<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss"
	xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#"
	>

<channel>
	<title>Arquivos História - Revista Trama</title>
	<atom:link href="https://revistatrama.artebodoque.com/tag/historia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://revistatrama.artebodoque.com/tag/historia/</link>
	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
	<lastBuildDate>Mon, 30 Oct 2023 01:36:41 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-BR</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=6.5.6</generator>
<site xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">207943372</site>	<item>
		<title>Marina</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/29/marina/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/29/marina/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 29 Oct 2023 18:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 187]]></category>
		<category><![CDATA[Joseani Adalemar Netto]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Marina]]></category>
		<category><![CDATA[muher]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=34484</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Joseani Adalemar Netto</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/29/marina/">Marina</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Cresceu ouvindo seu pai cantar para ela e jurava, até ontem, que a música “Marina Morena” tinha sido composta em sua homenagem. Sentia-se a dona do rosto mais lindo da face da Terra. E se recusava em borrocar suas maçãs e boca com o vermelho dos batons e dos blush’s vistos nos rostos de tantas meninas da sua idade. Até ontem.&nbsp;</p>



<p>Nasceu em uma cidade pequena, de pequenos hábitos como ir à sala de cinema nos domingos à tarde, fazer avenida, como dizem os mais velhos ao se referirem a passeios pela praça central da cidade. Gostava de estudar, apesar de não ter as melhores notas da classe. Enquanto os moleques jogavam bola na rua, Marina ficava na varanda de casa com algumas colegas, conversando sobre os amores possíveis e impossíveis que sempre povoam a mente ingênua de uma menina aos quatorze anos. Não se destacava dentre suas amigas, bonitas e vaidosas, nem era tão popular, mas por possuir uma casa de varanda ampla e estratégica, as meninas sempre convocavam Marina para as conversas de fim de tarde. Sim, a varanda era estratégica. De lá dava pra ver o bar do Senhor Américo, um português carrancudo que recebe em seu estabelecimento os rapazes emancipados e que tomam cerveja. Estratégica porquê de lá dava para avistar a Rua do Meio, que deixa flagrar os homens que vão à casa de Dona Telúria, temida pelas mulheres casadas da cidade, sabe-se lá o porquê. Estratégica porquê de lá era possível ver o entra e sai das moças casadoiras na casa de Madame Vanja, uma cartomante que dizem saber o futuro de cada um que a procura e que ensina simpatias e chás pra todas as ocasiões. Todas as ocasiões. E estratégica porque todos os dias, às dezessete horas e trinta minutos, Quim passava por ali rumo à pensão da figura mais extravagante da cidade, Soraia. Uma travesti que aluga quartos em sua casa e que faz shows na boate Pedacinho do Céu, assim chamada ironicamente pelos seus frequentadores. Todas as meninas se derretiam por Quim e Marina não era diferente. Todavia, alimentava uma certeza: seu coração era dele e ele deveria ser dela, só que ele ainda não sabia disso. Quim, Joaquim Mendes Cavalcante. Rapaz alto, de pele morena, olhos acastanhados e covinhas sedutoras que faziam Marina e suas amigas suspirarem profundamente todas as vezes que ele passava diante de seus olhos. Quim trabalhava no único Posto de Saúde que havia em Santa Rita da Fé e vez por outra atendia as meninas que lá chegavam. Dor no ombro, enxaqueca, palpitações, ora, desculpas esfarrapadas, só pra verem o médico jovem, recém-chegado, e sentir bem de pertinho seu hálito de cravo. Mas Marina não se dava a esse trabalho. Sabia que ele seria dela e vice-versa, nunca duvidou disso. Por sua vez, o Doutor Joaquim atendia as meninas e as dispensava, aconselhando que fizessem um pouco de repouso, nada mais. Ele era simples e muito fechado, apesar disso, lidava com essas pequenas situações com bom humor. Quase não falava. Mas suas covinhas, quando sorria ou movimentava os lábios, seduziam, inevitavelmente.&nbsp;</p>



<p>Marina, que sempre se achou a mais linda da cidade, até mesmo mais linda que Gláucia, sua vizinha de cabelos encaracolados e sedosos, resolveu que iria conquistá-lo, para inveja de suas amigas. Pouco se sabia sobre ele. Discreto, além do trabalho só era visto nas missas de domingo e, de vez em quando, na sacada de seu quarto, na pensão de Soraia, onde lia por horas e parecia contemplar um pedaço meio rasgado de um papel que parecia ser uma fotografia. De quem seria? No auge de seus vinte e seteanos, nunca tinha sido visto com nenhuma moça e sabia-se que ele não era de Santa Rita da Fé. Havia chegado para ocupar o cargo de médico há mais ou menos uns três anos, após prestar concurso público. Desde que chegou à cidade era alvo de observações, por ser jovem ainda e ter uma vida tão acanhada pra sua idade. Não fez amizades, não se enamorou, cumpria um ritual que, às vezes, incomodava. Até mesmo pra uma cidade tão pequena. De casa para o trabalho, de casa para a missa. Essa era a rotina de Doutor Joaquim. De qualquer forma as moças andavam suspirando e apostando quem conseguiria chegar ao coração do jovem. Por conta do pedaço de papel que mais parecia uma fotografia surrada pelo tempo, Marina tornou-se obsessiva em conquistar o jovem médico. Resolveu observá-lo com mais cuidado na esperança de que aquele papel fosse nada mais que uma foto de sua mãe ou de sua família e que ele comtemplava para diminuir a saudade. Não era ingenuidade, aliás, de ingênua Marina não tinha nada. Era confiante e obstinada. E, aos quatorze anos, já sentia os hormônios fervilharem. Os rapazes já não lhe causavam ojeriza. A menina do rosto, que nunca vira um blush ou um batom, entregou-se ao exercício de observar Joaquim, a princípio de sua varanda ampla e estratégica, mas aos poucos, essa observação foi se tornando um ofício que a levaria a desvendar o mistério da hipotética fotografia. Feito Sherlock Homes, colocou toda a sua criatividade para funcionar e passou a frequentar o Posto de Saúde com dores nas juntas. Nas primeiras visitas ao médico, nenhuma novidade. Puxava conversa e ele desconversava. Porém, suas idas ao consultório foram se tornando uma rotina, o que chamou a atenção de seus pais que logo quiseram levá-la para a Capital para exames mais minuciosos. Claro, ela se recusou. Depois de umas quatro visitas tomou coragem:&nbsp;</p>



<p>__Doutor Joaquim, observo o senhor de minha varanda e vejo que gosta de ler, não é mesmo?&nbsp;</p>



<p>__Sim, dona Marina.&nbsp;</p>



<p>__Ah, por favor, sou ainda uma menina, tire o dona, me chame apenas de Marina. Qual o autor que tanto lhe prende a atenção?&nbsp;</p>



<p>__Gosto de Júlio Verne e suas aventuras.&nbsp;</p>



<p>__Hum, entendo. Você não é daqui. Já deve ter viajado muito, conhecido muitos lugares, apesar de jovem. Você parece ser um aventureiro, acertei?&nbsp;</p>



<p>__Nem tanto, dona, quer dizer, Marina. Sou jovem, mas não provei ainda das aventuras da vida. Minha maior aventura foi me mudar pra esta cidadezinha.&nbsp;</p>



<p>__E ao se mudar pra cá, tenho certeza de que deixou pra trás um grande amor&#8230;&nbsp;</p>



<p>__Perdoe-me, não entendi.&nbsp;</p>



<p>__É que tenho visto, também, um papel&#8230; uma fotografia, talvez&#8230; que parece dividir sua atenção entre as aventuras de Monsieur Júlio Verne e a contemplação da figura ali representada. Mas não quero ser indiscreta.&nbsp;</p>



<p>O silêncio entregou-o. Na certa era sim a fotografia de uma mulher. Por uns instantes a menina doce conseguiu desconcertar o médico, faces rubras e um sorriso amarelado, daqueles que indicam um flagrante qualquer. Não será fácil conquistá-lo. Fala pouco, não convive com os rapazes de sua idade. Divide seu tempo entre o Posto de Saúde, a casa de pensão e a missa aos domingos. Marina, que não era muito dada a rezas e terços, passou a frequentar assiduamente as missas e a sentar-se ao lado de Joaquim. Puxava conversa sobre qualquer assunto, pra ver se conseguia descobrir algo. Um belo domingo de primavera convidou-o para um suco em sua casa, onde também estariam suas amigas e amigos de escola. Pensou que seria uma boa oportunidade para mostrar a todos que era amiga dele e que em breve poderiam ter algo a mais. Já era bochicho na cidade a amizade entre os dois. Alguns apostavam que havia mais do que isso, outros não acreditavam em tal possibilidade. Joaquim não aceitou o convite, justificou-se de qualquer maneira, usando subterfúgios não convincentes. Aquele domingo de primavera foi o mais longo e o mais chato para Marina que não se interessou por nada do que seus amigos fofocavam. Mas não desistiu de Joaquim, aos poucos foi entendendo que ele preferia mulheres mais velhas, mais experientes. Deduções feitas a partir dos poucos diálogos que tiveram. Decidiu: “tenho quatorze anos, nunca me pintei. É hora de mostrar que já sou uma mulher”. E a doce Marina imprimiu em seu olhar um quê de sedução, um ar oblíquo e olhou-se fixamente no espelho do quarto. Examinou suas curvas, seus longos cabelos e sua pele morena.&nbsp;</p>



<p>Todos os anos, em meados de setembro, a cidade virava uma festa. A Festa da Primavera em que as belas rosas, cultivadas nos roseirais de cada casinha, eram a grande atração. Vinham pessoas dos arredores e até da capital para o momento em que se comemorava a estação mais florida do ano. Todas as moças enfeitavam-se de rosas, menos Marina, que conservava ainda a infância travestida em seu vestidinho de renda. Porém, tão florida quanto a estação mais florida do ano, lá estava Marina, com um vestido azul, impecável e que deixava entrever sua silhueta de menina transformada em mulher. Com lábios avermelhados pelo batom e sua face rosada como as rosas da estação, parecia ter desabrochado. Ninguém a reconheceu, a princípio. E ela, tal qual Perséfone, encantou a todos, menos a seu alvo: Doutor Joaquim. Este, boquiaberto, lançou lhe um olhar tão frio que a primavera com seus aromas e suas flores parecia ter se transformado em um inverno rigoroso e eterno. Marina sentiu-se desprezada, sem saber o motivo de tamanha desfeita. Correu por entre as pessoas como um bicho que foge de seu predador. Trancou-se no quarto a chorar copiosamente. Adormeceu entre soluços e revolta. Ao acordar, caminhou em direção à varanda que, estrategicamente, permitiu reconhecer a sombra de Quim com aquele maldito papel em mãos. Das bochechas rosadas e da boca vermelha restaram apenas algumas pinceladas que desenhavam na face os sulcos que as lágrimas haviam cavado em seu rosto agora amarrotado como um lençol de núpcias. E ao olhar-se refletida no vidro da porta que dava para a sala, percebeu as marcas dos sonhos desfeitos.&nbsp; Não era mais a menina doce de outrora. Sentia-se a moça mais linda da cidade, até ontem.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-1 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img fetchpriority="high" decoding="async" width="720" height="719" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/2.-Retrato_autora-1.jpg?resize=720%2C719&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-32287" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/2.-Retrato_autora-1.jpg?w=720&amp;ssl=1 720w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/2.-Retrato_autora-1.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/2.-Retrato_autora-1.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/2.-Retrato_autora-1.jpg?resize=40%2C40&amp;ssl=1 40w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/2.-Retrato_autora-1.jpg?resize=275%2C275&amp;ssl=1 275w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/2.-Retrato_autora-1.jpg?resize=205%2C205&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/2.-Retrato_autora-1.jpg?resize=480%2C479&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/2.-Retrato_autora-1.jpg?resize=600%2C599&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 720px) 100vw, 720px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Joseani Adalemar Netto</strong> é natural de Santos Dumont, Minas Gerais. Formada em Letras pela Universidade Federal de Juiz de Fora, Especialista em Educação Infantil, Especialista em Educação Contemporânea pelo IF-Sudeste, campus Santos Dumont e Mestre em Letras – ProfLetras UFJF. Leciona Língua Portuguesa e suas Literaturas na Rede Municipal e Particular de Santos Dumont. É membro efetivo da Sociedade Brasileira dos Poetas Adravianistas (SBPA), Coordenadora do Projeto de Leitura LeiturAMA-SD, membro atuante da Ação em Movimentos Artísticos de Santos Dumont (AMA-SD), fundadora e coordenadora da Academia Brasileira de Autores Aldravianistas Infantojuvenil – SD (ABRAAI-SD), membro correspondente da Academia Portuguesa de Ex-Libris (APEL). É contadora de histórias, palestra sobre Educação e Literatura, ministra oficinas e atividades culturais voltadas para o incentivo à leitura e à escrita tanto para estudantes quanto para a formação de professores na cidade de Santos Dumont e região. Tem seus textos publicados em antologias literárias como o Livro IV, V, VI, VII e VIII e IX das Aldravias; Antologia Juiz de Fora ao Luar; Antologia Múltiplas Palavras, UBT (JF), e-book Cronistas da Quarentena (2021), Livro foto-poema pela Lei Aldir Blanc. Possui capítulos em livros pedagógicos voltados para o Letramento Línguistico e Literário, artigos publicados em jornais e revistas voltados para a Educação. Já prefaciou livros e quarta capa para vários outros escritores e poetas. Trabalha como revisora linguística em várias publicações. É colaboradora externa no Projeto Propostas Pedagógicas para o Ensino de Língua Portuguesa e Literatura no Ensino Fundamental II e Ensino Médio, atuando como co-orientadora dos bolsistas de Letras na construção de sequências didáticas, do IF-Sudeste, campus Juiz de Fora e atua também no projeto de pesquisa Performances do Narrador, UFMG, com o olhar para as obras de Conceição Evaristo. Participa de forma atuante em oficinas, palestras, cursos, saraus e atividades afins. Possui certificados e medalhas de Mérito Cultural por sua atuação como fomentadora da cultura local e da região, oferecidas pela SBPA, Lesma Poesia, Rotaract, Interact, Câmara Municipal de Santos Dumont, dentre outros.&nbsp;</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-2 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec.jpg?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34620" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec.jpg?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec.jpg?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec.jpg?resize=768%2C1366&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec.jpg?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec.jpg?resize=205%2C365&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec.jpg?resize=480%2C854&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec.jpg?resize=600%2C1067&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Imagem-do-WhatsApp-de-2023-10-29-as-17.51.26_90edeaec.jpg?w=899&amp;ssl=1 899w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background">Esse espaço bacana de apoio e fomento à cultura pode mostrar também você e a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode anunciar seus produtos, marca e eventos na <strong>Trama</strong> em todas as publicações!</p>



<p>Para se destacar em nossa plataforma, você pode escolher de <strong>uma a quatro edições</strong> do programa de parceria <strong>Tramando</strong>. Isso significa que <strong>todas</strong> as publicações contidas nas edições selecionadas irão destacar aqui a sua marca, logo após cada texto e exposição. Os preços variaram de R$ 40,00 a R$ 100.</p>



<p>Basta entrar em contato conosco pelo WhatsApp (32) 98452-3839 ou diretamente na nossa página do<a href="https://www.instagram.com/tramabodoque/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Instagram</a> para adquirir seu espaço!</p>



<p></p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
</div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/29/marina/">Marina</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/29/marina/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34484</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Leituristas </title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/15/leituristas/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/15/leituristas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 15 Oct 2023 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 185]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[Turismo]]></category>
		<category><![CDATA[Viagem]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=34138</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Glaucia Lewicki</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/15/leituristas/">Leituristas </a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>As razões que levam os seres humanos a realizarem viagens são as mais diversas. Se colocarmos à parte as necessidades de trabalho e os encontros para rever familiares e amigos, o que costuma mover os viajantes é o anseio de explorar culturas e lugares desconhecidos. No entanto, há um tipo de viagem ou passeio específico que tem se revelado cada vez mais popular: conhecer locais citados nos livros que lemos. Assim, surgem roteiros turísticos que apresentam ruas, igrejas, prédios, restaurantes, cafés e museus relacionados à literatura. Alguns desses roteiros estão ancorados no sucesso efêmero de best-sellers, como <em>O Código da Vinci</em>. Outros apoiam-se na tradição e prestígio de obras fundadoras e atemporais, como <em>Dom Quixote</em>. E assim, inúmeros “leituristas” vivem experiências que evocam histórias e personagens que atiçaram sua imaginação, seja colocando-se dentro da La Mancha que serviu de cenário para as desventuras criadas por Cervantes ou diante das obras de arte e locais de interesse históricos citados por Dan Brown.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>O poder da literatura pode ser tão avassalador que gera até pontos turísticos inexistentes chamada “vida real”. Como exemplo desses curiosos locais que <em>a priori</em> “não existem” podemos citar a casa e a tumba de Julieta, os aposentos de Sherlock Holmes em uma pensão vitoriana e a Plataforma 9 e ¾.&nbsp;</p>



<p>&nbsp;A casa e a tumba de Julieta ficam em Verona, na Itália.&nbsp; No afã de legitimar um dos principais atrativos da região, afirma-se que a casa pertenceu a uma das famílias rivais que, na vida real, teriam inspirado diversos textos até chegarem à tragédia imortalizada por Shakespeare. Na casa, de origem medieval, não falta nem a sacada na qual se desenrola a cena do balcão, uma das mais conhecidas do teatro e literatura ocidentais. Mas é preciso ressaltar que providencial sacada teria sido acrescentada à construção posteriormente, quando alguém teve a ideia de personificar o cenário na residência que pertenceu à família Dal Capello. O sobrenome, também encontrado na tumba de uma moça chamada, na vida real, Giulietta, foi interpretado como uma corruptela de Capuleto, nome de família da personagem Julieta. </p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-1 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="697" height="1024" data-id="34187" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997.-Acervo-pessoal.jpg?resize=697%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34187" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997.-Acervo-pessoal.jpg?resize=697%2C1024&amp;ssl=1 697w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997.-Acervo-pessoal.jpg?resize=204%2C300&amp;ssl=1 204w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997.-Acervo-pessoal.jpg?resize=768%2C1129&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997.-Acervo-pessoal.jpg?resize=205%2C301&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997.-Acervo-pessoal.jpg?resize=480%2C705&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997.-Acervo-pessoal.jpg?resize=600%2C882&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997.-Acervo-pessoal.jpg?w=792&amp;ssl=1 792w" sizes="(max-width: 697px) 100vw, 697px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="697" height="1024" data-id="34188" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997-Acervo-pessoal.jpg?resize=697%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34188" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997-Acervo-pessoal.jpg?resize=697%2C1024&amp;ssl=1 697w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997-Acervo-pessoal.jpg?resize=204%2C300&amp;ssl=1 204w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997-Acervo-pessoal.jpg?resize=768%2C1129&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997-Acervo-pessoal.jpg?resize=205%2C301&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997-Acervo-pessoal.jpg?resize=480%2C705&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997-Acervo-pessoal.jpg?resize=600%2C882&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Casa-de-Julieta-Verona-1997-Acervo-pessoal.jpg?w=792&amp;ssl=1 792w" sizes="(max-width: 697px) 100vw, 697px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</figure>



<p>Assim, apesar de oscilar entre a ficção e a realidade, a casa já conquistou seu espaço no imaginário dos <em>leituristas</em>, tornando-se, ao lado da tumba, marcos de peregrinação para os apreciadores da obra do bardo inglês e românticos de todas as partes do planeta Terra.&nbsp;</p>



<p>A Casa de Sherlock Holmes é um caso ainda mais curioso, pois não é possível justificar sua existência conectando-a um algum excêntrico e famoso detetive de carne e osso que, de fato, tenha vivido ali. No entanto, lá está ela, situada na Baker Street, conforme descrito na obra de Conan Doyle. Mas, embora a rua não seja fictícia, o número 221-B é. Ele não existia até a criação dessa curiosa residência-museu de um personagem de ficção. Além da ambientação impecável de aposentos da Londres vitoriana em uma antiga pensão construída em princípios do século XIX, os visitantes podem apreciar objetos “pessoais” de Holmes, como o famoso violino, além de lembranças de casos solucionados por ele.&nbsp;</p>



<p>O fenômeno que envolve a Plataforma 9 e ¾ é mais recente, mas, talvez o mais surpreendente. Todos os dias, inúmeros visitantes tiram fotos diante de uma simples placa em uma parede de tijolos na estação de trens King’s Cross, em Londres. A placa assinala a passagem para a fictícia plataforma 9 e ¾, de onde parte, nos livros, o trem anual para Hogwarts, a escola de magia onde estudou Harry Potter, criação de J.K. Rowling. No último dia 1º de setembro, a antiga estação foi tomada por uma multidão celebrando o hipotético embarque anual para a instituição imaginária. É um exemplo recente do poder da literatura em mesclar-se à cidade e seus espaços de forma tão intrínseca que a história e a função reais da estação de trens, fundada em 1852, cedeu lugar à sua participação na série que marcou a literatura infantil e juvenil na virada do milênio.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>E assim, de livro em livro, vai sendo construída uma relação duradoura – e até amorosa – entre os leitores e diversas cidades, com a Paris de Victor Hugo, a Londres de Dickens e o Rio de Janeiro de Machado de Assis. Eu mesma sou uma leiturista, por diversos fatores. Para começar, nasci em uma família de viajantes que trocam narrativas entre si. São visitas a castelos, pirâmides, cidades, templos, museus, cafés. Muitos episódios são engraçados. Outras são aventurescos ou mesmo tocantes. Mas não é só isso.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Sou uma autora de livros para crianças e jovens com formação em Comunicação Social, com especialização nas áreas de Educação, História e Literatura. Faço parte da direção e coordenação de uma escola. Minha vida é contar histórias e educar. Se possível, os dois ao mesmo tempo. Por conta desse caldeirão de experiências e referências, sempre que começo a traçar as novas linhas de um original, tenho a intenção de contar não apenas uma história de ficção, mas, também, de compartilhar conhecimento. Mais que isso; escrevo com a intenção de despertar a curiosidade do leitor para o mundo que nos cerca. Em meus livros, a ficção é um caminho para a História e vice-versa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Com o tempo, fui aprendendo a mesclar fatos e invenções. Não na intenção de ludibriar o leitor, mas de plantar o desejo de conhecer – e se possível visitar – lugares memoráveis, repletos de significados e com muito para contar, assim como alguns autores, a exemplo de Júlio Verne e Monteiro Lobato, fizeram comigo na infância.&nbsp;</p>



<p>Um dos meus primeiros textos, <em>O Mistério da Conspiração Esquecida</em>, trazia uma cidade fictícia do ciclo do ouro, em um mistério imaginário relacionado a um fato histórico verdadeiro – a Conjuração Mineira. Foi a primeira vez que exercitei essa mistura do real com o inventado. Hoje, em outra editora, o livro tem como título <em>Nos olhos de quem vê (Saberes e Letras, 2022)</em>, mas os segredos de Ouro Claro, inspirada em Tiradentes e Ouro Preto, seguem inabaláveis.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="567" height="800" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/MCE.jpg?resize=567%2C800&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34178" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/MCE.jpg?w=567&amp;ssl=1 567w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/MCE.jpg?resize=213%2C300&amp;ssl=1 213w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/MCE.jpg?resize=205%2C289&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/MCE.jpg?resize=480%2C677&amp;ssl=1 480w" sizes="(max-width: 567px) 100vw, 567px" data-recalc-dims="1" /></figure></div>


<p>À uma conspiração esquecida seguiu-se <em>O Enigma do Museu Mariano Procópio (Franco Editora,2007)</em>, onde a lógica foi invertida: o cenário, situado em Juiz de Fora (MG), era real e eu tinha que respeitar sua história e os fatos que envolviam personagens de carne e osso. O que não me impediu de utilizar elementos como viagens no tempo e até a mitologia grega para criar uma aventura. Tinha a ambição de levar muitas crianças juiz-foranas a se encantarem com o local, assim como eu. Com o benefício adicional de se orgulharem em ter, em sua cidade, uma joia como essa. O prejuízo de fortes chuvas, porém, manteve o museu fechado para reformas nos anos subsequentes ao lançamento do livro. Apenas recentemente suas portas foram reabertas. Mas gosto de pensar que, durante todo tempo de interdição ao público, pude ajudar, de alguma forma, a manter acesa a chama do desejo de gerações em conhecê-lo. A fórmula repetiu-se em mais três livros que traziam em seu enredo aventuras em museus do Rio de Janeiro, Brasília e São Paulo.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="709" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Enigma-do-Museu-Mariano-Procopio.jpg?resize=709%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34179" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Enigma-do-Museu-Mariano-Procopio.jpg?resize=709%2C1024&amp;ssl=1 709w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Enigma-do-Museu-Mariano-Procopio.jpg?resize=208%2C300&amp;ssl=1 208w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Enigma-do-Museu-Mariano-Procopio.jpg?resize=768%2C1109&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Enigma-do-Museu-Mariano-Procopio.jpg?resize=1064%2C1536&amp;ssl=1 1064w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Enigma-do-Museu-Mariano-Procopio.jpg?resize=205%2C296&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Enigma-do-Museu-Mariano-Procopio.jpg?resize=480%2C693&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Enigma-do-Museu-Mariano-Procopio.jpg?resize=600%2C866&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Enigma-do-Museu-Mariano-Procopio.jpg?w=1136&amp;ssl=1 1136w" sizes="(max-width: 709px) 100vw, 709px" data-recalc-dims="1" /></figure></div>


<p>Em <em>Clara Jones e a Pérola Perdida</em> (Edebê, 2019), as aventuras eram construídas pela imaginação dos protagonistas com tudo que havia ao seu alcance, mas os detalhes envolvendo o local escolhido das peripécias – a distante China – eram tão reais que valiam informações (reais) à parte.&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="325" height="512" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Clara-Jones-e-a-Perola-Perdida.jpg?resize=325%2C512&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34180" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Clara-Jones-e-a-Perola-Perdida.jpg?w=325&amp;ssl=1 325w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Clara-Jones-e-a-Perola-Perdida.jpg?resize=190%2C300&amp;ssl=1 190w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Clara-Jones-e-a-Perola-Perdida.jpg?resize=205%2C323&amp;ssl=1 205w" sizes="(max-width: 325px) 100vw, 325px" data-recalc-dims="1" /></figure></div>


<p>Um dos meus livros mais recentes – <em>Pedro e o Portal</em> (Escarlate, 2021) – apresenta como um de seus cenários o Museu Nacional, sob as mais diversas facetas: ora como o antigo Palácio de Sã Cristóvão, descrito como no tempo de Pedro I, ora como o museu da Quinta da Boa Vista praticamente todo perdido no incêndio de 2018. O livro ainda “passeia” pelas praias e pontos turísticos da cidade do Rio de Janeiro e pelo Museu Imperial de Petrópolis, que ganha outro nome na trama, mas segue sendo identificado com facilidade na descrição de seus espaços.&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="699" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Pedro-e-o-Portal-1.jpg?resize=699%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34186" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Pedro-e-o-Portal-1.jpg?resize=699%2C1024&amp;ssl=1 699w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Pedro-e-o-Portal-1.jpg?resize=205%2C300&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Pedro-e-o-Portal-1.jpg?resize=768%2C1125&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Pedro-e-o-Portal-1.jpg?resize=1049%2C1536&amp;ssl=1 1049w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Pedro-e-o-Portal-1.jpg?resize=480%2C703&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Pedro-e-o-Portal-1.jpg?resize=600%2C879&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Pedro-e-o-Portal-1.jpg?resize=1200%2C1757&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Pedro-e-o-Portal-1.jpg?w=1350&amp;ssl=1 1350w" sizes="(max-width: 699px) 100vw, 699px" data-recalc-dims="1" /></figure></div>


<p><em>A Guarda Secreta do Imperador</em> (Edebê, 2021), lançado no mesmo ano de<em> Pedro e o Portal </em>também traz um Pedro imperador – desta vez, o segundo – e o Rio de Janeiro como cenário. Um Rio antigo, de meados do século XIX que, no entanto, ainda sobrevive em muitas ruas, igrejas e diversos logradouros, como o icônico chafariz de Mestre Valentim.&nbsp;&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="488" height="798" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Capa_A-guarda-secreta-do-imperador.png?resize=488%2C798&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34182" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Capa_A-guarda-secreta-do-imperador.png?w=488&amp;ssl=1 488w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Capa_A-guarda-secreta-do-imperador.png?resize=183%2C300&amp;ssl=1 183w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Capa_A-guarda-secreta-do-imperador.png?resize=205%2C335&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Capa_A-guarda-secreta-do-imperador.png?resize=480%2C785&amp;ssl=1 480w" sizes="(max-width: 488px) 100vw, 488px" data-recalc-dims="1" /></figure></div>


<p>A construção de um <em>leiturista</em> por parte de um autor não é fácil; afinal, não sabemos o que vai capturar a imaginação do leitor pelos anos vindouros ao ponto de fazê-lo deslocar-se pelo mundo em busca dos cenários dos livros que buliram com sua imaginação. Também não sabemos se, ao passar por acaso por um cenário literário, ele fará a conexão com o que leu em algum momento da vida.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Como autora, é muito difícil saber se ajudei a criar um <em>leiturista</em>, pois fico da dependência do relato do leitor para constatação do fato. Certa vez, porém, recebi um e-mail no qual uma jovem leitora dizia que suas férias já estavam escolhidas: seu destino era a cidade mineira de Tiradentes, para conhecer e vivenciar os cenários descritos no meu<em> O Livro do Amor de Júlia e Tomás</em> (Dimensão, 2014).&nbsp;&nbsp;</p>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="704" height="1000" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Livro-do-Amor-de-Julia-e-Tomas.jpg?resize=704%2C1000&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34183" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Livro-do-Amor-de-Julia-e-Tomas.jpg?w=704&amp;ssl=1 704w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Livro-do-Amor-de-Julia-e-Tomas.jpg?resize=211%2C300&amp;ssl=1 211w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Livro-do-Amor-de-Julia-e-Tomas.jpg?resize=205%2C291&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Livro-do-Amor-de-Julia-e-Tomas.jpg?resize=480%2C682&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/O-Livro-do-Amor-de-Julia-e-Tomas.jpg?resize=600%2C852&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 704px) 100vw, 704px" data-recalc-dims="1" /></figure></div>


<p>Como leitora, lembro-me que uma das primeiras cidades que desejei conhecer na vida foi Atenas. O anseio nasceu das páginas de <em>O Minotauro</em>, de Monteiro Lobato. É óbvio que não seria possível eu reproduzir a visita da Turma do Sítio à Atenas de Péricles, no século V a.C.. No entanto, alguns cenários onde a trama se desenrola, como o Parthenon, ainda podem ser visitados, da mesma forma que meus leitores podem visitar o Museu Mariano Procópio, em Juiz de Fora, ou o Paço Imperial, no centro do Rio de Janeiro.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Minha ida à Grécia, aos 36 anos de idade, não foi realizada especialmente para reviver o Lobato lido aos 9 ou 10. Mas foi por conta da lembrança das aventuras criadas por ele que meus olhos se encheram de lágrimas na Acrópole. Havia ali uma espécie de realização alcançada pela grandiosidade de se estar no berço da civilização ocidental, é claro, mas aliada à singeleza da materialização de um sonho de infância e da alegria que os leitores têm quando esses cenários saltam das páginas dos livros. Essa sensação específica é algo que desejo, com frequência, compartilhar quando escrevo, fazendo uma mescla entre o passado e o presente, a ficção e a realidade. E ajudar a criar muitos <em>leituristas</em>, transformando duas das melhores atividades humanas – ler e viajar – em uma experiência ainda melhor e mais emocionante.&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-2 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" data-id="34185" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal.jpg?resize=768%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34185" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=205%2C273&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=480%2C640&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=2000%2C2667&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=600%2C800&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=1200%2C1600&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Grecia-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">PENTAX Image</figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="713" data-id="34184" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal.jpg?resize=950%2C713&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34184" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=205%2C154&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=480%2C360&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=2000%2C1500&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=600%2C450&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?resize=1200%2C900&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/Parthenon-2006-Acervo-pessoal-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption class="wp-element-caption">PENTAX Image</figcaption></figure>
</figure>



<p>Passeios guiados baseados em O Código da Vinci&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-operation-europe wp-block-embed-operation-europe"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="RtiK1mLvdc"><a href="https://www.operationeurope.com/special-interest-groups/the-da-vinci-code-trail/">The Da Vinci Code Trail</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;The Da Vinci Code Trail&#8221; &#8212; Operation Europe" src="https://www.operationeurope.com/special-interest-groups/the-da-vinci-code-trail/embed/#?secret=ab7iSyeIMt#?secret=RtiK1mLvdc" data-secret="RtiK1mLvdc" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-private-guide-paris-private-tours wp-block-embed-private-guide-paris-private-tours"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="5FaEQJIV2F"><a href="https://www.privateguide-paris.com/da-vinci-code-tour/">DA VINCI CODE TOUR</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;DA VINCI CODE TOUR&#8221; &#8212; Private Guide Paris PRIVATE TOURS" src="https://www.privateguide-paris.com/da-vinci-code-tour/embed/#?secret=2SCBYR2CaV#?secret=5FaEQJIV2F" data-secret="5FaEQJIV2F" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<p>Passeio pela La Mancha de Dom Quixote&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.civitatis.com/br/madrid/tour-dom-quixote/">https://www.civitatis.com/br/madrid/tour-dom-quixote/</a></p>



<p>Casa de Julieta&nbsp;</p>



<p><a href="https://casadigiulietta.comune.verona.it/nqcontent.cfm?a_id=42703">https://casadigiulietta.comune.verona.it/nqcontent.cfm?a_id=42703</a></p>



<p>Casa de Sherlock Holmes&nbsp;</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-wp-embed is-provider-sherlock-holmes-museum wp-block-embed-sherlock-holmes-museum"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<blockquote class="wp-embedded-content" data-secret="ZThYjeC4VL"><a href="https://www.sherlock-holmes.co.uk/">Homepage</a></blockquote><iframe class="wp-embedded-content" sandbox="allow-scripts" security="restricted" title="&#8220;Homepage&#8221; &#8212; Sherlock Holmes Museum" src="https://www.sherlock-holmes.co.uk/embed/#?secret=0ttN3jiahL#?secret=ZThYjeC4VL" data-secret="ZThYjeC4VL" width="600" height="338" frameborder="0" marginwidth="0" marginheight="0" scrolling="no"></iframe>
</div></figure>



<p>Plataforma 9 e ¾ em King’s Cross </p>


<nav class="is-responsive wp-block-navigation is-layout-flex wp-block-navigation-is-layout-flex" aria-label="" 
		 data-wp-interactive="core/navigation" data-wp-context='{"overlayOpenedBy":{"click":false,"hover":false,"focus":false},"type":"overlay","roleAttribute":"","ariaLabel":"Menu"}'><button aria-haspopup="dialog" aria-label="Abrir menu" class="wp-block-navigation__responsive-container-open " 
				data-wp-on--click="actions.openMenuOnClick"
				data-wp-on--keydown="actions.handleMenuKeydown"
			><svg width="24" height="24" xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 24 24" aria-hidden="true" focusable="false"><rect x="4" y="7.5" width="16" height="1.5" /><rect x="4" y="15" width="16" height="1.5" /></svg></button>
				<div class="wp-block-navigation__responsive-container  " style="" id="modal-3" 
				data-wp-class--has-modal-open="state.isMenuOpen"
				data-wp-class--is-menu-open="state.isMenuOpen"
				data-wp-watch="callbacks.initMenu"
				data-wp-on--keydown="actions.handleMenuKeydown"
				data-wp-on--focusout="actions.handleMenuFocusout"
				tabindex="-1"
			>
					<div class="wp-block-navigation__responsive-close" tabindex="-1">
						<div class="wp-block-navigation__responsive-dialog" 
				data-wp-bind--aria-modal="state.ariaModal"
				data-wp-bind--aria-label="state.ariaLabel"
				data-wp-bind--role="state.roleAttribute"
			>
							<button aria-label="Fechar menu" class="wp-block-navigation__responsive-container-close" 
				data-wp-on--click="actions.closeMenuOnClick"
			><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" viewBox="0 0 24 24" width="24" height="24" aria-hidden="true" focusable="false"><path d="M13 11.8l6.1-6.3-1-1-6.1 6.2-6.1-6.2-1 1 6.1 6.3-6.5 6.7 1 1 6.5-6.6 6.5 6.6 1-1z"></path></svg></button>
							<div class="wp-block-navigation__responsive-container-content" 
				data-wp-watch="callbacks.focusFirstElement"
			 id="modal-3-content">
								<ul class="wp-block-navigation__container is-responsive wp-block-navigation"><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-custom menu-item-object-custom wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Home</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-post_type menu-item-object-page wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/contato/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Publique!</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-post_type menu-item-object-page wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/edicoes-anteriores/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Edições anteriores</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-post_type menu-item-object-page wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/colabore/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">APOIE!</span></a></li><li data-wp-context="{ &quot;submenuOpenedBy&quot;: { &quot;click&quot;: false, &quot;hover&quot;: false, &quot;focus&quot;: false }, &quot;type&quot;: &quot;submenu&quot; }" data-wp-interactive="core/navigation" data-wp-on--focusout="actions.handleMenuFocusout" data-wp-on--keydown="actions.handleMenuKeydown" data-wp-on--mouseenter="actions.openMenuOnHover" data-wp-on--mouseleave="actions.closeMenuOnHover" data-wp-watch="callbacks.initMenu" tabindex="-1" class=" wp-block-navigation-item has-child open-on-hover-click  menu-item menu-item-type-post_type menu-item-object-page wp-block-navigation-submenu"><a class="wp-block-navigation-item__content" href="https://revistatrama.artebodoque.com/sessoes/" title="">Sessões</a><button data-wp-bind--aria-expanded="state.isMenuOpen" data-wp-on--click="actions.toggleMenuOnClick" aria-label="Sessões submenu" class="wp-block-navigation__submenu-icon wp-block-navigation-submenu__toggle" ><svg xmlns="http://www.w3.org/2000/svg" width="12" height="12" viewBox="0 0 12 12" fill="none" aria-hidden="true" focusable="false"><path d="M1.50002 4L6.00002 8L10.5 4" stroke-width="1.5"></path></svg></button><ul data-wp-on--focus="actions.openMenuOnFocus" class="wp-block-navigation__submenu-container  menu-item menu-item-type-post_type menu-item-object-page wp-block-navigation-submenu"><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-post_type menu-item-object-page wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/artecast-bodoque/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Artecast Bodoque</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-post_type menu-item-object-page wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/arredores/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Arredores</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-post_type menu-item-object-page wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/poesis/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Poésis</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-post_type menu-item-object-page wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/sobre-vivencias/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Sobre vivências</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-taxonomy menu-item-object-category wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/category/drops/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Drops</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-taxonomy menu-item-object-category wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/category/estereo/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Estéreo</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-taxonomy menu-item-object-category wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/category/em-tempos-de-estricnina/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Em Tempos de Estricnina</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-taxonomy menu-item-object-category wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/category/cacadora-de-historias/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Caçadora de Histórias</span></a></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-taxonomy menu-item-object-category wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://revistatrama.artebodoque.com/category/alofamilia/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">#AlôFamília</span></a></li></ul></li><li class=" wp-block-navigation-item  menu-item menu-item-type-custom menu-item-object-custom wp-block-navigation-link"><a class="wp-block-navigation-item__content"  href="https://institucional.artebodoque.com/noticias/" title=""><span class="wp-block-navigation-item__label">Notícias</span></a></li></ul>
							</div>
						</div>
					</div>
				</div></nav>


<p><a href="https://www.kingscross.co.uk/harry-potters-platform-9-34">https://www.kingscross.co.uk/harry-potters-platform-9-34</a></p>



<p></p>



<p>Imagens: Arquivo Pessoal </p>



<p>Capa do Texto: Robson Araújo</p>



<p>&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-3 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="609" height="706" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/glaucia-bio.png?resize=609%2C706&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-34195" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/glaucia-bio.png?w=609&amp;ssl=1 609w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/glaucia-bio.png?resize=259%2C300&amp;ssl=1 259w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/glaucia-bio.png?resize=205%2C238&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/glaucia-bio.png?resize=480%2C556&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/10/glaucia-bio.png?resize=600%2C696&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 609px) 100vw, 609px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Glaucia Lewicki</strong> nasceu em Niterói-RJ. É formada em Comunicação Social pela PUC-RJ, com especialização nas áreas de Comunicação, Educação, História e Literatura. Atua na área de educação e é autora de livros infantis e juvenis adotados em escolas de todo o Brasil. Alguns já integraram o Catálogo da Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil (FNLIJ) para a Bologna Children’s Book Fair e programas de leitura de cidades como São Paulo, Belo Horizonte e Fortaleza, além do PNLD. Obteve o Prêmio Barco a Vapor 2006, com Era mais uma vez outra vez (Edições SM, 2007), considerado Altamente Recomendável pela FNLIJ e adaptado para o teatro em São Paulo e no Rio de Janeiro. Foi finalista do Concurso João-de-Barro com o texto original de <em>Nos olhos de quem vê</em> (Saberes e Letras, 2022) e do Prêmio Barco a Vapor 2017, com <em>Clara Jones e a Pérola Perdida</em> (Edebê, 2019).&nbsp;</p>



<p><a href="http://glaucialewicki.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">http://glaucialewicki.com.br</a>  </p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-4 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background">Esse espaço bacana de apoio e fomento à cultura pode mostrar também você e a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode anunciar seus produtos, marca e eventos na <strong>Trama</strong> em todas as publicações!</p>



<p>Para se destacar em nossa plataforma, você pode escolher de <strong>uma a quatro edições</strong> do programa de parceria <strong>Tramando</strong>. Isso significa que <strong>todas</strong> as publicações contidas nas edições selecionadas irão destacar aqui a sua marca, logo após cada texto e exposição. Os preços variaram de R$ 40,00 a R$ 100.</p>



<p>Basta entrar em contato conosco pelo WhatsApp (32) 98452-3839 ou diretamente na nossa página do<a href="https://www.instagram.com/tramabodoque/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> Instagram</a> para adquirir seu espaço!</p>



<p></p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
</div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/15/leituristas/">Leituristas </a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/10/15/leituristas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">34138</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Sales Nègres &#8211; a influencia de Jacques Roumain </title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/07/23/sales-negres-jacques-roumain/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/07/23/sales-negres-jacques-roumain/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 23 Jul 2023 18:59:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 173]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[haiti]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[poesia]]></category>
		<category><![CDATA[Tradução]]></category>
		<category><![CDATA[vida]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=32155</guid>

					<description><![CDATA[<p>“Sujos negros” poesia haitiana publicada no livro Bois d’ébène (1945) escrita pelo poeta comunista de grande relevância para a cultura do Haiti.  Jacques Roumain, nascido em Porto Príncipe- Haiti em 4 de junho de 1907, era um jovem intelectual nacionalista, fundador do Partido Comunista do Haiti (PCH), morreu em 18 de agosto de 1944, aos 37 … </p>
<p class="link-more"><a href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/07/23/sales-negres-jacques-roumain/" class="more-link">Leia mais<span class="screen-reader-text"> "Sales Nègres – a influencia de Jacques Roumain "</span></a></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/07/23/sales-negres-jacques-roumain/">Sales Nègres – a influencia de Jacques Roumain </a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>“Sujos negros” poesia haitiana publicada no livro <em>Bois d’ébène (</em>1945) escrita pelo poeta comunista de grande relevância para a cultura do Haiti.&nbsp;</p>



<p>Jacques Roumain, nascido em Porto Príncipe- Haiti em 4 de junho de 1907, era um jovem intelectual nacionalista, fundador do Partido Comunista do Haiti (PCH), morreu em 18 de agosto de 1944, aos 37 anos, vítima de cirrose e malária, tudo depois de conhecer a prisão, tortura e exílio.  Muito ativo na luta contra a ocupação estadunidense (1915–1934), Roumain fundou em 1927 <strong>A Revista Indigène</strong> com Émile Roumer, Philippe Thoby-Marcelin, Carl Brouard e Antonio Vieux, comprovando sua ligação com as letras vem de berço, pois, neto do presidente haitiano Tancredo Augusto, teve ótima instrução no Haiti estudando em seguida na Bélgica, na Suíça, França e Alemanha. </p>



<p>Seu único livro que temos em português é <em>Gouverneurs de la rosée (1944)</em>, trazido ao país por Jorge Amado como  <em>Donos do orvalho</em>, que recebeu em 2020 nova tradução ,e também renomeado como <em>Senhores do Orvalho</em>  pela editora Carambaia. Uma boa descrição do poeta comunista pode ser encontrada em, no livro <em>Haiti: dois séculos de história</em> , escrito pelo historiador  Everaldo de Oliveira Andrade encontramos: </p>



<p><em>“Roumain buscou associar os interesses das massas haitianas aos do proletariado dos países metropolitanos, alinhando-se naquele momento às posições da União Soviética (URSS). (…) os problemas étnicos estavam ligados e eram vistos à luz do marxismo como questões que deveriam ser abordadas sob um viés classista. Roumain manteve uma leitura eclética e original do marxismo (…). O programa do partido [PCH], escrito por Roumain, chamado </em>L’Analyse schématique 32–34<em>, é a primeira crítica marxista da sociedade haitiana.” (ANDRADE, 2019, p. 161)</em>&nbsp;</p>



<p>Não à toa que o chamem de <em>Mariategui haitiano</em>. E para se ter dimensão do seu alcance em sua época podemos destacar, o que diz Inocência Mata no artigo publicado em Buala.org, sobre a influência que Roumain exerceu, por exemplo, em Franz Fanon, que retirou desta poesia que segue o titulo de seu livro “Os <em>Condenados da Terra” (1961) </em>e também da revista “<em>Tam-tam” </em>(1949)&nbsp;</p>



<p><em>&#8220;Por isso, embora seja evidente a anterioridade da expressão «os condenados da terra» que compõe os primeiros versos de&nbsp;A Internacional&nbsp;(«Debout, les damnés de la terre/ Debout, les forçats de la faim»), julgo mais verosímil que o título escolhido por Frantz Fanon (e não pelos editores, como nos seus outros livros) venha do sentido de um verso do poema «Sales nègres» do livro&nbsp;Bois d’ébène&nbsp;(1945), de Jacques Roumain (1907-1944), poeta haitiano e fundador do Partido Comunista haitiano que, juntamente com Nicolás Guillén, constitui uma das referências da ideologia estética do negrismo caribenho, uma das matrizes da&nbsp;négritude.&#8221;</em></p>



<p>A poesia que segue foi retirado das <em>Obras Completas</em> para a presente tradução.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center"><strong><em>SUJOS NEGROS&nbsp;</em></strong></p>



<p class="has-text-align-center">E bem, aí está:&nbsp;<br>nós&nbsp;<br>os negros&nbsp;<br>os <em>niggers</em>&nbsp;<br>os sujos negros&nbsp;<br>não aceitamos mais&nbsp;<br>é simples&nbsp;<br>pronto&nbsp;<br>ser na África&nbsp;<br>na América&nbsp;<br>seus negros&nbsp;<br>seus <em>niggers</em>&nbsp;<br>seus sujos negros&nbsp;<br>não aceitamos mais&nbsp;<br>isso vos assombra&nbsp;<br>dizer: sim senhor&nbsp;<br>limpando suas botas&nbsp;<br>sim meu pai&nbsp;<br>aos missionários brancos&nbsp;<br>sim mestre&nbsp;<br>colhendo para vocês&nbsp;<br>a cana de açúcar&nbsp;<br>o café&nbsp;<br>o algodão&nbsp;<br>o amendoim&nbsp;<br>na África&nbsp;<br>na América&nbsp;<br>como bons negros&nbsp;<br>como pobres negros&nbsp;<br>como sujos negros&nbsp;<br>que éramos&nbsp;<br>que não seremos mais.&nbsp;<br>Acabou vocês verão bem&nbsp;<br>nossos sim Senhor&nbsp;<br>sim branco&nbsp;<br>sim Senhor&nbsp;<br>e&nbsp;<br>cuidado, atirador,&nbsp;<br>sim, meu Comandante,&nbsp;<br>quando nos derem a ordem&nbsp;<br>de metralhar nossos irmãos Árabes&nbsp;<br>na Síria&nbsp;<br>na Tunísia&nbsp;<br>em Marrocos&nbsp;<br>e nossos camaradas brancos grevistas&nbsp;<br>morrendo de fome&nbsp;<br>oprimidos&nbsp;<br>espoliados&nbsp;<br>desprezados como nós&nbsp;<br>os negros&nbsp;<br>os <em>niggers</em>&nbsp;<br>os sujos negros&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Surpresa&nbsp;<br>quando a orquestra de suas boates&nbsp;<br>de rumba e blues&nbsp;<br>toque algo completamente diferente&nbsp;<br>que não esperava a prostituta cansada&nbsp;<br>e seus gigolôs e vadias adiamantadas&nbsp;<br>para quem um negro&nbsp;<br>é só um instrumento&nbsp;<br>para cantar,&nbsp;<br>num é,&nbsp;<br>para dançar, of course&nbsp;<br>a fornicar <em>naturalmente</em>&nbsp;<br>nada além de uma mercadoria&nbsp;<br>que se compra e se vende&nbsp;<br>no mercado do prazer&nbsp;<br>nada além de um negro&nbsp;<br>um <em>nigger</em>&nbsp;<br>um sujo negro&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Surpresa&nbsp;<br>jesusmariajosé&nbsp;<br>surpresa&nbsp;<br>quando nós pegarmos&nbsp;<br>rindo terrivelmente&nbsp;<br>o missionário pela barba&nbsp;<br>para ensiná-lo a nossa vez&nbsp;<br>com chutes no cu&nbsp;<br>que nossos ancestrais&nbsp;<br>não são gauleses&nbsp;<br>que nós pouco nos fodemos&nbsp;<br>para um Deus que&nbsp;<br>se é o Pai&nbsp;<br>então é como nós&nbsp;<br>os negros&nbsp;<br>os niggers&nbsp;<br>os sujos negros&nbsp;<br>temos de crer que somos nada além de seus bastardos&nbsp;<br>e é inútil se esgoelar&nbsp;<br>jesusmariajosé&nbsp;<br>como uma velha transbordando de mentiras&nbsp;<br>é necessário&nbsp;<br>que te ensinemos&nbsp;<br>o que custa em definitivo&nbsp;<br>de nos pregar à golpes de chicote e confissões&nbsp;<br>a humildade&nbsp;<br>a resignação&nbsp;<br>à nossa maldita sorte&nbsp;<br>de negros&nbsp;<br>de niggers&nbsp;<br>de sujos negros&nbsp;<br>As maquinas de escrever mastigarão as ordem de repressão&nbsp;<br>estalando os dentes&nbsp;<br>fuzilem&nbsp;<br>pendurem&nbsp;<br>degolem&nbsp;<br>esses negros&nbsp;<br>esses niggers&nbsp;<br>esses sujos negros&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Colados como moscas enlouquecidas na carne&nbsp;<br>na teia de aranha dos gráficos dos preços das ações em colapso&nbsp;<br>os gordos acionistas das mineradoras e companhias florestais&nbsp;<br>os proprietários de destilarias de rum e plantações&nbsp;<br>os proprietários&nbsp;<br>de negros&nbsp;<br>de niggers&nbsp;<br>de sujos negros&nbsp;<br>e o telégrafo delirará&nbsp;<br>em nome da civilização&nbsp;<br>em nome da religião&nbsp;<br>em nome da latinidade&nbsp;<br>em nome de Deus&nbsp;<br>em nome da Trindade&nbsp;<br>das tropas&nbsp;<br>dos aviões&nbsp;<br>dos tanques&nbsp;<br>do gás&nbsp;<br>contra esses negros&nbsp;<br>esses niggers&nbsp;<br>esses sujos negros&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Tarde demais&nbsp;<br>até ao coração das selvas infernais&nbsp;<br>soará precipitado a terrível gagueira&nbsp;<br>telegráfico de tambores repetindo incansáveis&nbsp;<br>repetindo&nbsp;<br>que os negros&nbsp;<br>não aceitam mais&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">não aceitam mais&nbsp;<br>ser seus negros&nbsp;<br>seus sujos negros&nbsp;<br>tarde demais&nbsp;<br>porque surgiremos&nbsp;<br>das cavernas de ladrões de minas de ouro do Congo&nbsp;<br>e da África do Sul&nbsp;<br>tarde demais, será tarde demais&nbsp;<br>para impedir nas algodoeiras de Luisiana&nbsp;<br>nas Centrais açucareiras das Antilhas&nbsp;<br>a colheita da vingança&nbsp;<br>dos negros&nbsp;<br>dos niggers&nbsp;<br>dos sujos negros&nbsp;<br>será tarde demais eu lhes digo&nbsp;<br>porque até os tambores aprenderão a linguagem&nbsp;<br>d’A Internacional&nbsp;<br>porque nos escolheremos nosso dia&nbsp;<br>o dia dos sujos negros&nbsp;<br>dos sujos indianos&nbsp;<br>dos sujos hindus&nbsp;<br>dos sujos indochineses&nbsp;<br>dos sujos árabes&nbsp;<br>dos sujos malaios&nbsp;<br>dos sujos proletários&nbsp;<br>dos sujos judeus&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">E estamos aqui de pé&nbsp;<br>todos os condenados da terra&nbsp;<br>todos os justiceiros&nbsp;<br>marchando ao assalto de seus quartéis&nbsp;<br>e de seus bancos&nbsp;<br>como uma floresta de tochas fúnebres&nbsp;<br>por fim&nbsp;<br>de&nbsp;<br>uma&nbsp;<br>vez&nbsp;<br>por&nbsp;<br>todas&nbsp;<br>com esse mundo&nbsp;<br>de negros&nbsp;<br>de niggers&nbsp;<br>de sujos negros.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">(<em>Bois d’ébène</em>)&nbsp;</p>



<p class="has-small-font-size">*<strong>Referências:</strong>&nbsp;</p>



<ul class="has-small-font-size">
<li>ROUMAIN, Jacques. <em>Œuvres complètes</em>, Paris: Agence Universitaire de la Francophonie, 2003.&nbsp;</li>



<li>ANDRADE, Everaldo de Oliveira. Haiti: dois séculos de história.São Paulo: Alameda Casa Editorial , 2019.&nbsp;</li>
</ul>



<ul class="has-small-font-size">
<li>FIGUEIREDO, Eurídice. Posfácio. In: ROUMAIN, Jacques. Senhores do Orvalho. Coleção Acervo. São Paulo: Editora Carambaia, 2022.&nbsp;</li>



<li>VICTOR, Alain Saint. Haïti- La mémoire au service des luttes: Jacques Roumain. Le Club de Mediapart, 2021. Disponível em: <a href="https://blogs.mediapart.fr/jean-marc-b/blog/271221/haiti-la-memoire-au-service-des-luttes-jacques-roumain" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://blogs.mediapart.fr/jean-marc-b/blog/271221/haiti-la-memoire-au-service-des-luttes-jacques-roumain</a> . Acesso em 27/02/2023.&nbsp;</li>



<li>Mata, Inocência. A pertinência de se ler Fanon, hoje – parte 1. Buala, 2015. Disponível em: <a href="https://www.buala.org/pt/mukanda/a-pertinencia-de-se-ler-fanon-hoje-parte-1?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Feed%3A+buala-pt+%28BUALA+%7C+Cultura+Contempor%C3%A2nea+Africana%29" target="_blank" rel="noreferrer noopener">https://www.buala.org/pt/mukanda/a-pertinencia-de-se-ler-fanon-hoje-parte-1?utm_source=feedburner&amp;utm_medium=email&amp;utm_campaign=Feed%3A+buala-pt+%28BUALA+%7C+Cultura+Contempor%C3%A2nea+Africana%29</a>&nbsp; Acesso em 10/03/2023.&nbsp;</li>
</ul>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center">Envie sua proposta para nossas chamadas para publicação e para exposições!</h3>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a href="https://institucional.artebodoque.com/2023/06/30/chamada-de-inverno-para-publicacao-revista-trama-bodoque/"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="239" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-trama.png?resize=950%2C239&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31756" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-trama.png?resize=1024%2C258&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-trama.png?resize=300%2C76&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-trama.png?resize=768%2C194&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-trama.png?resize=205%2C52&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-trama.png?resize=480%2C121&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-trama.png?resize=600%2C151&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-trama.png?resize=1200%2C302&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-trama.png?w=1401&amp;ssl=1 1401w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></a></figure>



<figure class="wp-block-image alignfull size-large"><a href="https://institucional.artebodoque.com/2023/06/30/chamada-de-inverno-para-publicacao-revista-trama-bodoque/"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="239" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-expo-1024x258.png?resize=950%2C239&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31754" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-expo.png?resize=1024%2C258&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-expo.png?resize=300%2C76&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-expo.png?resize=768%2C194&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-expo.png?resize=205%2C52&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-expo.png?resize=480%2C121&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-expo.png?resize=600%2C151&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-expo.png?resize=1200%2C302&amp;ssl=1 1200w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/chamada-expo.png?w=1401&amp;ssl=1 1401w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-5 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-32156" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=40%2C40&amp;ssl=1 40w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=275%2C275&amp;ssl=1 275w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=205%2C205&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=480%2C480&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?resize=800%2C800&amp;ssl=1 800w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/Leonardo-Ladeira-R.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Leonardo Ladeira</strong> ,&nbsp; é estudante de Bacharelado Interdisciplinar de Ciências Humanas na UFJF &#8211; Universidade Federal de Juiz de Fora e&nbsp;apaixonado&nbsp;e curioso pelas literaturas.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-6 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://open.spotify.com/episode/5P6bxSaRg2cK48jDngP6CY?si=0xXOqkk_QzGWuUYT-GgGtg"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31307" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode divulgar seus<strong> produtos, marca e eventos</strong> na Trama em todas as publicações! </p>



<p>No plano de parceira <strong>Tramando</strong>, você escolhe entre 01 e 04 edições para ficar em destaque na nossa plataforma, ou seja, todas as publicações contidas nas edições selecionadas vão trazer a sua marca em destaque nesse espaço aqui, logo após cada texto e exposição . Os valores variam de R$40,00 a R$100,00.</p>



<p>Para comprar o seu espaço aqui na Trama é só entrar em contato através do whatsapp: (32) 98452-3839, ou via direct na nossa página do <a href="https://www.instagram.com/tramabodoque/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://open.spotify.com/episode/08qnL5fLxv5Ww5dUkWCPif?si=nN6FL_GgRTSFLIqe5pIzkA"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/PUBLI-ARTECAST.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31816" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/PUBLI-ARTECAST.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/PUBLI-ARTECAST.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/PUBLI-ARTECAST.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/PUBLI-ARTECAST.png?resize=205%2C256&amp;ssl=1 205w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/PUBLI-ARTECAST.png?resize=480%2C600&amp;ssl=1 480w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/PUBLI-ARTECAST.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/07/PUBLI-ARTECAST.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
</div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/07/23/sales-negres-jacques-roumain/">Sales Nègres &#8211; a influencia de Jacques Roumain </a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/07/23/sales-negres-jacques-roumain/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>2</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">32155</post-id>	</item>
		<item>
		<title>O verão de 85</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/18/o-verao-de-85/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/18/o-verao-de-85/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Jun 2023 18:57:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 168]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[descoberta]]></category>
		<category><![CDATA[escrita]]></category>
		<category><![CDATA[familia]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[feminilidade]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[insólito]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=31258</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Irka Barrios</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/18/o-verao-de-85/">O verão de 85</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><em>Com uma trajetória premiada, autora gaúcha prepara três novos livros e organiza nova coletânea; escritora evidencia as temáticas do corpo e da sexualidade das mulheres em suas obras, enxergando a arte como expressão e luta, em sintonia com os horrores dos tempos atuais</em>. </p>



<p>Se a escritora Irka Barrios (<a href="https://www.instagram.com/irkabarrios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@irkabarrios</a>) pudesse resumir suas personagens em uma frase, responderia que são sempre mulheres em estado de fuga. Abordando<strong> corpo e sexualidade como temas centrais de suas obras</strong>, a escritora se consolida na literatura latinoamericana escrita por mulheres que se segmentam nos estilos que bebem do<strong> insólito, do terror e do horror</strong>.&nbsp;</p>



<p>“Nós, mulheres, precisamos nos manter vigilantes. Todos os dias. Criar e nos manter vigilantes, criticar e nos manter vigilantes. A arte está aí como expressão e luta, em sintonia com os horrores de nossos tempos”, frisa Irka, que já venceu os <strong>Prêmios Brasil em Prosa (Amazon/Jornal O Globo, 2015) e Odisseia da Literatura Fantástica (2022) e foi finalista do Prêmio Jabuti em 2020 </strong>com seu romance de estreia, “<a href="https://www.caoseletras.com/lauren/p" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Lauren</a>” (2019, 228 pág.), publicado pela Caos &amp; Letras.&nbsp;</p>



<p><strong>Atualmente, Irka prepara mais dois romances e um livro de contos, todos em negociação com editoras. Também organiza a coletânea </strong><a href="https://www.catarse.me/incorpa" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>“In Corpa”</strong></a><strong>, financiada coletivamente e com previsão de lançamento pela editora O Grifo para maio.</strong></p>



<p>Já na obra mais recente da escritora, a<a href="https://loja.umlivro.com.br/jupiter-marte-saturno-6247479/p#description" target="_blank" rel="noreferrer noopener"> “Júpiter, Marte, Saturno”</a> (104 pág.), lançada em 2022 pela editora Uboro Lopes, Irka apresenta 14 narrativas que transitam no contexto “do fantástico, do invertido, do maravilhoso, do sobrenatural”, como define a escritora mineira Adriane Garcia, que assina a orelha. O livro —que inclui o conto “O coelho branco” <a href="http://oglobo.globo.com/cultura/livros/o-coelho-branco-de-irka-barrios-17408277" target="_blank" rel="noreferrer noopener">(leia na íntegra)</a>, vencedor do Prêmio Brasil em Prosa &#8211; Amazon, em 2015 — também conta com textos de Morgana Kretzmann e mariam pessah para a quarta capa.&nbsp;</p>



<p>“Júpiter, Marte, Saturno é um passaporte de viagem para um mundo expandido, um portal que só a imaginação pode abrir e, ao mesmo tempo, traz personagens reais, em situações fincadas na sociedade, cultura e política reconhecidas como nossas”, para a autora, o romance foi mais desafiador para escrever porque desejava que a obra tivesse elementos do terror, que a história se passasse no Brasil atual e que tratasse de questões sexuais de uma adolescente. &#8220;Foi a minha terceira escrita de romance, e a que resultou num livro com condições de ser publicado”, revela. “Já os contos são de diversas épocas, eu tentei unir os que melhor conversavam. O romance, em minha criação, veio primeiro, o conto depois. Mas o conto, a forma com que ele se manifesta, é mais natural em mim.”&nbsp;</p>



<p><strong><em>Confira um trecho do conto “<strong>O verão de 85</strong></em></strong> <strong>&#8220;</strong></p>



<p>O caso era que havia, dentro do terreno de um próspero fazendeiro, um açude onde proliferaram peixes carnívoros. Ninguém sabia a origem e nenhum biólogo se interessou a estudar o fenômeno. Ou se interessou e não houve recurso da universidade. Naqueles anos não existiam muitas universidades, as informações eram precárias, os boatos corriam, assumindo um tom de verdade difícil de contestar. Uns diziam que eram criaturas escuras, de deslizantes corpos alongados e guelras pegajosas que se abriam ao largo, enormes, feito asas. Outros diziam que os peixes possuíam duas ou três camadas de dentes afiadíssimos e maxilares que se fechavam num encaixe perfeito, para nunca mais abrir. Alguns defendiam a teoria que os bichos nada mais eram que descendentes de um réptil pré-histórico que sobreviveu aos milênios evolutivos e encontrou as condições necessárias naquela água lodosa. E havia, ainda, os mais entusiastas, bairristas ao extremo, que insistiam que os bichos eram originários de uma cruza de peixe com cobra, uma espécie ainda não catalogada, exclusiva do açude do seu Darlan. Mas todos, absolutamente todos concordavam quando o assunto era o ataque das criaturas. Um desavisado que resolvesse pescar ou molhar os pés ali jamais sobrevivia. Os animais destroçavam o corpo em segundos. A coisa era tão feia que os parentes optavam por realizar os enterros com caixão lacrado.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Brincávamos naquelas terras, mas nunca nos aproximávamos do açude. Algumas vezes a curiosidade nos tomava de assalto e jogávamos pedras, a partir de uma distância bem calculada. Espiávamos de longe a movimentação da superfície, cada um com seu palpite sobre a forma e o tamanho das criaturas. Alimentavam-se do quê? Dos bois e cavalos que paravam para beber água? De pássaros, lagartos? Ou tinham reservas no corpo, como as cobras, que se alimentam e demoram meses digerindo a presa?&nbsp;&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Era dezembro, início do verão de 85, quando nossa curiosidade tomou as proporções mais elevadas. Alguém contou para outro alguém que os peixes haviam destroçado uma nova vítima e que desta vez não havia restado um pedaço sequer. Devoraram tudo. Não poderíamos perder mais tempo, precisávamos ver, investigar, descobrir. Organizamos um grupo, juntamos pacotes de salgadinhos, duas garrafas térmicas com limonada, seis sanduíches de presunto e queijo, e montamos guarda nas proximidades do açude. Roubamos uma fita e medimos dez metros de distância a partir da margem. Sabe-se lá, talvez por conta de algum relato mais preciso, achávamos que os peixes conseguiam saltar essa distância durante o dia. Combinamos que a cada duas horas um novo olheiro deveria se apresentar no posto de observação. Mas o fascínio era tanto que ninguém queria arredar o pé da guarita improvisada. Só aceitávamos desmontar acampamento e ir para casa quando anoitecia. Vai que os monstros criassem patas e saíssem para se alimentar durante a noite?&nbsp;</p>



<p>Após quinze dias de observações frustradas, peles ardidas e rostos descascados pela onipresença do sol de dezembro, uma tempestade mudou o rumo de nossos trabalhos. Perdemos um dia inteiro de investigação e quando tentamos retornar ao local, o terreno todo havia se modificado. Um enorme pântano se formara, impedindo-nos de caminhar na direção do açude. Resignados, subíamos no portão da casa do seu Darlan e espiávamos a vasta extensão de terras alagadas.&nbsp;&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-7 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="566" height="631" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Irka-para-divulg-Jupiter-2-2.jpg?resize=566%2C631&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31259" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Irka-para-divulg-Jupiter-2-2.jpg?w=566&amp;ssl=1 566w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Irka-para-divulg-Jupiter-2-2.jpg?resize=269%2C300&amp;ssl=1 269w" sizes="(max-width: 566px) 100vw, 566px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Irka Barrios</strong> (<a href="https://www.instagram.com/irkabarrios/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@irkabarrios</a>) </p>



<p>é Doutoranda em Escrita Criativa. Venceu os Prêmios Brasil em Prosa (Amazon/Jornal O Globo, 2015) e Odisseia da Literatura Fantástica (2022). Seu romance “Lauren” foi finalista do Prêmio Jabuti em 2020. Escreve para a Revista Ventanas, Ministra Oficinas na GOG, atua no Coletivo Mulherio das Letras e é mediadora do Clube de Leitura Escuro Medo. Organizou as coletâneas “O Novo Horror”, “Vigílias”, “Tudo soma zero” e “In Corpa”&nbsp;</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-8 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://open.spotify.com/episode/5P6bxSaRg2cK48jDngP6CY?si=0xXOqkk_QzGWuUYT-GgGtg"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31307" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode divulgar seus<strong> produtos, marca e eventos</strong> na Trama em todas as publicações! </p>



<p>No plano de parceira <strong>Tramando</strong>, você escolhe entre 01 e 04 edições para ficar em destaque na nossa plataforma, ou seja, todas as publicações contidas nas edições selecionadas vão trazer a sua marca em destaque nesse espaço aqui, logo após cada texto e exposição . Os valores variam de R$40,00 a R$100,00.</p>



<p>Para comprar o seu espaço aqui na Trama é só entrar em contato através do whatsapp: (32) 98452-3839, ou via direct na nossa página do <a href="https://www.instagram.com/tramabodoque/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/dedalo-caderno-artesanal-capa-dura-costura-belga-aparente-bodoque-artes-e-oficios"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Dedalo-FEED.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31096" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Dedalo-FEED.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Dedalo-FEED.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Dedalo-FEED.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Dedalo-FEED.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Dedalo-FEED.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
</div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/18/o-verao-de-85/">O verão de 85</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/18/o-verao-de-85/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31258</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Viagem para o Sítio</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/11/viagem-para-o-sitio/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/11/viagem-para-o-sitio/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 11 Jun 2023 18:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 167]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[lembrança]]></category>
		<category><![CDATA[tempo]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=31056</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Edson Basilio</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/11/viagem-para-o-sitio/">Viagem para o Sítio</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Há muitos anos eu não ia visitar o sítio da família, mas nesse final de semana, meu pai resolveu reunir a família toda lá. Ele foi antes, na sexta de manhã cedinho, para garantir que quando os outros chegassem, tudo já estaria pronto. Ele gosta que as coisas estejam sempre funcionando direitinho e de garantir que não vai faltar nada.</p>



<p>No sábado, logo depois do café, eu, minha esposa e os meninos entramos no carro e partimos para lá também. Quando chegamos no trevo da bica, paramos para beber água. Ah! Aquela água da bica era incomparável, tão fresquinha que era quase gelada. Os meninos não quiseram tomar daquela água, queriam da mineral de garrafinha. Por sorte tinha uma barraquinha por alí que vendia. Aproveitei para comprar também um pacote de mariolas.</p>



<p>Liguei para o meu pai para tirar algumas dúvidas sobre o caminho até lá. Ele me explicou e pediu para levar alguns maços de cigarros. Disse que havia uma vendinha no caminho que tinha de tudo. Voltamos para o carro e fomos para lá.</p>



<p>Logo na entrada do velho “secos e molhados” havia um saco de fubá moinho d’água, outro de açúcar mascavo, um de arroz e uma gaiola pequena com umas cinco galinhas espremidas. No teto, um ventilador cinza rodava bem devagarinho. Pendurados numa barra de ferro ficavam algumas linguiças, chouriços e chinelos Havaianas em sacos plásticos transparentes. Nas prateleiras, várias garrafas de cachaça com caranguejos, plantas ou raízes dentro, rolos daquele papel higiênico rosa em embalagens individuais também de papel, detergente ODD, água sanitária, sabão em barra e uma infinidade de outros produtos amontoados e meio empoeirados. A mistura de tudo isso resultava num cheiro muito característico que só quem já visitou um lugar desses conhece. O balcão de madeira já estava lá há tantos anos que, de tanto debruçarem e apoiarem as mãos, parecia ter recebido uma aplicação de betume. Nele havia uma estufa com salgados, torresmos, ovos cozidos azuis e rosas e um tabuleiro de frissura. Do outro lado, uma antiga balança de ponteiro vermelha da Filizola e um baleiro giratório de três andares todo de vidro, com suas tampas de alumínio. Enquanto eu o girava, ouvia aquele rangido agudo e via a grande quantidade de balas, pirulitos e outros doces que já não via mais, desde meados dos anos 90: pirulitos do Zorro, de guarda-chuva, balas Chita, Dadinhos, maria-moles em casquinhas de sorvete (que sempre estavam murchas), suspiros coloridos, balas Soft, pirocópteros, mini ioiôs, dentaduras de vampiro, apitos, cornetinhas, anéis de plástico e línguas-de-sogra.</p>



<p>O dono da venda me reconheceu e perguntou:</p>



<p>&#8211; Como cê tá, rapaz? Cê tá sumido!</p>



<p>&#8211; Tô bem. E o senhor?</p>



<p>&#8211; Dentro do possível, né? A idade chegou. Tá precisando de quê?</p>



<p>&#8211; Me dá meia dúzia de maços de cigarro e o troco pode ser uns docinhos sortidos e uns brinquedinhos pros meninos.</p>



<p>&#8211; Não vai me dizê que agora cê tá fumando!</p>



<p>&#8211; Não moço, é pro meu pai! &#8211; respondi como se fosse uma criança.</p>



<p>&#8211; Ah, bem! Faz muito bem! Obrigado e boa viagem!</p>



<p>&#8211; Obrigado ao senhor!</p>



<p>De volta ao carro, entreguei o saquinho de papel com os docinhos sortidos e brinquedinhos para meus filhos. Um deles pegou, pôs na tampa do porta-malas sem nem olhar o que tinha dentro e voltou a jogar no celular. Pedi que me devolvessem o saquinho. Peguei, enfiei a mão, tirei um pirulito do Zorro, abri e pus no canto da boca. Uma delícia! Quando acabou, fui mastigando o palitinho até chegarmos no sítio.</p>



<p></p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-9 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="612" height="612" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Edson-Basilio-Edson-Basilio-1.jpg?resize=612%2C612&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-31057" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Edson-Basilio-Edson-Basilio-1.jpg?w=612&amp;ssl=1 612w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Edson-Basilio-Edson-Basilio-1.jpg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Edson-Basilio-Edson-Basilio-1.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/06/Edson-Basilio-Edson-Basilio-1.jpg?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 612px) 100vw, 612px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Edson Basilio</strong> é formado em Letras pela Universidade Federal de Juiz de Fora, servidor público e escritor amador&nbsp;</p>



<p><a href="https://www.instagram.com/edsonbasesc/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@edsonbasilio&nbsp;</a></p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-10 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://open.spotify.com/episode/7EC7yPVRK5Zra9LrSTb1wL?si=qoJJIBynQ_2pOfYDqgBZrQ"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-29026" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="wp-block-heading has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode divulgar seus<strong> produtos, marca e eventos</strong> na Trama em todas as publicações! </p>



<p>No plano de parceira <strong>Tramando</strong>, você escolhe entre 01 e 04 edições para ficar em destaque na nossa plataforma, ou seja, todas as publicações contidas nas edições selecionadas vão trazer a sua marca em destaque nesse espaço aqui, logo após cada texto e exposição . Os valores variam de R$40,00 a R$100,00.</p>



<p>Para comprar o seu espaço aqui na Trama é só entrar em contato através do whatsapp: (32) 98452-3839, ou via direct na nossa página do <a href="https://www.instagram.com/tramabodoque/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://institucional.artebodoque.com/2023/05/24/escreva-sua-historia-de-amor-com-a-bodoque/"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/propaganda-dia-dos-namorados.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-30796" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/propaganda-dia-dos-namorados.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/propaganda-dia-dos-namorados.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/propaganda-dia-dos-namorados.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/propaganda-dia-dos-namorados.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/05/propaganda-dia-dos-namorados.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
</div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/11/viagem-para-o-sitio/">Viagem para o Sítio</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/06/11/viagem-para-o-sitio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">31056</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Entreato das seis décadas do golpe militar no Brasil</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/04/09/entreato-das-seis-decadas-do-golpe-militas-no-brasil/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/04/09/entreato-das-seis-decadas-do-golpe-militas-no-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 09 Apr 2023 19:00:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Gyovana Machado]]></category>
		<category><![CDATA[Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[política]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=29492</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Gyovana Machado</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/04/09/entreato-das-seis-decadas-do-golpe-militas-no-brasil/">Entreato das seis décadas do golpe militar no Brasil</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Os apontamentos que variavam entre os motivos pelos quais se deu um golpe militar e inconstitucional na enfraquecida república brasileira na década de 60 sempre foram objeto de incontáveis perguntas. Na historiografia sobre 1964, existem alguns paradigmas mais tradicionais, outros estruturalistas e outros individuais, na busca por explicações que saltem os muros de uma política puramente à brasileira, mas que contraste com as relações internacionais e os interesses, de tom imperialista, de outros países sobre o Brasil. Ainda, há uma contundente reflexão sobre o lugar da democracia na agenda da direita e esquerda — mormente divididas — no período em que se deu o facínora golpe civil militar na república.&nbsp;</p>



<p>Entre conspirações e desestabilizações econômicas do Brasil, foram muitos os aspectos analisados. Tal como a visita de Jânio Quadros a Cuba em 1960, o que foi usado como capital político por adversários para enquadrá-lo como socialista (apesar de raramente ter se demonstrado um político ortodoxo), ainda, a instabilidade das Reformas de base (plano trienal) propostas por Jango, que passaram por acirrada negociação por proporem, em alguma medida e mormente falando, um plano de distribuição de renda. A não negociação somada a uma aplicabilidade fragmentada alimentou o acirramento civil dada a instabilidade. Num cenário, por exemplo, que desde a década de 50 contava com a ampliação de civis na esfera política. Em teoria, o que se esperava dessa movimentação? Aqui refletimos sobre a construção da caríssima democracia e já vemos que não basta a participação de civis nessa esfera.</p>



<p>Apesar de muitos os fatores, jamais temos a pretensão de justificar a tomada do poder por militares, ao contrário, buscamos lançar mão das brechas suscitadas social, política e economicamente que serviram de motivo ideal para o injustificável, o abominável e a corrupta entrada dos militares na regulação de um Estado que, posteriormente, tornaria-se uma máquina de morte. Com um exército saindo de Juiz de Fora, o golpe se deu entre 31 de março de 1964 e 1 de abril de 1964, marcando uma das memórias mais atordoadoras na história da república brasileira e cravando na democracia um dos seus desafios que perduram até os dias de hoje. Uma política autoritária e arbitrária iria delinear os anos do golpe que se firmaram, entre muitos aspectos, na construção de um inimigo comum, de um Outro baseado nas convicções excludentes de um tenebroso momento em que indígenas, pobres, oposições políticas, entre outros, tiveram os seus direitos suprimidos, sendo levados no limite da sobrevivência enquanto seus algozes bebiam e se engordavam do fruto de suas explorações, sugando o tempo de cada vida torturada e abatida numa estrutura assassina.&nbsp;</p>



<p>59 anos após o golpe militar ocorrido no Brasil ainda bradamos pela culpabilização judicial dos que fizeram parte dessa atrocidade pois, além do ato em si, existe uma política de memórias sendo reduzidas e recortadas até caberem no pensamento de extrema direita para que haja um retorno, sobretudo, dos mais jovens à esse tempo munidos pela falta de historicização e cidadania. Após 59 anos bradamos que a memória do golpe nos serve para lembrarmos dos presos políticos cassados, torturados e mortos nas dependências militares que os expunha, muita das vezes, aos seus próprios filhos e filhas enquanto tentavam assassinar suas ideias marcando o corpo. Após 59 anos, registramos nossa convicção de que os responsáveis por esta tragédia foram os militares, com apoio e parceria internacional e de partidos políticos, junto a outros segmentos da sociedade civil. Após 59 anos, queremos ser a voz dos que foram, o abraço acolhedor dos que ficaram e a força que impulsiona a luta por justiça. Após 59 anos, que ecoe o discurso de Ulysses Guimarães na promulgação da Constituição em 1988:&nbsp;</p>



<p>Traidor da Constituição é traidor da Pátria. Conhecemos o caminho maldito. Rasgar a Constituição, trancar as portas do Parlamento, garrotear a liberdade, mandar os patriotas para a cadeia, o exílio e o cemitério.</p>



<p>Quando após tantos anos de lutas e sacrifícios promulgamos o Estatuto do Homem da Liberdade e da Democracia bradamos por imposição de sua honra.</p>



<p>Temos ódio à ditadura. Ódio e nojo.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>BIBLIOGRAFIA:</strong></p>



<p><em>DELGADO, Lucília de Almeida Neves. O Governo de João Goulart e o gospel de 1964: memória, história e historiografia. Revista Tempo, s. l., v. 28, 2009, p. 123-143.</em></p>



<p>&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-11 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/07/Gyovana-Machado.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-24993" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/07/Gyovana-Machado.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/07/Gyovana-Machado.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/07/Gyovana-Machado.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/07/Gyovana-Machado.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Gyovana Machado</strong>&nbsp;é graduada em História/UFJF,&nbsp;mestranda no Programa de pós-graduação na mesma universidade, associada ao Laboratório de História Econômica e Social e pesquisa capelães e capelanias no século XVIII em Minas Gerais. Militante no coletivo EIG (Evangélicas pela Igualdade de gênero), articula sua formação enquanto seminarista no Seminário teológico Rhema Brasil e suas leituras na área de História da Igreja, Teologia Feminista, entre outros.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-12 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://open.spotify.com/episode/7EC7yPVRK5Zra9LrSTb1wL?si=qoJJIBynQ_2pOfYDqgBZrQ"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-29026" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/ARTE-O-ANO-EU-NAO-ME-LEMBRO-dia2.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background wp-block-heading">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode divulgar seus<strong> produtos, marca e eventos</strong> na Trama em todas as publicações! </p>



<p>No plano de parceira <strong>Tramando</strong>, você escolhe entre 01 e 04 edições para ficar em destaque na nossa plataforma, ou seja, todas as publicações contidas nas edições selecionadas vão trazer a sua marca em destaque nesse espaço aqui, logo após cada texto e exposição . Os valores variam de R$40,00 a R$100,00.</p>



<p>Para comprar o seu espaço aqui na Trama é só entrar em contato através do whatsapp: (32) 98452-3839, ou via direct na nossa página do <a href="https://www.instagram.com/tramabodoque/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
</div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/04/09/entreato-das-seis-decadas-do-golpe-militas-no-brasil/">Entreato das seis décadas do golpe militar no Brasil</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/04/09/entreato-das-seis-decadas-do-golpe-militas-no-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">29492</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Um conto</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/03/05/um-conto/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/03/05/um-conto/#comments</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 05 Mar 2023 18:54:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 005, N 153]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[contar]]></category>
		<category><![CDATA[crônica]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[realidade]]></category>
		<category><![CDATA[verdade]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=28639</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Ariane Bertante</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/03/05/um-conto/">Um conto</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Grades digitais nos separam das relações sociais&nbsp;</p>



<p>Grades emocionais nos separam da melhor versão do que somos&nbsp;</p>



<p>Vejo tantos livros e tantos insetos em comunhão&nbsp;</p>



<p>Fico pensando: A morte sempre tem plateia!&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p>O que mais quero além de tudo aquilo que idealizo?&nbsp;</p>



<p>Que realidade me basta, se a utopia roda os discos de vinil?&nbsp;</p>



<p>Fogos se soltam em momentos de euforia&nbsp;</p>



<p>Mesmo quando a alegria é pouca e a comemoração não passa um café&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p>Ouço cantos de um lugar que não conheço&nbsp;</p>



<p>Me encontro com o que existe de mais obscuro de mim&nbsp;</p>



<p>Vivo nua e crua nas sombras das minhas características mais complexas&nbsp;<br>&nbsp;</p>



<p>Pertenço a uma ordem diferente de toda ordenação&nbsp;</p>



<p>Me alimento de um conto que não conta tudo o que sou e almejo&nbsp;</p>



<p>A vida não precisa de harmonia, quando a luz quer brilhar em bagunça!&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-13 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="649" height="649" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/perfil.jpeg?resize=649%2C649&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28677" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/perfil.jpeg?w=649&amp;ssl=1 649w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/perfil.jpeg?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/perfil.jpeg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/perfil.jpeg?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w" sizes="(max-width: 649px) 100vw, 649px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong><strong>Ariane Bertante</strong> é poetisa. Pensa que escrever é a arte de se expressar, e de outra maneira não sabe ser: Escrever é sua forma de amar (e odiar). Ela bebe um vinho ou um café, sonha com sonetos e canções para o leitor exausto e eufórico se deleitar em devaneios (eternos devaneios).</strong></p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-14 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://institucional.artebodoque.com/2023/03/02/primeira-oficina-de-experimentacao-em-artes-visuais/"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/oficina2.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28623" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/oficina2.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/oficina2.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/oficina2.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/oficina2.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2023/03/oficina2.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em><strong>Clique na imagem para mais informações!</strong></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background wp-block-heading">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode divulgar seus<strong> produtos, marca e eventos</strong> na Trama em todas as publicações! </p>



<p>No plano de parceira <strong>Tramando</strong>, você escolhe entre 01 e 04 edições para ficar em destaque na nossa plataforma, ou seja, todas as publicações contidas nas edições selecionadas vão trazer a sua marca em destaque nesse espaço aqui, logo após cada texto e exposição . Os valores variam de R$40,00 a R$100,00.</p>



<p>Para comprar o seu espaço aqui na Trama é só entrar em contato através do whatsapp: (32) 98452-3839, ou via direct na nossa página do <a href="https://www.instagram.com/tramabodoque/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>.</p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide" />



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-16 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<div style="height:11px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>Realização:</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="331" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=950%2C331&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23851" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=1024%2C357&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=300%2C105&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=768%2C268&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-15 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<p class="has-small-font-size"><strong>Apoio:</strong></p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://www.instagram.com/vianablack/"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/VIANA.png?resize=94%2C113&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26893" width="94" height="113" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/VIANA.png?w=335&amp;ssl=1 335w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/VIANA.png?resize=249%2C300&amp;ssl=1 249w" sizes="(max-width: 94px) 100vw, 94px" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://www.instagram.com/atenabookstore/"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?resize=97%2C93&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26891" width="97" height="93" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?resize=300%2C287&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?resize=768%2C735&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 97px) 100vw, 97px" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://www.instagram.com/cafe.libertas/"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?resize=122%2C86&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26892" width="122" height="86" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?w=842&amp;ssl=1 842w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?resize=768%2C543&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 122px) 100vw, 122px" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div></div>
</div>
</div>
</div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2023/03/05/um-conto/">Um conto</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2023/03/05/um-conto/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>1</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">28639</post-id>	</item>
		<item>
		<title>(rio) afora</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2022/12/25/rio-afora/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2022/12/25/rio-afora/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 25 Dec 2022 18:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 152]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[conto]]></category>
		<category><![CDATA[cultura]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[narrativa]]></category>
		<category><![CDATA[Natal]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=28508</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Thássio Ferreira</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2022/12/25/rio-afora/">(rio) afora</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right"><em>para Rodrigo</em></p>



<p>Caminham, pois a mãe não volta. Mais velha, a garota compreende, simplesmente. Caminham, pois. Rio abaixo, quase feito apenas uma intuição, vem-lhe, em torpor de prestes a lembrar um sonho, mas sem: a mãe contando — dentes tão abertos como se duplicando as vogais — dos largos onde o rio desemboca, panos inflados, cascos com gente dentro, e mais gentes por toda parte, no logo antes e no depois das beiras. Então pra lá se vão, enquanto ela tenta imaginar como será esse destino em que não se cabe, no quando chegarem, enquanto no aqui da estrada esgravatada de sol, tenta também acalmar o irmão: para que se acalme ela mesma de ter medo.&nbsp;</p>



<p>O dia parece de uma temperatura muito particular. Como certo outro, o pai à frente, sem dar a mão nem medir passo, vez em quando só virando e repetindo, num tom que a ela soava mais desafio que convite: Vamos. Chegam à primeira fileira da plantação. A última, do lado inverso. Avançam de volta, rumo à casa e à mãe vigiando da sombra: inspecionando. Foi insistência dela vir. Esmiúça as mudas com afinco, tenta lembrar das palavras dele meses antes, no plantio, que nome foi nesse ângulo donde se avista o velho ingazeiro?&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Porque o amor da mãe sempre fora uma dádiva. O dele não: terra a ser conquistada. O dela, ponto de partida e eterno retorno, regaço, mas o dele: vácuo a sugar o/em movimento, rumo e desrumo, comichão que aviva, fidiputa, desgraça de querer justo o não ter, por quê? Porquê.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Erra mais do que acerta aquele ror de indagações a um tempo monocórdio e seco, meio farpejante: E esse aqui, é pé de quê? Remói-se de lembrar mais é o cheiro do pai, em vez das sílabas que agora ele reinvoca: Mamoeiro, lagartixa, ma-mo-ei-ro. Tem vezes que seu jeito em dizer aquele apelido, lagartixa, é um cafuné rarefeito, mas cafuné. Bem diferente dessa feita, quando a quentura da tarde se entranhou nela estralando espinhos, como agora na estrada. Lá, nos quandos da memória, voltaram, pra sombra da casa e da barriga da mãe crescendo. Aqui: seguem. Abaixo.&nbsp;</p>



<p>Muitos depois, desceu água da mãe, e veio o irmão. Chorava um tantão, no começo. Depois diminuiu. Assim que viu, primeiro não viu não: diferença. Menor, claro. Enrugado. Mas era um igual, parecia. Quase. Só que o pai. Foi nele que enxergou: pegando o pequeno em abraços de uma redondez líquida, saliva de mãos, ombros, caixa torácica. Cochichando Lagartixiiinha, de um jeito meio visguento mesmo, molejante — cafuné suculento, toda vez. Aquele espichado um rio, a cada pronunciação. E pra ela, não por quê? Naquela época, buscava era curso acima, cavoucando margens atrás da nascente.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Foi debaixo do som da chuva: ela e a mãe compartilhando lavar o mais novo, audindo os vários ritmos que a bacia ecoava no esfrega com a água. Acalantou baixinho: lagartixiinha, estendendo também, o quanto conseguia, em seu parco acúmulo de ser, o segundo i. Como se a repetição pudesse-lhe explicitar algo que escapava. A mãe perguntou, em sua maneira tão nada confrontativa, como se perguntar fosse apenas um outro formato de não dizer: Você entende? Fez que sim com a cabeça, embora. Mudou de ideia num breve, entanto: Mãe — eu não entendo. Ele é como teu pai. Por isso. Entende? Ao jeito dela, talvez, que é sempre ao próprio jeito que se compreende: então isso. Assim. Carecia ser como ele. Pois pronto: haveria de. Nem teve tempo de praticar, porém. Ainda matutava os comos, quando: na mesma noite, uivo do vento assoviando desde cedo, o irmão pela primeira vez andou firme, poucos passos, verdade, mas sem nenhum cambaleio, até o peito da mãe, e o peito secou, justo naquele instante. Chorou. Ardido pra diabo, porque nem leite pra calar, nem o colo do pai: picado de cobra a duas léguas, o rosto hirto mirando o sal derramado sobre a mancha de óleo pra candeia, tudo caído, espalhado em volta das duas cavidades negras no tornozelo esquerdo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Hoje, o irmão não chora. Por enquanto, ela pensa, vendo que em alguns momentos ele se atrapalha de andar: ora tropeça, ora bambeia, arranha-se nos espinhos da beirada do caminho, arrasta os pés, atrasa o ritmo. Na primeira noite sem a mãe, em casa ainda, chorou o esperado, até dormir. Mas agora ela questiona, por dentro, se ele não está a se acriançar, pra trás, revertido de correr cronológico, feito a seu modo, a seu tempo, subisse contracorrente, enquanto descem rumo ao mar. Preste muita atenção, ela se diz.&nbsp;</p>



<p>Torna a visajar a concretude do que a mãe, contando, desenhava no ar: Barcos, filha, muitos barcos, como aquele na curva do rio, lembra? Só que lá muitos mais, maiores, e a derrama fresca no oceano, feito bacia de água salgada que do outro lado não tem borda, é pra sempre, e a mãe nem desenhava mais, enfeitiçada em renarrar a própria lembrança. Às vezes estendia os braços e balançava as mãos pra frente, indicando o sem fim de sal. Ambas sempre souberam, dentro de si, sem nem mesmo precisarem conversar a respeito, isso que cientistas só viriam a saber muito depois — ao menos com certeza (enquanto elas, sempre): memória e imaginação não são sequer irmãs, são a mesma. E a diferença, de uma ser pra trás e a outra pra diante, é apenas uma arbitrariedade, que aprendemos nunca nos lembramos quando, mas podemos abolir: só querer.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Talvez, pr´além disso, não soubessem muito na vida, a depender do juízo da palavra muito, mas esta clareza é já um horizonte. Avista, então, sobrepondo-se ao chão de raízes secas que esquadrinha à frente em nitidez exata, aquelas preciosidades de família reveladas em voz limpa sob a lamparina: o rio se despejando na bacia sem fim, velas espraiadas encasulando mastros da altura da carnaúba maior na margem trás da casa. E gente, muitas gentes. Lá conseguiriam o que comer. Vou cuidar de você, irmão — ela disse com firmeza, ao pegar na mão dele pra partirem, antes de clarear. Mas cuidar é uma imensidão.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A mãe nunca precisou dizer: Cuida dele. Usava sempre outras palavras, duas também: Teu irmão. Na porta de casa, com a foice na mão, uma olhadela pra mim e outra pra ele, nessa ordem, e depois um aceno afirmativo de cabeça: Teu irmão. Ela arrancando as couves enquanto eu o impedia de meter à boca tudo a seu alcance. Quando o vendaval fez desordem tamanha, da mãe ter que subir no telhado. Meu medo. A olhadela e: Teu irmão. Ele que haveria de se parecer com a gente, pois.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Também daquela vez: bem antes do sol subir. Só que mesmo já muito depois de tudo azul escuro escuro, apesar da lua, nem sinal da mãe voltar. O choro do pequeno: ela cuidou. Dormiu engasgada, acordou de estômago embrulhado. Esperou mais um dia: nada. O irmão olhava pra todos os lados, balbuciando: Mamã, ué, mamã. Na terceira manhã, o pegou pela mão, e com a trouxa de comida cruzada aos ombros magros, sentindo-se um dos barcos da boca da mãe, estradou pra leste. Foram até onde, antes, tinham chegado com a mãe: no corpo caído do pai. E nem sinal dela, agora.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Sentei-me numa pedra, abraçada a ele. Meu irmão. O céu uma bacia d’água sem bordas. O que sabia daquela estrada? Óleo, sal e morte. Mesmo que talvez, alguém que houvesse conhecido o pai, soubesse da mãe, melhor não. Um medo, muito. Mirou o pano ao peito: vela. Voltamos. Pelas horas que a terra chupava, inchava o vazio dos gestos que ela não alcançava: cuidar da plantação, como? Pescar, menos ainda. Então? Antes que não sobrasse nada, enrolou as últimas folhas, cozinhou o último aipim, arrumou nova trouxa, e puseram-se a descer o rio.&nbsp;</p>



<p>A tarde já quase finda. Deitar onde, quando a luz deitar? Por enquanto caminham: à frente, abaixo, junto às águas. Quanto mais longe forem, mais perto chegam, antes do não saber que é dormir. De trás de arbustos altos, afloram dos espinhos, subitamente: primeiro duas, e logo: mais quatro e mais uma que surge do meio das outras, hipnótica como se dançasse, pisando lustrosas sandálias de couro, mas é como tivesse os pés nus, a garota pensa, tanto parece irmanada ao chão, aos galhos, à luz se acobreando às suas costas. Param, todas, e o irmão.&nbsp;</p>



<p>Será que já? Essas muitas. Talvez não assim quanto esperasse, mas enfim: um princípio de chegança. Mais do que jamais vira, ora. Alivia-se, botando como um ovo dentro de si: uma felicidade, que ainda nem reconhece, mas já distende suas têmporas, panturrilhas, o pescoço em riste. Brota saliva de volta à boca. Afinal, sim, convence-se, porque muitas, e todas elas. Uma dádiva. Abre sorriso:&nbsp;</p>



<p>— Eu sou&nbsp;</p>



<p>Mas a voz corta a voz, do miolo dela no miolo das demais:&nbsp;</p>



<p>— Não importa. Importa ele. Ele é macho. Tu não é nada.&nbsp;</p>



<p>Pode também o rio morrer à praia, ou afogado à beira, depois de caminhar lonjuras de poeira e sol? É preciso pensar rápido. Logo elas, todas, se fazendo como o pai, qual o sentido? Oferta o que tem, na esperança de, pois os pés cansados não conseguem — a mais ali, na ponta da faca de fala e cerco — mapear outro combate àquele contrassenso queimando-lhe o rosto.&nbsp;</p>



<p>— Posso ser como vocês. Sou. Posso ser.&nbsp;</p>



<p>— E pra quê? Boca a mais, não nos serve. Pelo contrário.&nbsp;</p>



<p>— E por que então não matam entre si? — cospe sem pensar, petulante, a morte nos lábios desde.&nbsp;</p>



<p>A mulher sorri, capciosa.&nbsp;</p>



<p>— Somos irmãs.&nbsp;</p>



<p>— Me façam irmã. Ou filha. Escrava até, posso ser.&nbsp;</p>



<p>— Não carece. Nem queremos. Tu é outra, e será sempre. — Es pnem entende que&nbsp; da alturaa morte nos laquele contrassenso queimando-lhe o rosto.dade que ainda nem entende que&nbsp; da alturaEle fará em nós filhos de nossa carne.&nbsp;</p>



<p>— É só uma criança!&nbsp;</p>



<p>— Crianças não andam de próprias pernas. Se arrastam, cambaleiam. Depois, são já macho ou fêmea. Não há crianças aqui: alguém se arrasta? Ninguém. Pois.&nbsp;</p>



<p>Teu irmão. No entanto, agora é outra a mirada sobre si. Outras. Teu irmão. Como o pai. Elas: como a mãe? Não. Nem podia ser como ele, nem como ela, nem como elas. Como ser?&nbsp;</p>



<p>— Tu pode ir. Vai chegar onde quer. Segue. Ele fica. Não cria medo, menina. Vamos cuidar dele.&nbsp;</p>



<p>Teu irmão. E tu?&nbsp;</p>



<p>— E eu…?&nbsp;</p>



<p>— Tu agora é livre. Cuidado. A liberdade é perigosa. Mas vai.&nbsp;</p>



<p>Livre. Rumo à foz. Onde um sonho lembrado a desabrochar sem bordas, todo velas e risco, desenhando o poente e o nascente, depois. Caminha, agora só: como sempre.&nbsp;</p>



<p><em>* Conto integrante do livro&nbsp; </em><a href="https://www.editorapatua.com.br/nunca-estivemos-no-kansas-de-thassio-ferreira/p" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong><em>Nunca estivemos no Kansas</em></strong></a><em> (Ed. Patuá, 2022).</em>&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator has-css-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-17 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:33.33%">
<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-5 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/thassio-1.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-28611" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/thassio-1.png?w=1008&amp;ssl=1 1008w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/thassio-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/thassio-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/thassio-1.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/thassio-1.png?resize=600%2C600&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/12/thassio-1.png?resize=800%2C800&amp;ssl=1 800w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Thássio Ferreira: </strong>poeta e ficcionista, autor de <strong><em>Nunca estivemos no Kansas</em></strong> (2022, contos); <strong><em>agora (depois)</em></strong> (2019), <strong><em>Itinerários</em></strong> (2018) e<strong><em> (DES)NU(DO)</em></strong> (2016), de poesia. Escrevo a coluna <a href="https://viciovelho.com/alguma-coisa-em-mim-que-eu-nao-entendo/" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><em>Alguma coisa em mim que eu não entendo</em></a>, na Revista Vício Velho e já escrevi aqui e ali no Jornal Rascunho, Escamandro, Gueto, Ruído Manifesto, Mallarmargens, Revista Ponto (SESI-SP), Aboio, Jornal Relevo, Revista Brasileira da Academia Brasileira de Letras e InComunidade (Portugal). Prêmios Cidade de Manaus 2020, Off-Flip 2019, Editora UFPR 2018 e finalista do Prêmio Sesc 2017. Já colhi rabanetes que eu mesmo plantei. <a href="mailto:thassioescritor@gmail.com%22%20\t%20%22_blank" target="_blank" rel="noreferrer noopener">thassioescritor@gmail.com</a>.&nbsp;</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-18 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large"><a href="https://www.artebodoque.com/Journal"><img loading="lazy" decoding="async" width="819" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/BLACK-NOVEMBER.png?resize=819%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27776" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/BLACK-NOVEMBER.png?resize=819%2C1024&amp;ssl=1 819w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/BLACK-NOVEMBER.png?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/BLACK-NOVEMBER.png?resize=768%2C960&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/BLACK-NOVEMBER.png?resize=600%2C750&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/BLACK-NOVEMBER.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 819px) 100vw, 819px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Tem promoção na nossa loja virtual!</em><br><em><strong>Clique na imagem para conferir!</strong></em></figcaption></figure>


<div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.youtube.com/c/BodoqueTV/featured"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26890" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/banner-trama.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-large is-resized"><a href="https://www.artebodoque.com/buscar?q=adventure"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/adventure-book-promo.png?resize=377%2C509&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-27774" width="377" height="509" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/adventure-book-promo.png?resize=759%2C1024&amp;ssl=1 759w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/adventure-book-promo.png?resize=222%2C300&amp;ssl=1 222w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/adventure-book-promo.png?resize=768%2C1037&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/adventure-book-promo.png?resize=600%2C810&amp;ssl=1 600w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/11/adventure-book-promo.png?w=1000&amp;ssl=1 1000w" sizes="(max-width: 377px) 100vw, 377px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption class="wp-element-caption"><em>Tem promoção na nossa loja virtual! </em><br><em><strong>Clique na imagem para conferir!</strong></em></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="721" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=950%2C721&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23741" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=1024%2C777&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=300%2C228&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?resize=768%2C583&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/anuncie.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<h3 class="has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background wp-block-heading">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode divulgar seus<strong> produtos, marca e eventos</strong> na Trama em todas as publicações! </p>



<p>No plano de parceira <strong>Tramando</strong>, você escolhe entre 01 e 04 edições para ficar em destaque na nossa plataforma, ou seja, todas as publicações das edições publicadas vão trazer a sua marca em destaque nesse espaço aqui, logo após cada texto e exposição . Os valores variam de R$40,00 a R$100,00.</p>



<p>Para comprar o seu espaço aqui na Trama é só entrar em contato através do whatsapp: (32) 98452-3839, ou via direct na nossa página do <a href="https://www.instagram.com/tramabodoque/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Instagram</a>.</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity is-style-wide"/>



<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-20 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<div style="height:11px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="331" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=950%2C331&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23851" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=1024%2C357&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=300%2C105&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=768%2C268&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-19 wp-block-columns-is-layout-flex">
<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://www.instagram.com/vianablack/"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/VIANA.png?resize=94%2C113&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26893" width="94" height="113" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/VIANA.png?w=335&amp;ssl=1 335w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/VIANA.png?resize=249%2C300&amp;ssl=1 249w" sizes="(max-width: 94px) 100vw, 94px" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full is-resized"><a href="https://www.instagram.com/atenabookstore/"><img loading="lazy" decoding="async" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?resize=74%2C71&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26891" width="74" height="71" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?resize=300%2C287&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/atena-logo-transparente.png?resize=768%2C735&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 74px) 100vw, 74px" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div></div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow"><div class="wp-block-image">
<figure class="aligncenter size-full"><a href="https://www.instagram.com/cafe.libertas/"><img loading="lazy" decoding="async" width="842" height="595" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?resize=842%2C595&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26892" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?w=842&amp;ssl=1 842w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?resize=300%2C212&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/10/libertas_logo_Transparente.png?resize=768%2C543&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 842px) 100vw, 842px" data-recalc-dims="1" /></a></figure></div></div>
</div>
</div>
</div>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2022/12/25/rio-afora/">(rio) afora</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2022/12/25/rio-afora/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">28508</post-id>	</item>
		<item>
		<title>(RE) VISITANDO OS LIVROS DE VISITANTES DO MUSEU MARIANO PROCÓPIO</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/21/re-visitando-os-livros-de-visitantes-do-museu-mariano-procopio/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/21/re-visitando-os-livros-de-visitantes-do-museu-mariano-procopio/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 21 Mar 2021 21:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 083]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Janelas]]></category>
		<category><![CDATA[Restauro]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=14653</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Sérgio Augusto Vicente</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/21/re-visitando-os-livros-de-visitantes-do-museu-mariano-procopio/">(RE) VISITANDO OS LIVROS DE VISITANTES DO MUSEU MARIANO PROCÓPIO</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Ainda pouco valorizados por pesquisadores e visitantes, os livros de assinaturas existentes nos espaços culturais constituem importantes fontes de investigação histórica. No Museu Mariano Procópio, esse acervo vem sendo considerado objeto de reflexão e pesquisa.</p>



<p>A última assinatura encontrada no livro de visitantes da instituição foi registrada em meados de março de 2020, quando o Museu, em decorrência das medidas sanitárias de combate à pandemia do coronavírus, fechou suas portas às visitações, levando sua equipe a adaptar as estratégias de interlocução com o público à linguagem das mídias digitais. Entre os dias 2 de janeiro e 13 de março de 2020 &#8211; ou seja, no decorrer de dois meses e onze dias de “pré-pandemia”, foram registradas 1621 assinaturas. Apesar de o número ser bastante significativo para uma instituição que se mantém parcialmente aberta ao público desde o segundo semestre de 2016, certamente esse número de assinaturas está aquém do número de pessoas que visitaram a instituição nesse período &#8211; uma vez que muitos visitantes não têm por hábito registrar sua passagem pelo local. Acredita-se que a realização de visitas mediadas à Villa Ferreira Lage e o período de férias escolares no mês de janeiro tenham contribuído sobremaneira para esse quantitativo.</p>



<p>Dentro desse universo de 1621 assinaturas, cerca de 740 são de cidadãos e cidadãs de Juiz de Fora. Em seguida, destacam-se as de moradores da capital de Minas Gerais, Belo Horizonte, e de municípios como Muriaé, Conselheiro Lafayette, Governador Valadares, Ouro Preto, Ubá, etc. Vale destacar também a presença de municípios mineiros vizinhos, como Ewbank da Câmara, Carangola, Matias Barbosa, Simão Pereira, Lima Duarte, etc.</p>



<p>Moradores do estado do Rio de Janeiro, devido à proximidade geográfica com Juiz de Fora, marcaram expressiva presença – sobretudo os da capital e dos municípios de Petrópolis, Três Rios, Duque de Caxias, Búzios, Paracambi e Belford Roxo. O livro também comprova a visita de cidadãos e cidadãs de outras unidades da federação, como Rio Grande do Sul, Bahia, Ceará, Rio Grande do Norte, Maranhão, São Paulo, Paraíba, Pará, Paraná, Santa Carina, etc. Vale destacar também a presença de visitantes de outros países, como Venezuela, Peru, Argentina, Estados Unidos, França e Alemanha.</p>



<p>A diversidade de público, do ponto de vista geográfico, também pode ser observada nos mais de 50 livros de assinaturas de visitantes que o Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio tem sob a sua guarda. Esses documentos históricos começaram a ser produzidos na instituição em 1921, quando o Museu foi oficialmente inaugurado por Alfredo Ferreira Lage, cumprindo a função de efeméride do centenário de nascimento de seu pai. Na ocasião, chamam atenção as assinaturas de autoridades como João Penido, José Rangel, Machado Sobrinho, dentre outras. Os livros com assinaturas datadas dos anos de 1921 a 1936 são praticamente as únicas fontes institucionais do Museu, produzidas antes de sua doação ao município de Juiz de Fora em 1936.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="515" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2.jpg?resize=950%2C515&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26162" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=1024%2C555&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=300%2C162&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=768%2C416&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=1536%2C832&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=2048%2C1109&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?resize=2000%2C1083&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/2-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura de Alfredo Ferreira Lage abrindo o livro de visitantes do MMP em 23 de junho de 1921 –</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio (MG)</strong></figcaption></figure>



<p>Como fontes de pesquisa produzidas pela instituição ao longo de décadas, esses livros permitem fazer um sobrevoo sobre a trajetória do Museu a partir da relação com seu público (ou públicos, no plural). Por esse motivo, merecem, por parte da equipe do Departamento de Acervo Técnico, todo cuidado na conservação, através do monitoramento de suas condições de guarda, da adoção de medidas contra o ataque de insetos xilófagos e da mitigação de fatores que podem acelerar o processo de degradação das encadernações e do miolo (folhas).</p>



<p>Dentre as diversas assinaturas, podem ser citadas, a título de exemplo, as de diversos famosos: na década de 1920, a do ministro da Polônia, que também deixou breve comentário sobre sua passagem pela instituição; e a do poeta Manuel Bandeira, cujo poema sobre o Museu Mariano Procópio se tornou bastante conhecido. Na década de 1930, consta a do então presidente da república do Brasil, Getúlio Vargas; do descendente da família imperial, Pedro d&#8217;Orleans e Bragança; do político Olegário Maciel; dos escritores Sylvio Romero, Pedro Calmon e Belmiro Braga (também conhecido como “Trovador de Vargem Grande”); e da colecionadora e prima de Alfredo Ferreira Lage, Viscondessa de Cavalcanti. Na década de 1940, destacam-se a do pioneiro cineasta mineiro, João Carriço; do futuro presidente do Brasil, Juscelino Kubitschek; e do aeronauta português, Gago Coutinho.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="347" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas.jpg?resize=950%2C347&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26164" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=1024%2C374&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=300%2C110&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=768%2C281&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=1536%2C561&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=2048%2C748&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?resize=2000%2C731&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/13-Assinatura-de-Getúlio-Vargas-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura de Getúlio Vargas</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio (MG)</strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="140" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero.jpg?resize=950%2C140&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26165" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=1024%2C151&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=300%2C44&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=768%2C113&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=1536%2C226&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=2048%2C302&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?resize=2000%2C295&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/6-Escritor-Sylvio-Romero-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura de Sylvio Romero</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio (MG)</strong></figcaption></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="359" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia.jpg?resize=950%2C359&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26166" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=1024%2C387&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=300%2C113&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=768%2C290&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=1536%2C581&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=2048%2C775&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?resize=2000%2C756&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/10-Ministro-da-Polônia-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura e comentário do então ministro da Polônia</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio (MG)</strong></figcaption></figure>



<p>Os vestígios/indícios registrados nesses livros de visitantes, sem dúvidas, não demonstram apenas a passagem de famosos ou personalidades da política, das artes e da ciência, mas também a presença de cidadãos e cidadãs cujas histórias e/ou memórias, quando possíveis de serem reabilitadas, são de grande relevância para esse espaço cultural. Infelizmente, a maioria das informações disponíveis nos livros se restringe ao nome, data e cidade/estado dos visitantes, havendo lacunas quanto às percepções do público acerca do espaço museal, de seu acervo, de suas narrativas e de seus projetos de memória.</p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="209" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1.jpg?resize=950%2C209&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26167" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=1024%2C225&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=300%2C66&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=768%2C169&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=1536%2C338&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=2048%2C451&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?resize=2000%2C440&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/8-Comentário-de-um-visitante-1-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><strong>Assinatura e comentário de um dos visitantes</strong><br><strong>Acervo do Arquivo Histórico do Museu Mariano Procópio</strong></figcaption></figure>



<p>Entretanto, constam no acervo da instituição dois livros de comentários de visitantes, relativos ao período de 1983 a 1995, em que é possível observar – explícita ou implicitamente – elogios, críticas, sugestões de exposição e de mudanças na forma de expor os objetos, observações sobre o estado de conservação das peças, solicitação de enaltecimento deste ou daquele personagem histórico, deste ou daquele objeto. São relatos que deixam entrever subjetividades e múltiplas concepções de museu, história, arte, memória, administração pública, etc.</p>



<p>Um olhar atento sobre esses comentários permite perceber o que o público esperava ou espera do Museu e de seus diversos papéis sociais: há os que defendem seu uso como espaço de perpetuação de memórias das “grandes personalidades” e de seus “grandes feitos”; os que o concebem como espaço de entretenimento e contemplação, onde se cultua o belo e se guardam preciosidades do passado; há também os que o elegem como espaço exclusivamente informativo; e, por fim, os que nele procuram lazer e fruição estética, mas sem deixar de lado seu papel na construção de conhecimentos, pesquisas, reflexões críticas e diálogos entre múltiplas vozes e áreas do saber.</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator"/>



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="601" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=599%2C601&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13196 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?w=599&amp;ssl=1 599w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong></strong></strong></strong> é Professor de História e historiador. Graduado, mestre e doutorando em História pelo PPGHIS/UFJF. Atualmente, trabalha no Museu Mariano Procópio – Juiz de Fora – MG. Dedica-se a pesquisas relativas ao campo da história social da cultura/literatura, sociabilidades, trajetórias e memórias.</p>
</div></div>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<hr class="wp-block-separator aligncenter is-style-wide"/>



<div class="wp-block-jetpack-donations"><h4>Apoie a Trama e nos ajude a continuar crescendo!</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/?p=14653" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar</a><hr class="donations__separator"><h4>Fazer uma doação mensal</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/?p=14653" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar mensalmente</a><hr class="donations__separator"><h4>Fazer uma doação anual</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/?p=14653" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar anualmente</a></div>



<p></p>
</div></div>



<p></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/21/re-visitando-os-livros-de-visitantes-do-museu-mariano-procopio/">(RE) VISITANDO OS LIVROS DE VISITANTES DO MUSEU MARIANO PROCÓPIO</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/21/re-visitando-os-livros-de-visitantes-do-museu-mariano-procopio/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">14653</post-id>	</item>
		<item>
		<title>Sobre Janelas</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/14/sobre-janelas/</link>
					<comments>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/14/sobre-janelas/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 14 Mar 2021 21:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 003, N 082]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Janelas]]></category>
		<category><![CDATA[Restauro]]></category>
		<category><![CDATA[Sérgio Augusto Vicente]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://atomic-temporary-162935141.wpcomstaging.com/?p=14560</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Sérgio Augusto Vicente</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/14/sobre-janelas/">Sobre Janelas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem disse que janelas e portas nos ensinam a enxergar sempre um universo recortado e enquadrado?</p>



<p>Alberto Caeiro, um dos heterônimos do poeta Fernando Pessoa, dizia: &#8220;Da minha aldeia vejo o quanto da terra se pode ver do universo&#8230;&#8221;; pois eu diria que, da minha janela, vejo muitas dimensões do universo. Dimensões que atravessam espaços e tempos&#8230;</p>



<p>As janelas e as portas, com seu encanto e magia, ao conectarem memórias minhas, dos outros, de agora e de outrora, não restringem minha percepção do mundo à simples dicotomia &#8220;dentro e fora&#8221;.</p>



<p>São janelas e portas centenárias, intertemporais, feitas por desconhecidas mãos de outra geração. Seu azul conecta terra e céu, finito e infinito, presente, passado e futuro, amor e gratidão, fantasia e realidade. Quantas mãos já nelas tocaram? Quantas sensações já nelas experimentaram? Quantos horizontes já nelas espreitaram? Quantos amores já nelas esperaram?</p>



<p>Através delas, enxergo o mundo com olhos de sonhador, sem me aprisionar na faceta opressora da saudade e da nostalgia. Aumentar suas expectativas de vida através da restauração não é um desejo materialista fútil, muito menos um compromisso com o passado; mas um alento e um bálsamo pra minh&#8217;alma e as de todos que sofrem com as nebulosas nuvens de sombrios tempos presentes. Através delas, preservo minha capacidade de imaginar o mundo além das montanhas, do silêncio da solidão ou das tagarelices de uma sociedade sequelada pela overdose das janelas virtuais. Através delas, das janelas materiais, físicas, cultivo a arte da espera; enquanto o mundo, frenético, acelerado, espera de mim a corrida contra um tempo irrecuperável. Janelas&#8230; Já nelas eternizei numerosas paisagens e cenas do cotidiano. Seus contornos, como molduras de uma tela, conferem beleza a qualquer cena banal. Nelas, enxergo um mundo em constante transformação, mas com ritmo mais dinâmico que a dureza do pincel e menos extasiante que as telas da TV, do computador e do celular. Sobre estas janelas, me debruço como uma costureira sem pressa, que costura os tempos e alinhava as memórias. De pedaço em pedaço, um dia, quem sabe, cubro-me com essa grande colcha de retalhos&#8230;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<hr class="wp-block-separator" />



<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:22% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="599" height="601" src="https://i0.wp.com/tramabodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=599%2C601&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13196 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?w=599&amp;ssl=1 599w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/ed01b-sergio.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 599px) 100vw, 599px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p><strong><strong><strong><strong>Sérgio Augusto Vicente</strong></strong></strong></strong> é Professor de História e historiador. Graduado, mestre e doutorando em História pelo PPGHIS/UFJF. Atualmente, trabalha no Museu Mariano Procópio – Juiz de Fora – MG. Dedica-se a pesquisas relativas ao campo da história social da cultura/literatura, sociabilidades, trajetórias e memórias.</p>
</div></div>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-group"><div class="wp-block-group__inner-container is-layout-flow wp-block-group-is-layout-flow">
<hr class="wp-block-separator aligncenter is-style-wide" />



<div class="wp-block-jetpack-donations"><h4>Apoie a Trama e nos ajude a continuar crescendo!</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/?p=14560" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar</a><hr class="donations__separator" /><h4>Fazer uma doação mensal</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/?p=14560" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar mensalmente</a><hr class="donations__separator" /><h4>Fazer uma doação anual</h4><p>Agradecemos sua contribuição.</p><a class="jetpack-donations-fallback-link" href="https://bodoqueonline.art.blog/?p=14560" rel="noopener noreferrer noamphtml" target="_blank">Doar anualmente</a></div>



<p></p>
</div></div>



<p></p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/14/sobre-janelas/">Sobre Janelas</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://revistatrama.artebodoque.com/2021/03/14/sobre-janelas/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
		<post-id xmlns="com-wordpress:feed-additions:1">14560</post-id>	</item>
	</channel>
</rss>
