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	<title>Arquivos Ano 003, N 080 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>A prática esportiva nas telas de João Carriço</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Esporte]]></category>
		<category><![CDATA[João Carriço]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Vargas]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Renata Vargas</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-drop-cap">João Gonçalves Carriço (1886/1959) é mineiro de Juiz de Fora. Era cinejornalista, cartazista, cenógrafo, fotógrafo, exibidor, produtor cinematográfico e proprietário do Cine Theatro Popular e da produtora Carriço Film. Em 23 anos ininterruptos (1933/1956) montou cinejornais que o transformou em um dos pioneiros do cinema em Minas Gerais e no Brasil. Atuou na construção do projeto nacionalista e trabalhista de Getúlio Vargas. Reconhecidamente, o Estado nos anos 1930 e 1940 produziu materiais que permitiram o surgimento de imagens enaltecedoras de Vargas. Esta representatividade pode ser vista nos cinejornais de Carriço.</p>



<p>No Catálogo da Cinemateca Brasileira (2001) consta o registro de 236 cinejornais do juiz-forano. Parte da produção de Carriço foi perdida ao longo dos anos. Entre os temas capturados por sua lente estão festas religiosas, militares e populares, como carnaval, Dia do Trabalho, e práticas esportivas. O volume da produção é representativo, além de ter contribuído para a popularização do público. Na época, o acesso ao cinema era elitizado. Quando Carriço adequou a funerária do pai para criar o Cine Popular com preços acessíveis ficou conhecido como “o amigo do povo” &#8211; nos intervalos distribuía café e bombons. Ele defendia acesso à diversão como direito à cidadania e adotou os lemas: “filme que passa para um, passa para cem” e “Cinema do povo para o povo”. O slogan da produtora impacta até hoje: “Carriço Film, tudo vê, tudo sabe, tudo informa”.</p>



<p>Parte de seus cinejornais ganhou as telas do país. O material tinha distribuição nacional, através da Distribuidora de Filmes Brasileiros (DFB) e, mais tarde, pela UCB. Para escrever este texto, foram selecionados cinejornais, exibidos de 1934 e 1951. São 30 temas entre partidas de futebol, vôlei, tênis, basquete, corridas de carro, bicicletas, atletismo e ginástica escolar ou militar e a chegada do Flamengo ao Rio de Janeiro depois da excursão à Europa, em 1951. Os eventos atraiam muita gente presente nas arquibancadas, calçadas, varandas, janelas e marquises do ambiente urbano.</p>



<p>A preocupação com a educação física e a relação entre esporte e civismo marcaram o regime de Vargas. Nos anos 1920, a educação física passou a ser conectada com princípios da eugenia. A atividade era exaltada como fonte de energia e saúde, capaz de promover melhora nas qualidades físicas e morais na nova raça brasileira. Lúcia Lippi Oliveira (2019) reforça que a educação física também esteve ligada à segurança nacional. O Estado tentava se conectar com a juventude por meio do esporte, “considerado o principal meio capaz de criar o ‘homem novo’, criador e criatura do Estado Novo” (1937-1945). Eugenia e segurança nacional formaram o binômio central que iria contribuir para a formação do jovem “sadio, disciplinado, nacional” (p.358).</p>



<p>Entre as curiosidades presentes nos materiais estão:</p>



<p>&#8211; <strong>Vôlei feminino</strong>: em uma escola, mulheres bem vestidas na plateia, com chapéus e casacos de pele, olhares curiosos voltados para a câmera (um dos aspectos de seus registros era a possibilidade da população local “se ver” no Cine Popular, cujo público era formado por ricos e pobres, homens, mulheres e crianças). Jogadoras chamadas de “encantadoras senhorinhas” e outros adjetivos tentando inseri-las em um espaço ocupado pela graciosidade, fragilidade, beleza e merecedoras de cuidados. Em outra partida, a plateia é descrita: “A culta assistencia applaude com enthusiasmo as gentis jogadoras”. Interessante perceber que no ambiente escolar, a escolha das palavras nos leva a um local onde há a presença da intelectualidade, do culto ao saber. A torcida é composta por mulheres, homens e crianças.</p>



<p>&#8211; <strong>Futebol</strong>: uma partida entre times locais lotava a arquibancada. Carriço também acompanhou Tupi e Vasco com inúmeras imagens da torcida, formada por militares, mulheres, crianças e homens. Depois, Botafogo e Tupi. As arquibancadas estavam cheias e havia pessoas no gramado. Entre o público, mulheres com casacos de pele, autoridades civis e militares. Todos olham para a câmera e sorriem. Os mais simples também aparecem. Outro jogo, no período analisado, foi entre as equipes de Juiz de Fora e Belo Horizonte, uma “demonstração brilhante da técnica e da disciplina do futebol montanhês”</p>



<p>&#8211; <strong>Ciclismo</strong>: o texto mostra a importância da prática &#8211; “Juiz de Fora, a Pérola Mineira, também sabe dar valor ao sport”. Muita gente na rua, nas calçadas, crianças brincando diante da câmera. “Os vencedores são recebidos e acclamados com vivo enthusiasmo pelo povo em geral”, reforçando o reconhecimento aos atletas. Em outra prova, o público compareceu, assistindo das calçadas. Depois que as bicicletas passam, as pessoas invadem as ruas, em festa. Outra “interessante competição” foi o cliclismo dos entregadores. Valorizar trabalhadores era uma das premissas de Vargas. Promover uma corrida com entregadores era enaltecer a categoria. As imagens contribuem para isso &#8211; uma cidade com primorosa arquitetura com seus casarios belíssimos e muitas árvores – cenas histórias de uma cidade que não existe mais.</p>



<p>&#8211; <strong>Tênis</strong>: o clube Dom Pedro foi considerado como “O mais confortavel da cidade”. As presenças femininas recebem destaque textual: “Gentilissimas torcedoras aplaudem com delirio os jogadores em campo”. Uma divisão de gênero e das funções sociais que cada esfera ocupa na década de 1930.</p>



<p>&#8211; <strong>Ginástica em escolas</strong>: “Varios aspectos da selecta assistencia o mais fino ornamento de nossa sociedade”. As cenas são das pessoas no pátio, crianças uniformizadas desfilando ou passando em revista e o público observando a movimentação. “Gymnastica, interessantes numerosos de sueca, rithymica e de bastão”. As crianças se apresentam num movimento sincronizado de abrir e fechar de braços.</p>



<p>&#8211; <strong>Basquete</strong>: Muita gente assistindo, até nos muros. As mulheres receberam créditos &#8211; “Graciosas e gentis torcedoras que são surprehendidas pela nossa objectiva”. O público foi reverenciado &#8211; “Lindos aspectos da selecta assistencia ali presente”, com imagens do público em volta da quadra.</p>



<p>&#8211; <strong>Corpos em movimento</strong>: festa no 2º Batalhão da Força Pública de Minas, com exercícios dos “briosos” soldados. Braços para cima, para baixo, corpo de um lado, do outro. Armas para cima, para baixo. E a câmera acompanhando tudo.</p>



<p><strong>&#8211; Atletismo: </strong>Atletas correndo pelas ruas além de pessoas comuns e crianças. A única mulher coloca medalhas nos atletas. A população olha para a tela, aponta e sorri. Homens de terno e gravata tiram seus chapéus para saudar a câmera.</p>



<p>&#8211; <strong>Hipismo: </strong>“Esteve presente a esta festa elevado número de pessoas da nossa elite social assim como altas autoridades e representantes da imprensa”. Nas imagens, pessoas no gramado, carros estacionados e grupos de homens, mulheres e crianças. A presença da bandeira é uma importante força simbólica do Estado nacional.</p>



<p>&#8211; <strong>Corrida de carro: </strong>A Prova Automobilística Getúlio Vargas fez uma passagem estratégica pela cidade parceira aos ideais getulistas. O ex-presidente deu nome à outra atração esportiva. O Segundo Raid Automobilístico Getúlio Vargas trouxe a Juiz de Fora concorrentes de peso: Chico Landi, Júlio e Catarino Andreata, Francisco Marques e Aristides Bertel. As ruas foram tomadas e houve disputa do espaço nas janelas e nas marquises. As cenas são ótimas pela curiosidade de uma corrida no ambiente urbano, mas o destaque são os populares lotando ruas e avenidas e se divertindo com as câmeras.</p>



<p>&#8211; <strong>Flamengo: </strong>Carriço foi ao Rio de Janeiro acompanhar o retorno “do Flamengo vitorioso”. A equipe filmou a chegada do time de futebol após turnê na Europa. Pessoas acenavam para o avião que trouxe uma bandeira do Brasil na janela do piloto. O registro representa a importância do tema. A produtora teve que ir à capital federal, sem falar na associação do Flamengo, que tinha a simpatia de Vargas, com a bandeira brasileira posta na aeronave. A informação subjetiva contribui na associação do time rubro-negro à equipe representativa da nação.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://bodoqueonlineart.files.wordpress.com/2021/12/99874-whatsapp-image-2021-02-28-at-07.53.33.jpeg?w=950&#038;h=670" alt="" class="wp-image-14385" data-recalc-dims="1"/><figcaption>Coleção Carriço Film &#8211; Arquivo Fotográfico do Museu Mariano Procópio</figcaption></figure>



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<p><strong>REFERÊNCIAS</strong></p>



<p>ADORNO, T. <em>Educação e emancipação</em> (1956-69/2020)</p>



<p>KANT, I. <em>O que é Esclarecimento?</em> (1783/1985)</p>



<p>SAFATLE, V. <em>Maneiras de transformar mundos: Lacan, política e emancipação </em>(2020)</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4c9cc-ewewe.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14383 size-full" data-recalc-dims="1"/></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Renata Vargas </strong></strong></strong>é jornalista e professora do UniAcademia. Doutoranda em História pelo PPGHIS/UFJF. Integrante do grupo de pesquisa Brasil Republicano – Pesquisadores em História Cultural e &nbsp;Política, da Universidade Federal Fluminense (UFF/RJ). Mestre em Comunicação, pela UFJF.</p>
</div></div>



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		<title>E.MAN.CI.PA.ÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[Emancipação]]></category>
		<category><![CDATA[Ideologia Política]]></category>
		<category><![CDATA[Micael Correia]]></category>
		<category><![CDATA[Psicanálise]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Micael Correia</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>Receio que não nos livraremos de Deus,</em><br><em>pois ainda cremos na gramática.</em><br><br><em>Nietzsche</em></p>



<p>Não é grande descoberta notar que um certo tipo de ideologia <em>emancipatória</em> está impregnada em nossa fantasia <em>política</em> sob a forma de representações que se deslocam até descaracterizarem a realidade e torná-la o modelo ideal de uma sociedade pacífica — sob as custas do ocultamento de uma série de opressões. Essa é uma versão tácita de <em>construção de mitos </em>que diluem <em>biopolítica </em>como cordialidade, <em>racismo </em>como miscigenação, <em>colonização </em>como encontro, concorrência como estado de natureza e virtude mercadológica. Não é de se espantar que <em>emancipação </em>tenha virado mais um termo retórico de ocultamento.</p>



<p>Nesse contexto, a realização de sujeitos emancipados pode se efetivar somente de maneiras pré-ordenadas, de modo que o próprio estado de coisas não necessite progredir para novas versões, uma vez que já se encontra, por assim dizer, em seu <em>instante final</em>, apenas dificultada por obstáculos de gestão ou pela ausência de um sistema político A ou B em seu estado absoluto.</p>



<p>É justamente o cálculo dessa <em>pseudoemancipação</em> o fermento ideológico que opõe o ato transformativo a uma manutenção do estatuto do poder. Mas por que isso acontece? Por que as nossas lutas políticas e sociais se limitam a casos particulares de ascensão social ou de visibilidade midiática? Por que os esforços emancipatórios parecem tão limitados a condições jurídicas? Por que os empuxos que acenam uma nova ordem são, na maioria das vezes, experimentados como uma falta-a-gozar ou como ensejo tirânico-ditatorial?</p>



<p>Talvez a própria forma pela qual herdamos a discussão e até a descoberta da necessidade de emancipação nos comunique a origem da defasagem entre o conceito, o esforço e a experiência emancipatória concreta.</p>



<p>Atribui-se a Kant a abertura desse horizonte normativo. No pensamento kantiano a emancipação estaria ligada à <em>superação da menoridade ou da tutela </em>(KANT, 1783/1985), conquanto estas seriam auto-incompatíveis com os homens e condicionadas pela falta de <em>esclarecimento. </em>O esclarecimento seria o recurso que libertaria o indivíduo da orientação de outrem para a condução de sua inteligibilidade, mesmo quando sua menoridade for caracterizada pela falta de coragem ou de decisão. Em outras palavras, emancipar-se seria tornar-se apto à ação regulada pela vontade de cada um em meio à trama social. Esta ideia ainda se assemelharia com uma certa noção de <em>autonomia</em> arbitrada pela coerente internalização dos regimes sociais, das leis, dos padrões normativos e por uma autorregulação ante à lugares fixos de autoridade.</p>



<p>Pensar assim, no entanto, acabaria por equalizar <em>emancipação</em> a concepções que suporiam o poder de agenciamento de si, de tomada de decisão e de relação autônoma com as leis. Nesses termos, a imposição da lei é determinante: seria inadmissível pensar uma emancipação <em>para além </em>da lei, uma vez que a lei é seu limite intransigente; a emancipação <em>depende</em> da função de reconhecimento da lei para existir. Emancipar-se só <em>para dentro</em> da lei é característico de uma sociedade que só se permite afetar por condições existentes.</p>



<p>O equívoco aqui é que essas condições fazem acreditar-se apenas nelas mesmas. Esse elemento ideológico que supõe uma emancipação enquanto conservação dos sistemas-mundo de poder é nada mais que a garantia de sua perpetuação, a educação de seus futuros herdeiros.</p>



<p>Apesar de incorporar o sentido emancipatório ao seu pensamento sobre educação, Theodor Adorno não se recusa a criticar a variante ruim que uma <em>pseudoemancipação</em> poderia produzir no processo formativo. Para ele, a contradição entre <em>o compromisso em relação à ordem</em> e o<em> rompimento com a autoridade</em> é nada mais que uma <em>sabotagem </em>do ideal emancipatório, que, mesmo em Kant, deveria ser pensando como um <em>devir</em>, uma abertura ao <em>inexistente</em>. Ele também rejeita a expectativa de ruptura através do simples protesto contra a autoridade.</p>



<p>Pois isso seria — agora com Lacan —  nada mais que uma insubmissão <em>histérica</em> direcionada aos ocupantes do poder sob a forma de questionamento ao outro, algo que não afetaria em nada suas estruturas de dominação a não ser seus agentes.</p>



<p>Na verdade, se quisermos pensar <em>emancipação</em> como um horizonte efetivo de resistência e de superação, deve-se começar pela recusa mesma de seus programas controlados que comportam práticas mínimas de transformação e de existência, na medida em que eles supõem uma transmissão de lugares que trocam de agentes dominadores sem mudar a estrutura que a permite. São os “<em>raios da roda</em>” na marcante fala de Daenerys Targaryen (<em>Game of Thrones —  série de TV</em>) que “<em>esmaga o que está embaixo</em>”, para quem a verdadeira prática emancipatória consistiria em “<em>quebrar a roda</em>”. Essa é uma das lições na implicação política do conceito lacaniano de <em>ato analítico (ou ato revolucionário) </em>lido por Vladimir Safatle (2020). Do que adianta, diria ele, mudar os agentes-sujeitos se quem age é a gramática que age através de nós? <strong>Emancipar-se não é simplesmente deliberar conscientemente e<em> recuperar a enunciação</em> como um salto da menoridade social</strong><em>. </em>Esse é o equívoco<em>.</em> Emancipar é uma espécie de ato subversivo de<em> recusa </em>e de<em> “instauração de uma nova gramática de poder na vida social” (SAFATLE, 2020, p. 134)</em>.</p>



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<p>REFERÊNCIAS</p>



<p>ADORNO, T. <em>Educação e emancipação</em> (1956-69/2020)</p>



<p>KANT, I. <em>O que é Esclarecimento?</em> (1783/1985)</p>



<p>SAFATLE, V. <em>Maneiras de transformar mundos: Lacan, política e emancipação </em>(2020)</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/9d309-micael-correia.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14286 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong>Micael Correia&nbsp;</strong></strong></strong>tem 22 anos e é um escritor não-autorizado. Faz graduação em Psicologia e nutre interesse por Psicanálise, Cultura e Religião.</p>
</div></div>



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		<title>#AlôFamília &#8211; Preconceito</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/02/28/alofamilia-preconceito/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[#AlôFamília]]></category>
		<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[Carolina Medeiros]]></category>
		<category><![CDATA[Homofobia]]></category>
		<category><![CDATA[lésbica]]></category>
		<category><![CDATA[Preconceito]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Carolina Mary Medeiros</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Eu vou te contar que você não me conhece. E seu ódio por mim talvez venha desse desconhecimento. Eu mesma também não lhe conheço, mas só de olhar assim, a gente já pensa um monte de coisas, né? Coisa estranha, isso do preconceito. Às vezes penso que ele, o preconceito, é só o que seu nome mesmo explica: um conceito prévio dos que não ultrapassam as barreiras do entendimento do outro. É só a gente se olhar assim, meio torto, e já vem aquele monte de estereótipos na nossa mente. Aí pronto… nasce o maldito preconceito. E é duro de morrer, viu?</p>



<p>Deixe-me tentar um outro caminho. Prazer! Eu sou a Carolina. Mulher, cisgênero (dá um google), 44 anos, branca, suburbana, carioca, professora, atualmente diretora de escola federal aqui do Rio mesmo, casada há 19 anos, mãe de uma menina de 11 anos e uma cachorrinha filhote que dá muito trabalho. E sou lésbica. Tomou um susto? Essa palavra assusta, né? Também me assustou quando descobri, ainda na adolescência, o que eu era. Porque pra nós também é assim, sabe, no susto mesmo. A gente não escolhe gostar, amar, sentir atração por alguém do mesmo sexo que a gente. A sexualidade humana se forma mesmo diversa e a partir de inúmeras experiências psicossociais, que vivenciamos em sociedade e nos afetam o psicológico das mais diferentes formas. Juro que, diante do tanto que se sofre nesse nosso mundo por ser diferente, às vezes penso que, se tivesse escolha, seria &#8220;normalzinha&#8221;, do jeitinho que mamãe queria.&nbsp;</p>



<p>E tentei. Ah, se tentei! Porque quando a gente descobre que ama diferente de todo mundo que você conhece, que seu tipo de amor não aparece nos beijos românticos das novelas de TV, que sua mãe diz que tem nojo de mulher assim e que desde pequena só de você andar alguém já grita &#8220;sapatão!&#8221; e você nem entende o motivo, porque seu pé é pequeno… ah, meu amigo… tudo que a gente quer é que esse pesadelo acabe e você se case de noiva com o primeiro Ze Mané que aparecer. Mas não funciona. A gente não consegue. Aí a gente se conforma com o que é e tenta viver… ou sobreviver.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Demora até a gente entender que o jeito de amar de cada um é diferente. E tudo bem com isso. Demora se olhar no espelho e se sentir bem consigo mesma, sem se achar esquisita. Demora até digerir o &#8220;sapatão&#8221; da infância e ressignificá-lo em uma das tantas formas de amar. E é por isso que tem que ter casais como o meu na TV. Por isso que tem que ter programas que falem sobre adoção por homossexuais. Porque a minha filha existe, mesmo que ela não esteja nos comerciais de margarina. Por isso que tem que ter lei que diga que temos os mesmos direitos. Que nos protejam dos ódios de quem nem nos conhece, mas nos mata por aí. Não é chatice de militância mimizenta de Facebook. Tá bom… tem militante chato pacas, tô sabendo. E eu até gostaria de concordar com você que somos todos iguais e não precisamos de leis ou ações afirmativas específicas. Mas a verdade é que morremos mais por causa de ódios homofóbicos, que temos menos oportunidades de emprego, que sofremos nas estatísticas dos estupros, no nosso caso, &#8220;corretivo&#8221;&#8230; Pois é. Com a gente, o buraco é mais embaixo.</p>



<p>E é por isso que estou fazendo esse texto. Nem é por mim. Nem sei se é por você. Quem sabe o nosso tempo já se foi cheio de erros, ódios e desencontros&#8230; Mas é pelos nossos filhos. Para que eles se conheçam num parque ou na escola e comecem de novo por nós. Para que a minha filha possa dizer ao seu filho que tem duas mães. Para que seu filho possa dizer que tem um pai e uma mãe. Para que o filho da minha amiga possa dizer que tem só mãe ou só pai ou dois pais. E eles sorriam com a leveza dos que se despem dos ódios antigos, porque se reconhecem pessoas iguais em humanidade e direitos, mas diferentes em possibilidades de amar e de viver.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/0a2a9-carolina-mary-medeiros.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14051 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Carolina Medeiros </strong></strong>é professora de História, graduada pela UFRJ, mestre em sociologia pela Uerj, atualmente Diretora do Campus Engenho Novo II, do Colégio Pedro II, esposa da Andreia, mãe da Luiza e da cachorrinha Flor.</p>
</div></div>



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		<title>NÃO TEVE CARNAVAL! MAS O QUE É (OU O QUE PODE SER) O CARNAVAL?</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[carnaval]]></category>
		<category><![CDATA[Luan Pedretti]]></category>
		<category><![CDATA[resistência negra]]></category>
		<category><![CDATA[vivências negras]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Luan Pedretti</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Em tempos normais, passado o Réveillon, já começaríamos ver a divulgação da programação dos blocos e de festas pré-carnaval. Todo ano surge o discurso de que “o ano só começa depois do carnaval” &#8211; mesmo que algumas atividades sejam retomadas dias ou até um mês antes da festa, como as aulas, por exemplo.</p>



<p>Não é novidade a pandemia da COVID-19, que, no momento de escrita desse texto, já tirou a vida de 230 mil brasileiros, e vem trazendo tragédia para diversos países do mundo. A principal recomendação para evitar a contaminação, como tem sido repetido desde março do ano passado, é o distanciamento físico. Levando em consideração o momento, é preciso que percebamos que não é momento de festejar, ou aglomerar. É preciso que tenhamos ações diferentes daquela cenas que vimos nas praias na virada de ano.</p>



<p>Mas para além da festa, o que é o carnaval? o que o carnaval representa?</p>



<p>Desde pequeno, crescendo entre evangélicos e católicos &#8211; ou seja cristãos &#8211; ouvi todos os tipos de referências ao carnaval. A festa da carne, a festa pagã, festa em que os demônios andam soltos. É preciso levar em consideração essa ideia cristã, daqueles que julgam e taxam o carnaval a partir de suas religiões. É preciso considerar também aqueles que simplesmente não gostam do carnaval. Mas é preciso entender que o carnaval é muito mais do que festa.</p>



<p>O sociólogo Clóvis Moura, em seu livro <em>A Sociologia do Negro Brasileir</em>o, dedica algumas páginas pra pensar o carnaval. Após debater sobre a ideia de <em>grupos específicos </em>e de <em>grupos diferenciados, </em>o autor aponta no carnaval &#8211; ou melhor, nas escolas de samba &#8211; um exemplo negativo de grupo diferenciado. No entendimento de Moura, os negros que se concentravam nas comunidades, percebiam nas escolas de samba uma forma de lazer e resistência, quando:</p>



<p class="has-text-align-right">“<em>os figurantes das diversas escolas, durante o carnaval, ao desfilarem,</em> <em>realizavam catarticamente o seu desejo de participação social,</em> <em>de integrar-se e dominar a cidade branca. [&#8230;]</em><br><em>era a dominação da cidade pelos habitantes do morro, através da sua organização e da sua contracultura.”</em><br>(MOURA, 2019. p. 180-181)</p>



<p>A partir da citação acima, podemos fazer algumas afirmações. A primeira delas é o carnaval, especialmente o surgimento das escolas de samba em torno de comunidades negras. E também um momento de contracultura, onde aqueles marginalizados tomavam o protagonismo da festa.</p>



<p class="has-text-align-right"><em>“O carnaval era, assim, sociologicamente, uma festa de integração, mas, especialmente, de um ponto de vista mais analítico, um ato de autoafirmação negra. [..] O negro, dessa maneira, não via o carnaval como uma simpels festa da mesma forma que o branco vê. Era, de certo modo, o momento mais importante da sua vida, do ponto de vista de autoafirmação social, cultural e étnica”</em><br>(MOURA, 2019. p. 181-182)</p>



<p><strong>Carnaval é resistência e autoafirmação negra!</strong></p>



<p>De acordo com Moura, as escolas de samba ganharam destaque depois da sociedade branca perceber o caráter organizacional delas. Se apropriaram, embranqueceram socialmente e ideologicamente a festa &#8211; principalmente depois do interesse de grandes empresas e grupos em cima da divulgação que a festa propõe. Por isso, Clóvis Moura apresenta as escolas de samba como “um exemplo de degradação” da cultura dos negros, quando este elemento deixa de ser resistência e expressão de um grupo e passa a atender, principalmente, a interesses privados.</p>



<p>Com relação aos apontamentos de Clóvis Moura, lembramos também escritos de Luiz Antônio Simas, onde no livro <em>O corpo encantado das Ruas </em>este discorre que:</p>



<p class="has-text-align-right"><em>O carnaval é perigoso. O controle dos corpos sempre foi parte do projeto de desqualificação das camadas historicamente subalternizadas como produtoras de cultura. Este projeto de desqualificação da cultura é base da repressão aos elementos lúdicos e sagrados do cotidiano dos pobres, dos descendentes dos escravizados e de todos que resistem ao confinamento dos corpos e criam potência de vida</em><br>(SIMAS, 2019, p. 110)</p>



<p>A desqualificação do carnaval parte do controle dos corpos pretos. Da desqualificação da cultura preta.</p>



<p><em>***</em></p>



<p>Encaminhando para as conclusões, além dos entendimentos que foram expostos acima, devemos pensar no carnaval como um momento de movimentação da economia para cidades turísticas. Vivemos em uma sociedade de capitalismo dependente, como entende Clóvis Moura. Com isso, até que este sistema caia, a população precisa sobreviver. O Carnaval como forma de trabalho também é elemento a se considerar, seja nos barracões de escolas de samba, seja nos dias de folia os diversos vendedores ambulantes, funcionários de transportes públicos, entre outros.</p>



<p>Outro ponto que podemos pensar do carnaval é a perspectiva política. Apesar dos apontamentos feitos por Clóvis Moura, algumas escolas de samba ainda trazem temas políticos para seus enredos, que muitas vezes são próximos da realidade de suas comunidades, por exemplo o desfile da Paraíso do Tuiuti de 2018 questionando a narrativa sobre a escravidão no Brasil, o desfile da Mangueira de 2019 questionando a História oficial do país, ou desfile da Mangueira de 2020 questionando a imagem do Jesus eurocêntrico.</p>



<p>O desfile das escolas de samba já nos mostrou diversas oportunidades de politização de temas e transformação destes em arte para se apresentar na avenida durante cerca de 60 minutos. Com um enredo, alegorias, fantasias, bateria e um samba enredo que dá o tom do discurso. Não são todas as escolas nem em todos os anos politizam seus debates, isso é algo que devemos considerar.</p>



<p>***</p>



<p>Mesmo levando em consideração tudo o que foi exposto acima, a certeza que já tínhamos é que, em 2021, não haveria carnaval; e não houve. Foi preciso que não houvesse carnaval em 2021. É preciso que a gente se solidarize com as famílias que perderam parentes durante esta pandemia. E é preciso que sejamos conscientes com relação à circulação do vírus.</p>



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<hr class="wp-block-separator" />



<p>REFERÊNCIAS:</p>



<p>MOURA, Clóvis. <strong>Sociologia do negro brasileiro. </strong>2. ed. São Paulo: Perspectiva, 2019.</p>



<p>SIMAS, Luiz Antonio. <strong>O corpo encantado das ruas. </strong>1. ed. Rio de Janeiro: Civilização Brasileira, 2019.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/581c8-luan-pedretti.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13805 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong>Luan Pedretti </strong></strong>é mestrando em Educação pelo PPGE/UFJF, professor de História, integrante do Movimento Negro em Juiz de Fora pelo Coletivo Negro Resistência Viva.</p>
</div></div>



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		<title>Dia Mundial de Zero Discriminação 2021 destaca o fim das desigualdades</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[Desigualdade Social]]></category>
		<category><![CDATA[Dia Mundial Zero Discriminação]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[UNAIDS]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>No&nbsp;Dia Mundial de Zero Discriminação&nbsp;deste ano, marcado sempre no dia 1º de março, o Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS) destaca a urgente necessidade de ação para acabar com as desigualdades em torno de renda, sexo, idade, estado de saúde, ocupação, deficiência, orientação sexual, uso de drogas, identidade de gênero, raça, classe, etnia e religião, que continuam a persistir em todo o mundo.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>A desigualdade está aumentando para mais de 70% das pessoas ao redor do mundo, o que agrava o risco de exclusão e prejudica o desenvolvimento econômico e social. A COVID-19 está atingindo com mais força as pessoas mais vulneráveis &#8211; mesmo com a disponibilização de novas vacinas contra a COVID-19, há grande desigualdade no acesso a elas. Muitas pessoas comparam essa situação a um apartheid de vacinas.</em></p>



<div style="height:33px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>No&nbsp;Dia Mundial de Zero Discriminação&nbsp;deste ano, marcado sempre no dia 1º de março, o&nbsp;<a href="https://unaids.org.br/2021/02/dia-mundial-de-zero-discriminacao-2021-destaca-o-fim-das-desigualdades/">Programa Conjunto das Nações Unidas para HIV/AIDS (UNAIDS)</a>&nbsp;destaca a urgente necessidade de ação para acabar com as desigualdades em torno de renda, sexo, idade, estado de saúde, ocupação, deficiência, orientação sexual, uso de drogas, identidade de gênero, raça, classe, etnia e religião, que continuam a persistir em todo o mundo.</p>



<p>A desigualdade está aumentando para mais de 70% das pessoas ao redor do mundo, o que agrava o risco de exclusão e prejudica o desenvolvimento econômico e social. A COVID-19 está atingindo com mais força as pessoas mais vulneráveis &#8211; mesmo com a disponibilização de novas vacinas contra a COVID-19, há grande desigualdade no acesso a elas. Muitas pessoas comparam essa situação a um apartheid de vacinas.</p>



<p>A discriminação e as desigualdades estão intimamente ligadas. A intersecção de formas de discriminação, seja ela estrutural ou social, contra pessoas e grupos pode levar a uma ampla gama de desigualdades &#8211; por exemplo, em relação à renda, índices educacionais, saúde e emprego. No entanto, as próprias desigualdades também podem levar ao estigma e à discriminação. É fundamental, portanto, que quando se busca reduzir as desigualdades, busque-se também lidar com a discriminação.</p>



<p>Pessoas de populações-chave são frequentemente discriminadas, estigmatizadas e, em muitos casos, criminalizadas e vistas como alvo sobre a aplicação da lei. Pesquisas têm mostrado que esta discriminação social e estrutural resulta em desigualdades significativas no acesso à justiça e nos resultados do estado de saúde.</p>



<p>Enfrentar as desigualdades e acabar com a discriminação é fundamental para acabar com a AIDS. O mundo está longe de cumprir o compromisso compartilhado de acabar com a AIDS até 2030 não por causa da falta de conhecimento, capacidade ou meios para vencer a AIDS, mas por causa das desigualdades estruturais que impedem soluções comprovadas na prevenção e tratamento do HIV.</p>



<p>Por exemplo, pesquisas recentes mostram que gays e outros homens que fazem sexo com homens têm duas vezes mais chances de adquirir HIV se morarem em um país com abordagens punitivas sobre a orientação sexual do que se viverem em um país com uma legislação favorável.</p>



<p>A Parceria Global para Ação para Eliminar todas as Formas de Estigma e Discriminação Relacionados ao HIV identificou seis cenários principais onde o estigma e a discriminação ocorrem e criam ou reforçam a desigualdade &#8211; o setor da saúde, o setor da educação, o local de trabalho, o sistema de justiça, famílias e comunidades e cenários de emergência humanitária.</p>



<p>Combater a desigualdade não é um compromisso novo &#8211; em 2015, todos os países se comprometeram a reduzir a desigualdade dentro e entre os países como parte dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS). Mas ainda não foi cumprido pelo mundo. Além de ser fundamental para acabar com a AIDS, o combate à desigualdade também avançará em relação aos direitos humanos das pessoas que vivem com HIV, tornará as sociedades mais bem preparadas para vencer a COVID-19 e outras pandemias, e apoiará a recuperação e estabilidade econômica. Cumprir a promessa de combater a desigualdade salvará milhões de vidas e beneficiará a sociedade como um todo. Para fazer isso, devemos enfrentar a discriminação em todas as suas formas.</p>



<p>Mas, para alcançar dignidade para todas as pessoas, as políticas econômicas e sociais precisam proteger os direitos de todas as pessoas e prestar atenção às necessidades das comunidades desfavorecidas e marginalizadas.</p>



<p>Acabar com a desigualdade requer uma mudança transformadora. São necessários maiores esforços para erradicar a pobreza extrema e a fome, e é preciso investir mais em saúde, educação, proteção social e empregos decentes.</p>



<p>Os governos devem promover o crescimento social e econômico inclusivo. Eles devem eliminar leis, políticas e práticas discriminatórias para garantir oportunidades iguais e reduzir as desigualdades.</p>



<p>Mas todos e todas&nbsp;podem&nbsp;fazer a sua parte, denunciando a discriminação , dando o exemplo ou defendendo a mudança da legislação. Todos&nbsp;têm um papel a cumprir para acabar com a discriminação e, assim, reduzir as desigualdades.</p>



<p>Não se pode alcançar o desenvolvimento sustentável e tornar o planeta melhor para todas as pessoas se as algumas forem excluídas da chance de uma vida melhor. No mundo de hoje, todas e todos estão conectados e conectadas. A desigualdade global afeta a todos e todas, não importando quem são&nbsp;ou de onde vem.</p>



<p>Neste&nbsp;Dia Mundial de Zero Discriminação, junte-se ao UNIADS&nbsp;para conscientizar sobre as desigualdades que impedem as pessoas de viver uma vida plena e produtiva, e exigindo que os governos cumpram seus compromissos e obrigações para acabar com todas as formas de discriminação.</p>



<div style="height:30px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong><em>Matéria originalmente publicada em&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/113517-dia-mundial-de-zero-discriminacao-2021-destaca-o-fim-das-desigualdades" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Nações Unidas Brasil</a></em>&nbsp;<em>em 25/02/2021 – Atualizado em 25/02/2021.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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		<title>24 DE MAIO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Manuel Blanes]]></category>
		<category><![CDATA[La Paraguaya]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[Talisson Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Tálisson Melo</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse"> estavam três horas e quatro minutos
 no relógio de um nokia cinza
 madrugada
 tela azul
 &nbsp;
 não tava na mesinha ou
 não tava como eu deixava
 seu rastro nítido ali
 sua desconfiança ativa
 &nbsp;
 vi isso depois de cruzar a sala
 os quadros que te dei
 e um penduricalho de fitas
 tudo jogado no chão ou
 disposto no meio exato da sala
 &nbsp;
 essa fogueira que cê preparou
 mas não acendeu,
 não queimou
 ardeu só de ser pensada
 &nbsp;
 e foi montada
 todo gesto de afeto que tentei fazer
 te envolvendo
 as paredes da sua casa
 &nbsp;
 cê fez um totem da iminência
 do fim, mas não acabamos
 &nbsp;
 as datas estavam atropeladas
 pelo seu tempo
 &nbsp;
 que estava espezinhado
 pela sua confusão
 &nbsp;
 assim atormentada
 pelos vinte e quatro ou&nbsp;
 nove anos seus ou
 um ano e oito meses da gente
 sem descontar outro tempo
 &nbsp;
 que estava espezinhado
 pela sua confusão
 também
 &nbsp;
 e quase sete meses da gente
 descontando uns três meses
 de uma paixão construída por sms
 duas refeições, meio pote de sorvete
 e um abraço
 de corpo inteiro
 de nucas e barrigas
 coxas e braguilhas
 até que cê gozou na calça
 sem nem ter tirado a minha
 e daí? foi muito bom
 um começo
 &nbsp;
 e você sempre voltou
 até que fui
 &nbsp;
 iam fazer dez anos, mas chovia tanto
 a crepioca estava insossa,
 só o tempero da dúvida ou
 de um jogo estranho na sua voz
 acho que na minha, e nos olhos
 &nbsp;
 foi ficando abafado, cê me quis sem roupa
 escrutinou todo meu corpo,&nbsp;
 que mudou tanto
 até que nos tocamos
 &nbsp;
 úmidos de chuva e suor,
 seu cheiro, de corpo, o sal
 do pescoço, algo fermentando
 perto das virílias,
 e metálico seco nos sovacos,
 e seus pelos me roçando toda superfície
 &nbsp;
 da pele
 da lembrança
 nada disso mudou
 &nbsp;
 fomos juntos pra ilha de uma memória
 isso durou todo um fim de tarde,
 noite e manhã
 &nbsp;
 depois fiquei eu com meus óculos empenados
 e tudo, de novo, pareceu
 tão tolo, fogo-fátuo
 &nbsp;
 como a guerra contra o Paraguai -
 por que fizemos aquilo? </pre>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/41c4e-capatalisson.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14277" data-recalc-dims="1" /></figure>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&#8217;24 de Maio&#8217; é o primeiro poema que trago a público. A imagem de capa que escolhi para ele é uma fotografia que fiz (com meu celular) em 2018 quando visitava o <em>Museo Nacional de Artes Visuales </em>do Uruguai, em Montevidéu. Enquadrei um canto do quadro “<em>La Paraguaya</em>” pintado à óleo sobre tela pelo artista uruguaio Juan Manuel Blanes, em 1879. A referência se faz óbvia diante do fato histórico que representa e da referência direta a ele no meu poema, mas é uma obviedade íntima; talvez se agregue o valor de trazer para o imaginário ‘brasileiro’ um outro ponto de vista sobre o mesmo fato trágico, e por trazer uma figuração de dor íntima, que diz da dor de todo um país, seu povo, sua memória. Segue uma boa reprodução da pintura na íntegra (disponibilizada por <em>Wikimedia Commons</em>).</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/255f9-juan_manuel_blanes_-_la_paraguaya.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14278" data-recalc-dims="1" /></figure></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c1d2a-talisson-melo.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13771 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Tálisson Melo</strong> é Artista-pesquisador. Doutorando em Sociologia e Antropologia na UFRJ. Publicou o livro &#8220;Mesmo Sol Outro&#8221; com Carolina Cerqueira (2018). Atualmente trabalha em projetos curatoriais-editoriais e de pesquisa em Montevidéu, Juiz de Fora e Nova York – emaranhando artes visuais, poesia, design, arquitetura, cinema, história e ciências sociais. @talisson.melo @mesmosoloutro</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<hr class="wp-block-separator aligncenter is-style-wide" />



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<p></p>
</div></div>



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		<title>De A a Z, Juiz de Fora tem muita história para contar!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[ABC do Patrimônio]]></category>
		<category><![CDATA[design]]></category>
		<category><![CDATA[juiz de fora]]></category>
		<category><![CDATA[Leopoldo Lima]]></category>
		<category><![CDATA[Letras do Leo]]></category>
		<category><![CDATA[Lettering]]></category>
		<category><![CDATA[tipografia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Leopoldo Lima</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>É hora de redescobrir cada detalhe que está presente no acervo das obras de arte e do patrimônio histórico e arquitetônico, além de pessoas que contribuíram para o crescimento de Juiz de Fora. Desse pensamento, nasceu o projeto ABC do Patrimônio, que uniu, em uma homenagem a JF, as paixões que carrego pela fotografia, pela história e pela tipografia.</p>



<p>Apresento aqui a primeira temporada do projeto, que se preocupou em pesquisar e postar o material em ordem alfabética no perfil do Instagram batizado de &#8216;<a href="https://www.instagram.com/letrasdoleo/">Letras do Leo</a>&#8216;. As texturas, as cores e as formas de cada peça, local ou fotografia serviram de inspiração para, mais uma vez, recontar uma parte da história da nossa cidade e manter viva a memória daqueles que foram essenciais para que nós pudéssemos viver a JF como vivemos hoje.</p>



<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:66.736256089074%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/e2a23-leo6.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/e2a23-leo6.png?w=950?strip=info&#038;w=605 605w" alt="" data-height="605" data-id="14336" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14336" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/8bc98-leo6.png" data-width="605" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/e2a23-leo6.png?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.263743910926%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/ef1f0-leo5.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/ef1f0-leo5.png?w=950?strip=info&#038;w=601 601w" alt="" data-height="601" data-id="14337" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14337" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/fc62e-leo5.png" data-width="601" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/ef1f0-leo5.png?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/d5c9c-leo4.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/d5c9c-leo4.png?w=950?strip=info&#038;w=602 602w" alt="" data-height="602" data-id="14338" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14338" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/7fe3d-leo4.png" data-width="602" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/d5c9c-leo4.png?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.333333333333%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/cc31d-leo3.png?w=950?strip=info&#038;w=599 599w" alt="" data-height="599" data-id="14339" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14339" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1e2b4-leo3.png" data-width="599" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/cc31d-leo3.png?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.333333333333%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/63509-leo2.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/63509-leo2.png?w=950?strip=info&#038;w=605 605w" alt="" data-height="605" data-id="14340" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14340" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/1a911-leo2.png" data-width="605" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/63509-leo2.png?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:33.333333333333%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/6257d-leo1.png?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/6257d-leo1.png?w=950?strip=info&#038;w=602 602w" alt="" data-height="602" data-id="14341" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14341" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/613a9-leo1.png" data-width="602" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/6257d-leo1.png?w=950" data-recalc-dims="1" /></figure></div></div></div></div>



<p>A segunda &#8220;temporada&#8221; começa em meados de março com novas letras, trazendo para o público um pouco mais da história e do acervo utilizado para a criação dos conteúdos &#8211; que consiste principalmente de livros e páginas na internet, devido à dificuldade de acesso a fontes pessoais por conta da pandemia.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c5c64-leopoldo-lima.png?w=950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-14343 size-full" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Leopoldo Lima </strong>é especialista em Design de produto na era digital e graduado em Design Gráfico. Apaixonado por tipografia, lettering e história, acredita que criar vem do exercício diário da observação, da curiosidade, em querer saber sempre mais. Todo dia de manhã espera encontrar uma caneca bem cheia de café, novos desafios e inspirações.</p>
</div></div>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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<p></p>
</div></div>



<p></p>
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		<title>EMOCIONÁRIO &#8211; EXPOSIÇÃO VIRTUAL</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[Colagem]]></category>
		<category><![CDATA[Emocionário]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Sieiro]]></category>
		<category><![CDATA[Renata Sieiro Fernandes]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Renata Sieiro</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Neste tempo de reclusão domiciliar, somos tomados por inúmeras sensações e sentimentos e a razão de materialização deles sob a linguagem artística é uma busca tanto de cura quanto de prazer e descoberta. Fazer colagens obsessivamente, dia a dia, mais de uma por dia, é uma ação que me estimula, me impulsiona, me anima, me anseia. Se não fosse por esses motivos, o mundo seria menor e com menos beleza espalhada e expandida.</p>



<p>A série Emocionário faz parte do desafio diário proposto por um grupo colagista do Instagram. As colagens que advêm desse convite lidam com aspectos intuitivos e repertórios simbólicos que subsistem no meu universo sensorial particular e denotam modos possíveis de dar vida a temas desafiadores em termos de criação durante o período de pandemia da Covid-19.</p>



<p><em>(clique nas colagens para vê-las em full screen)</em></p>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:25.350895453679%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/28f0f-sieiro19.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/28f0f-sieiro19.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/28f0f-sieiro19.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/02/28f0f-sieiro19.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1205 1205w" alt="" data-height="1703" data-id="14303" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=14303" data-url="https://tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/99047-sieiro19.jpg" data-width="1205" 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<p><strong>Renata Sieiro</strong> é pós-doutora em Educação pela UNICAMP e docente do Ensino Superior. Microcontista, autora de “<a href="https://open.spotify.com/show/3pgd17BO7eE2rpl3DYdw6p">A donzela guerreira e outros microcontos</a>”. Colagista amadora, tendo produções publicadas em periódicos como Revista Alegrar e Revista Clima.com, além de livros, mostras e exposições coletivas. Também é fotógrafa amadora. Conheça mais de seu trabalho no <a href="https://www.instagram.com/rsieirof_colagens">Instagram</a>.</p>
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		<title>CHUVA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Feb 2021 21:20:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 080]]></category>
		<category><![CDATA[Juan Manuel Blanes]]></category>
		<category><![CDATA[La Paraguaya]]></category>
		<category><![CDATA[LGBT]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[Talisson Melo]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Murilo Alves</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Você é como a chuva
chegando às vezes sem avisar. 
Chegando depois de horas de um sol escaldante,
depois de dias de calor.

Você é como a chuva
que molha
gota
por
gota
a planta seca.

Que escorre pelo telhado e cai na grama. 

Você é como a chuva
que vem de fininho,
leve
suave
imprevisível.

Como aquela que vem pra abafar mais o calor, 
ou como aquela que refresca ao fim de tarde. 

Ah, cheiro de terra molhada!

Você é como a chuva 
que quanto mais eu corro pra sair
mais me molha.

A chuva que molha o meu cabelo,
que escorre pelo meu rosto,
que toca a minha boca
sem a pretensão de ficar. 

Você é como a chuva temporária,
vem pra fazer estrago
e vai embora sem se despedir.</pre>



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<p><strong><strong><strong>Murilo Alves&nbsp;</strong></strong></strong>é estudante de gastronomia, ativista dos direitos trans, youtuber e criador de conteúdo. No instagram:&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/otransmissao/">@otransmissao</a>; no youtube:&nbsp;<a href="http://www.youtube.com/HeyMu">Hey, Mu!</a></p>
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