografavam na Praça do Marco Zero; e aqui, no meio de Minas e do nada, a comunidade aprendeu a girar em torno da menina balão. Foi quando eu cheguei.</p>



<p>Cheguei de trem e de passagem. Para ser sincero, eu não me lembro bem o que fazia ali. Na época, eu escrevia crônicas de gente comum e viajava para onde me dessem um bilhete. Normalmente, me sentava na praça e esperava que alguém sentasse do meu lado. Acendia um cigarro, depois outro, e sempre alguém se sentava do meu lado. Dali pra frente, a conversa fazia o restante. Ouvia histórias e depois recontava do meu jeito: editava, relia e vendia para jornais. Fiz isso por anos a fio, o que me vacinou contra discurso politiqueiro, terra plana, lobisomem e o PMDB. Não era fácil me enganar.</p>



<p>Desci do trem e vi um cartaz com a foto da Salete menina ainda. Perguntei o que era, mas não fiquei convencido com a explicação. Se não me falha a memória, me hospedei na pensão Borges, por detrás da torre da igreja matriz &#8211; um dos poucos lugares da cidade de onde não era possível ver o balão preso na janela. Quando já estava pensando em levantar âncora e partir de novo &#8211; afinal, eu tinha três relatos incríveis de algumas figuras icônicas do lugar &#8211; tive um sonho estranho. Sonhei que estava caminhando em um jardim grande onde uma menina estava sentada quase debaixo de um bougainville. Ela era clara e com várias pintas pelo corpo, tinha os cabelos castanho-escuro, um olhar curioso. Ela lia. Não vi o que, exatamente, mas ouvi que declamava de si para si “<em>Toda a realidade olha pra mim como um girassol com a cara dela no meio”</em>. Aí, então, ela fechava o livro, me olhava nos olhos e ia subindo, subindo até desaparecer no céu.</p>



<p>Acordei refletindo: A menina deveria estar leve de poesia! Fui, então, até a casa-museu onde alguns japoneses tiravam fotos com seus chapéus de turista e sua estética acumuladora de informações. Olhei pra cima, contra o sol, e vi que não era uma menina balão, virou mulher. Como era linda e como dançava na casa do vento! Seria a minha maior história. Gritei pra ela, mas nada aconteceu. Minto; na verdade, fui repreendido por guarda que fazia patrulha. Repreendido não pela situação de Salete, é preciso dizer, mas porque o barulho incomodava a vizinhança. Mesmo assim, tentei gritar e fiquei berrando até que o pai apareceu lá na janela e fez sinal. Subi.</p>



<p>Me abriram a porta e me contaram tudo isso que contei sobre antes de minha chegada. Não sei se é verdade. Ouvi também que tinham medo do que aconteceria com ela quando morressem, que não tinham família além dos três, e que os pais andavam cada dia mais velhos e cansados. O tempo foi escorrendo por entre os dedos da gente, e era o momento de trazer a filha para casa. Debruçado na janela, aquele homem macilento enrolava a corda que prendia o tornozelo da mulher como se enrola uma mangueira de jardim. Colada no teto, diante de mim, estava uma bela adormecida. Vi a mãe carinhar seu rosto, cantar um música melancólica, desligar a luz&nbsp; e desejar boa noite. Tudo aquilo foi hipnótico. Voltei todos os dias por uma semana, sempre por volta das 18 horas, quando a bandeira de cabelos castanhos era arriada.</p>



<p>Na tarde de uma quinta-feira, ou sexta &#8211; eu não me lembro bem, só sei que foi depois da quaresma &#8211; eu resolvi ficar um pouco mais e me sentei na poltrona de linho vermelho no canto da sala para ler. Queria ler para ela. Na ocasião, eu me atracava&nbsp;sobre um García Márquez. Não teve efeito algum. Li depois um pouco de filosofia existencialista, saltei para Victor Hugo, Dumas, Shelley… Salete dormia e voava.</p>



<p>Na véspera da minha viagem de volta a São Paulo, eu já não tinha mais livros para ler; mesmo assim, me sentei como se tivesse. No lugar de uma página de papel, eu li na memória a brincadeira de Pessoa “<em>o poeta é um fingidor, finge tão completamente…</em>” declamei tudo na penumbra. Foi quando a Salete baixou um pouco e abriu os olhos. Tremi. Xinguei. Cacete, não me lembrava de muita poesia, só clichês. Emendei um Neruda “<em>não te amo como se fosse rosas de sal ou topázio</em>”, depois foi o Soneto de Fidelidade, Sentimento do Mundo, O Pato Pateta, Erro de Português. O quanto sabia eu disse, meu deus, até que ela estava de olhos abertos a dois palmos de mim.</p>



<p>&#8211; Sonhei com um bougainville &#8211; ela disse.</p>



<p>&#8211; Eu sei.</p>



<p>&#8211; Não quero descer.</p>



<p>&#8211; O que faz lá em cima?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Salete nunca me respondeu, mesmo tendo descido outras vezes e olhado pra mim. Dois anos depois, enterramos seu pai. Mais três, e eu sepultei sua mãe. Não voltei a São Paulo. Só compro livros de poesia, e quase toda noite sonho com uma brisa que me tira do chão. Uma vez, num jogo de búzios em Porto Seguro, o babalorixá me jurou que eu era filho de Iansã. Era sobre isso? Não sei. Tenho a impressão de que nunca vou saber.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:20% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2020/04/41684-bio-vin-lara.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-8647" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Vinícius Lara </strong></strong>é psicanalista, historiador, fotógrafo amador e um apaixonado pelo absurdo</p>
</div></div>



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<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<hr class="wp-block-separator is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8 wp-block-columns-is-layout-flex">
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</div>



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</div>
</div>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-large-font-size">Galeria: Artistas pra seguir na quarentena</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.instagram.com/viajeronima/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/43ef4-fotos-carol-copy.jpg8_-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-11314" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color has-text-color has-background has-medium-font-size"><em>Apoie os artistas nessa quarentena. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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