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	<title>Arquivos consciência negra - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>d&#8217;A Juventude Transviada</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Dec 2019 21:30:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>por: Lua Xavier</p>
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<p class="has-drop-cap">Pela madrugada os sons da cidade são bem peculiares, tal como uma gaita familiar vinda da natureza e mais uma vez; Helena, agora livre e diante de seu grande paradoxo travestido de guerra anti áries, escuta calmamente cada pio do gogó das aves. Ela sabe, bem lá no fundo de seus olhos da alma, que algo pode estar por vir&#8230; Teme e treme; afinal, o temor e o tremor são reações naturais de um corpo em contato com seu próprio interior: está, finalmente, exercendo seu legítimo cuidado &#8211; ainda que em meio a tropeços. Ao mesmo tempo que o bem-te-vi anuncia a vinda do Sol-escorpião, casada com a aparição avassaladora d&#8217;A estrela escondida pela melancolia, sua amiga Lua se deita no mar daqueles que deram o grito surdo dos miseráveis, e a legião estrangeira de estrelas azuis e pedrinhos nus nunca dorme. Helena escuta alguns pequenos decibéis da vida humana: eis o ponto de partida do mundo visível ao olho anti-nu; mas Helena foi condenada a ir fundo. Ela sente em seus poros a chama nêga costante e calma sob a chuva rala disfarçada de orvalho &#8211; ou até mesmo sereno. Escuta&#8230; Não mais &#8211; só mente &#8211; as vozes de galinhas e ovos macabéticos, mas as vibrações das ondas de um mundo moinho, onde uma semente plantada por um eterno gatilho sem disparar brota pela concepção a cada instante &#8211; e nela. A bala perdida em formato de soneto no mês de agosto insiste em fazer constante a presença da possibilidade de essência perante a existência. Sabe-se lá a diferença entre os olhos que enxergam e os que não querem enxergar&#8230; Ora, tanto faz&#8230; Se o que não foi, não é: e todos comem seu pão nosso de cada dia em formato de bolo enrolado, cantado aos quatro cantos seu despertar &#8211; disfarçados. Essa tal de Juventude Transviada, já cantada há tantos anos, está abrindo seus armários de pandora e enfrentando as tentações dionisíacas e imagéticas de todos os dias &#8211; em meio a fuga da semiótica vista como cruel, mas da vida: temem e tremem; emocionam; fraquejam e fortalezam; caem n&#8217;As tentações: são vivos: das pedras à carne, das folhas aos frutos, da seiva à flor &#8211; e disso, os floristas sabem. Nessa madrugada Helena não sentiu medo. Não há mais bueiro que lhe conforte de prisões, não há mais poço que lhe jure o infinito, não há mais palavra que lhe informe certezas: esta é a liberdade &#8211; o preço mais caro a se pagar. Tão livre que tem fé cega até no paradoxo íntimo feito entre quatro paredes. Diante dos grandes olhos, está a Juventude Transviada, num jogo semanal entre X e Cruz: Opostos que tentam confundir? Mas esta tal&#8230; Essa tal, que lava roupa todo dia &#8211; cheia de agonia &#8211; essa&#8230; Imprime seus sonhos na história, seja púrpura ou galega, prateada ou dourada, repleta de esquadros de balbúrdia arquitetada e algumas mumunhas de um passado de nostalgias e saudades que acabam por fazer do tal do amor, a revolução. E tudo isso fica no Mar, e também fica em minas.&nbsp;<br>E Helena? Helena permanece aqui na terra, vagando mundos &#8211; e sempre espera &#8211; enquanto enfrenta minotauros, faunos, esfinges imaginárias dentro dum elevador &#8211; que, como todo elevador se preze &#8211; vem munido do entra e sai de corpos e reflexos em seu espelho. E, ainda assim, de dentro de tal meio de transporte mais seguro e abafado do mundo, a sentença de Helena grita: o cheiro do vento invade seus cárceres nada privados e lhe sussurra&#8230;: &nbsp;&#8220;fé&#8221;.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Lua Xavier: </strong>vivo num clipe sem nexo, um Pierrot- retrocesso, meia bossa nova e rock&#8217;n&#8217;roll</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg7_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4982" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>A Loucura Resistirá</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Dec 2019 21:29:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>por: Hélio Rocha</p>
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<p class="has-drop-cap">A arte, bem como quaisquer formas de engenhosidade, incomoda aos que vivem de explorar o mediano dos seres humanos, visto que instiga e busca fazer com que encontrem a verdade por detrás dos muitos véus e máscaras que constituem a nossa sociedade.&nbsp;</p>



<p>Esta é a suma da obra “Memorial do Convento”, que lançou o escritor português José Saramago. A obra conta a história de Blimunda, uma mulher simples, dona de casa, órfã de pai desconhecido e mãe proscrita para Angola pelo Tribunal do Santo Ofício da Inquisição; Baltazar, soldado português aleijado em combate contra a Espanha; e Bartolomeu, padre que tem o sonho de criar uma máquina capaz de voar. No início do século XVIII, no reinado de Dom João V e sob os olhares vigilantes da Igreja, ambos acompanham a construção de um convento dedicado ao nascimento do varão da Casa de Bragança, erguido sob mão de obra quase servil, com ouro explorado do Brasil por negros escravizados.&nbsp;</p>



<p>Blimunda tem o incrível dom de, sempre que em jejum, ver o que há por trás de corpos e mentes das pessoas, herdando a sobrenaturalidade da mãe, que ouvia vozes. Ela ajuda Bartolomeu a criar sua máquina voadora por meio do conhecimento do éter, substância obtida do melhor dos sentimentos humanos, os quais ela é capaz de enxergar e dar-lhes consistência por meio de pedras, amuletos, todo o tipo de superstições que deem demonstração do desejo e da vontade humana, sobretudo aquelas que encontram-se próximas à morte e anseiam pela vida. O éter assim obtido, segundo os planos do padre, vai erguer sua invenção aos céus. Baltazar, homem simples e raso, porém dedicado ao próximo, é o sustento dos dois. Entretanto, ambos despertam a fúria dos poderosos da sociedade portuguesa por se atreverem a enfrentar as leis de Deus e ousarem voar, atraindo olhares da Inquisição.</p>



<p>A obra de Saramago é uma crítica a uma sociedade que, não muito distante daquela em que vivemos, persegue e condena aqueles que ousam dissuadir da ordem vigente, não apenas por questionamentos morais e comportamentais, mas igualmente pela arte e pela inventividade. O que o autor aponta como a não aceitação social do conhecimento, da criatividade e da inventividade, foi objeto de questionamentos desde o nascimento da modernidade, quando o filósofo germânico Erasmo de Roterdã fez o seu Elogio da Loucura, afirmando que da não racionalidade pode nascer a imoralidade e a ameaça à ordem social, de um lado, mas pode igualmente emanar a crítica para o melhor conhecimento da sociedade, ao se poder enxergar o ser verdadeiro por trás das máscaras, tal como Blimunda.&nbsp;</p>



<p>“Suponhamos o caso de que alguém quisesse arrancar as máscaras dos atores que desempenham o seu papel num palco, revelando aos espectadores as suas verdadeiras e reais faces. Não estará essa pessoa estragando toda a ficção cênica, merecendo ser preso como louco furioso e expulso do teatro a pedradas? [..] quem era rei, torna-se de repente canalha; quem era deus, na mesma hora revela-se homúnculo. Cortar a ilusão significa mandar pelos ares todo o drama, pois precisamente o engano da ficção cênica é que encanta os olhos do espectador. [&#8230;] Assim, no palco, tudo é postiço, mas a comédia da vida não se desenvolve de outro modo”, argumentava Erasmo.&nbsp;</p>



<p>Derrubando máscaras sociais, sejam elas ontológicas, isto é, da relação do ser humano com o mundo e os outros seres, o que inclui a moral e o comportamento, ou cosmológicas, isto é, a concepção (neste caso, atravessada pela moral) que as pessoas têm das estruturas físicas e as leis que as regem, a vanguarda sempre incomoda. Ao mesmo tempo, no entanto, é necessária, e entre idas e vindas consegue se impor entre fluxos de avanços e refluxos de retrocessos sociais.</p>



<p>Hoje, a sociedade ergue-se contra a arte e a ciência tal como no romance de Saramago. Mas, como revela a crítica de Erasmo, elas subjazem a todas as ameaças, visto serem necessárias para questionar a organização social e, desta forma, fazê-la reexistir. No contexto da virada da Idade Média para a Renascença, Erasmo aponta que nos estertores da loucura pode estar o ódio e a soberba, mas também podem estar a fé e o amor. Isto é, do ser que foge ao mediano e atinge os mais sublimes degraus da loucura, nasce o que homens e mulheres medievais consideravam o pilar da humanidade.</p>



<p>E não estaria correto? Isto posto, e com a devido olhar que revisita um texto medieval, percebe-se o quão necessários são aqueles que manifestam sua subjetividade em amor à humanidade, não importa em que tempo e sob que juízos. Exaltados como Saramago ou no anonimato de Blimunda, Baltazar e Bartolomeu, eles resistirão.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Hélio de Mendonça Rocha</strong> é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4977" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>O Lado Feio do K-Pop</title>
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		<pubDate>Sun, 01 Dec 2019 21:26:00 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[<p>por: Carla Abreu</p>
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<p class="has-drop-cap">Toda vez que surge um novo fenômeno adolescente na música e na indústria cultural, é de conhecimento comum que de alguma forma aquilo afetará os hábitos e&nbsp; dos fãs. O <em>kpop</em>, nascido nos anos 90, vindo de uma iniciativa do governo federal para impulsionar a cultura e turismo coreanos, recentemente teve seu <em>boom </em>internacional. O BTS ou bangtan sonyeodan na romanização do coreano, também conhecido como <em>bulletproof boys</em>, é a maior <em>boyband&nbsp;</em> da atualidade, deixando para trás <em>One Direction</em>, de 2010 e <em>Backstreet Boys</em>, dos anos 90.&nbsp;</p>



<p>As performances milimetricamente aperfeiçoadas, as maquiagens, as roupas, os vocais, tudo é pensado na mais detalhada perfeição. Para isso, os artistas fazem audições para entrar em empresas de entretenimento e treinam por anos para conseguirem estrear. Alguns, mesmo depois de se prepararem por tanto tempo e se afastarem de todas as pessoas que amam, veem o sonho ir embora e nunca conseguem fazer o seu <em>debut</em>.</p>



<p>Apesar do <em>kpop</em>, na visão dos fãs, trazer o melhor da Coreia do Sul para o mundo e também aumentar o turismo e o conhecimento cultural, ele também tem o poder de evidenciar o que as pessoas tem de pior: o ódio. A fama do gênero musical mostra o racismo e xenofobia do povo ocidental mas algumas vezes traz a tona também os preconceitos dos internautas coreanos. Os chamados <em>knetz&nbsp;</em> podem ser extremamente duros e ofensivos em seus comentários, isso afeta diretamente os artistas e, indiretamente, os fãs. Na maioria das vezes, as falas dos <em>knetz </em>não são sobre o trabalho dos artistas, e sim refletindo os padrões de beleza coreanos.</p>



<p>Os padrões de beleza do <em>kpop</em> trazem algo um pouco diferente dos padrões que são vistos na indústria musical americana ou europeia, prezando-se sempre muito pela delicadeza e, principalmente, pela magreza dos artistas. Esses padrões afetam homens e mulheres, mas as cantoras são mais atacadas quando fogem deles. Artistas já foram proibidas de estrearem ou se apresentarem por não se encaixarem numa faixa de peso específica, por exemplo.</p>



<p>O padrão base para os coreanos se constitui por: pele clara, olhos grandes e redondos, feições finas e delicadas. Isso se torna difícil quando se pensa que cada pessoa, mesmo com o biotipo de uma mesma etnia, é diferente. Além disso, os padrões de peso são extremamente restritos, e se comparados com o cálculo do IMC (Índice de Massa Corporal), nada saudáveis. A tabela abaixo mostra os padrões coreanos de peso, para homens e mulheres:<br>&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fae3a-foto-1-tabela-de-peso-ideal-coreana.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5386" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p><strong>Como os padrões de beleza afetam as artistas</strong></p>



<p>Mesmo sendo muito talentosas, algumas <em>idols </em>(termo que se refere aos artistas do <em>kpop</em>), sofreram &#8211; e sofrem &#8211; com os ataques sobre a sua aparência. A primeira edição do <em>reality </em>de sobrevivência, <em>“Produce 101” </em>da emissora <em>MNET</em>, deu a 11 garotas a chance de estrearem como um grupo temporário, o IOI. A participante Kang Mina, uma das ganhadoras, atualmente integrante do grupo Gugudan, foi vítima desses ataques. Tudo começou quando, em uma das primeiras apresentações de Mina, ela apareceu com um vestido sem mangas, que mostrava seus braços. Foram deixados uma enxurrada de comentários maldosos sobre o peso da menina, que na época tinha apenas 16 anos. O objetivo da performance era mostrar a fofura das participantes, o que, segundo os técnicos, Mina tinha de sobra.<br>&nbsp;</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/12/FOTO-2-Kang-Mina-performando-no-Produce-101.jpg?fit=970%2C546&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5388" /></figure></div>



<p>Depois que a cantora viu sua própria performance e os comentários, tomou decisões drásticas para perder peso. Mina passou bastante tempo sem usar nenhuma roupa que mostrasse os braços e parou de comer, totalmente, sobrevivendo apenas com água gaseificada. Nessa época, Mina passou a pesar apenas 42 quilos. Quando estava no grupo IOI, mesmo visivelmente mais magra, ainda recebia <em>hate</em> constante. Em suas promoções com o grupo temporário, mantinha um peso saudável, mas era chamada de gorda.</p>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/abd1e-foto-3-kang-mina-performando-com-o-ioi.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5389" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<p>Quando debutou em seu grupo atual, Gugudan, ela ainda recebia muitos comentários maldosos. Ela tinha perdido muito peso, e os <em>knetz</em> falavam que ela havia perdido o seu charme, seu <em>aegyo</em> (palavra coreana para fofura). Na época de lançamento da música <em>Ice Chu</em>, da subunidade OGUOGU Gugudan, os fãs ficaram muito preocupados com a magreza da menina. Apesar disso, ela recebeu muitos comentários maldosos por ter emagrecido. Os <em>knetz</em> pareciam nunca ficarem satisfeitos com a aparência de Mina.</p>



<figure class="wp-block-gallery columns-2 is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex"><ul class="blocks-gallery-grid"><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/12/FOTO-5-Kang-Mina-em-2018.jpg?fit=683%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="5391" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=5391" class="wp-image-5391" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"> <br> <br> <br> <br> Era The Boots </figcaption></figure></li><li class="blocks-gallery-item"><figure><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/12/FOTO-4-Kang-Mina-performando-Ice-Chu.jpg?fit=683%2C1024&amp;ssl=1" alt="" data-id="5392" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=5392" class="wp-image-5392" /><figcaption class="blocks-gallery-item__caption"> <br> <br> <br>ra Ice Chu </figcaption></figure></li></ul></figure>



<p>Atualmente, Mina recebe menos comentários sobre sua aparência. Ela parece mais saudável. Mas ela não é a única que sofreu com esses comentários. A cantora principal e líder do grupo <em>TWICE</em>, Park Jihyo, sofre desde antes do debut do grupo até hoje, sobre seu peso, suas roupas, suas atitudes, e mais recentemente, sobre o seu relacionamento com o <em>idol</em> Kang Daniel. As cantoras Sulli (F(x)) e Goo Hara (KARA) que faleceram em 2019, ambas por suicídio, foram, por muito tempo vítimas do <em>cyberbullying</em> constante. Elas falavam sobre como aquilo era prejudicial a elas e a quem escrevia. Quem comentava nunca estava satisfeito, quando a cantora usa de seus charmes para ser fofa, é atacada, quando usa para ser sexy, também é atacada e, às vezes, assediada. Assim como Jimin Park, cantora solo, que depois de postar uma foto em seu Instagram, teve que pedir para que parassem de assediá-la.</p>



<p><strong>Mas o que o Brasil tem a ver com isso?<br></strong>O Brasil, assim como vários outros países, vem acompanhando o crescimento do <em>kpop</em> e o número de fãs tem crescido cada vez mais. Os <em>kpoppers</em> se espelham na força de vontade e trabalho duro de seus <em>idols</em>. Por isso, é normal que se espelhem também na aparência inalcançável dos mesmos. São artistas que treinam, às vezes, mais de 10 horas diárias, comem pouco e aguentam muitos comentários para conseguir fazer seus fãs felizes. Esses fãs devem tomar cuidado e ver que eles não devem querer ser iguais aos ídolos, pois nem eles se beneficiam do modo de vida que vivem.</p>



<p>Mas não é só isso. A cultura do <em>cyberbullying</em> está muito presente na vida dos adolescentes brasileiros. Tanto do lado dos que fazem os comentários ofensivos quanto dos que recebem. O Brasil é o 2° país que mais comete o <em>cyberbullying</em>. Quando o assunto é <em>kpop&nbsp;</em> muitos brasileiros ainda não estão acostumados com a moda ou simplesmente não gostam. Por isso, existem muitos comentários maldosos contra os artistas e até contra os fãs, algo que não deve ser considerado natural. Os padrões de beleza brasileiros são diferentes dos coreano, apesar de ambos se espelharem nos padrões arianos. Muitas vezes, podem ser encontrados comentários xenofóbicos e racistas contra os artistas coreanos na internet. Apesar da diversidade do povo brasileiro, as pessoas ainda veem os povos não brancos (negros, asiáticos, indígenas) como diferentes. O Twitter virou ponto especial de discussão entre quem gosta e quem não gosta do <em>kpop</em>. Lá muitos comentários são levados como brincadeiras, mas muitos são ofensivos e se comparam aos dos <em>knetz</em>.</p>



<p>Muitos fãs brasileiros usam roupas, maquiagens e aprendem as coreografias de <em>kpop</em>. É normal que se comparem aos seus ídolos coreanos, mesmo que vivam vidas diferentes, com biotipos diferentes e culturas diferentes. Os <em>kpoppers&nbsp;</em> brasileiros estão do outro lado do mundo em relação a Coreia do Sul, e não deixam o sonho de serem mais próximos de seus <em>idols</em> para trás. A boa lição do <em>kpop</em> é não desistir de realizá-los, a má é “A que preço?”.<br></p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Carla</strong> <strong>Abreu</strong> é aspirante à jornalista apaixonada por contar histórias, seja em palavras ou em fotografia. Eu amo música, séries e problematizo tudo, até o que eu gosto. Tentando viver fora da bolha e fora da caixa.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4977" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>D A D O S</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Dec 2019 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 025]]></category>
		<category><![CDATA[consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Luan Pedretti]]></category>
		<category><![CDATA[negro no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo Estrutural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:Pedro Henrique</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Somos todos um agrupamento de células, tecidos, órgãos, sistemas, algoritmos e dados que processam um passo e corrompem o outro de maneira proposital ou inconsciente. Foi por meio da combinação de diferentes técnicas, como a colagem e a aquarela, que o artista visual Pedro Henrique buscou retratar esse status do ser humano, em que o mesmo pode ser o responsável por se&nbsp;encontrar em uma posição ou, pode ser, assim como a maioria um dado que foi corrompido e esquecido, tornando-se apenas mais um entre bilhões.&nbsp;</p>



<p>Muitas vezes quando o indivíduo se dá por conta da sua existência, o mesmo acredita que foi programado para realizar grandes fatos, mas, após tanto fracassar ou, encontrar tantos outros indivíduos que o tentaram reprogramar, acaba perdendo sua configuração inicial e deixa-se tornar uma variável dependente de outros fatores que já não estão mais em seu domínio.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/DADOS.jpg?fit=768%2C1024&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5342" /></figure>



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<p><strong>Pedro Henrique</strong> tem 21 anos e, com uma grande paixão pelas artes e pelo ambiente urbano, o artista vem trabalhando e pesquisando para poder unir diferentes técnicas em seu processo de criação, direcionando-o tanto para a arte urbana quanto para os espaços culturais. Acompanhe o Pedro no <a href="https://www.instagram.com/pedros_ph/">Instagram</a>.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4977" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Somente Consciência Humana é Suficiente para Entender o Brasil?</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2019/11/24/somente-consciencia-humana-e-suficiente-para-entender-o-brasil/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Luan Pedretti]]></category>
		<category><![CDATA[negro no Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Racismo Estrutural]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Luan Pedretti</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">O dia 20 de novembro passou e assim como em todos os anos, alguns discursos circularam na sociedade a fim de deslegitimar a data e a simbologia que ela carrega. Elementos diversos, a exemplo do vídeo em que o ator Morgan Freeman reforça a ideia de que se pararmos de falar em racismo, essa forma de violência contra determinados sujeitos desaparece, somente reiteram a ideia já contestada, de que vivemos em uma democracia racial. Ou seja, um país que todas as três raças¹ – o negro, o branco e o ameríndio – conviveriam cordialmente, sem estabelecer conflitos entre si, inclusive se miscigenando. Portanto, o pensamento se encaminha a justificar que não seria necessário um dia ou mês específico para refletir sobre as questões que recaem a um grupo, já que “somos todos iguais”. Aqui, pretendo discutir sobre a importância da data não somente para a população negra, como para toda a população brasileira.</p>



<p>O Brasil foi o último país do ocidente a abolir a escravização de pessoas, muito em função da pressão de grupos abolicionistas, de países estrangeiros com interesses econômicos e dos próprios sujeitos escravizados que fugiam da situação de cativeiro, enfraqueciam o sistema e reinventavam suas formas de viver dentro deste território; a exemplo da sociedade de Palmares. O dia 20 de novembro, dia da morte de Zumbi dos Palmares, foi decretado em 2003 como o Dia da Consciência Negra a fim de rememorar o líder de uma das mais emblemáticas sociedades que desbaratavam a ideia da dualidade Casa Grande <em>versus.</em> Senzala, para a possibilidade de uma terceira via para a população negra fugida naquela época.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Após a abolição, o Estado brasileiro não promoveu nenhuma política com o objetivo de integrar os sujeitos que agora se viam livres, porém sem instrução para exercer ofícios para além dos que exigiam o uso das forças manuais. Hoje, mesmo após anos de abolição da escravização, os sujeitos negros, em sua maioria, continuam a desempenhar funções subalternas na sociedade brasileira, se caracterizando como estrutura que impede este grupo de chegar a posições de poder. Uma pessoa que chegou a determinado cargo de prestigio se apresenta como exceção, não como regra.&nbsp;</p>



<p>O jurista e filósofo Silvio de Almeida, ao escrever <em>Racismo Estrutural² </em>para a coleção Feminismos Plurais, descreve as formas como essa violência incide sobre os copos dos sujeitos negros, e delimita três exemplos principais: o racismo individualista, o racismo institucional e o racismo estrutural.&nbsp;</p>



<p>Em resumo, o racismo individualista, para o autor, é entendido sob a égide de uma patologia. Seria uma ação isolada de caráter individual, às vezes tratada como distúrbio psicológico em que se aplicam discursos como “racismo é errado”, “somos todos humanos”, mas não age a fim de combater e erradicar o problema, já que este ato partiria de um desvio de moral pessoal (ALMEIDA, 2018. p. 28.).&nbsp;</p>



<p>Almeida aponta por racismo institucional a prática que não se resume apenas a comportamentos individuais, mas também pelo funcionamento das instituições a fim de conferir desvantagens e privilégios a partir da raça (ALMEIDA, 2018. p. 23). Assim, a desigualdade racial seria uma característica da sociedade não apenas pela ação isolada de sujeitos, mas devido ao funcionamento das instituições estar sendo controlado por grupos dominantes, e estes, agiriam de forma a impor seus interesses, mantendo, portanto, a hegemonia deste grupo dominante sobre os outros. (ALMEIDA, 2018. p. 30.).&nbsp;</p>



<p>Por fim, o autor aponta a concepção estrutural do racismo como práticas que estão difundidas na sociedade cotidianamente. O racismo seria inerente à ordem social, dessa forma as instituições e as pessoas em particular seriam racistas porque a sociedade entende práticas de racismo como regra. (ALMEIDA, 2018. p. 36-40.).&nbsp;</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Sendo assim, é possível inferir que a estrutura da sociedade ainda se estabelece com base nas relações escravistas do passado, onde o sujeito que detém posições de prestigio e poder, acesso a espaços culturais e educação tem características pré-determinadas.&nbsp;</p>



<p>Após esse brevíssimo histórico de contextualização das relações raciais e sociais no Brasil, alguns questionamentos se apresentam: há a possibilidade de falarmos apenas em consciência humana diante dos fatos apresentados? Ainda que a Constituição Federal garanta a igualdade, esta é praticada para todos os grupos com suas especificidades?</p>



<p><strong>Eu respondo: Não! Não é possível falar de democracia racial, quando a <em>necropolítica³</em> é programa de governo.</strong> Não é possível falar em democracia racial, quando o as prisões agem no sentido de reproduzir senzalas, acumulando sujeitos negros, sobretudo homens negros. <strong>Não existe democracia racial no Brasil</strong>. É só entendendo os sujeitos brancos como grupo dominador que detém privilégios históricos, que poderemos não reproduzir o discurso da consciência humana em datas como esta. A partir de então poderemos entender a simbologia política da data do 20 de novembro, não enquanto uma celebração, mas uma rememoração, evocando a potencialidade para reflexão sobre os 388 anos que deixaram marcas significativas até os dias de hoje.</p>



<p><strong>Notas</strong>:</p>



<p>1 É importante demarcar o uso do termo “raça” enquanto um conceito relacional, e não biológico.&nbsp;</p>



<p>2 ALMEIDA, Silvio Luiz de.&nbsp; <strong>O que é racismo estrutural?. </strong>Belo Horizonte (MG): Letramento, 2018.</p>



<p>3 É a soberania de decidir quem deve viver e quem deve morrer através do exercício de poder, sobretudo Estatal/institucional. Ver mais em: MBEMBE, Achile. <strong>Necropolítica: </strong>biopoder, soberania, estado de exceção, política de morte. Arte &amp; Ensaios. Revista do PPGAV/EBA/UFRJ. N. 32. 2016<strong>.</strong></p>



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<p><strong>Luan Pedretti</strong> é professor de História, militante do Movimento negro em Juiz de Fora pelo Coletivo Negro Resistência Viva e pela Frente Preta da UFJF.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/a89c8-publi-bodoque2.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4736" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4977" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>Corpo e Espírito são Soberanos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Jongo]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Kasemiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Hélio Rocha</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>“&#8230;o único propósito com o qual se legitima o exercício do poder sobre algum membro de uma comunidade civilizada contra a sua vontade é impedir o dano a outrem. [&#8230;] Sobre si mesmo, sobre o seu próprio corpo e espírito, o indivíduo é soberano.”</em></p>



<p class="has-drop-cap">Esta frase pode ser atribuída, por qualquer desses neoconservadores que agora se consideram os guardiões da moral que reconduzirá o Brasil ao caminho do progresso, e que ora se arvoram no Poder na figura de Jair Bolsonaro, a um militante radical filiado ao Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), que tem o sobrenome Guarani Kaiowá no Facebook, que usa touca de crochê e fuma maconha em qualquer Institudo de Ciências Humanas (ICH) dos muitos espalhados pelo Brasil.</p>



<p>Muito provavelmente, não se dá muita importância a essa citação nesses “think thanks” da direita, como os institutos Mises ou Millenium, ou quando muito o interpretam à luz do controle do Estado sobre a economia.</p>



<p>De fato, aí está contido o viés liberal do controle estatal sobre as transações e especulações realizadas por quaisquer indivíduos livres e suas empresas, justamente porque esta é uma máxima do liberalismo. Seu autor é o norteamericano, protestante e conservador John Stuart Mill, que deixou, no século XIX, um dos mais importantes alicerces do liberalismo do século XX, sobre o qual se construiria as atuais sociedades nortamericana e europeia.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Entretanto, tais incautos ignoram, conscientes ou não, o forte argumento sobre moral e costumes circunscrito à afirmação. Quando Mill faz a defesa da liberdade do corpo e do espírito, tece uma argumentação que vai muito além do dinheiro, refletindo sobre a sociedade necessária para que fluam os capitais livremente, contribuindo para o crescimento da economia e o enriquecimento das nações, no escopo lançado por Adam Smith.</p>



<p>Ou seja, quando se discute Stuart Mill nos dias de hoje, evoca-se seu desejo de que o ser humano decida sobre o seu corpo e espírito sem a interferência de outras pessoas e, sobretudo, sem o Estado. Ora, se esse indivíduo é homem ou mulher, negro, branco, ou índio, se sua identidade e gênero é A, B ou H, isto diz respeito apenas e unicamente a ele, indivíduo, não cabendo o julgamento de outrem. Em que pese que, no contexto da época, isso se referisse às questões abolicionistas e de emancipação da mulher na sociedade americana do pós Guerra Civil, essa premissa reivindica, de forma ampla, que a moral e o Estado não sejam barreira para a inclusão que visa à produção e ao consumo, fazendo girar de forma mais eficaz a roda do capitalismo.</p>



<p>Portanto, quando tais grupos do Brasil atual, que se dizem liberais, atacam minorias raciais ou de gênero, ou dão suporte à censura como ocorreu em 2017 na exposição Queermuseu do Rio Grande do Sul, ou atacam artistas, como se passou esta semana com a charge de Carlos Latuff exposta por ocasião do Dia da Consciência Negra no Congresso Nacional (em que o desenho de um negro assassinado por um Policial Militar foi depredado por um deputado federal do PSL), negam uma das principais premissas do liberalismo: a soberania do indivíduo sobre o corpo e o espírito.</p>



<p>O Brasil de hoje é regido por um casamento de liberalismo econômico com conservadorismo nos costumes que desfigura os fundamentos mais importantes da organização social nos países mais lembrados pela classe média como exemplos de sociedade. Isso vale, inclusive, para a guerra às drogas que sustenta o genocídio da população negra das periferias, denunciada por Latuff e atacada no Congresso. Isto porque, na venda e consumo de drogas, nada mais há que uma relação entre dois indivíduos, um interessado em vender e outro em comprar um produto que, se há de lhe fazer mal, isso não diz respeito aos demais, a menos que resulte em ameaça à ordem social. A julgar pelo amplo consumo de maconha nas classes médias e, menor, porém igualmente considerável, de cocaína nos núcleos mais abonados da pirâmide social, nota-se que a sociedade continua de pé.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">E, se o argumento é de que o uso indiscriminado de determinadas drogas por grande parcela da sociedade, aí sim, ameaçaria a ordem social, neste caso a resposta é de que há de se investir em educação e conscientização para a não procura por essas substâncias. E se ela há de ser proibida, há de ser quebrada toda a estrutura que a mantém circulando no país. Não há de simplesmente ser morto o vendedor que é o ponto final de sua cadeia, o qual recorre a esse produto porque há quem queira comprar, e não muito quem esteja disposto a correr os riscos de vender, restando esta tarefa a quem nasceu pobre e não considera ter muito a perder.</p>



<p>Enquanto essa for a estrutura social do Brasil e o contexto da circulação das drogas no país, não se pode não conceber o tráfico como resultado das relações de troca entre corpos e espíritos soberanos e, se a parte mais frágil dessa relação é perseguida e assassinada pelo Estado, a crítica de Latuff é pertinente. E, ainda que não o fosse, seu espírito seria soberano, inclusive no erro. Não devendo, pois, ter sua charge atacada.</p>



<p>Assim reza o postulado liberal de John Stuart Mill, revisitado no Brasil do século XXI.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Hélio de Mendonça Rocha</strong> é jornalista. Atua como repórter de meio ambiente e direitos sociais para a revista Plurale e como analista político para os jornais Brasil 247 e El Siglo de Chile. Foi correspondente internacional na China em 2019.</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4977" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<item>
		<title>Reminiscências: Danças Populares e o processo Civilizatório no Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Danças populares]]></category>
		<category><![CDATA[Frederico Lopes]]></category>
		<category><![CDATA[negro no Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Frederico Lopes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em>Texto criado originalmente para a exposição: Reminiscências: Danças Populares e o processo Civilizatório no Brasil, No Memorial da República Presidente Itamar Franco.</em></p>



<p class="has-drop-cap">A máquina colonial estabelecida no Brasil, eufemizada sob o pretexto de processo civilizatório, categorizou o negro e o indígena como propriedade, selvagem e sem alma. Dentro da lógica do empreendimento colonial, a prosperidade econômica estava diretamente ligada ao aumento da demanda por mão de obra escrava. Por esse motivo, o negro se tornou peça valiosa para construção da economia brasileira, pois o tráfico era uma atividade extremamente rentável para portugueses, brasileiros e traficantes de outras nações, justamente por conta do aumento da atividade agrícola colonial, exigindo um maior número de escravizados.</p>



<p>Entretanto, muito além da perspectiva histórica que se debruça sobre a relação entre o continente africano e o americano, esta mostra pretende observar aspectos estruturais de tradições culturais brasileiras que surgiram a partir desse período, considerando o movimento de criação de bailados populares como um evento decorrente desse processo e que hoje faz parte do folclore nacional. Portanto, dentre as variadas particularidades da cultura popular brasileira, Reminiscências pretende lançar luz sobre as entrelinhas deste processo, revelando, na minúcia da criação das danças populares, a intenção do colonizador de catequizar e aculturar para dominar, enquanto, por outro lado, neste mesmo movimento, os negros e índios escravizados encontravam, nos arquétipos de sua cultura materna, a força de sua resistência.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Voltamos então nosso olhar para os cortejos de Congadas e Moçambiques durante a celebração das festas de Nossa Senhora do Rosário –&nbsp; entendendo a manifestação como um documento performático da construção da identidade cultural nacional, buscando esclarecer o lugar que ocupa no tecido social brasileiro, bem como na história da República do Brasil. A partir deste lugar, podemos observar essas reminiscências do passado nos cortejos atuais, a ação do colonizador sobre o colonizado e seu revés, tendo em vista que a Cultura Negra no Atlântico fomentou sincretismos culturais, e, em alguns casos, africanizou o homem branco.</p>



<p>Percebendo como cicatrizes abertas, as celeumas herdadas desse processo, temos, ao longo das distintas temporalidades históricas, o processo civilizatório no Brasil estendendo suas lacunas até os dias atuais, alimentando movimentos sociais diversos e fomentando discussões políticas. Em sua atuação como Senador da República na década de 1980, Itamar Franco proferiu diversos discursos, compilados em “O Negro no Brasil Atual” (1980), sobre&nbsp; questões relativas à situação do negro no Brasil, ressaltando a necessidade de reconhecer o importante papel do negro para a cultura nacional, além&nbsp; de problematizar a ocupação periférica dessa parcela da população no planejamento de políticas públicas pelo Estado. Vale destacar sua preocupação constante com a área da cultura, especialmente em seu mandato como prefeito de Juiz de Fora na década de 1960, promovendo grandes festivais de música, cinema e incentivando manifestações culturais com identidade mineira.&nbsp;</p>



<p>Celebrando a Semana Nacional de Museus, promovida pelo Instituto Brasileiro de Museus (IBRAM), com o tema: Museus como núcleos culturais: O Futuro das Tradições, o Memorial da República Presidente Itamar Franco reúne obras dos artistas: Cris Nery, Diana Landim, Enio Tavares, Lívia Monteiro, Gabriela Lemos, Marcelo Feijó, Marcos Languanje; além de esculturas do Museu de Cultura Popular do Fórum da Cultura da UFJF e indumentárias utilizadas nos cortejos, propondo descortinar as entrelinhas das narrativas da história colonial brasileira, revelando a beleza e resiliência de tradições culturais de matriz africana e indígena. Com esta mostra, entendemos que já estamos no futuro destas tradições, presos, no entanto, a problemas e discussões cuja origem está localizada na raiz de nossa fundação.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img fetchpriority="high" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/906a4-img_0082.jpg?resize=768%2C512&#038;ssl=1" class="wp-image-5185" width="768" height="512" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Fotografia por: Larissa Noé</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/IMG_0081.jpg?fit=970%2C647&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5186" width="728" height="485" /><figcaption>Fotografia por: Larissa Noé</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/IMG_0032.jpg?fit=970%2C647&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5187" width="728" height="485" /><figcaption>Fotografia por: Larissa Noé</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/IMG_0093.jpg?fit=970%2C647&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5188" width="728" height="485" /><figcaption>Fotografia por: Larissa Noé</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/IMG_0017.jpg?fit=970%2C653&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5189" width="728" height="490" /><figcaption>Fotografia por: Larissa Noé</figcaption></figure>



<p><strong>Referências</strong>:</p>



<p>PEREIRA, Edimilson de Almeida; JÚNIOR, Robert Daibert. <strong>Depois, o Atlântico: modos de pensar, crer e narrar a diáspora africana. </strong>Juiz de Fora: Ed. UFJF, 2010.</p>



<p><strong>A Congada é do Mundo e da Raça Negra: Memórias da Escravidão e da Liberdade nas Festas de Congada e Moçambique de Piedade do Rio Grande</strong> – MG (1783 – 2015). Lívia Nascimento Monteiro. 2016.</p>



<p>ARAÚJO, Alceu Maynard. <strong>Folclore I: festas, bailados, mitos e lendas &#8211; </strong>3ªed. &#8211; São Paulo: Martins Fontes, 2004. &#8211; (Coleção raízes)</p>



<p><strong>A origem mítica das festas de Congada e as memórias da escravidão no tempo presente em Minas Gerais Lívia Nascimento Monteiro Doutoranda em História</strong> – UFF e Bolsista CNPq Membro do Grupo de Pesquisa CULTNA– Cultura Negra no Atlântico.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Frederico Lopes</strong> é Artista, educador. Trabalha no Memorial da República Presidente Itamar Franco e é fundador da Bodoque Artes e ofícios.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/747d3-publi-bodoque3.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg7_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4982" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>A Arte não Pede Licença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 24 Nov 2019 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura popular]]></category>
		<category><![CDATA[Jongo]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Kasemiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Caroline Stabenow</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Intervenção Urbana, é o nome que se dá da interação de algum objeto (geralmente em espaço público ou monumento), com as ideias do ser criativo. É uma proposição artística juntamente com algo já pré existente, que tem como objetivo lançar novas percepções sobre o espaço, cenário ou que simplesmente visa questionar e/ou transformar significados e expectativas da sociedade e seu senso comum. Geralmente, vem sempre seguida de um caráter ideológico, político ou social.</p>



<p>Na década de 70, no bairro de Bronx em Nova Iorque, surgia o então conhecido estilo musical Hip Hop. O jamaicano Kool Herc, então DJ àquela época, realizou uma festa em que decidiu tocar apenas a parte instrumental e os breaks de músicas de funk e soul daquela. James Brown, Jamens Clinton faziam parte do repertório. A partir daí, o Hip Hop se tornou uma grande potência, não só presente no ramo musical, mas compondo as fileiras da moda, arte e dança. Depois da década de 90, as intervenções urbanas no Brasil tomaram grande forma, principalmente após a formação dos coletivos artísticos.</p>



<p>Assim como <em>Break Dance</em> é uma linguagem dentro da cultura Hip Hop, outra expressão artística advinda é o <em>Grafitti</em>. Basicamente, o Grafite são pinturas feitas à mão sobre um muro, parede, monumento, estátua, ou qualquer elemento que esteja na via pública. Na maioria da vezes, sua produção é voltada para uma crítica social.</p>



<p>Norman Mailler, um consagrado escritor norte-americano, definiu o grafite como: &#8220;uma rebelião tribal contra a opressora civilização industrial&#8221;.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Sinto que tenho alguns privilégios como fotógrafa. Privilégios esses, que na maioria das vezes sobrevêm com máxima sutileza. É preciso estar atenta para perceber e receber tais dádivas. Ter a oportunidade de entrar no íntimo e pessoal de tantas pessoas, seus costumes, seus cheiros, olhares, histórias, contos, causos, suas amarguras e deleites, pra mim, sem dúvida é a maior das dádivas.</p>



<p>Parecia-me tudo esquematizado. O precedente bate papo com a comunidade. A procura pelo lugar certo. A preparação do material, (que tenho a audácia de dizer, uma das minhas partes preferidas). Repleto de inquietação era o cuidado envolvido na escolha das cores. Logo se ouviu o famoso e irreverente barulho da lata de spray sendo balançada. Em seguida, o cheiro forte da tinta e mais fortes ainda eram os traços que iam se criando. Formas, contornos e linhas. Um dança com passos medidos por cheiro, cor e suor do corpo. Externizava-se a arte através dos poros.</p>



<p>A criança, o velho, a dona de casa. Olhos ativamente curiosos. O passo apertado era diminuido para contemplar os murais coloridos. E da boca saia: &#8211; Ei, tem um muro lem casa! Quando vai pintar lá? Em poucos minutos a tinta virou arte, eternizou-se em meio a periferia. Encravou. Transmitiu. Disseminou. Inquietou a mente de quem passava.</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Ronaldo Gentil, um dos pioneiros na arte do grafite no estado do Espírito Santo diz &#8221; Estamos em busca de uma identidade e algo que poderíamos afirmar que é nosso. Pode parecer mania mas é pertencimento. Buscamos o máximo da nossa relação com o lugar que nos criou. Não somos só indivíduos em uma cidade, somos parte dela. Por isso sorrimos em todos os lugares&#8221;.</p>



<p>Por fim, os autores e artistas com sua obra terminada, ao olhar em volta, orgulhosos, sorriram.</p>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c4b1c-photo5102616474626926612.jpg?resize=950%2C633&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-5104" width="950" height="633" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926611.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5105" width="970" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926610.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5106" width="969" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926609.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5107" width="970" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926608.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5108" width="969" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926607.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5109" width="970" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926606.jpg?fit=682%2C1024&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5110" width="682" height="1023" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926605.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5111" width="969" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926604.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5112" width="969" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926603.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5113" width="969" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926602.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5114" width="969" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926601.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5115" width="970" height="646" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i1.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/photo5102616474626926600.jpg?fit=970%2C646&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5116" width="969" height="646" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Caroline Stabenow</strong> é Médica Veterinária por formação. Fotógrafa, humanista, voluntária. Amante de leitura, música, vira latas e um bom café preto.</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0e0a3-aajude.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-2693" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



<hr class="wp-block-separator" />



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg3_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4979" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-medium-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color"><em>Apoie pautas identitárias. Em tempos de cólera, amar é um ato revolucionário.</em></p>
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		<title>A Consciência: Um Lugar de Memória Negra</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 20 Nov 2019 20:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 001, N 024]]></category>
		<category><![CDATA[Drops]]></category>
		<category><![CDATA[consciência negra]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Jongo]]></category>
		<category><![CDATA[Laura Kasemiro]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Laura Kasemiro</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">Pinheiral é uma cidade localizada na região do Vale do Paraíba, no interior do estado do Rio
de Janeiro. O pequeno município conta com menos de 25 mil habitantes e uma alcunha
notável: é considerada a capital estadual do Jongo. ​No ano de 2015, foi fundado nas ruínas
da antiga fazenda de café, o ​Parque das Ruínas da Fazenda São José do Pinheiro (Ruínas
do Casarão), que abriga um memorial na forma de uma roda de jongo. O projeto do artista
visual André de Castro conserva a memória de uma vivência afrodescente da cidade em
uma exposição a céu aberto, contando a história da fazenda e da época da pós abolição na
região.
</p>



<p>A Fazenda de São José do Pinheiro pertenceu ao Comendador José de Souza Breves,
construída em 1851, se destacava pela impotência e pela soberba de suas dependências,
sendo citada por escritores como Emílio Zaluar como “um palácio elegante e suntuoso
como qualquer palacete da Corte”. O casarão contava com oficinas, capelas, um hospital,
salões e os tradicionais terreiros de café. Durante seu período de atividade, existiram na
propriedade dois mil escravos, dos quais 30 eram destinados ao serviço doméstico. Além
disso, ficou famosa a existência de uma orquestra formada por negros que aprenderam a
arte da música com um professor contratado pelo comendador. Contudo, nos anos de 1986
e 1990, a construção original foi destruído por incêndios, resultando em um prédio em
ruínas e algumas lendas locais sobre fantasmas, barulhos de correntes e objetos que se
movem. Hoje o espaço comporta um Instituto Federal (Colégio Agrícola Nilo Peçanha), e o
Parque das Ruínas, uma nova atração turística.
</p>



<p class="has-text-color has-background has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Além da exposição, o memorial conta com a atuação do projeto Passados Presentes, que
tem como objetivo reconhecer as histórias do povo negro e estimular o turismo de memória
no Rio de Janeiro. Foram desenvolvidos um aplicativo para celular que permite a interação
com o monumento, e quatro roteiros que possibilitam ao visitante transitar por outras
exposições do projeto em outras cidades.
</p>



<p>“O projeto Passados Presentes foi elaborado a partir do Inventário dos Lugares de Memória do Tráfico Atlântico de Escravos e da História dos Africanos Escravizados no Brasil, &#8211; um trabalho coordenado por Hebe Mattos, Martha Abreu e Milton Guran, no Laboratório de História Oral e Imagem da Universidade Federal Fluminense (LABHOI/UFF), com apoio do Projeto Rota do Escravo, da Unesco, em 2014.” &#8211; ​<a href="http://passadospresentes.com.br/site/Site/index.php">http://passadospresentes.com.br/site/Site/index.php </a></p>



<p>Eu cresci em Pinheiral e estive presente no dia da inauguração do Parque das Ruínas, que foi celebrado com uma roda de capoeira e uma de jongo, além de um cortejo em celebração a Nossa Senhora de Santana e o lançamento e exibição do documentário “Conta um ponto”, que homenageia a história dos jongueiros. Com as fotografias que fiz neste dia (26/07/2015), elaborei uma colagem figurativa que adotou o formato de uma negra de turbante. O uso do turbante para as culturas afro-americanas e afro-brasileiras é um símbolo, além de resistência contra o racismo, também de afirmação de uma identidade coletiva. A partir disso, busquei criar um diálogo entre a construção de uma identidade afrodescendente, e o papel de consciências políticas, sociais e culturais ao combater mecanismos opressores como a invisibilização, a intolerância e o racismo. </p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8b047-turb.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4946" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>“Somos um dos poucos municípios onde o Jongo nunca ficou adormecido. Nós herdamos esta herança dos negros que foram escravizados aqui e esta tradição vem sendo passada de geração a geração desde a época da escravidão. Então a gente tem muito orgulho de preservar esta tradição e levar isso para o Brasil inteiro, pois nossos trabalhos não são feitos apenas aqui e nos municípios vizinhos, mas a nível nacional – disse Fatinha lembrando que, além do Dia Estadual do Jongo, Pinheiral é o único município que tem um Dia Municipal do Jongo. “O Jongo é a verdadeira história do povo negro e representa a luta pela liberdade na época da escravidão” &#8211; Maria de Fátima Silveira Santos (Representante do Creasf &#8211; Centro de Referência Afro do Sul Fluminense) &#8211; <a href="https://diariodovale.com.br/cidade/ruinas-de-casarao-em-pinheiral-sao-transformadas-em-memorial/">https://diariodovale.com.br/cidade/ruinas-de-casarao-em-pinheiral-sao-transformadas-em-memorial/ </a></p>



<p>A tentativa de silenciar as heranças deixadas pelos africanos é perpetuada por ideologias
nos tempos modernos, estas que muitas vezes são fruto da ingenuidade e da ignorância.
Por outro lado as tradições culturais e religiosas afro brasileiras são preservadas e
imortalizadas em diversos núcleos e cidades do país. ​A preservação dessas práticas
antepassadas resistem ao tempo, à intolerâncias ideológicas e à violências de todas as
formas. Que nós encontremos nossa força para combater as novas mordaças, no
conhecimento, na legitimação de vivências negras e na reverência de nossa ancestralidade.
</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/eaaad-dsc_0631.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4948" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/6b9f1-03.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4949" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7a93e-dsc_0661.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4947" data-recalc-dims="1" /></figure>



<hr class="wp-block-separator" />



<p><strong>Laura Kasemiro</strong> é estudante de artes, mas adoraria ser uma contadora de histórias </p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/"><img decoding="async" src="https://i2.wp.com/blog.artebodoque.com/wp-content/uploads/2019/11/PUBLI-BODOQUE3.png?fit=970%2C970&amp;ssl=1" alt="" class="wp-image-5017" /></a></figure>



<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Clique na imagem para acessar a loja virtual da Bodoque!</p>



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<p class="has-text-color has-background has-text-align-center has-large-font-size has-very-light-gray-color has-very-dark-gray-background-color">Galeria</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4473c-fotos-carol-copy-1.jpg7_-1-1021x1024.jpg?resize=950%2C953&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-4982" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p class="has-medium-font-size"><strong>Sobre a artista: </strong></p>



<p>Amanda Oliveira iniciou sua jornada com a Fotografia em 2005 e tem como norte em seu trabalho a cultura e a religião afro-brasileira na Bahia. Seu principal foco é relacionar essas duas vertentes com as comunidades litorais do estado baiano, como em uma das suas pesquisas autorais sobre os festejos populares para o orixá Yemanjá, divindade africana conhecida como rainha do mar.&nbsp;<br>Profissional desde 2009, recebeu o prêmio de 1o lugar no VIII Salão de Fotografia da Marinha do Brasil, possui obras permanentes no Memorial Pierre Verger da Fotografia Baiana e participou de 25 exposições, dentre elas: as internacionais &#8220;The Fifth Annual Exposure Photography Award&#8221;, no Museu do Louvre, Paris e &#8220;Scope International Conteporary Art Show&#8221; em Miami; &#8220;Olhares Afro Contemporâneos&#8221;, em São Paulo (BRA) e &#8220;IBEJI ERÓ&#8221;, em Salvador (BRA).&nbsp;<br>Além das exposições, é contribuinte do Coletivo Everyday Brasil, teve publicações no site da National Geographic Brasil e em outros veículos, como na revista alemã SportBild e na revista brasileira Amarello; participou de eventos de fotografia, como facilitadora de oficina no Festival Os Brasis em SP (Red Bull Station, São Paulo), no Simpósio de Comunicação Reconexo (Cachoeira, Bahia) e na Semana de Fotografia da Bahia na Caixa Cultural de Salvador.</p>



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