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	<title>Arquivos Ano 004, N 138 - Revista Trama</title>
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	<description>Arte, Cultura e Criatividade</description>
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		<title>Os entraves acerca da transfiguração do que é ser mulher no romance português “Henriqueta” de Maria Peregrina de Sousa – A composição da figura feminina frente à sua virtude e sexualidade</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:30:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Karolaynne Nunes</p>
<p>O post <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com/2022/09/18/os-entraves-acerca-da-transfiguracao-do-que-e-ser-mulher-no-romance-portugues-henriqueta-de-maria-peregrina-de-sousa-a-composicao-da-figura-feminina-frente-a-sua-virtude-e/">Os entraves acerca da transfiguração do que é ser mulher no romance português “Henriqueta” de Maria Peregrina de Sousa – A composição da figura feminina frente à sua virtude e sexualidade</a> apareceu primeiro em <a rel="nofollow" href="https://revistatrama.artebodoque.com">Revista Trama</a>.</p>
]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>RESUMO: </strong>O presente artigo tem como objetivo analisar o romance português, Henriqueta, de Maria Peregrina de Sousa, de modo a adentrar nas diversas camadas do que é o feminino, tanto em torno de sua integridade e virtuosidade, como também frente à sua sexualidade, sendo este um ponto restrito e ao mesmo tempo crucial na vivência e experiência de uma mulher jovem. Além disso, será analisado também a transfiguração da mulher como persona e corpo, em virtude daquilo que o homem julga ver em sua amada, isto é, o que lhe chama a atenção e lhe desperta a paixão; e daquilo que a sociedade observa, uma vez que a mulher traz consigo a dor e o medo do julgamento. A partir dessa construção, rompe-se com a imagem de submissa e se reconstrói uma nova identidade, com a finalidade de fazer um comparativo entre a mulher da antiga Lisboa e a mulher moderna, sendo aquela que transita.&nbsp;&nbsp;</p>



<p><strong>Palavra-chave: </strong>Transfiguração da mulher. Virtude e sexualidade. Identidade feminina. O homem e o social. Mulheres modernas.&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<ol><li><strong>HENRIQUETA – A TRANSFIGURAÇÃO DA MULHER PERANTE A IMAGEM DO HOMEM</strong>&nbsp;</li></ol>



<p>Inicialmente, a personagem Henriqueta, inserida no romance português de Maria Peregrina de Sousa, se encontra de forma limitada diante de si mesma, visto que fora criada por uma autora mulher que sofreu os preconceitos da época, justamente por escrever, pois “a qualidade de suas obras é questionada, sua relevância para as pesquisas sobre o século XIX. É preciso, pois, garantir-lhes o devido lugar, dar-lhes voz, caso se pretenda conhecer o século XIX de forma mais abrangente” (MARIANO, 2015, p. 31), desse modo, a escrita se tornou um dos meios de ressignificar a dignidade e identidade feminina em torno de inúmeros escritores que tinham consigo a fluidez e a liberdade para escreverem da maneira que podiam, já que estavam em ascensão social. Segundo Vaquinhas, “embora a escrita tenha se tornado para muitas mulheres um meio de subsistência, colaborando na imprensa escrita, raras eram aquelas que ousavam afirmar-se jornalistas, escondendo-se com frequência atrás de pseudônimos.” (2005, p. 17).&nbsp;</p>



<p>Não obstante, a mulher enquanto persona também está a se descobrir frente ao seu corpo, uma vez que sua figura é vista como frágil, doce e meiga, típica personagem do amor romântico, apresentado no romantismo, todavia, Henriqueta não tem a consciência de um corpo, sendo ele parte integrante de seu ser, cheio de expressões em torno de seu sangue que marca a sua existência e se vincula às suas partes e pele, “Sangue tem cor. Sangue tem cheiro. Ela chora para dentro enquanto as gotas de sangue escorrem por entre suas pernas. Murmura baixinho: “Ninguém precisa saber. Ninguém precisa saber!” (LOUREIRO, 2019, p. 44-45), além dos prazeres culminados entre a dor e o toque, tanto de si como de outrem, frente a sua performance enquanto esposa, cujo homem não se cala, muito pelo contrário, usufrui, se apodera e se isola quando toma para si a consciência de possuir aquilo que muitos quiseram obter, isto é, um troféu que agora se desfaz em consolo e migalhas de duas almas que não mais se (re)conhecem até o último instante.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“Muitas vezes havia uma grande diferença de idade entre os noivos. A mulher quanto mais nova fosse era melhor para o casamento, pois a possibilidade de recusa por parte dela era menor. Quando eram consideradas inférteis podiam ser devolvidas a sua família já que o casamento tinha como função gerar filhos.” (SOARES, GARCEZ, SILVA (2018, p. 12).&nbsp;</p>



<p>Em vista disso, quando o olhar se transfigura a imagem de um homem perante a face de uma mulher, tem-se a esposa e mãe, mas não a mulher propriamente, visto que sua utilidade na sociedade, ou melhor, na condição de esposa seria aquela que teria filhos e traria alegria ao lar. Destarte, a inércia transfigurada diante de um corpo que não se move pode se perpetuar diante de uma boca que não gesticula, não por não querer, mas, por não poder, uma vez que não há som para ser emitido diante da usurpação de sua própria carne que, quanto mais sangra, mais persiste rumo ao seu decaimento, pois quando se deixa este mesmo sangue correr diante de sua dor, o que se espera é a imagem de um corpo frio e sem vida em meio a tudo que ele jamais imaginou ser e se tornar, já que para a família era tida como intocável aos olhos daqueles que não vissem o seu valor, enaltecendo assim a sua vaidade.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“Ella tinha preenchido todos os desejos de seus affeiçoados paes. Ninguem a via e ouvia, que a não admirasse; ninguem a tratava, que a não amasse. Henriqueta tinha na alma semente venenosa, que, se a não destruisse antes de germinar, podia vir a dar péssimo fructo. Era esta semente a vaidade, que lhe vinha de conhecer, que muito valia. Tinha muitos dotes e merecimentos, de que se julgou no fundo d’alma digna, de que todos os joelhos se curvassem diante d’ella.” (SOUSA, 1876, p. 54).&nbsp;</p>



<p>Logo, àquela que tem consigo o consentimento e liberdade para escolher o que e quem quisesse ter ao seu lado, assim, o marido que a deixa sem sua liberdade ilusoriamente conquistada, uma vez que, agora, “a lua de mel foi muito longa, durou dois annos. A paixão de Julio porém, que primeiro foi quasi um frenesi, foi dando logar a sentimentos mais brandos, ainda que sempre ternos” (SOUSA, 1876, p. 57), de anjo, bem-vista, pura e delicada, passa a ser vista como zelosa demais, isto é, ciumenta, insuportável e irritante, principalmente após a lua de mel, feita para os futuros filhos e não para um presente prazer “O genio de Henriqueta começou a azedar-se. E não tomava ella o trabalho de occultar seu desgosto. Julio se zangava e mais se afastava de sua mulher. Ambos começaram a lançar alicerces de um templo de infortunio.” (SOUSA, 1876, p. 58).&nbsp;</p>



<ol start="2"><li><strong>O TRAÍDO E O TRAIDOR – COMO A FEMINILIDADE SE EXPÔE DIANTE DE UMA SOCIEDADE LIMITADA?</strong>&nbsp;</li></ol>



<p><strong>&nbsp;</strong>O olhar social em torno da mulher casada e da mulher não casada era justamente a causa de sua prisão, uma vez que se não estivesse acompanhada era considerada uma qualquer, uma figura sem requinte e dada aos prazeres da vida e da carne. Em oposição, a mulher casada era casta, bem cuidada, de nobre família e submissa tanto ao homem quanto à sociedade, visto que paredes tinham ouvidos e ruas tinham olhos que ultrapassam qualquer meio ou vínculo de singela gentileza ou amabilidade – “deixaremos porém os trahidos para seguir a traidora” (SOUSA, 1876, p. 40). Desse modo, a mulher objetificada a imagem e semelhança do homem também era a mesma prisioneira de si própria, pois não falava, não escolhia, não vivia e não existia, apenas sobrevivia àquilo que lhe era dado disfarçado de mercadoria – “a minha dor sempre foi para dentro” (LOUREIRO, 2019, p. 39).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“A minha dor jamais pôde entristecer a alegria dos meus filhos, sobretudo dos pequenos. A maior prova de amor que podemos dar aos nossos descendentes é carregar as suas dores em silêncio, oferecendo a delicadeza de nosso colo eternamente em paz mesmo que despedaçado.” (LOUREIRO, 2019, p. 39).&nbsp;</p>



<p>&nbsp;Dessa maneira, não somente o homem, mas a sociedade ditavam como uma mulher deve se portar a começar por sua família, já que o homem não detinha de características que a mulher deveria a todo custo se importar, sendo elas: sua integridade e sua beleza, pois uma mulher não deveria manifestar traços que não fossem aqueles dentro do casamento, uma vez que o matrimônio era a união do divino com aquilo que existe de mais sagrado entre um casal e para a família, mantendo-se assim uma integridade intacta ao demonstrar zelo, visto que ter uma filha comprometida e agora casada era sinal de riqueza e grandiosidade frente à sociedade, além de beleza, pois Henriqueta tinha consigo traços angelicais que ressaltavam sua beleza feminina para qualquer pessoa que a olhasse. Todavia, a magnitude existente por trás de uma mulher não se encontrava numa beleza supérflua se a dona de seu próprio corpo não o conhecia por completo, mas somente na frente de seu marido quando exposta.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“O que atrai nem sempre permanece. E o que permanece aprende a mudar o que vai se extinguindo. Quando a gente se dá o direito a amar maduros, existe uma compreensão de que o corpo é incontrolável e de que a beleza está em ver este descontrole se tornando história em dois corpos que aprendem a se conhecer.” (LOUREIRO, 2019, p. 77).&nbsp;</p>



<p>Diante disso, um homem cuja esposa não se comportasse não deveria ter consigo um amor vívido e declarado, pois tinha a consciência daqueles que a veriam como amante/perdida e, assim, a sociedade a maltrataria e a crucificaria, “uma esposa honesta não deveria se comportar como uma amante. Era necessário não ultrapassar os limites da sexualidade “decente”, até porque o excesso poderia provocar problemas na fecundação” (BARREIRA, 1994, p. 82), sendo assim, uma mulher deveria reprimir suas pulsões e suas vontades em uma cama rente ao seu marido, o que a privava do prazer e do toque de si mesma. Nesse cenário, a visão do homem é dada pelo dominador, ele é o mais respeitado, é aquele que pode transitar pelos dois mundos, tendo consigo o prazer da mulher casada e o prazer da mulher não casada. No entanto, Henriqueta não se dava por vencida em prol daqueles que a olhariam de forma torta, pois não se satisfazia mais com seu marido, Julio, aquele que fora seu prometido, mas ela não se limitava facilmente, pois se incomodava com suas ocupações, já que quanto mais ele trabalhava, menos ele a mimava e enaltecia sua vaidade, logo, buscou por mais prazer ao lado de Carlos, seu amante. Destarte, seu marido Julio, embora restrito, a amava do seu jeito, “o esquecimento é a pior morte que um homem pode sentir” (LOUREIRO, 2019, p. 91), e o problema encontrava-se na ausência de comunicação entre os dois, um casal recém feito, jovens e que não tinham consigo a maturidade de viver intensamente uma relação.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“Claramente, Balzac via a mulher como um ser sensual, tão sensual quanto o homem, mas a sociedade moderna a mantinha na ignorância das recompensas que a paixão erótica podia lhe reservar. “A mais casta das mulheres casadas”, observa ele, “também pode ser a mais voluptuosa”. É dever do marido despertar essa voluptuosidade a mantê-la viva durante os longos anos do casamento. O hábito, esse monstro devorador, que deve ser incessantemente combatido, é um adversário tremendo.” (GAY, 1990, p. 67).&nbsp;</p>



<ol start="3"><li><strong>A MULHER PORTUGUESA DE 1863 E A MULHER MODERNA FRENTE À SUA SEXUALIDADE E IDENTIDADE</strong>&nbsp;</li></ol>



<p>O contraste em torno da mulher da antiga Portugal de 1863, com relação a mulher moderna, traz questões que também se concentram no período romântico, momento esse que, de alguma forma, interliga mulheres em corpo e mente. Na contemporaneidade, a mulher busca se bastar, pois não existe um homem digno de seu amor, ela mesma torna-se digna daquilo que nasce dentro dela, pois nem a sociedade importa mais quando algo gira em torno de sua vontade, sobretudo, quando a figura de si mesma se expõe diante do espelho, fazendo com que ela veja o porquê de estar ali e para que deve a sua existência, se não para almejar e ir atrás daquilo que tanto busca e quer.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“O medo não é feminino. O medo não é masculino. O medo é andrógino. Tirésias. Envolvo numa capa de chuva um corpo sem pênis, sem vagina, sem seios, sem pelos. Envolvo numa capa de chuva um corpo sem esperança porque toda esperança se baseia na ilusão de algum prazer a ser encontrado. E eu sei que a chuva que lambe minha face é um cuspe sobre minha covardia, tal qual o olhar da vítima sobre o carrasco antes de levar o seu tiro de misericórdia. E eu só posso encarar este dia cinzento no céu cheio de nuvens com a sensação de que todos os ancestrais urinam sobre minha cabeça, numa desforra por ter fugido à minha própria Natureza.” (LOUREIRO, 2019, p. 91).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“A mulher sempre será bombardeada verbalmente e fisicamente por todas as infantarias, sejam elas dentro ou fora de casa – sua existência é inútil, sua idade e inteligência são insignificantes quando seu valor não se mostra a vista nem para aqueles que dizem amá-la; se recatada, mal vista; se desonesta, sem valor; se correta, interesseira; você é uma criança imatura e desprezível; se não for capaz de carregar um filho em seu ventre, deixa de se tornar mulher, pois já nasceste travada e defeituosa – o peso vem, o peso cai, esmaga e mata a cada cinco segundos, e a existência de uma mulher se cria no vazio de sua mente que se transborda no calor de seu coração.” (SANTOS, 2022, p. 2).&nbsp;</p>



<p>O amor romântico possui faces e elas se validam da dor que gera arrependimento; da loucura que traz lucidez; e do suicídio que liberta; e o herói se apresenta como cavaleiro, como bispo, como padre, como conquistador, enfim, como homem, seja qual for o seu meio, o amor nem sempre será a cura para tudo se ele não existe fielmente dentro de quem o julga senti-lo, seja a dama ou o amado. Percebe-se, então, que a culpa do não controle aos instintos femininos não tem consigo a culpa do marido, visto que um homem é capaz de dominar perfeitamente suas emoções, em tese, “tem a força estagnada das paredes a respirarem através da cal do útero, num arfar lento de menstruação contida” (HORTA, 1983, p. 18), isto é, a desonra e a má conduta apresentada recaem sobre o peso de uma mulher que perdeu as rédeas sobre si mesma devido à ausência do marido que se repercute implicitamente dentro de seu lar, “a terra não muda, Tirésias. É a gente que muda, com ela. A terra é paciente. E sabe a hora de acordar dentro da gente. Ela não se transforma. É a gente que se transforma dentro dela” (LOUREIRO, 2019, p. 131).&nbsp;</p>



<p>E assim foi para Henriqueta, mantendo-se num casamento que passou a ser visto como algo irreal do que se esperava à figura do amante, que no fundo parte-a em mil pedaços, o que a traz de volta ao pensamento de felicidade com seu primeiro amor.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“- Lamento-te&#8230; replicou Julio. Perdoei-te ha muito&#8230; Perdôa-me também de ter concorrido de algum modo para a tua desgraça.&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">&#8211; Oh, meu Deus!.. Que generosidade!.. Julio, Julio!.. quão pouco conheci a bondade de teu coração!.. Se fosse possivel augmentarem-se os remorsos que ha tantos annos me ralavam a alma&#8230;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">&#8211; Não me conhecias, não, Henriqueta!..&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">&#8211; Que felicidade seria a minha, se tivessemos vivido sempre juntos, e agora morresse nos teus braços e nos d’elles, sem crimes nem remorsos!.. Misera de mim!..” (SOUSA, 1876, p. 115).&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“É evidente que o personagem não isenta a esposa de culpa. É incontestável também que Henriqueta se sente mais culpada que o marido, pois era missão da mulher preservar o casamento, mesmo que infeliz. É importante o reconhecimento da culpa por parte do homem no romance. É indispensável também percebermos como a personagem principal é retratada: como uma mulher real, com erros e acertos, em toda sua complexidade.” (MARIANO, 2015, p. 70-71).&nbsp;</p>



<ol start="4"><li><strong>CONCLUSÃO</strong>&nbsp;</li></ol>



<p>Em virtude do que foi exposto, o referente trabalho objetivou mostrar a mulher diante do olhar masculino, isto é, de seu marido, além do olhar social frente à sua imagem; sendo importante ver a figura do traído e da traidora e como ela se constitui aos olhos de uma sociedade limitada, mesmo que a personagem Henriqueta não se deixe abater pela sociedade, em tese, já que ainda há o receio em torno do que irão comentar; e, por fim, o contraste da mulher da antiga Portugal e da contemporaneidade, ou seja, o seu agir, sua maneira de se posicionar perante o homem e seus anseios enquanto mulher na busca de si mesma.&nbsp;</p>



<p>Importante salientar que Henriqueta se faz através da imagem de inúmeras mulheres, não somente as que se calam, mas em torno das que agem com dominância para não serem e não se sentirem dominadas. Assim, Maria Peregrina de Sousa veio de um tempo apático para mulheres escritoras, visto que a escrita sempre fora masculinizada e seguindo um padrão retido àquelas que buscavam por sua ascensão.&nbsp;&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size">“As personagens femininas da obra de Maria Peregrina não são completamente boas ou más, nem apenas pecadoras ou santas. O que as une é a capacidade de surpreender o leitor com um pouco de amargor em meio à doçura e vice-versa. A própria voz do narrador também contribui para isso. Se ora ele condena o comportamento “inadequado” de uma personagem, outro momento ele a defende.” (MARIANO, 2015, p. 84).&nbsp;</p>



<p>Em suma, o retrato real da figura da mulher ainda se apresenta de forma muito subjetiva, afinal, o que é ser mulher? A mulher exposta em Henriqueta também apresenta nuances como a jovem recém-casada pronta para os prazeres e novidades da vida; a esposa e mãe de primeira viagem ao lado de seu esposo; e a beleza que se decai ao malcuidado, sendo essa beleza um troféu social e não algo representativo, ou seja, como parte integrante de si. Logo, a finalidade está em ver que Henriqueta também tem as mesmas singularidades que a mulher moderna, pois ela sente, ama, se dedica, mas também se envaidece e se idolatra enquanto figura única de si mesma, sabendo que pode partir – ela ao mesmo tempo que abre as portas, também as fecha e se basta ao seu tempo.&nbsp;</p>



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<ol start="5"><li><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong>&nbsp;</li></ol>



<p>BARREIRA, C. <em>História das nossas avós: retrato da burguesa em Lisboa. </em>Lisboa: Colibri, 1994.&nbsp;</p>



<p>GAY, P. <em>A experiência burguesa: a rainha Vitória a Freud – a paixão terna. </em>São Paulo: Companhia das Letras, 1990.&nbsp;</p>



<p>HORTA, T, M. <em>Os anjos</em>. Litexa Portugal, 1983.&nbsp;</p>



<p>LOUREIRO, C. <em>Laurus.</em> Recife: Editora do Autor, 2019.&nbsp;</p>



<p>MARIANO, S, J. <em>A personagem feminina nos romances de Maria Peregrina de Sousa: ambiguidades e dualidades.</em> 2015.&nbsp;</p>



<p>SANTOS, S, N, K. <em>O Que Você É&#8230;?!</em>. Revista Sucuru, Nº13 – Vol. I. Edição Especial “Mês das Mulheres”. Revista de Literatura e Arte Contemporânea. Paraíba, 2022, p. 90.&nbsp;</p>



<p>SOARES, M, L. GARCEZ, F, T. SILVA, G, C. <em>SOCIEDADE E COTIDIANO NA IDADE MÉDIA CENTRAL (IX – XII).</em> 2018.&nbsp;</p>



<p>SOUSA, P, M. <em>Henriqueta (Romance Original)</em>. [S.I.]: Antonio Leite Cardozo Pereira de Mello, 1876.&nbsp;</p>



<p>VAQUINHAS, I. <em>Nem gatas borralheiras, nem bonecas de luxo. As mulheres portuguesas sob o olhar da História (séculos XIX-XX). </em>Lisboa: Livros Horizonte, 2005.&nbsp;</p>



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<p><strong>Karolaynne Nunes</strong> é poetisa e discente do curso de Letras Língua Portuguesa e Literaturas da Universidade Federal de Mato Grosso. Sua influência no mundo literário se deu nos livros de filosofia, durante o ensino fundamental; e no ensino médio, teve um contato mais íntimo com outras obras da literatura brasileira e estrangeira, em que se descobriu um ser intenso e apaixonado por todas as literaturas. Ali, nascera o encanto pela silenciosa obra do escritor Álvares de Azevedo, que a fez escrever diversos poemas e textos, com o objetivo futuro de lecionar e lançar um livro, assim, espalhando a literatura pelo mundo.&nbsp;</p>



<p>Primeira colocada na categoria “Conto” do I Prêmio Rodivaldo Ribeiro de Literatura, concurso promovido, no ano de 2021, pela Ruído Manifesto.&nbsp;</p>
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		<title>Corpo, identidade e diferença</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:29:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Lucas Rocha</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>ESCOLA DE FRANKFURT E A INDÚSTRIA CULTURAL: </strong><strong><em>MASS MEDIA</em></strong><strong> COMO FERRAMENTA ALIENADORA</strong>&nbsp;</p>



<p>Durante a primeira metade do século XX a Escola de Frankfurt, na Alemanha, esteve à frente da teoria crítica em relação aos mecanismos de arte e cultura que massificaram a veiculação de conteúdo, e, portanto, se tornaram ferramentas de alienação social e psíquica a partir do que Theodor Adorno e Max Horkheimer chamaram de Indústria Cultural em <em>Dialética do Esclarecimento</em> (1947), célebre obra que continha os pressupostos teóricos para pensar uma crítica ao <em>mass media</em><sup>1</sup>.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Os principais veículos aos quais se referiam as críticas eram ambos o cinema e a televisão, tendo como núcleo as práticas e estratégias de propaganda ditadas pela classe dominante à classe dominada. No entanto, essa visão de cultura como instrumento de alienação em massa suscitava um enorme pessimismo e imobilismo por parte do espectador, levando-o ao status de passivo frente ao objeto de arte apenas como receptor, incapaz de dialogar criticamente com a mensagem ali veiculada.&nbsp;</p>



<p>Para os frankfurtianos, o modernismo havia sido o programa cultural vencedor e, desta forma, era tido como alta arte, arte verdadeira, apontando para toda a produção fora dos movimentos de vanguarda como arte popular e, portanto, baixa arte, arte de massa. No entanto, Walter Benjamin, um importante teórico da Escola de Frankfurt relativiza esse pessimismo em relação a abordagem do objeto de arte quando escreve seu afamado ensaio intitulado <em>A Obra de Arte na Era de Sua Reprodutibilidade Técnica</em> (1940) desenvolvendo importantes conceitos como “aura” e “politização/estetização da arte”. Segundo Benjamin, a arte poderia ser usada em prol da barbárie (estetização da arte) mas também poderia ser utilizada como ferramenta política, de denúncia (politização da arte), o que permitiria uma maior democratização do acesso ao objeto de arte devido sua capacidade de ser reproduzida infinitas vezes. A fotografia então se torna uma das principais linguagens para que isso se efetue, via cinema e propaganda. </p>



<div style="height:24px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>2</strong>. <strong>ESTUDOS CULTURAIS: REPRESENTAÇÃO E RECEPÇÃO</strong>&nbsp;</p>



<p>Conforme a Escola de Frankfurt passa a perder força na década de 1960 devido à enorme eclosão de movimentos culturais como o feminismo, a emancipação da Àfrica e da Àsia e a revolução da comunidade gay, um grupo de pesquisadores britânicos lançam um olhar mais sensível em relação à noção de cultura, rompendo com o imobilismo dos frankfurtianos e dando origem ao que se tornou conhecido como Estudos Culturais, tendo como principais expoentes Richard Hoggart, Raymond Williams, E.P. Thompson. e o jamaicano Stuart Hall, considerado pai do multiculturalismo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Esses autores compreendem que a cultura deve ser entendida como um espaço de luta por significação e Hall acaba por se destacar ao estabelecer como objetivo o estudo da representação via predominância dos veículos midiáticos, tentando analisar como a mídia retrata a realidade e como os receptores dialogam com essas representações. A complexidade dos estudos culturais reside justamente no entendimento de que vivemos em uma constante transformação e, por isso, a teoria crítica dos frankfurtianos e seu imobilismo já não cabem para acessar a cultura no pós-moderno.&nbsp;</p>



<p>Essas representações (cinematográficas, televisas, fotográficas etc) podem muito bem manipular o&nbsp; espectador como gerar um movimento de resistência e rejeição a partir de determinada produção de significados. Assim, pode-se destacar que o <em>mass media</em> é capaz de criar um imaginário coletivo à respeito de determinados campos e agentes culturais, mas também pode ser ferramenta política para denúncia da barbárie, tal qual Benjamin o compreendeu.&nbsp;</p>



<p>Nesse sentido, é inegável o fato de que a indústria cultural carrega uma grande influência negativa, elaborando sistematica e estrategicamente os elementos culturais que consumimos e muitas vezes estebelecemos como um imaginário cristalizado no que diz respeito às culturas afro e orientais. Edward Said em sua obra <em>Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente</em> (1978) nos chama a atenção para pensar como determinadas práticas culturais podem desempenhar um importante papel no desenvolvimento de estereótipos e falsas noções à respeito do “outro”, fora da cultura dominante. É na perspectiva dos estudos culturais que o presente texto pretende analisar as possíveis camadas da obra <em>Mimics</em> (1982) do artista canadense Jeff Wall sem a mínima pretensão de esgotar as possibilidades de leitura da obra.&nbsp;</p>



<div style="height:24px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>3. MIMICS: CORPO, IDENTIDADE E DIFERENÇA</strong>&nbsp;</p>



<p>Uma vez compreendidas, ainda que de modo introdutório, as problemáticas e argumentações acerca dos conceitos de indústria cultural, <em>mass media</em>, estudos culturais e representação, torna-se possível enxergar através das lentes dos EC<sup>2</sup> que durante muito tempo houve &#8211; e ainda há &#8211; de fato uma tentativa do Ocidente de representar o Oriente a partir de estereótipos que reforçam a imagem do “outro” – aquele fora da cultura dominante – como exótico, o étnico e também o “forasteiro”. A fotografia encenada de Jeff Wall intitulada Mimics (Mímica) de 1982 revela este olhar de forma brilhante e crítica.&nbsp;</p>



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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="575" height="469" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/image-1.png?resize=575%2C469&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26416" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/image-1.png?w=575&amp;ssl=1 575w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/image-1.png?resize=300%2C245&amp;ssl=1 300w" sizes="(max-width: 575px) 100vw, 575px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 1 &#8211; Mimics (1982) Jeff Wall &#8211; Disponível em: &lt;https://americansuburbx.com/2016/06/evocations-of-the-everyday-the-street-pictures-of-jeff-wall-2009.html&gt;&nbsp; Data de acesso: 05 abr. 2021</em>&nbsp;</figcaption></figure></div>



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<p>A imagem retrata três pessoas que caminham por uma calçada: um homem asiático e um casal branco (um homem e uma mulher) que caminham de mãos dadas. Ao passo em que a mulher olha disfarçadamente para o lado, seu parceiro, por sua vez, deliberadamente insulta o outro rapaz ao tentar ridicularizá-lo puxando os olhos com o dedo do meio voltado para ele.&nbsp;</p>



<div style="height:24px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-full"><img loading="lazy" decoding="async" width="226" height="311" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/image-2.png?resize=226%2C311&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26417" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/image-2.png?w=226&amp;ssl=1 226w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/image-2.png?resize=218%2C300&amp;ssl=1 218w" sizes="(max-width: 226px) 100vw, 226px" data-recalc-dims="1" /><figcaption><em>Figura 2 &#8211; Detalhe da fig. 1</em>&nbsp;</figcaption></figure></div>



<div style="height:24px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Em termos de planejamento formal, a fotografia de Walls revela uma nítida separação no <em>frame</em> escolhido pelo artista, transposto do cinema para a fotografia (ambos veículos de <em>mass media</em>) com uma forte conotação na divisão racial entre Oriente e Ocidente (ainda que estejam em lados opostos ao mapa mundi). Curioso é que os pés dos personagens se espelham à medida em que caminham, sendo as do homem asiático espelhando a do homem branco e as de sua namorada espelhando as suas próprias pernas, quase como em um jogo de imitação, afinal de contas, <em>Mimics</em> é o nome da obra. Segundo o crítico de arte Will Gompertz (2013, p. 377), “A fotografia não foi um instantâneo, mas tirada após muitas horas de ensaio. [&#8230;] Wall&nbsp; toma as regras da cinematografia e as aplica à fotografia, para em seguida exibir o trabalho usando a tecnologia do anúncio beiculado num outdoor iluminado por trás, que vira viajando de ônibus na Europa.”&nbsp;</p>



<p>No livro <em>Identidade e Diferença: A perspectiva dos Estudos Culturais</em> (2014) Kathryn Woodward exemplifica de maneira ímpar conceitos que facilmente se aplicam à presente letiura de imagem. De acordo com&nbsp; Woodward (2014, p. 40), os sistemas classificatórios, que nos fazem separar o mundo em pelo menos um binarismo pautado na oposição como nós/eles, locais/forasteiro ajudam a fabricar a noção de identidade de maneira simbólica ou por meio de exclusão social, fazendo com que a identidade dependa da diferença. Na mesma obra, em Tomaz Tadeu (2014, p. 81), encontraremos a seguinte afirmação, “Podemos dizer que onde existe diferenciação – ou seja – identidade e diferença – aí está presente o poder.”&nbsp;</p>



<p>Jeff Walls ao fotografar essa situação levanta questões bastante conflitantes no que diz respeito ao olhar do <em>insider</em> (local) para com o <em>outsider</em> (forasteiro) via exclusão social e ridicularização por meio de gestos racistas a fim de reforçar a condição do asiático como o que não é bem-vindo. Nessa perspectiva, Tadeu (2014, p. 83) levanta considerações acerca da força que possui a “identidade normal”,&nbsp; “Numa sociedade em que impera a supremacia branca, por exemplo ‘ser branco’ não é considerado uma identidade étnica ou racial. Num mundo governado pela hegemonia cultural estadunidense, ‘étnica’ é a música ou a comida dos outros países.” É justamente essa “identidade normal” que permite ao homem branco na condição de <em>insider</em> desmoralizar, diminuir e ofender o asiático enquanto <em>outsider</em>.&nbsp;</p>



<p>Para mais, ainda é possível retomar em diálogo com Walter Benjamin e pensar na função política que a obra de arte assume no trabalho de Walls, afinal de contas, é uma obra que se apoia em um procedimento que é próprio dos meios midiáticos, fortemente criticados por Adorno e Horkheimer, mas que valoriza debates políticos no que tange o anti-racismo e às práticas de dominação cultural.&nbsp;</p>



<p>Kátia Canton, em seu livro <em>Corpo, Identidade e Erotismo </em>(2009, p. 24) nos diz que, “Nas obras contemporâneas, em suas sensibilidades diversas, o corpo assume os papéis concomitantes de sujeito e objeto, que aparecem mesclados de forma a simbolizar a carne e a crítica, misturadas.” O corpo, segunda Canton, é “[&#8230;] nossa existência materializada e estetizada.” E é por intermédio dos corpos dos personagens que compõem <em>Mimics</em> que Walls ressalta ambas a diferença e a identidade de sujeitos que habitam o mesmo universo, mas que em sua diferenciação, podem levar à práticas de segregação.&nbsp;</p>



<div style="height:24px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>4. CONSIDERAÇÕES FINAIS</strong>&nbsp;</p>



<p>Ainda que os estudos culturais não abarquem completamente a noção de cultura a partir do pós-moderno, eles nos oferecem um amplo material teórico como apoio enquanto fomento de investigações e estudos de campo, bem como a crítica ao mass media e o sistema de representação, compreendendo-os como veículos de formação de identidade, mas que não entende o espectador apenas como receptor passivo e sim participativo, em certa medida, do diálogo que se estabelece a partir dos meios midiáticos e do público em massa.&nbsp;</p>



<p>Buscou-se ao longo desta leitura, analisar a obra <em>Mimics</em>, do artista Jeff Walls, a partir de uma leitura dos estudos culturais de Kathryn Woodward e Tomaz Tadeu Silva a partir do que possa ser compreendido enquanto identidade e diferença em conversa com os conceitos dos frankfurtianos, tais quais Theodor Adorno, Max Horkheimer e Walter Benjamin acerca da indústrial cultural e da politização da arte. Para além, compreende-se também a pertinência das reflexões de Kátia Canton no tocante ao corpo como veículo de identidade visual e cultural, mas que por vezes carrega um estigma e banalização frente à erotização dos corpos.  </p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p><strong>REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS</strong>&nbsp;</p>



<p>ADORNO, T; HORKHEIMER, M<strong>. Dialética do Esclarecimento: fragmentos filosóficos; </strong>tradução Guido Antonio de Almeida. 1 ed. Rio de Janeiro: Zahar, 1985.&nbsp;</p>



<p>BENJAMIN, Walter.<strong> A obra de arte na era de sua reprodutibilidade técnica/ Walter Benjamin; </strong>organização e prefácio Márcio Seligmann-Silva; tradução Gabriel Valladão Silva. Porto Alegre, RS: L&amp;PM, 2020.&nbsp;</p>



<p>CANTON, Katia.<strong>&nbsp; Corpo, Identidade e Erotismo / Katia Canton</strong>. – São Paulo: Editora WMF Martins Fontes, 2009. [Coleção temas da arte contemporânea]&nbsp;</p>



<p>GOMPERTZ, Will.<strong> Isso é Arte?: 150 anos de arte moderna do impressionismo até hoje</strong>; tradução Maria Luiza X. de A. Borges; [revisão técnica: Bruno Moreschi]. 1 ed. Rio de Janeiro: Zahar. 2013.&nbsp;</p>



<p>SAID, Edward W. <strong>Orientalismo: o Oriente como invenção do Ocidente</strong>. São Paulo: Companhia das Letras, 2007.&nbsp;</p>



<p>SILVA, Tomaz Tadeu da.<strong> Identidade e diferença: a perspectiva dos estudos culturais/Tomaz Tadeu da Silva (org.). Stuart Hall, Kathryn Woodward</strong>. 15. Ed. – Petrópolis, RJ: Vozes, 2014.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="820" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/IMG_20211220_150259_391.jpg?resize=820%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26418" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/IMG_20211220_150259_391.jpg?resize=820%2C1024&amp;ssl=1 820w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/IMG_20211220_150259_391.jpg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/IMG_20211220_150259_391.jpg?resize=768%2C959&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/IMG_20211220_150259_391.jpg?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 820px) 100vw, 820px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<p><strong>Lucas Rocha</strong> é artista visual, professor de idiomas e arte-educador, graduado em Artes Visuais – Licenciatura, especialista em Docência em Literatura e Humanidades e pós-graduando em História da Arte: teoria e crítica. Atua na área da educação há 8 anos com uma abordagem pautada nos estudos decoloniais, culturais e literários, bem como temas transversais e uma proposta pedagógica plural. Tem como principais linhas de pesquisa crítica de arte, filosofia da arte (estética), antropologia da arte e estudos culturais.</p>
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		<title>T04 &#124; EP 70 &#8211; Migalhas de Representatividade &#8211; Enquadro cultural 01</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:28:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
		<category><![CDATA[Trama Podcast]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Artecast Bodoque</p>
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<p>Entre banners e letreiros luminosos, as pessoas utilizadas pela publicidade tem se diversificado aos poucos. Ao invés de mulheres brancas e magras, outros tipo corpos tem sido incorporados nas imagens em prol da representatividade&#8230; Será? Nesse papo maroto de hoje, o Beto e o Fred vão bater um papo super divertido sobre o tema! </p>



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<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
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<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/LOGO-ARTECAST2022-1024x1024-1-1024x1024.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-25837" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/LOGO-ARTECAST2022-1024x1024-1.png?w=1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/LOGO-ARTECAST2022-1024x1024-1.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/LOGO-ARTECAST2022-1024x1024-1.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/08/LOGO-ARTECAST2022-1024x1024-1.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>O Artecast Bodoque</strong> é um projeto que pretende promover conversas e ensaios com discussões no campo das Artes, Cultura e Criatividade. O PodCast conta com vários programas, convidados e é recheado de bom humor e profundidade!&nbsp; Você pode acompanhar os episódios nas principais plataformas digitais e no <a href="https://anchor.fm/bodoque-artes-e-oficios" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Anchor!</a></p>
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211630/o-sequestro-da-independencia?idtag=9574a89e-f004-4536-99a9-de5691cab400&amp;gclid=Cj0KCQjwmdGYBhDRARIsABmSEePxRB5jR3QqPP9SL1G_YdInnIEy-fFHhzaz_ElihSsyvHkUJm2qzekaAnysEALw_wcB"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26020" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div>



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<p><a href="https://www.instagram.com/beto.martins.bm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Beto Martins</a> | <a href="https://www.instagram.com/cafe.libertas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Café Libertas</a> | <a href="https://www.instagram.com/atenabookstore/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Atena Bookstore</a></p>
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<h3 class="has-text-align-center has-white-color has-black-background-color has-text-color has-background wp-block-heading">Esse espaço maroto de apoio e fomento à cultura pode mostrar também a sua marca!</h3>



<p>Agora você pode divulgar seus<strong> produtos, marca e eventos</strong> na Trama em todas as publicações! </p>



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		<title>Bebê tem fascinação por lâmpadas &#8211; Trechos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:27:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Julia Raiz</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Bebê tem fascinação por lâmpadas. Ri para o vidro ligado ou desligado. Ri para o bulbo. Ri para o fio solto pendulando numa conversa com o ventilador. Nós acordamos de madrugada para alimentar Bebê e não vemos sua risada para a lâmpada no escuro, nem Bebê vê o que não vemos. Só olha para onde está a lâmpada, fria, apagada, vidro. Nós sabemos do vidro. Sabemos que ele é maleável feito lava quando quente e duro quando esfria, rápido. Sabemos que é possível usar duas tábuas e com firmeza achatar o vidro quente, transformá-lo numa coisa achatada que tem o mesmo aspecto do chiclete que meninos sem casa catam na rua para remascar.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A Assistente Social diz: esterilizem essas mulheres drogadas que trocam crianças por maços de cigarros. E nos conta da mulher que entrou pela porta gritando Tirem o monstro Tirem o monstro de dentro de mim.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Bebê não sabe a pronúncia ou significado da palavra Monstro. Às vezes demoramos de propósito para levantar no meio da noite e alimentar Bebê só porque gostamos de ver sua boca cansar para baixo, um queixo derrotado. Gostamos de comprovar que Bebê precisa de nós mais do que precisa da Lâmpada.&nbsp;</p>



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<p>Bebê dorme com o braço em 90° e o punho fechado como se gritasse POWER TO THE PEOPLE ou TODO O PODER AO POVO. No país em que Bebê nasceu não se fala inglês, não se fala húngaro, não se fala iorubá. No país onde Bebê nasceu não se fala. Bebê nasceu no país das crianças sem língua ou no país sem linguagem. Bebê tem língua e sua língua não é presa, nos informaram os exames nos primeiros dias que seu músculo está solto.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A língua de Bebê dá voltas, se descola da boca e flutua pelo hospital, acima da cabeça de bebês que não são Bebê, bebês que nasceram sem a ligação entre a bexiga e o rim, o umbigo e o rim, o esôfago e o rim e por isso precisam passar por delicadas cirurgias executadas por doutores cansados, auxiliados por enfermeiras cansadas.&nbsp;</p>



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<p>A Assistente Social quer dizer Eu sou a Assistente Social. Vim aqui me defender.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Eu tenho um filho de 8 anos e um filho de 14 anos e até 3 anos atrás nós dormíamos todos no mesmo quarto. O quarto eu apelidava de albergue e dizia para o meu marido: você pode escolher o albergue ou o quarto ao lado, eu não ligo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Eu ligo para as crianças. Eu cuido de crianças o dia todo. Eu vejo crianças olhando pro céu e chorando, esperando alguma tia trazer a papelada. Eu ligo. Crianças abandonadas amam e odeiam os papéis. Documentos são papéis importantes, documentos te botam pra lá ou pra cá. O apelido dos meus dois filhos é Polaco. Polaco 1 e Polaco 2. Moro no mesmo terreno da minha mãe, no puxadinho da parte de cima, e não posso contar com a minha sogra pra nada. Quando demoro para chegar na hora do almoço minha mãe se preocupa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Eu vejo essas crackentas, eu falo assim porque quem usa crack é crackenta, Eu vejo essas crackentas chegarem aqui com essas crianças com cara de adulto e enfiarem chupeta na boca delas. Chupetas grossas de plástico rachado. Se você olhar bem para o perfil desses meninos vai ver que eles já têm cara de adulto. Defendo a Esterilização. A Enfermeira da Maternidade Madre de Deus concorda comigo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A Enfermeira me contou de um casal que chegou de chinelo de dedo e as coisas numa sacola plástica de mercado e o pai dizia onde come 8, come 9, come 10, come 11, come até 12 (12 parece que era o limite). Eu sou cheia, eu sou uma mulher grande, eu aproveito para dormir com meus filhos na cama enquanto eu posso, por isso eu não entendo o abandono, eu não entendo a lei, eu só entendo a agulha, só entendo o corte.&nbsp;&nbsp;</p>



<div style="height:55px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<p>Nos falamos através de Bebê como se Bebê fosse uma lasca de vidro, uma divisória transparente dentro de uma cela onde cumprimos nossa sentença. Não mencionamos os nossos nomes, só o de Bebê e nos revezamos para perguntar e responder o que nos interessa, através de Bebê. Moramos juntos num lugar que chamam de vila, com outras famílias e outros bichos, ninguém acorda tanto durante a noite quanto nós. Não saímos do nosso lugar para nada mas sonhamos que estamos subindo os morros até a casa dos nossos amigos. Sonhamos com visitas e vizinhos que se cumprimentam de cara limpa.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Temos para registrar o crescimento de Bebê uma câmera velha que ainda funciona, mas os acessórios que vinham com ela foram jogados no lixo, por isso as fotos ficam lá dentro e não conseguimos acessá-las a não ser por um pequeno quadradinho riscado e quando apertamos com rapidez a seta da direita colocamos as fotos em movimento e então temos um pequeno filme das caretas de Bebê, que chamamos, secretamente, de “Documentário Sobre O Que Mais Pensamos”.&nbsp;&nbsp;</p>



<div style="height:55px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



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<div style="height:55px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<p>Bebê não olha para nós enquanto se alimenta. Quando procuramos seus olhos, Bebê vira o rosto, deixa a visão vidrada no que se passa atrás de nós. Quando cansamos de procurar por Bebê seguramos seu corpinho forte e balançamos Bebê forte demais. Bebê resiste ao choro, não quer dar o braço a torcer e quando chegamos num ponto em que algo perigoso pode acontecer, Bebê vomita. Um jato branco sai pela boca e nariz de maneira tão feroz que seu rosto é um reflexo do nosso susto. Como evitar as lágrimas? Nós choramos. Bebê está mole, seus bracinhos pendem pra fora do colo. Bebê nos venceu novamente.&nbsp;&nbsp;</p>



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<p>A Enfermeira nos conta que acordou às 4h da manhã assustada e seu filho não estava no seu colo, o marido tinha pegado a criança sem ela perceber. O nome do filho da Enfermeira começa com H mas não lembramos o resto. Ainda não sabemos distinguir o choro de Bebê dos demais.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>No hospital, uma criança de 1 ano morreu, a família toda está contaminada. Essa Terra é uma história de terror, mesmo que agora Bebê começe a sorrir ao nos ver.. Ontem à noite deitamos para dormir e tivemos pesadelos com vampiros.&nbsp;</p>



<p>O sonho era assim: duas meninas querem assistir um show de comédia num estabelecimento clandestino, que teima em abrir. Só tem pessoas velhas na plateia, o comediante está no fim da carreira, um cachorro pequeno protege a entrada do lugar, é preciso subir alguns degraus até as cadeiras. Uma pessoa segura na mão bebês do tamanho da unha de um polegar, é fácil perdê-los, deixar eles caírem no chão, esmaga-los sem querer. Os vampiros entram em certo momento no sonho mas não lembramos quando, nem como. A doença faz a gente se desapegar de segurar os bebês com força.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A Enfermeira trabalhou até o final da gestação que durou 32 semanas, 6 semanas menos do que o previsto. H nasceu com 1,8kg e passou 23 dias internado. H é uma criança do seu tempo, já conhece o vai e vem do hospital, como as luzes raramente são apagadas e como a carne de porco é servida velha.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>A Enfermeira come o macarrão com rodelas de calabresa, sonha com grandes cabeças de porco no baú de um caminhão toco. Ela assiste às mães indo embora e voltando ou com uma nova criança ou com a nova doença. As mães sentem falta de ar e sentem enjoo e não conseguem levantar a cabeça. A enfermeira riu ao ser empurrada em cima da maca, quando normalmente é ela que empurra, ver o hospital por outro ângulo, não se preocupar em quem está no quarto, ignorar os pedidos de mais coberta, mais travesseiro, mais água, ver as mulheres olhando através do vidro embaçado enquanto as crianças choram. Na maternidade só as janelas são de vidro e têm grades.&nbsp;</p>



<p>Que curioso ver o hospital de baixo, estar na horizontal, ter as portas abertas para ela, é verdade que as luzes são um pouco fortes demais, ainda assim dá para se perder olhando o brilho das lâmpadas.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Além de H recém-nascido, a Enfermeira tem uma filha de 15 anos que esse ano não fez festa de aniversário. A Enfermeira acredita que a filha não deve ajudar com H, ela é só uma menina ainda e não é justo ter esse tipo de responsabilidade. A Assistente Social concorda, é como dizem: Maria pariu, ela que balance.&nbsp;</p>



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<p>Mais uma empresa estrangeira anuncia que vai sair do País. Não imaginávamos que iríamos viver assim, de uma maneira que exigisse esforços para além da perseverança, todo dia prevalecer acima de algo, trepar em cima de montes de corpos. É porque não somos as únicas criaturas aqui, porque não temos prioridade sobre nada que nossas vidas estão a perigo.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Existe um conto judeu que fala de um grande navio com vários andares. O homem da primeira cabine, a mais perto do chão, decide cavar um buraco. Quando os outros percebem o que está acontecendo questionam a escolha e ele responde: a cabine é minha, paguei por ela, faço o que eu quiser. O navio afunda com todos dentro. Assistimos ao nosso País como a um navio balançando com muitas pessoas dentro e torcemos para que algumas pessoas caiam para aprender. Ou que pelo menos caiam antes de nós.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Bebê não sabe a pronúncia ou significado da palavra Empresa nem da palavra País, o depois de Bebê será diferente do nosso antes, uma lâmina que corta, ser refém de alguém mau, perceber um monte de folhas que cobre o local onde um cadáver foi enterrado: tudo isso nos assusta, mas Bebê desconhece o significado da palavra Medo. A vila também é nosso país e os mortos também são nossa família, retornar ao pó é se despir da identidade, tudo isso sabemos no nosso coração, e ainda assim não sabemos. O que decidimos fazer por nós é nos concentrarmos em rituais que sustentam a vida. Ontem calados conversávamos à mesa sobre a escassez da comida. Bebê ainda não come, para Bebê a única coisa que importa é que o navio seja iluminado por lâmpadas.&nbsp;</p>



<p>Bebê começa a sorrir de manhã quando acorda e pensamos que nem tudo está perdido ou melhor que nada se perde, nada se desprende do planeta. Para além do que está acontecendo lá fora também existe o que está acontecendo aqui dentro. Só que o dentro é também o fora, e o dentro às vezes é lidar com a morte da própria mãe.&nbsp;&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-full is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="548" height="609" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Julia-Raiz.jpg?resize=548%2C609&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26409" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Julia-Raiz.jpg?w=548&amp;ssl=1 548w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Julia-Raiz.jpg?resize=270%2C300&amp;ssl=1 270w" sizes="(max-width: 548px) 100vw, 548px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Julia Raiz</strong> é nascida em SP mas escreve do PR, onde mora atualmente. É escritora de ficção e ensaio, mantém o podcast Raiz Lendo Coisas (disponível do Spotify) e trabalha na área de tradução feminista. Publicações: “diário: a mulher e o cavalo” (Contravento editorial, 2017), “p/ vc” (plaquete, ed. 7Letras, 2019), “cidade menor” (plaquete, ed. Primata, 2020), “Terceiro Mistério” (plaquete, ed. Lola Frita, 2022) e “Metamorfoses do Sr. Ovídio” (ed. Arte &amp; Letra, 2022).                                         Para saber mais acesse: <a href="http://juliaraiz.com.br/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">juliaraiz.com.br</a>&nbsp;</p>
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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211630/o-sequestro-da-independencia?idtag=9574a89e-f004-4536-99a9-de5691cab400&amp;gclid=Cj0KCQjwmdGYBhDRARIsABmSEePxRB5jR3QqPP9SL1G_YdInnIEy-fFHhzaz_ElihSsyvHkUJm2qzekaAnysEALw_wcB"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26020" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div>



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		<title>Synapses</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:26:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: (Shee) Sheila Gomes</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>A pintura não objetiva logo se tornou parte de seus processos, com cores e pinceladas expressivas que buscam harmonia e certa sonoridade em cada composição como forma de traduzir suas percepções do mundo. Lado a lado com a pintura estão seus desenhos feitos com diferentes materiais que em contraste com as pinturas em acrílica adotam por vezes formas figurativas. Para Shee, arte transcende culturas, conceitos, ideais e o próprio tempo, nos conectando com tudo aquilo o que somos. Seu propósito é desvendar o novo, e ampliar essa conexão.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="733" height="911" data-id="26396" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Emerging524_acryliconcanvas_40x50cm_2021-Sheila-Gomes.jpg?resize=733%2C911&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26396" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Emerging524_acryliconcanvas_40x50cm_2021-Sheila-Gomes.jpg?w=733&amp;ssl=1 733w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Emerging524_acryliconcanvas_40x50cm_2021-Sheila-Gomes.jpg?resize=241%2C300&amp;ssl=1 241w" sizes="(max-width: 733px) 100vw, 733px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="850" height="1024" data-id="26398" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies492_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=850%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26398" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies492_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=850%2C1024&amp;ssl=1 850w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies492_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=249%2C300&amp;ssl=1 249w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies492_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=768%2C925&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies492_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=1275%2C1536&amp;ssl=1 1275w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies492_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?w=1660&amp;ssl=1 1660w" sizes="(max-width: 850px) 100vw, 850px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="818" height="1024" data-id="26399" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies493_acryliconcanvas_40x50cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=818%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26399" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies493_acryliconcanvas_40x50cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=818%2C1024&amp;ssl=1 818w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies493_acryliconcanvas_40x50cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=240%2C300&amp;ssl=1 240w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies493_acryliconcanvas_40x50cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=768%2C962&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies493_acryliconcanvas_40x50cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=1226%2C1536&amp;ssl=1 1226w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies493_acryliconcanvas_40x50cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?w=1597&amp;ssl=1 1597w" sizes="(max-width: 818px) 100vw, 818px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="845" height="1024" data-id="26400" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies503_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpg?resize=845%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26400" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies503_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpg?resize=845%2C1024&amp;ssl=1 845w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies503_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpg?resize=248%2C300&amp;ssl=1 248w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies503_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpg?resize=768%2C931&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies503_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpg?resize=1267%2C1536&amp;ssl=1 1267w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Frequencies503_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpg?w=1650&amp;ssl=1 1650w" sizes="(max-width: 845px) 100vw, 845px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="808" height="1024" data-id="26401" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Strings472_acryliconcanvas_40x50cm_2019_-Sheila-Gomes.jpeg?resize=808%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26401" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Strings472_acryliconcanvas_40x50cm_2019_-Sheila-Gomes-scaled.jpeg?resize=808%2C1024&amp;ssl=1 808w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Strings472_acryliconcanvas_40x50cm_2019_-Sheila-Gomes-scaled.jpeg?resize=237%2C300&amp;ssl=1 237w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Strings472_acryliconcanvas_40x50cm_2019_-Sheila-Gomes-scaled.jpeg?resize=768%2C973&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Strings472_acryliconcanvas_40x50cm_2019_-Sheila-Gomes-scaled.jpeg?resize=1212%2C1536&amp;ssl=1 1212w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Strings472_acryliconcanvas_40x50cm_2019_-Sheila-Gomes-scaled.jpeg?resize=1616%2C2048&amp;ssl=1 1616w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Strings472_acryliconcanvas_40x50cm_2019_-Sheila-Gomes-scaled.jpeg?resize=2000%2C2535&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Strings472_acryliconcanvas_40x50cm_2019_-Sheila-Gomes-scaled.jpeg?w=2020&amp;ssl=1 2020w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Strings472_acryliconcanvas_40x50cm_2019_-Sheila-Gomes-scaled.jpeg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 808px) 100vw, 808px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-4 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="749" height="1024" data-id="26402" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses506_acryliconcanvas_50x70cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=749%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26402" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses506_acryliconcanvas_50x70cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=749%2C1024&amp;ssl=1 749w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses506_acryliconcanvas_50x70cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=219%2C300&amp;ssl=1 219w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses506_acryliconcanvas_50x70cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=768%2C1050&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses506_acryliconcanvas_50x70cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=1124%2C1536&amp;ssl=1 1124w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses506_acryliconcanvas_50x70cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?resize=1498%2C2048&amp;ssl=1 1498w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses506_acryliconcanvas_50x70cm_2020-Sheila-Gomes.jpeg?w=1864&amp;ssl=1 1864w" sizes="(max-width: 749px) 100vw, 749px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="865" height="1024" data-id="26403" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses514_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpg?resize=865%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26403" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses514_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=865%2C1024&amp;ssl=1 865w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses514_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=253%2C300&amp;ssl=1 253w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses514_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=768%2C910&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses514_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=1297%2C1536&amp;ssl=1 1297w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses514_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=1729%2C2048&amp;ssl=1 1729w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses514_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=2000%2C2369&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses514_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 865px) 100vw, 865px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="854" height="1024" data-id="26404" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses516_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes.jpg?resize=854%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26404" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses516_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=854%2C1024&amp;ssl=1 854w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses516_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=250%2C300&amp;ssl=1 250w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses516_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=768%2C920&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses516_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=1282%2C1536&amp;ssl=1 1282w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses516_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=1709%2C2048&amp;ssl=1 1709w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses516_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=2000%2C2397&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Synapses516_acryliconcanvas_50x60cm_2020-Sheila-Gomes-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 854px) 100vw, 854px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Shee_Portrait__-Sheila-Gomes.jpg?resize=768%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26405" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Shee_Portrait__-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=768%2C1024&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Shee_Portrait__-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=225%2C300&amp;ssl=1 225w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Shee_Portrait__-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=1152%2C1536&amp;ssl=1 1152w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Shee_Portrait__-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=1536%2C2048&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Shee_Portrait__-Sheila-Gomes-scaled.jpg?resize=2000%2C2667&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Shee_Portrait__-Sheila-Gomes-scaled.jpg?w=1920&amp;ssl=1 1920w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Sheila Gomes</strong> (Shee), é nascida em Osasco/SP, com diploma em Design Digital<strong>.</strong> Iniciou seu trabalho com artes visuais no mesmo ano em que se graduou na faculdade. Shee vem mostrando seu trabalho em uma variedade de exposições, colaborações e projetos, com trabalhos selecionados por curadorias integrando livros e revistas internacionais.&nbsp;</p>
</div>
</div>



<hr class="wp-block-separator is-style-wide"/>



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<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211630/o-sequestro-da-independencia?idtag=9574a89e-f004-4536-99a9-de5691cab400&amp;gclid=Cj0KCQjwmdGYBhDRARIsABmSEePxRB5jR3QqPP9SL1G_YdInnIEy-fFHhzaz_ElihSsyvHkUJm2qzekaAnysEALw_wcB"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26020" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div>



<div class="wp-block-buttons is-content-justification-center is-layout-flex wp-container-core-buttons-is-layout-7 wp-block-buttons-is-layout-flex"></div>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="331" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=950%2C331&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-23851" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=1024%2C357&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=300%2C105&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?resize=768%2C268&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/06/ajdhkajshfpng.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<p><a href="https://www.instagram.com/beto.martins.bm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Beto Martins</a> | <a href="https://www.instagram.com/cafe.libertas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Café Libertas</a> | <a href="https://www.instagram.com/atenabookstore/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Atena Bookstore</a></p>
</div>



<div class="wp-block-column is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow">
<figure class="wp-block-image size-full"><a href="https://www.artebodoque.com/ensaios-sobre-arte-e-cultura-frederico-lopes-livro"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/KVENSAIOS-SOBRE-ARTE-E-CULTURA.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26017" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/KVENSAIOS-SOBRE-ARTE-E-CULTURA.png?w=1000&amp;ssl=1 1000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/KVENSAIOS-SOBRE-ARTE-E-CULTURA.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/KVENSAIOS-SOBRE-ARTE-E-CULTURA.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/KVENSAIOS-SOBRE-ARTE-E-CULTURA.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><em>Clique na imagem e acesse nossa loja virtual.</em></figcaption></figure>



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		<title>Em Dia Internacional da Democracia, ONU destaca liberdade de imprensa</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:25:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
		<category><![CDATA[ONU Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: ONU Brasil</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p><strong>Neste 15 de setembro, as Nações Unidas marcam o Dia Internacional da Democracia com uma mesa redonda na ONU, ressaltando a liberdade de imprensa, as metas globais e soluções para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, com metas sobre Paz, Justiça e Instituições Eficazes.</strong></p>



<p><strong>Em mensagem de vídeo especial para a data, o secretário-geral, António Guterres, ressaltou que a data é marcada por retrocessos em todo o mundo, com o espaço cívico diminuindo e a desconfiança e a desinformação crescendo, enquanto a polarização mina as instituições democráticas.</strong></p>



<p><strong>De acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), cerca de 85% da população mundial foi impactada por restrições à mídia nos últimos cinco anos.</strong></p>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="634" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/emmanuel-ikwuegbu-ceawFbpA-14-unsplash.jpg?resize=950%2C634&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26393" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/emmanuel-ikwuegbu-ceawFbpA-14-unsplash.jpg?resize=1024%2C683&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/emmanuel-ikwuegbu-ceawFbpA-14-unsplash.jpg?resize=300%2C200&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/emmanuel-ikwuegbu-ceawFbpA-14-unsplash.jpg?resize=768%2C512&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/emmanuel-ikwuegbu-ceawFbpA-14-unsplash.jpg?resize=1536%2C1024&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/emmanuel-ikwuegbu-ceawFbpA-14-unsplash.jpg?w=1650&amp;ssl=1 1650w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /><figcaption>Legenda: Cerca de 85% dos habitantes do planeta foram impactados por restrições à mídia nos últimos cinco anos, aponta UNESCO.<br>Foto: © Emmanuel Ikwuegbu/Unsplash</figcaption></figure>



<p>As Nações Unidas&nbsp;<a href="https://news.un.org/pt/story/2022/09/1801021">apelam</a>&nbsp;à união de forças para garantir a liberdade e proteger os direitos de todos na celebração do Dia Internacional da Democracia, neste 15 de setembro. Em mensagem de vídeo, o secretário-geral da ONU, António Guterres,&nbsp;ressaltou que a data é marcada por retrocessos em todo o mundo, com o espaço cívico diminuindo e a desconfiança e a desinformação crescendo, enquanto a polarização mina as instituições democráticas.</p>



<p>Este ano, a data destaca a importância da liberdade de mídia para a democracia, a paz e o cumprimento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável.</p>



<p>De acordo com a Organização das Nações Unidas para Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), cerca de 85% da população mundial sofreu os efeitos do declínio da liberdade de imprensa em seu país nos últimos cinco anos.</p>



<p>Para o chefe da ONU, o momento atual é de soar o alarme, de reafirmar que democracia, o desenvolvimento e os direitos humanos são interdependentes e se reforçam mutuamente.&nbsp; António Guterres fala ainda de um momento para defender os princípios democráticos de igualdade, inclusão e solidariedade.</p>



<p>O secretário-geral também pediu para que as pessoas unam esforços para garantir o Estado de Direito e promover a plena participação na tomada de decisões.</p>



<p>{video}</p>



<p><strong>Agressão &#8211;&nbsp;</strong>Com base no tema deste ano, a mensagem ressalta que uma mídia livre, independente e pluralista, é uma pedra angular das sociedades democráticas.</p>



<p>O líder das Nações Unidas mencionou tentativas de silenciar os jornalistas que &#8220;estão se tornando mais descaradas a cada dia”. Ele citou atos que vão desde agressão verbal à vigilância online, incluindo assédio legal, principalmente contra mulheres jornalistas.</p>



<p>Segundo ele, os profissionais de comunicação enfrentam censura, detenção, violência física e até assassinatos, e muitas vezes com impunidade.</p>



<p>A mensagem considera tais ações como “vias sombrias que de forma inevitável levam à instabilidade, injustiça e ações ainda piores”.</p>



<p>Para o secretário-geral, sem uma imprensa livre, a democracia não pode sobreviver e sem liberdade de expressão, não há liberdade.</p>



<p>As celebrações culminam com uma mesa redonda na ONU, ressaltando a liberdade de imprensa, as metas globais e soluções para o alcance do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável, com metas sobre Paz, Justiça e Instituições Eficazes.</p>



<p><em>Artigo publicado originalmente em&nbsp;<a href="https://brasil.un.org/pt-br/195247-campanha-do-unicef-convoca-sociedade-priorizar-educacao-nas-eleicoes">ONU Brasil</a>&nbsp;no dia 15/09/2022</em></p>



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<div class="wp-block-media-text alignwide is-stacked-on-mobile" style="grid-template-columns:27% auto"><figure class="wp-block-media-text__media"><img loading="lazy" decoding="async" width="768" height="768" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=768%2C768&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-13654 size-full" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?w=768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2021/12/3a58a-onu-brasil.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w" sizes="(max-width: 768px) 100vw, 768px" data-recalc-dims="1" /></figure><div class="wp-block-media-text__content">
<p style="font-size:16px"><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong><strong>A ONU (Organização das Nações Unidas)</strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong></strong>&nbsp;é uma organização internacional formada por países que se reuniram voluntariamente para trabalhar pela paz e o desenvolvimento mundiais.</p>
</div></div>



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		<title>Nordestinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:24:28 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Jean Lima</p>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>No meu trabalho me proponho o desafio da criatividade nos mais variados suportes, técnicas e estéticas. As coisas que me inspiram são também as coisas que me desafiam, desde as mais simples possíveis como uma policromia percebida num céu de fim de tarde, quanto das variações tonais do azul do mar.                                 A figura humana, animais, os símbolos e as simbologias também me chamam a atenção, por isso trabalho no campo da abstração e do figurativo. Esses trabalhos expostos fazem parte de uma série de temática regional nomeada “Nordestinos” que abrange signos da caatinga ao litoral, “esse é meu mundo fantástico, ou seja, um mundo de fantasia em que os símbolos compõem uma estética particular e facilmente identificável, os traços regionais pertencem ao mundo real, mas que se apresentam em uma espécie de ritmo prosaico e interpretativo” As possibilidades que se abrem a partir daí é de livre interpretação e os trabalhos são dedicados a um jeito de viver, modo de vida, costumes e particularidades.&nbsp;</p>



<div style="height:100px" aria-hidden="true" class="wp-block-spacer"></div>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="1020" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210224_122425-Jean-Lima.jpg?resize=950%2C1020&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26379" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210224_122425-Jean-Lima.jpg?resize=954%2C1024&amp;ssl=1 954w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210224_122425-Jean-Lima.jpg?resize=280%2C300&amp;ssl=1 280w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210224_122425-Jean-Lima.jpg?resize=768%2C824&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210224_122425-Jean-Lima.jpg?resize=1432%2C1536&amp;ssl=1 1432w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210224_122425-Jean-Lima.jpg?w=1865&amp;ssl=1 1865w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="948" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210722_114159-Jean-Lima.jpg?resize=948%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26380" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210722_114159-Jean-Lima.jpg?resize=948%2C1024&amp;ssl=1 948w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210722_114159-Jean-Lima.jpg?resize=278%2C300&amp;ssl=1 278w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210722_114159-Jean-Lima.jpg?resize=768%2C830&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210722_114159-Jean-Lima.jpg?resize=1421%2C1536&amp;ssl=1 1421w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210722_114159-Jean-Lima.jpg?resize=1895%2C2048&amp;ssl=1 1895w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210722_114159-Jean-Lima.jpg?resize=2000%2C2161&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210722_114159-Jean-Lima.jpg?w=2032&amp;ssl=1 2032w" sizes="(max-width: 948px) 100vw, 948px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="943" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170840-Jean-Lima.jpg?resize=950%2C943&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26381" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170840-Jean-Lima.jpg?resize=1024%2C1016&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170840-Jean-Lima.jpg?resize=300%2C298&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170840-Jean-Lima.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170840-Jean-Lima.jpg?resize=768%2C762&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170840-Jean-Lima.jpg?resize=1536%2C1524&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170840-Jean-Lima.jpg?resize=2048%2C2031&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170840-Jean-Lima.jpg?resize=2000%2C1984&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170840-Jean-Lima.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="957" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170901-Jean-Lima.jpg?resize=950%2C957&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26382" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170901-Jean-Lima.jpg?resize=1016%2C1024&amp;ssl=1 1016w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170901-Jean-Lima.jpg?resize=298%2C300&amp;ssl=1 298w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170901-Jean-Lima.jpg?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170901-Jean-Lima.jpg?resize=768%2C774&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170901-Jean-Lima.jpg?resize=1524%2C1536&amp;ssl=1 1524w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170901-Jean-Lima.jpg?w=1983&amp;ssl=1 1983w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170901-Jean-Lima.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="1004" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170915-Jean-Lima.jpg?resize=950%2C1004&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26383" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170915-Jean-Lima.jpg?resize=969%2C1024&amp;ssl=1 969w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170915-Jean-Lima.jpg?resize=284%2C300&amp;ssl=1 284w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170915-Jean-Lima.jpg?resize=768%2C812&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170915-Jean-Lima.jpg?resize=1453%2C1536&amp;ssl=1 1453w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170915-Jean-Lima.jpg?resize=1938%2C2048&amp;ssl=1 1938w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170915-Jean-Lima.jpg?resize=2000%2C2114&amp;ssl=1 2000w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="961" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170939-Jean-Lima.jpg?resize=950%2C961&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26384" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170939-Jean-Lima.jpg?resize=1012%2C1024&amp;ssl=1 1012w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170939-Jean-Lima.jpg?resize=297%2C300&amp;ssl=1 297w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170939-Jean-Lima.jpg?resize=768%2C777&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170939-Jean-Lima.jpg?resize=1519%2C1536&amp;ssl=1 1519w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170939-Jean-Lima.jpg?resize=2000%2C2023&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170939-Jean-Lima.jpg?w=2022&amp;ssl=1 2022w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210728_170939-Jean-Lima.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large is-style-default"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="967" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210801_160205-Jean-Lima.jpg?resize=950%2C967&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26386" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210801_160205-Jean-Lima.jpg?resize=1006%2C1024&amp;ssl=1 1006w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210801_160205-Jean-Lima.jpg?resize=295%2C300&amp;ssl=1 295w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210801_160205-Jean-Lima.jpg?resize=768%2C782&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210801_160205-Jean-Lima.jpg?resize=1509%2C1536&amp;ssl=1 1509w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210801_160205-Jean-Lima.jpg?resize=2011%2C2048&amp;ssl=1 2011w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210801_160205-Jean-Lima.jpg?resize=2000%2C2036&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/20210801_160205-Jean-Lima.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<p><strong>Jean Lima</strong> começou a se interessar pelas expressões artísticas ainda criança, mas foi na época da graduação na EBAUFBA em 2002, que teve acesso ao mundo das artes, de fato, a história da arte. Há presente nesses trabalhos correlações regionais, mas ele trata essas características pictóricas sob uma perspectiva mais ampla do território em si. Grande interessado pelo Sertão, pelo povo sertanejo e seus costumes, também observa os moradores do mato, os fugidos, os moradores do litoral e da costa, os seus derivados conceitos  que formam esses “temas amplos”.                                                                                    </p>



<p>Graduado em Licenciatura em desenho e plástica na Escola de Belas Artes da UFBA em 2007;</p>



<p>&#8211; Especialização em Design de Comunicação Visual pela Unifacs (em andamento);                                                                                                                     &#8211; Especialização em Desenho na UEFS. 2020                                                              &#8211; Participação na<em> 35ª Annual</em> <em>Philadelphia International Art Expo – October Gallery </em>– Filadelfia ,EUA em 2020                                                                          -Selecionado pelo <strong><em>Arte por toda pArte</em></strong> para o <em>Prêmio Cultura e Desenvolvimento Local Feira de Santana em 2020 </em>                                                     &#8211; Selecionado para expor no <em>Salão de Arte Brasileira em Liechtenstein</em>,   Suíça 2019/2020                                                                                                               &#8211; Participação e curadoria na Exposição coletiva <strong><em>Raízes</em></strong>, no Museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana, em 2019                                                  &#8211; Participação e curadoria na exposição coletiva<strong><em> Várias Vozes Visuais,</em></strong> no Espaço Cultural SESC, em Feira de Santana (Matriz). 2019                                &#8211; Participação da exposição coletiva <strong><em>Croma Skhema</em></strong>, no museu de Arte Contemporânea de Feira de Santana em 2018                                                                &#8211; Participação e curadoria d<em>a I Exposição Internacional de Arte</em>, que aconteceu simultaneamente no Museu de Arte Contemporânea &#8211; MAC Feira; e no Museu Regional de Arte &#8211; MRA CUCA)em 2018                                        &#8211; Exposição &#8211;<strong><em> Playback Remix </em></strong>,em 2018 na Galeria do Aluno, Escola de Belas Artes da Ufba                                                                                                               &#8211; Exposição <strong><em>Playback</em></strong>, em 2017 no Shopping Passeo Itaigara em Salvador                                                                                                                                &#8211; Exposição coletiva <strong><em> Contemporânea</em></strong> ,no dia 2 de Julho de 2017 no Centro Cultural da Câmara Municipal da Cidade de Salvador.                          &#8211; Exposição coletiva &#8211;<strong><em> Retratos de Dorian Gray </em></strong>,no Centro Cultural Carmem Assis, Teatro da Barra em 04/2017&nbsp;</p>



<p>Instagram: <a href="https://www.instagram.com/jeanlimadg/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">@jeanlimadg&nbsp;</a></p>
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		<title>Notícia de Jornal</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2022/09/18/noticia-de-jornal/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:23:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
		<category><![CDATA[Literatura]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://revistatrama.artebodoque.com/?p=26375</guid>

					<description><![CDATA[<p>por: Will Marinho</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em>&#8220;Que Deus perdoe esse homens maus</em>&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><em>Que regaram esse solo com o meu chorar&#8221;</em>&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-right has-small-font-size"><strong>(Coruja Bc1 &#8211; O piano)</strong>&nbsp;</p>



<p>Lucas abriu os olhos. Parecia ter dormido um sono profundo, daqueles que os membros esquecem que são ativos. Ao fazer menção em levantar, caiu deitado de novo. “Talvez tenha levantado rápido demais”, pensou. Escorou o cotovelo e foi levantando, aos poucos. Olhou ao redor e se viu em um ambiente claro, muito claro. Não demorou muito para o cérebro traduzir a imagem do espaço em várias perguntas: “Que lugar é esse? Onde estou? Como vim parar aqui?”. Dessa vez, o corpo terminou de se por de pé, em sobressalto.&nbsp;</p>



<p>Antes que pudesse articular uma palavra, escutou uma voz que dizia: “Olá, Lucas!”. A voz pertencia a um homem negro, alto, com os cabelos ‘black power’. Suas vestes eram de um branco misturado com roxo e ele parecia muito calmo. Lucas reparou isso, em poucos segundos, e respondeu assustado:&nbsp;</p>



<p>&#8211; Olá! Tudo bem? Perdão, como é mesmo o seu nome? Pode me dizer onde estamos?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Bem… de onde você veio, eu tenho vários nomes, representações e desenhos.&nbsp;&nbsp;</p>



<p>Alguns,&nbsp; acho levemente pitorescos. Mas eu gosto de um que vi em uma revista em quadrinhos do Maurício de Souza. Tirando a parte da foice, por que não usamos isso aqui? Nesse lugar em que você está, é um plano de transição. Algo nessa linha.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Desculpa! Eu não entendi muito bem. Pode me explicar?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Ahhhhh! Perdão! &#8211; disse o homem &#8211; acabei sendo técnico demais. De onde você veio, me chamam de Morte. Aqui, é uma sala de espera, e você morreu, Lucas.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Co-como é? Eu morri? Ma-mas eu estava vivo até agora…&nbsp;</p>



<p>&#8211; Geralmente, quem morre esteve vivo momentos antes…&nbsp;</p>



<p>&#8211; ‘Pera’…isso deve ser alguma brincadeira ou sonho… ou melhor, pesadelo, né?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Não, é real. Você morreu.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Mas…como assim? Como eu morri? Isso não faz sentido…&nbsp;</p>



<p>&#8211; Tente lembrar os últimos momentos do seu dia.&nbsp;</p>



<p>Lucas deu alguns passos para trás e começou a pensar.&nbsp;</p>



<p>Lembrou que tinha acordado mais cedo para ajudar a mãe. Depois, levou o irmão mais novo para a escola e foi direto para o estágio, no cartório do centro.&nbsp;</p>



<p>Mais tarde, teve aula na universidade. Saiu para tomar uma com os amigos e, na volta para casa, foi parado em um enquadro&#8230; “Aí o policial pediu para esvaziar os bolsos, eu fui tirar meu celular e…”&nbsp;</p>



<p>&#8211; Gente! Eu fui tirar o celular e o policial tirou a arma. Depois, eu não me lembro de muita coisa. Eu tirei o celular e ele tirou a arma. Será que ele atirou em mim?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Sim. &#8211; respondeu o homem com pesar na voz.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Cara, mas por que ele fez isso? Eu só tinha um celular no bolso e ele me matou. Eu morri. Eu não queria morrer. Minha mãe vai ficar brava comigo porque eu morri e ela tinha me pedido para… ‘pera’, se eu morri… e a minha mãe? Alguém precisa explicar para ela. Não foi culpa minha. Tem como avisar ela?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Não é bem assim que funciona.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Como não? Em todos esses filmes a gente avisa a pessoa. Eu tô com um pouco de calor. Um pouco tonto também. Tá quente para você também?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Tente-se acalmar um pouco, Lucas!&nbsp;</p>



<p>&#8211; Cara, eu morri…que loucura. Eu preciso avisar a minha mãe. Eu não estou respirando muito bem…será que é por causa da morte? Ainda tá quente por aqui? A minha mãe…&nbsp;</p>



<p>&#8211; Você está passando por uma crise de ansiedade, Lucas, tente se acalmar. &#8211; Disse o homem tentando amparar Lucas.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Caramba… ansiedade até depois da morte. Isso não é legal. Tá quente aqui… eu não tô bem… eu tenho que falar com a minha mãe. &#8211; Lucas começou a cambalear em direção ao chão. Dessa vez, o homem foi mais firme e disse:&nbsp;</p>



<p>&#8211; Você precisa se acalmar! Quero que segure a minha mão e pense em um lugar que te traz paz.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Mas eu..&nbsp;</p>



<p>&#8211; AGORA, LUCAS! Segure a minha mão e pense! 1,2,3…&nbsp;</p>



<p>************************************************************************************************&nbsp;</p>



<p>Lucas abriu os olhos novamente. Dessa vez, estava sentado, um pouco mais calmo e sem estranhar a paisagem. Afinal, aquele lugar lhe era familiar. Estava dentro da biblioteca da faculdade.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Curioso! &#8211; disse o homem de branco e roxo &#8211; geralmente, as pessoas pensam em vários outros lugares. Biblioteca é algo novo até para mim.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Eu gosto daqui. &#8211; disse Lucas &#8211; É o lugar onde eu não me sentia um estranho. Os livros, além de falar conosco, trazem uma espécie de acolhimento nesse espaço. Além de, aqui, ser bem mais fresco.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Está se sentindo melhor?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Um pouco. Embora ainda ache estranho morrer.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Vai por mim, todos acham! &#8211; disse o homem, abrindo um sorriso.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Então você é a Morte? Você veio me buscar ou algo assim?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Na verdade, você já está aqui. Meu papel é te conduzir.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Então tem essa coisa de céu, inferno, purgatório?&nbsp;</p>



<p>&#8211; É um pouco mais complexo que isso. Mas, sim, existem outras caminhos por aqui.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Então eu morri mesmo, né? Que loucura! Sabia que eu tenho só 20 anos?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Sim! Sabia e sinto muito.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Não imaginava que a morte fosse um homem negro. Que estranho!&nbsp;</p>



<p>&#8211; Na verdade, eu sou uma representação do seu subconsciente que te traz conforto. Uma projeção que te traz alguma calma.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Bem… ainda bem que é um homem negro. Imagina se fosse, sei lá…um policial. &#8211; disse Lucas, rindo…- por falar nisso, não vai acontecer nada com o cara que me matou, né?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Não é bem assim… Ele também morreu.&nbsp;</p>



<p>&#8211; O QUÊ? Quer dizer que ele tá aqui, também?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Não. Ele ainda permanece de onde você veio, mas morto. O que considero pior ainda: estar morto, porém vivo.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Filosófico demais para mim.&nbsp;</p>



<p>&#8211; “Mas eis a hora de partir: eu, para morte; vós, para a vida. Quem de nós segue o melhor rumo? Ninguém o sabe, exceto os deuses”.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Sócrates?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Sim, seu filósofo favorito, né? &#8211; disse o homem entregando um livro com a capa de couro para Lucas.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Sim! Mas reconheço que gosto mais de poesia. A filosofia parece distante demais. A poesia é uma filosofia mais próxima dos pobres.&nbsp;</p>



<p>&#8211; “Mundo mundo vasto mundo, mais vasto é meu coração..”&nbsp;</p>



<p>&#8211; Drummond de Andrade. Poema de Sete Faces. Como sabe que eu gosto desse poema?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Está no livro que te entreguei. É o livro da sua vida.&nbsp;</p>



<p>Lucas olhou para o livro, intrigado. Abriu e viu que as páginas estavam em branco.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Não tem nada escrito aqui. &#8211; reclamou&nbsp;</p>



<p>&#8211; Olhe novamente! &#8211; disse o homem.&nbsp;</p>



<p>Lucas abaixou a cabeça e, ao olhar, para as páginas, viu que as letras começaram a aparecer em cada um daqueles espaços. Lucas folheou o livro, com rapidez, e viu que as páginas finais ainda estavam em branco.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Por que essas páginas estão em branco?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Elas correspondem ao momento em que a sua vida foi interrompida.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Me ferrei até nisso. Me lembrei de um notícia de jornal que falava que nós, homens negros,&nbsp; somos os que mais morrem em ações policiais. Agora, eu faço parte dessa estatística, também. Eu não queria morrer agora…tinha tantos sonhos. E tem a minha mãe…&nbsp;</p>



<p>&#8211; Entendo. Mas um número não é capaz de gostar de poesia ou filosofia. Uma estatística não se preocupa com um familiar, mesmo na hora da morte. Um algoritmo não sente paz, ansiedade, medo, tranquilidade ou afeto. Uma pessoa sim…&nbsp;</p>



<p>&#8211; Mas como sentir isso se eles nos matam todos os dias? Por que eles não param de nos matar? &#8211; disse Lucas, entre lágrimas.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Eu queria ter a resposta para isso. Por isso te disse que o conceito de céu e inferno era tão complexo. Ao meu ver, o que vocês definem como inferno é algo ruim. Mas, quando alguém persegue e mata outro alguém sem motivos,me parece também uma amostra grátis de algo ruim. Talvez, seja o que vocês chamam de inferno. Mas, se há algo que sei sobre certos povos, é que, independentemente do resultado, eles seguem lutando por um futuro melhor (ou menos “infernal”). Enfim, acho que tem alguém que pode te responder melhor essas questões.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Quem?&nbsp;</p>



<p>O homem levantou, esticou a mão e disse:&nbsp;</p>



<p>&#8211; Vou pedir para você segurar a minha mão de novo. Dessa vez, eu vou te levar em um lugar que me traz paz.&nbsp;</p>



<p>Lucas enxugou as lágrimas que persistiam em rolar do rosto. Olhou para o homem, ainda um pouco resiliente. Mesmo assim, segurou as mãos dele.&nbsp;</p>



<p></p>



<p>Lucas abriu os olhos. Olhou para frente e viu o mar. Uma brisa leve tocou seu rosto, como se fosse um afago. Tudo parecia calmo. Olhou para o horizonte e viu que alguém se aproximava em sua direção. À medida que a silhueta tomava forma, ficou perceptível que era uma mulher negra, vestindo uma roupa branca com detalhes em roxo. Seu caminhar era leve, porém ágil. O cabelo também chamava atenção: era cacheado e brincava com o vento.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Você deve ser o Lucas, né? Tudo bem?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Sou sim! A senhora quem é?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Bem…de onde você veio, eu tenho vários nomes, representações e desenhos. Alguns eu acho levemente pitorescos. Mas você deve me conhecer como Deus.&nbsp;</p>



<p>&#8211; Pera… Deus é uma mulher preta?&nbsp;</p>



<p>&#8211; Legal, né? Eu amo a cara que fazem quando descobrem isso. Mas eu te conto mais sobre isso no caminho. Vamos andar um pouquinho? Creio que você deve ter algumas perguntas…&nbsp;</p>



<p class="has-text-align-center">Fim&nbsp;</p>



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<p><strong>Will Marinho</strong> é comunicólogo com experiências híbridas que vão desde as redações jornalísticas de veículos como CNN Brasil, Jovem Pan e Casa Vogue, até projetos em empresas como Movidaria Aprendizagem Corporativa, o banco digital will Bank e a agência de <em>earned </em>media SOKO. Um eterno apaixonado por criatividade e pela beleza que as palavras podem criar.&nbsp;</p>
</div>
</div>



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		<title>Feminino é um lugar que chove dentro</title>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:22:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
		<category><![CDATA[arte]]></category>
		<category><![CDATA[Artes Visuais]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Vanessa Ximenes</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Bordar é um ato de amor. Bordar é abrir caminhos e também é transbordar.</p>



<p> Minha pesquisa sobre o feminino surgiu em 2013, e de 2018 pra cá venho bordando fotografias de mulheres. É um processo íntimo, para além da pele e das pontas dos dedos que são alongados pela agulha e pelas linhas, que juntos são como verdadeiras pontes de conexão. São relações  que se suturam, emendam, enlaçam, e constroem redes. </p>



<p>Minha coluna, a estrutura que me mantém plenamente em pé e viva é toda feita de lã, de fio moulinè, de linha de costura e linha perlé. É no nó que tenciona e atrita esses encontros de texturas e cores que encontro abrigo e sustento. Olho em frente, sigo na certeza de que me mantenho viva na estrutura de cada enlace feito, posso até me sentir só durante o processo de bordar e criar, afinal, trata-se de um processo feito a partir de uma matéria maleável, descontínua; adapto-me e evoluo a cada novo bordado, para além de cada  corpo, pele, mãos, dedos, agulhas, linhas, tesouras, fotografias e tecido, eu bordo, transbordo e retorno. Cada furo da agulha é uma escolha, uma possibilidade de erro e acerto, é algo que se arquiteta, se constrói imageticamente pois é um bordado feito sobre fotografia, mas sinto que me modifica também. O ato de tecer é uma escolha, o tempo inteiro furo mais para a esquerda, ou mais para a direita, construo linhas que lembram raízes, gotas de chuva, árvores, galhos. Vou tecendo e reescrevendo a partir de cada direção que tomo, vou construindo um percurso interno, ora entro, ora saio da superfície, e assim vou me redescobrindo outra durante esse trajeto, uma nova imagem aparece, um novo eu e um novo tu. </p>



<p>Quero me sentir inteira através de cada pedacinho do meu corpo e fluir com as águas internas. Seguir o percurso interno, mapear os fluidos inspirada pelo fluxo dos rios, mares e marés, ter a leveza de uma folha seca levada pelo ar e recém caída na terra. Empondero-me desse desejo, na certeza de que o corpo feminino é a natureza em si. Minha pele é toda casca de fruta, de folha seca e úmida também. Bordar é lembrar, lembrar da nossa essência, lembrar da natureza que habita em nós e das nossas memórias mais remotas. Nosso corpo é tão potente, tão cíclico como as estações e os fenômenos naturais. Bordo para alinhavar essa sabedoria implícita no corpo, inconsciente. Meus ossos são galhos, raízes fortes e linhas moliné entrelaçadas. Alinhavo para juntar e acabo rememorando o lugar de onde eu realmente me sinto inteira, sou feita de terra, água, ar e fogo e também de linha de costura, fios coloridos, escrita abstrata, desenhada na imagem. </p>



<p>Essas são linhas e teias que saem das profundezas do meu ventre, pois meu instinto me leva para o tecer através, e, a partir da minha própria natureza. Quero bordados para além das bordas, das margens das coisas, das peles, limites e continentes. Por vezes vejo veias nas linhas e sinto cada peça como um organismo vivo e pulsante na minha frente. São obras rizomas de afeto.&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="713" data-id="26359" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Agatha.-feminino-e-um-lugar-que-chove-dentro-serie-Vanessa-Ximenes-Vanessa-Ximenes.jpg?resize=950%2C713&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26359" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Agatha.-feminino-e-um-lugar-que-chove-dentro-serie-Vanessa-Ximenes-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=1024%2C768&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Agatha.-feminino-e-um-lugar-que-chove-dentro-serie-Vanessa-Ximenes-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=300%2C225&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Agatha.-feminino-e-um-lugar-que-chove-dentro-serie-Vanessa-Ximenes-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=768%2C576&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Agatha.-feminino-e-um-lugar-que-chove-dentro-serie-Vanessa-Ximenes-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=1536%2C1152&amp;ssl=1 1536w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Agatha.-feminino-e-um-lugar-que-chove-dentro-serie-Vanessa-Ximenes-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=2048%2C1536&amp;ssl=1 2048w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Agatha.-feminino-e-um-lugar-que-chove-dentro-serie-Vanessa-Ximenes-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=2000%2C1500&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Agatha.-feminino-e-um-lugar-que-chove-dentro-serie-Vanessa-Ximenes-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?w=1900&amp;ssl=1 1900w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="675" height="1024" data-id="26371" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Chuva-1-Vanessa-Ximenes-1.jpg?resize=675%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26371" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Chuva-1-Vanessa-Ximenes-1-scaled.jpg?resize=675%2C1024&amp;ssl=1 675w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Chuva-1-Vanessa-Ximenes-1-scaled.jpg?resize=198%2C300&amp;ssl=1 198w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Chuva-1-Vanessa-Ximenes-1-scaled.jpg?resize=768%2C1165&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Chuva-1-Vanessa-Ximenes-1-scaled.jpg?resize=1012%2C1536&amp;ssl=1 1012w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Chuva-1-Vanessa-Ximenes-1-scaled.jpg?resize=1350%2C2048&amp;ssl=1 1350w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Chuva-1-Vanessa-Ximenes-1-scaled.jpg?resize=2000%2C3035&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Chuva-1-Vanessa-Ximenes-1-scaled.jpg?w=1687&amp;ssl=1 1687w" sizes="(max-width: 675px) 100vw, 675px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<p></p>



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<figure class="wp-block-image size-large"><img loading="lazy" decoding="async" width="689" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Ingrid-finalizado-Vanessa-Ximenes.jpg?resize=689%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26365" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Ingrid-finalizado-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=689%2C1024&amp;ssl=1 689w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Ingrid-finalizado-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=202%2C300&amp;ssl=1 202w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Ingrid-finalizado-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=768%2C1142&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Ingrid-finalizado-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=1033%2C1536&amp;ssl=1 1033w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Ingrid-finalizado-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=1377%2C2048&amp;ssl=1 1377w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Ingrid-finalizado-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?resize=2000%2C2974&amp;ssl=1 2000w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Ingrid-finalizado-Vanessa-Ximenes-scaled.jpg?w=1722&amp;ssl=1 1722w" sizes="(max-width: 689px) 100vw, 689px" data-recalc-dims="1" /></figure>



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<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="740" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/perfil-2-Vanessa-Ximenes.jpg?resize=740%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26373" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/perfil-2-Vanessa-Ximenes.jpg?resize=740%2C1024&amp;ssl=1 740w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/perfil-2-Vanessa-Ximenes.jpg?resize=217%2C300&amp;ssl=1 217w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/perfil-2-Vanessa-Ximenes.jpg?resize=768%2C1063&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/perfil-2-Vanessa-Ximenes.jpg?resize=1109%2C1536&amp;ssl=1 1109w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/perfil-2-Vanessa-Ximenes.jpg?w=1472&amp;ssl=1 1472w" sizes="(max-width: 740px) 100vw, 740px" data-recalc-dims="1" /></figure>
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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Vanessa Ximenes </strong> é artista visual, possui mestrado em Linguagens Visuais pela UFRJ, bacharelado em Artes Visuais/Escultura pela mesma instituição. Sua pesquisa sobre o feminino se iniciou em 2013 e recentemente se reverbera através da linha, do gesto das mãos que geram esculturas de gesso e de resina, bordados em fotografias e escritos poéticos. Participou da feira <strong><em>VENICE INTERNATIONAL ART FAIR</em></strong>, em Veneza na Itália em 2019, da residência coletiva <strong><em>TERRA UNA</em></strong>, ecovila &#8211; Minas Gerais, no verão de 2020.                                                     Dentre outras exposições coletivas se destaca <em>CONJUNÇÃO no Centro Municipal de Artes Hélio Oiticica</em> , do Rio de Janeiro,  com curadoria de Keyna Eleison, e <strong><em>DESNUDO </em></strong> na Galeria Benedito Nunes no Pará, com curadoria de Vania Leal. </p>



<p>Em janeiro e fevereiro de 2022 teve seu trabalho amplamente divulgado com a exposição solo <strong><em>BORDA</em></strong>  na Galeria Modernistas, no Rio de Janeiro, com curadoria de Ana Lobo.  Possui obras que integram as coleções de Arte Contemporânea de Eduardo Vasconcelos (Belém | PA) e Josemar Antonio Souza (Salvador | BA). Foi premiada pelo Colégio das Artes da Universidade de Coimbra em parceria com <strong><em>ARTVEINE</em></strong> com a obra de vídeo nomeada por <strong><em>“A busca da margem”</em></strong>  que foi  exibida na <strong><em>XXIV Semana Cultural da Universidade de Coimbra, Portugal</em></strong>, atua também atua como professora e pesquisadora no IFRJ desde 2018.&nbsp;</p>



<p>Instagram: <a href="https://www.instagram.com/vanessasantosximenes/" target="_blank" rel="noreferrer noopener nofollow">@vanessasantosximenes&nbsp;</a></p>
</div>
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<p><a href="https://www.instagram.com/beto.martins.bm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Beto Martins</a> | <a href="https://www.instagram.com/cafe.libertas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Café Libertas</a> | <a href="https://www.instagram.com/atenabookstore/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Atena Bookstore</a></p>
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		<title>Duplipensar</title>
		<link>https://revistatrama.artebodoque.com/2022/09/18/duplipensar-2/</link>
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		<dc:creator><![CDATA[]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 18 Sep 2022 18:21:00 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ano 004, N 138]]></category>
		<category><![CDATA[Poésis]]></category>
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					<description><![CDATA[<p>por: Gabriel Lopes Garcia</p>
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]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Creio, logo sei&nbsp;</p>



<p>Tudo é discurso&nbsp;</p>



<p>Versão é fato&nbsp;</p>



<p>Ódio é religião&nbsp;</p>



<p>Burrice é valor&nbsp;</p>



<p>Vítima é algoz&nbsp;</p>



<p>Xingar é debater&nbsp;</p>



<p>Grito é conversa&nbsp;</p>



<p>Desmatar é preservar&nbsp;</p>



<p>Mentira é verdade&nbsp;</p>



<p>Inventado é real&nbsp;</p>



<p>Fake news é ciência&nbsp;</p>



<p>Vacina é prejudicial&nbsp;</p>



<p>Guerra é paz&nbsp;</p>



<p>Preconceito é humor&nbsp;</p>



<p>Biologia é ideologia&nbsp;</p>



<p>Jesus é miliciano&nbsp;</p>



<p>Sexo é pecado&nbsp;</p>



<p>Assassinato é Cristianismo&nbsp;</p>



<p>Educação é doutrinação&nbsp;</p>



<p>Médico é cientista&nbsp;</p>



<p>General é honesto&nbsp;</p>



<p>Liberdade é escravidão&nbsp;</p>



<p>Irracional é lógico&nbsp;</p>



<p>Golpe é democracia&nbsp;</p>



<p>Pastar é filosofar&nbsp;</p>



<p>Sinceridade é ofensa&nbsp;</p>



<p>Família é gangue&nbsp;</p>



<p>Liberal é servidor&nbsp;</p>



<p>Hipnose é lucidez&nbsp;</p>



<p>Empatia é cancelamento&nbsp;</p>



<p>Ignorância é força&nbsp;</p>



<p>Subserviência é patriotismo&nbsp;</p>



<p>Todes é inclusão&nbsp;</p>



<p>Machismo é natureza&nbsp;</p>



<p>Opinião é conhecimento&nbsp;</p>



<p>Patrulhamento é moral&nbsp;</p>



<p>Fanatismo é argumento&nbsp;</p>



<p>Lacrar é virtude&nbsp;</p>



<p>WhatsApp é laboratório&nbsp;</p>



<p>Arma é solução&nbsp;</p>



<p>Livro é perigoso&nbsp;</p>



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<figure class="wp-block-gallery has-nested-images columns-default is-cropped wp-block-gallery-7 is-layout-flex wp-block-gallery-is-layout-flex">
<figure class="wp-block-image size-large is-style-rounded"><img loading="lazy" decoding="async" width="950" height="950" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=950%2C950&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26355" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=1024%2C1024&amp;ssl=1 1024w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=300%2C300&amp;ssl=1 300w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=150%2C150&amp;ssl=1 150w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?resize=768%2C768&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/Gabo-poeta.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 950px) 100vw, 950px" data-recalc-dims="1" /></figure>
</figure>
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<div class="wp-block-column is-vertically-aligned-center is-layout-flow wp-block-column-is-layout-flow" style="flex-basis:66.66%">
<p><strong>Gabriel Lopes Garcia</strong>&nbsp;é  poeta, professor e divulgador científico. Na coluna Póesis, usa da linguagem poética para expressar minha reverência pelo Universo e o sentimento do sagrado que me habita a intimidade. Elabora sensibilidades estéticas-éticas, segue o fluxo de ideias prazerosas, reinvento semânticas, faço silêncio e verbo conjugarem harmonicamente. Ele  não escrevo poesias. Se escrevo nelas.&nbsp;</p>
</div>
</div>



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<div class="wp-block-columns is-layout-flex wp-container-core-columns-is-layout-19 wp-block-columns-is-layout-flex">
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<div class="wp-block-image"><figure class="aligncenter size-large"><a href="https://www.companhiadasletras.com.br/livro/9786559211630/o-sequestro-da-independencia?idtag=9574a89e-f004-4536-99a9-de5691cab400&amp;gclid=Cj0KCQjwmdGYBhDRARIsABmSEePxRB5jR3QqPP9SL1G_YdInnIEy-fFHhzaz_ElihSsyvHkUJm2qzekaAnysEALw_wcB"><img loading="lazy" decoding="async" width="576" height="1024" src="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=576%2C1024&#038;ssl=1" alt="" class="wp-image-26020" srcset="https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=576%2C1024&amp;ssl=1 576w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=169%2C300&amp;ssl=1 169w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=768%2C1365&amp;ssl=1 768w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?resize=864%2C1536&amp;ssl=1 864w, https://i0.wp.com/revistatrama.artebodoque.com/wp-content/uploads/2022/09/lilia-publi-1.png?w=1080&amp;ssl=1 1080w" sizes="(max-width: 576px) 100vw, 576px" data-recalc-dims="1" /></a><figcaption><em>Clique na imagem para mais informações.</em></figcaption></figure></div>



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<p><a href="https://www.instagram.com/beto.martins.bm/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Beto Martins</a> | <a href="https://www.instagram.com/cafe.libertas/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Café Libertas</a> | <a href="https://www.instagram.com/atenabookstore/" target="_blank" rel="noreferrer noopener">Atena Bookstore</a></p>
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