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	<title>Arquivos Ano 005, N 184 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Joaquina e o  “Holocausto brasileiro” &#8211; porque a vida é um “trem de doido”&#8230; </title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 184]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Sérgio Augusto Vicente</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/08/joaquina-e-o-holocausto-brasileiro-porque-a-vida-e-um-trem-de-doido/">Joaquina e o  “Holocausto brasileiro” – porque a vida é um “trem de doido”… </a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Era noite. Na sala de estar, familiares e conhecidos velavam o corpo de Patrocínia. Na sala ao lado, uma mulher, insone e recolhida, passava a noite sentada no chão, sobre o assoalho de madeira daquela casa. Ali permaneceu muitas horas completamente reclusa, inconsolável e transtornada. Joaquina era o seu nome, a neta da falecida, com seus trinta anos de idade. Abalada emocionalmente pela morte da avó, seu distúrbio psiquiátrico teria se agravado profundamente a partir daquele dia, tornando-a cada vez mais dependente de cuidados familiares.&nbsp;</p>



<p>Logo após a missa de sétimo dia de Patrocínia, Joaquina foi conduzida ao tratamento em uma clínica em Matias Barbosa (MG). Pela primeira vez, ela era internada em uma clínica psiquiátrica. A instituição era particular. O tempo foi passando e, com ele, os parcos recursos de uma família pobre. Maria, mãe de Joaquina, despendeu todas as economias na expectativa de que a filha recobrasse o mínimo de consciência necessária a uma vida autônoma. Mas a cura não vinha, e o dinheiro acabava.&nbsp;</p>



<p>Joaquina deixa a clínica e retorna ao convívio familiar. Dessa vez, no entanto, a casa do irmão, Sebastião, no Morro Alto, era o seu destino. A mãe também fizera daquela nova casa seu abrigo, após o marido, conhecido como Caboclo, com sua vida errante e quixotesca, abandoná-la. A adaptação a um ambiente doméstico repleto de crianças seria o grande problema. Eram oito os filhos do irmão, seus sobrinhos, que a tinham como criança. Com eles Joaquina se irritava e travava guerras de nervos diárias. Diante de seu comportamento sobressaltado e atormentado, as brigas e agressões às crianças se tornariam cada vez mais corriqueiras, o que também impacientou o irmão. Tudo isso o teria motivado a tomar uma drástica decisão: interná-la em um hospital psiquiátrico público. O Colônia, de Barbacena, teria sido o primeiro a lhe passar pela cabeça. E assim foi decidido. A mãe, Maria, embora apreensiva com o destino da filha, talvez não fizesse objeção à decisão do filho naquele momento.&nbsp;</p>



<p>Já tradicionalmente conhecida como a capital brasileira da loucura, Barbacena, desde o início do século XX, já abrigava o maior manicômio do Brasil. A escolha da cidade para sediar a instituição teria sido um “presente de grego”, um prêmio de consolação recebido após o município perder para Belo Horizonte a disputa ao posto de capital de Minas. Para lá eram enviados milhares de pacientes de diversas regiões do país.&nbsp;</p>



<p>Sebastião acordou cedo para embarcar com a irmã na estação ferroviária mais próxima, em Matias Barbosa. Comprou um pacote de biscoito para distraí-la enquanto o trem cortava o mar de morros das Minas Gerais. Sem se dar conta do que lhe ocorria, Joaquina seguia uma viagem tranquila ao lado do irmão.&nbsp;</p>



<p>A última parada foi na estação Bias Fortes. A essa altura, o trem, já bastante cheio, preparava-se para chegar ao destino final. De repente, a locomotiva desacelerou. Acabava de passar pelos fundos do Hospital Colônia. Muitos, como era o caso de Joaquina, talvez nem soubessem o porquê do desembarque naquele local. Outros tinham plena consciência da situação que enfrentavam. E sofriam a revolta de serem despachados, à força, em um local obscuro.&nbsp;</p>



<p>A recorrente cena da chegada do trem apinhado de “pacientes” acabou se eternizando nas memórias literárias de Guimarães Rosa. Ao observá-la algumas vezes, o escritor deu origem à expressão “trem de doido”, incorporada definitivamente ao vocabulário do mineiro. Foi no “trem de doido” que Joaquina chegou ao local onde viveria as mais terríveis condições de abandono e maus tratos. Na época, os tratamentos psiquiátricos ainda passavam longe do processo de humanização. Os procedimentos se resumiam à camisa de força, às agressivas injeções de “entorta” e aos choques elétricos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No interior do manicômio, pacientes nus, sujos, com fome, expostos à pneumonia e à tuberculose, urinavam e defecavam no chão. Suas camas eram os montes de capim espalhados pelos pátios. A superlotação, os banhos coletivos, a promiscuidade, a água suja de fezes, o convívio com os ratos, o mau cheiro, o frio, o calor, a sede e a fome eram a realidade que Joaquina teria que enfrentar a partir daquele dia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Desassistidos pelo poder público e desprovidos de acompanhamento e visita dos familiares, muitos indivíduos que passavam por aquela experiência não conseguiam sobreviver para contar sua história. Afinal, pelas condições a que eram submetidos, o quadro de saúde daquelas pessoas só piorava, levando-as a um caminho sem volta, marcado pela exclusão e perda das referências sociais, afetivas, etc. Tinham suas roupas arrancadas, suas personalidades desfiguradas. Muitos perdiam até o próprio nome, sendo rebatizadas lá dentro.&nbsp;</p>



<p>Sebastião acabara de entregar a irmã nas mãos dos funcionários da instituição. Em instantes, Joaquina foi encaminhada para o local onde teve a sua roupa substituída pelo famoso “azulão”, o uniforme azul, de brim, que disponibilizavam aos “pacientes”. Dali em diante, esta seria sua única peça. Com suas histórias de vida simplesmente ignoradas, os “pacientes” eram vistos como massa amorfa, um amontoado de loucos. A exemplo do que acontecia com muitos outros internos, Joaquina desaprenderia a assinar o próprio nome. A digital passaria a identificá-la nos documentos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Enquanto virava as costas para a porta por onde Joaquina entrava, Sebastião ouvia seus berros ecoando por entre os corredores dos pavilhões. Entrava no trem, mas os gritos não cessavam. A locomotiva ia contornando os fundos do Colônia, e a voz de desespero da irmã continuava martelando sua cabeça. Até que o silêncio veio abafado, o grito de desespero foi sufocado pela distância. E Sebastião seguiu a viagem de volta para Matias Barbosa sem declinar de sua intenção: prender a irmã entre as paredes cinzas daquele manicômio. É provável que, nesse momento, início da década de 1950, ele e os demais familiares ainda não tivessem a completa dimensão dos riscos que Joaquina corria. Mas os burburinhos circulavam. As estórias em “cousas miúdas” eram contadas. Com imprecisão e com ares de fabulação, mas eram contadas. O local, visivelmente triste e cinzento, apesar de não explicitar as atrocidades cometidas em seu interior, não possuía paredes completamente impermeáveis.&nbsp;</p>



<p>Mariana e Palmira, as tias de Joaquina – herdeiras da casa onde a mãe, Patrocínia, falecera – deram conta da internação da sobrinha meses depois, após Sebastião lhes fazer uma visita. Reagindo com perplexidade e preocupação, logo condenaram a atitude do sobrinho, que confessava não ter suportado as constantes brigas da irmã com suas crianças dentro de casa. Logo Mariana respondeu: “Se tivesse me avisado que faria isso, te autorizava a trazer ela pra cá, pra ficar junto comigo.”&nbsp;</p>



<p>Mesmo prometendo manter as tias atualizadas sobre a situação da irmã no manicômio, Sebastião não as tranquilizou. Em nenhum dia sequer, Mariana deixava de pensar no tratamento dispensado à sobrinha entre as quatro paredes daquele lugar obscuro. Quanto mais o tempo se passava, mais Mariana e Palmira se angustiavam. Comentários negativos e alarmistas sobre o manicômio chegavam pouco a pouco aos seus ouvidos. Vendedoras ambulantes de queijos e doces na região de Simão Pereira, as duas irmãs, entre uma conversa e outra com amigos e conhecidos da região, ouviam comentários assustadores sobre as condições inóspitas e desumanas que os “pacientes” enfrentavam lá dentro. Algumas pessoas se queixavam de que, após mandarem seus parentes para o Colônia, nunca mais tiveram notícias deles. Muitas dessas pessoas eram pobres e negras e habitavam os quilombos da região. Outras, recusando as explorações dos fazendeiros, eram tachadas de “malandras” e “vagabundas”. O envio ao Colônia era uma forma deliberada de repressão ou, quem sabe, de disciplinarização dos indivíduos considerados “desviantes” dos padrões sociais considerados “normais”. Tudo isso refletia, entre outras coisas, a realidade de segregação racial do Brasil no pós-abolição, que adotava a “limpeza social” como “solução” para os problemas do país.&nbsp;</p>



<p>Cansadas de se corroerem em preocupações, Mariana e Palmira ordenaram que Sebastião a retirasse do manicômio imediatamente. Estavam decididas a cuidar de Joaquina pelo resto de suas vidas, no sítio que a mãe lhes deixou de herança.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>***&nbsp;</p>



<p>O ano era 1954. Joaquina “apiava” do trem em Matias Barbosa junto com o irmão, onde se encontraram com a mãe e “tia Quininha”. De lá marcharam alguns quilômetros a pé até o sítio da família. Livre, porém atormentada, Joaquina fez o percurso totalmente inquieta. As mãos, completamente vazias e despojadas de bens materiais, só se ocupavam com as pedras que encontrava pelo caminho. Não podia vê-las no chão que logo as atirava pelos ares.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Era pouco mais de meio-dia quando as três chegaram ao destino final. Nair tomava conta das parreiras de uva no quintal, quando ouviu o latido dos cachorros no terreiro. Caminhando em direção à casa, assustou-se com o vulto azul de uma mulher suja e descabelada que corria em direção à cozinha e logo se sentava, encolhida, ao lado da mesa. O vulto era o de Joaquina trajando o famoso “azulão”. Sujo, ensebado e malcheiroso, o pano se arrastava até seus pés caraquentos, envolvendo um corpo castigado pelas marcas do abandono e dos maus tratos.&nbsp; O mau cheiro, a pele encardida e o cabelo grande e grosso de sujeira evidenciavam o longo período em que ficara sem banho. Além disso, Joaquina ainda sofria com as sequelas de uma tuberculose que contraíra durante a internação.&nbsp;</p>



<p>Após um longo banho de bacia, as tias a vestiram com uma peça de roupa devidamente limpa e passada. Há tempos não sabia o que era isso. Havia desaprendido as mais simples e elementares noções de higiene pessoal. Entretanto, outro banho seria necessário para que sua pele perdesse o encardido e voltasse ao tom original. Mas aquele era o primeiro passo para recobrar a sua dignidade. Mariana lhe penteou o cabelo, prendendo-o com grampos. Esforço em vão. Estes logo foram violentamente arrancados e atirados ao chão. Aquela batalha não seria fácil.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A convivência com o comportamento arredio, atormentado e agressivo de Joaquina nesse período de adaptação trazia grandes dificuldades e desafios à rotina no sítio. A hora do banho era uma das mais difíceis. Àquela época, não havia banheiro dentro de casa. Os banhos aconteciam dentro do quarto, com baldes e bacias, objetos que Joaquina nem podia ver à sua frente – talvez por conta de algum trauma adquirido dentro do manicômio. Como um animal raivoso, mordia em quem estivesse ao seu lado. Certo dia, enquanto se banhava, saiu correndo de casa, nua, rumo ao pasto. Desconhecendo a direção que seguia, chegou à casa de sua outra tia, Aurora, que morava numa casa localizada na porção do sítio herdada da mãe, Patrocínia. Terna como o nome, Aurora abraçou-a, enrolou-a em um lençol e a levou para a casa que lhe serviria de morada, aos cuidados de Mariana e Palmira.&nbsp;</p>



<p>Respectivamente viúva e solteira, Mariana e Palmira se dedicavam bravamente à labuta diária na roça. Desde o falecimento de Patrocínia, a matriarca da casa, ambas imputaram à sua prima, Nair, com seus oito anos de idade, a responsabilidade pelos afazeres domésticos. Por ocasião do retorno de Joaquina à propriedade da família, Nair já tinha 11 anos de idade. A partir de então, abraçaria outra missão: conviver e cuidar diariamente com os gritos, xingamentos e agressões que Joaquina aprendera entre as paredes do Colônia.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Sem força física para conter a falta de limites da prima e se proteger contra as agressões físicas, a menina Nair precisava se trancar dentro da cozinha para conseguir preparar o almoço. Sem poder contar com auxílio médico e remédios controlados, Joaquina ainda permaneceria indomável por longos anos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Mariana, porém, tinha a fé como recurso. Herdando da mãe portuguesa a devoção a Santo Antônio, buscava inúmeras vezes a tradicional água milagrosa do santo, na fonte situada ao lado da antiga Igreja de Santo Antônio, em Simão Pereira. Diariamente, aspergia um pouco do líquido sobre a cabeça da sobrinha, na esperança de que um milagre se concretizasse e a paz ali fizesse morada.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Como nada nesse mundo é imutável, com Joaquina não foi diferente. A passos muito lentos, Joaquina foi incorporando a rotina da casa e participando das atividades diárias. Os cuidados familiares a levaram a viver no seu tempo e no seu ritmo, tendo as suas especificidades respeitadas e sua dignidade restabelecida. Vez ou outra, ajudava em alguma atividade manual da casa, apesar de jamais ter voltado a assinar o próprio nome e a se comunicar fluentemente. O pouco que conseguia verbalizar eram os xingamentos aprendidos na experiência manicomial.&nbsp;</p>



<p>Antes de crescer, casar e se tornar mãe, Nair desenvolveu seu instinto maternal nos cuidados diários aplicados à prima e às tias. Quando estas faleceram, deixaram-lhe o sítio e Joaquina como herança e missão. Os filhos cresceriam ao lado de sua prima como uma criança idosa, de hábitos excêntricos. Não raramente, Joaquina era enredada pelas brincadeiras infantis, sendo-lhe atribuídos vários personagens. Um deles era o de aluna, que pegava a caneta para rabiscar em espiral ou em caóticas linhas o papel em branco posto à sua frente. Quando se irritava, desferia varadas na molecada, como se trocasse o papel de aluna pelo o de professora à moda antiga. Ou, quem sabe, lhe viessem à mente os fragmentos de memória dos tempos de outrora?&nbsp;</p>



<p>Em 1998, Joaquina encerrou sua missão no plano terreno. Seu pulmão, sequelado pela pneumonia contraída no Colônia, não resistiu a uma forte gripe. Lembro-me perfeitamente não apenas desse momento de sua partida, mas da minha infância ao seu lado, ensaiando o ofício de um “professor D. Quixote” e observando seu corpo sentado na extremidade do banco de madeira posicionado ao lado do fogão à lenha, enquanto comia, em seu prato esmaltado, apoiado sobre o colo, a refeição preparada por minha mãe. Lembro-me de seu cabelo liso, penteado inúmeras vezes com o pente que escondia em baixo do colchão, dos papéis de bala que colocava no chão como se estivesse a guardá-los com todo esmero e cuidado.&nbsp;</p>



<p>Nair é a minha mãe, a mulher que dela cuidou até os últimos dias de sua vida. Através dela, pude narrar essa história e incorporá-la ao livro que estou escrevendo sobre o sítio que, há 113 anos, vem servindo de cenário para as inúmeras histórias de uma família de origem camponesa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A ideia de registrar essa narrativa me ocorreu a partir do primeiro contato com o livro <em>Holocausto Brasileiro</em>, de autoria de Daniela Arbex, por meio do qual pude cruzar as memórias evocadas por minha mãe com uma pesquisa documental. Durante a leitura do livro, pude estabelecer muitas correlações entre a trajetória de Joaquina e as outras histórias de vida narradas pela autora. Essa minha experiência é reveladora da importância da relação entre memória e história e da forma como a pesquisa redimensiona a nossa relação com o passado, lançando luz sobre acontecimentos e experiências por muito tempo silenciados. Não tenho dúvidas de que o livro de Arbex vem encorajando o descortinar de muitas histórias de vida, como a de Joaquina, ameaçadas de um sepultamento definitivo.&nbsp;</p>



<p>O primeiro passo para trazer à tona esse capítulo da nossa história foi dado pelo fotógrafo Luiz Alfredo e o repórter José Franco, quando, em 1961, publicaram emblemática matéria na revista <em>O Cruzeiro, </em>intitulada “Sucursal do inferno”, na qual publicizaram as mazelas do manicômio e a violação dos direitos humanos entre as suas paredes cinzentas. Metaforicamente, o Colônia pode ser considerado um “campo de concentração travestido de hospital”, como bem definiu Arbex. Naqueles pavilhões, segundo a autora, 60 mil “pacientes” perderam suas vidas, sendo que mais de 1800 cadáveres foram vendidos para faculdades de medicina do país, entre 1969 e 1980. Por muito pouco, Joaquina poderia ter se tornado um deles.&nbsp;</p>



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<p><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong></p>



<p>Doutorando e mestre em História, Cultura e Poder pela Universidade Federal de Juiz de Fora. Bacharel e licenciado em História pela mesma universidade. Dedica-se a estudos na área de história social da cultura no período correspondente à segunda metade do século XIX e às décadas iniciais do século XX, com ênfase nos seguintes temas: associativismo, sociabilidades, trajetórias, história intelectual, história social da literatura, memória, arquivos e coleções bibliográficas e documentais. Professor efetivo de História da Prefeitura Municipal de Juiz de Fora (MG). Possui experiência em pesquisa histórica, processamento técnico de acervo e difusão cultural em museus &#8211; como curadorias de exposições e mostras, palestras, minicursos e oficinas. Entre os anos 2022 e 2023, integrou a equipe curatorial de três grandes exposições que reabriram o Museu Mariano Procópio integralmente aos públicos, com novas abordagens historiográficas e narrativas expográficas. São elas: 1. <em>Rememorar o Brasil: a Independência e a construção do Estado-Nação</em>; 2. <em>Fios de Memória: a formação das coleções do Museu Mariano Procópio</em>; 3. <em>Villa Ferreira Lage (ambientação da residência de uma família da elite senhorial brasileira do século XIX).</em> Desde 2020, atua como escritor da revista <em>Trama Bodoque: arte, cultura e criatividade </em>(ISSN 2764-0639) e, a partir de 2022, também passou a atuar como membro do conselho editorial do referido periódico semanal.&nbsp;</p>
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		<title>Da identificação à religião como forma de resistência à dominação cultural e de suas implicações em relação ao interesse político no coletivo. </title>
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		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 18:59:00 +0000</pubDate>
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		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Daniel Martins Dalpra</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>A sociedade brasileira traz, historicamente falando, uma relação muito forte com a religiosidade. Ainda que não se negue, pelo menos é o que se espera, a existência da diversidade cultural-religiosa que se encontra nas bases de nossa formação enquanto cidadãos, a identidade do povo brasileiro é resultado de uma miscigenação não apenas no aspecto étnico, mas também no campo religioso, que refletirá na cultura de uma maneira geral. <br> </p>



<p>Ao passo que é partindo de uma construção ideológica que se torna fundamental para a construção da identidade de um povo. Nesta organização de ideias vale a pena traçarmos aqui alguns aspectos fundamentais que envolvam a sequência: ideologia, fé, religiosidade e religião. A primeira independe das demais, e quanto mais próximos estivermos da última, mais dependentes estaremos da primeira. O que não é raro, ainda que se haja, por parte do indivíduo, uma escolha por uma determinada religião, as ressonâncias históricas culturais com o sagrado ainda, se algum modo, persistam no cotidiano. </p>



<p> <br>Trazendo o tema no contexto histórico brasileiro, podemos compreender, por se contar de um passado colonialista &#8211; que, aliás, lamentavelmente, cujas premissas ainda persistem nas relações sociais contemporâneas, de que restara ao indivíduo que se encontre desfavorecido desta economia dois caminhos para sua existência se tratando de um aspecto coletivo: o de estabelecer laços tendo por base à fé ou de se unir à sua comunidade no aspecto de identificação na partilha por interesses políticos que objetivem o bem-estar comum.  </p>



<p>Se apega ou se une a algo para não fazer do ideal uma luta meramente solitária. Mais do que apego ou união pura e simplesmente, existe uma força ainda maior do que estes movimentos de aproximação entre indivíduos que se identificariam em um ideal de aprimoramento de sujeito a ser percorrido para um ideal de mundo a ser construído, que será onde tocaremos no aspecto da crença: o de buscar um sentido mais profundo na vida que envolvam perspectivas pessoais e coletivas. Talvez a religião, que assumiria o estatuto de uma instituição, passará a assumir como objeto: de acolher e de assegurar o direito pela existência daqueles que, de alguma maneira, compactuam com seus valores e princípios.&nbsp;</p>



<p> <br>De forma semelhante, a defesa dos interesses de um grupo que detenha o poder e que, por mais curioso (ou não), poderão recorrer a certos princípios religiosos para justificarem seus fatos, que se fundamentam a partir do erguer de seus elementos na forma de símbolos que visam determinar, nos aspectos culturais, morais e religiosos o campo do outro. <br> <br>Percebemos até aqui uma associação problemática da qual se consubstanciam princípios da fé (inerente ao aspecto subjetivo) e da política (inerente ao aspecto coletivo). Esta última já sendo determinada pela primeira, cujos elementos por certos momentos, não escapariam da possibilidade de serem tendenciosamente reinterpretados, à óptica dos interesses pessoais por parte de algumas lideranças. <br> <br>Em nossa síntese, trago então algumas questões para reflexão: <br> <br>1- O que acreditamos faria realmente sentido, com o que concebemos para uma sociedade justa e igualitária, da qual reconhece e acolhe todas as diferenças? <br> <br>2- Uma política voltada, meramente, para interesses institucionais traria um sentido real, sustentável e inclusivo para uma sociedade em seu aspecto geral? <br> <br>3- Se optamos pelo apego aos nossos valores e princípios, ainda que na condição de uma escolha individual, até que ponto esse nosso itinerário possibilitaria de enxergarmos o outro como uma alteridade com os mesmos direitos que defenderíamos para os nossos mais próximos? <br> <br>4- A fé, então, seria um caminho de salvação coletiva? Para sermos salvos de quais perigos, se não daqueles que em nosso íntimo, mais temeríamos? <br> </p>



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<p>&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Daniel Martins Dalpra</strong> é psicanalista e professor de teoria psicanalítica. Especialista em Psicanálise pela Faculdade Dom Alberto de Santa Cruz do Sul (RS), Especialista em Gestão Estratégica de Custos pela Faculdade Metodista Granbery de Juiz de Fora (MG). Graduando em Bacharelado e Licenciatura em Filosofia pela Faculdade Estácio de Sá de Juiz de Fora (MG). Bacharel em Administração de Empresas pela Faculdade do Sudeste Mineiro de Juiz de Fora (MG). </p>



<p><a href="https://www.instagram.com/psicanalista.danielmartins/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">psicanalista.danielmartins </a></p>
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		<title>Borboletário</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/08/borboletario/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 18:58:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 184]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[borboleta]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Maruzia Dultra</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Enquanto elas liberam grãos de poema&nbsp;</p>



<p>o Rei Arthur coleta tal minúscula matéria&nbsp;</p>



<p>e o escreve&nbsp;</p>



<p> &nbsp;</p>



<p>Não o fizesse&nbsp;</p>



<p>mas sua beleza emprestasse&nbsp;</p>



<p>poesia também seria&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p></p>



<p>&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Maruzia Dultra</strong> nasceu em Salvador, onde vive e trabalha como revisora de texto. Artista-pesquisadora com pós-doutorado realizado no Instituto de Letras da UFBA, é jornalista formada pela mesma instituição, mestra em Artes Visuais pela USP e doutora em Difusão do Conhecimento pelo DMMDC-UFBA. Em seu processo criativo, produz experimentos intermídias que exploram a relação do pensamento e da poesia com a imagem e a palavra, forjando formatos que partem das Artes do Livro e do Vídeo, e se abrem a escrituras expandidas, através de artesanias analógicas e digitais. Em 2017, criou a editora de artista “<em>Coleção (no prelo)</em>”, através da qual publicou os free-ebooks &#8216;<em>Cartas (não) filosóficas</em>&#8216; e &#8216;<em>Ensaio Corpográfico: processo de pesquisa entre arte, ciência e filosofia</em>&#8216;, no ano de 2021.</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/madulitas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">madulitas </a> </p>
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		<title>A dor crônica</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 18:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 184]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Marina Hadlich</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A aula de pilates hoje não foi fácil. A dor impedia tantos movimentos que a professora quase me mandou para casa. A dor do quadril virou crônica. Quem diria, uma virada de pé naquela feira de livro trouxesse um incômodo até o quadril. A dor instalou-se aqui definitivamente, e quando decidi, por duas noites seguidas, sambar de salto alto ignorando um pé torcido e retorcido, a dor transformou-se em uma espécie de inquilino, que não sai nem por ordem de despejo.  </p>



<p>Passada a aula de pilates, depois da dolorosa caminhada — por que ir de carro se você pode ajudar o meio ambiente e não se ajudar? — Chego em casa e encontro uma caixa no chão. O carteiro não colaborou, ou tentou, mas a caixa de correio era pequena, então ele deixou o embrulho no chão mesmo.  </p>



<p>Pelo formato não tive dúvidas: um livro.  Só não sabia qual. A curiosidade foi maior que a pontada do quadril e me abaixei para pegar o presente do dia — porque livro sempre é um presente, mesmo que eu pague. </p>



<p>Sentada no sofá para aliviar a dor, comecei a desembrulhar a esperada coletânea da qual participei.  Destinada apenas às escritoras mulheres, a antologia trazia contos sobre personagens femininas ocupando seus espaços, sendo protagonistas no trabalho, na casa e na sociedade. Receber um livro desses e não apresentar ao mundo seria um pecado. Decidi mostrar, fiz fotos, preparei post para o Instagram e depois pensei: “Que necessidade de afirmar e reafirmar nosso lugar, nossa voz!”. É irônico precisar fazer isso por meio de uma antologia e também com a minha vida. Falar sobre protagonismo da mulher é como cantar um refrão musical, você precisa repetir várias vezes até o ouvinte decorar e cantar junto. É a dor crônica não apenas de ser mulher, mas de ser mulher escritora no Brasil. Precisamos mostrar nosso trabalho para provarmos mais uma vez que somos tão capazes — e muitas vezes até melhor — que qualquer homem, sem julgamentos, mas agora defendo nosso lado, ainda que ele não precise de defesa alguma.  </p>



<p>A repetição desse argumento de que mulher escreve bem já se tornou crônico. Um novo livro escrito por mulher precisa ser exposto, precisa ser notado, um novo conto precisa ser mostrado, alguém precisa referendar nossa escrita, algum prêmio precisa dizer que somos capazes de escrever histórias comoventes, algum editor precisa reparar que somos engajadas, alguém conhecido precisa simplesmente dizer que escrevo bem pra caramba.  Se perguntassem, gostaria de mostrar apenas algumas coisas da minha vida, alguns textos, outros deixaria como surpresa para os leitores, mas a dor literária está sempre ali, pungente, incomodando, exigindo atenção e por isso vocês terão que ler textos como esse.  </p>



<p>Essa dor de se expor se tornou crônica e para ela ainda não encontrei remédio, espero que para o quadril a fisioterapia resolva.&nbsp;&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p></p>



<p>&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Marina Hadlich</strong>, aos 31 anos de idade, trocou a carreira jurídica pela vida de escritora. Nascida em Blumenau/SC, atualmente mora em Florianópolis/SC, onde segue lendo e escrevendo à beira-mar. Pode ser encontrada por aí contando história para crianças ou escrevendo num café. Marina ama propagar a literatura por meio de bibliotecas comunitárias, campanhas de arrecadação de livros, palestras sobre literatura infantil, clubes de leitura, de escrita e contação de histórias. É autora do livro de contos “<em>100 Mulheres</em>&#8221; (2019), do livro infantil <em>“O menino que se escondia&#8221;</em> (2021), participou de diversas antologias, ganhou prêmios e concursos literários.</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/marinahadlich/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">marinahadlich </a></p>
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		<title>Líquida</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 18:56:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 184]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[apaixonar]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[torna]]></category>
		<category><![CDATA[transbordar]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Brenda Freires</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Estes olhos&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Como as janelas da minha alma&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Esta mesma raiva&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Como a tempestade que abala&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Esta chuva&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Líquida&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Como espírito&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Fluída&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Pela carne afora&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Livre e sem forma&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Dizia ela que costumava escrever&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Até as histórias ficarem maiores do seu </p>



<p>Coisas que o tempo não poderia apagar</p>



<p> Molhados demais para se deixar secar</p>



<p> Derretem sob as estrelas  </p>



<p>Onde escolheu para sempre repousar&nbsp;&nbsp;</p>



<p>“Você merece ser amado” dizia&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Antes que seu corpo esqueça&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Quem você é&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Antes que você seja apagado&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Você merece&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Um amor que transborda&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Molhado&nbsp;</p>



<p></p>



<p>&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Brenda Freires</strong> (Rio de Janeiro, 1999) é atriz e artista visual moradora do Rio de Janeiro. Formada em produção de moda e teatro, agora ela cursa Design Grafico pela ESPM, onde quer aprender a fazer junção de todo seu caminho nas artes para o meio digital. Brenda gosta de contar histórias e utiliza diferentes meios para manifestá-las. Sua arte transita entre sua pele, as telas, poesias e atuação.</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/brefreiresart/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">brefreiresart  </a><br> </p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
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		<title>Dia Internacional da Não-Violência</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 18:55:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 184]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Mensagem do secretário-geral da ONU para o Dia Internacional da Não-Violência, assinalado em 2 de outubro &#8211; aniversário de nascimento de Mahatma Gandhi.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>Neste&nbsp;<a href="https://news.un.org/pt/search/N%C3%A3o-Viol%C3%AAncia">Dia Internacional da Não-Violência</a>, comemoramos não apenas o nascimento de Mahatma Gandhi, mas também os valores atemporais que ele defendeu: respeito e compreensão mútuos, justiça e o poder da ação pacífica.&nbsp;</p>
</blockquote>



<figure class="wp-block-image"><a href="https://news.un.org/pt/story/2023/10/1821147"><img decoding="async" src="https://i0.wp.com/brasil.un.org/sites/default/files/styles/featured_image/public/2023-10/UNPhoto_Eskinder_Debebe_UN7930019_4-19-22_ED_7246_.jpg?w=950&#038;ssl=1" alt="Secretário-geral da ONU participa de coletiva de imprensa em frente ao monumento &quot;Não-Violência&quot; na sede das Nações Unidas em Nova Iorque. " data-recalc-dims="1"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Legenda: Secretário-geral da ONU participa de coletiva de imprensa em frente ao monumento &#8220;Não-Violência&#8221;, na sede das Nações Unidas em Nova Iorque.<br><br>A mundialmente famosa peça de arte foi criada pelo artista sueco Karl Fredrik Reutersward em 1980 como um símbolo universal da paz.<br><br>A peça foi um presenteada pelo governo de Luxemburgo às Nações Unidas em 1988, e está localizada na Praça de Visitantes.Foto: © Foto da ONU/Eskinder Debebe</figcaption></figure>



<p>Nosso mundo enfrenta graves desafios: desigualdades crescentes, tensões cada vez maiores, proliferação de conflitos e agravamento do caos climático.</p>



<p>Também vemos as divisões se aprofundando dentro dos países &#8211; com a democracia ameaçada e o&nbsp;<a href="https://bit.ly/ONU_SimAPaz">discurso de ódio e a intolerância em marcha</a>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Podemos superar essas aflições e traçar um curso em direção a um futuro mais brilhante e pacífico.</p>



<ul>
<li>Se entendermos &#8211; como fez Gandhi &#8211; que a magnífica diversidade de nossa família humana é um tesouro, não uma ameaça.&nbsp;</li>



<li>Se investirmos na coesão social, cultivarmos a coragem de fazer concessões e a determinação de cooperar.</li>



<li>Se garantirmos que todas as pessoas &#8211; independentemente de status, histórico, circunstância ou fé &#8211; possam viver vidas de dignidade, oportunidade e direitos.</li>



<li>Se nos unirmos em torno de nossa humanidade comum.&nbsp;</li>
</ul>



<p>Vamos nos lembrar do sábio conselho de Gandhi:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p>&#8220;Nossa capacidade de alcançar a unidade na diversidade será a beleza e o teste de nossa civilização.&#8221;</p>
</blockquote>



<p>Prestemos atenção em suas palavras hoje e nos comprometamos novamente com esse propósito essencial.</p>



<p></p>



<p><strong><em>Artigo publicado pelo portal da <a href="https://brasil.un.org/pt-br/246541-lideran%C3%A7a-e-vontade-pol%C3%ADtica-s%C3%A3o-cruciais-para-garantir-justi%C3%A7a-reparat%C3%B3ria-para-pessoas" target="_blank" rel="noreferrer noopener">ONU Brasil</a> no dia 19/09/2023. Você pode encontrar mais artigos sobre esse e de diversos outros temas <a href="https://brasil.un.org/pt-br" target="_blank" rel="noreferrer noopener">aqui</a>.</em></strong></p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:27% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:16px"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-11 wp-block-columns-is-layout-flex">
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		<title>Floresta </title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 18:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 184]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[floresta]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[renascer]]></category>
		<category><![CDATA[replantar]]></category>
		<category><![CDATA[reviver]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Eduardo Pacheco</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>amar e amanhar a terra&nbsp;</p>



<p>nutrir a erva e arrancar a hera&nbsp;</p>



<p>não dá certeza de manhã verde&nbsp;</p>



<p>nem de tarde dourada&nbsp;</p>



<p>a erva seca&nbsp;</p>



<p>porque o tempo seca&nbsp;</p>



<p>seca a erva&nbsp;</p>



<p>seca o rio&nbsp;</p>



<p>que caricia teu pé&nbsp;</p>



<p>seca ‘té teu olho&nbsp;</p>



<p>berço d&#8217;água&nbsp;</p>



<p>secou cada vale&nbsp;</p>



<p>entalhado nesse rosto meu&nbsp;</p>



<p>e vai secar a ferida que te abriu&nbsp;</p>



<p>mas amanhã a terra </p>



<p>nutre a erva e arranca a hera&nbsp;</p>



<p>e ama &#8211; que o plantio já é colheita&nbsp;</p>



<p>e quando o tempo secar&nbsp;</p>



<p>&#8216;cê &#8216;inda vai ter o fogo&nbsp;</p>



<p>que o fogo o tempo não seca&nbsp;</p>



<p>deixa o fogo ser fogo&nbsp;</p>



<p>e devorar erva e hera&nbsp;</p>



<p>e desnudar a terra&nbsp;</p>



<p>cuida não olhar&nbsp;</p>



<p>que olho dói dor que não cabe no corpo&nbsp;</p>



<p>a terra nua e quente&nbsp;</p>



<p>com a voracidade que a miséria ensina&nbsp;</p>



<p>acolhe a vida que chega&nbsp;</p>



<p>depois do tempo&nbsp;</p>



<p>da indesistência&nbsp;</p>



<p>&#8216;cê vai ver floresta nessa terra&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-12 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Eduardo-Pacheco-Santos-Eduardo-Pacheco-Santos-2.jpg?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-33997" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Eduardo-Pacheco-Santos-Eduardo-Pacheco-Santos-2-scaled.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Eduardo-Pacheco-Santos-Eduardo-Pacheco-Santos-2-scaled.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Eduardo-Pacheco-Santos-Eduardo-Pacheco-Santos-2-scaled.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Eduardo-Pacheco-Santos-Eduardo-Pacheco-Santos-2-scaled.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Eduardo-Pacheco-Santos-Eduardo-Pacheco-Santos-2-scaled.jpg?resize=1536%2C1536&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Eduardo-Pacheco-Santos-Eduardo-Pacheco-Santos-2-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Eduardo Pacheco</strong> é psicólogo clínico, formado pela Universidade Federal do Rio Grande do Sul, e amador na literatura. </p>



<p><a href="https://www.instagram.com/eduardopachecopsicologo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">eduardopachecopsicologo </a></p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-13 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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		<item>
		<title>Caminhos desconhecidos, armadilhas e a lentidão </title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 18:53:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 184]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[hackeamento]]></category>
		<category><![CDATA[inversao]]></category>
		<category><![CDATA[Sexualidade]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Flávia Ventura </p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/08/caminhos-desconhecidos-armadilhas-e-a-lentidao/">Caminhos desconhecidos, armadilhas e a lentidão </a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os trabalhos investigam o corpo masculino como objeto de interesse do olhar feminino, partindo de referências imagéticas da pornografia e da história da arte. Ora pela ironia, ora pela poesia, é construída uma narrativa em que mulheres penetram homens ou os admiram como musos, refletindo sobre as relações de poder e as implicações sociais, políticas e simbólicas desta “inversão”. Uma pesquisa bibliográfica imprime sustentação teórica ao trabalho prático para refletir sobre <em>male gaze</em>, poéticas da passividade e falocentrismo. Na investigação pictórica, a paleta é construída a partir de uma profunda pesquisa de cor, representando uma diversidade de peles que se tocam. As imagens, construídas entre a figuração e a abstração, sugerem movimento e uma sobreposição de camadas que evocam a subjetividade. Em contraposição às imagens “ultra figurativas” da pornografia tradicional &#8211; com narrativas de fácil e rápida interpretação que acabam por limitar a experiência erótica de quem as acessa &#8211; as pinturas convidam à lentidão, à investigação, ao mistério e à imaginação como formas de subverter as violências e produzir intimidades mais saudáveis. Além disso, refletem sobre o implícito e o explícito de modo que, ao mesmo tempo, em que apresentam sexo explícito, também não mostram nada: uma estratégia de hackeamento que permite a circulação destas imagens/discussões em contextos de censura como a internet, alguns espaços institucionais, comerciais, e até mesmo espaços domésticos. Recorrendo à obra do coletivo <em>Guerrilla Girls</em>, que pesquisa os acervos de diversos museus do mundo, comprovando que a quantidade de nus femininos é sempre muito maior que a quantidade de mulheres artistas, os trabalhos buscam também questionar e ocupar espaços com o protagonismo e o olhar feminino nas narrativas apresentadas ao público sobre os mais diversos temas. </p>



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<p>&nbsp;</p>



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<p><strong>Flávia Ventura</strong> é natural de Belo Horizonte, vive e trabalha em São Paulo. Em uma pesquisa sobre a sexualidade, investiga o deslocamento de discursos e protagonismo em relação ao corpo, gênero, violência e poder. Bacharela em Artes Plásticas com habilitação em pintura pela Escola Guignard (UEMG), propõe a observação e releitura crítica de imagens produzidas pela indústria pornográfica por meio da pintura em diálogo com a performance, fotografia e instalação. Em 2022, apresentou duas exposições individuais dentro desta pesquisa, na Galeria Lume (SP) e GAL Arte Pesquisa (BH), após desenvolvimento na Residência Arrudas (Galeria Periscópio e JA.CA Center &#8211; BH).</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/flavent/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">flavent</a> </p>
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		<title>Casais Planetários</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 18:52:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 184]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
		<category><![CDATA[amor]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[casais]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[Gabriel Garcia]]></category>
		<category><![CDATA[poema]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Lopes Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>O romantismo está no vácuo sideral&nbsp;</p>



<p>Planetas do tamanho de Júpiter&nbsp;</p>



<p>Flutuam aos pares pelo espaço&nbsp;</p>



<p>Sem ligação gravitacional aparente&nbsp;</p>



<p>Sem vínculo sentimental evidente&nbsp;</p>



<p>Com qualquer estrela&nbsp;</p>



<p>Rebeldes e errantes rompendo tradições&nbsp;</p>



<p>São duas as hipóteses socio-astronômicas&nbsp;</p>



<p>Cresceram livres na nebulosa de Órion&nbsp;</p>



<p>Ou foram ejetados para o meio interestelar&nbsp;</p>



<p>É resultado da educação permissiva&nbsp;</p>



<p>Ou da discriminação comunitária&nbsp;</p>



<p>Que os lançou nesta vida vagante&nbsp;</p>



<p>Ainda cultivam a monogamia&nbsp;</p>



<p>Mas querem viver longe dos controles&nbsp;</p>



<p>Não os julgo </p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-19 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/Gabo-poeta.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-30185" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/Gabo-poeta.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/Gabo-poeta.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/Gabo-poeta.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/Gabo-poeta.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/Gabo-poeta.png?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/Gabo-poeta.png?resize=800%2C800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/Gabo-poeta.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Gabriel Lopes Garcia</strong>&nbsp;&#8211; Eu sou poeta, professor e divulgador científico. Na coluna Póesis, uso da linguagem poética para expressar minha reverência pelo Universo e o sentimento do sagrado que me habita a intimidade. Elaboro sensibilidades estéticas-éticas, sigo o fluxo de ideias prazerosas, reinvento semânticas, faço silêncio e verbo conjugarem harmonicamente. Eu não escrevo poesias. Eu me escrevo nelas.&nbsp;</p>
</div>
</div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-20 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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		<title>Jogo pictórico</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/08/jogo-pictorico/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 08 Oct 2023 18:51:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 184]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[figurativo]]></category>
		<category><![CDATA[Jogo pictórico]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Loew</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Para apresentar brevemente este trabalho começo com os pontos mais simples; antes de mais nada é uma pesquisa em pintura que pretende mais do que produzir conceitos ou ideias em geral, quer produzir ideias próprias do jogo pictórico. Poderia até resumir que atualmente ela explora a composição das cores, a gestualidade dos traços, o diálogo com elementos expressionistas dos quais derivam elementos abstratos, estes podem surgir da figura ou simplesmente ser elementos não figurativos presentes ao serviço da composição. A pintura move-se entre o abstrato e o figurativo a fim de criar uma composição visual, entendendo abstração e representação como elementos visuais com o seu papel, significado e importância julgados à luz do objetivo geral, a qual é a composição visual final; assim como letra, melodia e a harmonia têm o seu papel no contexto final de uma música. É um trabalho que visa dar ao fato estético e à experiência imediata do encontro da obra com o espectador, a ênfase principal, acima de uma reflexão posterior do entendimento ou de uma narrativa. Sublinhando uma lógica da sensação através do pictórico e assemelhando-se assim a algo da experiência da imediaticidade da música ou da autossuficiência da poesia. </p>



<p>&nbsp;</p>



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</div>



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</div>
</div>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34084" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=40%2C40&amp;ssl=1 40w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=275%2C275&amp;ssl=1 275w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=205%2C205&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=480%2C480&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?resize=800%2C800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g004.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>p.p.l.</em></strong></figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="834" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g006.png?resize=834%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34086" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g006.png?resize=834%2C1024&amp;ssl=1 834w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g006.png?resize=244%2C300&amp;ssl=1 244w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g006.png?resize=768%2C943&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g006.png?resize=205%2C252&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g006.png?resize=480%2C589&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g006.png?resize=600%2C736&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g006.png?w=853&amp;ssl=1 853w" sizes="(max-width: 834px) 100vw, 834px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>r.l.</em></strong></figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image size-full is-resized"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g007.png?resize=404%2C351&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34087" width="404" height="351" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g007.png?w=1010&amp;ssl=1 1010w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g007.png?resize=300%2C261&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g007.png?resize=768%2C668&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g007.png?resize=205%2C178&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g007.png?resize=480%2C417&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g007.png?resize=600%2C522&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 404px) 100vw, 404px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>r.v.2</em></strong></figcaption></figure>
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<figure class="wp-block-image alignwide size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="853" height="1007" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g008.png?resize=853%2C1007&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34088" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g008.png?w=853&amp;ssl=1 853w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g008.png?resize=254%2C300&amp;ssl=1 254w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g008.png?resize=768%2C907&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g008.png?resize=205%2C242&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g008.png?resize=480%2C567&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/g008.png?resize=600%2C708&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 853px) 100vw, 853px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption"><strong><em>Sissi</em></strong></figcaption></figure>



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<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="193" height="353" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2021-10-21-at-09.46.20-1-Gabriel-Porto-Loew.jpeg?resize=193%2C353&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-33989" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2021-10-21-at-09.46.20-1-Gabriel-Porto-Loew.jpeg?w=193&amp;ssl=1 193w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/WhatsApp-Image-2021-10-21-at-09.46.20-1-Gabriel-Porto-Loew.jpeg?resize=164%2C300&amp;ssl=1 164w" sizes="(max-width: 193px) 100vw, 193px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Gabriel Loew</strong> nasceu em Ijuí &#8211; RS em 1995, atualmente vive e trabalha em Porto Alegre.  Em 2021 formou-se em Artes Visuais na Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Artista com ênfase em pintura, a sua investigação visual passa pela revisitação da figura humana e move-se entre o abstrato e o figurativo </p>



<p><a href="https://www.instagram.com/gabrielloew/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">gabrielloew </a></p>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



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<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
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