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	<title>Arquivos Ano 003, N 121 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>UMA RELIGIÃO SEM DEUS</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Dec 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[Criatividade]]></category>
		<category><![CDATA[Vinícius Lara]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Vinícius Lara</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Terceira carta para Isabela</em></p>



<p>Minha filha, quero escrever para você a respeito do Natal. Jesus não nasceu em dezembro; tudo indica que tenha nascido entre março e maio, na verdade. Sei que essa, às vezes, é uma informação que pode parecer um tanto sem sentido, mas preciso dizer pra você desde já que esse Jesus do Natal não existe. O homem inventa seu deus, para que este invente um homem que dá conta de viver com menos sofrimento e tendo sempre um colinho de pai ou de mãe para se aninhar quando as coisas ficam duras demais.</p>



<p>Isso não quer dizer que um outro Jesus não tenha vivido no mundo. O que o pai está tentando falar é que aquele para quem você olha e sorri, no quadro pendurado no quarto de sua avó, loiro, de olhos azuis, ele não é real. Houve, sim, um galileu que encarnou os valores mais importantes de que tenho notícia, meu amor; que respeitou pessoas, ofereceu escuta, cuidado, afeto, ira. Um homem que ensinou sobre a revolta de viver numa realidade tão castigada pela dor e pela morte. Um homem que quebrou templos e acolheu prostitutas. Esse Jesus não era loiro; provavelmente era negro. Um homem entre tantos homens, como eu, seu avô, seu bisavô, com a única diferença de que foi transbordante de coragem. O que fizeram dele é outra história, porque, da cura, transformamos Jesus em veneno, pintando sua face de gente com o pó dos templos e das formalidades. Seu pai, Isabela, acredita num Cristo que dança, bebe, fala alto e tropeça na rua.</p>



<p>Te digo essas coisas para que você saiba que a vida precisa de pessoas assim como ele. Seus olhos são azuis, e desde cedo, mesmo que você não se lembre, essa cor no olhar te dá um privilégio tremendo no nosso país. Por isso, desejo que você seja forte e destemida para fazer da sua vida uma constante carta de indignação contra os excessos que separam pessoas pelo tom da pele, pelo tipo de cabelo, pela cor dos olhos, pela forma de amar e ser amado. Existe uma comunhão muito grande e bonita no mundo quando o <em>outro</em>, esse grande desconhecido, pode sentar-se na mesa conosco sem precisar ser adversário. Desejo que possamos nos lembrar sempre disso, porque do contrário, qualquer Jesus será só um enfeite inútil.</p>



<p>Também vou te falar um pouco a respeito da minha vida. Veja só um paradoxo, desses que deixam a existência irremediavelmente humana. O ano de 2021 seria um daqueles que, caso pudesse, eu apagaria do calendário. Tantas mortes, um tirano no poder, amigos que sempre considerei parte da minha alma demonstrando como são feitos de interesse, de covardia e de julgamentos, enfim, um ano que poderia ser perdido, não fosse a sua presença nele. Ter seu corpinho nos meus braços, e seu calor, são coisas que não consigo descrever sem me emocionar. Seu pai escreve esta carta no dia 19/12/2021, um domingo. Ontem você comeu ovo e passou mal; vomitou, ficou prostrada, abatidinha&#8230; daí fui ver você. Foi só chegar na sua casa &#8211; sua casa n°01, porque você precisa saber que a minha também é sua &#8211; e logo pulou para o meu colo, se aninhou, me vomitou inteiro e dormiu por quase duas horas. Naquele tempo, tudo podia acontecer; eu era seu abrigo e seria capaz de te proteger de qualquer coisa. Fica sempre na minha mente uma fotografia de como se sente segura em mim e, aí está o mistério.</p>



<p>Que me respeitem os religiosos e os tradicionalistas, inclusive, que me compreenda Jesus, mas meu Natal não cai em dezembro; ele acontece de agora em diante todo dia 14 de abril. Você é minha religião, filha, do Gênesis ao Apocalipse. Talvez seja difícil para alguém que não tem filhos entender esse sentido de coisas, porque não é sentimento. Um rasgo no tecido do tempo, e de dentro dele, saltando como se fosse uma represa de vida que rompe a casca do ventre da mãe, nasceu um pequeno tesouro. Nessa parte estou incluído também, porque me sinto o próprio Sísifo, rolando uma pedra gigante e rindo de orelha a orelha, já que quando ela desce a montanha faz o barulho do seu sorriso, e eu posso sentir suas mãozinhas fazendo carinho na minha nuca.</p>



<p>Já fui muito mais crente, Bebela, o que não desautoriza minha forma desconjuntada de olhar para cima. Talvez seu pai seja atualmente o ateu mais crente do mundo, ou o crente mais cético que você vai encontrar &#8211; o que só te apresenta mais uma das tantas contradições a meu respeito com as quais terá que lidar; mas não se preocupa, o amor de verdade torna todos os loucos mansos. Desse lugar em que brigo com deus por permitir no mundo tanta desgraça, ao mesmo tempo em que tento disputar com ele a função de olhar só para a frente, espernear e dizer “<em>deus, você é péssimo!</em>”, também me faz bem imaginar que ele gosta de mim, e de festa, e de cerveja, e de Gabriel Garcia Marquez. Seu pai, vê só, acha que deus é um grande histérico, e que coisa fantástica! O mundo se colore com ele, o que torna mais fácil para que as pessoas sejam só elas mesmas. Fuja de uma ideia de sagrado que te diga que você está salva, meu amor; ou nos salvamos todos, ou esse salvador é só mais um iludido.</p>



<p>Ainda assim, penso em José da Galileia, o pai daquele Jesus de quem eu te contava logo no começo da carta. Você vai ouvir muito falar sobre a mãe dele, Maria de Nazaré, mas bem pouco sobre o pai. Isso é natural: a mãe é algo místico em si mesmo, seu único momento de totalidade foi ali, dentro daquela barriga, e por isso sua mãe é também um pouquinho mãe de Jesus e vice-versa. O pai não, é um estrangeiro que se atravessa, que chega nesse um e faz dois, para depois fazer três. O pai é uma cunha inserida na madeira da alma. Todo pai é adotivo, meu amor, mesmo que seja consanguíneo, porque ele é o de fora capaz de te trazer para dentro, ele gera e pare no mundo.</p>



<p>Lembro de José da Galileia, já que ele foi esquecido. Santo padroeiro dos trabalhadores, está ali escondidinho nas anáguas da história, porque um pai humano talvez pudesse constranger um Pai divino. Vejo você no meu colo e penso quantas vezes não foi ele quem fez Jesus dormir, para que Maria descansasse. Imagino a angústia de fugir para o Egito e depois o medo de ver o filho tão intenso em seu movimento de indignação, viajando e tentando convencer as pessoas de que é possível fazer diferente. José passou pelo mundo sem entrar para história, é um silêncio presente. Gosto de me ver como ele.</p>



<p>É natal de mentirinha e você não estará nos meus braços, porque viajará com sua mãe. Há uma família imensa e festeira para conhecer da parte de lá da sua genética, são pessoas incríveis quase todos. Mas você volta e vai me contar entre sílabas soletradas ao acaso cada detalhe do que aconteceu. Vou escutar, e entender, porque temos a nossa língua secreta. Nosso mundo precisa resgatar a esperança, ele precisa de um Jesus que seja capaz de incomodar, revirar, tirar a calma das pessoas; mas ele precisa de Bebelas também. A cada bebê, uma nova humanidade resiste. Você é minha religião sem deus, por isso te peço sua benção, meu amor. Feliz 25 de dezembro!</p>



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<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>Vinícius Lara&nbsp;</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>é psicanalista, historiador, fotógrafo amador e um apaixonado pelo absurdo.</p>
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		<title>RÓSEO ENCONTRO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Dec 2021 21:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Marina Alexiou</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<pre class="wp-block-verse">Através das frestas do coração 
o sol invade o pequenino lugar daquela tarde,
deixando um aroma de poesia.
As persianas desnudas recortam, no seu balançar, 
aquilo que ao longe parece indicar um oásis. 
Os sorrisos, os olhares lânguidos cheios de música e paixão
procuram aproximar-se dos labirintos interiores,
também eles iluminados 
pelo feixe de luzes desse momento de eternidade.
Os suspiros daquela musa, 
encantada pela presença do amante,
deixa-se enlevar pelo mistério
que até então desconhecia...
Os seus olhos brilham como estrelas refletidas no mar. 
Ela agradece intimamente pelo olhar daquele que a admira. 
Como o de um deus que viesse de visita 
a esse mundo de sonhos ensolarados, que é o amor...
De todas as maneiras os olhares novamente se cruzam. 
Oblíquos, maneiristas, vertendo desejos,
ansiando pela luz que permeia a descoberta dos sentidos...
A musa e o amante. Quanta ternura!
Que aconchegante momento pinçado pela vertiginosa vida...
Os braços se abraçam de modo sensual, 
e a brisa vem acompanhar a felicidade
que envolve o casal que nada vê, nada percebe.
O momento é de pura perda de si mesmo no outro...
O cenário é mínimo. Rósea é a perspectiva. 
Mas é o que basta para dizer muitas coisas 
a respeito da tranquilidade de uma tarde de amor.
</pre>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Marina Alexiou</strong> é mestre em Filosofia pela PUC/SP e estudiosa das Artes. Escritora de prosas poéticas desde 2009, participou do livro “Coimbra em Palavras&#8221;, &nbsp;lançado em Portugal em 2018. Gosta de colecionar belas imagens, pois elas a levam para o seu mundo simbólico inspirando a sua escrita.</p>
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		<title>Em homenagem a Nelson Mandela, curso online aborda princípios no tratamento de pessoas presas</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Dec 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-center"><em>Está no ar o curso online sobre as Regras de Nelson Mandela para Tratamento de Pessoas Presas. A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (UNODC),&nbsp; que traduziu e adaptou as aulas ao contexto brasileiro por meio do programa Fazendo Justiça.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>Gratuito e&nbsp;disponível em sete idiomas, o curso tem como público agentes penitenciários, profissionais que atuam com fiscalização de unidades prisionais e demais interessados no tema no Brasil e em outros países lusófonos.</em></p>



<p class="has-text-align-center"><em>As Regras de Nelson Mandela para Tratamento de Pessoas Presas foram publicadas em 2015 pela ONU para estabelecer princípios mínimos na gestão prisional e no tratamento de pessoas presas.</em></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="660" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3311470001_c2a5b497e7_o.jpg?resize=950%2C660" alt="" class="wp-image-22025" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3311470001_c2a5b497e7_o.jpg?w=1650&amp;ssl=1 1650w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3311470001_c2a5b497e7_o.jpg?resize=300%2C208&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3311470001_c2a5b497e7_o.jpg?resize=1024%2C711&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3311470001_c2a5b497e7_o.jpg?resize=768%2C533&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3311470001_c2a5b497e7_o.jpg?resize=1536%2C1067&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3311470001_c2a5b497e7_o.jpg?resize=138%2C96&amp;ssl=1 138w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Nelson Mandela (à esquerda) exibe um livro que recebeu do secretário-geral da ONU, Boutros Boutros-Ghali, na sede da Organização em 1994.<br>Foto: © James Bu/ONU</figcaption></figure>



<p>Em parceria com o Conselho Nacional de Justiça (CNJ), o Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crime (<a href="https://www.unodc.org/lpo-brazil/pt/frontpage/2021/12/lancamento-do-curso-e-learning-regras-de-nelson-mandela-para-o-tratamento-de-pessoas-presas.html">UNODC</a>) promove o lançamento de um curso online sobre as&nbsp;<a href="https://www.unodc.org/documents/justice-and-prison-reform/Nelson_Mandela_Rules-P-ebook.pdf">Regras de Nelson Mandela para Tratamento de Pessoas Presas</a>. O conjunto de diretrizes foi publicado em 2015 pela Organização das Nações Unidas para estabelecer princípios mínimos na gestão prisional e no tratamento de pessoas presas.&nbsp;</p>



<p>O curso busca disseminar a aplicação dessas diretrizes como o padrão mínimo em unidades de privação de liberdade. O conteúdo está disponível de forma gratuita na plataforma&nbsp;<a href="https://www.unodc.org/elearning/"><em>UNODC Global eLearning</em></a>.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe loading="lazy" title="Lançamento do curso virtual sobre as Regras de Nelson Mandela" width="950" height="534" src="https://www.youtube.com/embed/mD9HVlJ2CEg?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>



<p>O e-learning terá carga de 200 minutos, divididos em 5 módulos, e tem como público agentes penitenciários, profissionais que atuam com fiscalização de unidades prisionais e demais interessados no tema no Brasil e outros países lusófonos – como Portugal, Angola, Moçambique e Cabo Verde.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Disponível em outros seis idiomas, o conteúdo foi traduzido e adaptado ao contexto brasileiro pelo UNODC por meio do programa<a href="https://www.cnj.jus.br/sistema-carcerario/fazendo-justica/">&nbsp;Fazendo Justiça</a>.&nbsp;</p>



<p></p>



<p><em>* Com informações da Agência CNJ de Notícias&nbsp;&nbsp;</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><span><i style="font-weight:bold">Matéria originalmente publicada em<strong>&nbsp;</strong></i><strong><a href="https://brasil.un.org/pt-br/165820-em-homenagem-nelson-mandela-curso-online-aborda-principios-no-tratamento-de-pessoas-presas">Nações Unidas Brasil</a></strong></span><strong>&nbsp;<em>em 17/12/2021 – Atualizado em 17/12/2021.</em></strong></p>



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<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
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		<title>NOTAS DE UMA PRODUÇÃO INDEPENDENTE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 21:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Carlos Augusto Rodrigues</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O texto abaixo foi escrito pela primeira vez em 2011, quando participava da produção de um filme chamado 8 pés. Como <em>work in progress,</em> ou seja, um trabalho que se encontrava em constante desenvolvimento, não seguindo &#8220;a risca&#8221; um roteiro, onde havia mudanças inclusive no momento da filmagem, tratava-se de uma mescla de ficção, dança e instalação, teve&nbsp; início como um trabalho de conclusão de curso da ELCV (Escola Livre de Cinema e Vídeo de Santo André) e ganhou certa relevância pós TCC.</p>



<p>Não alterei nenhuma palavra neste texto&#8230; então, vamos lá?</p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><em>Fazer um filme sem ter um edital, patrocinador ou produtora por trás é algo bem complicado. Mesmo assim, a vontade (e por que não o sonho?) de ver uma determinada cena, ideia ou personagem em uma tela é tão grande, que muitos “guerreiros” do mundo audiovisual iniciam a luta para transformar o rascunho de um papel em uma bela obra.</em></p>



<p><em>Falo em guerreiros não</em> <em>porque quero enaltecer e/ou exagerar o texto. É uma guerra mesmo! Já que não há patrocinadores e afins, não há verba. E não havendo verba, as locações demoram para aparecer, alguns atores não confirmam a participação, as autorizações para realizar cenas externas demoram (quando são permitidas), os equipamentos técnicos somem, além de outros processos que contribuem para a demora ou a não realização de algumas ações.</em></p>



<p><em>Mas você sabia que apesar de tudo isto, é possível fazer um filme? Verdade. E onde está o segredo?</em></p>



<p><em>Quando se tem um objetivo, consegue-se muitas coisas. E estes bravos guerreiros tem sempre o aporte de anjos (sem exagerar novamente). São aquelas pessoas que por acreditarem no projeto, fornecem a sua mão de obra, casas, locações, figurinos, tudo em prol desta fantástica arte. E trabalham de forma muito profissional, pois tudo o que é feito, sempre é feito com alta qualidade.</em></p>



<p><em>Nosso filme 8 Pés está sendo realizado desta forma. E estamos nesta batalha, matando um leão por dia, seguindo em frente. Também, com um time deste – é difícil não ganhar. E no final deste projeto, ficaremos felizes por conseguir mais um objetivo. E por amor a arte, começamos um novo processo…</em></p>



<div style="height:20px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Oito anos e este texto está tão atual, tanto no momento artístico &#8211; em seus problemas e dificuldades, quanto na bravura em realizar qualquer manifestação artística. O projeto avançou pós escola, porém por questões da vida &#8211; sem sofrimento e cenas &#8211; não teve continuidade, porém, foi de extrema importância e impacto na minha formação, seja técnica ou no relacionamento com as pessoas. E o amor e orgulho pela área cultural permanece até hoje, &#8211; minto &#8211; aumentou muito: de ser um guerreiro, lutar e conseguir entregar um ótimo resultado no final.</p>



<p>E faço o convite: tem uma ideia, bora tomar um café! Independente do projeto, será um processo incrível!</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4f81d-carlos-augusto-rodrigues.png?resize=950%2C950" alt="" class="wp-image-19433 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4f81d-carlos-augusto-rodrigues.png?w=1667&amp;ssl=1 1667w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4f81d-carlos-augusto-rodrigues.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4f81d-carlos-augusto-rodrigues.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4f81d-carlos-augusto-rodrigues.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4f81d-carlos-augusto-rodrigues.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4f81d-carlos-augusto-rodrigues.png?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4f81d-carlos-augusto-rodrigues.png?resize=980%2C980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/4f81d-carlos-augusto-rodrigues.png?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Carlos Augusto Rodrigues </strong>é publicitário, professor e gestor cultural e fundador da produtora e consultoria produz.guto. Ingressou no meio cultural através da produção audiovisual, onde participou de diversos projetos de curta metragem. Com a produtora produz.guto, elaborou planejamento estratégico empresas e grupos artísticos como Grupo 4i Artes (Teatro Musical), Vez e Voz Comunidade (programa de entrevistas) e Cobalto Produtora, além de realizar assessoria cultural e de carreira para artistas, cantores e escritores.</p>
</div></div>



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		<title>matisse: um apaixonado das cores</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Marina Alexiou</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>&lt; Há duas maneiras de exprimir as coisas: uma é mostrá-las brutalmente, outra evocá-las com arte&gt; H. Matisse</em></p>



<p>Gostava de retocar a obra, em busca de revelar a essência do objeto ou do modelo, incluindo reconhecer nele a condensação das suas sensações. Essas, que representavam o seu espírito. As cores, inventadas. Vai se colocando “até ficar parecido” (ARTE, p.42) ou, ainda, que o objeto do interesse estivesse tão profundamente pulsando em todo o seu ser, de modo a deixar a mão ir, leve, despreocupada, ligeira, fluindo em direção a “não precisar mais saber desenhar” &#8230; (ARTE, p.322).</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="583" height="448" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3ac55-matisse1.jpg?resize=583%2C448" alt="" class="wp-image-19372" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3ac55-matisse1.jpg?w=583&amp;ssl=1 583w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3ac55-matisse1.jpg?resize=300%2C231&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3ac55-matisse1.jpg?resize=125%2C96&amp;ssl=1 125w" sizes="(max-width: 583px) 100vw, 583px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Platão dizia algo como: “O novo é aquilo que possuímos de mais antigo. Pois a novidade não existe. O que existe é a recordação” (CALASSO, p.169).</p>



<p>Matisse reconhece que o artista capta o novo na repetição, manifestando, assim, a sua capacidade de criação. Pois uma vez que o novo é aquilo que possuímos de mais antigo, a sua criação se dá a partir do que já está em sua interioridade, isto é, todas as emoções e sentimentos do mundo!&#8230;</p>



<p>O que explica em grande medida, à parte a sua esplêndida técnica, ele ter se tornado um interminável inventor de cores.</p>



<p>Pensar, mas, principalmente, sentir. A exatidão não é verdade. Ela se exprime muito mais e melhor pelo caráter do artista que dá vida ao desenho, através da paixão em seu espírito.</p>



<p>Como por exemplo: “conceber o corpo de uma mulher que dança por conta da visão anterior do movimento e da graça esbelta de uma bela acácia” (ARTE p.113).</p>



<p>A recordação inconsciente do artista, que se enriquece e se constrói a partir do que está em seu campo visual, faz com que o novo nunca deixe de fluir à consciência, tornando o pintor um poeta da criação, por meio de um colorido tão inexaurível quanto o leque de emoções de onde ele nasce.</p>



<p>Esse processo se traduz numa constante busca para encontrar o segredo da expressão pela cor, na organização das sensações e emoções, a partir da relação da alteridade com o artista.&nbsp;</p>



<p>O segredo da música ouvida do coral das cores entrando pela ampla <strong>janela</strong>, roteiro de passagem entre o cenário exterior e a paisagem interior, um dos temas preferidos de Matisse.</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="564" height="464" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ef79f-matisse2.jpg?resize=564%2C464" alt="" class="wp-image-19373" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ef79f-matisse2.jpg?w=564&amp;ssl=1 564w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ef79f-matisse2.jpg?resize=300%2C247&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ef79f-matisse2.jpg?resize=117%2C96&amp;ssl=1 117w" sizes="(max-width: 564px) 100vw, 564px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>A verossimilhança não tem importância, mas sim o espírito do objeto sob o qual o artista dedica a sua mais profunda atenção, penetrando-lhe tão singularmente, que as cores surgem como expressão desse caráter ou essência, encontrados como um segredo sussurrado por um conjunto de cores em sintonia com as emoções mais exatas.</p>



<p>De tal forma que o autor, então, se deixa improvisar, pois o objeto contemplado já se tornou parte dele. A mão já pode ir ao encontro do desenho, da figura e da composição, deixando fluir o colorido que expressa o espírito partícipe daquela obra, que é ele mesmo&#8230;.</p>



<p>Basicamente, as cores, para Matisse, são como a expressão do seu espírito. A linguagem do seu inconsciente. Como a habilidade visual singular traduzida numa comunhão com o objeto representado, que se transforma em parte do seu espírito, fonte da sua emoção.</p>



<p>As cores não têm fim. Como não têm fim seus sentimentos, sua paixão pela vida e seu amor pelas coisas:</p>



<p>“O pintor deve estar à frente do modelo sem ideias preconcebidas. Tudo deve chegar-lhe ao espírito como numa paisagem lhe chegariam todos os seus odores: da terra, das flores associadas aos jogos das nuvens, aos movimentos das árvores e aos diferentes ruídos do campo”. (ARTE, p.169).</p>



<p>A cores têm uma beleza que é delas. Elas têm o poder de expressar as emoções, sem serem, necessariamente um elemento de descrição de algo ou de alguém.</p>



<p>Nas palavras de Matisse falando aos jovens artistas: “O futuro pintor deve (&#8230;) ser uno com a Natureza, identificar-se com ela, incorporando-se nas coisas (&#8230;) que estimulam as suas sensações.</p>



<p>(&#8230;) Se o desenho deriva do Espírito e a cor dos sentidos, há que desenhar para cultivar o espírito e ser capaz de conduzir a cor pelos caminhos do espírito.</p>



<p>(&#8230;) É só depois de anos de preparação que o jovem artista tem o direito de tocar nas cores</p>



<p>&#8211; não nas cores como meio de descrição &#8211; mas como meio de expressão íntima”. (ARTE p. 321)</p>



<p>O artista deve conquistar a coragem de ver as coisas como se fosse a primeira vez, pois a criação se inicia na visão. Colocar em andamento o processo de ver as coisas na sua verdade, na sua expressão mais genuína, o que se configura num esforço continuado de expressar o seu interior, os sentimentos, a partir dos elementos que o mundo exterior oferece, até que este se torne um com o artista&#8230;</p>



<p>Ver o mundo com os olhos da criança. Olhar virgem de preconceitos, de imagens repetidas como sombras das originais.</p>



<p>Uma vida singular de alguém que vive de forma a encontrar a maneira mais verdadeira e própria de expressar os sentimentos de alegria, e beleza através das cores, de modo a “tornar doce tudo que é amargo” (DRUMMOND, p.62), numa eterno embate entre o seu mundo interior e a necessidade de organização em seu processo criativo.</p>



<p>“Matisse rebatia as acusações de que sua arte era meramente decorativa, por acreditar ser esta uma qualidade essencial de uma obra de arte, não algo pejorativo. Queria que seu quadro emanasse, por meio das cores, alegria que deixasse o ambiente mais leve, da mesma forma expressiva que um buquê de flores” (DRUMMOND p. 62)</p>



<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="567" height="461" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c2a6c-matisse3.jpg?resize=567%2C461" alt="" class="wp-image-19374" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c2a6c-matisse3.jpg?w=567&amp;ssl=1 567w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c2a6c-matisse3.jpg?resize=300%2C244&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/c2a6c-matisse3.jpg?resize=118%2C96&amp;ssl=1 118w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p>Viveu buscando ser fiel a sua própria essência, na medida em que praticou, em seu exercício de criação, apresentar a natureza daquilo que representava em suas obras, encontrando a cor exata dos sentimentos ali expressos.</p>



<p>Isso dignificou o seu espírito, pois era através dele que filtrava as mais diversas emoções, e se fundia ao objeto encontrado ali, nas suas telas, que muito mais do que decorativas, eram e são fonte de felicidade, bem-estar e beleza que só quem tem coragem de olhar a vida com a atenção necessária, deixando-a entrar por todos os poros das emoções, transformando-as em sentimentos coloridos no tom certo e sem erro de cálculo, pode ser chamado de Artista, verdadeiramente&#8230;.</p>



<p>Esse prazer usufruímos quando diante das suas obras. Percebemos, mesmo que intuitivamente, que o colorido tem uma personalidade que não é fugaz, que expressa algo de próprio, de duradouro, de verdade intrínseca, que até hoje comove e nos convida a fazer parte dessa amizade que Matisse dedicava às coisas do mundo.</p>



<p>Como resultado, a obra de Matisse foi uma ode de amor à vida na sua variedade e pertinência. Como uma mensagem de paz e entrega dos seus mais caros e íntimos sentimentos para todos nós, apreciadores da arte como sinônimo de fruição da existência no que ela tem de mais generosa e espontânea&#8230;</p>



<div style="height:50px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<p>CALASSO, Roberto. <em>As Núpcias de Cadmo e Harmonia. </em>trad. Maria Jorge Vilar de Figueiredo. Edições Cotovia. Lda., Lisboa, 1990.</p>



<p>DRUMMOND, Maria Rita. <em>É preciso ver a vida com olhos de criança</em>.</p>



<p>Revista Getúlio n.18 (2009); Ano 3 – novembro/dezembro.</p>



<p>MATISSE, la reinvención constante. Punto al Arte. Disponível em: Puntoalarte.blogspot.com/2016/matisse-la-reinvencion-constante.html. Acesso em: 23 Out. 2021.</p>



<p>ARTE mueve tus emociones y no te deja indiferente. Estes Escritos e Reflexões sobre arte. trad. Maria Teresa Tendeiro. Editora Ulisseia Lda, 1972</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="685" height="685" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/255de-marina-alexiou.png?resize=685%2C685&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-18178 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/255de-marina-alexiou.png?w=685&amp;ssl=1 685w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/255de-marina-alexiou.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/255de-marina-alexiou.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/255de-marina-alexiou.png?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w" sizes="(max-width: 685px) 100vw, 685px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Marina Alexiou</strong> é mestre em Filosofia pela PUC/SP e estudiosa das Artes. Escritora de prosas poéticas desde 2009, participou do livro “Coimbra em Palavras&#8221;, &nbsp;lançado em Portugal em 2018. Gosta de colecionar belas imagens, pois elas a levam para o seu mundo simbólico inspirando a sua escrita.</p>
</div></div>



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		<title>RESIGNAÇÃO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Julia Rosiello</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Escrevo aqui sobre a morte, o temor da morte, a ausência de vida enquanto grita-se de desejo pela vida, a balança equilibrada que ora pende para um lado ora por outro e que todos sabemos que um dia simplesmente irá tombar.</p>



<p>Eu nunca havia me preocupado com a morte até poucos meses após o início da pandemia. Eu que sempre me considerei a pessoa mais empática do mundo, esboçando luto e dor que eu julgava verdadeiros por aqueles que já estavam sofrendo as perdas trazidas pela doença, descobri que há um quê de egoísmo até nos seres humanos mais empáticos e talvez seja realmente impossível de fato SENTIR, em maiúsculo, por algo, até que se tenha passado pela mesma experiência. Podemos ficar tristes, comovidos, mas o sentimento do outro nunca irá atingir nosso âmago na mesma proporção, arrepiar nossa pele como arrepia a do outro, adentrar nossa mente como uma erva daninha como adentra a do outro, simplesmente porque o sentimento não é nosso, é do outro.</p>



<p>Eu costumava encarar a morte com a leveza de uma inocente. “É mesmo uma pena, todos vamos morrer.” Quando alguém morria, havia um choque temporário, especialmente caso se tratasse de uma pessoa mais jovem, como o Danilo, meu colega do curso de inglês, que morreu atropelado por um ônibus na esquina de casa em São Paulo, poucos meses após se mudar para lá. Essa era uma morte diferente das outras, porque ela <em>permanecia</em> nas pessoas. Eu, que sofri com a depressão e a ausência de tesão pela vida por muitos anos, sempre que entrava em meu estado de melancolia inexplicável e o pássaro azul de Bukowski cantava, eu pensava no Danilo. Lembrava dele chegando nas aulas de inglês, um jovem perfeitamente capaz de caminhar as duas quadras que separavam a escola de sua casa sozinho, porém, sempre acompanhado pela mãe. “Sou filho único”, ele dizia, “ela é encanada e não gosta que eu ande sozinho.” Então, sempre que eu me sentia mal, pensava no Danilo e em sua mãe, e me sentia na obrigação de viver.</p>



<p>Nenhuma outra morte me impactou tanto. No fim das contas, todos irão, velhos, jovens, natural ou acidental. Nunca me preocupei com a minha saúde. Sobrepeso, uma paixão gritante por lanches, álcool, erva, ácido, cogumelos, “mas só essas drogas mais leves, porque as outras aceleram o coração e isso é muito perigoso”, porque independente da gente se preocupar com a morte ou não, acredito que exista um instinto natural de sobrevivência no ser humano. Então até o fatídico dia, já livre de uma depressão antiga, eu seguia o meu caminho feliz e destemida como qualquer pessoa cuja vida não foi abraçada pela morte ainda seguia, pandemia e falecidos à parte. Quanta inocência.</p>



<p>Naquele dia, sofrendo mais por uma decepção amorosa do que pela pandemia, decidi colocar uma música suave e simplesmente me reconectar comigo. Eu tenho a sensação de já ter escrito sobre isso mil vezes. Poemas, contos, este ensaio&#8230; esse dia é como uma fumaça tóxica no meu organismo que eu venho há um ano tentando cuspir pra fora, para o mundo, porque se expandindo dentro do meu corpo, ela estava me sufocando. Aqui fora ela se dispersa, a história é lida aqui e ali, a fumaça continuará para sempre no mundo, mas talvez um dia já esteja longe o suficiente de mim para que não me incomode.</p>



<p>&nbsp; O fato é que minha tentativa de reconexão com o universo resultou, de repente, em uma crise de ansiedade que, por ser algo completamente novo para mim, confundi com morte iminente. Coração acelerado, visão anuviada, sensação de desmaio, respiração entrecortada, os sons do mundo lá longe, cada vez mais baixinhos em minha mente e o pensamento insistente: “Então morrer é assim&#8230; mas que merda! Eu não queria&#8230;”</p>



<p>Obviamente, sobrevivi. O médico que me atendeu naquele dia disse que nenhuma das minhas funções vitais esteve em perigo real, que foi tudo só “sintomas da ansiedade”. Mas uma coisa sobre a crise de ansiedade que ninguém conta é que ela pode não te matar, mas ela certamente ensina o que é morte. Você sente na pele, nas veias, no coração. E crise de ansiedade é igual namorado decente: todo mundo pensa que já teve, até realmente ter um de verdade.</p>



<p>Depois daquele dia, eu não consegui mais estar em paz. Temia mais do que tudo, a noite. O pôr do sol, que é tão bonito em Porto Alegre, virou motivo de angústia para mim, porque quando o sol caía a noite vinha, e com ela, o medo aumentava. &nbsp;A morte tornou-se uma presença física, uma donzela segurando meus ombros o tempo todo, assoprando meu pescoço por trás, arrepiando os pelos da minha nuca e sussurrando: “Um dia, um dia, um dia&#8230;”</p>



<p>A expectativa de vida no Brasil é de 76 anos. 76 anos correspondem a dois bilhões, trezentos e noventa e oito milhões, trezentos e setenta e sete mil e seiscentos segundos. E a morte, esse ínfimo espaço de tempo que leva a nossa mente, espírito ou alma para desconectar do corpo, não leva mais do que um segundo. É um piscar de olhos. 1 segundo de morte em 2.398.377.600 de vida. E é esse único “1” que define absolutamente tudo. Quem morre, quem fica, o mundo inteiro.</p>



<p>A morte existia agora. Logo agora, que pela primeira vez, minha vontade de viver era tão gigantesca. E eu não podia aceitá-la. A morte é o fim, ou o que? Ninguém sabe. Eu não queria <em>não</em> existir.</p>



<p>Mas eu já não existi antes, disse-me alguém sábio. Antes de nascer, todos nós não existimos. Já estivemos presentes na inexistência. Por algum motivo estranho, esse pensamento me reconforta. Não pode ser tão ruim assim. É apenas o não ser. &nbsp;Então aos poucos, passei a aceitá-la.</p>



<p>Todos meus textos ultimamente falam sobre vida, embora pareçam falar sobre morte. &nbsp;E depois desse ano de medos, incertezas e desejo pela vida, me resignei e entendi que sim, vou morrer. E quero muito morrer.</p>



<p>Um dia, deitada na minha cama. Com o braço da pessoa que eu amo, ainda viva, à minha volta. As fotos dos meus netos na mesa de cabeceira. E a morte que estivera calada durante tantos anos, assoprará novamente meu pescoço. Quero sorrir para ela dessa vez:</p>



<p>“Já estou indo.”</p>



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<p><strong>Julia Monteiro Moreira Rosiello</strong> é<strong> </strong>millenial paulista por nascença e porto-alegrense por escolha. Estudante de escrita criativa, mas me considero uma escritora desde que dobrava folhas de papel sulfite e chamava o resultado de livro. As palavras sempre foram meu refúgio e minha libertação interna – escrevo para que elas sejam livres também.</p>
</div></div>



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		<title>SOBRE DIFERENTES TIPOS DE EXPERIÊNCIA AUDIOVISUAL</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 21:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Allison Vicente</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Este breve ensaio é uma revisão de duas formas de representação: experiências comuns que se manifestam de diferentes maneiras, afim de esboçar um pouco do que pode vir a ser os limites e as possibilidades de cada uma.</p>



<p>Em <em>Mitologia, </em>Roland Barthes começa o livro descrevendo o <em>catch </em>francês, o que é, no mínimo, curioso. <em>Catch </em>é descrito por Barthes como um tipo de esporte de luta livre. Dois lutadores em um palco expressão suas emoções, lutam pela vitória. Para o <em>catch </em>pouco importa a verdade, pouco importa se a dor e o sofrimentos são sentimentos reais, pouco importa se a luta é real. Para o público o que importa é se os lutares conseguem representar emoções reais, sentimentos reais, sejam frustrações pela derrota, ou a euforia da vitória.&nbsp;</p>



<p>São outras as experiências possíveis na produção audiovisual. Seja em um filme, uma série, uma animação ou o que for, o conteúdo audiovisual trabalha com a demonstração de informações interiores. Também se trata de representações, mas de representações do real. No livro <em>Culturas Narrativas Dominantes: o caso do cinema, </em>João Maria Mendes comenta a maneira como o cinema opera as réplicas da realidade, o que neste ensaio pode ser expandido para a produção audiovisual como um todo.</p>



<p>A questão para Mendes nesse livro é mostrar que a representação da produção audiovisual – do cinema, no caso dele, não é uma simples réplica da realidade que se mantém estável e única. As representações audiovisuais são ao mesmo tempo uma apresentação e idealização do mundo real em um processo simultâneo de três idades. Mendes faz referência a filósofos como Hegel e Heidegger para comentar esse processo: 1) a representação mundo em vista de sua melhora; 2) a materialização dos objetos ficcionais em objetos e lugares reais. Nesse ponto, Mendes fala principalmente dos parque temáticos, como o da Disney, para mostrar como a realização dos sonhos é possível ao público; 3) Finalmente a conquista, a realização da ficção no mundo real. Aqui se trata de viver efetivamente o que foi inicialmente idealizado.</p>



<p>Esse processo é comum e de fácil verificação, mas existem traços de variações que podem ser destacados pela recente ascensão das plataformas de <em>streaming</em>. O caso da segunda etapa, por exemplo, pode ser desconsiderado e a realização da ficção pode acontecer subjetivamente, i.e., pela “incorporação” de características de personagens pelo público e a tomada de discursos.</p>



<p>A experiência audiovisual por sua vez trabalha com a capacidade da produção de passar informações sem que o produto “pese”. A ideia é conseguir apresentar um universo completo em poucas horas, de contar a história de vida de um personagem em algumas poucas cenas e, parece ser essa de fato a característica por excelência do conteúdo audiovisual. Esse tipo de experiência não é apenas interior. Não se trata apenas de conseguir conhecer uma personagem, como pensa e o que deseja, mas de vivenciá-lo em sua própria situação. A experiência aqui é a de entender e simpatizar com a personagem em um processo de dupla representação: por um lado a produção que tenta a representação do real; do outro, o público, que se vê e assisti representado, seja por identificação ou idealização das ações das personagens.</p>



<p>É outro ainda o caso da experiência de jogador. Para comentar esta, um jogo foi escolhido e uma histórica precisa ser contada. The Last of Us &#8211; Part II, desenvolvido pela Naughty Dog e publicado pela Sony Interactive Entertainment, lançado oficialmente em 2020. A primeira parte dele foi lançada em 2013. O primeiro jogo foi um grande sucesso, já fazia algum tempo que a Sony não lançava um jogo com uma narrativa tão intensa e diversas novidades tecnológicas culminaram com na história. Em 2017, em um evento oficial da Sony, foi prometida a segunda parte do jogo. Desde então, a experiência de jogador começa.</p>



<p>Após vinte anos em pandemia, surge uma esperança: Ellie, a única humana imune a um vírus que faz qualquer infectado nocivo e mutante se expostos por longos períodos. Joel recebe a tarefa de leva-la a um grupo de resistência chamado Vagalumes que, contra a ordem comum, busca uma cura. Joel cumpre sua missão, matando diversas pessoas no caminho. O segundo jogo é uma história de vingança pelo que Joel fez e por sua lastimável morte.</p>



<p>A experiência do jogador que viveu a primeira história quase inteira na narrativa de Joel, que o viu morrer logo no início do segundo e passa a jogar principalmente com Ellie, seja no primeiro ou no segundo, seja um ou em outra, não é uma experiência audiovisual em que se tem uma dupla representação, como comentou Mendes. A experiência de jogador em ambas as narrativas de The last of us é a de vivenciar como espectador que obedece as decisões de outrem, como se uma consciência ali fosse criado e ao jogador fosse possível incorporá-la em um ambiente único e próprio, ainda que meramente como um corpo que serve de casca a outra consciência. É essa dinâmica que permite ao jogador vivenciar a experiência de espectador, de alguém que de algum modo assisti uma história ser contada e conhece os segredos das personagens sem necessariamente simpatizar, sem que goste ou concorde, sem sentir empatia ou coisa do tipo, mas apenas acompanhe, como um tipo de presença ausente na história.&nbsp; Ambos os produtos se tratam e funcionam através da noção de representação como núcleo e ferramenta. Mas como são diferentes as experiências no produto audiovisual e nos jogos. A primeira permite intensa simpatia e identificação com personagens, com histórias e tramas. A segunda, sem muito foco nisso, permite a experiência de viver efetivamente cada etapa de uma trajetória, de um arco de perfil, mesmo que não se concordo com as decisões tomadas. Vivi mais de mil vidas antes dos meus vinte anos da minha própria e isso só foi possível, pois nasci em um mundo encharcado com essas muitas e magnificas histórias.</p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ffa0b-allison-vicente.png?resize=950%2C950" alt="" class="wp-image-19415 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ffa0b-allison-vicente.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ffa0b-allison-vicente.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ffa0b-allison-vicente.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ffa0b-allison-vicente.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ffa0b-allison-vicente.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ffa0b-allison-vicente.png?resize=980%2C980&amp;ssl=1 980w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ffa0b-allison-vicente.png?resize=96%2C96&amp;ssl=1 96w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong>Allison Vicente</strong> é Estudante de Filosofia pela Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS) e formado em Roteiro audiovisual pelo Núcleo de Estratégias e Políticas Editoriais (NESPE). Um novato roteirista que há muito tempo, no entanto, se apaixonou por histórias bem contadas, de apreciar, experimentar e vivenciar novas experiências. Seja um livro, uma série, um filme, uma animação ou um jogo, anseio sempre por novidades. Sou também alguém muito interessado pelo desenvolvimento das ciências no mundo, com especial foco e carinho nas Ciências Humanas e na linguística, o que parece casar bem com minha paixão por histórias.</p>
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		<title>ZONA DE SEGURANÇA: O LABIRINTO COMO UMA METÁFORA URBANA</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 21:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por:  Danilo Celso</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>O espaço urbano é o lugar onde ocorrem as desigualdades, as lutas de classe, as violências contra grupos e indivíduos que compartilham do mesmo espaço onde habitam aqueles que os oprimem. Estes, porém, vivem experiências diferentes que por consequência geram narrativas diferentes a partir do ponto de<br>vista das desigualdades e das condições a que estão sujeitos. Se tomarmos o homem como produto do meio, poderemos estabelecer uma série de realidades paralelas que convivem e compartilham do mesmo lugar: o espaço urbano.</p>



<p>Nem sempre lidamos com as diferenças e as dores de cada grupo ou de cada indivíduo, pois além de não podermos interferir no livre arbítrio, não possuímos a capacidade de nos colocar no lugar do outro, uma vez que ele participa do espaço urbano de maneira diferente, tem acesso às informações e ambientes de maneira diferente, nos restando apenas a consciência sobre a empatia. É certo que, conforme os meios de comunicação rápida e as redes sociais tiveram o propósito de democratizar o acesso à informação e permitir a aproximação de grupos, na verdade percebemos que as próprias redes de informação tornaram-se ferramentas para separação de grupos. Não estamos falando apenas de esquerda ou direita &#8211; das bolhas ou do espectro político da coisa, mas também falando daqueles que possuem acesso às redes e aqueles que não possuem, ou acessam de forma limitada, sem o desfrute da real potencialidade das ferramentas que são ofertadas.</p>



<p>Nesta instalação digital &#8211; concebida como produto de uma residência artística, parte do programa American Arts Incubator, oferecido pela embaixada estadunidense em diversos países para possibilitar o intercâmbio cultural de seus artistas com outras culturas &#8211; o labirinto surge como uma metáfora para o espaço urbano, onde convivem isoladas e por vezes escondidas, as diversas narrativas. O usuário é colocado no lugar de alguém que participa deste espaço dentro da sua zona de conforto, o meio do labirinto. Partindo desta zona de conforto o espectador é levado a explorar o labirinto e ter contato com outras narrativas impactantes, diferentes daquela vivida por ele mesmo, uma vez que o público alvo desta experiência seria uma público que tem acesso a um museu, que poderia hospedar a exposição, ou um smartphone com tecnologia para acessar o hub em realidade virtual.</p>



<p>As narrativas escolhidas para serem representadas dentro deste labirinto são narrativas que vão de encontro com as problemáticas experienciadas pelas cidades brasileiras, com um recorte específico para as cidades mineiras &#8211; tendo em vista as problemáticas geradas pela mineração &#8211; na atualidade. A experiência é dividida em três eixos: Os crimes das barragens de mineração; a COVID-19 &#8211; e suas influências na questão urbana; e a forma como as cidades lidam com a natureza em sua concepção. Dentro de cada eixo, o espectador é levado a refletir sobre sua própria experiência e perceber a importância da empatia e da compreensão das dores de cada um.</p>



<p>No final do labirinto, o espectador reencontra o seu lugar de conforto, porém modificado, preenchido pelas experiências a que teve acesso no percurso do labirinto. Convidamos o espectador a uma leitura do ambiente urbano, configurado como labirinto, para a compreensão do seu lugar no espaço e reconsideração de seus feitos e posicionamentos.</p>



<p>Link para visitação digital: <a href="https://www.aaibrazil.com/exhibition/safetyzone">https://www.aaibrazil.com/exhibition/safetyzone</a></p>



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<p><strong>Danilo Celso</strong> é estudante de Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal de Minas Gerais. É um artista multidisciplinar, trabalha com Arte Digital, Literatura e Artes Visuais além de ter trabalhado como pesquisador na área da inclusão das novas tecnologias, especialmente ferramentas de Realidade Virtual e Realidade Aumentada, como parte do processo de projeto em arquitetura e design. Faz parte do Coletivo Negro Malungo da Escola de Arquitetura da UFMG, já tendo feito parte do Diretório Acadêmico da mesma unidade.</p>
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		<title>Ballet Manguinhos volta aos palcos encenando resistência e inspiração</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 21:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/hero_header_2xl_1x/public/2021-12/homenagem%20bertha%20lutz.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Legenda: Uma das mulheres homenageadas durante o espetáculo foi a diplomata brasileira Bertha Lutz, que participou da redação da Carta das Nações Unidas<br>Foto: © Ana Silva/Ballet Manguinhos</figcaption></figure>



<p>Escola de dança de comunidade no Rio de Janeiro superou desafios da pandemia de COVID-19 para apresentar espetáculo sobre a história de mulheres inspiradoras</p>



<p>Uma mistura de lágrimas, entusiasmo, ansiedade e vontade de reafirmar a dança como resistência e arte. Foi assim que a diretora administrativa do Ballet Manguinhos, Carine Lopes, descreveu o retorno do grupo aos palcos. O balé urbano, que atende gratuitamente 250 crianças e jovens do complexo de favelas Manguinhos, no Rio de Janeiro, apresentou seu espetáculo anual no dia 15 de novembro, após meses de paralisação das aulas.</p>



<p><em>“Mulher: poder e resistência”,</em>&nbsp;narrou por meio de coreografias a história de dez mulheres inspiradoras. Entre elas, a diplomata brasileira Bertha Lutz, cuja participação na redação da Carta das Nações Unidas resultou na menção à igualdade de gênero no documento, tema até então inédito em um tratado internacional.</p>



<p>“Esta apresentação foi muito diferente. Já fizemos sete espetáculos nos nossos quase 10 anos de história, mas neste a vontade de mostrar, reafirmar a arte e voltar a dançar deram essa sensação mágica. As bailarinas choravam nas coxias”, lembra Carine. “Este é o único momento que os alunos e alunas têm para se afirmarem como artistas. Trabalhamos com crianças e jovens que não acessam espaços culturais no seu dia a dia. Então, quando eles conseguem se ver dentro de um teatro de mil lugares, como o Riachuelo, e ainda no papel principal, é algo emocionante.”</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2021-12/espet%C3%A1culo%20destaque.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="espetáculo “Mulher: poder e resistência” ballet manguinhos" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Legenda: O espetáculo “Mulher: poder e resistência” marcou o retorno do Ballet Manguinhos aos palcos, após meses de paralisação devido à pandemia de COVID-19Foto: © Ana Silva/Ballet Manguinhos</figcaption></figure>



<p>Com o avanço da vacinação contra a COVID-19 e o retorno gradual de atividades presenciais, executar um espetáculo musical, após meses de confinamento, já seria motivo suficiente para causar euforia no grupo de dança. Mas junto com a companhia, também entrou no palco o esforço do Ballet Manguinhos para superar outros obstáculos causados pela doença, que agravaram ainda mais a situação das famílias que moram em uma das regiões com o Índice de Desenvolvimento Humano mais baixos do Rio de Janeiro: a fome e o luto.</p>



<p>Em janeiro, após perder a fundadora do grupo para a COVID-19&#8211; a bailarina Daiana Ferreira, de 32 anos&#8211;,&nbsp; o grupo escolheu mergulhar nas campanhas de prevenção contra a doença. Desde panfletagem na comunidade até promoção de testagem em massa e distribuição de máscaras, o Ballet Manguinhos manteve vivo o ativismo de sua fundadora também fazendo campanhas de arrecadação de alimentos, produtos de higiene, absorventes e de equipamentos eletrônicos, a fim de tentar manter contato com os membros do Ballet, ainda que de maneira virtual.</p>



<p>“A dança expressa o que eu sinto e por causa do balé eu pude conhecer pessoas e lugares novos. Então, voltar aos palcos, em um momento tão importante, onde a gente lembraria da Daiana, foi muito emocionante. Estava ansiosa”, conta Anna Júlia Martins da Silva, de 14 anos, moradora da Favela do Mandela e aluna do Ballet Manguinhos há seis anos. No espetáculo, Anna dançou as histórias da cantora Elza Soares, Anne Frank e da astronauta Valentina Tereshkova. “Eu me sinto bem sabendo que podemos ser uma inspiração para outras meninas e motivar as pessoas da nossa comunidade”.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2021-12/DSC_0023.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="dançarina do balé realiza teste de covid-19" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Legenda: O grupo promoveu campanhas de testagem em massa no complexo de favelas Manguinhos e arrecadou alimentos para ajudar os bailarinos e suas famíliasFoto: © Ana Silva/Ballet Manguinhos</figcaption></figure>



<p><strong>O projeto &#8211;</strong>&nbsp;Funcionando em um prédio de 600 metros quadrados na Avenida dos Democráticos, o Ballet Manguinhos oferece 15 turmas de balé e duas de circo, para crianças e jovens entre seis e 29 anos. No total, a formação completa na escola dura oito anos. Em 2021, pela primeira vez, o projeto também passou a contar com três turmas de&nbsp;<em>muay thai&nbsp;</em>(boxe tailandês) dentro do programa “Respeita as Minas”, que promove uma série de atividades referentes à conscientização sobre a violência contra a mulher.</p>



<p>Em 2021, o Ballet Manguinhos participou do programa “Uma Vitória leva à Outra”, projeto de editais da ONU Mulheres e do Comitê Olímpico Internacional, em parceria com as ONGs&nbsp;<em>Women Win</em>&nbsp;e Empodera. Através da ação de empoderamento de meninas pelo esporte, 90 meninas tiveram aulas de ginástica rítmica no Ballet Manguinhos por três meses. “O programa trouxe uma série de discussões muito relevantes para as meninas, sobre o que significa ser mulher na sociedade hoje, autoconhecimento, sobre o esporte em si, sexualidade e muitas outras coisas válidas e importantes para a vida delas. No ano que vem pretendemos nos inscrever novamente”, conta Carine.&nbsp;</p>



<p>Esta, no entanto, não foi a única parceria entre o Ballet Manguinhos e a Organização das Nações Unidas. Na edição 2020 dos 16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra Meninas e Mulheres, a companhia montou uma&nbsp;<a href="https://www.instagram.com/tv/CIWnuPdA2CM/">coreografia</a>&nbsp;especial para marcar a campanha “Onde você está que não me vê?”, unindo o balé clássico e o funk com a trilha sonora de MC Tha.&nbsp;</p>



<p><strong>Futuro &#8211;</strong>&nbsp;São oportunidades como essas, aliadas a capacidade do grupo em promover importantes mudanças sociais, que explicam porque a fila de espera por uma vaga ultrapassa os 500 nomes. “Temos um índice de gravidez na adolescência, entre as mais de três mil alunas que já passaram pelo Ballet, menor do que 1% e a gravidez na adolescência é algo cultural no território. Por isso temos que continuar este trabalho. Já fizemos muito e podemos fazer ainda mais”, diz Carine.</p>



<p>Com o contrato de patrocínio prestes a encerrar, o Ballet agora busca uma nova forma de financiar suas atividades para 2022. Apesar do momento de tensão, Carine está confiante e tem certeza que o espetáculo&nbsp;<em>“Mulher: poder e resistência”&nbsp;</em>não foi a última apresentação de grande porte do Ballet Manguinhos. “Este é o legado que a Daiana nos deixou. A memória dela é uma memória de luta, do desejo de tirar crianças da ociosidade e mostrar uma outra realidade, que não apenas a da violência. Não vamos parar.”</p>



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<p><span><i style="font-weight:bold">Matéria originalmente publicada em<strong> </strong></i><strong><a href="https://brasil.un.org/pt-br/164314-ballet-manguinhos-volta-aos-palcos-encenando-resistencia-e-inspiracao">Nações Unidas Brasil</a></strong></span><strong> <em>em 09/12/2021 – Atualizado em 09/12/2021.</em></strong></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
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		<title>[EXPOSIÇÃO VIRTUAL] CONTRAÇÕES</title>
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		<pubDate>Sun, 12 Dec 2021 21:24:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 121]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Estação Canelas]]></category>
		<category><![CDATA[Exposição de arte]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Guilherme Berganimi</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>No Brasil, 85% dos partos são cesarianas e 15% normais. O inverso do que recomenda a Organização Mundial de Saúde (OMS). A cultura da cesariana visando o lucro dilacera o desejo da mulher de parir.</p>



<p>Pude ter o privilégio de vivenciar esse momento mais primitivo do ser humano, que é o ato de parir no próprio lar. Durante 30 horas de contração, uma força e resistência indescritíveis da mãe, Malu nasceu em nosso quarto no dia 29 de junho de 2015.</p>



<p>Do dia 19 de junho a 10 de julho, fui aos Correios para enviar um cartão postal para a Malu, um diálogo simples e infantil para oficializar e materializar esse momento. Em uma caixa de papelão, as principais revistas e jornais do dia 29 estão guardados com os cartões postais que Serão entregues a ela no dia 29 de junho de 2030, às 8h35 da manhã.</p>



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<div class="wp-block-jetpack-tiled-gallery aligncenter is-style-rectangular"><div class="tiled-gallery__gallery"><div class="tiled-gallery__row"><div class="tiled-gallery__col" style="flex-basis:100%"><figure class="tiled-gallery__item"><img decoding="async" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bdec6-arte_postal_01-1024x343-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=600 600w,https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bdec6-arte_postal_01-1024x343-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=900 900w,https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bdec6-arte_postal_01-1024x343-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1200 1200w,https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/bdec6-arte_postal_01-1024x343-1.jpg?w=950?strip=info&#038;w=1280 1280w" alt="" data-height="429" data-id="19382" data-link="https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?attachment_id=19382" 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<p><strong>Guilherme Berganimi</strong> é mineiro de Belo Horizonte, e é com a fotografia que Bergamini expressa suas vivências pessoais e visão de mundo. É um entusiasta e curioso pelas novas possibilidades contemporâneas que a técnica permite; persistente, o artista visual tem a fotografia como meio de crítica política e social. Premiado em concursos nacional e internacional, participou de festivais e exposições coletivas em 47 países, além de ter fotografias publicadas em diferentes veículos de comunicação brasileiros e estrangeiros.</p>
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